Sunday, February 22, 2009

Perfil de PEDRO PERNAS





Sempre quiseste ser actor, mesmo quando eras criança?
Tenho que responder que não. Penso que sempre quis ser cantor porque, desde muito cedo mesmo, eu não parava de cantar. Tenho memórias de quando tinha nem dez anos ainda em que no meu bairro, que fazia uma praça, as vizinhas me pedirem das janelas para cantar para elas enquanto estendiam a roupa. Ainda na minha infância quis seguir o sonho de ser jogador de futebol e joguei nas camadas infantis dum clube federado. E não era mauzinho. Tentei então entrar no meu Sporting e como não me recrutaram, matei o sonho por ali; ou era no Sporting ou nada. Mas isto foi só um aparte. Já nos meus catorze anos, cantei num bar em Alhandra, a cantar covers de músicas dos “The Beach Boys” onde durante cerca de um ano e meio, senti o que era fazer-se parte de uma banda e sonhei logo em ter uma banda de originais. Ainda tive algumas experiências; todas frustradas, em termos de afirmação. Passaram-se uns anitos e fui estudar música, sendo a minha disciplina de instrumento o Canto, numa escola técnico-profissional onde, certo dia, no meu terceiro e último ano, recebo o convite do meu professor de Inglês, que era inglês, para fazer uma audição para uma peça do grupo de teatro amador do qual ele fazia parte, os “The Lisbon Players”. Era para a opereta “The Beggars’ Ópera” de John Gay. Lá fui, fui escolhido para o papel de Macheath e foi uma experiência tão boa e tão rica que me deixou com o chamado bichinho do teatro para sempre. Resumindo, não foi desde criança que quis ser actor, foi desde a juventude, mas agora não me imagino a ser outra coisa. Acho que tinha mesmo que o ser.

Onde foi a tua estreia?
Como disse, a minha estreia nos palcos como actor/cantor foi na “The Beggars’ Ópera”, só que foi a nível amador, embora o “The Lisbon Players” seja um grupo mais profissional que alguns grupos profissionais que conheço. Mas a minha estreia como actor profissional foi no musical “Jasmim - ou o Sonho do Cinema” de Filipe La Féria.


O que fizeste com o Filipe La Féria e como foi esse período?
Além do “Jasmim” no palco, fiz parte do elenco da série televisiva com o mesmo nome, exibida na SIC e participei em eventos televisivos como por exemplo “40 Anos R.T.P. - Saudades do Futuro” e as variedades que o Filipe dirigiu para os Festivais da Canção 95 e 96, se não estou em erro. Participei também em três programas de “Todos ao Palco”, como convidado, assumindo personagens que iriam concorrer à Chorus Line juntamente com os concorrentes verdadeiros. O último projecto do qual fiz parte foi “Camaleão Virtual Rock”, uma Ópera Rock que Filipe Lá Féria escreveu para a R.T.P, em 96/97.
Todo esse período foi um período de aprendizagem e habituação ao palco, ao teatro e a todas as suas condicionantes e foi também um período onde realmente aprendi a conhecer-me como actor e a saber ultrapassar as minhas limitações. Foi uma fase onde aprofundei os meus conhecimentos em relação ao Teatro Musical, onde comecei a aprender dança, por força da necessidade desta característica neste estilo teatral ( até aí, pouco ou nada dançava) e foi onde, com a equipa técnica do Teatro Politeama, aprendi tudo sobre a montagem de um espectáculo, sobre os bastidores, e aprendi toda a nomenclatura do equipamento de um teatro. Foi também neste período que trabalhei pela primeira vez em televisão, o que foi muito enriquecedor porque experimentei também essa forma de se ser actor.
Resumindo, neste período adquiri todas as bases necessárias para trabalhar e continuar a evoluir nesta profissão em que decidi apostar. Obrigado Filipe, com quem aprendi muito, para o bem e para o mal, e obrigado também a toda a máquina humana do Teatro Politeama que me deixou vasculhar no trabalho deles para poder conhecer o TEATRO e aprender sobre TEATRO.



E a experiência com os Els Comedients?
Foi o continuar a evoluir, a conhecer novas perspectivas e novas formas de trabalhar, onde tomei consciência de que, por toda a minha vida, eu iria estar sempre a aprender e a ter que me adaptar a toda uma nova forma de se estar no teatro. Cada grupo, cada pessoa tem o seu método e nada melhor para um actor que passar pelo maior número possível de métodos diferentes de se estar e de se fazer teatro para assim ir aumentando as ferramentas de trabalho. Com eles fiz “O Rapaz de Papel”, um musical com música de Pedro Abrunhosa levado a cena no Teatro da Trindade, no “Festival dos Cem Dias” que antecedeu a EXPO’98 e participei na “Peregrinação”, espectáculo itinerante desse grande evento. Quero só acrescentar que todos os “els Comedients” que conheci e com quem trabalhei são de uma sensibilidade artística e de uma sensibilidade humana fantásticas. Isso ajudou-me a reconhecer o companheirismo e a humildade como grandes ferramentas de trabalho para qualquer actor, essenciais mesmo.

A seguir foste parar ao TIL, como foi essa experiência? Que peças fizeram lá e como é trabalhar para o público infantil?
Fui por convite do meu querido Fernando Gomes, na altura director artístico do grupo. Foi uma experiência importantíssima para mim, para o que sou e sei hoje, e por várias razões:
- por tudo o que aprendi com o Fernando, que é imensurável;
- pelo facto de ter tido oportunidade de participar em toda a montagem do espectáculo, não me limitar a ser só actor. Nunca mais me esquecerei de todas as noitadas que passámos a construir o cenário, onde aprendi muito sobre essa arte com o colega de palco e também cenógrafo da companhia Kim Cachopo. Aprendi sobre que materiais utilizar em cada situação e como trabalhar cada um desse materiais, enfim, abordei mais uma das vertentes do teatro;
- Desenvolvi o meu endurance como performer, já que cada temporada no TIL implicava sete meses em cena, com um horário atípico, por se tratar de teatro infantil. Tinha récitas de quarta a domingo, sendo que de quarta a sexta era de manhã e de tarde e aos fins-de-semana só de tarde.
A minha temporada no TIL foi de quatro anos e participei nas peças “O Corcunda de Notre Dame”, “Os Três Mosqueteiros”, “A Ilha do Tesouro” e “A Bela e o Monstro”.
Só me resta dizer que o público infantil é dos públicos mais difíceis de trabalhar para, já que estão ainda muito limpos de preconceitos e são por isso o público mais sincero e terra-a-terra que podemos “enfrentar” enquanto actores. Não existe cinismo na manifestação do agrado.


E ainda houve a experiência da Klássikus que foi um pouco o prolongamento do TIL, não? Como foi?
Digamos que o facto de fazer parte da Klássikus, associação cultural que o Fernando Gomes formou, foi consequência do trabalho no TIL, mas não é de todo um prolongamento desse mesmo trabalho. São linguagens e registos bem opostos até. A única semelhança será o facto de se trabalhar sobre grandes clássicos do mundo da literatura.
Na Klássikus, aprendi a estar no mundo do teatro independente. A companhia é como uma família, todos nós fazemos de tudo o que há para fazer, desde cenários ao guarda-roupa. Foi neste período que aprendi realmente a fazer comédia e com o maior mestre da mesma, o grande Fernando Gomes. A frase que mais vezes me bate na cabeça durante um processo de construção de um trabalho é de sua autoria, que passo a citar: “A melhor forma de se fazer comédia é com seriedade. Nunca se deve desenhar ou dar peso a uma piada, pois ela existe por si só. Nós só temos de a viver da forma mais humilde e verdadeira que conseguirmos. Senão esta tornar-se-á superficial e redundante”. Posso afirmar que o Fernando Gomes é o meu maior mestre de teatro, porque foi com quem trabalhei durante mais tempo e, por isso, com quem mais aprendi. Sou um sortudo por ter tido essa oportunidade. Falo no passado porque, devido a outros convites e a outros trabalhos, afastei-me dos palcos pisados pela companhia e fui pisar outros, mas faço ainda parte da grande família que é a Klássikus e tenho a certeza de que vou voltar a ter o prazer de partilhar as tábuas com todos eles. Até já.

E o “Portugal, Uma Comédia Musical?” no São Luiz, foi tudo o que esperavas?
Não sei sinceramente o que é que eu esperava; fui ao casting, fui escolhido, fiquei feliz por isso e “vamos lá ao trabalho”. Foi bom trabalhar com o António Feio, de quem eu gostava do trabalho e com quem queria trabalhar. Foi mais uma escola. Foi um prazer cantar as fantásticas músicas que o Sérgio Godinho compôs, como também foi conhecê-lo. Gostei da equipa, sempre boa onda, muito talento. Creio que o balanço foi bastante positivo, portanto, sim, foi o que eu esperava.


Depois foste até ao Porto onde fizeste um pouco trabalhos diferentes daquilo que estavas habituado. Como foi a tua temporada de 2005 a 2006 no Teatro Nacional São João?
Digamos que fui acabar o meu “curso de teatro”. Tudo o que eu levava na bagagem era apenas o que tinha aprendido em trabalhos de registo e de estética diferentes , como referiste na pergunta. Era tudo novidade. E foi como que assistir a uma Masterclass. Naquela casa bebe-se teatro na verdadeira essência da palavra. Foi a minha mais rica experiência profissional, por tudo o que aprendi, por tudo o que vivi. Mas principalmente por toda a equipa, que me recebeu de braços abertos. O excelentíssimo Ricardo Pais, que respeito profundamente pelo homem de teatro que é, pelo fabuloso ser humano que é, e por tudo o que me ensinou, conseguiu reunir à sua volta toda uma equipa de magníficos, todos exemplares na sua função. E quando estás inserido numa casa assim, começas por te sentir pequeno, mas com todo o espaço para crescer, evoluir com todos eles. Foi também nesta fase que vivi o teatro a nível europeu, porque o TNSJ faz parte da UTE – União de Teatro da Europa, e vive todo um intercâmbio cultural com teatros europeus. Fomos a Roma, a Reims ( à “Comedie de Reims”,a casa de Emannuel Demarcy-Mota) e a Turim. Pessoalmente, sinto que fiquei aquém das expectativas, mas tenho consciência de que dei sempre o meu melhor e de que realmente aprendi bastante e evolui muito como actor. Sinto-me com outra bagagem. Foi, portanto, um privilégio poder fazer parte da equipa que considero ser a melhor equipa com que já trabalhei. E falei sempre de todos os sectores. Bravi. Posso dizer que o Teatro Nacional de S. João é sem dúvida a casa mais bem organizada e mais bem equipada onde já trabalhei. Obrigado, Ricardo, por esta oportunidade.

P.S- Depois da temporada no TNSJ, onde e quando conheci Nuno Cardoso, voltei para Lisboa e fiz parte do elenco de “Ricardo II”, que este encenador dirigiu para o Teatro Nacional D. Maria II. Outra magnífica experiência, onde tive oportunidade de desenvolver as minhas capacidades de improviso. Brutal.

E agora vieste parar ao “Os Produtores”, já tinhas trabalhado com o Cláudio Hochman, noutros projectos.
Já tinha trabalhado com o Cláudio em três projectos e meio antes deste “Os Produtores”. O primeiro projecto com ele foi “O Último Tango de Fermat”, um musical Off-Broadway sobre matemática levado a cena no Teatro da Trindade aquando do Ciclo de Ciências. Foi um projecto muito positivo. Música fantástica, personagens fabulosas. De seguida, surgiu o convite do Cláudio para integrar o elenco do “Fungágá”, espectáculo concebido a partir de canções de José Barata-Moura. Ainda participei na Gala de Apresentação do mesmo, mas entretanto optei por não integrar o projecto final. Abriu-se a porta para o “Portugal – Uma Comédia Musical” e decidi entrar. Foi este o meio projecto. Depois da minha volta a Lisboa, já depois de ter vivido o “Ricardo II”, recebo um telefonema do Cláudio a perguntar-me se queria entrar no musical “Sonho de uma Noite de Verão” a partir de Shakespeare, para o D. Maria II. Eu aceitei, por voltar a trabalhar com o Cláudio, mas principalmente por voltar aos musicais. Só que faltavam apenas seis dias para a estreia porque iria substituir um dos intervenientes que se tinha magoado numa perna. Foi a minha mais rápida preparação de um espectáculo, mas, como fui muito bem acolhido por toda a equipa, na estreia estava pronto, surpreendentemente seguro e feliz por fazer parte deste projecto. Com esta mesma equipa, o Cláudio dirigiu o musical “Fungágá MP3”, também produção do D. Maria II, mas levado a cena no Teatro Villaret, que foi um projecto que me ajudou a recuperar a forma física e as capacidades e disponibilidades necessárias para estar em cena num musical. Muito cantei e muito dancei. Foi um projecto descontraído e muito feliz. Daí, surgiu o convite para o casting de “Os produtores” para o qual fui felizmente escolhido.

Como tem sido o processo deste “Os Produtores”? Não é normal estrear fora de Lisboa é só depois atacar a capital, qual tem sido o efeito disso nos actores?
Tem sido um processo descontraído, que desde o início evoluiu de uma forma natural. A Cherry conseguiu reunir uma equipa fantástica, muito heterogénea, mas que conseguiu uma homogeneidade de grupo incrível, que se reflectiu no trabalho e nos deixou construir um espectáculo de muito boa qualidade e muito seguro a nível artístico. Que bom que tem sido fazer parte deste projecto.
O facto de termos estreado em Portimão, e de termos ainda visitado Coimbra e Leiria antes de, finalmente, estrear em Lisboa, foi, creio que para todos, muito bom porque nos deu a oportunidade de rodar o espectáculo antes da prova de fogo lisboeta e, assim, nos sentirmos mais preparados para a maior temporada que esta equipa vai viver. Encontrámos sempre públicos diferentes e constatámos que o espectáculo foi sempre bem acolhido, o que nos deixou com a sensação de que estamos realmente a levar a cena um espectáculo de grande qualidade que desperta carinho nos mais variados tipos de público e isso encheu-nos de confiança para todas as provas de fogo que tivermos que enfrentar.

Como foi o processo da criação deste teu Franz Liebkind?
Foi muito bom. Deu-me muito prazer abordar e aprofundar esta personagem. Tentei ver o mínimo possível de produções deste musical. Não tive, infelizmente, oportunidade de ver esta obra em cena. Vi só a última produção para cinema. E fi-lo apenas uma vez, para me preparar para o casting. E isto para não me sentir demasiado influenciado pelos trabalhos que visionasse. Obviamente, a personagem obedece a uma fórmula definida pelo autor da qual não me podia distanciar, tanto nos desenhos cénico e coreográfico como na definição do carácter mas, com esse material e com todas as indicações pedidas pelo Cláudio ao longo de todo o processo, penso que criei um Franz Liebekind um pouco diferente. Tem a loucura, tem o fanatismo por Hitler, tem os pombos como únicos amigos, tem os rasgos esquizofrénicos de general alemão, mas também tem um toque de humanidade e de sensibilidade emocional e tem uma noção de justiça tão presente que acaba por despertar simpatia no público, apesar destas características se manifestarem pelas causas erradas, mas que são as causas em que ele acredita, às quais se entrega com toda a lealdade.
Tentei também criar, e dar de forma discreta, uma fiscalidade próxima da dos pombos, os únicos seres com quem interage na sua vida. Obrigado, Frederico, por teres observado e comentado isso quando nos foste ver.


Como é que te sentes no papel de um Nazi?
Sinto-me bem, e explico porquê. Não sinto que esta personagem seja um nazi no seu verdadeiro e depreciativo sentido. Sinto que é uma sátira ao nazismo. Ridiculariza a figura do nazi. O monstro do nazismo é, nesta comédia, banalizado, com o intuito de retirar toda a importância ao seu poder durante o seu período negro e para, ao mesmo tempo, nos lembrarmos que estes fenómenos se têm repetido ao longo da nossa história e que está nas nossas mãos não permitirmos que se repitam. Não é, de todo, pró-nazi. É antes um abrir de olhos, é um néon que diz “Lembrem-se do Holocausto; não deixem que se repita!”. Acho, portanto, que nem sequer me sinto no papel de um nazi, mas sim no papel de um louco que, na sua loucura, embicou para o fanatismo por Hitler.

Ao ver-te no palco não podemos deixar de notar que estás em grande harmonia. É verdade? Está-te a dar um grande prazer?
Está a encher-me de prazer, todos os dias. Sinto-me feliz com este trabalho, está a ser gratificante fazer parte dele. E isso faz com que me sinta mais sereno e mais tranquilo. Faz com que consiga desfrutar do trabalho com menos tensão, com mais disponibilidade e com mais espaço para pôr em prática tudo o que aprendi. Logo, sim, é verdade, estou em harmonia profissional. E estou também numa fase pessoal de muita serenidade, de muita alegria, de muito amor, e isso ajuda, e muito, a estarmos em harmonia na vida, no geral. Estou, felizmente, numa boa fase; estou grato por isso.

Como é o espírito nos bastidores? O elenco e equipa em geral abraçaram o projecto de igual modo?
Voltamos a falar de harmonia. Como já disse, existe uma grande homogeneidade nesta numerosa e talentosa equipa, e o espírito de entrega e a noção de responsabilidade e o profissionalismo de cada um, faz com que, nos bastidores, se viva um ambiente de entreajuda muito forte, e também um ambiente de grande cumplicidade profissional. Até porque, em tournée, o grupo passou, forçosamente, bastante tempo junto, e isso ajuda a uma maior proximidade entre todos. Vive-se, portanto, um ambiente de bastidores onde a calma, a alegria, a amizade, o humor, a cumplicidade, a brincadeira e o prazer acontecem em paralelo e em harmonia com o profissionalismo e a concentração necessários para, mais uma vez, partilhar este “Os Produtores” com todos os que nos visitarem. Estamos todos juntos pela mesma causa; sermos felizes neste projecto.



(entrevista exclusiva para o Guia dos Teatros feita por e-mail)

Muscarium com 10 leituras encenadas





No ano em que comemora 10 anos de existência, o teatromosca propõe a realização de um ciclo de 10 leituras encenadas, MUSCARIUM, na Casa da Cultura de Mira Sintra. Em cada sessão (uma por mês), será apresentada uma nova leitura de um texto que foi já produzido pelo teatromosca, mantendo os elencos originais dos espectáculos. De Fevereiro a Dezembro de 2009, serão lidos 10 textos, em registo informal...

Desde Dezembro de 2008, o teatromosca tem um novo espaço numa sala da recém-inaugurada Casa da Cultura de Mira Sintra. Este espaço funcionará como escritório, armazém e sala de ensaios da companhia...

O ciclo de leituras encenadas, LITERATURINHA, continua a ser apresentado em digressão por todo o país. No dia 14 de Março, será apresentada a sessão Macaco do Rabo Cortado, na Biblioteca de Sobral de Monte Agraço.

Em 2009, para além da continuação de LITERATURINHA e da produção de MUSCARIUM, será encenado o espectáculo DOR FANTASMA, com textos de Manuel Bastos e encenação de Mário Trigo, em co-produção com o Teatro Focus. O Departamento de Pedagogia e Animação (DPA) do teatromosca apresentará RETRATINHOS, para o público infanto-juvenil, e dinamizará VIAGEM AO CENTRO DO TEATRO, em colaboração com o Serviço Educativo do Centro Cultural Olga Cadaval...

Em 2010, para além da continuação das actividades do DPA e do projecto IGNARA#GUERRA COLONIAL, o teatromosca levará a cena o primeiro espectáculo da trilogia DOS SEUS TRABALHOS, a partir de textos de John Berger...

Diogo Infante: "Tenho nas mãos um presente envenenado"






O novo director artístico do D. Maria diz que a contenção orçamental vai pautar toda a sua actuação à frente do teatro.

Diogo Infante acredita que menos produções e muitas "operações de charme" vão permitir que a casa do Rossio aumente a qualidade da sua oferta cultural. Em entrevista exclusiva ao Expresso, o novo director artístico do D. Maria diz o que quer e o que pensa do Teatro Nacional.

O convite para dirigir o TNDMII coincidiu com a sua saída do Teatro Municipal Maria Matos. Que relação existe entre as duas coisas?
Não saí do Maria Matos para vir para o Nacional. Contemplei o convite do ministro da Cultura porque já estava de saída do Teatro Municipal. Já estava em curso um processo que, para mim, era evidente que iria resultar na minha saída do Maria Matos. Ainda assim, depois de ter recebido o convite do ministro, aguardei mais um tempo, fiz novas pressões no sentido encontrar um compromisso que tornasse viável a programação que tinha negociado para aquele teatro municipal.

O que respondeu ao ministro?
Disse-lhe que o timing não era mau, que estava num processo de desvinculação com o Maria Matos, mas porque este ainda estava em curso precisava de algum tempo para ver se o que aconteceria. Na altura, em Junho, não sei se estava preparado para sair do Maria Matos. Estava muito ligado emocionalmente àquele projecto e não o queria abandonar assim. Hoje, em retrospectiva, penso que sai na altura certa.

Quando apresentou a demissão, em Julho, e foi recebido pelo presidente da Câmara Municipal de Lisboa, já tinha aceite o convite do ministro da Cultura?
Sim. Já tinha tomado a minha decisão e não estava ali para fazer nenhum jogo. Fui lá explicar, institucionalmente, porque é que me demitia.


Qual foi a sua primeira reacção em relação ao convite do ministro da Cultura?
Fiquei surpreendido. Senti um misto de orgulho por alguém poder pensar que eu merecia essa confiança, e, ao mesmo tempo, a noção de que era uma tarefa difícil. Lembro-me de falar com alguns colegas que já tinham sido convidados para o cargo e que nunca tinham aceitado. Todos me disseram que sabiam que não teriam as condições ideais para poderem desenvolver um trabalho que achavam que deviam fazer. Pensei nisso. Pensei que não ia ser fácil. Mas não gosto de tarefas fáceis, gosto da ideia do desafio e de pensar que estou numa altura da vida em que me posso lançar a projectos desta envergadura. Incomoda-me a ideia de pertencer a uma geração que aponta o dedo e critica, mas que, quando chega a altura de dar um contributo, recua.

Pediu algumas condições de trabalho?
Disse que para vir teria que trazer comigo algumas pessoas da minha confiança, sobretudo pessoas que me ajudassem a viabilizar o projecto nos moldes que me propus desenvolvê-lo. Trouxe pessoas que estavam a trabalhar comigo no Maria Matos.

Os estatutos do teatro permitem que o director artístico acumule as duas funções, o Diogo não o faz...
Sim. Mas o ministro disse-me de início que gostava que eu não fizesse parte do Conselho de Administração. Não me opus. Não tenho nada contra, antes pelo contrário, o trabalho é tanto... O ministro acha que, de alguma forma, é perverso que o presidente do Conselho de Administração e o director artístico sejam a mesma pessoa. Concordo, não tenho qualquer espécie de aptidão ou vocação específica para esse tipo de trabalho. Gosto muito mais de me dedicar ao projecto artístico, que, obviamente, não se esgota na programação. É evidente que tenho reuniões periódicas com o CA e que discuto tudo em conjunto com ele.

Foi confrangedor para si já ter aceite ser director do D. Maria e ter de esperar pela exoneração da anterior direcção e depois, até Dezembro, pela nomeação?
Sim. Foi um tempo excessivo, que decorreu, tanto quanto percebi, de uma série de contingências legais, políticas, e sobretudo com a articulação entre os ministérios envolvidos. Não pude por isso exercer cabalmente as minhas funções até à nomeação oficial, em finais de Dezembro, nem falar enquanto director desta casa. Mas já estava a realizar uma série de contactos informais e a pensar e estruturar o meu projecto. Permitiu-me viajar, falar com pessoas, sondar outras, para que, no espaço de um mês e meio após a nomeação pudesse ter uma programação para apresentar.

Antes da nomeação chegou a ser contratado como consultor do CA para a programação...
Sim, é verdade. Fui contratado em nome individual em Outubro.

Quais são os moldes de funcionamento que propõe para o TNDMII?
Acima de tudo a contenção orçamental.

Qual é o orçamento de que dispõe?
Um milhão e meio de euros para programação de um bolo total de cinco milhões de euros. Sei que é um orçamento que se mantém, mas também sei que o orçamento para a programação (a Sala Garrett, a Sala Estúdio e as demais actividades) não chega a um terço do total da verba de que o teatro dispõe. A estrutura absorve mais de dois terços. Essa é uma lógica de funcionamento de há muitos anos, que, agora, estamos a avaliar num trabalho de reconhecimento das mais valias das pessoas da casa com o objectivo de as potenciar, ou seja, com a prata da casa rentabilizar melhor o investimento, de forma a fazer uma gestão equilibrada de um orçamento que é curo para aquilo que acho que se espera de um teatro nacional. A partir do momento que comecei a exercer funções, apercebi-me de uma série de solicitações e expectativas do meio artístico em relação a esta casa como forma de viabilizar projectos. Muitos festivais e eventos contavam com a participação financeira do teatro, o que pressupõe um encargo pesado para uma estrutura que lida no seu limite com recursos que são poucos em relação à sua dimensão.

Era também esse o problema que se lhe colocava no Maria Matos.
Mas aqui são recursos proporcionalmente diferentes. O dinheiro continua a ser pouco para que possamos cumprir aquilo que são os pressupostos e a missão de um teatro nacional.


Quanto é que seria preciso?
Não sei. A questão é: até onde é que podemos ir. Estou a aplicar a lógica da temporada que visa rentabilizar o investimento.

Menos produções, portanto?
Sim.

Já afirmou que não conhecia a realidade da estrutura do Nacional. Depois de cá estar há alguns meses, como vê essa realidade?
Não quero tecer comentários que possam ser deselegantes em relação às anteriores direcções. Mas acho que o D. Maria, com todas as suas qualidades e os seus defeitos, não cumpre a sua missão. Não tem sido suficientemente activo na produção, nem um papel relevante no panorama cultural ao ponto de nós lhe reconhecermos esse mérito e esse estatuto de teatro nacional. Mesmo assim, sinto-me muito feliz por verificar a disponibilidade das pessoas da casa para acolherem um projecto que de alguma forma dê uma nova vida a este teatro. Se não tivesse comigo as cerca de 90 pessoas que trabalham aqui seria muito complicado.

Diz que a sua popularidade o tem ajudado...
Falo mais em operações de charme que tenho levado a cabo e refiro-me ao meio artístico. Sentia que grande parte dos meus colegas estavam muito renitentes e muito céptico em relação à anterior administração, e aqui, quando falo em administração falo também em direcção. Senti que muitos actores e encenadores não queriam colaborar com o Teatro Nacional. Não interessa saber porquê, o facto é que diziam que não queriam trabalhar aqui. Com a minha vinda tenho sentido que há uma maior abertura. As pessoas estão pelo menos dispostas a ouvir. A operação de charme passa por levá-las a pensar comigo em soluções criativas para o teatro. Estou a pedir-lhes ajuda, a pedir-lhes que pensem em projectos que lhes apeteça realizar aqui. Acho que esta é a minha mais-valia: estar muito próximo do meio artístico e ter, naturalmente, alguns canais privilegiados.

Como viu o encerramento do Teatro Villaret e do Teatro da Politécnica, que estavam afectos ao Nacional?
Como saberá, o Ministério da Cultura, chamou a si, felizmente, a resolução dos contratos com o Teatro Villaret e com o Teatro da Politécnica.

Haverá concessões desses espaços?
Não sei. Sei que neste momento já não têm licença de apresentação de espectáculos. São situações que têm que ser resolvidas.

Mas pela tutela.
Exactamente. O MC está a negociar soluções para estes espaços.

Foi uma decisão da tutela ou do CA do TNDMII?
Foi uma decisão concertada, mas quando o ministro falou comigo disse-me imediatamente que esse era o caminho, porque financeiramente não era viável suportar os custos dessas salas, ainda mais estando elas carenciadas de investimento e ainda ser necessário dotá-las de recursos humanos para programar.

Também sentiu a necessidade de fazer novas contratações no D. Maria, nomeadamente na área da direcção de cena e também no departamento directivo, falo do cargo ocupado por Natália Luiza, sua adjunta?
Essas são algumas das pessoas que pus como condição para vir.

E elas não aumentam o custo da estrutura dirigente?
Não porque são lugares que não estavam ocupados. Algumas das pessoas que estavam afectas à direcção saíram com a antiga direcção. São lugares de confiança. Quando eu me for embora, elas vão comigo. No caso do director de cena não porque é um cargo técnico, mas que não existia. A direcção de cena para mim é algo que espelha bem a maneira como gosto de trabalhar com os criadores, dou-lhe um relevo muito grande.

Que programação poderá, de alguma forma, substituir toda uma série de projectos com países da Lusofonia programados pela anterior direcção?
Em primeiro lugar, esses projectos não estavam contratualizados. Alguns estavam apalavrados e em condições muito pouco claras. Outros manteremos, como o Prémio da Lusofonia. De resto, do meu conhecimento, desses projectos houve apenas um contrato fechado que o CA teve que renegociar, antes da minha chegada. Tudo o resto eram projectos não passíveis de se concretizar. Isto dito assim pode parecer que estou a inviabilizar situações que podiam ser potencialmente interessantes, admito, mas tive que fazer um flic-flac à retaguarda com um mortal empranchado e repensar o modelo de funcionamento de uma estrutura que não tinha capacidade de dar resposta às muitíssimas solicitações. Precisamos de um modelo funcional, realista e consequente. Penso encontrá-lo com a ajuda dos criadores nacionais. Estamos a viver um momento particular, um momento de crise. A cultura necessariamente reflecte em primeira-mão essa tendência e, portanto, eu tenho nas mãos uma espécie de presente envenenado.

A máquina ainda é pesada.
De facto é. Mas além disso, esta história de sermos uma empresa pública complica os procedimentos. Falo de procedimentos legais que não estão nem moldados nem pensados para a actividade teatral. Somos tratados como uma empresa normal e isso complica os mecanismos de todo o funcionamento da casa.

A contenção também se faz sentir na contratação de actores?
Nenhum actor deixou de aceitar trabalhar connosco por causa de dinheiro. A contenção não tem tanto a ver com pagar menos aos artistas porque eles já recebiam mal, mas sim com o facto de partilharmos com os criadores a necessidade de haver uma responsabilização na criação.

Está também a tentar dar nova cara à casa.
Sim. Estou a tentar reformular os camarins que estão podres há 30 anos, a tentar revestir com novos tecidos os sofás, as alcatifas, as fardas... Há intervenções estéticas não danosas.

O dinheiro sairá do orçamento de funcionamento e não do de programação?
Um está aliado ao outro. Mas tenho uma pequena margem no orçamento de programação que se prende com o facto de durante os primeiros meses da temporada não houve actividade.

Esta é uma temporada atípica. Tem menos três meses de actividade e o mesmo orçamento.
Mas isso permite-me dignificar áreas de trabalho, espaços públicos e privados.

Também tornar mais atractivo o teatro?
Exacto. Conseguimos o apoio do primeiro-ministro para um tapete novo para o salão nobre, o actual está absolutamente nojento, velhote e rasgado. Vamos repensar o modelo de funcionamento das bilheteiras, renovar as fardas... São intervenções que podem parecer supérfluas mas não são. Conferem uma dignidade e um bem-estar aos funcionários, mas também passam uma imagem fresca do teatro. Uma das coisas que tenho perguntado às pessoas com quem falo é que imagem têm do Teatro Nacional. A generalidade delas fala de uma casa velha, institucional, muito formal, muito pobre e uma seca.

A experiência do Maria Matos vai valer-lhe para trazer mais gente ao teatro?
É óbvio que a experiência do Maria Matos me dá alguma confiança. Tenho muito poucas certezas mas tenho algumas convicções. E tenho a convicção de que se conseguir ter as condições mínimas, sou capaz de produzir alguns resultados interessantes. Se calhar não com a rapidez com que o fiz no Maria Matos. É preciso ter algum cuidado nas intervenções e alterações que se fazem aqui. Admito que os resultados possam surgir um pouco mais a médio prazo. Mas se todos tivermos alguma paciência e nos derem o benefício da dúvida, acho que é possível deixarmos aqui uma marca interessante. Não sei se será o projecto ideal, mas é, para já, o projecto possível, feito com um enorme rigor, por uma equipa extremamente preocupada, o que é natural, ao entrar numa estrutura com um buraco orçamental brutal.

Está a falar das dívidas já liquidadas no valor de 1,4M de euros. Eram dívidas do teatro, da tutela? Foram pagas com dinheiro do TNDMII S.A. ou com verbas do MC?
Sendo o Teatro Nacional uma empresa as dívidas são suas, foi esta estrutura que as contraiu, mas também já foi esta estrutura que as saldou.

Não foi a tutela que as saldou?
A tutela saldou-as via TNDMII.

Portanto foi através de uma transferência referente à dotação do capital social da empresa?
Exactamente. Mas foi esta administração que o conseguiu, através de uma série de negociações e de pressões junto dos ministérios da Cultura e das Finanças, alertando-os para a necessidade de regularizarmos a situação para podermos partir do ponto zero.

Que dívidas eram essas?
Dívidas a todos os tipos de fornecedores. Nem um anúncio no vosso jornal poderíamos colocar porque não no-lo aceitavam. Não pagávamos... Todo os serviços que permitem que o teatro se mantenha activo estavam seriamente comprometidos, alguns com dívidas já avultadas e longas. Como se sabe o Estado é um mau pagador e por inerência os seus equipamentos acabam por sofrer essa consequência. É evidente que é preciso manter os ordenados em dias às pessoas e não lhes retirar as suas regalias e condições de trabalho, o que torna a situação delicada. Mas também é preciso manter uma actividade, aquilo que, de alguma forma, justifica a nossa própria existência. Esse equilíbrio tem que ser repensado.

A comunicação e publicidade são indispensáveis a um teatro. Dizem as regras de boa gestão que elas não devem ultrapassar os 20% do custo das produções. Desse milhão e meio de euros quanto pensa gastar nesta área? Ou está a considerar arranjar um mecenas?
Neste momento estamos empenhados em fazer contactos institucionais de forma a podermos aliviar um pouco os encargos que temos com a comunicação, mas também estabelecer parcerias que nos possibilitem e viabilizem ter acesso a outro tipo de espectáculos a que não chegaríamos sozinhos. Vamos tentar lançar um repto ao mercado apesar deste ser o momento mais ingrato para o fazermos. Até à procura de parceiros para lavatórios de casa-de-banho andamos e não é fácil. Tudo isto representa dinheiro. O projecto ainda não está suficientemente estruturado...

A sua imagem também funciona nesse campo?
A minha imagem serve pelo menos para nos ouvirem. As pessoas recebem-nos. Espero vir a conseguir seduzir uma empresa ou uma instituição que se queira associar a nós. Acredito é que terá que haver um período de avaliação do nosso trabalho. Mas se conseguirmos recuperar a dignidade e o prestígio que o teatro merece, não vejo razão para que não possamos ter um parceiro à altura. E a grande mais-valia de poder ter um apoio dessa natureza tem a ver com a forma como nos projectamos. Não podemos deixar, pois, de investir na comunicação, como falava. E não será pouco.

Alexandra Carita (texto) e Alberto Frias (fotos) in Expresso
Versão integral da entrevista publicada na edição do Expresso de 21 de Fevereiro de 2009, 1.º Caderno, página 28.

"Matéria de Poesia" pel' "A Escola da Noite"





27 de Fevereiro sexta-feira 21h30
A Escola da Noite com "Matéria de Poesia"
no Teatro da Cerca de São Bernardo

No âmbito da programação associada à exposição "Arquitecturas em Palco", de João Mendes Ribeiro (que termina no próximo sábado, dia 28) A Escola da Noite apresenta, em sessão única para o público em geral, “Matéria de Poesia”, no próximo dia 27 de Fevereiro, sexta-feira, pelas 21h30, no Teatro da Cerca de São Bernardo.
Definido como um espectáculo-recital e assumindo o claro propósito de cruzar, em palco, as linguagens do teatro e da poesia, esta produção inclui a representação de duas dezenas de poemas de cinco autores brasileiros e portugueses: Adélia Prado, Manoel de Barros, Carlos de Oliveira, Alexandre O'Neill e Sophia de Mello Breyner Andresen. O espectáculo foi construído com uma grande simplicidade de recursos cénicos e pensado desde o início para ser adaptável a diferentes tipos de espaços, incluindo pequenos auditórios, bibliotecas, jardins, bares e cafés-concerto.
O destaque conferido aos poemas de Adélia Prado e Manoel de Barros, pouco divulgados em Portugal, proporciona ao espectador um percurso por passagens seleccionadas da poesia brasileira contemporânea, num registo que experimenta os “deslimites da palavra” e as suas múltiplas inscrições no corpo e no espaço. Procura-se valorizar, pela voz dos actores, a sensibilidade e a subtileza da palavra escrita, mas também a dimensão lúdica que os autores associam, nos textos apresentados, ao próprio acto de criação poética, ao próprio acto de criação artística.
"Matéria de Poesia" estreou em Coimbra em Outubro de 2006, e foi apresentado, nesta cidade, nas estufas do Jardim Botânico da Universidade, na Oficina Municipal do Teatro, no Café Santa Cruz, no Café-Teatro do TAGV e no EME Clube. Para além disso, tem sido bastante solicitado por diversas autarquias, teatros e bibliotecas municipais, contando na sua digressão nacional com cerca de duaz dezenas de localidades já visitadas, ao longo de um roteiro que inclui Angra do Heroísmo, Aveiro, Braga, Faro, Figueira da Foz, Leiria e Torres Novas, entre várias outras. Para além disso foi um dos espectáculos que a companhia apresentou em Luanda, no ano passado, quando a convite do Elinga-Teatro se deslocou a essa cidade em Maio do ano passado.

Isabel Campante
A Escola da Noite

39ª produção d'A Escola da Noite
Matéria de Poesia poemas de Adélia Prado, Manoel de Barros, Carlos de Oliveira, Alexandre O'Neill e Sophia de Mello Breyner Andresen
guião e direcção artística: António Augusto Barros; elenco: António Jorge, Maria João Robalo, Sílvia Brito e Sofia Lobo; adereços: Ana Rosa Assunção e António Jorge; fotografias de Augusto Baptista
Espectáculo para maiores de 12 anos Duração aproximada de 50 minutos Preço dos bilhetes entre 6 e 10 Euros

A Escola da Noite
Teatro da Cerca de São Bernardo
Cerca de São Bernardo
3000-097 COIMBRA
telefone 239718238
e-mail geral@aescoladanoite.pt
http://www.aescoladanoite.pt/

"Médico à Força" no ACERT






“MÉDICO À FORÇA” pela Companhia Bonifrates

Uma peça que celebra e denuncia a mentira – como só o Teatro o sabe fazer…

Soam as pancadas de Molière e entra em cena uma peça baseada num texto de… Molière. Depois de um episódio doméstico com a sua esposa, algures entre a violência e a sedução, Esganarelo é envolvido numa trama urdida por ela: em jeito de vingança, Martinha fá-lo passar por um médico famoso, capaz de curar a mudez da filha do senhor Géronte.

Esganarelo não resiste ao apelo do dinheiro, tal como não resiste aos encantos da criada Jacqueline, o que não agrada nada ao marido desta, Lucas. Porém, a filha do velho viúvo não está, de facto, doente: antes procura contrariar a ganância paterna e casar com quem realmente ama – um homem de expedientes duvidosos, mas de futuro auspicioso.

Todos enganam todos, todos escondem alguma coisa…

Ficha Técnica
Texto: Molière
Encenação: João Paulo Janicas
Interpretação: Francisco Paz, Alexandra Silva, José Manuel Carvalho, Alexandre Ventura, Vitor Carvalho, Fernando Taborda, Alexandra Mascarenhas, Rui Damasceno, Alexandra Gaspar e Carla Miguel

"A Visita do Rinoceronte" no Porto





“A visita do rinoceronte” da coreografa Isabel Barros será apresentada pela primeira vez no Porto no balleteatro dia 27 e 28 de Fevereiro pelas 21h30.
Esta peça estreou a 24 de Outubro de 2008 no Auditório da Casa das Artes de Arcos de Valdevez e teve a antestreia (workinprogress) no FIMP (Festival Internacional de Marionetas do Porto).
“A visita do rinoceronte” é a primeira criação de Isabel Barros para o Movimento Incriativo. Esta estrutura é uma iniciativa de integração cultural para o Alto Minho que pretende criar na região um espaço de apoio à produção artística no domínio de todas as artes, é composta por vários artistas.
Isabel Barros nesta criação leva o cruzamento das várias disciplinas performativas a outro expoente, criando quadros de interligação de dança e teatro de imagens. Fazendo-nos mergulhar na sua poética, a imagética de um espaço dos sonhos.
O espectáculo foi seleccionado para participar no LES REPÉRAGES “rencontres internationales de la jeune chorégraphie, organização Danse à Lille/Centre de Developpement Chorégraphique Roubaix”, em Lille e Roubaix (França), Março 2009.


A VISITA DO RINOCERONTE é uma viagem louca através de imagens estáticas, fotográficas e de breves momentos de movimento delirante. Espécie de circo imaginário. É uma viagem ao tempo acolhedor da infância, o tempo do sonho desperto, ou nocturno, numa vontade de permitir uma existência mais leve, mais solta, mais ágil, mais feliz e mais certa. O lugar é um Círculo, um universo de cores onde dois intérpretes procuram o lugar no mundo, e são pessoas, figuras ou quase objectos, como se pertencessem a lugares irreais, são personagens de "lá" à procura do lugar certo.

Públicos -alvo: Maiores de 4 anos
Duração: 60 Minutos (aproximadamente)
Antestreia: FIMP (Festival Internacional de Marionetas do Porto)
Estreia: 24 de Outubro, Auditório Casa das Artes de Arcos de Valdevez.
O espectáculo foi seleccionado para participar no LES REPÉRAGES “rencontres internationales de la jeune chorégraphie, organização Danse à Lille/Centre de Developpement Chorégraphique Roubaix”, em Lille e Roubaix (França), Março 2009.


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Direcção e coreografia: Isabel Barros
Bailarinos/Performers: Carlos Silva e Sónia Cunha
Música original: António Rocha
Desenho de luz: Jonathan Richter
Figurinos e Cenografia: Isabel Barros
Escultura Rinoceronte: Zé Mokuna
Marionetas: Teresa Branco
Assistência de produção: Ana Azevedo
Produção: balleteatro/Movimento Incriativo
Co-produção: Município/Casa das Artes de Arcos de Valdevez

Começaram as obras no Olympia








LA FÉRIA INICIA RECUPERAÇÃO DO OLÍMPIA
O antigo cinema vai dar lugar a um teatro e a uma escola de artes do espectáculo. As obras arrancam hoje e devem estar concluídas daqui a seis meses.

O encenador Filipe La Féria inicia hoje a recuperação do antigo cinema Olímpia, que será transformado num novo teatro e a numa escola de artes do espectáculo. As obras devem estar concluídas daqui a seis meses.

La Féria refere que avança para este projecto sem apoios estatais e que pretende que o futuro Espaço Olympia venha dar uma nova dinâmica àquela zona histórica da baixa de Lisboa.

Situado na Rua dos Condes (bastante próximo do Politeama, o outro teatro de La Féria), o Olímpia é um dos mais antigos cinemas da capital. Foi inaugurado em 1911 como animatógrafo, funcionando no andar superior o Cabaret Olympia, que mais tarde deu lugar à Casa de Moçambique.

Nos primeiros anos o Olympia funcionou também como teatro. Foi ali que António Ferro proferiu as suas célebres conferências sobre o Modernismo. Nos últimos anos foi transformado num cinema de filmes pornográficos.
Alexandre Costa in Expresso


"QUERO FAZER NO NOVO OLYMPIA UM TEATRO SHAKESPEARIANO"
Projecto. Filipe La Féria vai abrir uma Escola de Artes do Espectáculo no antigo cinema

La Féria passa a trabalhar nos teatros contíguos Politeama e Olympia, que será escola
As obras que começaram por estes dias têm um prazo de seis meses para concluir a reconstrução do velho cinema Olympia, nos Restauradores, fechado há vários anos, desde que deixou de exibir filmes pornográficos.

O futuro do edifício continuará na senda dos espectáculos, por vontade do empresário e encenador Filipe La Féria, que ali tenciona erguer uma Escola de Artes do Espectáculo e usá-lo como pequeno teatro, com capacidade para cerca de 300 lugares.

"Não quero fazer aqui um teatro convencional. O palco é pequeno, dá para fazer um teatro shakespeariano, com três balcões de público à volta. A sala terá a altura do edifício, dois andares", explica ao DN Filipe La Féria.

O encenador ficará com dois teatros contíguos: o Politeama, que arrendou, implantado na Rua dos Condes e com a segunda porta de saída para a Rua Portas de Santo Antão; e o Olympia, que comprou, situado nesta segunda artéria. Porque La Féria quer deixar a marca dos seus espectáculos na área.

"Antigamente esta zona era de prostituição, mas agora vem cá público de todo o lado e mudou essa imagem. Quando abrir o Olympia este ambiente será ainda mais visível. E não desisto enquanto não fizer aqui um 'Passeio da Fama', para lembrar os grandes actores e empresários portugueses. Já fiz a proposta ao presidente da Câmara Municipal de Lisboa e ele ficou entusiasmado com a ideia. Esta zona de Lisboa é a nossa 'Broadway'..."


Almodóvar para inauguração

La Féria decidiu que a inauguração do Olympia, prevista para final do ano, inícios de 2010, será com uma peça de Pedro Almodóvar. "Tenho os direitos sobre Tudo sobre Minha Mãe, peça que deverá marcar a abertura do teatro".

Mas a grande função do novo Olympia será a de agregar gente nova, através da futura Escola de Artes do Espectáculo. "Sempre que preparo um espectáculo tenho entre 600 a mil candidatos a cantores, actores e bailarinos", adianta La Féria, acrescentando que "neste momento há uma verdadeira paixão da juventude pelo teatro musical".

Assim sendo, o empresário tenciona ministrar todas as disciplinas inerentes a este tipo de espectáculo, que também inclua coreógrafos, cenaristas, técnicos de som e outros.

"A escola será para ganhar dinheiro", argumenta Filipe La Féria, precisando que deverá ser "uma escola que leve os alunos ao palco como os ingleses. Gosto de misturar nos meus elencos grandes profissionais com jovens que vêm pela primeira vez a uma audição. Onde se veja a mistura do saber com os outros saberes que têm os jovens. Esse é o segredo dos espectáculos".
Leonor Figueiredo in DN


ARRANCOU A RECONVERSÃO DO OLYMPIA
O antigo cinema lisboeta Olympia, adquirido por Filipe La Féria para dar lugar a um novo teatro e a uma escola de artes e espectáculo, entrou ontem em obras. A reconversão, sem apoios estatais, estará concluída dentro de seis meses.

Filipe La Féria não arrisca datas para a inauguração, mas a peça de estreia está mais do que acertada. "Será com uma adaptação do filme Tudo Sobre Minha Mãe, de Pedro Almodóvar", garante ao JN o encenador, que vai investir no Olympia mais de meio milhão de euros.

O Olympia, é um dos mais antigos cinemas da capital, mas estava à muito decadente. Foi inaugurado em 1911 como animatógrafo e acolhia, no andar superior, o célebre Cabaret Olympia, mais tarde foi convertido na Casa de Moçambique. É justamente neste piso que La Féria quer erguer a escola de artes cénicas. O teatro, em baixo, "será mais alternativo, diferente do Politeama", assegura.

Durante a primeira década de existência o Olympia funcionou também como teatro. O encenador recorda que foi no Olympia que António Ferro proferiu diversas conferências sobre Modernismo. E Estevão Amarante, que ganhou notoriedade com a participação em filmes da Série Negra e Westerns americanos, também subiu ao palco do Olympia. Nos intervalos, eram os espectadores que marcavam os lugares, amarrando lenços às cadeiras.

Nos últimos anos, o Olympia entrou num período de profunda degradação que culminou no encerramento, não sem antes se dedicar à exibição de filmes pornográficos e uma frequência muito diferente daquela que granjeou nos tempos áureos.
Telma Roque in JN

Tozé Martinho celebra 50 anos de carreira com peça na Covilhã





A TZM Produções, dirigida por Tozé Martinho, estreia sábado, na Covilhã. a peça As calcinhas amarelas, que deverá ser levada à cena em várias outras localidades ao longo do ano

«Trata-se de uma proposta itinerante, levando teatro mais ligeiro, de comédia, a várias cidades onde habitualmente não há», disse Tozé Martinho à Lusa. Além dele, o elenco é constituído por Alina Vaz, Luis Zagallo que assina também a encenação, Florbela Menezes, Rita Simões, Inês Simões e Daniel Garcia. Intitulada originalmente Os infiéis defuntos, a peça de José Vilhena foi levada à cena em 1967, no Teatro Laura Alves, em Lisboa, com o título As calcinhas amarelas protagonizada por Irene Isidro.

«Alcançou grande êxito e mantém a actualidade», disse Tozé Martinho, acrescentando que «foi feita contudo uma adaptação». A peça estreia no Cineteatro da Covilhã sábado e, no dia seguinte, sobe à cena na cidade vizinha de Seia, «depois há um conjunto de cidades», disse.

Tozé Martinho referiu «a importância de levar teatro a outros centros, criando público e incentivando até os grupos locais». Do elenco, Martinho destacou Alina Vaz que qualificou como «primeiríssima figura do teatro» que encarna o papel de Leopoldina. A actriz que se estreou no Teatro Nacional na peça Querida Júlia ao lado de Amélia Rey Colaço, Érico Braga, Helena Félix, Luís Alberto, José de Castro, Varela Silva, entre outros, completa este ano 50 anos de carreira.

Em declarações à Lusa a actriz afirmou: «Trata-se de uma comédia muito ligeira mas interessante, com ritmo e que mantém a actualidade». «Decidi fazer pelo prazer que me dá estar em cima do palco e, por outro lado, não fazia comédia há mais de dez anos», acrescentou. «O papel é muito engraçado, é uma doida que entra enfurecida e durante 30 minutos domina a cena», explicou.

A actriz actualmente integra o elenco de Auto da barca do Inferno, de Gil Vicente, no Centro Cultural Franciscano, em Lisboa, tendo anteriormente protagonizado com Alberto Villar, Love Letters (Cartas de Amor), de AR Gurney.
Lusa/SOL

Editada a primeira fotobiografia de Vasco Santana, um actor "sempre no centro da cena"







A primeira fotobiografia de Vasco Santana, actor multifacetado que o público e a crítica elogiaram na revista, comédia, opereta, drama e cinema, e nas primeiras emissões da televisão, é editada este mês.

A obra, com 193 fotografias, integra a colecção de fotobiografias do século XX coordenada por Joaquim Vieira, na qual já foram publicadas as de Amália Rodrigues e Fernando Pessoa.

Luís Trindade, professor no Birkbeck College da Universidade de Londres, é o autor da fotobiografia, que se divide em dez capítulos e traça a biografia do actor com antecedentes familiares nas lides do teatro. O pai de Vasco Santana foi Henrique Santana, desenhador de cena, e o autor teatral Luís Galhardo era seu tio.

Vasco Santana gozou de enorme popularidade. Conta Luís Trindade que um dia, na década de 1940, Oliveira Salazar mandou reduzir a velocidade do automóvel em que seguia para o saudar, chamando-o pelo nome de uma das suas personagens.

O actor foi um dos primeiros a aderir à televisão, participando em séries como "A anedota da semana". Muitos dos seus colegas, entre os quais Maria Matos, recusaram-se a actuar para as câmaras.

Luís Trindade salienta no início da obra que "não é preciso apresentar" Vasco Santana, "o Vasquinho" de "O Pátio das Cantigas", pois "em princípio toda a gente sabe quem é".

Vasco Santana "manteve-se sempre no centro da cena", tendo cultivado "uma familiaridade de 40 anos com o público", assinala.

Trindade refere ainda que ele foi um "dos actores mais activos", mantendo-se em cena até dois meses antes de morrer, no Teatro Monumental, em "Um fantasma chamado Isabel", contracenando com Laura Alves e o seu filho Henrique Santana.

Vasco Santana protagonizou um dos mais "fulgurantes" trajectos da cena portuguesa, tendo actuado tanto no Parque Mayer como no palco do Nacional, na rádio - os famosos diálogos de "Lelé e Zéquinha" na década de 1940 -, o cinema e a televisão, logo nas primeiras emissões da RTP.

Ao seu funeral, a 14 de Junho de 1958, assistiram milhares de pessoas.

Esta fotobiografia inclui ainda uma cronologia pormenorizada do actor, referindo as diferentes peças em que participou, as entrevistas que deu, os filmes em que participou e eventos da vida familiar.

Luís Trindade é doutorado pela Universidade Nova de Lisboa e é autor, entre outros, de "O século XX nos jornais portugueses".
in Lusa

Dia 27 de Fevereiro - Último Espectáculo no Teatro da Comuna




Café Teatro da Comuna, às 22h, Os Monólogos da Marijuana.
Último dia, 27 de Fevereiro!
10€ Bilhete Normal - 8€ Estudantes e / ou Profissionais do Espectáculo
Reservas para monologosdamarijuana@gmail.com ou 963 661 601

“Dissonâncias Instaladas” na Lx Factory






Espectáculo único 26 de Fevereiro às 21:00 na CANTINA LX no espaço Lx Factory em Alcântara – Lisboa

“Dissonâncias Instaladas”

Esta instalação aborda a nossa sociedade com o intuito de abrir, alertar e acordar consciências.

Sinopse:
Todos fazemos parte de uma experiência. A vossa será perseguir as Dissonâncias da vida que propomos. As personagens e a acção das Dissonâncias situam-se em vários ambientes desconfortáveis de algo que conscientemente perpetuamos. Fragmentos de cenas incompletas, completamente nutridas de sentido e sem qualquer tipo de interligação. São fragmentos dispersos que nos colocam perante as Dissonâncias da nossa sociedade, ou aquilo que fazemos dela.

Epítome:
Tudo grita e chora à nossa volta, somos todos náufragos numa jangada à espera do naufrágio. Luz e silêncio, desespero e fuga interior, emoções na luta do dia-a-dia, a impaciência da espera, do outro dia, das resoluções, da luta para viver.

Amanhã é dia oito e a merda do passe, o infantário, o telefone, a água, a prestação do carro , a gasolina , a inspecção, os seguros... E só me apetece fugir ...deixar tudo para trás. Não importa para onde desde que deixe esta vida estúpida e banal esta vida medíocre que faz de mim um deplorável pateta. E compreender que as coisas passam, sucedem-se… onde estava o bosque é hoje o deserto, o pôr-do-sol, a rua, um passeio, um amante, não significam nada. Puta, barata, oferecida, vendida, meretriz delambida, rameira afectada, tartaruga de bordel, mas, sobretudo, puta.

O que é que estás a dizer?! Há vozes que ensurdecem. Rebentem os astros em cem mil pedaços. Calem-lhe a boca com o seu próprio lodo. Quero dar-lhe três tiros nos olhos, dois entre as pernas, cravejá-lo, cortar-lhe a linga, cinzelar-lhe o rosto...O senhor sabe bem que um povo com ideias é um povo perigoso. Temos de os convencer que o seu pensamento continua em inteira liberdade e independência. É a melhor forma de os controlarmos, ah, ah!...
Elenco:
Artur Assunção
Delfina Costa
João Pires Silva
Helena Duarte
Lurdes Vinagre
Manuela Meireles
Manuel Maduro

Encenação:
João Rosa

A capacidade do espaço é de 70 pessoas. Entrada só com reserva, contacto 93 823 85 65 ou producoesteatrais2@gmail.com

Bilheteira: €5,00.

Morada: LX Factory Rua Rodrigues Faria, 103 Alcântara Lisboa Transportes: Autocarro 12; 24; 52; 56; 60; 713; 714; 720; 727; 732; 738; 742; 751; 773 Eléctrico 15E, 18E Stop: Calvário COMBOIO Linha Cascais Stop: Alcântara Mar

Website: www.joaorosaoficinasteatro.wordpress.com
Trailer: http://www.youtube.com/watch?v=MeF-G1jHaXk

Workshop teatro do oprimido - Évora





O PIM Teatro apresenta:
"O acto de transformar é transformador"- Workshop teatro do oprimido

O Pim Teatro organiza mais um workshop para toda a população, desta vez sobre o Teatro do Oprimido, que se realiza de 06 a 08 de Março na Casa do Alto de S. Bento, orientado por Claudia Lázaro

O próximo workshop promovido pelo Pim Teatro terá lugar no primeiro fim-de-semana de Março, de 06 a 08, na Casa do Alto de S. Bento.

O Workshop de Teatro do Oprimido é dirigido a toda a população e todos os curiosos que queiram aprender o método de Augusto Boal (teatro fórum), partilhar o que mais impressionou enquanto cidadão e divertirem-se.
Esta metodologia artística auxilia cada participante a usar a arte - todas as artes - para melhor entender o mundo e transformá-lo.

Conhecer mais de perto a teoria, o método e a estética do Teatro do Oprimido é o que se pretende neste workshop. O conjunto de saberes, experiências e práticas trabalhados são de uma importância crucial para a devida inserção do indivíduo em sociedade. Toda a teoria do Teatro do Oprimido ajuda a transformar esse próprio tecido social, por vezes tão desigual, quase sempre tão pouco igualitário. Conceitos como “opressor” e “oprimido” ganham novas abordagens, adquirem um significado mais diluído, como aqueles que vemos tão amiúde desfilar no nosso quotidiano - acima de tudo, demonstra-se como a arte teatral pode ajudar a expressar, e a encontrar soluções reais ou alternativas, para essa dicotomia de posições. Como diz Augusto Boal, “não é necessário ser poeta para se escrever um poema; quem escreve um poema torna-se poeta”. É precisamente nessa acepção que se encontra um dos maiores méritos do Teatro do Oprimido: não será, portanto, necessário ser actor para fazer teatro. E aquele que ali se faz está repleto de vida, confunde-se com ela. - Explica-nos a formadora Claudia Lázaro.

O Teatro do Oprimido com quase quatro décadas de existência, idealizado pelo teatrólogo Augusto Boal é praticado em cerca de 70 países e em 19 estados do Brasil.
Pretende-se que o Teatro do Oprimido seja palco da aplicação contínua e coerente desse método em segmentos sociais como cultura, saúde mental, sistema prisional, educação, diversidade sexual, prevenção à violência, meio ambiente e HIV.

Claudia Lázaro completou no final de Maio um intercâmbio no CTO-RIO, onde participou num laboratório com Augusto Boal e em várias oficinas e seminários ministrados pela equipa do CTO (Curingas). Actriz e professora de Expressão Dramática desde 1996, participou em várias peças teatrais, filmes e sessões de poesia - trabalhou em companhias como Entretanto Teatro, Teatro Aramá, TEP, Metamortemfase, A Oficina, Teatro do Saco, ACE- Teatro do Bolhão, Seiva Trupe e Ensemble. Estudou Interpretação e Estudos Teatrais no CENDREV E ESMAE.

Para mais informações e inscrições deve-se contactar o Pim Teatro pelos telefones 266744403 e 965529612, ou pelo e-mail pim@pimteatro.pt. As inscrições são limitadas!

"Com as Mão Vazias" no Carlos Paredes






"Com as Mãos Vazias", de José Serradas
Um escritor laureado descobre que tem uma doença incurável. A contar os dias para o final, parte em busca da ilha toxicodependente pelas ruas de Lisboa. De 20 de Fevereiro a 14 de Março no Auditório Carlos Paredes, em Benfica.
Enquanto percorre as ruas lisboetas, durante a noite, o escritor conhece os limites do perigo e passa a reflectir mais sobre o valor da vida. Nessa sua caminhada encontra de tudo, desde foliões, neuróticos, batoteiros e detectives.

Autoria e Direcção - José Serradas (prémio Miguel Rovisco)
Produtor Executivo - Carlos Fontoura
Coreografia – Catarina Ribeiro
Interpretação - Luisa Hipólito, José Serradas, Carlos Fontoura, Marta Lefay, Julieta Martins, Margarida Martins e Raquel Bravo
Desenho e Operação de Luz - João de Melo
Operação de Som – Maria João Carvalhas

Auditório Carlos Paredes - Av. Gomes Pereira, 17
Junta de Freguesia de Benfica
Tel: 217141823

De 20 de Fevereiro a 15 de Março de 2009
Sexta e sábado às 22h00
Domingo às 17h00
PREÇO 7,5€ (5€ com desconto).
M/16.

"Menino Cosmos" no Meridional pela mão da QatreL





“MENINO COSMOS”, de Virgílio Almeida
Encenação de Teresa Sobral

Um espectáculo para a infância e juventude
9 Março a 12 de Abril
2ªf a 6ªf - grupos escolares
Sáb. Dom. e Feriados - às 15h
no Teatro Meridional

SINOPSE
Imaginem que um Macaco, uma Esquila e uma Flor têm o mesmo sonho, ao mesmo tempo. Que nesse sonho entram por uma janela do universo e chegam a um planeta misterioso, onde encontram um menino todo estrelado que diz que é o Cosmos.

Saem-lhe sons da boca que ele não sabe o que são mas é capaz de ensinar os mistérios da vida com uma sopa! Ah!, e está sempre a expandir-se, e quando se expande, fica mesmo cómico-colante...

Para tornar tudo ainda mais imprevisível, o Borra-Matão, a Lagostina Lambona, a Maria Cachucha, o Pedrito Cascavel e a Vai-nessa Fumarola entram por este sonho adentro. Eles são o terror das plantas e dos animais na Terra, e estão mesmo a precisar de ser reciclados

SOBRE O ESPECTÁCULO
TEATRO E VIDA EM 3 PASSOS DE GIGANTE
1º PASSO: Imagina que a Terra tem 46 anos. Se assim for, só há 4 anos é que floriu. No ano passado apareceram e desapareceram os dinossauros. Há 8 meses, surgiram os mamíferos e na semana passada, alguns macacos começaram a parecer-se connosco mas no fim-de-semana a terra gelou.

2º PASSO: O homem apareceu há 4 horas e só nos últimos 60 segundos conseguiu extinguir muitos animais e poluir o planeta e o céu. Esta ameaça faz o MENINO COSMOS descer à Terra, num recanto partilhado pela PRIMEIRA FLOR, pela ESQUILA DIVA e pelo MACACÃO INCONSCIENTE.

3º PASSO: Depois de inúmeras peripécias causadas pelas “expansões” com que o Menino Cosmos cria novas estrelas e outras coisas incríveis, a Esquila Diva torna-se a guardiã dos corredores ecológicos que vão ligar todos os seres vivos, a Primeira Flor cria um jardim sensorial para cultivarmos os nossos sentidos e o poluidor incorrigível do Macacão Inconsciente torna-se o mais aplicado defensor do meio ambiente.

Espectáculo dirigido sobretudo para a Infância, MENINO COSMOS fala-nos sobre o planeta terra na perspectiva do ser humano, isto é, o planeta Terra é um ser adulto com cerca de 46 anos, multifacetado em inúmeros rostos e ritmos conhecidos, feito de pó das estrelas, desconhecendo a sua infância. Há 4 anos, a Terra deu a Primeira Flor que começou a cobrir a Terra de vestidos fantásticos de florestas, prados, savanas e perfume.

O ano passado apareceram e desapareceram os dinossauros. Há oito meses surgiram os Esquilos e outros mamíferos e na semana passada alguns Macacos já se pareciam connosco.

Mas no fim-de-semana a Terra gelou. E foi preciso que descongelasse e aquecesse para que voltasse a florir e finalmente aparecemos nós: o Homem. E isso aconteceu apenas há 4 horas.

Em o MENINO COSMOS pretende-se potencializar o teatro enquanto forma de expressão artística extremamente eficaz para sensibilizar, divertindo as crianças para a importância da defesa do meio ambiente.

FICHA ARTISTICA E TECNICA
Encenação Teresa Sobral
Assistência de Encenação Cátia Salgueiro
Interpretação Dora Bernardo, Inês Nogueira, João Saboga, Tiza Gonçalves
Música Paulo Curado
CenárioAdereçosDesenho de Luz QatreLcolectivo
Figurinos António Felipe, Teresa Sobral
Cabelos e Maquilhagem Sano de Perpessac
Grafismo Zepe
Execução Guarda-Roupa Helena Leitão, Manuel Moreira
Vídeo Documento Victor Jorge
Produção QatreLcolectivo
Espectáculo apoiado pelo Ministério da Cultura/ Direcção-Geral das Artes
Classificação etária M/4
Duração (aprox.) 45 min

OUTRAS INFORMAÇÕES
BILHETES:
Crianças até aos 12 anos >> 5€
Normal >> 10€

VENDA E RESERVA DE BILHETES:
Abertura da bilheteira 1 hora antes do espectáculo
Reservas antecipadas através do tlf. 21 868 92 45 / 91 804 66 31


ou e-mail geral@teatromeridional.net

CONTACTOS:
TEATRO MERIDIONAL
Rua do Açúcar, 64 – Beco da Mitra
Poço do Bispo
1950-009 Lisboa

Tlf. 21 868 92 45 / 91 804 66 31
geral@teatromeridional.net
www.teatromeridional.net

Rita Curvelo lança obra sobre Marketing Cultural






O livro «Marketing das artes em directo», de Rita Curvelo, apresenta, nas palavras da autora, uma «perspectiva pouco abordada em Portugal, que é a da forma como a Cultura pode ser vendida e transmitida às pessoas através do marketing».
Obra de estreia da jornalista da Rádio Renascença, «Marketing...» tem chancela da Quimera Editores e reúne entrevistas a responsáveis de instituições ligadas às múltiplas expressões da Cultura, do teatro ao cinema, do bailado à museologia, do ensino às artes plásticas.

Constam da lista de entrevistados os responsáveis máximos de instituições como o Centro Cultural de Belém, a Casa da Música, a Fundação de Serralves, o Centro Nacional de Cultura, a Fundação Gulbenkian, a Companhia Nacional de Bailado, o Teatro Nacional de São Carlos, entre outras.

As personalidades entrevistadas no livro foram escolhidas «pelo papel que desempenham nas instituições que dirigem», explicou a autora em declarações à Agência Lusa.

Desse conjunto, várias são as que já não estão à frente das instituições que dirigiam na altura da entrevista. São os casos de Pedro Burmester (Casa da Música), Paolo Pinamonti (Teatro Nacional de São Carlos) e Ana Pereira Caldas (Companhia Nacional de Bailado).

Relativamente ao tema escolhido para o livro, Rita Curvelo comentou: «Em ano de crise, que já vem do ano passado, fica também sempre a ideia de que se o público e nós próprios comprarmos aquilo que é português podemos fazer com que a crise ande um bocadinho para trás».

Deste modo, vincou, «estamos a ajudar os artistas portugueses, estamos a ajudar os responsáveis pelas fundações, pelas organizações culturais, estamos a ajudar as pessoas que trabalham nos museus. Ou seja, comprando um bilhete, estamos a ajudar muitas pessoas. Não só os artistas mas todas as pessoas envolvidas nas organizações culturais».

A autora assinalou, a propósito, que esta sua visão é «compartilhada pela maior parte» dos seus entrevistados.

In LUSA e Dirário Digital