Saturday, December 22, 2007

"Hip Hop'Arque" no Maria Vitória

Sunday, September 16, 2007

Shakespeare Women Company na Comuna


Grande estreia em Lisboa da Shakespeare Women Company!

A Shakespeare Women Company nasceu em Lisboa com o propósito de realizar unicamente obras de Shakespeare ou peças inspiradas nos seus textos. Apresenta espectáculos unipessoais e multipessoais com a qualidade que a caracteriza.

A sua primeira estreia em Julho de 2005 foi Julietta, uma peça que ainda se encontra em digressão e, em Fevereiro de 2006 apresentou Príncipe Fim , sobre 'Para bom fim não há mau princípio'. Ambos os espectáculos foram estreados no Auditório Augusto Cabrita no Barreiro em Portugal, seguindo depois, em digressão, por toda a Espanha onde participou nos seguintes festivais e feiras de teatro:

10º Festival TEATRALIA, Madrid, Março, 2006.
10º Festival de Las Artes, Costa Rica, Março, 2006.
Feira de Igualada, 2006.
Feira de Ciudad Rodrigo, 2006.
Feira de Vilafranca del Penedés, 2006.
Feira de Palma de Mallorca, 2006.
Rede de Teatros de Madrid e Barcelona.
Campanha 'Anem al Teatre' 2006.
Festival de Teatro Clássico de Olmedo, 2006.
Seleccionada pelo País Basco no seu catálogo de obras recomendadas.
Festival Contaria, Valencia 2007.
Festival do Teatro Alternativo de Vigo, 2007.
Festival de Teatro Clássico de Cáceres, 2007.

Finalmente esta companhia chega, com estreia absoluta em Lisboa de 'Homlet', uma criação do encenador Claudio Hochman, com base na obra 'Hamlet' de William Shakespeare. Esta versão é mais uma prova da genialidade que Claudio Hochman confere sempre às suas peças.

'Tudo começou com um ovo.
Ou uma semente.
Ou os dois.
Nasceram dois.
Dois irmãos.
Cláudio e Hamlet.
Hamlet e Cláudio.'
(…) Judite Dias, actriz e bióloga, interpretará Cláudio. Porá em cena não só o seu enorme talento como intérprete e cantora, como também os seus conhecimentos científicos. Um drama com salpicos de humor, onde se mostram os motivos que tem Cláudio para fazer o que faz. Para que o público julgue, se emocione, se surpreenda.
Um Homlet muito condimentado com a marca da Shakespeare Women Company.

Dias 13, 14 e 15 de Setembro, às 21:30h, na Sala 1 do Teatro A Comuna.

Dança e artes plásticas na rentrée do Teatro Viriato

A estreia nacional de Masculine, a nova criação do coreógrafo Paulo Ribeiro e a inauguração da exposição Antimonumentos abrem a nova temporada do Teatro Viriato.

Até Dezembro, Marco D’Almeida, Nuno Lopes, Manuel João Vieira, Maria João Luís, Leonor Keil, Paulo Ribeiro, Bernardo Sassetti, Beatriz Batarda e Mário Laginha são alguns dos intérpretes que vão passar pelo Teatro Viriato, mas neste primeiro fim-de-semana do quadrimestre (14 e 15 de Setembro) o palco é do quarteto masculino de Masculine e dos cerca de 37 artistas plásticos que reflectem sobre o conceito de antimonumento, numa iniciativa da Galeria António Henriques (Viseu), em colaboração com o Teatro Viriato.


ESTREIA NACIONAL Dança MASCULINE Coreografia de Paulo Ribeiro
Sexta, 14 e Sábado, 15 Set. 21h30
> 12 anos 80 min. aprox. Preço B (7,5 a 15€) Preço Jovem 5 €

Uma peça intensa, quase febril, capaz de levar facilmente o público ao riso ou às lágrimas e que gira à volta do que aproxima esses intérpretes da “pessoa” de Fernando Pessoa. Não lhes interessa o Pessoa escritor, mas sim o Pessoa homem.

Num velho campo de futebol abandonado guardado nas memórias de meninice, as histórias de hoje seriam contadas mais ou menos assim como em Masculine. Ao compasso da bola, quatro homens desfiam episódios de vida falhados, inspirados pela transfiguração de Fernando Pessoa, embalados pela beleza das palavras, envolvidos no desejo de dar à máscara um sentido, tal como Pessoa escreveu. Procuram calcorrear as mesmas pedras, aproximando-se desse Pessoa, exilado. Não lhes interessa o Pessoa escritor, mas sim o Pessoa homem.

Ainda assim, as palavras do poeta ecoam ao longo desta criação, ao sabor de uma história bem contada, em que a palavra é roubada e disputada entre quatro homens que recuam no tempo em busca dos seus próprios episódios de vida, de uma audição, de uma ambição desmedida ou de uma traição do corpo que se cruzem com o imaginário pessoano, num turbilhão de expressões que conduzem o público por uma montanha russa, apreendida por todos os sentidos e pautada pela beleza dos momentos ou pela energia que transpira esta peça.

Apesar das alusões constantes a algumas criações literárias do poeta português, Paulo Ribeiro “não tinha a pretensão de trabalhar Fernando Pessoa”. “Não tenho conhecimentos, nem capacidade intelectual, nem inteligência suficiente para trabalhar um personagem destes. O que me resta a mim e a estes intérpretes é deixarmo-nos ser tocados por tudo aquilo que lemos dele, a forma como estas coisas nos foram movendo ao longo da vida”. E recorda: “Nunca me debrucei a fundo e seriamente sobre Fernando Pessoa, mas ao longo da minha vida, ela foi-me sempre acompanhando. Por exemplo, durante a minha adolescência, nos percursos que fazíamos pelo Bairro Alto, Chiado e por aí fora, parece que ainda se respirava um bocadinho desta densidade que esta pessoa lhes imprimiu, o facto de passar por lá é especial”.

O movimento percorre as entranhas da peça, “um movimento que não é exclusivo do corpo ou da composição coreográfica, um movimento que também é criado pelo uso da voz, da palavra”

Cada movimento desta matéria viva, instável, que constrói e destrói, que oscila, surpreende, algo que sabe rir de si próprio, transpira a energia, o humor e ironia do criador, que não esconde a predilecção por “criar à volta da energia, do movimento, de algo que não é contemplativo”. Masculine é físico e intenso, algo que marca e não passa.

Coreografia Paulo Ribeiro Assistente de Coreografia Leonor Keil Com Miguel Borges, Peter Michael Dietz, Romeu Runa e Romulus Neagu Desenho de luz Nuno Meira Música Frank Zappa e Shostakovich Produção Companhia Paulo Ribeiro Co-produção Teatro Viriato, Teatro Nacional S. João, Teatro Maria Matos, Centro Cultural Vila Flor e Festival Temps d’Aimer, em Biarritz




Exposição // Antimonumentos
Comissário Miguel von Hafe Pérez

Inauguração 15 de Setembro
18h00 Teatro Viriato
22h30 Galeria António Henriques (Rua Cândido dos Reis, 7, Viseu)
15_Set >> 20_Out de terça-feira a sábado, das 15h00 às 19h00
Sala de Ensaios e Estúdio do Teatro Viriato
Galeria António Henriques (Viseu)

O Teatro Viriato e a Galeria António Henriques (Viseu) convidam para a inauguração da exposição Antimonumentos, comissariada por Miguel von Hafe Pérez e que reúne obras de 37 artistas portugueses. A inauguração da exposição será no dia 15 de Setembro, às 18h00 no Teatro Viriato e às 22h30 na Galeria António Henriques. Durante a inauguração da exposição, Miguel von Hafe Pérez estará no Teatro Viriato à disposição dos jornalistas para uma conversa sobre a concepção deste projecto.

A exposição Antimonumentos que como o próprio nome indica foi desenvolvida à volta do conceito de antimonumento estará patente na Galeria de Arte Contemporânea António Henriques, num espaço adjacente especificamente aberto para esta mostra e ainda no Teatro Viriato (Sala de ensaios e Estúdio) até dia 20 de Outubro.

Artistas participantes:
Alice Geirinhas, André Cepeda, Ângelo Ferreira de Sousa, António Olaio, Arlindo Silva, Avelino Sá, Baltazar Torres, Carla Cruz, Carla Filipe, Carlos Correia, Carlos Lobo, Carlos Roque, Cristina Mateus, Eduardo Matos, Fernando José Pereira, Francisco Queirós, Hugo Canoilas, Isabel Carvalho, Isabel Ribeiro, João Fonte Santa, João Marçal, João Serra, João Tabarra, José Maçãs de Carvalho, Luís Palma, Manuel Santos Maia, Miguel Leal, Miguel Palma, Nuno Cera, Paulo Catrica, Paulo Mendes, Pedro Barateiro, Pedro Cabral Santo, Pedro Diniz Reis, Pedro Pousada, Pedro Tudela e Vera Mota.

A exposição Antimonumentos reúne assim um segmento significativo de artistas plásticos portugueses que reflecte sobre o conceito de antimonumento.

Segundo o comissário, Miguel Pérez:
“Antimonumentos, porquê?

Porque a reflexão sobre o passado ou sobre o presente nem sempre se produz nas grandes narrativas, nem nos objectos simbolicamente saturados.

Porque à inquietação sobre o real, os artistas respondem melhor com dúvidas do que com certezas.

Porque os olhares desviantes nos centram nas franjas do previsível.

Porque em oposição a uma estratégia curatorial rígida e assertiva se privilegiou a incerteza de respostas inéditas;

Porque a energia que um evento desta natureza pode constituir-se como discurso complementar à estratificação dicotómica da arte actual, empurrada para extremos ditos alternativos ou demasiado institucionais.

Porque a decisão sobre o que é ou não arte, sobre o que deve ou não ser exposto e sobre o que vincula uma obra ao seu contexto é, em primeira instância, uma decisão individual dos artistas; assim, numa exposição que dá liberdade criativa aos seus protagonistas, esta questão poderá ganhar uma relevância suplementar.

Porque a arte tem uma tendência para se levar demasiado a sério, e é nos momentos de dúvida, experimentação e derisão que frequentemente melhor se expressa.

Porque a cumplicidade é aqui assumida, reiterada e exposta.

Porque tal como alguém que teimosamente se dedica à divulgação da arte contemporânea numa cidade do interior deste país, é na persistência de pequenos gestos que se consegue tornar a realidade mais habitável, na construção de comunidades que consigam olhar criticamente o que produzem e, quando possível, alargando o seu espectro de acção para comunidades que lhe serão, à partida, alheias”.

Agosto na Barraca em Setembro


Agora que se aproxima o Ano Europeu do Diálogo Intercultural, A Barraca estreia no próximo dia 21 de Setembro, pelas 21h30 o espectáculo “Agosto – Contos da Emigração” com encenação de Maria do Céu Guerra.
Nas palavras da encenadora:
A BARRACA ao montar “Agosto”, cria um espaço/tempo de celebração e memória da emigração portuguesa. É um espectáculo baseado em textos de: Rodrigues Miguéis, Ferreira de Castro, Dias Melo, João de Melo, Olga Gonçalves, Manuela Degerine, etc.
Personagens reconhecíveis destes autores cruzam-se numa espécie de rede feita dos mais belos itinerários de emigrantes da nossa ficção.
O espectáculo fala das aspirações, dos sacrifícios, das alterações de vida, das frustrações e dos triunfos, dos gostos, daquele grupo social que tanta riqueza económica trouxe ao nosso país.
Da irrisão à emoção, actores e público vão viajando de camioneta, de barco, de comboio e até num pau-de-arara sertanejo, experimentando sentimentos que certamente vão ajudar a conhecer melhor aquela gente que continua a ser os “outros” portugueses.

O espectáculo está classificado para M/6 e estará em cena nos dias:
Setembro: 21, 22, 27 e 28 às 21h30
23, 30 às 17h00
Outubro: 4, 6, 11, 12, 13, 25, 26, 27 às 21h30
14, 25 às 17h00
Novembro: 1, 2, 3, 8, 9, 10, 15, 16, 17 às 21h30
4, 11, 18 às 17h00

Ficha Artística e Técnica
a partir de textos de Ferreira de Castro, José Rodrigues Miguéis, Dias de Melo, João de Melo, Manuela Degerine, Olga Gonçalves
Dramaturgia, Encenação e Espaço Cénico: Maria do Céu Guerra
Adereços e Figurinos: Miguel Figueiredo
Direcção de Vozes: Mariana Abrunheiro
Trabalho Musical: Mariana Abrunheiro, Sérgio Moras, Rui Sá

Elenco:
ELAS:
Mariana Abrunheiro, Rita Fernandes, Susana Costa
ELES:
Luís Thomar, Pedro Borges, Rui Sá, Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Tiago Cadete

Luminotecnia: Fernando Belo
Sonoplastia: Fernando Pires
Operador de Som: Rui Mamede
Costureira: Inna Siryk
Montagem: Mário Dias
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço
Secretariado: Maria Navarro
Bilheteira: Alexandre Rebocho
Fotografias: Luis Rocha - Movimento de Expressão Fotográfica

Teatro Camões para Escolas


A Rentrée do Teatro Nacional de São Carlos

O concerto da rentrée: Do Barroco ao Bel Canto
O São Carlos abre ao público no próximo dia 28 de Setembro, às 21:00h, com o concerto inaugural da sua Temporada Sinfónica, DO
BARROCO AO BEL CANTO.
Dirigido por Cornelius Meister, este concerto marca o regresso da meio-soprano Vesselina Kasarova ao palco do São Carlos na interpretação de árias das óperas Ariodante e Alcina (Handel), La clemenza di Tito (Mozart), e L’italiana in Algeri (Rossini).
Destaca-se também a participação de duas jovens sopranos portuguesas:
Carla Caramujo e Sara Braga Simões. Carla Caramujo, que se apresenta pela primeira vez no São Carlos como solista, interpreta árias das óperas Zaira (Marcos Portugal) e Don Pasquale (Donizetti); Sara Braga Simões, que integrou o elenco de Macbeth no São Carlos em Maio último, canta árias das óperas Testoride Argonauta (João de Sousa Carvalho) e I Capuleti e i Montecchi (Bellini). Depois do seu desempenho em Lauriane (Augusto Machado), o barítono José Fardilha volta ao palco do São Carlos na interpretação de árias de Le nozze di Figaro (Mozart) e Rinaldo (Handel).

Cornelius Meister que dirige, pela primeira vez, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, tem vindo a destacar-se no panorama internacional. Em 2005 estreou-se na Staatsoper de Munique à frente da produção de Hänsel und Gretel, fez a estreia alemã de Angels in America de Peter Eötvös (Staatsoper de Hamburgo) e, em 2006, foi convidado a dirigir a ópera Fidelio no New National Theatre em Tóquio.

Concertos em Outubro
Em Outubro, a Temporada Sinfónica no São Carlos prossegue com um concerto comemorativo do Centenário da Morte de Alfredo Keil, no dia 13, do qual se destaca a participação de Elisabete Matos, e a 19, a realização de uma Gala de Ópera com o tenor José Cura que interpreta árias de óperas e dirige a Nona Sinfonia de Beethoven.

Música de Câmara no Foyer do São Carlos
Na iniciativa Foyer Aberto inscrevem-se seis séries de concertos de
música de câmara com a participação de cantores, instrumentistas,
ensembles da Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro Feminino do TNSC. Sempre de entrada livre.

Concertos no CCB
A partir de Janeiro de 2008 a Orquestra Sinfónica Portuguesa volta ao Grande Auditório do Centro Cultural de Belém com uma série de
concertos orientada pela estética inglesa: The Spirit of England. De
entre os compositores incluídos no calendário de concertos, refira-se Ralph Vaughan Williams e a sua Serenade to Music, uma obra para 16 intérpretes solistas, e Gustav Holst com The Planets.

O São Carlos em São Miguel: Concerto . Exposições . Ópera
Entre 22 e 29 de Setembro o Teatro Micaelense recebe o São Carlos para a realização de um programa diversificado que inclui um concerto pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos (De Viena à Broadway), duas exposições sob os temas «Como se faz uma ópera?» e «Cenários da Ópera», e duas récitas de L’elisir d’amore, de Gaetano Donizetti, com direcção musical de Cesário Costa e encenação de Francesco Esposito.
Da produção de L’elisir d’amore destaca-se um elenco português que reúne os nomes de Mário João Alves, Dora Rodrigues, Luís Rodrigues, Diogo Oliveira e Lara Martins, para além da participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do TNSC. Com o patrocínio do Millennium bcp, Mecenas Exclusivo do Teatro Nacional de São Carlos.

Saturday, September 1, 2007

Brevemente no Teatro Aberto


O CONSTRUTOR SOLNESS de IBSEN na CORNUCÓPIA


Solness, construtor de casas numa pequena cidade da Europa do Norte, vive atormentado pela culpa e pelo medo de que os jovens lhe queiram tirar o poder que conquistou. Perdeu a alegria. E envelheceu. A sua mulher é a presença viva da morte dos filhos na consequência de um grande incêndio que lhe veio a possibilitar o êxito como construtor. Os seus empregados são as vítimas da sua crise. Um dia acontece o que ele temia: a juventude entra-lhe pela porta dentro. Uma rapariga vinda das montanhas chega a sua casa para lhe recordar um dia de alegria esquecida: o dia, dez anos atrás, em que, desafiando Deus, venceu as vertigens, subiu ao cata-vento da alta torre que construíra e nesse entusiasmo a beijou, era ela ainda menina. Nesse dia prometeu-lhe que havia de voltar para fazer dela uma princesa e lhe dar um reino. A rapariga, agora mulher feita, vem exigir o cumprimento da promessa e acaba por transformar a sua vida. Liberta-o da culpa, dos deveres familiares, da dependência dos empregados e devolve-lhe a alegria. Solness volta a ter confiança em si próprio, vence as vertigens e volta a subir a uma torre muito alta. Mas o gesto é maior que o homem e o Construtor cai da torre e morre. E Hilde, o anjo ou demónio que o veio visitar, apesar da tragédia, ganha de facto um reino: aprende a esperança de um mundo novo, finalmente liberto dos fantasmas do velho mundo.


É com esta intriga que Ibsen constrói uma das suas últimas peças, considerada por muitos como a sua obra-prima. A peça, perfeita na sua arquitectura dramática e na sua aparência de drama realista do fim do século XIX, adquire uma enorme carga simbólica e permite múltiplas interpretações. Solness, ao que parece, baseado em experiências de vida pessoais, pode ser uma projecção do próprio autor e da sua condição de artista. Mas é sobretudo o símbolo de um velho mundo, o poder da burguesia ou até a civilização ocidental em luta com a sua própria decadência. Hilde, a jovem que o visita, tem tanto de rapariga como de deusa. Solness é o Homem e quase adquire a dimensão de um Ícaro ou de um Prometeu. O conto filosófico adquire a dimensão de uma tragédia. Ibsen reconstrói uma mitologia.

É com este texto que o Teatro da Cornucópia abre a nova temporada, com estreia marcada para 27 de Setembro no Teatro do Bairro Alto de Lisboa. Nos dois enormes papéis principais estarão Luis Miguel Cintra e Beatriz Batarda que, também 10 anos depois, volta a trabalhar na Companhia em que começou a sua carreira de actriz de teatro. Para dirigir o espectáculo a Cornucópia convidou o jovem encenador espanhol Carlos Aladro que durante vários anos foi membro importante do Teatro de la Abadia de Madrid e com quem Luis Miguel Cintra aí trabalhou na encenação de Comedia sin Título de Garcia Lorca. O cenário e figurinos são de Cristina Reis e o desenho de luz de Daniel Worm d’Assumpção. No elenco estão também alguns dos actores mais frequentes em espectáculos da Companhia: Duarte Guimarães, José Manuel Mendes, Luís Lucas, Teresa Sobral e Sofia Marques. A tradução é de Pedro Fernandes e está publicada no primeiro volume das obras de Henrik Ibsen editado pela Cotovia.


O espectáculo estará em cena no Teatro do Bairro Alto de 27 de Setembro até 4 de Novembro, de 3ª a Sábado às 21.00h e Domingos às 16.00h.

SET/OUT.07 no Trindade

Bilheteira 21.342.00.00 (3ªf 14h-18h 4ªf a sábado 14h0-20h)
CALENDÁRIO
SALA PRINCIPAL
A DESOBEDIÊNCIA [Teatro] 11 Out. a 25 Nov. // 4ª-f a Sáb. 21h30 e Dom. 16h
ANTES DE COMEÇAR [Teatro] 20 Out. a 22 Dez. // Sáb. 16h

SALA ESTÚDIO
O CONFERENCISTA [Teatro] 19 Set. a 14 Out. // 4ª-f. a Sáb. 22h e Dom. 17h
DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA [Teatro] 24 Out. a 18 Nov. // 4ª-f. a Sáb. 22h e Dom. 17h

TEATRO-BAR
PEDRO TOCHAS – JÁ TENHO IDADE PARA TER JUÍZO [Stand-up Comedy] 20 Set. a 27 Out. // 5ª-f a Sáb. 23h

A DESOBEDIÊNCIA
SALA PRINCIPAL
11 Outubro a 25 Novembro // 4ª-f a Sáb. 21h30 e Dom. 16h

Sinopse
No verão de 1940, quando as tropas alemãs invadiram a França, a salvação de milhares de homens e mulheres que fugiam do regime de terror instaurado na Europa pelo nazismo, dependia de um visto de trânsito para um país neutro.
Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus, dividido entre o cumprimento das ordens ditadas por Salazar e a sua consciência, optou por obedecer a esta e desobedecer àquelas. O resultado seria a salvação de cerca de 30 mil judeus e o seu afastamento definitivo da carreira diplomática. É esse conflito dramático, as circunstâncias em que se desenrolou e as suas dolorosas consequências, que constituem o tema desta peça, escrita em 1995, publicada em 1998, traduzida em espanhol, hebraico, búlgaro e inglês.


Ficha Técnica
TEXTO Luiz Francisco Rebello
ENCENAÇÃO Rui Mendes
CENOGRAFIA e FIGURINOS Ana Paula Rocha
DESENHO de LUZ Carlos Gonçalves
SONOPLASTIA Adriano Silva
INTERPRETAÇÃO Rogério Vieira, Carmen Santos, Igor Sampaio, Joana Brandão, João Didelet, José Henrique Neto, Luís Mascarenhas, Marques D’Arede, Nuno Nunes, Rita Loureiro, Rui Santos, Rui Sérgio, Sérgio Silva e Sofia de Portugal
PRODUÇÃO INATEL/Teatro da Trindade 2007

Duração 90 minutos (c/ intervalo)
Classificação etária M/12

Preços
10€ a 15€

Descontos
20% - Jovens c/ - 25 anos, Seniores e Sócios FNAC, Pin Cultura, Profissionais Espectáculo
30% - Grupos + 10 pax, Sócios INATEL
Condições para Grupos de Escolas
Preço único 5€
Datas às 25 Outubro, 8 Nov, 22 Nov 14h30 (sob marcação)
Público-Alvo 3º Ciclo e Secundário


ANTES DE COMEÇAR
SALA PRINCIPAL
20 Outubro a 22 Dezembro // Sáb. 16h00

Sinopse
Antes de começar, um lever de rideau, de Almada Negreiros de 1919, é talvez, uma das suas peças mais conseguidas. Trata-se de uma comédia ingénua, de expressão poética. Um maravilhoso diálogo entre dois bonecos que se mexem e falam sobre a criação artística, sobre a verdade humana, acabando por reconhecer que "A nossa cabeça é que precisa de aprender o que quer o coração".
Um jogo mágico entre uma boneca e um boneco que, aproveitando o afastamento do "Homem", o que sabem através do rufar de um tambor, movem-se e conversam (como pessoas) sobre os medos, a luta pela comunicação e pelo entendimento, a importância do afecto e a supremacia da sensibilidade humana sobre os egoísmos. A transformação do indivíduo na humanidade. O diálogo acaba quando o "Homem" se aproxima, ficando novamente os bonecos imóveis, prontos para a actuação, "entrar em cena", com as crianças à sua espera.
Nesta peça Almada Negreiros atinge uma expressão poética através de uma linguagem muito simples. Paralelamente a uma densidade filosófica. Antes de começar é um teatro "ingénuo", isto é, com pureza de processos. Daí ser um espectáculo altamente transversal, que chega e toca a todos.
Antes de começar é uma "pérola" que toda a família deseja ver e uma lição de humanidade.

Ficha Técnica
TEXTO Almada Negreiros
ENCENAÇÃO Paulo B.
MUSICA ORIGINAL Cristóvão Campos
INTERPRETAÇÃO Claudia Semedo e Carlos Oliveira
PRODUÇÃO Culturproject

Duração 60 minutos
Classificação etária M/4 anos

Preço
7€ a 12€
Descontos
20% - Jovens c/ - 25 anos, Seniores e Sócios FNAC, Pin Cultura, Profissionais Espectáculo
30% - Grupos + 10 pax, Sócios INATEL
Condições para Grupos de Escolas
Preço único 5€
Datas (sob marcação) 3ª a 6ªºfeira às 14h30
Público-Alvo 1º, 2º e 3º Ciclo
O CONFERENCISTA
SALA ESTÚDIO
19 Outubro a 14 Novembro // 4ª-f a Sáb. 22h00 e Dom. 17h

Sinopse
Este espectáculo propõe que acompanhe José Castelo Costa, figura ficcional que protagoniza uma conferência, cuja especialidade e assunto não só remete para o título Os Malefícios do Tabaco, famoso monólogo de Anton Tchékov, como também serve de pretexto base desta proposta teatral.
Esta é a história de um pobre cidadão que sob o seu figurino de cientista, revela o insucesso da sua vida. A personagem, apesar de ter toda a aparência de um grande “orador” profissional, não parece de forma alguma interessada no assunto do seu tema. Navega pelo seu discurso, distanciando-se constantemente do seu assunto. Fala-nos de temas que rompem o fio natural do discurso: fala dos insectos, da sua vida, da depressão de uma mosca, das suas oito filhas, do mau carácter da sua mulher... e chega mesmo a saltar para o universo ao qual o actor pertence quebrando assim a divisão entre personagem e actor, criando um limbo um pouco surrealista que se pretende explorar.
Muito rapidamente, a conferência serve como motivo para a confidência. O computador portátil que deve utilizar para a apresentação contém também imagens de insectos, que são o seu hobbie, mas também fotografias da sua família, da sua casa, da sua escola.

Ficha Técnica
A PARTIR DE Os Malefícios do Tabaco de Anton Tchékov
ENCENAÇÃO Denis Bernard
LUZ e SOM Vítor Oliveira
INTERPRETAÇÃO Sérgio Grilo
PRODUÇÃO Charlot Filmes

Duração 55 minutos
Classificação etária M/12
Preço
8€
Desconto30%
Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores

2 PERDIDOS NUMA NOITE SUJA
SALA ESTÚDIO
24 Outubro a 18 Novembro // 4ª-f a Sáb. 22h00 e Dom. 17h

Sinopse
Dois homens partilham o quarto escuro de uma pensão de baixa categoria. Lá fora imagina-se a metrópole a consumir tempo, dinheiro e pessoas. A vida corre a uma velocidade estonteante. Os dois homens vão-se revelando de uma forma cada vez mais brutal e declarada. Na situação limite em que vivem não há lugar para um comportamento dito politicamente correcto. É urgente sobreviver.

Ficha técnica
TEXTO Plínio Marcos
CONCEPÇÃO E DIRECÇÃO DO PROJECTO Hugo Caroça
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO Diogo Mesquita
CENOGRAFIA João Calixto
MÚSICA ORIGINAL Mafalda Nascimento
DESIGN Pedro Sá
FOTOGRAFIA E PROGRAMAÇÃO Herberto Smith
DOCUMENTARISTA Patrícia André
PROGRAMAÇÃO MULTIMÉDIA Miguel Frazão
INTERPRETAÇÃO João Saboga e Hugo Caroça
PRODUÇÃO Terra de Ninguém

Duração 60 minutos
Classificação etária M/16

Preço único
8€
Desconto 30%
Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores
JÁ TENHO IDADE PARA TER JUÍZO!
Pedro Tochas - Stand-up Comedy
TEATRO-BAR
20 Setembro a 27 Outubro // 5ª-f a Sáb. 23h00
(dia 29 Setembro não se realiza espectáculo)

Sinopse
Qual é a idade para ter juízo?
O que é ter juízo?
Será bom ter juízo?
Estas questões são alguns dos pontos de partida para esta mistura de contador de histórias e stand-up comedy.
Pequenas histórias, divagações, alucinações, improvisações e interacções com o público, fazem parte deste espectáculo que mais parece uma conversa entre amigos.
A não perder para quem gosta de rir com as pequenas coisas da vida.

Ficha técnica
TEXTO e INTERPRETAÇÃO Pedro Tochas
FOTOGRAFIA Raquel Viegas

Duração 85 minutos
Classificação etária M/16

Preço único
12€
Desconto 30%
Sócios do INATEL

HAMLET LIGHT

de Vvoitek Ziemilski

Duração do espectáculo: 75 minutos
Classificação etária: Todas as idades
ESTREIA 15 de Setembro de 2007 às 22h00 no Teatro das Figuras - Faro
Lisboa, Centro Cultural de Belém - Pç. Império
De 28-09-2007 a 30-09-2007
Sexta e sábado às 21h00Domingo às 18h00

Encenação: Vvoitek Ziemilski
Realização: Patrícia Leal
Concepção Cinematográfica: Patrícia Leal e Sérgio Brás d Almeida
Música/Sonoplastia: João Bordeira
Cenografia/ Coordenação estética: Verónica Conte
Elenco: Carlos Custódio, Eduardo Frazão, Telmo Bento e Marta Inocentes; e também: João Bordeira, Patrícia Leal, Verónica Conte, Maria João Machado e Vvoitek Ziemilski
Assistente de encenação: Maria João Machado
Desenho de luz: Duarte Sousa
Direcção de produção: Liz Vahia
Assistentes de produção: Andrea Sozzi, Renata Catambas
Supervisão da produção: Cláudia Regina
Operador de Câmara: André Cascais

É por escolhermos o cinema sobre o teatro 9 vezes em 10.
É por ficarmos sempre com esperança dessa décima vez.
É por amarmos Shakespeare. É por não aguentarmos Shakespeare.
É porque o pai dizia: despacha-te devagar.
É por sede de ter algo no fim.
É por pura curiosidade, se dava.É por de repente ficarmos todos convencidos que até é capaz de dar.
É por gostar da superfície.
É pela combinação de fartura e entusiasmo.
É teatro puro e duro. É consumível. É light. Menos calorias. Um sabor ainda melhor.-

Não será preciso esquecer o teatro para gostar dele? Esquecer que estamos no teatro, esquecer como funciona? E se então «esquecêssemos» a ideia de espectáculo, concentrando-nos meramente na sua publicidade? Se em vez da peça, os espectadores vissem a criação de um trailer de um espectáculo? O que fica? Qual será a nova escala de possibilidades?

Hamlet Light, de Vvoitek Ziemilski, foi um dos três trabalhos vencedores do projecto Jovens Artistas Jovens, que decorreu durante o ano de 2006, com o envolvimento de várias estruturas a nível nacional. Este projecto teve como objectivo conhecer a situação dos jovens criadores no território nacional, permitindo que os 3 trabalhos seleccionados pudessem ter o apoio das estruturas envolvidas no sentido de poderem produzir, e apresentar os respectivos espectáculos ao público.
Depois de um período de residência artística repartido entre o Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo, O CENTA, em Vila Velha de Ródão, e o CAPA, em Faro, Hamlet Light vê finalmente a sua estreia absoluta no Teatro das Figuras. O Teatro Municipal de Faro além de ser uma das estruturas envolvidas no projecto Jovens Artistas Jovens, integrou também o Observatório Crítico responsável pela selecção dos 3 trabalhos finalistas.

FINALISTA DO PROJECTO JOVENS ARTISTAS JOVENS

Nova temporada do Teatro Viriato

Arranca a 14 de Setembro com a estreia de "Masculine"


Marco D’ Almeida, Nuno Lopes, Manuel João Vieira, Maria João Luís, Leonor Keil, Paulo Ribeiro, Bernardo Sassetti, Beatriz Batarda e Mário Laginha são apenas alguns dos intérpretes que vão passar pelo Teatro Viriato nos próximos quatro meses. Este palco receberá produções de excepção como The pillowman, Stabat Mater, o projecto musical Sal, Ego Skin, Caruma, Malgré Nous, Nous Étions Là, A Viagem, Grândolas, Senhora D e João. Caberá a Masculine, a mais recente criação de Paulo Ribeiro abrir, em estreia nacional, a nova temporada do Teatro Viriato.


Equilibrada é, talvez, um dos adjectivos que se pode usar para descrever a nova programação do Teatro Viriato, que contempla não apenas o teatro, música e dança, mas também as artes plásticas. O Teatro Viriato associa-se à António Henriques Galeria de Arte Contemporânea na realização da exposição Antimonumentos, comissariada por Miguel von Hafe Pérez e que conta com a participação de 37 artistas plásticos portugueses, desafiados para conceber obras sob o conceito de antimonumento. Durante um mês, a exposição estará patente no Teatro Viriato e na própria António Henriques Galeria de Arte Contemporânea.

No âmbito do Sentido Criativo, uma das novidades é a criação de uma nova visita guiada ao espaço do Teatro Viriato. Estas visitas de sensibilização procuram despertar o espírito de descoberta, de aprendizagem e de interpretação e apelar aos sentidos, na interacção com os espaços e as memórias do Teatro. “O Arco-Íris no Teatro” é o nome da nova visita de descoberta, destinada ao público pré-escolar (dos 3 aos 6 anos).

O Teatro Viriato lança-se ainda em mais uma iniciativa vocacionada para as escolas, retomando um projecto idealizado por Paulo Ribeiro e concretizado na década de 90, em Lisboa. A sua primeira edição foi apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian/ACARTE, em Junho de 1990 e a segunda edição decorreu em 1992, por ocasião da Exposição de Sevilha. O projecto do Teatro Viriato, que pretende envolver a comunidade escolar num trabalho artístico, vai ser desenvolvido no ano lectivo 2007/2008, conjugando várias áreas do conhecimento e promovendo a transdisciplinaridade. A partir de um tema curricular, a actriz/encenadora, Rafaela Santos e o bailarino/coreógrafo, Romulus Neagu vão trabalhar, respectivamente, uma turma do 6º ano, da Escola Infante D. Henrique e uma turma do 12º ano da Escola Secundária Emídio Navarro, nas áreas do teatro e da dança. Estes trabalhos, que contam com a participação de quatro intérpretes profissionais, serão cruzados numa apresentação final que deverá estrear a 1 de Maio, no Teatro Viriato. Trata-se de uma co-produção da Companhia Paulo Ribeiro e do Teatro Viriato.

Já a temporada no Teatro Viriato abre com uma estreia nacional. Uma semana depois da apresentação em Biarritz (França), Masculine estreia nos palcos portugueses. Viseu recebe assim a mais recente criação do coreógrafo, Paulo Ribeiro que conta com os intérpretes Miguel Borges, Peter Michael Dietz, Romeu Runa e Romulus Neagu, um quarteto de excelência a marcar a rentrée do Teatro Viriato.

Ainda em Setembro sobe ao palco do Viriato, The Pillowman, uma peça que marca a estreia de Tiago Guedes (realizador de Coisa Ruim) no teatro e que reúne um elenco de luxo, conhecido do pequeno ecrã.

Já em Outubro, o palco do Teatro Viriato recebe o carismático, Manuel João Vieira e a sua banda, os Ena Pá 2000. Um concerto irreverente e provocante, tal como o grupo habituou o público ao longo dos mais de 20 anos de carreira.

Nesta programação destaque ainda para Stabat Mater, de António Tarantino, é mais uma produção com a marca dos Artistas Unidos. A interpretação de Maria João Luís nesta peça valeu-lhe o prémio da Associação de Críticos de Teatro.

Na música, as atenções estarão ainda viradas para o projecto musical Sal. José Peixoto e Fernando Júdice, músicos dos Madredeus, aproveitaram a pausa do grupo português e passaram mais uma vez do desejo à música. Sal é o nome do novo projecto musical, e primeiro disco, que junta estes músicos à intérprete, Ana Sofia Varela e ao percussionista, Vicky. Este é um concerto que cruza a música de raiz ibérica com a dimensão atlântica do percurso lusófono.

De volta à dança, Amélia Bentes e Ludger Lamers apresentam Ego Skin. Explorar o conceito de ego enquanto “imagem de si mesmo” é o objectivo do projecto, cujo produto final se pretende que seja uma viagem de tripla-perspectiva sobre o mesmo tema.

Caruma, com música ao vivo, é um projecto de arte comunitária, coreografado por Madalena Victorino que pretende juntar em palco pessoas da comunidade viseense, desde bebés de colo a idosos, bailarinos e músicos profissionais.

Um ano depois da estreia em Viseu, Malgré Nous, Nous Étions là regressa ao Viriato. A alegria de viver é uma das características mais marcantes do dueto de dança de Paulo Ribeiro e Leonor Keil, a par da ironia e humor, duas das marcas do trabalho do coreógrafo.

Na poesia, Sophia de Mello Breyner dá início a uma Viagem protagonizada por Bernardo Sassetti e Beatriz Batarda. Ao protagonismo das palavras ditas por Beatriz Batarda, juntam-se as notas e as sequências de um piano – que pretende acompanhar esta viagem sem nunca se impor perante a narração.

Na noite seguinte é a vez de Grândolas, um projecto de Bernardo Sassetti e de Mário Laginha, dois dos mais importantes pianistas e compositores da cena jazzística portuguesa. O concerto inclui, para além de composições originais de Sassetti e de laginha, recriações de temas conhecidos de José Afonso.

De volta ao teatro, a partir da obra A obscena senhora D, de Hilda Hilst, Ana Varela e Carlos Martins sobem ao palco com Senhora D. Após a morte do seu companheiro, Hillé, a Senhora D, uma mulher de 60 anos, muda-se para o vão de escadas da sua casa. Em desamparo refugia-se no seu mundo interior.

Simplesmente João encerra este último quadrimestre de 2007. João é o mais recente trabalho de Maria João, lançado em Abril deste ano e que a intérprete apresenta em Dezembro no Teatro Viriato. Este trabalho inclui 14 temas saídos do cancioneiro popular brasileiro.

O CONFERENCISTA no Trindade


A partir de Os Malefícios do Tabaco de Anton Tchékov

SALA ESTÚDIO » 19 Setembro a 14 Outubro // 4ª-f a Sáb. 22h00 e Dom. 17h

Sinopse
Este espectáculo propõe que acompanhe José Castelo Costa, figura ficcional que protagoniza uma conferência, cuja especialidade e assunto não só remete para o título Os Malefícios do Tabaco, famoso monólogo de Anton Tchékov, como também serve de pretexto base desta proposta teatral.
Esta é a história de um pobre cidadão que sob o seu figurino de cientista, revela o insucesso da sua vida. A personagem, apesar de ter toda a aparência de um grande “orador” profissional, não parece de forma alguma interessada no assunto do seu tema. Navega pelo seu discurso, distanciando-se constantemente do seu assunto. Fala-nos de temas que rompem o fio natural do discurso: fala dos insectos, da sua vida, da depressão de uma mosca, das suas oito filhas, do mau carácter da sua mulher... e chega mesmo a saltar para o universo ao qual o actor pertence quebrando assim a divisão entre personagem e actor, criando um limbo um pouco surrealista que se pretende explorar.
Muito rapidamente, a conferência serve como motivo para a confidência. O computador portátil que deve utilizar para a apresentação contém também imagens de insectos, que são o seu hobbie, mas também fotografias da sua família, da sua casa, da sua escola.

A PARTIR DE Os Malefícios do Tabaco de Anton Tchékov
ENCENAÇÃO Denis Bernard
LUZ e SOM Vítor Oliveira
INTERPRETAÇÃO Sérgio Grilo
PRODUÇÃO Charlot Filmes

Duração 55 minutos
Classificação etária M/12
Preço 8€
Desconto30%
Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores

Bilheteira » Tel. 21.342.00.00
3ª 14h-18h e 4ª a sábado 14h-20h, nos dias de espectáculo encerra meia hora depois do início do mesmo

Wednesday, August 29, 2007

Cr«urso de Expressão Dramática com Bruno Schiappa


Estão abertas as inscrições para o Curso de Expressão Dramática, de Bruno Schiappa, que funcionam nas instalações da Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina vulgo Chapitô, integrado no programa dos Cursos de Fim de Tarde. As aulas de Bruno Schiappa são baseadas nas técnicas de O Método de Lee Starsberg. Bruno Schiappa é Mestre em Estudos de Teatro pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e Licenciado em Actor/Encenador pela Escola Superior de Teatro e Cinema. A especialização nas técnicas de O Método foi feita com Marcia Haufrecht (membro do Actors' Studio e aluna de Strasberg) desde 1995 até à actualidade. Schiappa é assistente e coordenador dos Cursos de M. Haufrecht, em Lisboa, desde 2000.
Este curso, criado em 1993 pelo próprio, inclui também trabalho físico (flexibilidade e ritmo) e vocal (respiração, apoio, dicção). O mesmo destina-se a qualquer pessoa que queira ter contacto com as técnicas de Expressão Dramática para além de actores, encenadores e bailarinos.
O trabalho sensorial que Bruno Schiappa tem desenvolvido com os alunos que por ele passaram tem sido bastante elogiado pela própria Marcia Haufrecht. Bruno Schiappa é criador de projectos pessoais e trabalha com a Companhia canadiana Pigeons International como actor desde 2000. Dirigiu um workshop destas técnicas para actores, em Montréal, em 2001.

"Bruno Schiappa's work with actors exhibit sensitivity, intelligence and imagination.
Also, his knowledge and understanding of theatre past and present is unsurpassable. I believe he can make a very big contribuition and effect a positive influence with any opportunity he has for advancing the art of acting".
Marcia Haufrecht

O horário é pós-laboral. 2ªs e 4ªs das 19h às 21h.
As inscrições e informações mais concretas de preçário devem ser feitas através do telefone: 218855550

Tuesday, August 7, 2007

Teatro Fórum de Moura procura colaborador

Teatro Fórum de Moura procura produtor/a executivo/a para funções de:
gestão admnistrativa, venda e colocação de espectáculos, angariação defundos, propaganda e assessoria de imprensa.
Preferências: formação em animação sócio-cultural, gestão ou em outraárea relacionada; domínio escrito e falado de castelhano; capacidadede autonomia no trabalho.
Fundamental: carta de condução e veículo próprio
Trabalho para quatro meses (Outubro a Janeiro) com hipótese de prolongamento.
Entrevistas: de 27 a 31 de Agosto em Moura Enviar CV, carta de motivação, fotografia, para teatrofmoura@gmail.com
Mais informações: 285 254 464 e 960 093 269

Wednesday, July 25, 2007

audições

Procura-se 2 homens actores para um projecto com o Teatro Municipal da Guarda.
Aos interessados, por favor enviem o CV para se poder fazer uma lista de actores disponíveis e organizar uma audição o mais breve possivel.
Os ensaios serão de 15 a 31 de outubro no Porto e de 1 a 30 Novembro na Guarda.
Carreira de 28 a 30 Nov.
Luciano amarelo - 934300978

amareloama@gmail.com

lamarelo@hotmail.com

Sunday, July 22, 2007

Sonhos em Vila Nova de Santo André


SONHO DE UMA NOITE DE VERÃO
A MIDSUMMER NIGHT'S DREAM de William Shakespeare
Vila Nova de Santo André
Largo do Mercado
20, 21 e 22 de Julho 21h30
Produção Footsbarn Theatre
bilhetes 5€ espectáculo
10€ com transporte de Lisboa


O TNDM II disponibiliza transporte para “Sonho de Uma Noite de Verão”, em Vila Nova de Santo André.
Por apenas 10€ os espectadores poderão adquirir um bilhete para o espectáculo que inclui viagem de ida e volta.
O ponto de encontro nos dias 20, 21 e 22 de Julho será no Rossio, em frente ao TNDM II, às 18h00.

O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, em colaboração com a AJAGATO, “Sonho de uma Noite de Verão”, o clássico de William Shakespeare revisto pelo Footsbarn Travelling Theatre. Em Vila Nova de Santo André, no litoral Alentejano, os Footsbarn vão montar a sua tenda, com capacidade para 400 pessoas, e apresentar “Sonho de uma Noite de Verão” nos dias 20,21 e 22 de Julho. A companhia britânica é reconhecida nos circuitos internacionais por recorrer a formas teatrais populares (inclusivamente à linguagem circense e à mímica). Há 25 anos, na altura em que se estrearam entre nós, a sua presença obteve grande impacto junto ao público e à crítica. Com uma linguagem simultaneamente acessível e rica, os Footsbarn abordam o público de forma simples, sem perder a complexidade dos textos sobre os quais decidem trabalhar. Neste caso, uma peça de William Shakespeare, que integra o repertório da companhia vários anos e que agora foi remontada, fazendo a sua estreia em França no passado dia 4 de Julho.

encenação Patrick Hayter
cenografia e máscaras Fredericka Hayter
figurinos Hannah Sjodin
música Steve Johnston
desenho de luz Bruno Hocquard
fotografia Sophie Lascelles

com
Joey Cunningham Vincent Gracieux Paddy Hayter Caroline Piette Muriel Piquart Mas Soegeng Akemi Yamauchi

músicos
Chandran Veyattummal Pawel Paluch

Sinopse
Hérmia está apaixonada por Lisandro mas o pai quer fazê-la casar-se com Demétrio. Os dois amantes decidem fugir, mas Helena – que ama Demétrio – revela-lhe o plano, na expectativa de o conquistar. Os quatro jovens embrenham-se no bosque, onde os esperam aventuras tão inesperadas quanto inesquecíveis.
Entretanto, uma trupe de actores ensaia a peça “A Tragédia de Píramo e Tisbe” para o casamento de Teseu, Duque de Atenas, e Hipólita, a rainha das Amazonas. Dois convidados ilustres para a boda – Oberon, rei das fadas, e a sua rainha, Titania – chegam ao mesmo bosque, mas estão desavindos: a rainha recusa-se a entregar o seu pajem para servir o marido e este decide castigá-la, fazendo-a apaixonar-se por... um burro.
Depois de uma sequência de enganos cómicos, a acção de “Sonho de uma Noite de Verão” termina com três casamentos, para contentamento de todos.

O AUTOR: WILLIAM SHAKESPEARE
Pouco ficou documentado sobre a vida de Shakespeare, mas acredita-se que terá nascido em 1564, em Stratford-on-Avon, no seio de uma família de comerciantes. Apesar de não ter chegado a ir à Universidade, frequentou a escola. Em 1582, com apenas 18 anos, casou-se com Anne Hathaway, oito anos mais velha, e desse casamento nasceram três filhos: Susanna (1582) e os gémeos Judith e Hamnet (1586). Entre 1586 e 1592, a vida de Shakespeare passou por um período menos claro. É possível que tenha deixado a terra natal e a família, para se juntar a uma trupe de actores em digressão, embora haja quem defenda que, durante esse tempo, tenha trabalhado como preceptor ou mestre-escola. Certo é que, em 1592, já era conhecido nos teatros londrinos, como autor.
Em 1594, tornava-se sócio da companhia de Lord Chamberlain’s Men e dividia-se entre os palcos e a pena. Em 1598, perante a ameaça de fecho do teatro (por parte do senhorio), a companhia mudou-se para a zona sul do rio Tamisa e aí construiu um novo teatro, baptizando-o como The Globe e adquirindo o patrocínio real.
Em 1613, porém, o Globe foi destruído pelo fogo e Shakespeare – que perdera o ascendente no panorama teatral londrino – retirou-se, passando os seus últimos anos em Stratford. Morreu em 1616.
Entre as suas peças mais conhecidas contam-se “A Midsummer Night’s Dream”, “The Merchant of Venice”, “Romeo and Juliet”, “Richard III”, “Much Ado About Nothing”, “Hamlet”, “Othello” ou “Coriolanus”.

O ENCENADOR: PATRICK HAYTER
Nasceu em 1952, em Londres, filho do actor e encenador Richard Hayter. Estudou Zoologia, Botânica e Geologia, mas um atelier de teatro fê-lo abandonar o projecto de se tornar veterinário para abraçar a vida teatral. Em 1968, juntava-se ao Repertory Company de Londres, onde trabalhou como assistente de encenação, e, no ano seguinte, estava na companhia The Orchard Theatre, da qual se tornou director técnico ao mesmo tempo que interpretava pequenos papéis. Em 1969, partiu para a Escola Jacques Lecoq, em Paris, onde, durante dois anos e graças a uma bolsa de estudos paga pelo governo inglês, pôde aprofundar a sua formação teatral, até então feita essencialmente da prática. Depois de França, partiu para Berlim, na Alemanha, onde trabalhou com o mítico Bread an Puppet Theatre. Em 1973, de regresso a Inglaterra, integrou o Footsbarn Travelling Theatre, onde actualmente desempenha funções de actor, encenador e co-manager.

A COMPANHIA: FOOTSBARN TRAVELLING THEATRE
O Footsbarn Travelling Theatre foi fundado em 1971, na Cornualha, por Oliver Foot e Jean Paul Cook e deve o seu nome ao primeiro local de ensaios da companhia – o celeiro da família Foot. Inicialmente, a trupe apresentava-se essencialmente em praças públicas, com o objectivo de levar o teatro até um público carenciado de oferta cultural. A sua estética era o mais simples possível: importava fazer espectáculos que contassem histórias e suscitassem emoções de forma divertida e acessível. Dez anos passados sobre a sua fundação, o grupo foi crescendo e, considerando que a sua missão estava cumprida no que diz respeito à Cornualha, fez-se à estrada. Rapidamente, tornou-se uma referência no circuito das artes performativas e começou a ser requisitado para grandes festivais internacionais na Holanda, Alemanha, Irlanda, País de Gales, Inglaterra ou França – onde se apresentou, inclusivamente, no prestigiado Festival de Avignon.
Actualmente sediado em França, o Footsbarn Theatre integra elementos de oito nacionalidades distintas e inclui, na sua equipa de trabalho, actores, técnicos, cozinheiros, uma costureira, administradores, um assessor de imprensa, um fotógrafo, mecânicos e dois professores encarregados de instrução das crianças. O seu objectivo é o de sempre: fazer teatro como se fazia na Idade Média, conseguindo a maior proximidade possível com as mais diversas plateias.

Duração 2 horas sem intervaloLíngua Inglês (sem legendagem)

Friday, July 20, 2007

Audições

Procura-se 2 homens actores para um projecto com o Teatro Municipal da Guarda.
Aos interessados, por favor enviem o CV para se poder fazer uma lista de actores disponíveis e organizar uma audição o mais breve possivel.
Os ensaios serão de 15 a 31 de outubro no Porto e de 1 a 30 Novembro na Guarda.
Carreira de 28 a 30 Nov.
Luciano amarelo - 934300978
amareloama@gmail.com
lamarelo@hotmail.com

Saturday, June 9, 2007

Wednesday, May 23, 2007

Wednesday, May 9, 2007

>"Les Konkasseurs du Kakao"


TEATRO11 de Maio às 21h00 no IFP

"Les Konkasseurs du Kakao" pelo Théâtre de la Fronde

Preço dos bilhetes : 5€


Alguém chamou a "Les Konkasseurs de Kakao", um hino aos prazeres do texto.

De facto, Jean-Marie Sirgue (actor) homenageia, neste espectáculo, o verbo eo prazer da língua francesa, com uma selecção de textos poéticos,engraçados, emocionantes, pontuados pelo acordeão de Serge Rigolet, criandoum ambiente musical entre o tango e as melodias festivas.Um espectáculo pleno de fantasia, humor e emoção, no qual se podemredescobrir, numa vintena de histórias, Hugo, Bedos, Pennac, Desproges,Nougaro, Maupassant, Renaude ou Prévert…

O Théâtre de la Fronde é uma companhia independente que desenvolve umtrabalho de animação cultural no seio da Associação N.A.C.E.L. (NouvellesAspirations Culturelles En Lochois), Desenvolve também uma actividade deformação junto do público escolar e animando ateliers direccionados tambémpara um público adulto.

Jean-Marie Sirgue


Depois de uma formação no Centre d'Art Dramatique de Tours de 74 a 76, Jean-Marie Sirgue participa em vários estágios de teatro, mímica, dança,técnica vocal. Integra posteriormente, como actor permanente, o Théâtre duPratos de Tours onde representa numerosos espectáculos : entre eles "Lebarbier de Séville", "Architruc", "La nuit les clowns". Adapta e encena"Les Indes noires" de Jules Verne.Em 1982 funda o Théâtre de la Fronde e, paralelamente às actividades dacompanhia intervém como actor em encenações de J-L Dumont, Eric Krüger,Virgil Tanase, Guy Cambreleng...Jean-Marie Sirgue é antes de mais um comediante e encenador, embora tambémtenha escrito algumas peças, novelas e feito algumas adaptações: "La nuit deIvan Koupal" no Théâtre du Vertep de Kiev (Ukraine), "Le masque depierre"...Rodou algumas curtas metragens e trabalha também como argumentista para atelevisão: "Blocks-notes" de FR3 Tours.


SERGE RIGOLET

Acordeonista virtuoso, homem ligado aos média (fotogravador na "NouvelleRépublique), responsável sindical, criador de vários festivais, entre eles «Dehors – Dedans, em Tours) ele construiu e anima o »responsable syndical,créateur de plusieurs festivals (dont "Dehors - Dedans" à Tours), ele construiu e anima o "Théâtre de Vaugarni", uma bonita sala de 110 lugares emmeio rural.

Casting Cinema #3

Para filme de longa-metragem com rodagem em Novembro

Homens entre os 18 e os 40 anos
Mulheres entre os 18 e os 40 anos

Envio de CV, Dados Pessoais e fotografias (cara e corpo inteiro)
para magazin@portugalmail.pt

Haverá uma pré-selecção e os seleccionados serão contactados com data, hora e local do casting.

Tuesday, May 8, 2007

Animoforma procura Produtor/a

A Animoforma Espaço Cultural, procura colaboradores para exercer funções na área da Produção de Eventos e Espectáculos.
Requisitos:Carta de condução;Experiência em funções similares;
Disponibilidade imediata;
DinamismoEspírito de EquipaOferece-se:
Entrada ImediataRemuneração fixa (recibos verdes)
Local de trabalho a 15 minutos de Lisboa
Solicita-se aos interessados envio de C.V. e carta de motivação para animoforma@mail.telepac.pt.
Animoforma Espaço Cultural
telm 91 743 41 79fax 21 495 33 41
http://animoforma.blogspot.com/

Saturday, April 28, 2007

cassting Tiago Guedes

Audição para novo projecto coreográfico de Tiago Guedes
O coreógrafo Tiago Guedes abriu audições para o seu novo projecto coreográfico Tudo tem que mudar, com data de estreia prevista para Fevereiro de 2008, em Armentiéres, França. As audições decorrerão dias 26 e 27 de Maio, em Lisboa, no espaço da REAL, sendo a data limite de inscrição o dia 11 de Maio. O criador procura dois intérpretes que devem levar um instrumento de música, não sendo, no entanto, necessário um conhecimento musical específico.
A peça, cujos ensaios decorrerão entre 05 de Novembro 07 e 31 Janeiro 08, em Lisboa, Montemor-o-Velho, Bruxelas e Armentiéres, tem estreia marcada para 01 Fevereiro em França, estando também marcada a sua apresentação, na Culturgest, em Maio, no âmbito do Alkantara Festival.
Para mais informações: Dina Lopes (Produção) - 21 390 92 56 ou email: prod.materiaisdiversos@gmail.com

Casa d'os Dias da Água

Wednesday, April 25, 2007

Raquel Tavares no Trindade


HISTÓRIA DE UMA CANTADEIRA
Raquel Tavares em concerto

Sala Principal do Teatro da Trindade
Sábado, 5 MAIO 21h30

Se fado quer dizer destino; então que se fale de Raquel Tavares.
Sente-se na voz, na atitude, na expressão e acima de tudo na coragem que tem em assumir-se como “Uma Fadista”. Tudo isto não pode ser por acaso, nem pelo facto de se falar de uma artista com um enorme talento para representar. Nenhuma grande actriz poderia assumir tão bem este papel…

Alem da versatilidade, Raquel Tavares tem o talento de recriar aquilo que poderia ser um “Fado Balada” ou um “Fado Canção”, num grande fado dos nossos tempos, como nos temas “Noite”, “Querer Cantar”, “Por Momentos” ou “Trazes pedaços de mim”. Dando-lhes assim a sua interpretação de forma tão carismática.

Existe ao redor da artista um “íman” que atrai a criação de todos os que a rodeiam, desde o disco ao espectáculo que se foi criando por si só, na inspiração daquilo que é o personagem principal e ao mesmo tempo a “musa” deste projecto. Tinha de ser mesmo assim. Não se poderia abordar outro tema, senão a “História de uma Cantadeira”. A história de Raquel Tavares.
Inevitavelmente “O Seu Destino”, aquilo que ela nunca poderia deixar de ser.

Ficha Técnica
Voz: Raquel Tavares
Guitarra Portuguesa: Bernardo Couto
Guitarra Clássica: Diogo Clemente
Baixo: Fernando Araújo
Direcção Musical: Diogo Clemente
Stylist: Carlos Gonçalves
Fotografia: Steve Stoer
Direcção técnica e concepção do espectáculo: Hélder Moutinho
Produção: HM Música

Classificação etária: Para todos
Duração: 60 minutos (s/ intervalo)

Preços: 7€ a 12€
Descontos: 20% - Jovens c/ – 25 anos, Seniores e Sócios cartão FNAC, Pin Cultura e Profissionais Espectáculo 30% - Grupos + 10 pax e Sócios INATEL

Monday, April 23, 2007

FITEI


Lliure no espectáculo de abertura

European House (Pròleg d’un Hamlet sense paraules) do grupo catalão Teatre Lliure será o espectáculo de abertura do XXX FITEI que decorrerá em Maio e Junho na cidade do Porto. Trata-se de uma criação e encenação de Alex Rigola, estreado na Temporada Alta de Girona e já apresentado em Bordéus, Dusseldorf, Roma e Berlim. O espectáculo é apresentado graças à parceria do Teatro Nacional de S. João com o Fitei.


Marília Gabriela

A actriz, apresentadora e jornalista brasileira Marília Gabriela chegou a estar anunciada para o Fitei 2007. De facto, a organização do Fitei e a actriz estiveram em conversasões para apresentação no Porto do espectáculo “A Senhora Macbeth” de Griselda Gambaro, com encenação de António Abujamra, texto onde se inventa um novo olhar sobre uma das obras mais ricas da literatura dramática. No entanto, a actriz está neste momento a trabalhar numa série para a televisão e as datas e horários das gravações não lhe permitiram confirmar a sua presença no Fitei 2007.


Grupos espanhóis no Fitei

O grupo espanhol Titzina, que apresentou no Fitei de 2005, com grande êxito, o espectácuo “Folie a deux”, volta este ano ao Fitei com a sua nova produção “Entrañas”. Também de Espanha já garantiram a sua presença no Festival os Tricicle, que recentemente estiveram em Lisboa e que apresentarão o espectáculo “Tricicle 20” e as Producciones Imperdibles, de Sevilha, para além do espectáculo de abertura pelo Teatro Lliure, de Barcelona.

Saturday, April 21, 2007

CONTOS DE SHAKESPEAR até 31 de Maio


"CONTOS DE SHAKESPEARE"
NA SALA GARRETT DO TEATRO NACIONAL D. MARIA II
A PARTIR DE WILLIAM SHAKESPEARE
PRODUÇÃO TNDM II


ATÉ 31 DE MAIO
SÁB. 16H00 DOM. 11H00
4ª, 5ª e 6ª para escolas sob marcação

Shakespeare para todas as idades na Sala Garrett do TNDM II

Quatro actores, muitos recursos, seis contos, muita imaginação, um autor muito conhecido, uma obra muito divertida. Contar, contar e contar, de mil e uma maneiras. Contar cantando, contar dizendo, contar com objectivos e bonecos, contar fazendo e desfazendo personagens, contar em silêncio. Contar contos de viagens e aventuras, contos de amor e desamor, contos de duendes distraídos e reis malucos. Doze cubos que se vão transformando nos diferentes cenários e um espaço para imaginar muitos espaços. Os contos de Shakespeare que tocam o imaginário infantil, apresentados numa linguagem ágil, lúdica e surpreendente. Quatro intrépidos actores saltando de um conto para o outro, montando e desmontando um puzzle como um espelho das emoções da vida.
Contos contados para trazer histórias de há muito tempo que continuam a encantar os públicos do nosso tempo.

Encenação e Dramaturgia Claudio Hochman
Cenografia e Guarda-Roupa Daniela Roxo
Composição Musical Daniel Schvetz

COM
Catarina Guerreiro Fernanda Paulo Joana de Carvalho Luís Godinho

"Memórias D'Algodão Doce" no Trindade


O INATEL/Teatro da Trindade e Propositário Azul Associação Artística apresentam

MEMÓRIAS D’ALGODÃO DOCE

Sinopse
Quantas memórias são necessárias para construir um Carrossel?
Quantas histórias passeiam nas feiras que sempre foram populares?
Quantas paixões nasceram, quantas brigas perfuraram o punhal no corpo que ficou estendido?
Memórias d’Algodão Doce é uma viagem hilariante através de vidas que nos são próximas e que reconhecemos por fazerem parte de cada um de nós.

Ficha Técnica
Dramaturgia e concepção: Ana Limpinho e Maria João Miguel
Encenação: Maria João Miguel
Cenografia, Figurinos e Adereços: Ana Limpinho
Musica Original: Adriano Silva
Direcção Vocal: Isabel Campelo
Atelier de Gesto: Anabela Mira
Atelier de Consciência Rítmica: José Salgueiro
Desenho de Luz: Gi Carvalho
Sonoplastia: Rui Santos
Fotografia e Design Gráfico: Clementina Cabral
Interpretação: Anabela Mira, Hugo Sovelas, Nuno Nunes, Rui Sérgio, Sónia Neves
Produção: Propositário Azul – Associação Artística

Sala Estúdio
18 Abril a 6 Maio 4ª-feira a sábado às 22h00 e domingo às 17h00

Preço único: 8€
Desconto 30%: Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores
Classificação etária: M/12 anos
Duração: 60 minutos (sem intervalo)

Crimes Conjugais agora no Teatro Aberto



"PEQUENOS CRIMES CONJUGAIS"
NA SALA VERMELHA DO TEATRO ABERTO
DE ERIC-EMMANUEL SCHMITT
Tradução LUIZ FRANCISCO REBELLO
PRODUÇÃO TEATRO NACIONAL D. MARIA II
ABR 26 – MAI 31
3ª a SÁB. às 21h30 DOM. às 16h00

A partir de 26 de Abril, na Sala Vermelha do Teatro Aberto, uma nova oportunidade para ver Pequenos Crimes Conjugais com Paulo Pires e Rita Salema

A partir de uma peça do conceituado autor francês Eric-Emmanuel Schmitt, traduzida por Luiz Francisco Rebello, Paulo Pires e Rita Salema interpretam um casal que enfrenta uma situação insólita. Na sequência de um misterioso acidente doméstico, Jaime fica amnésico. Ao fim de quinze dias no hospital, regressa a casa, para junto da mulher, Luísa, que vai procurar reconstruir, a pouco e pouco, toda a sua história em comum. Pelo seu diálogo passam todos os grandes temas da vida em conjunto: a fidelidade, o desejo, o envelhecimento, a paixão e, finalmente, o amor. Numa sucessão de revelações, a verdade esconde-se nas entrelinhas e terá de ser decifrada.
A peça, que tem conhecido montagens um pouco por todo o mundo, estreou originalmente em Paris, numa interpretação de Charlotte Rampling.

encenação JOSÉ FONSECA E COSTA
cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA
figurinos MANUEL ALVES JOSÉ MANUEL GONÇALVES
desenho de luz DANIEL WORM D’ASSUMPÇÃO
assistente de encenação FRANÇOISE ARIEL

COM
RITA SALEMA PAULO PIRES

"Movimento Reciclante" na FIL


O Palco Oriental na FUTURÁLIA
FIL- Parque das Nações/Expo 98

A peça de animação teatral "Movimento Reciclante", será representada nos próximos dias: 19, 20 (quinta e sexta-feira, às 12,50h) e 21(sábado, às 15,50h).

A dramaturgia da animação assenta no tema:

"Movimento Reciclante"
Ficha Técnica
Autoria de Texto e Encenação – Nuno Loureiro
Produção – Palco Oriental

Elenco
Nuno Loureiro – João Renovado
Fátima Apolinário – Bicla Recicla
Nelson Ideias – Amália e D. Afonso Henriques
João Jorge – Cão Fado e Luís Vaz de Camões

Cenografia - Patrícia Raposo
Figurinos – Palco Oriental
Adereços – Mimosa
Duração: 30 minutos

Patrocinadores
Câmara Municipal de Lisboa e Valorsul
Apoio
Junta de Freguesia do Beato
Agradecimentos
Ana Limpinho e Paulo (Desire)

Sinopse
Bem vindos ao Movimento Reciclante!!!
João Renovado apresenta com a sua assistente Bicla Recicla, pela primeira vez em Portugal, acompanhados da única e inovadora Máquina do Tempo!!
Esta inovadora Máquina do Tempo trará aos futuros aderentes ao movimento, testemunhos reais de antepassados portugueses que já aderiram …
D. Afonso Henriques
Amália Rodrigues
Camões…
Através de testemunhos reais João Renovado e Bicla Recicla irão colocar à prova o conhecimento da reciclagem destas figuras emblemáticas de Portugal com a sua Mesa da Verdade (onde estarão vários objectos para reciclagem que os convidados terão de colocar no depósito correcto).
Serão também convidados a participar elementos do público, que para além de terem o prazer de conviver com tão distintas figuras, também serão submetidas á Mesa da Verdade.

“ Se os mais antigos já aprenderam,
você também é capaz!” é o lema deste Movimento, que promete converter milhões de pessoas por todo o Mundo, através de “Reciclar está a Bombar”.

Hoje no Teatro Viriato




Teatro físico QUARTO INTERIOR Circolando
Sábado, 21 Abr. 21h30
Todos os públicos 65 min. aprox. Preço A (5 a 10€) Preço Jovem 5€

Mais uma vez, em Quarto Interior, a Circolando rompe com os cânones de teatro ou dança, enquanto disciplinas estanques, para reafirmar a sua singularidade, privilegiando as formas híbridas das artes cénicas. Com um teatro dançado, sem palavras e próximo da poesia, Quarto Interior fala dos quartos que transcendem as quatro paredes, onde se revela a solidão e a intimidade de cada um.


Quarto Interior abre um ciclo de longa duração na Circolando, intitulado Poética da Casa. Um ciclo que procura as paisagens do sonho, insistindo nos manifestos poéticos que invocam um homem inconformado que inventa um mundo onde prevalece o tempo dos espantos e da beleza. Desta vez, essas paisagens são procuradas nas moradas do espaço íntimo… casas, sótãos, quartos, abrigos de memórias e devaneios. Este ciclo Poética da Casa reúne em si vários projectos. Abre-o Quarto Interior, encerra-o Mansarda. Pelo meio, haverá um projecto de pesquisa transdisciplinar, que terá por centro as artes plásticas, o cinema e a música, e que há-de ficar materializado no que o Circolando chamou “Casa-Abrigo”.

Criação colectiva Direcção Artística André Braga e Cláudia Figueiredo Interpretação André Braga e João Vladimiro Co-produção com Teatro Nacional S. João e em colaboração com Centro Cultural de Belém Apoios
Fundação Calouste Gulbenkian e IEFP / Cace Cultural do Porto

//Biografias
Circolando
Desenvolvendo a sua actividade desde 1999, Circolando vem afirmando a singularidade do seu projecto artístico com a criação e difusão dos espectáculos “Caixa Insólita”, “Giroflé”, “Charanga”, “Cavaterra” e “Quarto Interior”.

Espectáculos que propõem um teatro visual e interdisciplinar que cruza o teatro físico, a dança, o teatro de objectos, o circo, a música e o vídeo.

Um teatro dançado que habita as paisagens do sonho. Um teatro próximo da poesia que traz histórias libertas de toda a lógica narrativa. Histórias que, mais do que contadas, querem-se livremente inventadas por um espectador contemplativo. Histórias que não pretendem oferecer um sentido, mas despertar todos os sentidos... com imagens, músicas, cheiros, emoções...

Um teatro que resulta da pesquisa, da experimentação e do work in progress, submetendo continuamente os projectos a novos questionamentos. As estreias, em vez de constituírem o tradicional encerramento do processo criativo, indicam sempre o seu relançamento.

Um teatro itinerante com forte difusão internacional. Fora de Portugal, Circolando já foi acolhida em Espanha, França, Bélgica, Holanda, Reino Unido, Alemanha, Áustria, Eslovénia, Coreia do Sul e China.


De modo complementar à criação e difusão de espectáculos, Circolando promove também ateliers de formação em diversos campos artísticos. Recentemente, vem ainda produzindo pequenos projectos de criação cujo objecto final se desvia do formato espectáculo. Performance, instalação, vídeo vêm então abrindo novos campos de expressão e experimentação.

L'Italiana in Algeri no S. Carlos


"L’italiana in Algeri"
Teatro Nacional de São Carlos
2. 3. 4. 5. 8. 9. 10. Maio _ 20:00h 6. Maio 2007 _ 16:00h

"L’italiana in Algeri", ópera de enorme êxito de Gioachino Rossini, regressa
ao palco do São Carlos numa produção do Festival International d’Art Lyrique
d’Aix-en-Provence em co-produção com o Grand Théâtre do Luxemburgo e
o Teatro Nacional de São Carlos.

Com direcção musical de Donato Renzetti e encenação de Toni Servillo.
Donato Renzetti, depois de ter dirigido a Messa da Requiem no quase esgotado Grande Auditório do CCB a 30 de Março último, regressa agora ao fosso do São Carlos.
Toni Servillo, encenador e actor italiano, está de volta ao São Carlos onde já encenou novas produções de Boris Godunov (2001) e Ariadne auf Naxos (2003), para assinar a encenação desta ópera. Da equipa artística destaca-se Daniela Dal Cin na assinatura da cenografia, Ortensia di Francesco na assinatura dos figurinos e Pasquale Mari na concepção do desenho de luz.
Do elenco, destacam-se as duas interpretações dos papéis de Isabella por Kate Aldrich (a Rosina da última produção de Il barbiere di Siviglia em Fevereiro de 2006), e Barbara di Castri; de Mustafà por Lorenzo Regazzo e Wojtek Gierlach; de Lindoro por John Osborn e David Alegret; e de Taddeo por Paolo Rumetz e José Julián Frontal. A jovem soprano Lara Martins (que participou na última produção de O Nariz) interpreta o papel de Elvira, mulher de Mustafà, Filippo Morace empresta a voz a Haly, capitão dos corsários, e Paula Morna Dória canta Zulma, escrava confidente de Elvira.
Dramma giocoso em dois actos. Libreto inspirado (substancialmente) no libreto de Angelo Anelli para L’italiana in Algeri de Luigi Mosca (1808). L’italiana in Algeri (A Italiana em Argel) teve a sua estreia absoluta em Veneza, no Teatro de San Benedetto, a 22 de Maio de 1813. A estreia em Portugal ocorreu no Teatro Nacional de São Carlos em 1815.
L’italiana in Algeri, sumptuoso modelo da ópera buffa ao estilo napolitano, foi a obra com que Rossini congregou a maior atenção do público, tendo a sua estreia – em Maio de 1813 – atingido um imenso êxito. Espontânea e desenvolta, a comédia distingue-se pelo argumento delirante, no qual sobressai a agilidade das peripécias e o hábil desenho dos personagens, enquadrados por um ambiente orientalizante, que propicia um estilo coloratura plenamente desenvolvido.
Acto I
Elvira, mulher de Mustafà, Rei de Argélia, confia tristemente à sua escrava Zulma que o marido já não a ama. Quando Mustafà entra, acompanhado por Haly, capitão dos corsários, tenta falar-lhe, mas o Rei ordena-lhe que se retire para os seus aposentos com Zulma e os eunucos. Para se ver livre dela, resolve dá-la em casamento ao seu escravo italiano, Lindoro, sem atender às razões de Haly. Acaba por ordenar a este que lhe arranje uma italiana, daquelas que tanto arreliam os seus apaixonados, farto como estava de mulheres dóceis e modestas. Concede-lhe seis dias para o conseguir ou espera-o a morte.
Lindoro, que recorda Isabella, a sua noiva que ficara em Itália, não se sente nada gratificado com a proposta de Mustafà e tenta escapar, com argumentações capciosas, à vontade de Rei, mas este, entre lisonjas e ameaças, obriga-o a segui-lo para admirar a mulher que decidira dar-lhe por esposa.
Entretanto, um navio italiano naufraga na costa e Haly, com os seus piratas, acorre para o pilhar e fazer prisioneiros. Entre estes encontram-se Isabella, vinda por mar à procura de Lindoro, e Taddeo, que a acompanha como seu admirador e que ela, para o salvar da morte, faz passar por seu tio. Haly anuncia à bela italiana que será apresentada ao Rei e que se tornará a rainha do seu harém. Taddeo fica horrorizado, mas Isabella assegura-lhe que com a sua astúcia feminina e sua desenvoltura saberá fazer frente àquele terrível Mustafà.
Numa sala do palácio, o Rei informa Lindoro que um navio veneziano, que acaba de pagar o seu resgate, vai partir e que se o jovem deseja voltar à pátria, se apresse a levar Elvira; além disso, dar-lhe-á tanto ouro que ficará riquíssimo. À notícia que lhe traz Haly que entre os prisioneiros do navio naufragado se encontra uma formosíssima italiana, Mustafà, radiante, afasta-se com o seu séquito para ir recebê-la dignamente, enquanto Lindoro procura convencer Elvira a esquecer o marido ingrato e a segui-lo para Itália, onde poderá ter os amantes que quiser.
Isabella é apresentada a Mustafà, que de imediato se apaixona; ela finge corresponder a fim de tirar as maiores vantagens da situação. Entretanto entram Lindoro e Elvira, para se despedirem do Rei: o encontro imprevisto faz inflamar ainda mais o coração dos dois jovens. Mas Isabella não perde a cabeça e, ao saber por Mustafà que a sua ex-mulher e o seu escravo vão partir para Itália, simula uma grande indignação. Se o Bei quer ter uma atitude digna, que fique com Elvira e que ponha o escravo Lindoro ao seu serviço. Mustafà, fascinado por Isabella, cede à sua vontade provocando o espanto geral.

Acto II
Elvira, Zulma, Haly e um grupo de eunucos comentam a condescendência de Mustafà e a esperteza de Isabella, que poderá ser útil à causa de Elvira. Mustafà, entrando a seguir, afirma que saberá conquistar a bela italiana, excitando a sua ambição. Na sala deserta, encontram-se Isabella e Lindoro, o qual assegura à sua bem amada que nunca fizera tenções de a atraiçoar e que a projectada viagem a Itália com Elvira era apenas um estratagema para poder voltar para junto dela.
Isabella arquitecta então um plano com Lindoro para abandonarem a Argélia e fugirem juntos no mesmo barco para Veneza. Saem os dois e entra Mustafà que, cada vez mais apaixonado por Isabella, decide atribuir a Taddeo, que naturalmente julga seu tio, o título de Kaimakan, ou seja, Lugar-Tenente; em troca, este deverá ajudá-lo a conquistar Isabella. Tadeo, obrigado a escolher entre a tortura da empalação e a tarefa humilhante de fazer de alcoviteiro, aceita o título prestigioso, respeitado por todos.
Num maravilhoso aposento face ao mar, Isabella veste-se à turca. Conversando com Elvira, ensina-lhe a maneira mais conveniente para conservar um marido. É necessário dominar os homens e não ser dominada. Mustafà, à parte, ordena a Lindoro que conduza Isabella à sua presença e Taddeo que lhe faça companhia e se retire assim que ele fizer sinal, espirrando. Isabella entra, murmurando palavras ternas a Mustafà, que espirra várias vezes, mas Taddeo finge não ouvir. Então Isabella, divertida com a situação, manda servir o café em três chávenas, uma das quais destinada a Elvira. Mustafà mostra-se muito aborrecido com a presença de Elvira, mas Isabella recorda-lhe a sua promessa de ser gentil com a esposa e o Rei, obrigado a condescender para não irritar a bela e prepotente italiana, começa a suspeitar que está ser alvo de troça.
Enquanto Haly louva a inteligência e a astúcia das mulheres italianas, Lindoro e Taddeo (que não descobriu ainda que o escravo é o noivo de Isabella) asseguram a Mustafà que Isabella está apaixonadíssima por ele e que o quer nomear, com grande pompa e solenidade, o seu «Pappataci» («Come e cala»). O Rei fica muito lisonjeado, mesmo sem saber o que significa aquele título. Os dois explicam-lhe que se trata de um título muito considerado em Itália reservado aos conquistadores irresistíveis: um verdadeiro «Pappataci» deve pensar somente em comer, beber, dormir e divertir-se.
Isabella, que obteve do Rei os escravos italianos para preparar a cerimónia, disfarça alguns de «Pappataci». Encarrega outros de se manterem no barco prontos para a fuga e informa todos da partida que pretende pregar a Mustafà. Taddeo ajuda-a, convencido naturalmente de que ela deseja enganar o Bei por amor dele. Inicia-se a cerimónia. Mustafà, vestindo solenemente de «Pappataci» e lisonjeado por se encontrar no meio de tantos italianos com o mesmo título, promete observar escrupulosamente o regulamento da ordem: deve jurar não ver, não ouvir e não se intrometer, comer e gozar apenas. Fingem depois pô-lo à prova; Isabella e Lindoro trocam frases amorosas e ele, obedecendo às ordens, continua a comer sem se preocupar com o que acontece. Quando um navio acosta ao palácio, Lindoro, Isabella e os escravos italianos entram nele à pressa, enquanto Taddeo apercebendo-se finalmente que Lindoro é o noivo da mulher que serviu com tanta devoção, procura despertar Mustafà para que ele impeça a fuga dos dois apaixonados. Mas Mustafà mantém-se fiel ao juramento dos «Pappataci». De novo, Taddeo tem de escolher entre a tortura de ser empalado se ficar, e a humilhação de auxiliar os objectivos de Lindoro e Isabella; escolhe a humilhação e embarca com os outros.
Acorrem entretanto Elvira, Zulmira e Haly com os eunucos completamente embriagados (obra também de Isabella), aos quais Mustafà, dando-se conta de que foi mistificado, ordena inutilmente que prendam os fugitivos, que se afastam já no barco. «Mulheres italianas nunca mais!», afirma Mustafá, resignado. Pedindo perdão, volta para junto da sua dócil esposa Elvira.
Personagens e Intérpretes
Isabella, dama italiana
Kate Aldrich [2. 4. 6. 8. 10. Mai.]
Barbara di Castri [3. 5. 9. Mai.]
Lindoro, jovem italiano e escravo preferido de Mustafà
John Osborn [2. 4. 6. 8. 10. Mai.]
David Alegret [3. 5. 9. Mai.]
Mustafà, o sultão
Lorenzo Regazzo [2. 4. 6. 8. 10. Mai.]
Wojtek Gierlach [3. 5. 9. Mai.]
Taddeo, companheiro de Isabella
Paolo Rumetz [2. 4. 6. 8. 10. Mai.]
José Julián Frontal [3. 5. 9. Mai.]
Haly, capitão dos corsários
Filippo Morace
Elvira, mulher do sultão Mustafà
Lara Martins
Zulma, escrava confidente de Elvira
Paula Morna Dória
Orquestra Sinfónica Portuguesa
Coro do Teatro Nacional de São Carlos
maestro titular Giovanni Andreoli
Produção
Festival International d’Art Lyrique de Aix-en-Provence em co-produção com o
Grand Théâtre do Luxemburgo e o Teatro Nacional de São Carlos│ Preço dos bilhetes: entre 25€ e 70€ │

Gala Internacional do Bailado


Casting para Cinema

Casting Actores
Actores para longa metragem
Masculino: Idade superior a 40 anos
Feminino: Idade entre os 20 e 35 anos
Masculino: Idade entre os 20 e 35 anos
Crianças Feminino: Idade entre os 08 e 12 anos
Crianças Masculino: Idade entre os 10 e 14 anos
Casting dia 21 de Abril entre as 10h e 16h
Marcações para: 21 845 36 67 / hugodiogos@msn.com
Morada: Av. Eng. Arantes e Oliveira, 11, 1ºA Lisboa

Casting para Cinema

Enviar c.v.s e fotos para castingcinema@netcabo.pt e ligar para 918719420
A partir de dia15 de Maio e falar com a Olga para marcar casting.

Monday, April 16, 2007

POR DETRÁS DOS MONTES, No Viriato


Banda sonora original de Fernando Mota premiada com uma menção honrosa atribuída pela Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, no âmbito do Prémio Nacional de Crítica

Teatro POR DETRÁS DOS MONTES Encenação de Miguel Seabra Teatro Meridional
Sexta, 13 Abr. 21h30 >12 anos 65 min. aprox. Preço A (5 a 10€) Preço Jovem 5€

De uma procura colectiva que descobriu e propôs caminhos, que desenhou mapas, que inquietou certezas adquiridas, que alargou horizontes, que rasgou fronteiras e provocou instabilidades surge Por detrás dos Montes, um percurso pelos segredos detrás dos montes do distrito de Bragança. No palco encontram-se os emigrantes, os idosos, os pauliteiros, os mitos, os costumes e a religião e descobre-se uma exímia exploração plástica deste mundo transmontano quase mítico.

Este espectáculo do Teatro Meridional não utiliza a palavra. Há a música interpretada ao vivo em palco e que foi criada sob o signo de John Cage, ou melhor, sob o signo das ideias de Cage acerca do silêncio e do som.

No âmbito do Prémio Nacional de Crítica, da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, esta peça foi distinguida com uma menção honrosa a Fernando Mota pela banda sonora original do espectáculo.

Por detrás dos Montes é o segundo trabalho do projecto Províncias, actualmente, um dos caminhos artísticos do Teatro Meridional, que se caracteriza pela criação de espectáculos que têm como conceito de partida a procura da especificidade e o respeito pela singularidade identitária que marca as diferentes regiões de Portugal. O primeiro trabalho deteve-se na região do Alentejo, através do espectáculo Para Além do Tejo (Prémio Nacional da Crítica 2004) e agora, Por detrás dos Montes debruça-se sobre a região de Trás-os-Montes, tendo como de partida referencial o distrito de Bragança, no Nordeste Transmontano.

Na base de construção deste espectáculo estiveram três residências artísticas de alguns elementos da equipa em diferentes momentos do ano (Dezembro de 2005 e Fevereiro e Agosto de 2006), e duas residências artísticas com todos os criadores do espectáculo (Setembro e Novembro de 2006). O trabalho artístico e técnico desenvolvido integrou ainda um workshop sobre marionetas, com o encenador, João Paulo Seara Cardoso (Teatro de Marionetas do Porto), e um trabalho de Taiji Qigong, diário e continuado, com Pedro Rodrigues.

Criação Teatro Meridional Concepção e direcção cénica Miguel Seabra Dramaturgia e Assistência artística Natália Luíza Interpretação Carla Galvão, Carla Maciel, Fernando Mora, Mónica Garnel, Pedro Gil, Pedro Martinez e Romeu Costa Música Fernando Mota Marionetas Eric da Costa Co-produção Teatro Meridional - Ass. Meridional de Cultura / Teatro Municipal Bragança / Câmara Municipal de Bragança / Teatro Nacional S. João

//Biografias
Teatro Meridional
O Teatro Meridional é uma companhia portuguesa que nos seus espectáculos procura um caminho onde o trabalho de interpretação do actor é protagonista.
As principais linhas de actuação artística do Teatro Meridional prendem-se com a encenação de textos originais (lançando o desafio a autores para arriscarem a escrita dramatúrgica), com a criação de novas dramaturgias baseadas em adaptações de textos não teatrais (com relevo para a ligação ao universo da lusofonia, procurando fazer da língua portuguesa um encontro com a sua própria história), com a encenação e adaptação de textos maiores da dramaturgia mundial, e com a criação de espectáculos onde a palavra não é a principal forma de comunicação cénica.
Realizou até à data 29 produções, tendo já apresentado os seus trabalhos em 17 países - Espanha, Itália, França, Cabo Verde, Brasil, Timor, Marrocos, Jordânia, Colômbia, Bolívia, Argentina, EUA, México, Chile, Paraguai, Equador e Uruguai - para além de realizar uma itinerância anual por Portugal Continental e ilhas.
Desde 1992, ano da sua fundação, os trabalhos do Teatro Meridional já foram distinguidos 17 vezes a nível nacional e 5 a nível internacional.

Miguel Seabra (Concepção, Direcção Cénica e Desenho de Luz)
Lisboa, 1965
Terminou a Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa – Curso de Formação de Actores – em 1992. Nesse mesmo ano funda o Teatro Meridional, companhia que dirige e que tem marcado o seu percurso artístico como actor, encenador, desenhador de luz, formador e produtor.

Natália Luíza (Dramaturgia e Assistência Artística)
Moçambique, 1960
Licenciada pela Escola Superior de Teatro e Cinema, bacharel em Psicologia e Ciências da Educação de Lisboa. Encontra-se actualmente a frequentar o mestrado em Estudos Africanos no ISCTE. Tem dividido a sua actividade como encenadora, formadora e actriz. É co-directora artística do Teatro Meridional.

Fernando Mota (Interpretação – Música)
Lisboa, 1973
Faz música para teatro, dança e vídeo desde 1994. Trabalhou como compositor, músico e actor com diversas companhias e encenadores europeus. Enquanto multi-instrumentista, tem explorado instrumentos tradicionais portugueses e de outras culturas. Trabalha na construção de instrumentos experimentais e na manipulação sonora através da electro-acústica e da informática. Desde 2002 que colabora regularmente com o Teatro Meridional.

FÉRIAS GRANDES COM SALAZAR

FÉRIAS GRANDES COM SALAZAR

no TEATRO DA POLITÉCNICA
DE MANUEL MARTINEZ MEDIERO
CO-PRODUÇÃO TEATRO NACIONAL D. MARIA II TEATRO DAS BEIRAS
COLABORAÇÃO JUNTA DE EXTREMADURA

ABR 24 – MAI 13
3ª a SÁBª 21H30 SÁB. e DOM. 16H00
3 únicas semanas de representação
O Teatro Nacional D. Maria II apresenta, a partir de 24 de Abril, Férias Grandes com Salazar, de Manuel Martinez Mediero. Esta co-produção entre o TNDM II e o Teatro das Beiras conta com a colaboração da Junta de Extremadura. Um dramaturgo espanhol decidiu escrever sobre a História de Portugal recente e desmistificar essa figura até há bem pouco tempo intocável que foi António de Oliveira Salazar. Manuel Martinez Mediero, autor que Luiz Francisco Rebello classifica de "radicalmente simbólico" nas suas abordagens ao género teatral, escreveu, em tom de comédia burlesca, Férias Grandes com Salazar um espectáculo originalmente estreado em Idanha-a-Nova em 1997. Nesta revisitação da peça, a encenação mantém-se a cargo de José Carretas que assume também a cenografia. Em volta de Salazar, o público encontrará figuras bem conhecidas: desde a "famosa" Maria, a governanta inseparável, até Barbieri Cardoso, Silva Pais, o Cardeal Cerejeira, Carmona, Franco ou Humberto Delgado.

sinopse
Nos últimos dias da vida de António de Oliveira Salazar, vamos encontrar o velho ditador a lutar furiosamente contra a decadência física e intelectual, obrigado a confrontar-se com os fantasmas do passado. Maria, a governanta que dele cuidou a vida inteira, exige-lhe agora aquilo a que se sente com direito: o casamento. Nesse pedido é fortemente apoiada pelo próprio Cardeal Cerejeira, que quer que o Presidente do Conselho – e seu amigo de longa data – morra em paz com Deus…
Entretanto, outras duas visitas se insinuam: o primeiro amor de Salazar, a professora Felismina, que lhe aparece nua em sonhos, e o fantasma de Humberto Delgado, que lhe anunciará que o seu fim está próximo.
Temendo conspirações de bastidores, Salazar desconfia que muitos, nomeadamente Marcello Caetano, esperam a sua morte para poderem, finalmente, chegar ao poder. No entanto, mantém, até ao fim, a doce ilusão de que ainda governa o país…

encenação cenografia JOSÉ CARRETAS
música original FERNANDO MOTA
figurinos MAITE ÁLVAREZ
desenho de luz FERNANDO SENA
assistente de encenação VERA MIRANDA
COM
FRANCISCO BRÁS ANA MARGARIDA CARVALHO ELISA NEVES FERREIRA
EVA FERNANDES CÂNDIDO FERREIRA PEDRO FIUZA CÁNDIDO GÓMEZ FILOMENA GIGANTE CARLOS MARQUES JOÃO MIGUEL MELO
MIGUEL TELMO RINI LUYKS (MÚSICO)

VINTE E ZINCO no D.Maria II

VINTE E ZINCO
NO SALÃO NOBRE DO TEATRO NACIONAL D. MARIA II
DE MIA COUTO

PRODUÇÃO TNDM II
ABR 25 – JUL 01
3ª a SÁB. 22H00 DOM. 16H30

O Teatro Nacional D. Maria II estreia, a 25 de Abril, Vinte e Zinco, de Mia Couto - a história de um Pide em Moçambique nos dias que antecederam e precederam o 25 de Abril de 1974. Este espectáculo, encenado por Maria João Rocha, conta com as presenças de Estrela Novais, Alda Gomes, Augusto Portela, Júlio Martin, Maria Amélia Matta e Vítor Ribeiro. É a primeira vez que o TNDM II leva à cena um texto de Mia Couto, autor maior da literatura Lusófona, um dos escritores moçambicanos mais traduzidos no estrangeiro.

Numa pequena cidade do Norte de Moçambique, o 25 de Abril de 1974 é recebido de forma peculiar… O português Lourenço de Castro, inspector da PIDE, perturbado pela morte do pai, vive com a mãe, Margarida e com a tia Irene. Lourenço de Castro conhece o que é ser membro da PIDE em solo africano, essa «fabricação do medo» que mais não é do que o medo do próprio futuro. “Vinte e Zinco” é uma reflexão sobre o significado da Revolução e sobre as vidas cruzadas de estrangeiros que vivem em território colonial e aqueles que acreditam no poder da terra, o que ela aceita ou não. Oscilando entre dois tempos diferentes, o passado e o presente, mas também o tempo interior, as personagens agem e narram-se simultaneamente a si próprias, como se reordenando o tempo ele se pudesse corrigir. Nesta curta história de memórias, onde a literatura, a história e a ficção se entrelaçam, conta-se o arrivismo português nas colónias negras, a distância que separa os colonizados dos colonizadores.
encenação dramaturgia MARIA JOÃO ROCHA
cenografia figurinos MARIA JOÃO SILVEIRA RAMOS
música original LUÍS CÍLIA
vídeo (sobre colagem de Maria João Silveira Ramos) MARIA JOÃO ROCHA PEDRO LIMA (TRIGITAL)
desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO
coreografia CATARINA CÂMARA
COM
ALDA GOMES AUGUSTO PORTELA ESTRELA NOVAIS JÚLIO MARTIN
MARIA AMÉLIA MATTA VÍTOR RIBEIRO
BRUNO ALVES LUÍS MARRAFA (bailarinos)