Monday, December 17, 2012

"Os Desastres de Amor" prolongado


O Teatro da Cornucópia irá apresentar o espectáculo OS DESASTRES DO AMOR durante mais uma semana.
O espectáculo estará em cena de 18 a 23 de Dezembro, de 3ª a Sábado às 21h e Domingo às 16h.
Preço dos bilhetes: 15,00 € com 50 % desconto para estudantes, menores de 25 e maiores de 65 anos

OS DESASTRES DO AMOR
Ou FORTUNA PALACE, uma adaptação e colagem das seguintes peças em um acto ou diálogos de Pierre de Marivaux (1688 -1763): L’Amour et la Vérité (1720), Le chemin de la Fortune (1734),La réunion des amours (1731), Félicie (1757) e frases de Le Cabinet du Philosophe(1734))
Tradução dos textos originais: Luís Lima Barreto e Luis Miguel Cintra; Adaptação e Encenação:Luis Miguel Cintra; Cenário e figurinos: Cristina Reis e Desenho de luz: Daniel Worm d’Assumpção.
Elenco: José Manuel Mendes, Luís Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Nuno Nunes, Rita Blanco,Rita Durão, Sergio Adillo, Sofia Marques, Teresa Madruga e Vítor d’Andrade.

Felícia, uma viúva elegante e bem posta, madura e bem conservada, passa férias no Fortuna Palace, hotel de que é dona uma fada sua madrinha. Felícia quer ser feliz, honesta, e ao mesmo tempo encontrar o novo partido que resolva a sua situação económica.
A madrinha prepara-lhe uma lição dolorosa que lhe mostrará como é o mundo, coisa que ela parece desconhecer. Cruzar-se-á com o deus Amor e com várias personagens daquele micro-mundo de ricos e parasitas que brincam aos deuses do Olimpo. Chega a haver vítimas: a Modéstia e o pobre “escort” de luxo a quem chamam Apolo, deus das Artes são assassinados.
Felícia aprende a resignar-se à desilusão. O amor não tem lugar naquele Fortuna Palace. É umacomédia que pareceria dos nossos dias se eles tivessem tempo e espaço para pensar nestas coisas.

"Corações em Festa" no Teatro-Estúdio Mário Viegas

Este Natal dê Teatro!


"A Farsa da Rua W" até 19 de Dezembro no Teatro da Politécnica

A FARSA DA RUA W
de Enda Walsh

Tradução Joana Frazão Com Américo Silva, João Meireles, António Simão, Laurinda Chiungue Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Construções João Prazeres Luz Pedro Domingos Fotografias Jorge Gonçalves M16
No Teatro da Politécnica até 19 de Dezembro
3ª e 4ª às 19h00
Reservas | 961960281 | 213916750 (dias úteis 10h às 18h)
As reservas devem ser levantadas até 1 hora antes do início do espectáculo
Duração: 1h40 minutos (com intervalo)


"Afixação Proibida" no Teatro-Estúdio Mário Viegas

"Afixação Proibida" | Com Nuno Bernardo, Peter Michael, Susana Sá e Patrícia Adão Marques | Encenação de Frederico Corado Domingos às 19h45, Segundas às 21h00 | Teatro-Estúdio Mário Viegas


"The Magistrate" no National Theatre

Era para ter sido "O Conde de Monte Cristo" e à última da hora foi alterado para este "The Magistrate" a farsa victoriana de 1885 de autoria de Arthur Wing Pinero. O elenco encabeçado por John Lithgow e Nancy Carroll prometem um grande espectáculo. A não perder no National Theatre se for passar as festas a Londres!





















Sunday, September 23, 2012

Sunday, September 2, 2012

Paulo de Carvalho comemora 50 anos de carreira


PAULO DE CARVALHO comemora 50 anos de carreira
dia 7 Setembro no Teatro Tivoli BBVA

No próximo dia 7 de Setembro, pelas 21h30, Paulo de Carvalho sobe ao palco do Teatro Tivoli BBVA para apresentar em Lisboa – sua cidade natal e sobre a qual tanto tem cantado e composto – mais um espectáculo da “Tour 50 Anos”.

50 anos de carreira, ou de “cantigas” – como o próprio gosta de referir –, não se fazem todos os dias. Por isso, Paulo de Carvalho dedica todo o ano de 2012 a comemorar uma carreira ímpar de espectáculos, edições discográficas, canções e participação cívica na sociedade.

No espectáculo, que, desde Fevereiro, já passou por salas como a Casa da Música (Porto), o Teatro Aveirense ou o Cine-Teatro São Pedro (Abrantes), o cantor e compositor revisita, com arranjos actuais, os grandes temas da sua vida musical, como “E Depois do Adeus”, “Gostava dos Vos Ver Aqui”, “Nini dos Meus Quinze Anos”, “Dez Anos”, “Prelúdio (Mãe Negra)”, “Os Meninos de Huambo”, “O Cacilheiro” ou “O Meu Mundo Inteiro”.

Com a energia e carisma excepcionais que o caracterizam, Paulo de Carvalho será acompanhado por grandes músicos de uma geração posterior à sua, o que contribui para o registo de modernidade que marca esta celebração. Em palco estarão Victor Zamora (piano), Tiago Oliveira (guitarra), Leo Espinoza (baixo), Ruca Rebordão (percussão), Marcelo Araújo (bateria) e, como convidados, Mafalda Sacchetti e Agir. Ao longo de 50 anos, Paulo de Carvalho notabilizou-se como cantautor, deu voz a alguns dos mais notáveis poetas portugueses, dos quais se destacam Ary dos Santos, José Niza, Fernando Assis Pacheco ou Joaquim Pessoa, e compôs temas importantes para a história recente do Fado, como "Lisboa Menina e Moça" e “Meu Fado Meu”.

Paulo de Carvalho, reconhecido pela sua personalidade vocal e timbre únicos e por ser um cidadão notável, é um nome incontornável da música portuguesa.
CO-PRODUÇÃO: QUARTA PERFEITA - UAU

Reservas e Informações: 1820 (24 horas). A partir do Estrangeiro +351 217 941 400.

Locais de venda: www.ticketline.sapo.pt, Teatro Tivoli BBVA, Fnac, Worten, El Corte Inglés, C.C. Dolce Vita, Casino Lisboa, Galerias Campo Pequeno, Ag. Abreu, Ag. ABEP, C.C. MMM e C.C. Mundicenter.

Preços:
1º Plateia e Frisas: € 25,00
2ª Plateia e 1º Balcão Central: € 20,00
2º Balcão Central: € 15,00
1º Balcão Lateral e Camarotes: € 12,50
2º Balcão Lateral: € 10,00

Teatro de objetos volta ao Recife, em setembro, com programação inédita


Fito terá mais de 60 apresentações gratuitas, entre 14 e 16.

Shows de Hermeto Pascoal e Naná Vasconcelos também animam público.

O Festival Internacional de Teatro de Objetos (Fito) volta ao Recife, entre os dias 14 e 16 de setembro, com programação inédita. A segunda edição do evento, realizada no Marco Zero da cidade, receberá 12 grupos da França, Argentina, Alemanha, Portugal, Israel, Bélgica e Brasil, que farão mais de 60 apresentações gratuitas.

O público irá conferir a transformação de objetos, como cadeiras, cabides, copos e talheres, em “atores e atrizes” teatrais. Entre os destaques, estão a atriz e diretora Agnés Limbos, da companhia belga Gare Centrale, duas companhias francesas e uma brasileira.

Da França, Bakelite traz a montagem multimídia “Assalto”, um suspense onde o espectador vai experimentar todas as etapas de um grande roubo, como em um filme de ação: a pressão da máfia, a perseguição, os gangsters, a fuga, etc. Já a companhia Beau Gest, apresenta “Transporte Excepcional”, um dueto entre o bailarino Philippe Priasso e sua retroescavadeira, em uma delicada e dramática “tensão” aço-carne, embalada por uma ópera cantada por Maria Callas.

Do Brasil, a companhia paulista Teatro das Coisas mostra um espetáculo criado a partir da participação dos atores em edições anteriores do Fito, “Coisas de Circo”. Na montagem, a descoberta de artistas circenses por trás de objetos convencionais. Assim, um pregador de roupas se transforma em um equilibrista na corda bamba e uma rolha revela-se homem-bala.

A diretora Katty Deville é a única a voltar à programação do Festival no Recife, com o espetáculo “20 Minutos Sob o Mar”, da companhia francesa Théàtre de Cuisine. A cenografia desta edição vem completamente nova e está focada no universo dos guarda-roupas. Na área externa às salas de teatro montadas no Marco Zero, serão erguidas 12 árvores metálicas feitas com cerca de 5 mil cabides acrílicos na cor laranja e amarela. Esses cabides estarão pendurados em árvores gigantes, com cerca de 6m de altura, dando o efeito de folhas movimentadas pelo vento.

"A gente proucurou trazer uma programação inédita, desde um espetáculo que surgiu em razão do próprio Fito ao de companhias que nasceram no berço do Teatro de Objetos, na década de 1970", disse a curadora e idealizadora do Festival, Lina Rosa, da Aliança Comunicação e Cultura.

"Esse é um evento pela democracia cultural, que dá acesso a uma arte sofisticada de graça. A repercussão da edição passada foi muito positiva, com um público de 40 mil pessoas, que ficaram encantadas com tudo. O público pernambucano é muito receptivo às artes", complementou.

Programação variada
Ainda pouco desenvolvido no Brasil, o Teatro de Objetos já possui tradição na Europa, local de onde virá a maior parte das companhias. Os espetáculos têm classificação livre, 6 anos, 12 anos e adulto, e começam sempre a partir das 16h. A programação contempla espetáculos com áudiodescrição e linguagem de sinais.

Para as crianças, uma indicação é "Zoo Ilógico", da companhia paulista Truks, que conta a história de dois amigos que queriam fazer um piquenique no zoológico, mas encontram as portas do parque fechadas. Eles, então, resolvem inventar o seu zoo particular, em que bichos ganharão vida com os objetos do frustrado piquenique, como jarras, frutas, taças e bandejas.

Os adolescentes podem conferir "Tempestade num copo d´água", da Shakespeare Women Company. Duas atrizes interpretam um conto delirante, em que duas mulheres chegam de longe, encharcadas por uma tempestade e contam uma história cômica a partir da manipulação de múltiplos objetos, como guarda-chuvas e tecidos.

Já para os adultos, o espetáculo "Perturbações", da companhia belga Gare Central, da atriz e diretora Agnés Limbos, considerada a grande dama do Teatro de Objetos. A fábula se passa em Nova Iorque, por volta da meia noite, quando um casal recém-casado embarca para a lua-de-mel. No passeio, um lobo de olhos vermelhos os convida para sentar à sua mesa e, nesta vertigem, onde o pavor beira o humor, a dupla tenta reencontrar o equilíbrio por bem ou por mal.

Atrações musicais
Além das apresentações cênicas, o evento abre mais uma vez espaço para atrações musicais. Dois famosos multi-instrumentistas brasileiros estarão no palco do Fito: o alagoano Hermeto Pascoal e o pernambucano Naná Vasconcelos, que vem participando de várias edições do festival pelo Brasil.

O show de Hermeto será no dia 15, a partir das 21h30. A banda que o acompanha é formada pela esposa dele, Aline Moreno (vocal e percussão), Fábio Pascoal (percussão), Márcio Bahia (bateria), Itiberê Zwarg (baixo), Vinícius Dorin (metais e instrumentos de sopro) e André Marques (piano e teclado). Hermeto é conhecido pelos improvisos e ousadias percussivas, tocando com garrafas e tamancos.

Naná Vasconcelos apresenta um show criado especialmente para esta edição do Recife, batizado de Guarda Som, onde ele mostrará músicas tiradas a partir de um guarda-roupa. O artista estará acompanhado pelo grupo performático paulista XPTO. Naná tocará sempre a partir das 17h20, durante os três dias do evento.
Semana pré-Fito Durante a semana Pré-FITO, serão oferecidas duas oficinas e apresentadas as performances do grupo paulista XPTO em pontos da cidade como forma de “esquentar” o público. As oficinas são gratuitas e acontecem a partir do dia 10 de setembro.
Uma delas será ministrada pela professora Agnès Limbós, diretora da Cia belga Gare Central, cujo tema é "O ator e o objeto: As possibilidades de Teatro e Poesia que nascem desse confronto". O objetivo da oficina, que acontece de 10 a 14 de setembro, é expandir as fronteiras do mundo conhecido e aventurar-se em áreas obscuras que mexam com ideias de valor e tamanho, através de exercícios e improvisações.

A outra oficina, "Teatro de Objetos e Identidade", será ministrada pela atriz e dramaturga do Grupo Sobrevento Sandra Vargas. Ela vai trabalhar com o público os princípios básicos do Teatro de Objetos, buscando caminhos que permitam ao ator dar uma função poética ao objeto sem transformar a sua natureza. Essa oficina será direcionada para jovens da escola do SESI em Jaboatão dos Guararapes.

Perfomances surpresa
Em "Cadeiras", os bailarinos do XPTO são embalados pela cadência de um tango, transformando as cadeiras nas quais estão sentados em amantes sensuais. Em seguida, os assentos serão incorporados aos corpos dos dançarinos e irão se transformar em uma estranha matilha, que vai andar sobre a areia seguindo trilhas ancestrais em busca de água e comida.

A outra performance, "Sacos de Lixo Recicláveis", será uma disputa de garis pelo lixo da cidade, na calada da noite. Já para o trabalhador da indústria, o Fito tem uma surpresa. Quem apresentar a identidade funcional no Espaço Sesi, no Marco Zero, vai receber um brinde-objeto.

Fitografia
Fitografia é um espaço interativo cenográfico onde o público é fotografado ao interpretar com copos. A imagem impressa poderá ser levada como lembrança e também acessada pelo facebook do festival. Quem assina as fotografias é o fotografo Hélder Férrer.

O Fito, único festival do tipo no País, é patrocinado pelo Sistema SESI Pernambuco. Em sua jornada pelo Brasil, o Festival já foi visto por mais de 200 mil pessoas de oito cidades diferentes: Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MT), Manaus (AM) e Recife (PE) e Curitiba (PR).

in G1

COMPANHIA DE TEATRO DISTINGUIDA EM ESPANHA “PROMETEU” RECEBE PRÉMIO EM CIUDAD RODRIGO



Portugal foi distinguido com o prémio de melhor espetáculo para a infância da XV Feira de Teatro de Castilla y León, galardão atribuído ao espectáculo Prometeu da companhia Lafontana – Formas Animadas, de Vila do Conde.
O certame, que anualmente transforma a localidade fronteiriça de Ciudad Rodrigo na “Cidade do Teatro”, reuniu 31 companhias de 5 países, organizado pela Junta de Castilla y León. Trata-se de um projeto cultural sólido, uma referência importante para o sector de artes cénicas na Europa. Desde a sua criação, tem vindo a reforçar as relações culturais entre Portugal e Espanha, ao abrir novas vias de difusão artística, incrementando a distribuição das propostas teatrais junto de programadores de toda a Europa.
A peça Prometeu, produzida em parceria com a Casa da Música do Porto e o Festival Internacional de Curtas Metragens, apresenta-se como uma performance multimédia inspirada na tradição do teatro de sombras Indonésio, conhecido como Wayang Kulit. O espetáculo, que recorre a novas tecnologias de carácter experimental, foi objecto de estudo no pioneiro mestrado Arte do Ator Marionetista, concluído em 2012 na Universidade de Évora. As personagens são representadas por silhuetas articuladas, manipuladas sobre uma mesa translúcida retroiluminada. A cenografia utiliza como recurso principal a manipulação de areia sobre esta superfície, criando desenhos e texturas que sugerem espaços e ambientes visuais. As cenas resultantes são captadas em vídeo, tratadas informaticamente ou misturadas com outras cenas pré-gravadas, sendo depois projetadas numa tela. A sonoplastia original acompanha todos os momentos da narrativa, as vozes e ações, sublinhando os movimentos das personagens. Para além da música gravada, o som também é executado ao vivo por um sistema robótico, controlado pelo computador. O teatro, a música e a expressão audiovisual (cinematográfica, até) fundem-se em cena, criando uma única linguagem performativa. O espectáculo esteve já em cena na Casa da Música do Porto e no Teatro Municipal de Vila do Conde, sendo posteriormente apresentado em Évora, Redondela e Barcelona. Nesta edição da Feria de Teatro de Castilla y León, de entre dezenas de espetáculos apresentados, recebe finalmente o reconhecimento de público e crítica, que conferiu à companhia vilacondense esta distinção internacional. O galardão será entregue solenemente aquando da próxima realização do festival.
Agora, a companhia tem prevista uma digressão por várias cidades de Espanha, integrando igualmente um projecto de formação de espectadores
Ficha técnica e artística
Encenação e Interpretação: Marcelo Lafontana
Dramaturgia: José Coutinhas
Musical: José Alberto Gomes (apoio de Paulo Rodrigues e músicos da Casa da Música)
Assistente de encenação e operação: Sílvia Fagundes
Desenho de personagens: Luís da Silva
Desenvolvimento do sistema multimédia: Luís Grifu
Direção técnica: Pedro Cardoso
Fotografia de cena: J. Pedro Martins
Captação de vídeo: Paulo Agra
Coprodução: Lafontana – Formas Animadas
Casa da Música do Porto
Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde
Patrocínio: Câmara Municipal de Vila do Conde

Viriato com Programação

COMPANHIAS INÉDITAS E CRIADORES NACIONAIS MARCAM PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO A DEZEMBRO NO TEATRO VIRIATO

 A programação para este quadrimestre é luminosa. Raramente, conseguimos um equilíbrio tão grande na qualidade das propostas que é nivelada por cima, independentemente do espaço de apresentação. (…) A última temporada do ano, que se adivinhava sombria, pode afinal devolver à cidade [de Viseu] uma ampla carteira de propostas e um movimento intenso, graças ao balão de oxigénio que, finalmente, chegou de um financiamento do QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional], para reembolsar despesas de um projecto de programação em rede (5 Sentidos), há muito devidas.

Paulo Ribeiro

Marcada por um equilíbrio raro na qualidade das propos¬tas, a programação para os últimos quatro meses do ano é feita de companhias inéditas em Portugal; mas também de projetos musicais inteiramente nacionais, com dife¬rentes estilos e sonoridades, que se distribuem pela sala e pelo café-concerto; de reinventadas histórias de teatro e de dança… dança com força, em toda a sua diversidade! A companhia Gandini Juggling, João Tuna, Simão Cos¬ta, Nicolau Pais, a companhia Les Argonautes, Norberto Lobo, Ana Borralho, João Galante, Andresa Soares, Bru¬no Bravo, Companhia do Chapitô, Inês Barahona, Wray¬gunn, José Peixoto, António Quintino, Paulo Ribeiro, Mi¬chèle Anne de Mey, Miguel Guilherme e Isabel Abreu são alguns dos nomes que marcam esta programação. Mas há muito mais para descobrir! O dossiê de imprensa com toda a programação do próximo quadrimestre já está disponível em www.teatroviriato.com.

A nova temporada do Teatro Viriato abre com uma opor¬tunidade única de ver em Portugal, pela primeira vez, uma companhia que tem estado na vanguarda do novo circo, reinventando o conceito de malabarismo, enquan¬to disciplina artística. Smashed (14 e 15 de setembro) é o título do espetáculo, inspirado propositadamente no universo de Pina Bausch e que rompe com as conven¬ções da manipulação de objetos. No mesmo fim de se¬mana abre ao público a exposição Todos os Fantasmas Usam Botas Pretas (14 setembro a 15 de dezembro) produzida pelo Teatro Nacional S. João. A exposição re¬úne as fotografias de cena que João Tuna resgatou dos palcos do TNSJ entre 1996 e 2009. Segue-se a música, com Pi_ADD(a) Forte (21 de setem¬bro) feito de surpresa e poesia sonora e visual num es¬paço acústico que pode ser partilhado por quem gosta de ter o som na mão, por mais novos e por mais velhos que querem descobrir, em família, a que cheiram os sons dos instrumentos. Nicolau Pais regressa ao Teatro Viriato para apresentar Nicolau Pais & Os Originais (26 de setembro), um pro¬jeto de continuidade e consolidação de um estilo, de um conjunto de referências e vontades que tem vindo a construir desde (Re)Cover (2006/2008). Desta vez, a le¬tra é a matriz deste programa, num resgate da língua portuguesa assumido pelo músico que, neste concerto, se expõe, deliciosa e cruelmente, como autor das suas próprias rábulas. É difícil fazer justiça à beleza, simplicidade visual e in¬teligência que Les Argonautes imprimiram a este espe¬táculo de novo circo, servido na sua receita mais pura. Uma metáfora da vida aclamada pela crítica e pelo pú-blico de todo mundo que, revestida de pleno virtuosismo, questiona as vidas frenéticas e semeia o desejo de se fazer uma pausa… e brincar. É essa a essência de Pas Perdus (28 e 29 setembro)… A propósito da apresenta¬ção desta peça, Benji Bernard e Etienne Borel propõem uma abordagem a vários elementos que compõem a disciplina do circo. Artes circenses em exercício (02 de outubro) é uma proposta para interessados na área do movimento e acrobacia. Em setembro abrem também as inscrições para K Cena – Projeto de Teatro Jovem (até 08 de outubro), fundado pelo Teatro Viriato depois de vários anos a participar no PANOS, da Culturgest. Depois da primeira edição centrada apenas em Viseu, este ano o projeto evoluiu para um novo formato e foi alargado também a Cabo Verde e a Salvador da Bahia, no Brasil. Os parceiros são: o Mindelact, através do encenador João Branco e Teatro Vila Velha de Salvador, através do encenador Márcio Meirelles.

Ainda no capítulo dos regressos, Norberto Lobo (06 de outubro) também volta ao palco do Teatro Viriato, desta vez, para apresentar o disco Mel Azul (Mbari). Original, com uma qualidade rara na criação sonora, Norberto Lobo é do tipo de músicos que parece inventar tradi-ções sozinho. Versado em várias guitarras, com parti¬cular dedicação nos últimos anos à acústica, à elétrica, e, mais recentemente, à tambura, Norberto Lobo faz à guitarra o que muitos apelidam de “exorcismo”. Poucos dias depois, o palco é entregue à comunidade de vi-seu. Atlas (12 a 14 de outubro) é uma performance que re¬úne 100 pessoas de diferentes profissões de Viseu em palco. As inscrições decorreram entre abril e julho deste ano, tendo-se inscrito cerca de 150 participantes, dos quais serão agora selecionados apenas 100. Nesta obra, Ana Borralho e João Galante pretendem construir um Atlas da organização social humana, uma representação dos seres humanos através da sua função na sociedade em que se in¬serem. Uns dos motores desta peça são as ideias do artista plástico Joseph Beuys. Voltamos à música com a apresentação de Outeiro, o disco, com chancela da JACC Records, do mais recente projeto de Luís Vicente que, nesta nova aventura mu¬sical se junta a Francesco Valente e Oori Shalev – Luís Vicente Trio (17 de outubro). A música resultante deste encontro entre três músicos de diferentes nacionalida¬des, onde a identidade de cada indivíduo é irredutível, situa-se algures entre a música do mundo e o jazz, sen¬do a improvisação o elemento comum que providencia o cimento agregador das experiências e visões musicais em confronto. Depois é a vez de Andresa Soares, Lígia Soares e Ale¬xandra Sargento contarem uma aventura feita de amor, intriga e sedução, plasmada no incrível conto A forma do espaço (18 e 19 de outubro), integrado nas Cosmicómi¬cas de Ítalo Calvino, recorrendo a um dispositivo cénico que se assemelha a um teatro de sombras. No final da performance, apresentada no âmbito do Sentido Criati¬vo, os alunos são convidados a experimentar o disposi¬tivo e a criar demonstrações que contenham uma visão científica, poética e performativa. À volta de uma mesa que será também o palco, o encena¬dor Bruno Bravo junta nove atores e duas peças concen¬tradas em apenas um ato, A(s) Boda(s) (26 e 27 de outu¬bro) uma de Tchékhov e a outra de Brecht que funcionam como se fossem duas pequenas partituras. A Boda de Tchékhov tem salões e danças que se ouvem ao fundo, mas são, sobretudo, solos que se ouvem à frente. A Boda de Brecht é uma polifonia, de vozes, copos, brindes e co¬mida, travada aqui e ali, pelas histórias da noiva. A propó¬sito da apresentação de A(s) Boda(s) e partindo da premis¬sa de encontro/confronto entre o eu e o nós, o encenador Bruno Bravo propõe em Teatro.Lírico ou Dramático (27 de outubro) a exploração da figura do coro, desafiando os participantes a auscultarem as suas possibilidades dra¬máticas, a partir das propostas individuais de cada um, procurando, na prática, compreender um pouco melhor este espaço onde o individual e o coletivo habitam. Mais um regresso, desta vez, no teatro. Depois do êxito da primeira apresentação, Édipo (31 de outubro, 01 e 02 de novembro) regressa à programação do Teatro Viria¬to, com sessões para público em geral e para o ensino secundário. Um espetáculo obrigatório, marcado pela mestria do encenador e pela entrega dos intérpretes na desconstrução de uma tragédia grega.

Para escolas (3º e 4º anos do 1º ciclo, e, 5º e 6º anos do 2º ciclo), o Teatro Viriato propõe A Verdadeira História do Teatro (08 a 10 de novembro), um projeto que se esten¬de por alguns dos espaços do Teatro e que procura criar laços de parentesco fortes entre as crianças desta faixa etária e o Teatro.

NEW AGE NEW TIME, TEMPO PARA A DANÇA E PARA OS COREÓGRAFOS NACIONAIS

Em novembro lugar à dança… em força. Depois de vários anos apostados na criação de um público interessado na dança contemporânea, o Teatro Viriato apresenta ago¬ra uma mostra que reúne algumas das mais recentes criações de coreógrafos nacionais. New Age, New Time (15 a 17 de novembro) pretende proporcionar o encontro entre co¬reógrafos e intérpretes portugueses e o público, procu¬rando apoiar os criadores nacionais e criar oportunida¬des para a circulação das suas peças. Cláudia Dias, Luís Guerra, António Cabrita e São Castro, Tânia Carvalho, Marlene Freitas, Sofia Dias e Vítor Roriz apresentam as suas criações durante três dias. A coreógrafa Cláudia Dias que, recentemente, apresentou Visita Guiada no Teatro Viriato, regressa, desta vez, com Vontade de ter Vontade (15 de novembro), um projeto que nasceu da sua própria vontade de refletir sobre a sua ge¬ração e como se relaciona com o passado e o futuro, uma reflexão projetada num interessante disposi¬tivo cénico que lhe limita, propositadamente, a ação. Uma espécie de manifesto à inevitabilidade. Considerado um dos melhores bailarinos do mundo pela revista britânica Dance Europe, Luís Guerra sobe ao pal¬co com A primeira dança de Urizen (16 de novembro), um solo, inspirado na obra “O primeiro livro de Urizen” de William Blake e no universo de Valter Hugo Mãe, que põe a nu o virtuosismo do intérprete. António Cabrita e São Castro apresentam Wasteland (16 de novembro), um dueto que é também uma coleção de instantes e histórias configuradora da realidade, cons-truída em uníssono e em crescendo, culminando numa interação dissociativa, provocadora e inquietante. Danza Ricercata (16 de novembro) e 27 Ossos (17 de no¬vembro) são as criações que Tânia Carvalho apresenta no âmbito da New Age, New Time. Na primeira propõe a construção de uma coreografia para uma pianista, para uma música enquanto é tocada, expondo o seu fascínio pelo expressionismo, pela distorção da realidade com o fim de provocar emoções. Em 27 Ossos, a coreógrafa construiu uma peça inspirada em universos japoneses, feita de movimentos que contêm uma carga emotiva for¬te e complexa. Esta primeira edição da mostra de dança New Age, New Time culmina com uma peça já distinguida na Europa e em Portugal. Um gesto que não passa de uma ameaça (17 de novembro) é assinada por Sofia Dias e Vítor Roriz que se debruçam sobre a palavra, assumida como um corpo, sujeita às mesmas lógicas de composição do mo¬vimento.

Mas esta programação não é feita só de dança. Na mú¬sica destaque para os concertos de Wraygunn (22 de no¬vembro) que apresentam o mais recente álbum de origi¬nais do coletivo dirigido por Paulo Furtado, L’Art Brut e de José Peixoto/António Quintino (28 de novembro), acom¬panhados pelo convidado José Salgueiro que se juntam sob uma lógica de equilíbrio e diálogo entre influências díspares e entre escrita e improvisação. Pelo meio, mais uma proposta da programação de Sen¬tido Criativo, desta vez, para bebes até aos 36 meses. Pe¬quenos Mundos (24 de novembro), de Joclécio Azevedo e Teresa Prima, um jogo, um livro aberto para um mundo de cores, formas e sons, que ajudam a criar diferentes ambientes e estímulos cognitivos, especialmente, pen¬sados para os mais pequenos. O mês de novembro termina com a apresentação da mais recente criação de Paulo Ribeiro, JIM (título pro¬visório) (30 de novembro e 01 de dezembro). Inspirado pelos poetas e músicos malditos que foram consumidos, prematuramente, pela sua própria arte, o coreógrafo Paulo Ribeiro mergulha neste conturbado ano de 2012 para refletir sobre o lugar que cada individuo ocupa e se posiciona em relação ao mundo e sobre o lugar da dança e a sua responsabilidade poética e política.

Em dezembro continuamos com a dança, desta vez, com Lamento – Solo pour Gabriella (08 de dezembro), uma peça pungente, criada por Michèle Anne De Mey para a sua intérprete de longa data, a excecional Gabriella Ia¬cono, que revisita os códigos da tragédia clássica para os impulsionar na contemporaneidade. A Fábula do Peixe que Muda (11 a 13 de dezembro) é a proposta para os alunos do pré-escolar e do 1º ciclo do Ensino Básico, concebida e encenada por Madalena Vic¬torino. O peixe Adriano é a personagem principal desta viagem subaquática que vai desde o oceano, de onde partira no princípio dos tempos, numa corrida desen¬freada contra um cardume imparável até desaguar num lugar onde já nada nada, mas onde se ouve muito bem a voz quente e calma do oceano, pela qual ele se apaixona profundamente. Num espaço cénico claustrofóbico, intemporal e de geo¬grafia indefinida, a encenação de Marco Martins de Dan¬ça da Morte (14 e 15 de dezembro) confronta dois atores, de gerações distintas, Miguel Guilherme e Isabel Abreu, “numa releitura intensamente realista e psicológica deste drama burguês sobre o esvaziamento de objetivos, o cansaço e a procura de culpabilização do outro pelas escolhas e falhanços individuais”, assinado por August Strindberg. No contexto da pesquisa de movimento que Maria Ra¬mos explora no projeto Um Certo Grau de Imobilidade, a coreografa propõe uma oficina de exploração de diversas condicionantes da ação física. Essas restrições acabam por gerar uma série de novas situações de movimento que serão conduzidas e orientadas por Maria Ramos ao longo da oficina O corpo em ação gera narrativas (15 de dezembro).

"As Viagens de Gulliver"


Teatro Infantil "As Viagens de Gulliver", com apresentações a 16, 23 e 30 de Setembro, Domingos, pelas 16H, no Auditório do Cinema São Vicente.

A obra emblemática de Jonathan Swift é o pano de fundo para um espectáculo que nos mostra o conhecimento sobre outras culturas como uma das bases sólidas para o desenvolvimento de uma sociedade.

Nas viagens que realiza, Gulliver faz-nos viajar no tempo até uma época diferente, mas cujos dilemas se assemelham aos dos dias de hoje.

Gulliver não tem medo do desconhecido. Sonha em visitar novos povos e novas culturas... Assim, decide fazer uma viagem... que o fará viver e conhecer novos mundos, cores, pessoas, aventuras! e também alguns percalços… Com a ajuda de outros povos, a mudança será fácil de velejar e o saber adquirido será transmitido ao chegar à sua terra, onde a sua amada Maribela o espera. Aprende com Gulliver, pois o saber nunca será demais!

As Viagens de Gulliver é um espectáculo com adaptação do texto com o mesmo nome, do autor irlandês Jonathan Swift, encenado por Ricardo G. Santos e com direcção de Lina Ramos, destinado a crianças entre os 3 e os 11 anos, e com a duração de aproximadamente 1 hora.
Ao longo da história os actores dão vida a 14 personagens, sendo que, 4 delas são marionetas de Vara.
Como acontece nas produções infantis da Animateatro, são criados momentos de interacção com as crianças, fazendo com que elas se sintam parte integrante da história.
As Viagens de Gulliver
Texto Original. Jonathan Swift |
Adaptação Texto. Ricardo G. Santos |
Concepção, Encenação e Direcção. Ricardo G. Santos, Lina Ramos |
Elenco. Fernando Grilo, Liliana Costa, Sérgio Prieto | Nuno Santos (Stand-in) |
Cenografia. Animateatro | Figurinos. Lina Ramos | Costureira. Ana Maria Sousa |
Marionetas. João Graça | Composição Musical. Ricardo G. Santos | Imagem. César Duarte |
Produção. Animateatro.

Duração aproximada. 60 minutos
Classificação Etária. M3 anos.

Curso de Expressão Dramática de Bruno Schiappa no Chapitô


Estão abertas as inscrições para o Curso de Expressão Dramática, de Bruno Schiappa, que funcionam nas instalações da Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina vulgo Chapitô, integrado no programa dos Cursos de Fim de Tarde. As aulas de Bruno Schiappa são baseadas, sobretudo, nas técnicas d'O Método de Lee Starsberg. Bruno Schiappa é Doutorando em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Mestre em Estudos de Teatro pela mesma instituição e Licenciado em Actor/Encenador pela Escola Superior de Teatro e Cinema. A especialização nas técnicas d'O Método foi feita com Marcia Haufrecht (membro do Actors' Studio e aluna de Strasberg) desde 1995 até à actualidade. Schiappa é assistente e coordenador dos Cursos de M. Haufrecht, em Lisboa, desde 2000.

 Este curso, criado em 1993 pelo próprio no Chapitô e extendido ao Cartaxo em 2005, inclui também trabalho físico (flexibilidade e ritmo) e vocal (respiração, apoio, dicção). O mesmo destina-se a qualquer pessoa que queira ter contacto com as técnicas de Expressão Dramática para além de actores, encenadores e bailarinos. Ao fim de três anos é passado um certificado com o nº de Formador de BS, mas ao fim de um ano pode ser pedido um certificado para efeitos de prova de formação. Para além da adequação profissional do curso em epígrafe, os interessados podem frequentá-lo para efeitos de auto-conhecimento, socialbilização, terapia da timidez, etc. No final do ano aletivo há a apresentação de um espetáculo de Teatro escrito e encenado pelo próprio.
O trabalho sensorial que Bruno Schiappa tem desenvolvido com os alunos que por ele passaram tem sido bastante elogiado pela própria Marcia Haufrecht. Bruno Schiappa é criador de projectos pessoais e trabalhou com a Companhia canadiana Pigeons International como ator de 2000 a2008. Dirigiu um workshop destas técnicas para actores, em Montréal, em 2001.

"Bruno Schiappa's work with actors exhibit sensitivity, intelligence and imagination. Also, his knowledge and understanding of theatre past and present is unsurpassable. I believe he can make a very big contribuition and effect a positive influence with any opportunity he has for advancing the art of acting".
Marcia Haufrecht

Esta formação fica assim disponível em dois espaços que abraçam a arte como ferramenta (também) social.

No CHAPITÔ
O horário é pós-laboral. 2ªs e 4ªs das 19h às 21h.
As inscrições e informações mais concretas de preçário devem ser feitas através do telefone: 218855550 (a partir das 18 horas)
As aulas começam em Outubro.

work.scena no Teatro Nacional em Outubro








mais informações em http://scenalisboa.blogspot.pt/

"A Humanidade é Feia" em Cabo Verde e Cascais


Na 18ª edição do Mindelact – Mindelo, São Vicente – Cabo Verde
No Teatro Mirita Casimiro - Cascais

«A Humanidade é Feia»

A VIDA SÓ TEM UM SENTIDO: QUERER MUITO VIVER.
E SER FELIZ.
POR VEZES, BASTA NÃO QUERER.
A VIDA TEM VIDA PRÓPRIA.

“Nota-se logo pelo bom aspecto que tem. Todo relaxado. Vou-lhe dizer um segredo: Sempre que parece que acabam de sair da sauna é porque estão mortos….” A Kind of Black Box volta a apostar num texto polémico. Mais uma vez o colectivo explora o universo do absurdo, o lado negro do seu humor, a sua aguçada crítica social e a riqueza inexplicável que nos faz seres capazes de criar. Somos humanos… Pela primeira vez a Kind of Black Box é convidada a participar no Mindelact (Festival internacional de teatro de Cabo Verde) onde estarão representados 3 continentes com 40 companhias iferentes. Com o apoio da DGARTES e do Governo de Portugal e a convite do diretor do Festival, João Branco, A Humanidade é Feia sobe ao palco do Centro Cultural do Mindelo no próximo dia 12 de Setembro, nesta que é a segunda internacionalização deste espetáculo (a primeira aconteceu em 2011 em São Paulo, Brasil, no IV FestIbero).

SINOPSE:
A única forma de nos agarrarmos à vida é vivendo-a mas, nem sempre somos livres de escolher, mas podemos sempre tentar a nossa sorte. Esta história passa-se num espaço confinado e de espera, onde as personagens estão entre a vida e a morte. Uns disputam a morte como troféu, outros querem a vida que, se não lhes está a escapar, alguém tratará disso.
Tratar de temas muito susceptíveis à sensibilidade humana através de uma boa dose de humor negro, falar sobre a vida, a morte, a saúde e a liberdade. A felicidade de um pode ser o terror do outro.
A saúde, a medicina é desde sempre, uma das áreas mais importantes para a sociedade e está cada vez mais desenvolvida a todos os níveis. Somos civilizados, cultos, modernos, desenvolvidos, livres, até podemos ser ricos mas queremos ser felizes.
Há uma leve abordagem ao tema da eutanásia, essa liberdade aterradora considerada crime pelas grandes maiorias. A crueldade humana. A infelicidade, o sofrimento que a vida provoca pode-nos levar a tomar decisões drásticas e a tomar atitudes muito grosseiras, feias. Há mentes muito retorcidas e obscuras e nunca sabemos onde estas podem estar à espreita.
Somos todos humanos e todos sentimos. Uns mais com o coração que outros…Humanos mas nem todos iguais, diferentes, tal como as experiências de vida, berços, fisionomias e maneiras de pensar.
Nem sempre temos aquilo que queremos e o melhor é tirar partido do que a vida nos dá.

12 de Setembro de 2012
Auditório do Centro Cultural do Mindelo | São Vicente | Cabo Verde
05, 06, 12 e 13 de Outubro 2012 às 21h30
Teatro Mirita Casimiro | Cascais
Informações e Reservas: +351 963 661 601 | +351 211 929 250
Preçário: €10 (bilhete normal) | €7 (estudantes, profissionais do espetáculo e >65 anos, mediante respetivo documento comprovativo)
Classificação Etária: M/16 anos
Duração: aproximadamente 60 minutos sem intervalo

TEXTO: Iñigo Ramirez Haro
TRADUÇÃO e ADAPTAÇÃO: João Craveiro e Paulo Duarte Ribeiro
ENCENAÇÃO: João Craveiro
ELENCO: Fernando Luís, João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro e Tobias Monteiro
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Kind f Black Box - Rita Lima
FIGURINOS: Sandra Ferreira | DESIGN: Pedro M. Leitão
FOTOGRAFIA CARTAZ: Carlos Ramos | MUSICA ORIGINAL: Tiago Inuit
DEZENHO DE LUZ: Paulo Santos | SOM E LUZ: Paulo Santos

Curso de Bruno Schiappa no Cartaxo


Estão abertas as inscrições para o Curso de Expressão Dramática, de Bruno Schiappa, que funcionam nas instalações do Centro Cultural do Cartaxo . As aulas de Bruno Schiappa são baseadas, sobretudo, nas técnicas d'O Método de Lee Starsberg. Bruno Schiappa é Doutorando em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Mestre em Estudos de Teatro pela mesma instituição e Licenciado em Actor/Encenador pela Escola Superior de Teatro e Cinema. A especialização nas técnicas d'O Método foi feita com Marcia Haufrecht (membro do Actors' Studio e aluna de Strasberg) desde 1995 até à actualidade. Schiappa é assistente e coordenador dos Cursos de M. Haufrecht, em Lisboa, desde 2000.

 Este curso, criado em 1993 pelo próprio no Chapitô e extendido ao Cartaxo em 2005, inclui também trabalho físico (flexibilidade e ritmo) e vocal (respiração, apoio, dicção). O mesmo destina-se a qualquer pessoa que queira ter contacto com as técnicas de Expressão Dramática para além de actores, encenadores e bailarinos. Ao fim de três anos é passado um certificado com o nº de Formador de BS, mas ao fim de um ano pode ser pedido um certificado para efeitos de prova de formação. Para além da adequação profissional do curso em epígrafe, os interessados podem frequentá-lo para efeitos de auto-conhecimento, socialbilização, terapia da timidez, etc. No final do ano letivo há a apresentação de um espetáculo de Teatro escrito e encenado pelo próprio.

O trabalho sensorial que Bruno Schiappa tem desenvolvido com os alunos que por ele passaram tem sido bastante elogiado pela própria Marcia Haufrecht. Bruno Schiappa é criador de projectos pessoais e trabalhou com a Companhia canadiana Pigeons International como ator de 2000 a 2008. Dirigiu um workshop destas técnicas para actores, em Montréal, em 2001.

"Bruno Schiappa's work with actors exhibit sensitivity, intelligence and imagination. Also, his knowledge and understanding of theatre past and present is unsurpassable. I believe he can make a very big contribuition and effect a positive influence with any opportunity he has for advancing the art of acting".
Marcia Haufrecht

Esta formação fica assim disponível em dois espaços que abraçam a arte como ferramenta (também) social.
No CENTRO CULTURAL DO CARTAXO
O horário é pós-laboral. 3ªs e 5ªs das 18h30 às 20h30.
As inscrições e informações mais concretas de preçário devem ser feitas através do telefone: 243701600 (de quinta a domingo, a partir das 15 horas)
As aulas começam em Outubro.

O talento corajoso de Dani Barros

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Ao ter a coragem de realizar um espetáculo para abordar algo tão íntimo, a esquizofrenia de sua mãe, a atriz Dani Barros conquistou respeito da crítica e o carinho do público.

A curta temporada paulistana do seu solo Estamira – Beira do Mundo, no qual misturou lembranças maternas com a personagem catadora de lixo esquizofrênica abordada no documentário homônimo de Marcos Prado, lotou a pequena sala alternativa do Sesc Pompeia. Em todas as sessões. Com direito a longa fila de espera na bilheteria de possíveis desistências.

Depois do drama e do choro, ela agora embarca no riso, ao lado de Lilia Cabral, na comédia Maria do Caritó, uma grande produção em cartaz no Teatro Faap. Interpreta uma galinha. Impressiona do mesmo modo e conquista sorrisos generosos.

A diferença das duas personagens recentes mostra o tamanho do talento e da versatilidade de Dani Barros.

Dani é simples. Magrinha. Do bem. Simpática. Gosta de fazer yoga para ficar calma e cortou o açúcar por conta da ansiedade.

Educada, se desculpa pelos sete minutos de atraso ao chegar no saguão do Faap ainda com a mala da ponte aérea na mão. Moradora do Rio, vive uma São Paulo de fins de semana há um bom tempo.

Apesar do compromisso com Maria do Caritó até dezembro, Estamira ainda segue seus passos em festivais e apresentações nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial). Sabedora de que há público, Dani conta que quer voltar com Estamira para São Paulo em 2013 e sonha em conseguir um patrocínio. Tem consciência da importância desta obra em sua carreira.

— Estamira me colocou em um lugar. Nunca vi tanto público na minha vida. Foi um espetáculo que saiu do jeitinho que eu queria. A [diretora] Beatriz Sayad fez do meu número. Então, fico à vontade em cena.

Mas, antes da volta, ela precisa de férias. Está cansada. Trabalha todos os fins de semana desde o Festival de Curitiba. Mas está feliz.

Dani nasceu em Petrópolis, na região serrana do Rio, mas passou a infância entre Recife e Fortaleza, por conta das andanças da mãe. Até que voltou ao Rio. Foi na capital fluminense que, aos 11 anos, fez o primeiro curso de teatro. Aos 14, já pensava em tirar registro profissional de atriz.

Estudou no Tablado, na Casa de Artes Laranjeiras e na UniRio. Depois, se encantou pelo mundo do circo e dos palhaços. Até que entrou para a trupe dos Doutores da Alegria. Durante 13 anos levou vida e festa às enfermarias. Até que entrou em voo solo. Chegou a fazer TV também. Atuou nos seriados Minha Nada Mole Vida e na novela Fina Estampa. Viu seu público aumentar. Foi mais reconhecida nas ruas.

Mas o palco é mesmo o lugar onde se sente em casa.

— Faço teatro porque não consigo dormir sem ele. É o lugar que eu procurei e que me acolheu.

"Memórias de Uma Mulher Fatal" no Teatro Nacional


"MEMÓRIAS DE UMA MULHER FATAL" de Augusto Sobral
Encenação de Rogério Vieira

O TNDM II recebe, cerca de 30 anos depois da sua estreia, MEMÓRIAS DE UMA MULHER FATAL, de AUGUSTO SOBRAL, com encenação e interpretação de ROGÉRIO VIEIRA. Esta produção, que valeu a Rogério Vieira o PRÉMIO REVELAÇÃO DA CASA DA IMPRENSA pela sua encenação em 1981, estará agora em cena, na Sala Estúdio do TNDM II, a partir de 13 DE SETEMBRO.

Combina-se nesta peça o exercício do teatro com um humor acutilante, revelando em palco a irresistível performatividade do ‘eu’. Uma mulher, Olinda, decide escrever as suas memórias, celebrando o seu triunfo de vida como uma “mulher fatal”. Imersa neste profundo mergulho de recordações, é interrompida por uma vulgar chamada telefónica. Porém, auxiliada pelo seu poderoso computador “Gestalt”, regressa a um caminho de contradições e surpresas.

Para Rogério Vieira, esta revisitação do texto trinta anos depois é também uma possibilidade de o espectador reencontrar "na Mulher Fatal os sinais, as parecenças com o comportamento do mundo que nos rodeia ou mesmo connosco próprios".

Memórias de uma mulher fatal estará em cena até 23 de setembro, de quarta a sábado às 21h15 e domingo às 16h15.


Texto de Augusto Sobral
Aconteceu-me a mim e a alguns da minha geração (eu estou a aproximar-me dos oitenta anos) seduzidos pela escrita teatral, sermos classificados com maior ou menor propriedade como seguidores do teatro do absurdo de acordo com o que ditava a moda literária na segunda metade dos anos 50 e na sequência de 60 e 70.
Também se tem dito que o teatro do absurdo era em Portugal, antes de 1974, um recurso dos autores para contornar as dificuldades criadas pela censura.
Por muito plausível que seja a ideia, como explicar então que, no século XX, o teatro do absurdo tenha surgido em países europeus onde a acção da censura se não fazia sentir?
E depois, o que é afinal o absurdo? Pois, por muito em evidência que ele esteja nos dias de hoje, talvez por ser a base alimentar dos humoristas, o absurdo esteve sempre tão presente na vida humana do planeta como o próprio ar que respiramos que, para além de nós, permitiu a vida de todas as espécies animais e vegetais.
Ora, do ar sabemos nós ser uma mistura de aproximadamente quatro partes de oxigénio para uma de azoto que no seu total deixa o espaço de um por cento para alguns gazes raros. Se lhes parece que têm pouco ar, evitem por precaução fazer a mistura em casa. Nunca se sabe.
Quanto ao absurdo, por muito estranho que isto possa parecer, é o companheiro inseparável da lógica desde que no séc. IV a.C. Aristóteles criou um artificio racional que visava demonstrar os limites da lógica, disciplina que Lewis Carroll ensinava e o terá motivado a escrever Alice no País das Maravilhas.
Claro que só quando já maior de idade juntei às minhas leituras a obra de Rabelais, e retomei Jonathan Swift, principalmente as viagens a Lagado e a Lapúcia e aos Picwick Papers de Charles Dickens, senti um grau de alegria tão profunda apesar de amarga que fizeram deles meus amigos inesquecíveis, nos momentos mais pessimistas da minha vida.
Se puder retribuir com o que escrevi dar-me-ei por feliz.
Augusto Sobral

Texto de Rogério Vieira
O revisitar das Memórias de uma mulher fatal. Mais velha. Mais gorda. Mais perigosa. Trinta anos depois continua a passar por cima de si própria e a perder, por completo, a noção de quem era antes. Voluntariosa, entra em conflito com o seu próprio computador - o seu duplo, a sua razão fria, a sua memória objectiva programada como seu agente para exercer o poder - e é obrigada a dar-se conta de que a vida é um jogo de relação permanente entre as pessoas. Como uma vez me referiu o autor da peça - ajuda preciosa na construção deste espectáculo: Afinal, como nas velhas histórias de vender a alma ao diabo, quem acaba por fazer melhor negócio? O diabo que compra a alma ou quem lha vendeu certamente na convicção de que ela valia pouca coisa? Soluções ninguém as encontrará no texto, mas penso que o espectáculo terá cumprido o seu fim se cada um encontrar na Mulher Fatal os sinais, as parecenças com o comportamento do mundo que nos rodeia ou mesmo connosco próprios.
Rogério Vieira

"Feliz Aniversário" na Politecnica


FELIZ ANIVERSÁRIO de Harold Pinter

 Tradução Artur Ramos e Jaime Salazar Sampaio Com Alexandra Viveiros, Américo Silva, Andreia Bento, António Simão, Rúben Gomes e Tiago Matias Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Fotografia Jorge Gonçalves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo

No Teatro da Politécnica de 5 de Setembro a 27 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | sáb às 16h00 e às 21h00
Reservas a partir de 22 de Agosto | 961960281 | 213916750 (dias úteis 10h às 18h)

McCann Importa-se de se sentar?
Stanley Importo-me, sim.
McCann Pois é, mas é melhor sentar-se.
Stanley Porque é que não se senta você?
McCann Não sou eu, é você.
Stanley Não, obrigado.
Harold Pinter, Feliz Aniversário

"Broadway Baby – A História do Musical Americano"

de Henrique Feist, o espectáculo comemorativo dos 30 anos de carreira dos Irmãos Feist, estreou no passado dia 03 de Agosto, aqui, no Teatro-Estúdio Mário Viegas. Inicialmente, esta produção Buzico!, estaria em cena apenas durante o mês de Agosto mas as contínuas sessões esgotadas e a grande procura por parte do público, levaram-nos a reanalisar o plano inicial e a prolongar a carreira deste espectáculo.

Assim sendo, temos o prazer de anunciar que "Broadway Baby" continuará em cena às quintas feiras, pelas 22H00 e aos domingos, pelas 17H00.

Neste espectáculo, Henrique e Nuno Feist (ao piano), contam-nos a história do musical americano desde a sua fundação até aos dias de hoje, passando por vários compositores e por 72 canções!

Para ir à Broadway já não precisa de viajar até ao continente americano.
Basta vir até ao Teatro Estúdio Mário Viegas, no Chiado, em Lisboa!

"BROADWAY BABY - A História do Musical Americano" de Henrique Feist
com Henrique Feist e Nuno Feist (ao piano)

quintas feiras | 06, 13, 20 e 27 de Setembro | 22H00
domingos | 02, 09, 23, 30 de Setembro | 17H00

TEATRO ESTÚDIO MÁRIO VIEGAS
Largo do Picadeiro - Chiado - Lisboa

reservas | 213 257 652

produção: Buzico! | acolhimento: Companhia Teatral do Chiado

Apoios à produção: Maria Gonzaga | Fernando Rosado | FX Road Lights | MEF | CML

BILHETES À VENDA: Bilheteira Online - www.temv.bilheteiraonline.pt
Balcões CTT | Lojas Fnac | Agência ABEP | Agência Alvalade
Balcão da bilheteira no Teatro Estúdio Mário Viegas (consultar horário)

Pode também adquirir os seus bilhetes através das páginas no Facebook:
Teatro-Estúdio Mário Viegas | Companhia Teatral do Chiado | Buzico!

"A 20 de Novembro" no Teatro Municipal Mirita Casimiro


O Teatro dos Aloés vai apresentar "Laurel e Hardy Vão para o Céu" de Paul Auster de 20 a 23 de Setembro e "A 20 de Novembro" de Lars Norén de 27 a 30 de Setembro no Teatro Municipal Mirita Casimiro - Monte Estoril - Cascais. 

 Dentro da consciência reflexiva que nos caracteriza e identifica, “A 20 de Novembro” de Lars Norén é um espetáculo que apela à meditação sobre bullying, a sua identificação e responsabilidade nos comportamentos desviantes, violência e potencial marginalidade de um jovem. Um espectáculo forte, carregado de emoções. A não perder! Sinopse A 20 de Novembro de 2006, numa pequena cidade alemã, um jovem de 18 anos entra armado na escola e fere colegas e professores, disparando de seguida sobre si próprio. Lars Norén escreve, a partir desse facto real, uma peça violenta, inquietante, questiona-nos sobre qual é a nossa quota-parte de responsabilidade no acto tresloucado desse jovem, vítima de bullying, humilhado por professores e pela sociedade. A peça de Lars Norén põe o dedo na ferida de forma cruel e desconcertante. 

Ficha Artística Tradução José Peixoto Encenação Jorge Silva Interpretação João de Brito Cenografia e Figurinos Teresa Varela Desenho de Luz Carlos Gonçalves Design Gráfico Rui Pereira Fotografia de Ensaio José Goulão Fotografia de Cena Carlos Gonçalves Produção Executiva Gislaine Tadwald, Joana Paes Produção Teatro dos Aloés 
Duração 1h10 

Classificação etária maiores de 16 anos 
Informações e Reservas 916648204 / 218140825 
e-mail: teatrodosaloes@sapo.pt / www.facebook.com/aloesteatro

“Laurel e Hardy Vão para o Céu” no Avante e em Almada


“Laurel e Hardy Vão para o Céu” O Teatro dos Aloés vai apresentar a sua 33ª produção "Laurel e Hardy Vão para o Céu" de Paul Auster no dia 8 de Setembro na FESTA DO AVANTE, pelas 20h, e nos dias 14, 15 e 16 de Setembro no Auditório Fernando Lopes Graça - Fórum Municipal Romeu Correia - Almada.
Sinopse Em Laurel e Hardy Vão para o Céu, dois homens são instruídos para construir um muro. Não sabem a finalidade da obra, não sabem quem os mandou, apenas se guiam por um livro de instruções que seguem à risca com medo de serem castigados por esta entidade desconhecida. Porém, a construção deste muro permite que os dois homens se conheçam melhor, que encontrem um sentido para as suas existências. Metáfora sobre esta árdua tarefa que é a reconstrução da identidade e das relações entre as pessoas em busca de um mundo melhor.

Ficha Artística Autor Paul Auster Tradução Teatro dos Aloés Encenação Jorge Silva Interpretação João de Brito e Luis Barros Cenário e Figurinos Ana Paula Rocha Música Rui Rebelo Desenho de Luz e Fotografia de Cena Carlos Gonçalves Design Gráfico Rui A.Pereira Assistente de Encenação e Fotografia de Ensaio Anna Eremin Produção Executiva GislaineTadwald e Anabela Gonçalves Produção Teatro dos Aloés
Duração 1h10 min

Classificação etária: maiores de 12 anos
Informações e Reservas 916648204 / 21 8140825 e-mail: teatrodosaloes@sapo.pt
Preço dos bilhetes
6€ Público em geral
50% desconto para jovens até 25 anos e reformados

Friday, August 31, 2012

Teatro de Marionetas do Porto apresenta programa para o Festival Internacional de Marionetas do Porto


 Está a caminho mais uma edição, a 23ª, do Festival Internacional de Marionetas do Porto (FIMP). Decorre de 14 a 23 de Setembro. O evento regista, mais uma vez, um corte no orçamento mas promete bons espectáculos para os apreciadores de marionetas e boas histórias.

Uma das atrações é “Western”, do francês Massimo Schuster, com figuras bidimensionais. Outra é “Black Vinyl”, que chega da Grécia pela mão de Lita Aslanoglou. São ambos apresentados a 19 de Setembro. Também em foco estará “Cabaret de insetos – Dracularium Freak”, no dia 21, pelos portugueses Tarumba.

A programação integra espectáculos de rua, workshops e conferências, tendo como palcos a Casa da Música, Teatro Carlos Alberto, Mosteiro de S. Bento da Vitória, Auditório de Serralves, Teatro Helena Sá e Costa, Instituto Multimédia, Passos Manuel, Plano B e o Armazém do Chá.

Destaque para os grupos do Porto, com a reposição de “Ovo”(18 de Setembro), no Mosteiro de São Bento da Vitória, “Os trabalhos de Hércules” (dia 23), do Limite Zero, e “Acidente” (dia 14), do Teatro Ferro, com músicas e textos de Regina Guimarães, a ser apresentado na Casa da Música.

Wednesday, August 29, 2012

FESTA DO TEATRO/Festival Internacional de Teatro Setúbal




“XIV FESTA DO TEATRO” de 25 de Agosto a 01 de Setembro

 Teatro, Música, cinema, debate e uma mostra fotográfica da edição de 2011 integram a 14.ª Festa do Teatro, iniciativa que decorre entre os dias 25 de Agosto e 01 de Setembro, em vários locais da cidade.

Até ao fim desta semana, ainda há muitas oportunidades para assistir a espectáculos do FITS – Festival internacional de Setúbal:: XIVª Festa do Teatro.

Informações e reservas: tef@sapo.pt | 967 330 188 | 265 233 299.
Mais informações e toda a programação: Blog www.teatrofontenova.blogspot.com
http://www.facebook.com/pages/Teatro-Estudio-Fontenova/239554322677

Monday, August 27, 2012

"Salvo-Conduto" pelo Poucaterra


"SALVO-CONDUTO", de João Ricardo Aguiar, pela companhia de Teatro Poucaterra, na Casa do Povo de Riachos, dia 1 de Setembro, pelas 21h30.
Os bilhetes têm o preço de 4 euros e poderão ser adquiridos na Casa do Povo de Riachos, de segunda a sexta entre as 15h00 e as 23h30.
 Reservas e informações através do tel. 913605180 ou do email teatroriachos@gmail.com

A FESTA DO TEATRO ESTÁ EM SETÚBAL!


Após este fim-de-semana com uma programação em que se iniciou com a ACTA Companhia de Teatro do Algarve e o Teatro Estúdio Fontenova, não vai faltar animação desde a música à poesia. Chegada a segunda-feira dia 27 é um momento de reflexão em que as Conversas de Teatro “O Teatro da Governança e a Governança do Teatro” no Passo do olival, num ambiente de partilha informal e aberto à participação de todos, entre um copo e dois dedos de conversa vamos ter um painel bem diversificado com os oradores João Brites Director Artístico de O bando, os Deputados Miguel Tiago e Catarina Martins e ainda João Pereira Bastos Director Artístico do Fórum Municipal Luísa Todi e José Sanchis Sinisterra dramaturgo espanhol e autor da peça que o Teatro Estúdio Fontenova vai apresentar no Festival. Dia 28 é chegado o momento de recebermos a Companhia Artistas Unidos que vai estar pela primeira vez no Festival e ainda Curtas-metragens.

 Do teatro à música, passando pelas curtas-metragens, exposições, debates, espectáculos de sala e de rua, formas artísticas emergentes e de natureza pluridisciplinar, a Festa do Teatro é desta forma, um interlocutor entre os artistas e a comunidade.

 «As artes podem renovar os poderes perceptivos e empáticos das inteligências dos nossos sentidos, possibilitando a (re)sensibilização e auto compreensão necessárias ao cultivo da nova solidariedade reflexiva e da comunidade da qual precisamos para arriscar o novo …» Dan Baron

 De 25 Agosto a 01 de Setembro.

Friday, August 24, 2012

Ocupação Nelson Rodrigues - no centenário...

Nelson Rodrigues (Recife, 23 de agosto de 1912 — Rio de Janeiro, 21 de dezembro de 1980)
 

 Nelson Rodrigues nasceu da cidade do Recife - PE, em 23 de agosto de 1912, quinto filho dos catorze que o casal Maria Esther Falcão e o jornalista Mário Rodrigues puseram no mundo. Os nascidos no Recife, além do biografado, foram Milton, Roberto, Mário Filho, Stella e Joffre. No Rio de Janeiro nasceram os outros oito: Maria Clara, Augustinho, Irene, Paulo, Helena, Dorinha, Elsinha e Dulcinha.
 Seu pai, deputado e jornalista do Jornal do Recife, por problemas políticos resolve se mudar para o Rio de Janeiro, onde vem trabalhar como redator parlamentar do jornal Correio da Manhã. Em julho de 1916, d. Maria Esther e filhos chegam ao Rio de Janeiro num vapor do Lloyd.
 Haviam vendido tudo no Recife para cobrir as despesas de viagem, e tiveram que ficar hospedados na casa de Olegário Mariano por algum tempo. Em agosto de 1916 alugaram uma casa na Aldeia Campista, bairro da Zona Norte da cidade, na rua Alegre, 135, onde a família Rodrigues teve seu primeiro teto na cidade.
Nelson ia sendo criado dentro do clima da época: as vizinhas gordas na janela, fiscalizando os outros moradores, solteironas ressentidas, viúvas tristes, com as pernas amarradas com gazes por causa das varizes. Naquela época os nascimentos eram assistidos por parteiras de confiança e eram feitos em casa. Os velórios também eram feitos em casa, usava-se escarradeira e o banho era de bacia. Nelson registrava em sua memória esse cenário. Daí sairiam os personagens de sua obra literária.
 Com o autor vivendo seu quarto ano de vida, um fato pitoresco: uma vizinha, d. Caridade, invade a sua casa e diz para sua mãe: "Todos os seus filhos podem freqüentar a minha casa, dona Esther. Menos o Nelson." Como ninguém entendesse a razão de tal proibição, ela afirmou: vira Nelson aos beijos com sua filha Odélia, de três anos, com ele sobre ela, numa atitude assim, assim. Tarado!
Aos sete anos, em 1919, pediu a sua mãe para ir à escola. Foi matriculado na escola pública Prudente de Morais, a dois quarteirões de sua casa. Aprendeu a ler rapidamente e era por isso elogiado por sua professora, d. Amália Cristófaro. Infelizmente não era muito asseado e vivia sendo repreendido por ela. O que, no entanto, causava espécie, era sua cabeça — desproporcional em relação ao tronco — e suas pernas cabeludas.
Em 1920 ocorreu um fato que, depois, se transformou num dos favoritos do escritor: o do concurso de redação na classe. D. Amália passou a lição: cada aluno deveria escrever sobre um tema livre. A melhor redação seria lida em voz alta na classe. Finda a aula, as composições foram entregues. A professora quase foi ao chão com o trabalho de Nelson: era uma história de adultério. O marido chega em casa, entra no quarto, vê a mulher nua na cama e o vulto de um homem pulando pela janela e sumindo na madrugada. O marido pega uma faca e liquida a mulher. Depois ajoelha-se e pede perdão. A redação, apesar do espanto que causou em todo o corpo docente, não tinha como não ser premiada, muito embora não pudesse ser lida na classe. A professora inventou um empate e leu a outra composição.
Nesse período, Nelson presenciou grandes discussões entre seus pais, causadas por ciúmes que seu genitor tinha de sua mãe. Influenciado por seus irmão mais velhos, passou a ter a leitura como passatempo, saindo rapidamente do Tico Tico para romances mais "pesados" como Rocambole, de Ponson du Terrail, Epopéia do Amor, Os Amantes de Veneza e Os Amores de Nanico, de Michel Zevaco, O Conde de Monte Cristo e as Memórias de um Médico, de Alexandre Dumas, os fascículos de Elzira, a Morta-Virgem, de Hugo de América, e outros mais. Mudavam os autores, mas no fundo era uma coisa só: a morte punindo o sexo ou o sexo punindo a morte.
Foi em 1919 que o autor descobriu o Fluminense. Foi o primeiro ano do tricampeonato do tricolor, muito embora nem ele nem seu irmão Mário Filho, posteriormente famoso como jornalista esportivo e que teve seu nome escolhido para ser o nome oficial do estádio do Maracanã, tivessem dinheiro para sair da rua Alegria e se deslocarem até Laranjeiras para ver o seu time jogar.
Consolidado seu prestígio junto a Edmundo Bittencourt, do Correio da Manhã, Mário Rodrigues junta sua família e muda-se para a Tijuca, fato que, na época, era mostra de nítida melhora de padrão de vida. Estávamos em 1922.
O autor seguia sua vida, sentindo a ausência do pai, sempre envolvido com a política e o jornalismo. No ano de 1926 foi expulso do Colégio Batista, na Tijuca, na segunda série do ginásio, por rebeldia. Nelson vivia contestando seus professores, em especial dos de Português e História. Foi, então, matriculado no Curso Normal de Preparatórios, na rua do Ouvidor, pois seu pai esperava que ele futuramente prestasse exames no famoso Colégio Pedro II.
Para compensar a falta de contato com os filhos, Mário Rodrigues permitia sua ida ao Correio da Manhã para visitá-lo. Dizem que jamais sonhou em ter seus filhos jornalistas: as meninas seriam médicas, os meninos advogados. Afinal, a vida que levava não era nada fácil: nomeado diretor do jornal, meteu-se numa batalha entre Epitácio Pessoa e Artur Bernardes, o que lhe custou um ano de cadeia, em 1924. O motivo: denunciou que usineiros pernambucanos (eles já existiam!) haviam dado um colar no valor de 120 contos de réis à esposa do então presidente Epitácio Pessoa, d. Mary. Negando-se a fugir do país, ficou preso no Quartel dos Barbonos, na rua Evaristo da Veiga, no Rio de Janeiro. A partir da data de sua prisão o jornal que dirigia — Correio da Manhã — foi silenciado pelo governo por oito meses.
Antes de seu pai ser preso, Nelson e família haviam mudado para uma casa na rua Inhangá e eram vizinhos do hotel Copacabana Palace. Ali, aos doze anos, o autor aprendeu a nadar. Mas, aos poucos, à medida em que entrava na adolescência, foi sendo possuído por uma indolência melancólica, ficando depressivo, suspirando pelos cantos e dizendo: "Eu sou um triste!".
Durante o tempo em que esteve preso, Edmundo Bittencourt cortou o salário de Mário Rodrigues, dando à mãe de Nelson apenas o suficiente para pagar o aluguel da casa. Mário foi ajudado financeiramente, nessa época, por Geraldo Rocha (proprietário do jornal A Noite, concorrente do Correio da Manhã), sem o que sua esposa e a penca de filhos por certo teriam passado fome. Ao ser libertado, volta ao jornal e é surpreendido com a notícia de que não haveria mais um diretor permanente, cargo esse que detinha. Seria feito um rodízio de diretores. Mas pior do que isso foi o fato de tomar conhecimento de que Edmundo estava tentando se aproximar de seu desafeto Epitácio Pessoa. Mário, em carta desaforada, pediu demissão a Edmundo, dizendo que em breve voltaria para esmagá-lo. Daí surgiu seu próprio jornal, A Manhã.
Nelson inicia sua carreira jornalística em 29 de dezembro de 1925, como repórter de polícia, ganhando trinta mil réis por mês. Tinha treze anos e meio, era alto, magro e seus cabelos eram indomáveis. Embora fosse filho do patrão, teve que comprar calças compridas para impor respeito aos colegas de redação.
Ali reuniam-se colaboradores ilustres: Antônio Torres, Medeiros e Albuquerque, Agripino Grieco, Ronald de Carvalho e Maurício de Lacerda. Além desses, havia a turma da casa: Danton Jobim, Orestes Barbosa, Renato Viana, Joracy Camargo, Odilon Azevedo e Henrique Pongetti. Outra figura de A Manhã era Apparício Torelly — Apporely — que mais tarde se autodenominaria "Barão de Itararé" e fundaria seu próprio jornal, A Manha.
O autor impressiona os colegas com sua capacidade de dramatizar pequenos acontecimentos. Especializou-se em descrever pactos de morte entre jovens namorados, tão constantes naquela época.
Na zona preta do Mangue, na rua Pinto de Azevedo, estavam concentradas as prostitutas mais pobre e esculhambadas, negras na maioria, a dois mil réis por alguns minutos. Mas o autor preferiu as da rua Benedito Hipólito, mais asseadas e que ficavam em ambientes melhores, embora o preço subisse para cinco mil réis. Ali, aos catorze anos, Nelson foi pela primeira vez com uma mulher para dentro de um quarto. Ficou freguês.
O indomável escritor cria um tablóide de quatro páginas intitulado Alma Infantil,nascido da troca de cartas com seu primo Augusto Rodrigues Filho, que não conhecia pessoalmente e que morava no Recife. Ele queria ser como seu pai, um espadachim verbal. Depois de cinco números e muitos ataques a políticos pernambucanos e a cariocas, Nelson desiste do tablóide.
A irmã Dorinha morre em setembro de 1927, aos nove meses, de gastrenterite. Em 1928 a família se transfere para uma nova e luxuosa casa na rua Joaquim Nabuco, 62, em Copacabana. Viviam um momento de muito dinheiro e muita fartura.
Nessa época, o autor e seus irmãos mais velhos trabalhavam no jornal A Manhã: Milton era o secretário, Roberto ilustrava algumas reportagens, Mário Filho começou como gerente, indo depois para a página literária e depois a de esportes. Nelson havia abandonado desde 1927 a terceira série do ginásio no Curso Normal de Preparatórios. Nunca mais voltou à escola, apesar do esforço desenvolvido por seu pai.
Tendo garantido uma coluna assinada na página três do jornal — a página principal — o escritor publica seu primeiro artigo, em 07 de fevereiro de 1928. Tinha o título de "A tragédia de pedra...", com as solenes reticências. Depois vieram "Gritos Bárbaros", "O elogio do silêncio", "A felicidade", e "Palavras ao mar", todos de grande sensibilidade poética. Seu lado monstro só apareceu na crônica de 16 de março, "O rato..." (com as famosas reticências), em que ele conta como viu um rato morto, achatado por um carro, defronte à Biblioteca Nacional. Para desespero de seu pai, começa a "bater" em Ruy Barbosa. No segundo artigo em que esculhambava o "Águia de Haia", antevendo o que aconteceria, Nelson achou que se safaria de seu pai se saísse bem cedo de casa, antes que o "velho" lesse o jornal. Enganou-se. O castigo foi mais duro do que ele imaginava: foi rebaixado, saindo da página três e retornando à seção de polícia, onde trabalhou nos cinco meses seguintes.
Mal teve tempo de voltar à terceira página e o pior acontece. O jornal, mal administrado, está cheio de dívidas. O sócio de seu pai, Antônio Faustino Porto, que há tempos vinha arcando com os pagamentos urgentes, torna-se sócio majoritário e oferece o emprego de diretor a Mário. Este aceita, mas fica só um dia. A intervenção do novo dono em seus artigos faz com que ele e a família deixem o jornal.
Amigo de Melo Viana, vice-presidente da República, no dia em completava 43 anos, 21 de novembro de 1928, e apenas 49 dias depois de perder A Manhã, Mário Rodrigues lançou seu novo jornal de grande sucesso: Crítica, que chegou a ter uma circulação de 130.000 exemplares.
O tenente-coronel Carlos Reis manda a polícia prender todos os Rodrigues que encontrasse, sob a alegação de que um deles era o mandante do assassinato do argentino Carlos Pinto, repórter de A Democracia. Foram, pai e irmãos, todos presos. Nelson escapou por não se encontrar no Rio, em viagem para o Recife, única forma encontrada pela família para tentar livrá-lo da depressão em que se encontrava. Cheio de paixões, ora por Lilia, ora por Carolina e ora por Marisa Torá, estrela da companhia teatral de Alda Garrido.
Ao lado dos primos Augusto e Netinha (com quem mantinha há algum tempo namoro epistolar), conheceu Recife e Olinda, a praia da Boa Viagem e, com Augusto, a zona de mulheres do Cais do Porto, considerada a maior da América do Sul. Sua prima, não se sabe como, tirou-o da depressão, fazendo-o voltar a todo vapor para a redação da Crítica.
Em 26 de dezembro de 1929 o jornal estampa matéria, na primeira página, sobre o desquite de Sylvia e José Thibau Jr. Foi a fórmula encontrada para o diário não sair sem assunto, já que era o primeiro dia após o natal. No dia 27, pela manhã, Sylvia entra na redação da Crítica procurando por Mário Rodrigues. Não o encontrando, pede para falar com seu filho Roberto e dá-lhe um tiro no estômago. Nelson viu e ouviu aquilo tudo. Com dezessete anos e quatro meses, era a primeira cena de violência brutal que presenciava. Seu irmão faleceu no dia 29.
Ninguém conseguirá penetrar no teatro de Nelson Rodrigues sem entender a tragédia provocada pela morte de Roberto. No mesmo dia do enterro, toda a família pôs luto. Os homens ainda podiam sair à rua de terno escuro ou com o fumo na lapela, mas suas irmãs se cobriram de preto da cabeça aos pés. Milton, o irmão mais velho, ia para o porão do palacete, antigo território de Roberto, apagava as luzes e ficava horas no escuro — à espera de um milagre que o fizesse vê-lo e ouvi-lo. Nelson apenas chorava. Joffre, de catorze anos, ganhou um revólver de Mário Rodrigues e passou a andar armado pela cidade à noite. Sabia que Sylvia tivera sua prisão relaxada. Se a encontrasse, a mataria.
Apenas 67 dias após a morte do filho, Mário Rodrigues sofre, aos 44 anos, uma trombose cerebral. Faleceu dias depois de encefalite aguda e hemorragia. Diante de tão sentidas perdas a família não encontra mais condições de morar na mesma casa. Mudam-se para outra casa na rua Sousa Lima, também em Copacabana. Um bafo de sorte surge: Júlio Prestes, que fora elogiado e defendido pela Crítica, vence Getúlio Vargas nas eleições para a presidência da República. Mas o que eles queriam era destruir quem matara Roberto e, por conseqüência, Mário. Sylvia foi absolvida por 5 a 2. O julgamento foi encerrado no dia 23 de agosto, exatamente quando Nelson completava 18 anos.
Estoura a revolução, em 3 de outubro, no Rio Grande do Sul, Minas e quase todo o Nordeste. Crítica, num erro de avaliação, continua a atacar os rebeldes. Em 24 de outubro Washington Luís é deposto e a turba saiu cedo para acertar as contas com os jornais do velho regime. As redações e oficinas de diversos jornais são invadidas e empasteladas. Dentre elas, a do jornal dos Rodrigues. De todos eles só um não voltaria a circular: Crítica. Isso sem contar que Milton e Mário Filho foram novamente presos, porém logo libertados.
Os irmãos começam a procurar emprego, coisa que para eles não estava nada fácil. Foram meses batendo em portas fechadas. Começaram a vender tudo o que tinham para poder sobreviver e, devido ao aluguel sempre atrasado, eram obrigados a mudar de casa a cada três meses. Até que um dia uma porta se abriu para Mário Filho e os outros irmãos penetraram por ela.
Irineu Marinho havia fundado o jornal O Globo em 1925, mas, apenas 21 dias após o jornal circular pela primeira vez, morreu de enfarte. Roberto Marinho, filho de Irineu, era o sucessor natural mas achou-se muito inexperiente para comandar um jornal. Chamou um velho companheiro de seu pai, Euricles de Matos, para tocar o negócio. Mas, em maio de 1931 Euricles também faleceu e Roberto Marinho convida Mário Filho para assumir a página de esportes de O Globo. Mário aceitou, desde que pudesse levar seus irmãos Nelson e Joffre. Roberto Marinho deu seu "de acordo" com a condição de só pagar o ordenado a Mário Filho.
Nelson trabalhou alguns meses no jornal O Tempo. Joffre foi para A Nota, onde já trabalhava o outro irmão, Milton. O escritor era chamado de "filósofo" pelos colegas de O Globo, tinha um aspecto desleixado, um só terno e não vestia meias por não tê-las. Com a ajuda de Mário Martins e o beneplácito de Roberto Marinho, Mário Filho lança seu jornal, Mundo Esportivo, justo no fim do campeonato de futebol. Sem ter assunto, inventaram algo que seria uma mina de dinheiro anos depois: o concurso das escolas de samba.
Em 1932 o autor teve sua carteira assinada em O Globo, um ano após começar a trabalhar naquele diário, com um ordenado de quinhentos mil réis por mês. Entregava todo o dinheiro para sua mãe e recebia uns trocados de volta para comprar seus cigarros (média de quatro carteiras por dia). Em compensação, economizava pois voltava de carona com o "Dr. Roberto" para casa. Para arranjar mais algum dinheiro, trabalhou como redator da firma Ponce & Irmão, distribuidora no Rio dos filmes da RKO Radio Pictures. Criava textos para os anúncios dos filmes nos jornais.
Nesse meio tempo, tinha suas paixões: por Loreto Carbonell, argentina de olhos azuis, bailarina do Municipal; por Eros Volúsia, filha da poetisa Gilka Machado, também bailarina, linda e jovem morena. Dividia com seu irmão Joffre a paixão por ela. Depois vieram Clélia, uma estudante de Copacabana e Alice, professora de Ipanema.
A tosse seca e uma febre baixa, porém persistente, ao por do sol, foram os avisos dados a Nelson, além de sua magreza. Sua irmã Stella, já médica, arranjou uma consulta. O médico pediu que ele dissesse "33" e verificou sintomas de tuberculose pulmonar, o grande fantasma do ano de 1934. Por falta de um diagnóstico precoce, o autor já havia, com apenas 21 anos, arrancado todos os dentes e posto dentadura, numa tentativa de debelar a febre que insistia em não ir embora.
Vai, então, para Campos do Jordão - SP, local recomendado para tratamento, sozinho, sem saber se voltaria. Foi a primeira de uma série de seis internações. Roberto Marinho, sabendo das dificuldades da família, continuou pagando seu ordenado normalmente. Nelson passou 14 meses no Sanatórinho, de abril de 1934 a junho de 1935. Durante esse período só os irmãos Milton e Augustinho foram visitá-lo uma única vez. Compensava a ausência de parentes e amigos com cartas, muitas delas para Alice, a professorinha.
Contam que, em 1935, um doente propôs encenarem um teatrinho. O biografado foi encarregado de escrever a comédia, um "sketch" cômico sobre eles mesmos. Logo nas primeiras cenas a platéia começou a gargalhar e, com isso, surgiram os ataques de tosse que quase fizeram vítimas. Foi a primeira experiência "dramática" de Nelson.
O autor pede ao secretário do jornal O Globo que o transfira da página de esportes para a de cultura. Queria escrever sobre ópera. Com a ajuda de Roberto Marinho consegue a transferência e começa arrasando a "Esmeralda", ópera brasileira do compositor Carlos de Mesquita. Foi sua única incursão nessa área.
Em abril de 1936, a terrível doença atacou seu irmão Joffre, com 21 anos, que foi levado para o Sanatório em Correias - RJ. Nelson ficou a seu lado durante sete meses. No dia 16 de dezembro de 1936 Joffre faleceu.
Em 1937 a redação do jornal só tinha homens. Após muita conversa Roberto Marinho concordou em contratar Elza Bretanha, apadrinhada do diretor administrativo, como secretária de Henrique Tavares, gerente de O Globo Juvenil. Voltando de sua segunda estada em Campos de Jordão, Nelson foi informado da presença de Elza, "dezenove anos, moradora do Estácio e dura na queda." Ele, então, sentenciou: "Está no papo." Errou.
Nelson se aproxima de Elza, expõe sua situação de penúria de saúde e financeira, e fala em casamento. Consultada sua família, não encontrou objeção. Afinal, já tinha 25 anos. A mãe de Elza, d. Concetta, siciliana das boas, quase teve um ataque, tendo a honra de ter sido acompanhada nisso por Roberto Marinho. Ele disse a Elza: "Está sabendo que vai se casar com um rapaz muito inteligente e de grande talento, mas pobre, absolutamente preguiçoso e doente? Sua mãe está coberta de razão!" Mesmo assim marcaram para se casar no dia do aniversário de Elza: 08 de maio de 1939. Se fosse preciso, fugiriam. Porém, em 13 de maio, mandou para a noiva um recado que dizia: "Amor, estou com a alma cheia de pressentimentos tristes". Era a tuberculose que o atacava novamente.
Nos quatro meses em que ficou internado, Nelson mostrou seu lado ciumento. Vivia atormentado com isso e, na volta, acabou desfazendo o noivado. Mas o coração falou mais forte do que o infundado ciúme e marcaram novamente o casamento, contrariando a mãe da noiva e o patrão de ambos.
No dia 29 de abril de 1940, sem externar qualquer anormalidade, Elza saiu para trabalhar, foi para a casa de uma amiga onde trocou de roupa e casou-se no civil, diante do juiz. Depois, foram comemorar tomando uma média com torrada na leiteria "Palmira". Voltaram para O Globo Juvenil e trabalharam normalmente. Haviam acertado, por vontade de ambos, que a noite de núpcias só aconteceria após o casamento religioso.
Os irmãos de Elza ficaram sabendo e falaram até em matá-lo. Nelson, com a alma leve, alugou uma casinha no Engenho Novo. Era sua volta ao subúrbio. Compraram móveis de segunda mão e Mário, o irmão, lhe deu de presente a cama de casal e a penteadeira. Finalmente d. Concetta dá o "de acordo" e o casamento religioso se realiza, em 17 de maio, após o autor, com quase 28 anos, ter sido batizado, fazer a primeira comunhão e estudado o catecismo, como manda a santa madre Igreja.
Após seis meses de casamento, certa manhã Nelson acorda e comunica a Elza que estava cego. Não enxergava nada. Descobriu, indo ao médico, que se tratava de uma seqüela da tuberculose. Tomou muito antiinflamatório, melhorou, mas 30 por cento de sua visão estava perdida para sempre, nos dois olhos. Apesar do estado de penúria em que se encontravam, o focalizado pediu a Elza que deixasse o emprego quando se casassem. Logo que pode comprou um telefone e ligava para ela de hora em hora. Saudades ou ciúme? Nelson procurava uma saída para seu aperto financeiro. Elza estava grávida e seu salário estava estagnado nos 500 mil réis mensais. Um dia, ao passar em frente ao Teatro Rival, viu uma enorme fila que se formava para assistir "A família Lerolero", de R. Magalhães Júnior. Alguém comentou: "Esta chanchada está rendendo os tubos!" Uma luz se acendeu na cabeça do autor: por que não escrever teatro?
No meio do ano de 1941 escreveu sua primeira peça, A mulher sem pecado. Nessa época as peças ficavam, no máximo, duas semanas em cartaz. Nelson oferece sua peça para dois grandes artistas de então: Dulcina e Jaime Costa, mas eles a recusam. O autor, necessitando de dinheiro, começou a se mexer: submeteu a peça a Henrique Pongetti, Carlos Drummond de Andrade e ao crítico Álvaro Lins. Mas não conseguiu encená-la.
Nasce Joffre, seu primeiro filho. O autor, por ordens médicas, não podia ficar perto do filho. Descobre que foi premiado com uma úlcera do duodeno. O médico lhe prescreve regime alimentar e manda que ele pare de tomar café e de fumar, coisa que nunca fez. Depois de muita luta, em 09 de dezembro de 1942, A mulher sem pecado foi levada à cena pela "Comédia Brasileira", com direção de Rodolfo Mayer, no Teatro Carlos Gomes, no Rio de Janeiro. Lá ficou por duas semanas e não teve repercussão nenhuma perante o público. Alguns críticos e amigos elogiaram, e isso bastava ao autor.
Em janeiro de 1943 Nelson escreve sua segunda peça teatral: Vestido de Noiva. Elza, sua mulher, fez mais de vinte cópias datilografadas para serem entregues a jornalistas, críticos e amigos. O primeiro a receber foi Manuel Bandeira. Ele gostou. Como outros, escreveu sobre ela e elogiou. Os jornais e suplementos falavam sobre Vestido de Noiva mas o autor não conseguia encená-la. Todos diziam que era uma peça que exigia cenário complexo e teria custo muito alto. Só Thomaz Santa Rosa, um pernambucano ex-funcionário do Banco do Brasil, cantor lírico, desenhista, músico e poeta, achou que era possível. Falou então com um polonês recém-chegado ao Brasil: Zbigniew Ziembinski.
O grande ator e diretor leu a peça e disse: "Não conheço nada no teatro mundial que se pareça com isso". O autor conhece o diretor e tem início a epopéia do grupo "Os Comediantes": oito meses de ensaios, oito horas por dia. Às 20h30 do dia 28 de dezembro de 1943, os portões foram abertos e 2.205 espectadores viram a peça. Duas horas depois a peça chegou ao fim. O silêncio foi total na platéia. Nos bastidores ninguém sabia o que fazer. Ziembinski, entre palavrões em polonês, manda subir o pano. Os artistas surgem e o aplauso é ensurdecedor. O diretor aparece e o teatro delira. Alguém grita na platéia: "O autor, o autor". Nelson estava escondido em um camarote, lutando contra a dor de sua úlcera, e não foi visto por ninguém. Disse, depois, que sofreu naquele momento, sentindo-se "um marginal da própria glória". Quando o autor, após as comemorações com a família na leiteria "Palmira", pegou o bonde de volta para casa já eram quase duas da manhã de 29 de dezembro de 1943. Naquele momento completavam-se catorze anos da morte de seu irmão Roberto.
Apesar da fama que a peça lhe deu — o ano de 1944 foi cheio de acontecimentos — ele continuava sendo mal pago pelo O Globo Juvenil. Em fevereiro de 1945 é convidado por David Nasser, de O Cruzeiro, para uma conversa com Freddy Chateaubriand. Foram almoçar, além do autor, Freddy Chateaubriand, Millôr Fernandes e David Nasser. A oferta era inacreditável: cinco contos de réis (já nessa época cinco mil cruzeiros) — mais de sete vezes o que lhe pagava Roberto Marinho.
Para ele estava fechado, mas pediu para falar com o dr. Roberto, a quem devia favores. Esse não só não se opôs como desejou-lhe boa sorte e deu-lhe dez mil cruzeiros. Nelson foi para seu novo emprego: diretor de redação das revistas Detetive e de O Guri. Como a função lhe tomava pouco tempo, o autor ficava perambulando pela redação da revista O Cruzeiro, que era no mesmo andar. Sempre procurando fazer "bicos" que permitissem um ganho extra — continuava a ajudar sua mãe financeiramente — soube que Freddy Chateaubriand estava querendo comprar um folhetim francês ou americano para O Jornal, que estava com uma tiragem de apenas 3.000 exemplares por dia e sem anúncios. Nelson ofereceu-se para escrever o folhetim. Daí nasceu Suzana Flag e Meu destino é pecar.
Cada episódio tomava uma página inteira de O Jornal e tinha uma ilustração de Enrico Bianco. Foram 38 capítulos que elevaram a tiragem do jornal para quase trinta mil exemplares. Apesar de estar ganhando um extra por capítulo, o autor não gostava que soubessem que escrevia com pseudônimo feminino. Quando a história terminou, o sucesso foi tão grande que foi lançado um livro pelas Edições O Cruzeiro. Calcula-se que a venda tenha ultrapassado a trezentos mil livros. Isso provocou o começo de outro folhetim, Escravas do amor, cujo sucesso foi também retumbante.
Em março de 1945 é atacado, novamente, pela tuberculose. O ano anterior havia sido ótimo: além do lançamento em livro do Vestido de noiva, ele via seu filho crescer com saúde e Elza esperava um novo filho. Resolveram ir todos para Campos de Jordão, inclusive a sogra, d. Concetta. Depois de uma semana viram que aquilo não fazia sentido e a família retornou. Em junho teve alta e, face à proximidade do parto de sua mulher, voltou correndo para o Rio. Nasceu, então, Nelsinho. Vale dizer que os Associados arcaram com todas as despesas de seu empregado no Sanatórinho.
Nos dois últimos meses de 1945 e nos dois primeiros meses de 1946 o grupo "Os Comediantes" encenou Vestido de noiva e A mulher sem pecado no Teatro Phoenix, com lotação esgotada. Começa a escrever, então, Álbum de família. Em fevereiro de 1946 o texto é submetido à censura federal e os censores ficam de cabelos em pé. A peça foi proibida de ser encenada. As opiniões se dividiam entre os intelectuais, os críticos e os jornalistas da época, uns a favor da liberação outros contra. Venceram os contra, pois a peça só foi liberada em 1965 e levada pela primeira vez em julho de 1967.
Outro sucesso de 1946 foi a publicação de Minha Vida, uma "autobiografia" de Suzana Flag. Como das vezes anteriores, além de publicada em O Jornal, virou livro e vendeu horrores.
Anjo negro, estréia em abril de 1948. Como sempre, gerou comentários polêmicos. Os ganhos com a peça permitiram que o autor comprasse uma casa no Andaraí, que teve parte financiada no IAPC (Instituto de Aposentadorias e Pensões dos Comerciários). Nelson tinha 36 anos e ficara livre do aluguel. Senhora dos afogados é proibida em janeiro de 1948. Com duas peças interditadas, o autor luta como um mouro para tentar liberá-las. Não conseguindo, escreve Dorotéia, em 1949, que muitos consideram seu melhor trabalho teatral.
Ainda em 1948 é publicado mais um folhetim, Núpcias de fogo, ainda como Suzana Flag.
Uma mulher chama a atenção do autor nas coxias do Teatro Phoenix, quando da encenação de Anjo negro: era Eleonor Bruno, conhecida como Nonoca, linda "mingnonne", tímida, recatada e soprano lírico, que estava ali para tomar conta de sua filha de apenas 13 anos, Nicete, que estreava como atriz. Embora nunca reclamasse, seu casamento não ia bem, e ele foi aceito por Nonoca e por toda sua família. Alugou um apartamento pequeno em Copacabana, em sociedade com o amigo Pompeu de Souza, para servir-lhes de "garçonnière", até que num dia de 1950 sua esposa Elza bateu na porta, fez um escândalo e ele voltou com o rabo entre as pernas para casa. Seu romance com Nonoca terminou ali.
Em 1949 Freddy Chateaubriand vai comandar o jornal "Diário da Noite" e leva Nelson consigo. Para trás fica Suzana Flag, que o autor não agüentava mais. Em seu lugar surgiu Myrna, a nova máscara feminina do biografado. A diferença é que Myrna respondia a cartas de leitoras.
Nelson escreveu a comédia Dorotéia para Nonoca. Foram duas as estréias como atrizes: de Nonoca e da irmã do autor, Dulcinha, aos 21 anos, no papel de Das Dores. Com medo de que a censura o atingisse novamente, o autor submeteu-lhe o texto como sendo um "original de Walter Paíno" — cunhado de Nonoca. A peça foi aprovada e estreou no dia 07 de março de 1950. Ao fim da apresentação, metade da platéia (onde estavam os convidados) aplaudiu e a outra saiu calada. Ficou 13 dias em cartaz.
Em 1950 o autor dá adeus a Freddy Chateaubriand e aos "Diários Associados" e fica esperando convites de outros jornais. Ficou um ano esperando... Nesse período, salvam a família as economias de Elza e um "bico" no Jornal dos Sportes de seu irmão Mário Filho. No ano seguinte sai do buraco e vai para a Última Hora e "A vida como ela é...". Começou com um salário de dez mil cruzeiros, considerado não tão ruim, tendo em vista seu baixíssimo prestígio naquela época.
Em junho Nelson estréia uma nova peça, "Valsa nº. 6", um monólogo estrelado por sua irmã Dulcinha. Ficou quatro meses em cartaz e foi outra desilusão para seu autor.
Samuel Wainer, dono do jornal Última Hora tinha algo em comum com o biografado: a tuberculose. Propõe ao autor que escreva, com pagamento extra, uma coluna diária sobre um fato real. Poderia se chamar "Atire a primeira pedra". Nelson sugeriu "A vida como ela é..." e, sugestão aceita, foi para a máquina escrever a primeira coluna. O sucesso foi estrondoso. Em 1951 relançou Suzana Flag em "O homem proibido".
Um dia, na rua Agostinho Menezes, onde então Nelson morava, um marido banana que era chutado como um cão pela esposa e ainda a bajulava, cansou-se do tratamento que vinha recebendo e, no meio da rua, deu uma sova de cinto na cara-metade. É claro que a vizinhança correu para ver o fato, sendo que as mulheres gritavam: "Bate mais, bate mais". O marido bateu até se cansar, parou, e então o inesperado aconteceu: a mulher atirou-se aos seus pés, aos beijos. E, desde aquele dia, passou a desfilar com o ex-banana, de braço dado e nariz empinado, toda orgulhosa. Ao ouvir os comentários das vizinhas que tinham apoiado maciçamente a surra, Nelson concluiu: "Toda mulher gosta de apanhar".
Em 08 de junho de 1953 estréia no Teatro Municipal do Rio a peça "A falecida". Chamada de "tragédia carioca" era, na verdade, uma comédia. Foi escrita em 26 dias. Nessa época Nelson mantinha um romance com Yolanda, secretária de um radialista da rádio Mayrink Veiga. Esse caso durou cinco anos e rendeu três filhos: Maria Lúcia, Sônia e Paulo César, que ele não reconheceu como seus. Com tudo isso acontecendo, o autor produziu o último folhetim de "Suzana Flag", que chamou-se "A mentira" e foi publicado no semanário "Flan", lançado por S. Wainer.
Carlos Lacerda queria derrubar o presidente Getúlio e, para tanto, batia firme em Samuel Wainer e no jornal Última Hora. Nelson não escapava da pancadaria e era chamado de "tarado" por ele. Outro que também o atacava era o católico Gustavo Corção, da Tribuna da Imprensa.
"Senhora dos Afogados" é encenada no Rio, em 1954, com direção de Bibi Ferreira. A platéia, ao final, dividiu-se e uma parte gritava "GÊNIO" e a outra "TARADO". O autor não agüentou e reagiu à platéia, gritando do palco: "BURROS! BURROS!".
Em março de 1955 a família Rodrigues ganha uma ação contra o governo de indenização pela destruição do jornal "Crítica". Em 1956 recebem o equivalente a US$1.800.000,00. A parte que coube ao autor foi utilizada na compra de um apartamento em Teresópolis em nome dos filhos e de um carro para Elza. O que sobrou, investiu no teatro.
"Perdoa-me por me traíres" teve, também, problemas de liberação com a censura, em 1957 — sofreu cortes. Outra surpresa ocorreu na estréia: Nelson interpretava o personagem Raul. Mais uma vez as vaias e os que aplaudiam pediam para o autor falar. Ele não se fez de rogado: "BURROS! ZEBUS!". Ninguém esperava, mas aconteceu: um tiro! Na discussão entre prós e contras, o vereador Wilson Leite Passos sacou de seu revolver e deu um tiro para amedrontar alguém que o havia chamado de "palhaço". Tumulto geral. No dia seguinte a censura proibiria a peça.
"Viúva, porém honesta" estreou em 13 de setembro do mesmo ano. Dizem que nela o autor procurava atingir aos críticos que atacaram "Perdoa-me por me traíres". Um dos atores era Jece Valadão, cunhado do autor.
Dercy Gonçalves estréia "Dorotéia" em São Paulo. Ficou um mês em cartaz. Nelson não gostava dos "cacos" que a atriz introduzia no texto.
Em 1958 estréia "Os sete gatinhos", também com Jece Valadão no elenco. Apesar de malhar o presidente da República da época, Juscelino Kubitschek, Nelson vai até ele pedir um emprego. Consegue um cargo de tesoureiro em um instituto de aposentadoria e pensões (IAPETEC), mas é reprovado no exame de vista. Pede, então, a vaga para Elza. Juscelino queria agradar Mário Filho e a nomeia.
O autor teve sério problema de vesícula e, após a operação de alto risco, ficou três meses sem publicar sua coluna no jornal de Wainer. Sua coluna em "A Manchete Esportiva" deixa de ser publicada de novembro de 1958 a março de 1959. De agosto de 1959 a fevereiro de 1960, centenas de milhares de leitores acompanharam a história de Engraçadinha e sua família em "Asfalto Selvagem". Foram publicados dois livros, intitulados "Engraçadinha — seus amores e seus pecados dos doze aos dezoito" e "Engraçadinha — depois dos trinta".
O autor almoçava com sua mãe quase todo dia. Tomava o ônibus na Central do Brasil e ia até o Parque Guinle. Um dos motoristas gostava de exibir-se: tinha vinte e sete dentes na boca, mas eram todos de ouro. Nelson juntou esse fato ao bicheiro do submundo carioca, Arlindo Pimenta, e dai surgiu o "Boca de Ouro"
A peça, como todas as demais, teve problemas com a censura. Foi levada para estrear em São Paulo e foi um retumbante fracasso. Ziembinski insistiu em viver o papel principal e não deu certo. Em janeiro de 1961, com Milton Morais no papel do "Boca de Ouro", estréia no Rio com grande sucesso.
Ainda no final de 1960 o autor entrega a Fernanda Montenegro e a seu marido Fernando Tôrres a peça "Beijo no asfalto". O espetáculo estava a um mês e meio em cartaz quando Jânio Quadros renunciou à presidência da República. Ficou sete meses em cartaz, pelo Brasil. Ela provocou a saída de Nelson da "Ultima Hora", pois nela fazia referências pouco positivas à imagem do jornal. Voltou ao "Diário da Noite" com "A vida como ela é" e, após dez meses, em julho de 1962, foi para "O Globo", com a coluna de futebol, "À sombra das chuteiras imortais".
Apresentado por sua irmã Helena, Nelson conhece Lúcia Cruz Lima, que logo passa a ser sua namorada. Só que desta vez a coisa era séria. Casada e bem casada, mãe de três filhos, ela logo se apaixona, deixa o marido e volta a viver com os pais. Ele demora dois anos para se separar de Elza. Seus amigos Otto Lara Resende, Fernando Sabino e Cláudio Mello e Souza ficam chocados. Nos primeiros meses de 1963 nada impedia a separação do autor. Já havia alugado um pequeno apartamento e Lúcia estava grávida. Após um almoço de despedida, após o qual Elza tentou suicidar-se, ele partiu de malas e bagagens para o apartamento de sua mãe. Ia ficar lá uns tempos até acertar tudo.
Na marquise do Teatro Maison de France, no Rio, piscava o título da nova peça de Nelson: "Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária". Otto quase morreu de susto e ficou profundamente irritado. Ela ficou por cinco meses em cartaz. O autor só não se conformou de Otto não ter ido assistir ao espetáculo. Ele adorava essas brincadeiras e fez o mesmo com Fernando Sabino e com Cláudio Mello e Souza.
Lúcia deu um trato na aparência do escritor, já que ele participava desde 1960 do programa esportivo "Grande resenha Facit" na TV Rio, por obra e graça de Walter Clark, e era, portanto, um artista! Ela teve uma gravidez nada normal e um parto difícil. Daniela, a filha, nasceu com 1,5 quilo, e não conseguia respirar. Perdeu minutos de oxigenação no cérebro até que conseguissem fazer seus pulmões funcionarem. Daniela passaria o primeiro ano de sua vida numa tenda de oxigênio, tinha má circulação nas pernas, chorava sem parar em virtude das dores que sentia. Devido à paralisia cerebral nunca conseguiu andar ou articular um movimento e era irreversivelmente cega.
Nelson escreveu para Walter Clark a primeira novela brasileira de todos os tempos: "A morte sem espelho". Apesar do grande elenco — Fernanda Montenegro, Fernando Tôrres, Sérgio Brito (que também respondida pela direção), Ítalo Rossi, Paulo Gracindo (que estreava na TV), música de Vinícius de Moraes — não foi autorizada a sua apresentação às oito e meia da noite. Foi empurrada para o horário das vinte e três e trinta. Walter Clark apelou, sem sucesso, até para D. Helder Câmara. Conseguiu, finalmente, autorização para o horário das dez horas, que não compensava financeiramente. Nelson foi convidado a encerrá-la rapidamente.
Ficou claro nesse episódio que o problema era o nome do autor. Na sua novela seguinte, "Sonho de Amor", em 1964, seu nome apareceu mas ela foi anunciada como 'uma adaptação de "O Tronco do Ipê"', de José de Alencar". Sua última novela para a TV foi "O Desconhecido", com direção de Fernando Tôrres e Jece Valadão, Nathalia Timberg, Carlos Alberto, Joana Fomm e outros mais, que só foi liberada graças ao poder de convencimento de Walter Clark. Depois de ser renegada por muitas atrizes, "Toda nudez será castigada" estréia no dia 21 de junho de 1965 e é um sucesso. Os artistas são aplaudidos em cena aberta, os ingressos são avidamente disputados e fica em cartaz por seis meses no Teatro Serrador e em excursão pelo Brasil. Após três anos de apresentações no Rio, São Paulo, Porto Alegre e Salvador, a peça é proibida em Natal - RN.
Em 1966 o autor muda-se, a convite de Walter Clark, para a TV Globo. Em situação financeira apertada — como sempre — aceitou até aparecer como "tradutor" dos romances de Harold Robins, publicados pela Editora Guanabara. Foi uma forma de receber mais algum dinheiro. A TV Globo era a "lanterna" na preferência dos telespectadores naquela época. No programa "Noite de gala" o autor apresentava o quadro "A cabra vadia", onde entrevistava pessoas. O primeiro foi João Havelange, presidente da CBD - Confederação Brasileira de Desportos.
Nessa época é chamado por Carlos Lacerda, ocasião em que é informado da criação da Editora Nova Fronteira. Lacerda, que o malhou por tanto tempo, pediu-lhe um romance e deu-lhe um cheque de dois milhões de cruzeiros. Era algo em torno de novecentos dólares, mas para quem estava pendurado, foi ótimo. Ele escreveu "O Casamento". Quando Lacerda leu o livro, ficou assustadíssimo Era um carnaval de incestos e perversões às vésperas de um casamento. Vendeu-o para Alfredo Machado, da Editora Eldorado. O livro vendeu 8.000 exemplares nas primeiras duas semanas de setembro de 1966, empatando com as vendas do novo romance de Jorge Amado, "Dona Flor e seus dois maridos". A morte de seu irmão, Mário Filho, impediu por algum tempo que ele fizesse a divulgação da obra. Quando reanimou, o livro teve sua venda proibida pelo ministro da Justiça, Carlos Medeiros Silva. Sua venda foi liberada novamente em fevereiro de 1967.
Indignado com o apoio dado pelo jornal "O Globo" à proibição da venda de seu romance, Nelson começa a estudar sua mudança para o "Correio da Manhã". Avisa que não pode deixar a TV Globo e, para sua alegria, é informado que não precisaria deixar nem o jornal "O Globo". O que o "Correio" queria dele eram as suas "Memórias". A estréia ocorreu em 18 de fevereiro de 1967 em grande estilo. Fez um sucesso enorme.
Paulinho Rodrigues, irmão do autor, morava com a família num prédio em Laranjeiras. Chovia a cântaros, dias antes, e Nelson disse a Cláudio Mello e Souza no Maracanã, assistindo o time do Santos ganhar do Milan: "Esse é um mau tempo de quinto ato do "Rigoletto'". Cláudio sabia que o "Rigoletto" não tinha quinto ato e que acabava no terceiro ato, como a maioria das óperas. Mas entendeu o que o autor queria dizer. No dia 21 de fevereiro de 1967 o prédio onde seu irmão morava desabou devido às chuvas. Morreram Paulinho, a esposa, filhos e mais alguns parentes que lá se encontravam para festejar o aniversário da cunhada do escritor. Em dezembro desse mesmo ano a viúva de seu irmão Mário se suicida.
Raphael de Almeida Magalhães, que já atuara como advogado de Nelson, é eleito governador do Estado da Guanabara. A pedido de Otto, e por insistência do biografado, finalmente libera "Álbum de Família", que estava interditada desde 1946. Só em julho de 1967 foi levada à cena e, apesar do carrossel de incestos, foi aplaudida no final. Já não tinha o impacto de tempos atrás.
Ele volta ao jornal "O Globo" passa a publicar "À sombra das chuteiras imortais" e "As confissões" (já que não podia usar "Memórias"), cada uma patrocinada por um banco. Como recebia uma comissão por esses patrocínios (mais que o dobro de seu salário), estabilizou sua situação financeira. A primeira "Confissão" foi publicada em 04 de dezembro de 1967.
Uma de suas manias era implicar com os pessoas conhecidas e com amigos. Era do seu estilo alimentar-se periodicamente de certas obsessões. Como dizia Cláudio Mello e Souza, Nelson era a "flor de obsessão". Ora Otto, ora Alceu de Amoroso Lima, ora D. Helder, ora Hélio Pellegrino, ora Cláudio Mello e Souza e quem mais estivesse por perto.
1970 marca o início dos anos duros da ditadura militar no Brasil. Nelson, conhecido e admirado pelos militares, luta para tirar da prisão Hélio Pellegrino e Zuenir Ventura. Com mais de 57 anos, ele se sentia desgastado, sem espaço — seu apartamento vivia lotado de enfermeiras por causa de sua filha, enfim, era chegada a hora de se separar de Lúcia, o que ocorreu sem traumas.
Logo em seguida vai morar com Helena Maria, que era 35 anos mais nova que ele, e que trabalhava com ele no jornal. Em 1972 começa nova luta: seu filho, Nelsinho é um dos terroristas mais procurados pelas forças armadas. "Prancha" (seu codinome) foi apanhado em 30 de março de 1972. Dois anos antes, quando seu filho já vivia na clandestinidade, Nelson consegue com o presidente da República, Gal. Medici, que ele saísse do país. Nelsinho não aceita o privilégio. O drama de Nelsinho se desenrolava longe dos olhos do autor. Apesar disso, face a seu prestígio e contatos com os militares, era muito procurado para ajudar pessoas em apuros com o regime militar. De 1969 a 1973 ele teve participação ativa na localização, libertação ou fuga de diversos suspeitos de crimes políticos. Após a prisão de Nelsinho, começa a luta para localizá-lo e procurar mantê-lo vivo, pois a tortura corria solta.
Nelson escreve "Anti-Nelson Rodrigues" no final de 1973. Em 1974, a peça fazia bela carreira no teatro do Serviço Nacional do Teatro. O autor faz alguns exames e é levado de imediato para São Paulo para ser operado de um aneurisma da aorta. Passou por duas operações, quase morreu, retornou ao Rio e, apesar de terminantemente proibido pelo médico, voltou a fumar. Em abril de 1977 é internado com uma arritmia ventricular grave e nova insuficiência respiratória. Elza volta para casa e voltam a viver juntos. Na verdade, já se encontravam há tempos quase todas as noites no restaurante "O bigode do meu tio", em Vila Isabel, de propriedade de Joffre.
O autor escreveu sua grande e última peça — "A Serpente" — em meados de 1979, pouco antes de seu filho Nelsinho iniciar greve de fome com treze companheiros, os últimos presos políticos cariocas, com a finalidade de transformar a anistia ampla em anistia total e irrestrita. Finalmente, no dia 23 de agosto, dia do aniversário do autor, Nelsinho é autorizado a deixar a prisão e assistir ao nascimento da filha Cristiana. No dia 16 de outubro Nelsinho recebeu a liberdade condicional mas não pode ver seu pai: estava inconsciente no hospital Pró-Cardiaco.
Nelson Rodrigues faleceu na manhã do dia 21 de dezembro de 1980, um domingo. No fim da tarde daquele dia ele faria treze pontos na loteria esportiva, num "bolo" com seu irmão Augusto e alguns amigos de "O Globo". Dois meses depois, Elza cumpriu o seu pedido — de, ainda em vida, gravar o seu nome ao lado do dele na lápide, sob a inscrição: "Unidos para além da vida e da morte. É só".

Livros:
Romances:
- Meu destino é pecar,"O Jornal" - 1944 / "Edições O Cruzeiro" - 1944 (como "Suzana Flag")
- Escravas do amor, "O Jornal" - 1944 / "Edições O Cruzeiro" - 1946 (como "Suzana Flag")
- Minha vida, "O Jornal" - 1946 / "Edições O Cruzeiro" - 1946 (como "Suzana Flag")
- Núpcias de fogo, "O Jornal" - 1948. Inédito em livro. (como "Suzana Flag")
- A mulher que amou demais, "Diário da Noite" - 1949. Inédito em livro. (Como Myrna)
- O homem proibido, "Última Hora" - 1951. "Editora Nova Fronteira", Rio, 1981 (como Suzana Flag).
- A mentira, "Flan" - 1953. Inédito em livro. (Como Suzana Flag).
- Asfalto selvagem, "Ultima Hora" - 1959-60. J.Ozon Editor, Rio, 1960. Dois volumes. (Como Nelson Rodrigues)
- O casamento, Editora Guanabara, Rio, 1966 (como Nelson Rodrigues).
- Asfalto selvagem - Engraçadinha: seus amores e pecados, "Companhia das Letras", São Paulo.
- Núpcias de fogo, "Companhia das Letras", São Paulo. (como Suzana Flag).

Contos:
- Cem contos escolhidos - A vida como ela é..., J. Ozon Editor, Rio, 1961. Dois volumes.
- Elas gostam de apanhar, "Bloch Editores", Rio, 1974.
- A vida como ela é — O homem fiel e outros contos, "Companhia das Letras", São Paulo, 1992. Seleção: Ruy Castro.
- A dama do lotação e outros contos e crônicas, "Companhia das Letras", São Paulo.
- A coroa de orquídeas, "Companhia das Letras", São Paulo.

Crônicas:
- Memórias de Nelson Rodrigues, "Correio da Manhã" / "Edições Correio da Manhã", Rio, 1967.
- O óbvio ululante, "O Globo" / "Editora Eldorado", Rio, 1968.
- A cabra vadia, "O Globo" / "Editora Eldorado", Rio, 1970.
- O reacionário, "Correio da Manhã" e "O Globo" / "Editora Record", Rio, 1977.
- O óbvio ululante — Primeiras confissões, "Companhia das Letras", São Paulo, 1993. Seleção: Ruy Castro.
- O remador de Ben-Hur - Confissões culturais, "Companhia das Letras", São Paulo.
- A cabra vadia - Novas confissões, "Companhia das Letras", São Paulo.
- O reacionário - Memórias e Confissões, "Companhia das Letras", São Paulo.
- A pátria sem chuteiras - Novas crônicas de futebol, "Companhia das Letras", São Paulo.
- A menina sem estrela - Memórias, "Companhia das Letras", São Paulo.
- À sombra das chuteiras imortais - Crônicas de Futebol, "Companhia das Letras", São Paulo.
- A mulher do próximo, "Companhia das Letras", São Paulo.

FRASES:
- Flor de obsessão: as 1000 melhores frases de Nelson Rodrigues, "Companhia das Letras", São Paulo, 1997, seleção e organização: Ruy Castro.

Teatro:
- Teatro completo, "Editora Nova Fronteira", Rio, 1981-89. Quatro volumes. Organização e prefácios de Sábato Magaldi.

Peças:
- A mulher sem pecado, 1941 - Direção Rodolfo Mayer
- Vestido de noiva, 1943 - Direção: Ziembinski
- Álbum de família, 1946 - Direção: Kleber Santos
- Anjo negro, 1947 - Direção: Ziembinski
- Senhora dos afogados, 1947 - Direção: Bibi Ferreira
- Dorotéia, 1949 - Direção: Ziembinski
- Valsa nº.6, 1951 - Direção: Henriette Morineau
- A falecida, 1953 - Direção: José Maria Monteiro
- Perdoa-me por me traíres, 1957 - Direção: Léo Júsi.
- Viúva, porém honesta, 1957 - Direção: Willy Keller
- Os sete gatinhos, 1958 - Direção: Willy Keller
- Boca de Ouro, 1959 - Direção: José Renato.
- Beijo no asfalto, 1960 - Direção: Fernando Tôrres.
- Otto Lara Resende ou Bonitinha, mas ordinária, 1962 - Direção Martim Gonçalves.
- Toda nudez será castigada, 1965 - Direção: Ziembinski
- Anti-Nelson Rodrigues, 1973 - Direção: Paulo César Pereio
- A serpente, 1978 - Direção: Marcos Flaksman
Obs.- as peças de Nelson Rodrigues vêm sendo encenadas por diversas companhias teatrais em todo o Brasil até esta data.

Novelas de TV:
- A morta no espelho, TV Rio, 1963
- Sonho de amor, TV Rio, 1964
- O desconhecido, TV Rio, 1964

FILMES:
- Somos dois, 1950
- Meu destino é pecar, 1952
- Mulheres e milhões, 1961
- Boca de Ouro, 1962
- Meu nome é Pelé, 1963
- Bonitinha, mas ordinária, 1963
- Asfalto selvagem, 1964
- A falecida, 1965
- O beijo, 1966
- Engraçadinha depois dos trinta, 1966
- Toda nudez será castigada, 1973
- O casamento, 1975
- A dama do lotação, 1978
- Os sete gatinhos, 1980
- O beijo no asfalto, 1980
- Bonitinha, mas ordinária, 1980
- Álbum de família, 1981
- Engraçadinha, 1981
- Perdoa-me por me traíres, 1983
- Boca de Ouro, 1990.

Sobre o Autor:
- O teatro de Nelson Rodrigues: uma realidade em agonia, Ronaldo Lima Lins, Editora Francisco Alves/MEC, Rio, 1979.
- O teatro brasileiro moderno, Décio de Almeida Prado, Editora Perspectiva/USP, São Paulo, 1988.
- Nelson Rodrigues - Dramaturgia e Encenações, Sabato Magaldi, Editora Perspectiva/USP, São Paulo, 1987.
- Nelson Rodrigues - Expressionista, Eudinir Fraga, Ed. Atelier, S.Paulo.
- Nelson Rodrigues, meu irmão, Stella Rodrigues, José Olympio Editora, Rio, 1986.
- Nelson Rodrigues: Flor de Obsessão, Carlos Vogt e Berta Waldman, Editora Brasiliense, São Paulo, 1985.
- Amor em segredo - As histórias infiéis que vivi com meu pai, Nelson Rodrigues, Sônia Rodrigues, Editora Agir, Rio de Janeiro, 2005.

Os dados acima foram extraídos de sites na internet, livros do autor e, em especial, do livro "Anjo Pornográfico", escrito por Ruy Castro para a Companhia das Letras, São Paulo, 1992, cuja leitura recomendamos.