Friday, November 25, 2011

"A História do Soldado" em Dezembro por João Garcia Miguel

"Quem Tem Medo de Virginia Woolf" no D. Maria II

"A Purga" no Teatro Aberto - últimos dias

informação enviada pelo actor Rui Neto

Wednesday, November 23, 2011

José Raposo em "Macbeth" de Heiner Müller na Casa Conviniente


O ciclo Heiner Müller prossegue na Casa Conveniente já em Dezembro com MACBETH, um espectáculo de Mónica Calle, a partir da adaptação da tragédia de Shakespeare pelo dramaturgo alemão.

MACBETH estará em cena de 7 a 17 de Dezembro de 2011, todos os dias em sessões duplas (1a sessão às 20h; 2a sessão às 22h).

No papel de Macbeth, e a colaborar pela primeira vez com a Casa Conveniente, está o actor José Raposo. O elenco conta ainda com as participações de Bruno Candé Marques, Mário Fernandes e René Vidal, actores em Recordações de uma revolução (enc. Mónica Calle, a partir de "A Missão" de Heiner Müller). De Luís Afonso, que aqui fará a sua estreia profissional. E das actrizes da Casa Conveniente Ana Ribeiro, Mónica Calle, Mónica Garnel e Rute Cardoso.





fotos de Bruno Simão

Programação cultural será afectada devido à Greve Geral

A greve geral convocada para quinta-feira pelas duas centrais sindicais, CGTP e UGT, vai afectar a programação cultural em várias salas de espectáculos.

Numa ronda de contactos por espaços culturais, a agência Lusa verificou que vários espetáculos previstos para quinta-feira foram adiados, antecipados ou cancelados devido à greve.

No Teatro Municipal de Almada, a peça "Do Amor", de Lars Nolén, com encenação de Solveig Nordlund, não será representada na quinta-feira, porque os trabalhadores daquela instituição, "reunidos em plenário, decidiram aderir à greve geral".

No espaço Galeria Zé dos Bois (ZDB), em Lisboa, também não irá realizar-se nesse dia o espetáculo da companhia de teatro Primeiros Sintomas. Com encenação de Bruno Bravo, "A Boda", de Anton Tchékhov, e "A Boda", de Bertolt Brecht, regressam ao palco da ZDB na sexta-feira. "Comunicamos que os Primeiros Sintomas irão aderir à greve geral marcada para o dia 24 de Novembro", refere a companhia na sua página oficial na Internet.

Ainda em Lisboa, o Teatro do Bairro e o Teatro da Cornucópia não terão espetáculos na quinta-feira, porque os trabalhadores irão aderir à paralisação.

O espetáculo "MetropoLIS", pelo grupo de Teatro Ultimacto, estava marcado para quinta-feira, mas foi antecipado um dia. De acordo com fonte do Teatro do Bairro, serão 29 os trabalhadores a aderirem à greve.

Segundo adiantou à Lusa fonte da Cornucópia, os 15 atores do elenco da peça "A Varanda", de Jean Genet, que estará em cena até 18 de Dezembro, estarão em greve naquele dia.

O concerto de Sérgio Godinho no Coliseu dos Recreios, em Lisboa, para apresentar o álbum "Mútuo Consentimento" e celebrar 40 anos de carreira, foi inicialmente marcado para quinta-feira, tendo entretanto sido adiado um dia.

Num comunicado, a promotora Vachier, justificou o adiamento com o anúncio da greve geral.

Apesar de não terem espetáculos em cena na quinta-feira, e de acordo com um comunicado hoje divulgado pelo Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos (STE), os trabalhadores dos Teatros Nacionais D.Maria II e São Carlos, da Companhia Nacional de Bailado, da Comuna - Teatro de Pesquisa, Teatro da Garagem e Teatro Instável, em Lisboa, "estarão em greve".

O mesmo acontece com os trabalhadores de O Bando, em Palmela, do Teatro Extremo, em Almada, e do Teatro de Animação de Setúbal.

No Teatro Garcia de Resende, em Évora, a peça "Café Mário", de Pierre-Etienne Heymann, pelo Centro Dramático de Évora (CENDREV), também não irá a cena devido à greve, sendo as representações retomadas na sexta-feira.

O comunicado do STE refere que, no Alentejo, estarão também em greve os trabalhadores do Teatro Fórum de Moura, da companhia Lêndeas de Encantar, de Beja, da Baal 17 (Companhia de Teatro na Educação do Baixo Alentejo) e do Teatro do Mar, em Sines.

No Porto, foi "adiada, devido à greve geral", a estreia da peça "Monstros de Vidro", no Teatro Carlos Alberto.

Num comunicado, a companhia Visões Úteis refere que se "solidariza com a greve geral e com todos os trabalhadores que a ela adiram".

A peça "Monstros de Vidro" estreará na sexta-feira. Para o dia, hora e local em que esta peça deveria inicialmente estrear-se foi marcada uma concentração.

Os elementos da Visões Úteis estarão na quinta-feira no Teatro Carlos Alberto, no Porto, às 21:30, "para lembrar que o preço da cultura é infinitamente mais baixo do que o preço da ignorância e barbárie em que iremos mergulhar sem ela".

A Associação de Profissionais das Artes Cénicas (PLATEIA) "convidou todos os seus associados" a juntarem-se a esta concentração.

Ainda no Porto, a Seiva Trupe não levará à cena, no Teatro do Campo Alegre, o espetáculo "Falácia", de Carl Djerassi, "devido à greve geral", disse à Lusa fonte daquela companhia de teatro.

No Teatro do Bolhão, também não haverá espetáculo ("A Menina do Mar") por causa da greve geral.

Apesar de não terem programação prevista para quinta-feira, também os trabalhadores do Teatro Nacional de São João, do Festival Internacional de Marionetas de Porto (FIMP), do Teatro de Ferro, em Vila Nova de Gaia, e o Teatro Aveirense, em Aveiro, estarão de greve, informa o STE.

"Pequenos Burgueses" no Teatro da Trindade


O Teatro da Trindade, em Lisboa, apresenta até dia 27 de novembro, na Sala Estúdio, a peça Pequenos Burgueses, um espetáculo de teatro criado a partir da obra homónima de Carlos de Oliveira.

Pequenos Burgueses propõe ao público que se deixe contagiar pelo universo literário do escritor até ao mais ínfimo pormenor, até ao grão de cada palavra ditaem cena. Este espetáculo parte da micro-paisagem de homens e mulheres embrenhados nos seus conflitos íntimos e sociais. Conflitos que são um reflexo das suas escolhas e vontades. Pequenos Burgueses descobre o sonho de um homem, duplamente coxo, e o seu destino em busca de uma mula.

A encenação e dramaturgia é de Nádia Nogueira, co-criação e interpretação de Diogo Fernandes Andrade e Nádia Nogueira, a música é original de Pedro Sousa. A produção é da Cercabranca.

As sessões são de quinta a sábado, às 21h45 e domingo, às 17h00. Bilhetes à venda na bilheteira do teatro.

Clara Inácio in “Canela & Hortelã”

"Tristeza e Alegria na Vida das Girafas" estreia na Culturgest

A nova peça de Tiago Rodrigues apresenta-nos uma menina alta de nove anos, cuja mãe lhe chamava Girafa, que gosta de palavras novas e tenta entender um mundo em que o desemprego do pai a deixou sem Discovery Channel.

Chama-se "Tristeza e Alegria na Vida das Girafas" a peça que se estreia quinta-feira no grande auditório da Culturgest, em Lisboa, e é esse também o título do trabalho que a menina (Carla Galvão) tem de fazer para a escola, razão pela qual precisava de ver o Discovery Channel, que passa documentários sobre a vida animal.

Na ausência da mãe, que era violinista e escritora e morreu, o desemprego do pai (Miguel Borges), que é ator, exaspera-a porque a impede de ver o seu canal preferido, o que a faz revoltar-se e fugir com o seu urso de peluche que, apesar da voz grossa e dos palavrões que diz de rajada de cada vez que os adultos não estão por perto, se chama Judy Garland (Tonán Quito), nome que ele obviamente detesta.

Texto e encenação Tiago Rodrigues Intérpretes Carla Galvão, Miguel Borges, Pedro Gil e Tónan Quito Música e sonoplastia ALX Cenário e figurinos Magda Bizarro e Tiago Rodrigues Luz e apoio técnico André Calado Figurino Urso Sandra Neves Imagem do cartaz Afonso Cruz Participação especial Beatriz Bizarro Rodrigues Produção executiva Ana Pereira e Magda Bizarro Produção Mundo Perfeito & AnaPereira.PedroGil Co-produção Mundo Perfeito, AnaPereira.PedroGil, Culturgest e TAGV

Tristeza e Alegria na Vida das Girafas é a história duma menina de 9 anos que atravessa a cidade de Lisboa em busca da única pessoa que pode ajudá-la: o primeiro ministro Pedro Passos Coelho.

Neste espectáculo, Tiago Rodrigues volta a usar o teatro para tentar interferir com a nossa percepção da realidade social e política, mas também do próprio teatro. E fá-lo através da voz de uma criança que apresenta um trabalho escolar e empreende a tarefa enciclopédica de tentar explicar o mundo.

Desse estranho mundo chamado Lisboa fazem parte a crise económica, a aventura heróica de um urso de peluche com tendências suicidas chamado Judy Garland, o Discovery Channel, uma violinista que já é só uma fotografia, um pantera negra, o dicionário escolar da editorial Sampaio, o cientista búlgaro ou dramaturgo russo Anton Tchekhov e uma menina alta demais para a sua idade a quem a mãe chamava girafa.

Mergulhado nas trevas esperançosas do imaginário infantil, este espectáculo tem medo do que as crianças pensam e raiva do que os adultos fazem.

O Mundo Perfeito destaca-se pelo trabalho no campo da nova dramaturgia e pelo espírito de colaboração com artistas nacionais e internacionais, tendo apresentado os seus espectáculos em diversos países. Entre os mais recentes contam-se The Jew (com os holandeses Dood Paard), Hotel Lutécia e Se uma Janela se Abrisse. Na Culturgest apresentou em 2007 Duas Metades; Tiago Rodrigues escreveu Coro dos Maus Alunos para os PANOS 2009. AnaPereira.PedroGil interessam-se por novas formas de escrever para a cena, privilegiando processos de co-criação, transdisciplinares e de experimentação. Das suas criações destacam-se Homem-Legenda, Centro de Dia e Mona Lisa Show.

"Ora Vira Euro Troika o Passos!" estreia no Teatro Maria Vitória


"Ora Vira Euro Troika o Passos!" tem texto e encenação de Francisco Nicholson, a partir da atualidade político-social portuguesa, música de José Cabeleira e Pedro Lima e produção de Hélder Freire Costa.

Regressam ainda à sala do Parque Mayer nomes como Marco de Camillis, que assina as coreografias, e Magda Cardoso, autora dos figurinos.

Florbela Queiroz e Paulo Vasco lideram o elenco, que integra também Carlos Queiroz, David Ventura, João Duarte Costa, Élia Gonçalves, Érika Mota e Sofia Arruda.

A fadista Ana Marta que foi distinguida este ano com o Prémio Amália Revelação, estreia-se aqui no teatro de revista.

O Teatro Maria Vitória, o único em Lisboa a apresentar regularmente um espetáculo de revista por ano, foi recentemente remodelado depois de, a 13 de junho, uma viga de madeira da cobertura ter caído, provocando a derrocada de parte do teto falso.

O espetáculo assinala a reabertura da sala depois da remodelação, que contou com o apoio da Câmara Municipal de Lisboa.

Saturday, November 19, 2011

"A Varanda" na Cornucópia

A Varanda de Jean Genet apresenta-se, a partir desta quinta-feira, no Teatro da Cornucópia. Depois da companhia ter apresentado Ela, do mesmo autor, a Cornucópia assume que este é um dos espectáculos mais arriscados da sua história.

O escritor francês Jean Genet associa a nossa sociedade a um bordel de luxo. O texto adaptado ao teatro parte para uma reflexão filosófica e política sobre uma sociedade toda fundada em relações de poder, sobre a História e os comportamentos humanos.

Nesse bordel de ilusões a que chamam A Varanda, as prostitutas ajudam a construir fantasias para o prazer dos clientes que imitam ou espelham as relações e as estruturas do poder: a igreja, a justiça, o exército, a polícia, mas também a relação patrão/escravo, rico/pobre e as relações amorosas.

As referências à verdadeira história passam pela Espanha do tempo da República e da Guerra civil, mas tudo é construído como uma grande metáfora.

Para compreender a história, em muito ajudam as interpretações de um elenco que inclui Beatriz Batarda, Dinarte Branco, Dinis Gomes, João Grosso, José Manuel Mendes, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Luísa Cruz ou Rita Durão.

Com encenação de Luís Miguel Cintra, este espectáculo representa para a Companhia "um enorme esforço de produção" na época de crise em que vivemos. O objectivo é o de afirmar a "poesia dramática, contra as regras de mercado a que, para sobreviver, inevitavelmente estará condenado como "indústria cultural"", pode ler-se na descrição da peça.

Podem entrar nesta Varanda de terça a sábado às 20h30 e aos domingo às 16h00. Os bilhetes custam €15.

"Pinóquio" no Teatro Politeama

A história de Pinóquio, criada no século XIX pelo autor Carlo Collodi, sobre um boneco de madeira que queria ser um menino de verdade, foi adaptada por Filipe La Feria para um musical que estreará no sábado em Lisboa.

Era uma vez um velho carpinteiro de seu nome Gepeto que constrói um boneco de madeira muito bonito e dá-lhe o nome de Pinóquio. À noite, pede às estrelas para que o seu boneco se transforme num menino de verdade. Enquanto Gepeto dorme, Pinóquio recebe a visita da Fada Azul que dá vida ao boneco e promete-lhe que se ele se portar bem, o transforma num menino de carne e osso, fazendo do Grilo Falante a consciência de Pinóquio. Na manhã seguinte, quando Gepeto acorda, fica radiante de alegria e inscreve Pinóquio numa escola. No seu primeiro dia de aulas, Pinóquio encontra pelo caminho Estrambólico que o alicia para trabalhar no seu circo, além da Raposa Marilu e do Gato Gastão que o convencem a conhecer a Ilha da Diversão da Rebeca Vilã, onde ninguém trabalha. Pinóquio, que é muito aventureiro, esquece-se de consultar a sua consciência e segue viagem numa carroça, puxada por uns burrinhos muito infelizes. Ao chegarem, Pinóquio vê que na ilha tudo é muito bonito, cheio de doces, cores e jogos.

Enquanto brinca, percebe que lhe estão a crescer as orelhas e um rabo de burro no seu corpo. Fica muito assustado e chama pelo Grilo Falante. O Grilo pergunta então a Pinóquio o que estava a fazer na ilha e Pinóquio mente. Porém, a cada mentira, o seu nariz cresce cada vez mais e o Grilo não sabe como ajudar o seu amigo. Os dois descobrem que as crianças que vinham para aquele lugar eram transformadas em burrinhos. Resolvem pedir ajuda à Fada Azul que os salva daquela humilhante situação, enviando uma águia para os resgatar.

Quando volta para casa, Pinóquio não encontra Gepeto e vai à procura dele. Pinóquio entra no mar e pergunta a todos os peixinhos que encontra se conheciam a baleia Monstro até ser engolido por ela. Dentro da barriga do Monstro, encontra Gepeto. O Grilo Falante tem a ideia de fazer uma fogueira na barriga da baleia. A baleia espirra com tal força, por causa do fumo, que os expele aos três. Quando regressam a casa, a Fada Azul como recompensa pela valentia e lealdade de Pinóquio, transforma o boneco num menino de verdade.

Com Joel Branco, Ana Rita Dionisio, Sara Cabeleira, Hugo Goepp, Sérgio Lucas, Bruna Andrade, etc, numa encenação de Filipe La Féria no Teatro Politeama.

"Numa Noite o Rio Passou" em Setúbal


O Teatro ABC.PI, natural de Almada, vai estrear a peça Numa Noite O Rio Passou, a partir do universo de Miguel Torga, com texto de Miguel Castro Caldas e encenação de Laurinda Chiungue.

Será no Teatro Estúdio Fontenova, Rua Doutor Sousa Gomes nº11, em Setúbal, dia 15 de Dezembro pelas 21.30 horas com apresentações até dia 18.

Preço dos bilhetes:

5€ para <30 anos, > 65 anos, desempregados e profissionais do espectáculo

7€ para o restante público

Contactos para informações:

tlm: 925471856 / 919615127 | e-mail:teatroabc.pi@gmail.com

Sinopse:

Dois intérpretes, uma bailarina e um actor, e um universo percorrido dentro de um limite espacial que se liberta à medida que se liberta o texto, gestos, movimentos, numa fisicalidade despoletadora de acções através do corpo e da palavra.

Dois namorados: Isabel, contrabandista, está no lado de Espanha e quer passar o rio com a mercadoria metida na barriga. Robalo, o guarda-fiscal está em Portugal e tem ordens para atirar a quem passe. Estão os dois parados, num impasse. O rio é que consegue essa proeza, de estar sempre em movimento ao mesmo tempo que está sempre ali.

A história deste espectáculo vai beber ao universo de Miguel Torga toda a essência da sua criação, e através das palavras de Miguel Castro Caldas a dimensão de uma nova visão de Torga.

Ficha Artística e Técnica

Laurinda Chiungue | Direcção Artística

Maria Radich | Interpretação

Miguel Eloy | Interpretação

Laura Frederico | Assistência à encenação

Miguel Castro Caldas | Texto

Pedro Frutuoso | Cenografia

André Nascimento | Música e Sonoplastia

ARTICACC | Desenho de Luz

Cristina Tasqueira | Produção Executiva

Escola da Noite estreia "Animais Nocturnos"


A Escola da Noite estreia no próximo mês de Dezembro a terceira e última produção do ciclo dedicado à dramaturgia espanhola contemporânea. “Animais Nocturnos”, de Juan Mayorga, parte da situação de fragilidade em que se encontram os imigrantes ilegais nas sociedades ocidentais.

Dois vizinhos do mesmo prédio cruzam-se durante meses na escada sem trocar mais do que saudações mecânicas. Um dia, um deles toma a iniciativa e força o diálogo. Iniciam então uma estranha relação, que acaba por alterar radicalmente as suas vidas e as das suas famílias.

“Se eu tenho conhecimento de que alguém está ilegal, sem papéis, imediatamente fico numa posição de superioridade em relação a essa pessoa”, lembrou Juan Mayorga em Coimbra no passado dia 9 de Novembro, quando participava na VI Jornada de Dramaturgia Espanhola Contemporânea, organizada pel'A Escola da Noite. Foi a partir dessa constatação que escreveu “Animais Nocturnos”, em 2004. A peça trata da forma como essa assimetria na relação entre cidadãos pode ou não ser aproveitada (e de como é ou não possível resistir-lhe).

Escrito num país que assiste regularmente à morte de imigrantes ilegais nas praias do mediterrâneo e a pretexto de uma lei específica do estado espanhol, o texto adquire rapidamente uma leitura universal. Com diferentes cambiantes e através de diferentes mecanismos, a divisão de uma sociedade entre membros legítimos e não legítimos, entre cidadãos de primeira e de segunda ou terceira categoria estrutura as nossas vidas e os nossos comportamentos. De uma forma mais profunda e mais próxima de nós do que, como nos mostra Mayorga, gostaríamos de supor.

“Animais Nocturnos” encerra o ciclo de três espectáculos dedicados à dramaturgia espanhola contemporânea, iniciado em Dezembro de 2010 com “Noites de Amor Efémero”, de Paloma Pedrero, e cujo segundo momento foi “Teatro Menor”, de José Sanchis Sinisterra (Junho de 2011).

Com encenação de António Augusto Barros e tradução de António Gonçalves, o espectáculo conta com a interpretação de Maria João Robalo, Miguel Lança, Miguel Magalhães e Sofia Lobo. Para além dos espectáculos para o público em geral, a companhia está já igualmente a aceitar inscrições de escolas da região para sessões especiais durante a temporada de Janeiro de 2012.

Animais Nocturnos

texto Juan Mayorga tradução António Gonçalves encenação António Augusto Barros interpretação Maria João Robalo, Miguel Lança, Miguel Magalhães, Sofia Lobo

M/12 > 90' (aprox.)

Coimbra, Teatro da Cerca de São Bernardo

15 a 23 de Dezembro de 2011 | terça a sábado, 21h30 | domingo, 16h00

5 a 29 de Janeiro de 2012 |quinta a sexta, 21h30 | domingos, 16h00

"Monstros de Vidro" no Teatro Carlos Alberto

"Ay, Carmela" pelo Teatro das Beiras


O Teatro das Beiras apresenta o espectáculo "Ay Carmela!" em Montemor-o-Novo e Portalegre para depois voltar para apresentação de 23 a 26 de novembro na Covilhã. Com encenação de Gil Salgueiro Nave e interpretação de Fernando Landeira e Sónia Botelho.

"Ay, Carmela!" é hoje um texto teatral que ganhou foros de referência obrigatória quando se aborda a criação dramatúrgica dos finais do Séc. XX. Com edições traduzidas para inúmeros idiomas (alemão, francês, grego, inglês, sueco, turco, entre outros), este texto tem dado origem a um conjunto indistinto de criações teatrais um pouco por todo o mundo.

A 19 de novembro, às 21h30, em Montemor-o-Novo, "Ay Carmela" apresenta-se no Cine Teatro Curvo Semedo, numa organização do Projecto Ruínas. De seguida, vamos até Portalegre, para nos apresentarmos no dia 21 de novembro, no XX festival internacional de teatro de Portalegre, no Centro de artes e espectáculos de Portalegre às 21h30, organizado pelo Teatro d'O Semeador.

Na Covilhã, de 23 a 26 de novembro às 21h30 no Teatro das Beiras, o espectáculo "Ay Carmela!" encerra o mês de Novembro.



"As Mulheres de Gil Vicente" na Casa da Comédia

Estará em cena, nos dias 18 e 25 de novembro e 2 de dezembro, pelas 21h45, no Teatro Casa da Comédia, em Lisboa, a peça As Mulheres de Gil Vicente, com adaptação e colagem de textos de Filipe Crawford, que também assina a encenação. Com interpretações de Ana Peres, Carla Carreiro Mendes, Catarina Matos e Sílvia Marques, o espetáculo foi especialmente pensado para o público escolar.


Teatro Nacional D. Maria II #4




João Mota aceitou convite para dirigir Teatro D. Maria II

João Mota, encenador e fundador do Teatro A Comuna, aceitou nesta sexta-feira o convite feito na véspera pelo secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, para dirigir o Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII), depois do afastamento de Diogo Infante do cargo de director artístico.

“A reunião acabou agora e ainda está tudo muito baralhado na minha cabeça”, disse ao PÚBLICO, por telefone, ao princípio da tarde. “Ainda preciso de tempo para pensar seriamente no projecto para o D. Maria. Tenho muitas ideias, mas um projecto é mais do que ideias soltas”, acrescentou.

Também quanto à programação, muito haverá ainda para definir. Porém, João Mota espera “que a programação possa manter-se até ao final de Fevereiro”. E esclarece: “As peças estão a ser feitas. Esse programa tem de se cumprir. Depois de Fevereiro logo se vê.”

Questionado sobre as razões que o levam a aceitar assumir o cargo, confessa: “Nunca pensei em dirigir o Nacional. Aceitei porque é um desafio, tal como foi um desafio fundar A Comuna no pré-25 de Abril, sem dinheiro, sem apoios e em ditadura. Não sei se vou ser capaz, com tão pouco dinheiro e um corte tão grande. O Diogo [Infante] falou nisso muitas vezes nos últimos dias. Menos 36% é muita coisa, mas vou tentar, com muita energia.” E conclui: “Tenho coragem para isso e também me dará muito prazer tentar. O país está em crise, todos temos obrigação de tentar, de fazer a nossa parte.”

“Uma decisão difícil”

O convite para substituir Diogo Infante tinha sido confirmado ao PÚBLICO ontem, quinta-feira, pelo próprio João Mota, 69 anos, que afirmou ser “uma decisão difícil”, acrescentando: “Tenho uma relação muito boa com o Diogo, de grande afectividade. (…) Além disso acho que ele foi um bom director para o D. Maria.”

A substituição do ainda director artístico do teatro, Diogo Infante, foi anunciada quarta-feira, depois de o teatro nacional ter enviado para jornais, rádios e televisões um comunicado em que anunciava a suspensão da programação para 2012, caso o secretário de Estado não encontrasse uma solução para aumentar o orçamento do teatro para o próximo ano.

Diogo Infante, que foi nomeado em 2008 e que se encontrava em funções interinamente (o seu contrato terminou em Setembro), garantiu no referido comunicado que, com o corte orçamental previsto para 2012 – menos 36%, contando com as reduções acumuladas dos dois últimos anos, 2010 e 2011 – não teria condições para assegurar a programação do próximo ano, divulgada no Verão.

Teatro Nacional D. Maria II #3


Diogo Infante foi afastado após suspender programação anual

Viegas quer anunciar novo director do D. Maria II na próxima semana

O secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, conta divulgar o nome do novo director artístico do Teatro Nacional D. Maria II (TNDMII) “ao longo da próxima semana”, lê-se numa breve nota enviada à imprensa. “Competirá à administração do TNDMII em funções, em conjunto com o novo director artístico, definir e assegurar todas as questões respeitantes à programação do teatro.”

A substituição do ainda director artístico do teatro, Diogo Infante, foi anunciada quarta-feira, depois de o teatro nacional ter enviado para jornais, rádios e televisões um comunicado em que anunciava a suspensão da programação para 2012, caso o secretário de Estado não encontrasse uma solução para aumentar o orçamento do teatro para o próximo ano.

Diogo Infante, que foi nomeado em 2008 e que se encontrava em funções interinamente (o seu contrato terminou em Setembro), garantiu no referido comunicado que, com o corte orçamental previsto para 2012 – menos 36%, contando com as reduções acumuladas dos dois últimos anos, 2010 e 2011 – não teria condições para assegurar a programação do próximo ano, divulgada no Verão. Mais tarde, em resposta ao PÚBLICO, Infante mostrava-se disposto a abandonar o cargo: “Se o Governo entender que o TNDMII deve tornar-se um espaço de acolhimento, cedência e aluguer, deixará de fazer sentido um projecto artístico. Nessa circunstância, naturalmente colocarei o meu lugar à disposição.”

A resposta da secretaria de Estado da Cultura (SEC) não tardou. No comunicado que enviou ao fim da tarde de quarta-feira através do seu assessor para a comunicação, João Villalobos, Francisco José Viegas informava que a SEC não tinha intenção de reconduzir Diogo Infante a mais um mandato como director artístico e atribuía o corte orçamental superior a 20% – o valor aplicado a todo o sector empresarial do Estado e, por isso, extensível aos teatros nacionais de São Carlos e São João – ao facto de a administração do Nacional se ter recusado a reduzir custos nos anos anteriores.

Lucinda Canelas in Público

Teatro Nacional D. Maria II #2


Após suspensão anunciada da programação para 2012

Secretário de Estado afasta Diogo Infante da direcção do D. Maria II

A secretaria de Estado da Cultura (SEC) afastou o director artístico do Teatro Nacional Dona Maria II (TNDM II) com efeitos "imediatos". A saída foi confirmada depois de Diogo Infante ter desafiado o Governo, com a suspensão da programação para 2012 e a ameaça da sua demissão.

Diogo Infante "não será reconduzido no seu mandato e deixará, de imediato, de desempenhar as funções de director artístico do TNDMII, cargo que ocupava em gestão corrente depois de terminado o seu mandato em 30 de Setembro", informou a SEC, em comunicado.

"Em caso algum a SEC permitirá o encerramento de qualquer teatro nacional ou a suspensão integral da programação do Teatro Nacional Dona Maria II, tal como foi sugerido pelo seu director artístico", lê-se na mesma nota, onde se sublinha a "incapacidade" assumida pelo próprio director artístico "para honrar os compromissos de programação" do TNDM II.

Perante os cortes transversais impostos pelo Orçamento de Estado de 2012, o director artístico do Teatro Nacional Dona Maria II anunciou a sua “incapacidade para honrar os compromissos de programação” que assumira e, assim, de prosseguir o trabalho que tem vindo a desenvolver.

Diogo Infante, director artístico do TNDM II, em Lisboa, tinha admitido mais cedo ao PÚBLICO que poderia deixar a administração do teatro, na sequência dos cortes anunciados pelo Governo, e depois de já ter anunciado em comunicado a suspensão de toda a programação para 2012.

"Se o Governo entender que o TNDM II deva tornar-se num espaço de acolhimento, cedência e aluguer, deixará de fazer sentido um projecto artístico. Nessa circunstância, naturalmente colocarei o meu lugar à disposição, situação para a qual já alertei directamente o sr. secretário de Estado da Cultura", disse ao PÚBLICO Diogo Infante, em respostas por email.

Maior corte deveu-se a incumprimento, diz SEC

A medida é consequência da austeridade anunciada pelo Governo. No caso do teatro, esse pacote de cortes representa um valor acumulado na ordem dos 36%, agravado pelo aumento da taxa do IVA (23%), anunciou esta quarta-feira o teatro nacional em comunicado, assinado pelo seu director artístico Diogo Infante, na véspera da audição do Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, na comissão parlamentar de Economia e Finanças.

No comunicado, Diogo Infante refere que o corte financeiro, “muito superior ao efectuado nos restantes teatros nacionais (...), ignora três anos de gestão equilibrada e taxas de ocupação recorrentes acima dos 90%, comprometendo de forma irremediável o actual projecto artístico do TNDM II, o seu modelo de gestão e toda a programação projectada para 2012”.

Segundo Diogo Infante esclareceu ao PÚBLICO, o corte financeiro projectado para o TNDM II em 2011 é de 1.050.000 euros (20,1%), contra uma redução nos outros dois teatros nacionais na ordem dos 2,5%". Para 2012, incidirá sobre este montante uma redução de mais de 830 mil euros (20%), o que segundo o director artístico "resultará numa redução acumulada no TNDM II de 1.880.000 de euros (36%)".

A SEC contrapõe: "Quanto ao mencionado valor de 36% de redução nos custos, que o director artístico aponta como superior ao dos restantes teatros nacionais, ele resulta da falta de cumprimento das metas estabelecidas e obrigatórias de redução dos custos operacionais em 15% no ano de 2011. Essa opção de recusa, tomada pela administração do Teatro Nacional Dona Maria II e pelo seu director artístico, leva a que o TNDMII seja agora sujeito a uma redução adicional em 2012 equivalente ao corte obrigatório não efectuado durante o ano de 2011. Deste modo, o TNDMII irá ter uma redução de 36,09% das suas indemnizações compensatórias, no total acumulado relativamente a 2010."

A direcção artística e o conselho de administração do TNDM II alertaram a secretaria de Estado da Cultura para as consequências dos cortes previstos no Orçamento do Estado de 2012, “disponibilizando-se desde sempre para concertar uma solução que viabilizasse um futuro para o TNDM II, com um mínimo de dignidade, qualidade e sentido de serviço público que lhe é exigido e que está reflectido nos seus estatutos e missão”, lê-se ainda no comunicado.

Segundo Diogo Infante, o secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, não encontrou uma solução para o problema junto do Ministério das Finanças ou do primeiro-ministro, não existindo assim condições para continuar com a programação delineada durante este ano.“Perante este cenário, torna-se impossível elaborar um plano de actividades realista e viável para 2012, pelo que nos vemos obrigados a assumir publicamente a nossa incapacidade para honrar compromissos de programação com produtores, encenadores e actores, e com o próprio público”, continua o comunicado, acrescentando que espectáculos como "A Morte de Danton" de Buchner, em co-produção com os Artistas Unidos e Guimarães - Capital Europeia da Cultura e com encenação de Jorge Silva Melo, ou "Lear" de W. Shakespeare, protagonizado por Eunice Muñoz, ficam assim seriamente comprometidos.

Em 2008, Diogo Infante também abandonou as funções de director artístico do Teatro Municipal Maria Matos, dois anos depois de assumir o cargo, alegando não ter meios financeiros suficientes para prosseguir com o programa que tinha delineado para aquela sala.

Cláudia Carvalho in Público

Link: http://www.publico.pt/Cultura/teatro-nacional-dona-maria-ii-suspende-programacao-de-2012-1521200?p=2

Teatro Nacional D. Maria II #1



Teatro D. Maria II suspende programação para 2012

O Teatro Nacional D. Maria II (TNDM II), em Lisboa, anunciou hoje a suspensão da programação para 2012, em resultado das medidas de austeridade do Governo, nomeadamente "o corte financeiro muito superior ao efetuado nos restantes Teatros Nacionais".

Em comunicado, o director artístico, Diogo Infante, afirma que "as medidas de austeridade anunciadas pelo Governo e os cortes previstos no recentemente aprovado Orçamento do Estado atingiram no caso do TNDM II um valor acumulado em 2012 na ordem dos 36%, agravado pelo aumento da taxa do IVA (23%)".

De acordo com Diogo Infante, houve um "corte financeiro [no TNDM II], muito superior ao efectuado nos restantes Teatros Nacionais".

"Parece-nos conter um erro de cálculo e ignora três anos de gestão equilibrada e taxas de ocupação recorrentes acima dos 90%, comprometendo de forma irremediável o actual projecto artístico do TNDM II, o seu modelo de gestão e toda a programação projetada para 2012", justificou.

Este anúncio surge na véspera de o Secretário de Estado da Cultura, Francisco José Viegas, ir à comissão parlamentar de Economia e Finanças dar explicações aos deputados sobre o Orçamento do Estado (OE) para 2012.

Diogo Infante garante que o teatro tentou "sensibilizar a tutela para as inevitáveis consequências de tais medidas", mas que "até à data o secretário de Estado da Cultura revelou-se impotente para, junto do Ministério das Finanças ou do primeiro-ministro, encontrar uma solução que corresponda a uma vontade política de manter em actividade o primeiro teatro do país".

In Diário de Notícias

Link: http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2127550&seccao=Teatro

Wednesday, August 31, 2011

"Amadeus" no Teatro Nacional D. Maria II


"AMADEUS"
8 set a 6 nov 2011

SALA GARRETT
4.ª a Sáb. 21h | Dom. 16h

FICHA ARTÍSTICA
de Peter Shaffer
tradução Maria João da Rocha Afonso
encenação Tim Carroll
cenografia F. Ribeiro
figurinos StoryTailors
desenho de luz Daniel Worm D´Assumpção
consultor musical James Oxley
cravista Shaun Ward
interpretação Carla Chambel, Diogo Infante, Ivo Canelas, João Lagarto, José
Neves, Luís Lucas, Manuel Coelho, Martinho Silva e Rogério Vieira.
figuração especial Bernardo Chatillon, Isabel Costa, Joana Cotrim, João
Pedro Mamede, Luís Geraldo e Maria Jorge (da Escola Superior de Teatro e
Cinema)
produção TNDM II
M/ 12


“A origem de Amadeus esteve num desejo antigo de celebrar Mozart, mas a peça não é, na verdade, apenas sobre Mozart. É também sobre Salieri. É sobre a natureza do sentido de injustiça de um homem”, afirmou Peter Shaffer, em 1992.
Em Amadeus, teatro, música e ficção histórica cruzam-se e são muitos os caminhos abertos pelo ímpeto de vingança de um homem, Antonio Salieri (Diogo Infante), compositor da corte austríaca no século XVIII, em relação a Wolfgang Amadeus Mozart (Ivo Canelas), prova viva de que “a música é a arte de Deus”.
A partir da rivalidade que Pushkin criou entre os dois compositores na sua obra Mozart e Sallieri (1831) e que inspirou a versão teatral de Peter Shaffer, Tim Carroll encena o conflito entre a mediocridade virtuosa e o génio fútil.

"O Prisioneiro da Segunda Avenida" em Campolide



"O Prisioneiro da Segunda Avenida"
Ou: “Os prisioneiros da crise”. Não, não estamos a falar de Portugal, 2011. Estamos a falar dos EUA, década de 70 do século passado. É verdade, já havia crise! E que crise!
Mel e Edna vivem em Nova Iorque, na Segunda Avenida, num prédio para onde se mudaram em pleno boom imobiliário (onde é que já ouvimos isto?), num apartamento equipado com todo o tipo de conforto e inutilíssimos gadgets. Subitamente encontram-se “prisioneiros” de uma vida sufocante, com um encargo acima das suas posses, vizinhos barulhentos, ar condicionado que se mantém teimosamente a uma temperatura polar, um autoclismo que funciona à pancada e um stress que está a dar-lhes cabo da saúde.
Mas tudo isto é o paraíso ao pé do que os espera quando a crise, a verdadeira, avança, e com ela a violência, o desemprego, o trabalho precário (onde é que já ouvimos isto?), e o seu mundo até aí de pequenos desconfortos se transforma num caos completamente fora de controlo.
Como lidar com a crise e sobreviver? A receita de Neil Simon passa por esta genial comédia “acre-doce”, divertida e sarcástica, igualzinha à realidade que, hoje e aqui, é mais oportuna do que nunca.
Chorar para quê, se se pode rir com “O Prisioneiro da Segunda Avenida”!
No Sport Lisboa e Campolide, de 5ª a domingo, às 21h30, a partir de 25 de Agosto até 4 de Setembro.

Sport Lisboa e Campolide 25, 26, 27 e 28 de Agosto e 1, 2, 3 e 4 de Setembro de 2011
21h30 | 28 de Agosto e 4 de Setembro 17h · Auditório do Sport Lisboa e Campolide

Texto Original: Neil Simon
Encenação e Cenografia: Frederico Corado
Com: Paulo César, Cátia Garcia e Carlos Martins
E a participação especial de Hugo Rendas, Lauro António e Maria Eduarda Colares
Tradução: Maria Eduarda Colares
Direcção Técnica e Desenho de Luz: Ricardo Campos
Cabelos: Carlos Feio
Contra-Regra: Victor Tavares
Construção: Mestre Manuel Victória
Uma Produção Entrar Em Palco
Estreia 25 de Agosto 2011

Sport Lisboa e Campolide
Rua Victor Bastos, 31 A Campolide | 1070-283 Lisboa
entradas 5€
informações e reservas: 93 962 9012

Tuesday, June 21, 2011

Teatro Serve-se Cru em Campolide



"A Carne Submersa"

Estreou ontem (dia 21) no espaço do Sport Lisboa e Campolide, agora (e em boa hora) aberto ao teatro, o espectáculo "A Carne Submersa" pelo Teatro do Azeite numa encenação de Miguel Raposo. Um espectáculo cru e espantoso, cheio de teatro e de letras, com oito actores em palco a fazerem a sua pequena revolução e a estrearem no próprio dia em que o novo governo toma posse em Portugal gritando em cena que acabou a esperança...
Para eles podemos dizer que o caminho brilhantemente iniciado com os seus anteriores espectáculos se solidifica neste novo irreverente projecto para maiores de dezoito anos.
O Sport Lisboa e Campolide está também de parabéns pela abertura deste espaço ao teatro porque em alturas em que se fecha o Ministério da Cultura todos nós somos responsáveis pelo avanço cultural do país e um Clube como este abraçar um projecto teatral deste género vem demonstrar uma maturidade que é de ser seguida por outros Clubes, Associações e Colectividades espalhadas por todo Portugal.
Guia dos Teatros

estará em cena de 21 a 27 de Junho ás 21h30
no Sport Lisboa e Campolide
Rua Victor Bastos, 31 A Campolide
1070-283 Lisboa
http://www.jfcampolide.com/instituicoes.php?cat_id=5&id=35

entradas 5€
informações e reservas:
916 742 133
964 151 591
M18


Porquê dar espaço a uma viagem que se determina falhada de início? Porque vão oito jovens criadores sangrar a batalha do profundo e do significativo? Porque esperar dói mais? Porque não há outra alternativa face à quietude que paira nos lares, nos espaços caseiros que, habitados, não gemem vida alguma? Projectam-se também outros textos - memórias, mais próximos às bocas dos criadores, dando lugar ao porvir da criação autobiográfica-ficcionada-não me interessa. E assim dançamos cansados, derrotados apenas pelo tempo, desesperados, porque só o desespero nos traz fogo. Para que possamos continuar. A falhar. A falhar nesta revolução. Que é o amor.
Miguel Raposo

" O filme -- inspirado, baseado ou pretextado num texto meu -- é uma obra maléfica."
Herberto Helder

encenação Miguel Raposo
vídeo Tiago Costa
interpretação Carlos Malvarez, Eduardo Frazão, Filipa Marcos, Hugo F. Matos, Maria Leite, Miguel Raposo, Pedro Oliveira e Sílvia Almeida
produção Teatro do Azeite

Wednesday, June 8, 2011

"Casamento Em Jogo" no Trindade

Marcha de Campolide em documentário




A Marcha de Campolide é o tema de um documentário do realizador Frederico Corado.
As produtoras Entrar Em Palco e Magazin Produções, estão neste momento a produzir um documentário sobre a Marcha de Campolide, acompanhando as últimas semanas de ensaios que antecedem o desfile na Avenida.
O realizador Frederico Corado, autor deste documentário, tem estado a viver o ambiente em que decorrem as várias fases da Marcha, desde a construção dos arcos e figurinos à música e coreografia, e a acompanhar a azáfama dos participantes na Marcha – habitantes do Bairro de Campolide, ensaiador, construtores, figurinista, costureiras, músicos, etc.
Frederico Corado leva-nos numa viagem através da vida e do trabalho que estão por detrás de uma marcha de Lisboa, um esforço inimaginável que o público não vê na Avenida da Liberdade no dia 12 de Junho, escondido sob as cores dos arcos e dos trajos e nos sorrisos de quem marcha Avenida fora. As histórias, as paixões, a história, as raizes, o coração e a razão, o amor à camisola, o aquecer das almas, o enrouquecer das vozes, tudo isto faz parte de “A Nossa Marcha é Linda!”.
Frederico Corado acompanhará a Marcha de Campolide e os seus marchantes até ao fim dos ensaios, à apresentação no Pavilhão Atlântico, à marcha pela Avenida, à emoção da espera dos resultados e às saidas nos dias seguintes. Tudo isto fará parte da Marcha e da vida dos seus participantes e ficará para sempre registada neste filme.
“A Nossa Marcha É Linda!” conta com o apoio do Sport Lisboa e Campolide e ainda o apoio institucional da EPAL Museu da Água e está agora na fase de rodagem, seguindo-se a montagem e sonorização, prevendo-se a finalização em inícios de Novembro, altura em que começará o circuito dos festivais.

Para mais informações www.anossamarchaelinda.blogspot.com

Thursday, May 5, 2011

Suspensão

Temos recebido dezenas de mensagens de leitores que habitualmente frequentam este espaço e que estranham a ausência de movimentação do Guia dos Teatros.
Apenas umas palavras para justificar o porquê desta paragem provisória... Estamos neste momento a reestruturar o Guia dos Teatros e a angariar fundos para poder tornar este trabalho mais regular e global de maneira a poder chegar a mais pessoas não só através desta edição em blog, mas também através de um site e de uma edição impressa.
Tencionamos que este período de reestruturação seja rápido.
Até lá estamos no facebook.
Até já

Wednesday, February 2, 2011

Trailer" "Black Swan"

Distinção póstuma a Seara Cardoso releva “dimensão e qualidade” do teatro de marionetas


João Paulo Seara Cardoso fundou o Teatro de Marionetas do Porto em 1988 e o cenário que enquadra esta modalidade artística não voltou a ser o mesmo. A Associação Portuguesa de Críticos de Teatro (APCT) é desta opinião e, três meses após a morte do portuense, distingue-o com o Prémio da Crítica de 2010. O Festival Internacional de Marionetas de Lisboa (FIMFA), que conta já uma década, também é galardoado.

O prémio é dividido. O FIMFA merece por “dez anos de trabalho perseverante e continuado na apresentação, em Portugal, do que de mais interessante e importante existe no Teatro de Marionetas, Objectos e Formas Animadas”, informa a APCT, em comunicado.

A escolha é da responsabilidade de Alexandra Moreira da Silva, João Carneiro, Maria Helena Serôdio e Rui Pina Coelho, os quatro membros do júri que consideram que sem João Paulo Seara Cardoso, desaparecido a 29 de Outubro, na sequência de complicações motivadas por um cancro pulmonar, “o Teatro de Marionetas em Portugal não existiria na sua forma, dimensão e qualidade actuais”.

Na cerimónia de entrega destes prémios, que decorre na tarde de 12 de Março, no Jardim de Inverno do Teatro São Luiz, em Lisboa, a APCT vai ainda atribuir três menções honrosas: a Miguel Guilherme, “pelo brilho e excelência singular na composição” para O Senhor Puntila e o seu criado Matti; a Luís Castro, da companhia Karnart, “pela inspirada e brilhante teatralização do universo de Raúl Brandão”, em Húmus; e a Carla Miranda, Maria do Céu Ribeiro e Miguel Eloy, por “três interpretações justíssimas da partitura” de Howard Barker, em Mulheres Profundas/ Animais Superficiais, na qual “aliam rigor e instinto num trabalho de invulgar qualidade”.
Hugo Torres in "Público"

Temporada 2011 da Companhia Nacional de Bailado

"Sombras" de Ricardo Pais no Teatro Nacional São João


Sombras de Ricardo Pais é e não é teatro. Tem o seu coração no Fado e inclui composições originais de Mário Laginha, mas a lógica dramatúrgica não advém exclusivamente da música. Sombras assenta num apurado guião de textos onde Frei Luís de Sousa (1843) e Castro (1587) detêm um valor matricial, e que é atravessado pelos nossos fantasmas lendários, o gosto das pequenas histórias, a melancolia das variedades, a vigor do fandango, o prazer cénico de experimentar os opostos – e a força percussiva da mais alta literatura dramática. Após a assombrosa recepção em Novembro passado, e antecedendo a apresentação no Théâtre de la Ville (Paris), Sombras reaparece no seu palco originário. Três oportunidades para avaliar da materialidade destes assombramentos e incandescências da nossa natureza teimosa e paradoxal. A nossa alma é uma coisa concreta.

uma criação Ricardo Pais vídeo Fabio Iaquone, Luca Attilii música original e direcção musical Mário Laginha coreografia Paulo Ribeiro cenografia Nuno Lacerda Lopes figurinos Bernardo Monteiro desenho de luz Rui Simão desenho de som Francisco Leal voz e elocução João Henriques consultor musical (fados) Diogo Clemente encenação Ricardo Pais assistência de encenação Manuel Tur interpretação José Manuel Barreto, Raquel Tavares (fadistas); Emília Silvestre, Pedro Almendra, Pedro Frias (actores); Carla Ribeiro, Francisco Rousseau, Mário Franco (bailarinos); Mário Laginha, Carlos Piçarra Alves, Mário Franco, Miguel Amaral, Paulo Faria de Carvalho (músicos); Albano Jerónimo, António Durães, João Reis e Teresa Madruga (participação especial em vídeo) produção TNSJ em co-produção com Centro Cultural Vila Flor, Teatro Viriato, São Luiz Teatro Municipal colaboração OPART duração aproximada 1:45 classificação etária M/12 anos

De 17 a 19 de Fevereiro no Teatro Nacional São João

"Brilharetes" Artistas Unidos estreiam no Centro Cultural do Cartaxo





BRILHARETES de Antonio Tarantino
Tradução Tereza Bento Com João de Brito e Tiago Nogueira Cenário e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Fotografias Jorge Gonçalves Assistência Joana Barros Apoio à produção João Meireles Um espectáculo de João de Brito e Tiago Nogueira com a colaboração de Jorge Silva Melo Co-produção Artistas Unidos/ LAMA/ Molloy Associação Cultural M16
Estreia no Centro Cultural do Cartaxo a 25 de Março
6ª 25 e Sáb 26 às 21h30
Ensaios abertos:
Faro (CAPA), 6ª 11 e Sáb 12 de Fevereiro
Loulé (Casa da Cultura), 6ª 18 e Sáb 19 de Fevereiro
Setúbal (Teatro Estúdio FonteNova) 5ª 24 e 6ª 25 de Fevereiro
Montemor-o-Novo (Cine -Teatro Curvo Semedo), Sáb 26 de Fevereiro
Tavira (Teatro Al Masrah / Espaço da Corredoura), 6ª 4 e Sáb 5 de Março
Sintra (Teatro Reflexo), 6ª 11 e Sáb 12 de Março
Alcobaça (Armazém das Artes), 6ª 18 e Sáb 19 de Março

Programação Teatro no Inverno

A Escola da Noite acolhe Teatro Meridional em residência artística no TCSB




O Teatro Meridional estará em residência artística em Coimbra, no Teatro da Cerca de São Bernardo, entre 7 e 13 de Fevereiro. O programa inclui dois dos mais recentes espectáculos - “Contos em Viagem: Cabo Verde” e “1974” - , um recital de poesia, um workshop, uma exposição, um documentário e várias oportunidades de conversa com o público.

Recentemente distinguido com o Prémio Europa Novas Realidades Teatrais (entre vários outros prémios que recebeu ao longo dos anos) e com a mesma idade d'A Escola da Noite, o Teatro Meridional é uma das mais importantes companhias de teatro portuguesas. O seu original e consistente percurso artístico distingue-se no panorama nacional e internacional pela importância atribuída ao trabalho do actor e por três linhas essenciais de reportório: a encomenda de textos originais, a adaptação de textos não teatrais (com predominância para a literatura lusófona) e o cruzamento em palco de várias linguagens artísticas, criando espectáculos em que a palavra “não é a principal forma de comunicação cénica”.
Os espectáculos escolhidos para esta residência artística em Coimbra são dois belíssimos exemplares deste percurso: “Contos em Viagem” reúne textos (prosa e poesia) de mais de uma dezena de autores cabo-verdianos; “1974” é uma interpelação poética aos espectadores sobre o país em que vivem, a partir de três períodos essenciais do passado recente – a Ditadura, o 25 de Abril e o pós-revolução e a entrada de Portugal na Comunidade Europeia. Em termos cénicos, o espectáculo adopta “um ponto de vista sensorial”, destacando-se, perante a quase ausência de palavras, o rigoroso trabalho (corporal, coral) dos actores, a banda sonora original de José Mário Branco e o trabalho plástico (cenário e figurinos) de Marta Carreiras.
Ainda no âmbito da residência, a actriz e encenadora Natália Luíza (co-directora da Companhia) apresentará o recital “Portugal dos Poetas”, o director artístico Miguel Seabra dirigirá um workshop para jovens actores e estudantes do ensino artístico e serão exibidos um documentário e uma exposição fotográfica sobre a preparação do espectáculo “1974”.
Como é objectivo deste modelo de residências (desde 2009, o TCSB já acolheu assim o Teatro O Bando, Vera Mantero e Joana Providência), o público terá assim oportunidade de contactar com uma mostra alargada do trabalho e do percurso criativo da companhia, podendo inclusivamente aproveitar para trocar impressões e debater com os artistas em várias ocasiões – conferência de Miguel Seabra, conversas após os espectáculos, entre outras.
À excepção dos espectáculos “Contos em Viagem” e “1974” (para os quais é possível adquir bilhete conjunto em condições especiais) e do workshop (cujo número máximo de inscrições foi rapidamente atingido), todas as restantes iniciativas têm entrada livre.
Aceite o convite destes dois grupos e faça-nos companhia

"Despedida de Solteiro" pela Utopia Teatro



Quatro homens.
Um quarto de motel.
Uma stripper.
Um fim de noite surpreendente...
Eles são quatro motoristas de transportes públicos. Dois são irmãos: o mais novo, ainda a recuperar de um “estranho colapso nervoso”, vai casar-se para a semana; o mais velho decidiu organizar uma despedida de solteiro para concretizar a sua mais delirante fantasia sexual. Cada um convida o seu melhor amigo. Todos colegas de profissão. Um deles conhece a moça certa; o outro, o espaço certo. Quatro homens num quarto escuro à espera. E ainda o recepcionista da obscura pensão, intermediário voyeur entre o serviço e os clientes. Mas um deles esconde ainda um último segredo para a ocasião. Só falta chegar a “cereja no topo do bolo”: o que acontecerá quando aparecer "Lou Lou"?

Quando?
3 a 26 de Fevereiro
Quinta a Sábado, 21h30

Onde?
Casa de Teatro de Sintra
(Rua Veiga da Cunha, nº 20)

Bilheteira
Normal: 10€
Menores de 25 anos, maiores de 65 anos e Cartão Amigos Chão de Oliva: 7,5€
Grupos (5 ou mais pessoas): 5€
RESERVAS: ligue 96 624 79 34 ou escreva para geral@utopiateatro.com

Classificação etária:
Maiores de 18 anos (aguarda confirmação)
ADVERTÊNCIA: este espectáculo contém linguagem explícita e cenas passíveis de chocar alguns espectadores

Ficha Técnica e Artística
Texto e encenação: Nuno Vicente
Cenografia e Guarda-Roupa: Joana Mendão (com André Sobral)
Montagem: Nuno Teixeira
Fotografia: Francisco Gomes, Paulo Martins
Interpretação: André Sobral, FIiipe Araújo, João Mais, Paulo Campos dos Reis, Paulo Martins, Ricardo Soares e... "Lou Lou"
Produção: Rui Braz
Agradecimentos: Flávio Tomé
Media Partners: Jornal de Sintra, Jornal da Região, Correio de Sintra, Cidade Viva, Actual Sintra
Apoio: Câmara Municipal de Sintra, Café-Bar 2 ao Quadrado, Chão de Oliva - Centro de Difusão Cultural em Sintra

F. Murray Abraham em Theater Talk

"Auto da Barca do Inferno" no Theatro Circo




"Auto da Barca do Inferno" de Gil Vicente

7 a 9 de Fevereiro – 11h/15h
10 de Fevereiro – 15h/21h30
Sala Principal do Theatro Circo

Indo de encontro aos desejos do público, nomeadamente das escolas, a CTB – Companhia de Teatro de Braga repõe Auto da Barca do Inferno, de Gil Vicente, na Sala Principal do Theatro Circo, em Fevereiro. A peça, com duas sessões diárias, será apresentada dias 7, 8 e 9, às 11h e às 15h; e no dia 10, às 15h e às 21h30. Com as restantes sessões especialmente dirigidas ao público escolar mediante marcação, a sessão nocturna do dia 10 é aberta ao público em geral.

Partindo do texto original e preservando o português da época, o espectáculo sobre a nossa memória identitária, numa encenação de Rui Madeira, explora num tom realista e contemporâneo os sentidos mais profundos de Gil Vicente.


Sinopse:
Será que a maledicência, o orgulho, a usura, a concupiscência, a venalidade, a petulância, o fundamentalismo, a inveja, a mesquinhez, o falso moralismo cristão… têm entrada directa no Paraíso? Ou terão de passar pelo Purgatório? Ou vão directamente ao Inferno? E a pé, de pulo ou voo?
Aliás, onde fica e como designamos o Lugar onde estamos? E que paraíso buscamos?
Uma revisão da CTB, em demanda da modernidade sobre o texto Vicentino e o prazer do jogo teatral.
Rui Madeira

Ficha Artística:
autor: Gil Vicente
encenador: Rui Madeira
actores: Alexandre Sá, André Laires, Carlos Feio, Jaime Soares, Lina Nóbrega, Rogério Boane, Solange Sá
figurinos: Sílvia Alves
desenho de luz: Fred Rompante
espaço cénico: Rui Madeira
desenho de som: Pedro Pinto
Fotografia: Manuel Correia, Paulo Nogueira
Grafismo: Carlos Sampaio

Dramaturgia Viva no TNDMII

Noite de Reis

Laginha na reabertura do Cine-Teatro Louletano




“Mongrel” é o nome do espectáculo que Mário Laginha Trio apresenta, hoje, pelas 21h30, no Cine-Teatro Louletano, no dia em que esta casa de espectáculos abre as portas após obras de remodelação.

Ao piano, Mário Laginha, faz-se acompanhar por Bernardo Moreira, no contrabaixo, e Alexandre Frazão, na bateria, num trabalho concebido para assinalar o bicentenário do nascimento de Frédéric Chopin (1810-49).
«Durante o espaço de tempo em que escolhi as peças de Chopin que queria incluir neste disco, fui relembrando que a profusão de melodias e a riqueza harmónica são uma constante em toda a sua música. No Scherzo, na Balada, na Fantasia e até nos Nocturnos, só utilizei parte dessas melodias (por vezes uma só). Tomei muitas liberdades. Mudei compassos, tempos, modifiquei algumas harmonias - até mesmo melodias - criei espaço para a improvisação, enfim, nunca me abstive de alterar aquilo que me pareceu necessário para aproximar a música de Chopin do meu universo musical. Tinha que o fazer. Ironicamente, embirro solenemente com versões de temas clássicos em que lhes acrescentam um ritmo de jazz ou pop. Nunca o faria. Quis deixar reconhecível a fonte musical, mas fiz os possíveis por não ter uma deferência tal que me inibisse de transformar o que quer que fosse.
Este disco é uma espécie de heresia a transbordar respeito pelo compositor. E parece-me quase um dever homenagear um dos maiores improvisadores de todos os tempos com uma música que tem na sua matriz a improvisação.
Uma última nota sobre o nome do CD. A música que aqui está não é exactamente a que Chopin escreveu, está contaminada por outras. Nesse sentido é uma música mestiça. Como para o imaginário português a palavra mestiço remete muito para África, fui à procura de outra, noutra língua, que tendo o mesmo significado, não sugerisse uma relação (que neste caso não existe) com esse universo. Encontrei. É "Mongrel"» (Mário Laginha).

Sobre Mário Laginha

A sua carreira tem sido construída ao lado de outros músicos, de uma forma constante e intensa. E com raras excepções: o primeiro disco a solo, “Canções e Fugas”, é editado em 2006.
Para Mário Laginha, fazer música é sobretudo um acto de partilha. E tem-no feito com personalidades musicais fortes.
O duo privilegiado com a cantora Maria João resulta num dos casos mais consistentes e originais da actual música portuguesa. A parceria de Mário Laginha com Maria João resultou numa dezena de discos e na participação em alguns dos mais importantes festivais de Jazz do mundo: Festival de Jazz de Montreux, Festival do Mar do Norte, Festival de Jazz de San Sebastian, Festival de Jazz de Montreal...
Com Bernardo Sassetti é partilhado o mesmo instrumento: uma formação pouco frequente na área do jazz, que ganha com o facto de ambos construírem um universo único, à volta das suas próprias composições. Com muito em comum, e também com acentuadas diferenças, conseguem um equilíbrio invulgar. Juntaram-se pela primeira vez em 1998 e gravaram desde então dois álbuns.
Pedro Burmester (com quem também tem um disco gravado) tem sido a sua principal ponte com a música clássica, desde finais dos anos 80. Laginha leva a sua bagagem musical para um repertório do século XX, oferecendo-lhe um forte sentido rítmico.
Criou o Trio de Mário Laginha com o contrabaixista Bernardo Moreira e o baterista Alexandre Frazão. Esta é talvez a formação que mais próxima está do jazz, ainda que não com um estilo convencional, donde resultou muito recentemente um disco gravado em estúdio, “Espaço”.
A sua carreira leva mais de 20 anos: foi um dos fundadores, em 1984, do Sexteto de Jazz de Lisboa e criou o Decateto de Mário Laginha (1987). A sua personalidade musical era já muito evidente no disco “Hoje” (1994) – o primeiro que assinou com o seu nome.

Ademar Dias in "Algarve Notícias"

João Lagarto e Vítor Norte em Alcochete apresentam recital no Forum Cultural


Os actores João Lagarto e Vítor Norte são os protagonistas do recital que vai acontecer no Fórum Cultural no próximo sábado, 5 de Fevereiro, às 21h30, um evento integrado na programação da CultRede, numa parceria com o Município de Alcochete.
Este espectáculo humorístico, que envolve poesia e teatro, transforma-se num recital de ritmo avassalador, que rompe com o silêncio numa viagem de sessenta minutos por textos de autores consagrados.

Imagine-se a mudar constantemente de posto de rádio, apanhando fragmentos dos programas mais diversos e não estará muito longe deste espectáculo que se vai realizar em Alcochete.
Com interpretação dos dois famosos artistas, este recital produzido por António Gonçalves Pereira é dirigido a maiores de 12 anos com ingressos a €7,50 e desconto de 20% para menores de 18 anos.
Com uma vasta experiência no mundo do teatro e cinema, João Lagarto nasceu em Lisboa em 1954 e estreou-se no teatro de revista após a conclusão do Curso de Formação de Actores no Conservatório Nacional, em 1974.
No seu currículo consta a participação em numerosos grupos de teatro, desde o Centro Dramático de Évora, Os Bonecreiros, Os Saltitões, o Teatro Maizum, A Comuna, o Teatro da Malaposta ao Teatro Nacional D. Maria II.
A sua entrada no cinema teve início em 1978 com o filme Histórias Selvagens de António Campos, depois foi dirigido por vários realizadores portugueses conceituados em mais de 30 películas, das quais destaca No Dia dos Meus Anos de João Botelho (1992) e Adeus Pai de Luís Filipe Rocha. Tem também uma extensa carreira na televisão como apresentador de programas e actor de séries e novelas como A Banqueira do Povo (1993), Polícias (1996), Os Lobos (1998), Esquadra de Polícia (1999), A Febre do Ouro Negro (1999), O Processo dos Távoras, Alves dos Reis um Criado ao seu dispor (2001), Baía das Mulheres (2004), O Regresso da Sizalinda (2006), Resistirei (2007), Damas e Valetes e Um lugar para viver (2009).
Vítor Norte instalou-se em Lisboa aos 17 anos, onde teve aulas de ballet e frequentou oficinas de mímica e pantomima na Fundação Calouste Gulbenkian. Estreou-se como actor na Casa da Comédia.
Da sua carreira no teatro, salienta a participação em peças como Ay Carmela no Teatro Ibérico, Volpone de Ben Johnson no Teatro Aberto, Às Seis o Mais Tardar de M. Perrier no Instituto Franco Português, entre outras.
Estreou-se na televisão em Vila Faia (1982), a que seguirá a participação em numerosas séries e mini-séries, entre as quais Rua Sésamo (1990), Cluedo (1995), Alentejo Sem Lei (1990), Os Melhores Anos (1990), O Bairro da Fonte (SIC, 2000) ou Capitão Roby (SIC, 2000); telefilmes - Mustang de Leonel Vieira e Monsanto de Ruy Guerra; novelas (2007 - Ilha dos Amores, 2005 - Ninguém como Tu, 2003 - Queridas Feras, 2001 - Ganância, 1995 - Desencontros, 1994 - Na Paz dos Anjos).
No cinema tem uma presença regular com destaque para a sua participação em A Vida é Bela, Cinco Dias, Cinco Noites, A Mulher do Próximo, Os Cornos de Cronos, No dia dos Meus Anos, Sapatos Pretos, Ao Sul, A Mulher Polícia, entre muitos outros.

Para mais informações e aquisição de bilhetes para o recital contactar o Fórum Cultural de Alcochete através do 212 349 640 ou do endereço electrónico forum.cultural@cm-alcochete.pt.