Tuesday, June 14, 2016

"Prado de Fundo" no Teatro da Politécnica


PRADO DE FUNDO dos SillySeason Criação e interpretação Ana Sampaio e Maia, Cátia Tomé, Ivo Silva, Ricardo Teixeira e Rita Morais Criação e vídeo João Cristóvão Leitão Luz Sara Garrinhas Comunicação Tiago Mansilha Produção SillySeason Apoio Artistas Unidos, CCVF, O Espaço do Tempo, Rua das Gaivotas6 e Teatro Praga Projeto financiado Direcção-Geral das Artes e Fundação GDA M16

No Teatro da Politécnica de 15 a 25 de Junho
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª a Sáb. às 21h00
Reservas | 961960281 | 213916750 (dias úteis das 10h00 às 18h00)

Comprei uma moldura. E só depois tirei a fotografia.

É uma questão de confiança. Pode confiar-se numa moldura, já numa fotografia…

Prado de Fundo


Partindo do universo d’O Cerejal, de Anton Tchekov, procuramos explorar a fotografia e o seu poder representativo apaziguador que prova desesperadamente a veracidade dos eventos vividos. Mesmo aqueles que não aconteceram.
Prado de Fundo pretende questionar a infalibilidade da memória e da documentação no acto teatral. É a revelação dos cantos da fotografia que ficam escondidos pela moldura. Será algo menos real porque não o vemos?


Fotografia © Alípio Padilha

"Variações, de António" no São Luiz


"... Não quero saber se é na aula magna, se é no coliseu, se não convidarem a Amália, eu não vou e ponto final..."

Variações, de António está a chegar! 24 JUN a 10 JUL.
Reserve o seu lugar: http://bit.ly/1UNsXuO


Lisboa. Anos 80.
António e Amália estão prestes a cantar no mesmo palco. Faltam poucas horas. Será um dos momentos mais importantes na vida do cantor, barbeiro, esteta, lisboeta minhoto e minhoto universal, que nunca foi uma coisa só, mas sim um homem de muitas variações com nome de santo. Faltam poucas horas para o espectáculo. Repetimos. E nestas poucas horas, uma vida inteira regressa ao primeiro anoitecer em Fiscal, onde todas as sombras eram feitas de medo e a infância fazia-se a cantar.
Texto, encenação e cenografia: Vicente Alves Do Ó
Interpretação: Sérgio Praia
Desenho de luz: Paulo Santos
Direcção de produção: Ruy Malheiro
Assistente de produção: André de La Rua




Actor Português, João Rei Villar, em super produção em York!






João Rei Villar, o actor, autor e encenador português, está actualmente em cena a contracenar com Phillip McGinley (Anguy - Guerra dos Tronos), nas York Mystery Plays, uma super-produção patrocinada pelo Príncipe André, Duque de York, e dirigida por Phillip Breen, encenador da Royal Shakespeare Company.

O conjunto de peças bíblicas que formam as York Mystery Plays, será o mais importante evento cultural do ano no Reino Unido, esperando-se mais de quarenta mil espectadores vindos de todo o mundo para assistir à produção em cena de 26 de Maio a 30 de Junho, e que tem como palco a Catedral (Minster) da Cidade de York. João Rei Villar tem participado em diversas produções teatrais como actor e como encenador, desde que se estabeleceu no Reino Unido. Em Portugal, na SP Televisão, foi um dos autores de Laços de Sangue, galardoada com um Emmy em 2011.

Mais informação no site oficial: https://yorkminster.org/mysteryplays2016/home.html

"MULHERES QUE VOAM" na Barraca


MULHERES QUE VOAM
Sinopse
De todas as Artes, aquela que mais lutou pela emancipação da Mulher, foi o Teatro. No decorrer da História, inúmeras peças comoveram audiências e invadiram consciências  com histórias de coragem, historias de mulheres belas, histórias de mulheres leais, que muitas vezes esqueceram as suas qualidades e o seu poder , ou o usaram, em prol dos outros. Para um grupo maioritariamente formado por essas belas criaturas, escolhemos uma peça , composta por quatro textos que na nossa visão refletem mulheres fortes e com caráter que merecem ser chamadas de tal. Percorremos a História da Mulher no Teatro e procurámos que todas fossem diferentes na sua força, mas que toda essa força convergisse  num único objetivo: fazê-las voar.

Ficha Artística:
Textos de:  Aristófanes, Molière, Goldoni e Dario Fo
Extraídos das comédias Lisístrata, Escola de Mulheres, A Estalajadeira e Alice no Pais sem Maravilhas

Encenação e Dramaturgia: Maria do Céu Guerra
Assistente de Encenação: Rita Soares

Interpretado pelos alunos do Curso de Artes do Espectáculo e Interpretação das escolas
IDS - Instituto de Desenvolvimento Social e D. Pedro V

Adeneize Neto - Mulher Grega / Polícares
Alexandre de Castro - Velho / Filho do Cinésias / Hilário
Ana Silva - Mirrina / Alice
Beatriz Gonçalves - Cleonice / Dejanira
Bruno Monteiro - Velho / Arnolfo / Coelho
Bruno Robalo - Cinésias / Conde de Albafiorita / Pai da Alice / Macaco
Diogo Varela - Velho / Marquês de Fornipópoli
Gonçalo Santos - Velho / Fabrício / Horácio / Gato
Joana Fonseca - Velha / Mulher Grega / Alice
Joana Marta - Inês / Alice
Jorge Barata - Magistrado / Cavaleiro / Marido da Alice / Porco
Kateryna Petreanu - Lâmpito / Alice / Hortência
Margarida Fernandes - Lisístrata / Alice
Margarida Santos - Velha / Mulher Grega / Professora da Alice
Natália Pires - Estratílis / Alice
Patrícia Martins - Velha / Mulher Grega / Mirandolina / Alice
Raquel Silva - Velha / Mulher Grega / Mãe da Alice
Rita Barros  - Velha / Mulher Grega / Alice
Susana Balegas - Velha / Georgina /  Alice

Ficha técnica:
Som: Ricardo Santos
Luz: Fernando Belo e Paulo Vargues
Figurinos: Barraca
Cartaz: Alexandre de Castro, Cláudio Fialho, Joana Marta Sotomaior e Rita Barros
Produção: Natália Pires, Rita Barros, Margarida Santos, Ana Silva, Margarida Fernandes, Inês Costa e Paula Coelho

Agradecimentos:
Miguel Gago
Zélia Santos
Barraca
Sérgio Moras
Ana Maria Carvalho
Adérito Lopes
Mariana Abrunheiro

14 a 18 de Junho às 21h30 - 19 de Junho às 16h00

Entrada Livre
Reservas: 213965360 |213965275 | bilheteira@abarraca.com

"OLGA" | Teatro Ibérico


OLGA é o último espetáculo do tríptico Três Irmãs, a partir de Tchekhov, que começou com Irina, de Luísa Monteiro, em Dezembro de 2015 na Lx Factory e Macha, de Valério Romão, em Março de 2016, no Teatro Ibérico.

Olga, a professora primária, a irmã mais velha, a que veste azul. Olga, escrita por Rui Pina Coelho, segue a vida que lhe ensinaram no Colégio em que agora dá aulas, espartilhando ambições entre palavras, sufocando pelo tédio de que a vida passe sem nunca a poder agarrar. O pensamento de Olga sabe ser silêncio e riso. É sábio e cínico. Olga, a Santa, sacrificando os dias em orfandade em prol do futuro belo que virá. Tripalium! Nem Irina chegou a ir para a fábrica, nem Macha se desfez do teatro. Mas Olga, fechada no Colégio, de cansaço em cansaço, acabou por viver o infinito.  Se ela soubesse...

Texto: Rui Pina Coelho | Criação: Cátia Terrinca e Francisco Salgado | Imagem e Desenho: Luz João P. Nunes | Apoio à Cenografia: Suzana Alves de Almeida | Interpretação Cátia Terrinca | Apoio à Criação Jesús Manuel | Produção Ana Pestana | Comunicação Ruy Malheiro
#11 Projeto UMCOLETIVO

Lojas Humana | LUZEIRO | PortTravel | Associação Iuri Gagarin | Centro Estudos | Eslavos | Junta de Freguesia da Ajuda

OLGA
Escola Básica No60
Rua Coronel Pereira da Silva No18, Ajuda
20 a 26 de Junho de 2016, às 22h
geral.umcoletivo@gmail.com
937 680 953
www.umcoletivo.pt

"Vaijantes Solitários" de Joana Craveiro | Fábrica Braço de Prata


VIAJANTES SOLITÁRIOS
de Joana Craveiro
 
De 16 a 26 de junho, o Teatro Nacional D. Maria II apresenta, na Fábrica do Braço de Prata, Viajantes solitários. Um espetáculo de Joana Craveiro, construído a partir de uma extensiva recolha de histórias de vida e de ‘estrada’ de camionistas.

Um espetáculo intimista — apresentado dentro de um camião — que explora as possibilidades poéticas dessas vidas de permanente deslocação, vidas também de quilómetros de solidão, de distâncias físicas das famílias, de passagens, de noites fugazes, de um conhecimento geográfico de autoestradas, estradas nacionais, restaurantes de beira de estrada, hotéis.

Em que pensam estes homens durante todos aqueles quilómetros?

Viajantes Solitários é uma espécie de manual de um viajante singular, sem deixar de estabelecer relações com uma inquietação portuguesa que bem conhecemos — a de partir; e, estando lá fora, a vontade de regressar.

Tuesday, January 13, 2015

“A Vida Trágica de Carlota, A Filha da Engomadeira” em Viana do Castelo


A tragicomédia musicada  “A Vida Trágica de Carlota, A Filha da Engomadeira”, de e com Fernando Gomes, a partir da obra “Coisas Espantosas” de Camilo Castelo Branco, está de volta ao Teatro Municipal Sá de Miranda, entre os dias 16 de janeiro e 14 de fevereiro, de quarta a sábado, às 21h30 e dia 7 de fevereiro também às 16h00.

Estreado no 23º aniversário do CDV, “A Vida Trágica de Carlota, a Filha da Engomadeira” esgotou o Teatro Municipal Sá de Miranda em todas as representações, senda esta reposição uma oportunidade para todos quantos ainda não assistiram ao espetáculo.

O elenco é constituído por Adriel Filipe, Ana Perfeito, Armanda Santos, Elisabete Pinto, Fernando Gomes, José Escaleira, José Matos, Raquel Amorim, Sofia Bernardo, Tiago Fernandes, Tiago Jácome. 

A duração é de 120 minutos com intervalo, com início impreterível às 21h30.

O estacionamento no Parque 1º de Maio, parceiro do CDV, é gratuito, de 2ª a 6ª feira entre as 18h00 e as 00h00.

Reservas: 258 809 382

Mais informações: 258 823 259 | 967 552 988

publicos@centrodramaticodeviana.com

"O Som e a Fúria" do teatromosca



O SOM E A FÚRIA
a partir do romance homónimo de William Faulkner
com direção artística de Pedro Alves
adaptação de Alexandre Sarrazola
interpretação de Filipe Araújo, João Cabral e Ruben Chama

23 e 24 janeiro | às 21h
no Teatro Mirita Casimiro [Cascais]

29 e 30 janeiro | às 21.30h
no Theatro Circo [Braga]

de 4 a 7 fevereiro | às 21.30h
no Teatro Meridional [Lisboa]

onde batia a sombra da ponte eu podia ver até muito fundo, mas não até ao fundo; não conseguia ver o fundo, mas os meus olhos penetraram fundo na inquietação das águas antes de se darem por vencidos.
«O Som e a Fúria», Wiliiam Faulkner

Depois do enorme sucesso da estreia em Sintra, no final de 2014, o teatromosca leva agora o espetáculo «O Som e a Fúria» a Cascais e a Braga. Este é o segundo espetáculo de uma trilogia que o teatromosca dedica à literatura americana (em 2013 apresentou «Moby Dick» de Herman Melville e em novembro de 2015 estreará o último espetáculo desta trilogia).

A partir do romance homónimo de William Faulkner (Prémio Nobel da Literatura em 1949), adaptado por Alexandre Sarrazola, «O Som e a Fúria» desfia, através de Benjy (Ruben Chama), Quentin (Filipe Araújo) e Jason (João Cabral), a ruína da família Compson, antigos aristocratas do sul dos Estados Unidos. Cada um deles centra a sua narração na relação (verdadeira ou imaginada) com Caddy, a única filha da família. E é esta viagem pela verdade de cada um dos irmãos, isolados, presos no passado, que nos dá conta da desintegração da família e da sua reputação.

O desafio de trazer à cena este romance passa por trabalhar um texto em que a história não evolui de forma tradicional, em que parece não haver futuro e o presente é sempre um acontecimento passado. E é precisamente esta noção de Tempo que Pedro Alves explora nesta passagem para teatro do romance de William Faulkner.

O espetáculo é uma coprodução com o Quorum Ballet, o Theatro Circo de Braga, o Arte Institute de Nova Iorque, o Teatro Estúdio Fonte Nova/Festival de Teatro de Setúbal, a Embaixada dos EUA e o Festival Internacional de Teatro do Alentejo, com o financiamento do Governo de Portugal – Secretário de Estado da Cultura/Direção-Geral das Artes, e conta ainda com as interpretações do músico Ruben Jacinto e das bailarinas Catarina Correia, Inês Pedruco e Margarida Costa.

23 e 24 janeiro | 21h
Teatro Mirita Casimiro [CASCAIS]
Av. Fausto de Figueiredo, Monte Estoril | 2765-412 Monte Estoril
Preço | 10 € (normal) | 7,5 € (séniores|jovens|estudantes) | 5 € (grupos de mais de 10 pessoas|profissionais do espetáculo|estudantes de teatro)

29 e 30 janeiro | 21.30h
Theatro Circo [BRAGA]
Av. da Liberdade, 697 | 4710-251 Braga
Preço | 8 € (normal) | 4 € (Cartão Quadrilátero)

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Texto|William Faulkner Direção artística|Pedro Alves Adaptação|Alexandre Sarrazola Direção de movimento|Daniel Cardoso Interpretação|Filipe Araújo, João Cabral e Ruben Chama (atores), Catarina Correia, Margarida Costa e Inês Pedruco (bailarinas) e Ruben Jacinto (músico) Assistência de direção|Mário Trigo e Maria Carneiro Cenografia|Pedro Silva Figurinos|Carlos Coxo Design gráfico|Alex Gozblau Direcção técnica|Carlos Arroja Vídeo|Ricardo Reis Fotografia|Catarina Lobo Assessoria de imprensa e gestão|Joaquim René Produção|teatromosca Coprodução|Quorum Ballet, Theatro Circo de Braga, Arte Institute (NY), Embaixada dos EUA, Festival Internacional de Teatro do Alentejo e Teatro Estúdio Fonte Nova/Festival de Teatro de Setúbal Parcerias|Festival Les Eurotopiques, Biblioteca da Faculdade de Letras da UL, Biblioteca da Faculdade de Letras da UP, Biblioteca Universidade de Aveiro, Teatro Meridional, Câmara dos Ofícios, Teatro Experimental de Cascais, Chão de Oliva e Teatro Art’Imagem/Festival Fazer a Festa Financiamento| Governo de Portugal | Secretário de Estado da Cultura - DGArtes Apoios|Câmara Municipal de Sintra, 5àSEC, Junta de Freguesia de Agualva - Mira Sintra, Instituto do Emprego e da Formação Profissional, Fundação GDA, Teatro Nacional D. Maria II e Artistas Unidos Media partners|Saloia Tv, Jornal Hardmusica, Gerador e Correio de Sintra Agradecimentos|João Frazão, Señorita Scarlett

INFORMAÇÕES E RESERVAS
email|teatromosca@gmail.com
telefones|91 461 69 49 | 96 340 32 55

After the major success of the first presentations of teatromosca's theatrical adaptation of William Faulkner’s ‘The Sound and the Fury’ in Sintra, the show will be presented in Cascais and Braga in January...

Mundo Perfeito em Dose Dupla no Teatro Viriato

TEATRO
15 JAN
BY HEART
de TIAGO RODRIGUES | MUNDO PERFEITO (pt)
qui 21h30 | 75 min.
preço A: 10€ (plateia e camarotes) / 7,50€ (frisas frontais) / 5€ (frisas laterais)
// descontos aplicáveis
m/ 12 anos
ESPAÇO CRIANÇA DISPONÍVEL
Tiago Rodrigues ensina, em By Heart, um poema a 10 pessoas que nunca viram o espetáculo e desconhecem os versos que terão de decorar à frente do público. Enquanto os ensina, o encenador vai desafiando histórias sobre a sua avó quase cega, misturadas com narrações sobre escritores e personagens de livros que em palco ocupam caixas de madeira.
À medida que cada par de versos é aprendido, vão emergindo ligações improváveis que explicam o mistério da escolha do poema que as 10 pessoas aprendem de cor.
By Heart, que em Paris acolheu as melhores críticas, é uma peça sobre a importância da transmissão e memorização das palavras e das ideias pela partilha oral. Em última análise, este espetáculo funciona como uma recruta para a resistência que só termina quando os 10 guerrilheiros souberem o poema de cor.
A companhia Mundo Perfeito, que conquistou um lugar de destaque no panorama nacional, traz ainda a Viseu Bovary.

Texto, encenação e interpretação Tiago Rodrigues
Texto com fragmentos e citações de William Shakespeare, Ray Bradbury, George Steiner,
Joseph Brodsky, entre outros
Produção Mundo Perfeito
Coprodução O Espaço do Tempo e Maria Matos Teatro Municipal




TEATRO
16 e 17 JAN
BOVARY
a partir de GUSTAVE FLAUBERT
de TIAGO RODRIGUES | MUNDO PERFEITO (pt)
sex e sáb 21h30 | 120 min.
preço A: 10€ (plateia e camarotes) / 7,50€ (frisas frontais) / 5€ (frisas laterais)
// descontos aplicáveis
m/ 12 anos
ESPAÇO CRIANÇA DISPONÍVEL

Tiago Rodrigues revisita o universo de Madame Bovary, tendo como ponto de partida o julgamento de Gustave Flaubert por atentado à moral. Publicado pela primeira vez em fascículos em La Revue de Paris, em 1856, o romance de Gustave Flaubert retrata a história de uma mulher que, buscando fugir ao tédio de uma vida banal, embarca em relações adúlteras e vive muito acima das suas possibilidades. A obra seria acolhida por uma parte da sociedade francesa como um atentado à boa moral cristã. Em janeiro de 1857, começa o julgamento que senta o autor no banco dos réus, acusado de obscenidade.
Madame Bovary é hoje considerada a obra seminal do realismo e um dos marcos da literatura mundial.
O encenador explora em Bovary o território do confronto entre arte e lei, entre artistas e Estado.

Texto e encenação Tiago Rodrigues
Com Carla Maciel, Gonçalo Waddington, Isabel Abreu, Pedro Gil e Tiago Rodrigues
Desenho de luz Rui Horta
Cenografia Ângela Rocha, Magda Bizarro e Tiago Rodrigues
Música Alexandre Talhinhas
Produção Mundo Perfeito
Coprodução Alkantara Festival, São Luiz Teatro Municipal e Teatro Nacional São João

Repatriamento de lusos para os Açores no Teatro Maria Matos

A peça "I don't belong here" ("Não pertenço aqui"), de Nuno Costa Santos e Dinarte Branco, que aborda o repatriamento de portugueses para os Açores, estreou, em Lisboa, no Teatro Maria Matos.

"I don't belong here", de acordo com a produção da obra, parte das memórias e da experiência de cidadãos portugueses, que cresceram nos Estados Unidos da América e no Canadá, com referências culturais distintas das suas origens, que entretanto foram repatriados para o arquipélago dos Açores, na conclusão de processos judiciais.

O projeto, desenvolvido a partir de um desafio do Observatório dos Luso-Descendentes ao encenador e ator português Dinarte Branco, reúne atores profissionais e algumas das pessoas que passaram pela experiência da deportação.

"Em conjunto, desenvolveu-se um trabalho de construção do texto e do espetáculo a partir da reconstituição biográfica de memórias da infância nas ilhas - a partida com a família, a adolescência, a entrada no universo da criminalidade, o julgamento e a dupla pena: a prisão, o repatriamento e, agora, a vida na ilha", lê-se na apresentação da peça de teatro.

A obra, com encenação de Dinarte Branco, tem interpretações de Zita Almeida, António Brum, Cláudia Gaiolas, José Leandro, Tiago Nogueira, Paulo Pacheco, Luís de Sousa e fica em cena até dia 15 (exceto segunda-feira), no Teatro Maria Matos, em Lisboa, com representações às 21:30 (no domingo, às 18:30).

Depois da estreia em Lisboa, a peça vai estar em cena no Teatro Virgínia, Torres Novas, no próximo dia 17 e, de 21 a 25 de janeiro, no Teatro Carlos Alberto, no Porto.

Em junho, "I don't belong here" inicia uma digressão que vai passar pelo Centro Cultural Vila Flor, em Guimarães, o Teatro Académico de Gil Vicente, em Coimbra, o Centro de Artes de Ovar, o Teatro Viriato, em Viseu, e por diversos locais do Arquipélago dos Açores, ainda por definir, a partir do dia 26 de junho.

"I don't belong here" teve antestestreia no Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo, no passado mês de dezembro.



I Don't Belong Here from Dinarte Branco on Vimeo.

Cornucópia apresenta Lisboa Famosa, Portuguesa e Milagrosa e Hamlet em 2015


A programação para 2015 do Teatro da Cornucópia traz a palco Lisboa Famosa, Portuguesa e Milagrosa onde uma mistura de cenas de diferentes autos quinhentistas, vão traçar um retrato de Lisboa da época de Gil Vicente, Anónimos, Baltesar Dias, Afonso Álvares, entre outros.

Este espectáculo será acompanhado por escolas numa acção de formação devidamente contextualizada. A data prevista da estreia é 5 de fevereiro devendo ficar em cena até 8 de março.

No mês de julho, o Teatro da Cornucópia em co-produção com a Companhia de Teatro de Almada irá apresentar Hamlet. Trata-se de um projecto que vem sendo adiado desde os anos 70 sendo agora possível devido à colaboração dos dois grupos teatrais. Devido à importância deste texto, está previsto um pequeno programa de trabalho de apresentação e discussão com escolas.

A estreia está marcada para o Festival Almada, nos dias 5 e 6 de julho. O espetáculo sobe ao palco no Teatro da Cornucópia, de 17 de setembro a 18 de outubro e no Teatro de Almada de 23 de outubro a 15 de novembro.

A temporada 2015 da Companhia de Teatro de Almada



Vinte e oito peças de teatro, quatro das quais em estreia, onze espetáculos musicais e sete de dança compõem a programação de 2015 da Companhia de Teatro de Almada (CTA), que foi apresentada no Teatro Municipal Joaquim Benite.

‘A Mauser’, do dramaturgo alemão Heiner Müller, numa encenação de Matthias Langhoff, antigo codiretor do Berliner Ensemble, e a tradução de Sophia de Mello Breyner Andresen de ‘Hamlet’, de Shakespeare, dirigido por Luís Miguel Cintra, são duas das quatro estreias da temporada da CTA, anunciadas pelo seu diretor, Rodrigo Francisco.

As outras duas são ‘A tragédia otimista’, encenação de Rodrigo Francisco a estrear em dezembro, altura em que também subirá ao palco do Teatro Joaquim Benite a produção ‘Pastéis de nata para Bach’, dirigida por Teresa Gafeira para o público mais jovem.

Rodrigo Francisco, em declarações à Lusa, destaca que a temporada “reflete a crise e assenta em temas políticos, já que duas das criações abordam a revolução russa de 1917: 'A Mauser' [de Müller] e 'A tragédia otimista', de Vsevolod Vichnievski”.

É também uma “temporada rara”, adianta, já que tem duas criações com encenação de dois nomes de ‘enorme valor e reputação, como Cintra e Langhoff’.

Quanto às peças de Müller e de Vichnievski, Rodrigo Francisco diz que ‘dialogam entre si, mas também dialogam com o público, já que é importante perguntar se ainda faz sentido questionar se, neste canto de uma Europa acomodada e tributável, continua a fazer sentido pensar nos acontecimentos na Rússia de há 98 anos’.

‘A Mauser’ estrear-se-á em maio e ‘Hamlet’, coprodução da CTA e da Cornucópia, vai contar com o ator Guilherme Gomes, como protagonista, e subirá à cena em novembro, depois da estreia a 05 de julho, no Festival de Almada, e da representação no Teatro da Cornucópia, a partir de 17 de setembro, segundo a programação já divulgada pela companhia de Lisboa.

Além das criações e da reposição em palco de peças da temporada de 2014, como ‘O pelicano’, encenada por Rogério de Carvalho, que teve lotações esgotadas, e que este ano volta à cena, e de ‘Kilimanjaro’, baseada na novela de Ernest Hemingway, que esteve em cena em dezembro, a CTA vai ainda acolher representações de companhias provenientes de Braga, Porto, Lisboa, Coimbra, Sintra, Torres Vedras, Setúbal, Faro, Segóvia e Santiago de Compostela.

Entre as peças de acolhimento, quatro são de produção espanhola, havendo ainda a assinalar, segundo Rodrigo Francisco, a presença do Ballet da Argentina, nas produções de dança.

“Temos uma programação diversa que não exclui o grande ecletismo nas escolhas, de modo que os cidadãos de Almada encontrem sempre espetáculos que lhes agradem”, disse Rodrigo Francisco à Lusa, ressalvando, contudo, tratar-se de uma temporada orçada em 175.000 euros, totalmente custeada pela autarquia local.

“Uma temporada feita num contexto de muita dificuldade, mas que nem por isso deixou de se pautar por critérios de qualidade”, acrescentou o diretor da companhia.

‘Gata em telhado de zinco quente’, de Tennessee Williams, pelos Artistas Unidos, numa encenação de Jorge Silva Melo (Lisboa), ‘O contrabaixo’, de Patrick Suskind, encenado por António Mercado, de O Teatrão (Coimbra), ‘Longe do Corpo’, texto e encenação de Marta Freitas, da Companhia Mundo Razoável (Porto), e ‘Moby Dick’, encenação de Pedro Alves, do teatromosca, sobre Herman Mellvile (Sintra), contam-se entre as peças que a CTA vai acolher ao longo desta temporada.

Nos espetáculos de música, destacam-se concertos de Luís Represas, Áurea e António Zambujo, assim como coros de zarzuelas famosas.

Na dança, é igualmente destacada a presença da Companhia Nacional de Bailado.

Nas artes plásticas, a temporada da CTA prevê quatro iniciativas: ‘Em casa do meu pai há muitas moradas’, com fotografia de Carlota Mantero, ‘Graddpa was a Rolling Stone’, ‘Vitapop’ e ‘Ping Pang Pong’.

"A Cabeça Muda" em Faro


A Cabeça Muda, de Cláudia Lucas Chéu

Teatro das Figuras (Faro)
22 e 23 de Janeiro
às 21h30

ENCENAÇÃO | rui neto
INTERPRETAÇÃO | ana lopes gomes | isabel medina | joão de brito
DESENHO DE LUZ | joão rafael silva
OPERAÇÃO DE LUZ | filipe cabeçadas
MÚSICA ORIGINAL E SONOPLASTIA | gonçalo santuns
CENOGRAFIA | rui neto
ESTRUTURAS DE FERRO | rui miragaia
FIGURINOS | teresa varela
CONFECÇÃO | rosário balbi
CARACTERIZAÇÃO | tatiana araci
APOIO AO MOVIMENTO | marta lapa

FOTOGRAFIA E IMAGEM GRÁFICA | rui neto
FOTOGRAFIA DE ENSAIO | mariana silva
PRODUÇÃO | lama
APOIO À PRODUÇÃO | ricardo foz | rui neto

FINANCIADO | direcção geral de cultura do algarve | gda
PARCEIROS | escola de mulheres | teatro da terra
APOIOS | mob | teatro da comuna | mala voadora | teatro experimental de cascais | teatro municipal de faro | teatro mascarenhas gregório | centro cultural do cartaxo | gazela | mateus rose sparkling | rua fm | atrás da máscara - rdp áfrica | a vara teatro

SINOPSE
Klaus – um homem com cerca de trinta anos – , vive com a mãe e mantêm-na prisioneira em casa, onde a subalimenta e agride. A crueldade e a perversão do filho é ilimitada; testando a mãe até aos limites da sanidade. A Cabeça Muda tenta ser o retrato realista e brutal das sociopatias contemporâneas; a posse e a vontade de libertação são os movimentos contrários que estabelecem o conflito.

Blog:
http://cabecamuda.blogspot.pt/

Bilheteira:
Bilhete único - 5 euros

Horário da Bilheteira: De terça a sábado das 13h às 19h30. Nos dias do espectáculo, até ao seu início.
Telefone da Bilheteira: 289 888 110
Saiba mais: www.teatrodasfiguras.pt

Ex-ministro da Cultura doa biblioteca de dança ao Museu do Teatro


José Sasportes doa a sua biblioteca pessoal na área da dança para enriquecer o Museu Nacional do Teatro.
O ex-ministro da Cultura José Sasportes vai doar a biblioteca pessoal especializada em dança, com mais de 3000 volumes, e um espólio documental, ao Museu Nacional do Teatro, em Lisboa, numa cerimónia que decorrerá na quarta-feira.
De acordo com uma nota de imprensa hoje divulgada pela Direção-Geral do Património Cultural (DGPC), o protocolo que formaliza a doação será assinado nesse dia, às 12:00.
O ex-ministro da cultura José Sasportes, que foi também presidente da comissão portuguesa da UNESCO (Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura) reuniu ao longo de décadas um fundo documental e uma biblioteca na área da dança "provavelmente únicos em Portugal", sublinha a DGPC.
Para a DGPC, esta doação "constitui um importante contributo para o enriquecimento do Museu Nacional do Teatro".
"Esta doação reforça a vocação do Museu do Teatro para ser também um museu da dança, beneficiando já de diferentes espólios. O gesto de José Sasportes é, neste sentido, uma demonstração de reconhecimento e de confiança no trabalho da instituição", considera a DGPC.
Fonte do Museu Nacional do Teatro precisou à agência Lusa que a doação consiste na biblioteca especializada em dança, composta por mais de 3000 volumes, e ainda um acervo documental do século XVII da mesma área artística.
O museu sublinha ainda que Sasportes, "uma das personalidades que, nas últimas décadas, mais contribui para o reconhecimento e valorização da dança contemporânea em Portugal e no mundo, é ainda uma referência fundamental para a compreensão e estudo da História Universal da Dança".
José Sasportes, 77 anos, foi crítico de dança, diretor da Escola de Dança do Conservatório Nacional, diretor do Serviço Acarte da Fundação Gulbenkian, e conselheiro da Universidade Técnica de Lisboa.
Em 1970 publicou a primeira "História da dança em Portugal", em 1980 lançou a revista de estudos "La Danza Italiana", que ainda hoje dirige, e em 2013 coordenou a publicação da primeira "Storia della Danza Italiana".
Em 2012, a Associazione Italiana per la Ricerca sulla danza (Airdanza) promoveu-lhe uma homenagem com a publicação do volume "Passi, tracce, percorsi. Scritti sulla danza in Omaggio a José Sasportes", com a participação de alguns dos maiores especialistas internacionais desta área.
José Sasportes sucedeu a Manuel Maria Carrilho como ministro da Cultura no XIV Governo Constitucional, liderado por António Guterres, cargo que ocupou em 2000.
Em 1981 recebeu a Ordem do Infante D. Henrique e em 1992 foi feito Grande-Oficial da Ordem do Mérito.
Escreveu teatro, foi encenador, jornalista e tradutor de obras de Herman Melville, Arnold Haskell, Henry Miller e Tennessee Williams.
Foi também conselheiro cultural da Embaixada de Portugal em Washington e participou na Missão portuguesa junto da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque.
O protocolo será assinado na quarta-feira pelo diretor-geral do Património Cultural, Nuno Vassallo e Silva, pelo diretor do Museu do Teatro, José Alvarez, e por José Sasportes, na presença do secretário de Estado da Cultura, Jorge Barreto Xavier.

Tuesday, January 6, 2015

"Como assim Levantados do Chão" em Évora





a partir da última frase de Levantado do Chão de José Saramago

COMO ASSIM LEVANTADOS DO CHÃO
Imagem intercalada 1
a partir da última frase de Levantado do Chão de José Saramago
9 e 10 de JANEIRO | 21h30
Teatro Garcia de Resende
reservas - 266703112 - geral@cendrev.com
informações - riseup.projecto@gmail.com

COMO ASSIM LEVANTADOS DO CHÃO é um espectáculo de teatro que parte do fim do romance Levantado do Chão de José Saramago, no qual os trabalhadores rurais do Alentejo se levantam do chão, à data de um 25 de abril. E nós perguntamos, como assim, levantados do chão, pois passados estes anos ficámos sem entender a metáfora, e é também do romance Levantado do Chão que é dito, à laia de mito, que se terá consolidado o saramaguiano estilo de narrar. É pois, a partir do encontro com essa voz de narrador que nos faz arriscar a viagem sobre o inenarrável, a nossa vida, portanto, o destino daqueles trabalhadores rurais que ocuparam as terras e perderam a aposta, a terra que doravante ficou inculta, o “falhámos a vida, menino” do João da Ega (de “Os Maias”), enfim, sobre o que ainda precisamos de escrever sem sabermos narrar.
Duração: 60min
M/12
Preço: 4€
Funciona o Cartão PassaporTeatro Estudante: 3€
Funciona o Cartão PassaporTeatro Sénior

FICHA ARTÍSTICA/TÉCNICA
Texto: Miguel Castro Caldas
Criação e Interpretação: Carlos Marques e Susana Cecílio
Composição Musical: Teresa Gentil
Dispositivo Cénico e Iluminação: Nuno Borda de Água
Design de Comunicação: Susana Malhão
Fotografia e Vídeo Promocional: MaxR

Gestão de Projecto e Produção: Carla Pomares
Apoio à Produção: Tânia M. Guerreiro

Co-Produção
TRIMAGISTO, cooperativa de experimentação teatral |ALGURES, colectivo de criação artística | Centro Cultural da MALAPOSTA

Apoios
Fundação José Saramago, Câmara Municipal de Montemor-o-Novo
O Espaço do Tempo
 Projecto Financiado pela Secretaria de Estado da Cultura / Direcção Geral das Artes

Espectáculo integrado na Programação do Teatro Garcia de Resende com o apoio da Câmara Municipal de Évora e Cendrev

Cendrev - Centro Dramático de Évora
Teatro Garcia de Resende
Praça Joaquim António de Aguiar
7000-510 Évora
Portugal
Telefone: (00351) 266 703 112
Fax: (00351) 266 741 181
site: www.cendrev.com

"A Boa Alma" de Mónica Calle na Zona J















No seguimento do desafio de itinerário proposto pelo projecto "Zonas Não Vigiadas" ou "Os Sete Pecados Mortais" ou "Ensaio para uma Cartografia", o trajecto pela cidade de Lisboa continua, agora, em direcção à zona J, de Chelas. 

"A Boa Alma", a partir da obra de Bertolt Brecht Der gute Mensch von Sezuan (1938-43) - com composição de Huldreich Georg Früh e, posteriormente, Paul Dessau - é um projecto concebido e interpretado por Mónica Calle, reescrito por Luís Mário Lopes, com nova partitura musical, letras e canções originais de JP Simões.

Estreia no dia 14 de janeiro de 2015 no novo espaço Casa Conveniente / Zona Não Vigiada, na zona J de Chelas e continuará viagem pelo Porto, de 4 a 8 de fevereiro, no espaço da mala voadora e em Coimbra, dia 4 de março, no Teatro Académico de Gil Vicente.

A BOA ALMA
Datas: 14 a 31 de Janeiro, à excepção de domingo, dia 25 de Janeiro 
Horários: Segunda a Sábado às 21h30 e aos Domingos às 17h00.
Morada: Av. João Paulo II, Lote 536, 1-A, Bairro do Condado, Lisboa [ver mapa em anexo]
+ infos: casaconveniente.zonanaovigiada@gmail.com // 919 673 718 // www.facebook.com/casaconveniente.teatro

Cartas portuguesas em versão brasileira



O romance epistolar Cartas Portuguesas, publicado no século XVII, volta a ser adaptado para teatro. Desta vez, as declarações de amor da freira Mariana Alcoforado serão interpretadas pela companhia de teatro brasileira 6 Marias e Meia. A nova adaptação designada de Cartas Portuguesas – um romance malfadado já percorreu as salas de teatro brasileiras entre 2013 e 2014. Em 2015, fará uma digressão por duas salas portuguesas. De 7 a 11 de janeiro será apresentada no Teatro Turim e nos dias 23 e 24 de janeiro marcará presença no Teatro da Malaposta. 
Em palco, estarão três mulheres que interpretarão uma mesma pessoa, a jovem freira Mariana. O amor a um amado que está longe terá três leituras diferentes. Nesta peça, o amor ultrapassa os limites do tempo, do espaço e da religião, para se converter no desespero e entrega total. No papel das três mulheres estarão três atrizes portuguesas radicadas no Brasil: Joana De Carvalho, Fernanda Paulo e Filipa Duarte. A peça tem o acompanhamento musical do brasileiro Francisco Pellegrini.
Um dos métodos de trabalho da encenadora Luciana Barboza foi a envolvência das três atrizes no processo de criação. A encenadora enviou a cada uma as cartas que fazem parte do texto e do cenário. Desta forma, contrariou a atual forma de enviar mensagens e simulou a atuação que as atrizes teriam em palco.
Esta adaptação inseriu-se no Ano de Portugal no Brasil, em 2013, e tem o apoio da Femptec – Fundação de Empreendimentos, Pesquisa e Desenvolvimento Institucional, Científico e Tecnológico do Rio de Janeiro.
Quanto à companhia 6 Marias e Meia, já conta com seis anos de existência e tem feito sobretudo adaptações  de obras literárias como Dos tais Laços Humanos, em 2008.

Janeiro no Teatro da Certa de São Bernardo em Coimbra




Em Janeiro, A Escola da Noite volta a apresentar no Teatro da Cerca de São Bernardo, em Coimbra, o seu mais recente espectáculo: “Da sensação de elasticidade quando se marcha sobre cadáveres”, de Matéi Visniec. A acompanhar a nova temporada são apresentados mais três filmes que ajudam a conhecer melhor a cultura e a história recente da Roménia. O regresso das Flores de Livro e uma exposição especial de Delphim Miranda completam a programação do Teatro no primeiro mês de 2015.


Depois do fim-de-semana da estreia, o mais novo espectáculo d'A Escola da Noite cumpre agora uma temporada de três semanas, entre 8 e 25 de Janeiro, de quinta a domingo. Escrita pelo dramaturgo romeno Matéi Visniec e nunca antes levada à cena, a peça tem como protagonista Sérgiu Penegaru, um escritor que se recusa a escrever poemas patrióticos e admira o surrealismo. Na Roménia comunista do final da década de 50 do século XX, isso é suficiente para que entre na “lista negra”. As suas obras são proibidas e é preso em Sighet – a penitenciária que realmente existiu, por onde passaram e onde morreram dezenas de presos políticos nesse período.
Como forma de resistir ao cárcere, Penegaru e os seus três companheiros de cela divertem-se a representar “A cantora careca”, de Eugène Ionesco.
A memória da realidade concreta que inspirou a escrita da peça (o próprio Visniec foi autor proibido pelo regime de Nicolae Ceausescu), mas também a oportunidade de reflectir sobre a forma como os processos de “lavagem cerebral” actuam na consciência dos indivíduos e condicionam a sua liberdade de pensamento, mesmo em sociedades democráticas e ditas “livres”, são duas motivações indissociáveis d'A Escola da Noite para a escolha deste texto, encenado por António Augusto Barros. Como os autores que Visniec homenageia, e em particular Ionesco e o “teatro do absurdo”, a peça utiliza o humor para evidenciar a violência e o absurdo da própria realidade e mostra-nos como o riso e a arte podem ser formas activas de resistência e de luta pela liberdade.


Cinema romeno
A nova temporada do espectáculo em Coimbra é mais uma vez aproveitada pel'A Escola da Noite para mostrar um pouco da cultura e da história recente da Roménia. O ciclo conta com o apoio do Instituto Cultural Romeno e decorre ao longo de três terças-feiras. Inclui os documentários “Videogramas de uma revolução”, de Harun Farocki e Andrei Ujica (que retrata, através de imagens reais, os dias que levaram à destituição do casal Ceausescu, em 1989) e “Depois da revolução”, de Laurentiu Calciu, que aborda, também com imagens de manifestações, comícios e conferências de imprensa, o período que antecedeu as primeiras eleições pós-revolução, em Maio de 1990). No último dia do ciclo será exibido o premiado filme “Francesca”, de Bobby Paunescu, um exemplo entre muitos da pujante e reconhecida cinematografia romena da última década. Realizado em 2009, o filme conta-nos a história de uma jovem educadora de infância que pensa em emigrar para Itália em busca de uma vida melhor. Entre o entusiasmo da mãe e as reservas do pai, Francesca decide mesmo partir, mas uma inusitada descoberta vem baralhar os seus planos. Os três filmes passam no bar do TCSB às 21h30 e têm entrada gratuita.


Más Caras e Flores de Livro
O mês do TCSB não se esgota, no entanto, no mais recente espectáculo da sua companhia residente. Para além do reínicio das sessões regulares de “Flores de Livro – leitura de contos para a infância” (sempre no último sábado de cada mês), assinala-se o regresso do cenógrafo, marionetista e artista plástico Delphim Miranda. Ao longo do mês, será gradualmente montada, com a cumplicidade activa de mais de uma dezena de personalidades por si convidadas, uma exposição de máscaras no bar do Teatro.
Nos dias 9, 16 e 23 de Janeiro, pelas 20h45, quatro a cinco convidados abrem as encomendas que Delphim lhes enviou por correio e penduram-nas nas paredes do Teatro, ao longo de um processo que terminará em Fevereiro, com a construção ao vivo da última máscara e a inauguração oficial da exposição.


Três meses, três espectáculos
A temporada de “Da sensação de elasticidade quando se marcha sobre cadáveres” abre um ciclo de três espectáculos próprios que A Escola da Noite vai apresentar ao longo do primeiro trimestre do ano, repondo produções estreadas em anos anteriores. Entre 6 e 8 de Fevereiro, volta “Auto dos Físicos”, de Gil Vicente, e entre 26 e 29 de Março regressa “Novas diretrizes em tempos de paz”, de Bosco Brasil. Para quem estiver interessado em assistir aos três espectáculos existe um bilhete especial, com o preço único de 12 Euros, o que torna ainda mais atractiva esta oportunidade oferecida ao público de ver ou rever os mais recentes trabalhos da companhia.

Teatro da Cerca de São Bernardo
JANEIRO DE 2015

DOCUMENTÁRIO
Videogramas de uma revolução
de Harun Farocki e Andrei Ujica
6 de Janeiro
terça-feira, 21h30
Roménia, 1992, 106', legendado em português
Bar do TCSB > entrada gratuita

TEATRO
Da sensação de elasticidade quando se marcha sobre cadáveres
de Matéi Visniec
pel'A Escola da Noite
8 a 25 de Janeiro
quinta a sábado, 21h30
domingo, 16h00
M/14 > 180' com 2 intervalos

EXPOSIÇÃO
Más Caras e outras carantonhas
de Delphim Miranda
[montagem por convidados, aberta ao público – 1.ª sessão]
9 de Janeiro
sexta-feira, 20h45
Bar do TCSB > entrada gratuita

DOCUMENTÁRIO
After the revolution
[Depois da revolução]
de Laurentiu Calciu
13 de Janeiro
terça-feira, 21h30
Roménia, 2010, 83', legendado em inglês
Bar do TCSB > entrada gratuita

EXPOSIÇÃO
Más Caras e outras carantonhas
de Delphim Miranda
[montagem por convidados, aberta ao público – 2.ª sessão]
16 de Janeiro
sexta-feira, 20h45
Bar do TCSB > entrada gratuita

CINEMA
Francesca
de Bobby Paunescu
20 de Janeiro
terça-feira, 21h30
Roménia, 2009, 94', legendado em inglês
Bar do TCSB > entrada gratuita

EXPOSIÇÃO
Más Caras e outras carantonhas
de Delphim Miranda
[montagem por convidados, aberta ao público – 3.ª sessão]
23 de Janeiro
sexta-feira, 20h45
Bar do TCSB > entrada gratuita

LEITURA DE CONTOS PARA A INFÂNCIA
Flores de Livro
por Cláudia Sousa
31 de Janeiro
sábado, 11h00
M/4 > 3 Euros (bilhete individual); 5 Euros (criança + acompanhante)


informações e reservas: 239 718 238 / 966 302 488 / geral@aescoladanoite.pt

Prana apresentam novo albúmn no Theatro Circo


“O amor e outros azares” é o novo álbum dos Prana que chega ao Theatro Circo na próxima sexta, 9 de Janeiro, às 22h00. Este novo trabalho sucede a “Trapo Trapézio”, disco responsável pela introdução da banda de João Ferreira (guitarra), Diogo Leite (bateria) e Miguel Lestre (baixo/voz) no panorama musical português.
Em palco, a banda oriunda de S. João da Madeira vai dar música ao amor, mas o amor de que falam também pode ser perigoso. Tal como nos pode deixar a voar de alegria, também nos pode atirar para o mais negro dos poços. É sobre este lado mais sombrio do amor que o segundo trabalho dos Prana se debruça. Este novo disco contou com a participação de Miguel Ferreira (Clã) nos teclados e em todo o processo de composição e gravação.
 Foi do ambiente relaxado que resulta da combinação das noites de Verão com amigos, guitarras, cerveja e um jardim que surgiram os Prana. Da miscelânea de gostos e influências que tinham, foram moldando e esculpindo o som até se encontrarem. Em 2008, gravaram o primeiro EP “1” e mais tarde o álbum “Trapo Trapézio”. Tendo marcado presença nos Novos Talentos Fnac com o tema “Etanol”, os Prana são originais, inventivos e têm garra.
               
Ingressos, a 5 euros (Cartão Quadrilátero: 2,5 €) disponíveis em www.theatrocirco.bilheteiraonline.pt, na bilheteira do Theatro Circo, lojas Fnac e estações CTT aderentes.

Theatro Circo / Comunicação
Avenida da Liberdade, 697 - 4710-251 Braga / +351 253 203 809 / +351 913 093 094
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Caso deseje cancelar a sua subscrição clique aqui.

"Tartufo" na Barraca


"Tartufo" de Molière/ Helder Costa
ATÉ 1 de FEVEREIRO

“Não há nenhum pecado se pecar em silêncio" (Tartufo, IV, 5)
Ou seja, podes ser falso e corrupto mas não sejas estúpido.
“Tartufo”, uma das comédias mais célebres de Molière, beneficiou do apoio do Poder. Na verdade, o Rei Luís XIV apoiou o trabalho do autor porque estava farto de um grupo de beatos, o “ Partido dos Devotos”, que influenciavam a Rainha-Mãe. Aliás, sem o apoio do Rei, Molière nunca a poderia escrever pois já estava no Índex da Universidade de Paris. Apesar desse apoio Molière não teve vida fácil. Começou por representar a obra com o título de "Panulfo, ou o Impostor”, proibida após a primeira apresentação. O Arcebispo de Paris, ameaça com a excomunhão todo aquele que represente ou assista a tal obra, que acusa de ser um violento ataque à religião. Seguiu-se um acordo e uns anos mais tarde Molière conseguiu finalmente representar a sua peça com o título original de Tartufo. Mas, afinal, que perigos cívicos e morais continha essa peça?

Molière utilizava a linguagem cómica, abordando com mordacidade as relações humanas que envolvem a religião, o poder e a ascensão social.
Os temas da obra são Universais e intemporais.
A manipulação dos valores e sentimentos, a falência de uma ética e moral necessárias para a solidez do tecido social, tornam este texto de uma actualidade radical.
E como consideramos que o núcleo principal da obra se situa indiscutivelmente no contraste/cumplicidade entre a hipocrisia e a credulidade, Tartufo é uma peça exemplarmente Universal para os tempos actuais.

Horário:
5ª a Sábado às 21h30 
Sábado e Domingo às 16h30

Bilhetes:
10€
7€ - Estudantes, Profissionais de Teatro, menores de 25 e maiores de 65 anos, Reformados e Grupos (+ 15 pessoas)
Quinta-feira - 5€ (preço único)

Informações e Reservas:
Tel: 213965360 | 213965275 | 913341683 | 968792495 
e-mail: bilheteira@abarraca.com

Tuesday, December 30, 2014

"PlayLoud" na Comuna














"Play Loud" de Falk Richter
Elenco: Àlvaro Correia, Carlos Paulo, Cucha Carvalheiro, Lia Carvalho
Hugo Franco e Vicente Wallenstein.
com Direção de Àlvaro Correia :
Play Loud de Falk Richter é um dos mais recentes textos deste dramaturgo contemporâneo alemão, que será representado pela primeira vez em Portugal. O seu trabalho como dramaturgo e também como encenador tem-se destacado nos últimos anos pela Europa. Tem colaborado com a Schaubuhne em Berlim e com Christoph Marthaler na Zuricher Schauspielhaus. Recentemente tem colaborado com a coreografa Anouk van Dijk em Dusseldorf. Sendo uma das prioridades do Teatro da Comuna a divulgação de jovens autores contemporâneos, faz todo o sentido a apresentação de um texto deste jovem dramaturgo, pois a sua escrita fala de realidades mundanas e desperta a consciência do público para o que se passa nas relações humanas.

PLAYLOUD de Falk Richter 
O amor e a vida: uma separação que não chega a acabar, um regresso conturbado e uma reconciliação, uma noite insuportável de solidão, as memórias e os segredos de infância e a nostalgia da juventude, uma amor recente que vive a sua primeira crise, o sonho frágil de um “ménage à trois” feliz…
Em cena, estes seres poderiam ser uma família em busca da sua história possível. A sua crise poderia ser um começo. Onde é que eu me encontro nesta vida e como compreendê-la e contá-la?
Estes seres poderiam ser um grupo de música e a sua vida um ensaio intensivo. Eles tentam compreender as suas experiências e vivências e exprimir os seus medos e desejos. Tentam contar a sua vida a eles próprios. Uma sociedade em miniatura.
“Play Loud” é um conjunto de fragmentos de biografias possíveis: histórias de homens e de mulheres, de pais e de filhos, de casais e de famílias, as suas aproximações e os seus afastamentos, os seus sonhos e as suas memórias.

ESTREIA A 30 DEZEMBRO
Quarta a Sabado 21h30 Domingo 16h
Quarta e Quinta Preço Ùnico de 5 euros
reservas 217221770 ou teatrocomuna@sapo.pt

Memórias Partilhadas no Teatro Nacional D. Maria II




Três objetos: uma carteira, um lápis e uma almofada. Três monólogos que nos contam as histórias de objetos que têm muito para partilhar e que se ligam entre si de uma forma ou de outra.

Uma carteira vazia de Therese Collins
O que há na carteira de uma pessoa diz-nos muito sobre a pessoa. A escolha de uma carteira de uma pessoa diz-nos muito sobre a pessoa. Anna tem um fascínio por carteiras, não pode deixá-las sozinhas – especialmente as das outras pessoas. Se está tão fascinada por elas, por que não pode abrir a carteira da sua mãe falecida?

O Lápis de Abel Neves
A caneta é mais poderosa que uma espada ou, no caso de Delfim, que um lápis. Com um lápis, pode-se destravar o mundo. É a espada da verdade. Pode-se transportar um navio para a segurança, pode-se tomar banho de ervas no Montemuro - pode-se colmatar uma lacuna ou esconder-se na floresta. Bem, pode-se pela mão de Delfim e com a imaginação de Delfim.

A Almofada de Penas de Cuco de Peter Cann
Em 1966 existiam dois amigos, Adão e Fábio, que faziam tudo juntos. Em 1966 houve um Campeonato do Mundo e Eusébio agraciava o jogo. Em 1966 um dos amigos apaixonou-se. E tudo mudou. O que farias se nunca mais visses o teu único e verdadeiro amigo? O que farias para que as coisas voltassem a ser como eram antes dela chegar? O que não deves fazer é dar ao teu amigo uma almofada de penas de cuco.

textos Abel Neves, Peter Cann e Therese Collins 
tradução Graeme Pulleyn 
encenação Steve Johnstone 
direção musical Simon Fraser
com Abel Duarte, Eduardo Correia e Paulo Duarte
cenografia e figurinos de Sandra Neves
desenho de luz Paulo Duarte
construção de cenários Carlos Cal 
assistência à construção de cenários e figurinos Maria da Conceição Almeida 
direção de produção TNSM Paula Teixeira
direção de cena TNSM Abel Duarte
coprodução TNDM II, Teatro Regional da Serra de Montemuro
M/12

3 JAN - 1 FEV 2015
SALA ESTÚDIO
4.ª 19h15
5.ª a sáb. 21h15 
dom. 16h15