Thursday, September 5, 2013

Os Silvas do Cartaxo em Oeiras


Os Negócios do Senhor Júlio César no São João


Numa altura em que celebra 60 anos de atividade e vive um momento de notável renovação artística liderada pelo encenador Gonçalo Amorim, o Teatro Experimental do Porto – instalado em Vila Nova de Gaia desde o final do séc. XX – apresenta-se de novo na sua cidade natal. Primeira coprodução entre a companhia que teve em António Pedro o seu primeiro diretor artístico e o Nacional portuense, Os Negócios do Senhor Júlio César de Bertolt Brecht propicia a Gonçalo Amorim a oportunidade de prosseguir a sua investigação teatral sobre as manhas do poder político, a crise do capitalismo e as forças sistémicas que ele perversamente exerce sobre o indivíduo. Com adaptação de Rui Pina Coelho, o romance que B.B. deixou inacabado em 1939 confronta-nos com a dura aprendizagem de um jovem biógrafo que, através dos relatos de um banqueiro e das notas de um escravo, acede aos aspetos menos gloriosos da ascensão de Júlio César, pondo em marcha um implacável processo de desmitificação do carismático dictator romano. Uma obra que dialoga com a época de Brecht, marcada pela resistível ascensão de Hitler e pelo terror e miséria do III Reich, mas que esta encenação faz também comunicar com o tempo presente e as suas contradições, lançando-nos nesse torvelinho onde a História acontece.

de
Bertolt Brecht
adaptação
Rui Pina Coelho
a partir da tradução de
António Ramos Rosa
encenação
Gonçalo Amorim
apoio à dramaturgia
Rui Pina Coelho
apoio ao movimento
Vera Santos
cenografia
Rita Abreu
desenho de luz
Francisco Tavares Teles
figurinos
Catarina Barros
música original
Pedro Boléo, Samuel Coelho
sonoplastia e desenho de som
Luís Aly
adereços
João Rosário
stencil
André Neves
assistência de encenação
João Villas-Boas
interpretação
Ana Brandão, Catarina Lacerda, Carlos Marques, Daniel Pinto, Inês Pereira, João Miguel Mota, Nicolas Brites, Paulo Moura Lopes, Pedro Pernas (atores), Samuel Coelho (músico)
coprodução
CCT/Teatro Experimental do Porto, TNSJ
M/12 anos

Plateia e Tribuna
€ 16,00
Balcão e Frisas*
€ 12,00
Balcão e Camarotes 1.ª Ordem*
€ 10,00
3.º Balcão e Camarotes 2.ª Ordem*
€ 7,50


Newsletter Teatros dos Aloés


"Lar Doce Lar" regressa a Lisboa após um ano de representações!



OPINIÃO de
Lauro António

LAR, DOCE LAR
Uma comédia não é material de segunda. Alguns pensam assim, e pensam mal. Realmente há muita gente que faz más comédias (o que, diga-se!, acontece com qualquer género), mas uma boa comédia é normalmente um trabalho de grande qualidade. Que o digam Gil Vicente, Goldoni, Molière, e por aí fora, até à actualidade. Depois, há grandes actores cómicos que fizeram peças boas, más e assim-assim, filmes admiráveis, fracos e que seriam horríveis sem a sua presença. Chaplin e Buster Keaton nunca erraram (Keaton teve de aceitar certos trabalhos, no final da carreira, para se alimentar). Totó, para mim um dos maiores actores cómicos de sempre, fez de tudo e a tudo vale a pena assistir só para o ver a ele, mas por vezes é de arrepelar os cabelos vê-lo desbaratar aquele talento imenso em coisas tão medíocres.
Mas a comédia é um género muito difícil e é raro acertar-se numa grande comédia. E o que é isso? É um espectáculo em que o texto tem qualidade, é inteligente, sensível, crítico, tem ritmo, não amolece pelo caminho, nem se atropela, é servido por bons actores, que retiram das palavras tudo quanto elas encerram e, se possível, as favorecem, e depois, falando do teatro, o cenário é justo, o trabalho dos técnicos é competente, e o encenador movimenta todos os cordelinhos para o resultado final ser um sucesso. Houve épocas gloriosas da comédia, mas é um género em equilíbrio instável. Nos últimos anos, há tanta mixórdia servida como prato forte, muitas vezes com sucesso público, que espanta como se desceu tão baixo. No cinema, as comédias americanas, por exemplo, entraram numa decadência tal que se salva uma entre uma centena, com um público cada vez mais boçal a rir de imbecilidades sem nome. 
Por isso se deve sublinhar devidamente uma comédia portuguesa que anda há um ano a correr o país, que bate records de audiência e que agora regressou a Lisboa, ao palco do Tivoli. “Lar, Doce Lar” parte de “O Que Importa É Que Sejam Felizes”, de Luísa Costa Gomes, e consegue ser um trabalho invulgar. O texto é muito bem escrito, com um ritmo inusitado, muito bons gags, de situação e de trocadilhos, abordando um tema que já tem servido para várias comédias, mas que resulta original e mesmo um pouco iconoclasta: a velhice passada num lar de luxo para a terceira idade, a residência Antúrios Dourados para Seniores de Qualidade. Um bom texto é sempre um bom ponto de partida e aqui Luísa Costa Gomes acerta em toda a linha, sendo popular sem que isso signifique ser idiota, muito pelo contrário. Depois os actores são magníficos. Maria Rueff e Joaquim Monchique multiplicam-se em papéis e conferem ao espectáculo um ritmo estonteante. Só predestinados conseguem fazer o que eles fazem durante quase duas horas endiabradas, em que as personagens oscilam entre travestis de velhas, jovens, enfermeiras, médicos, e etc. O entrar e sair do eficaz cenário de F. Ribeiro deixa o público sem respiração. O que fará os actores! 
A encenação de António Pires é igualmente eficaz, o que também não é difícil com actores a seu lado com a experiência cénica dos dois aqui reunidos. A importância de encontrar no palco o espaço e o tempo certos é essencial para o bom desempenho e eles sabem-na toda.
Posto isto: crise? Claro que há crise, mas uma boa comédia ajuda muito a suportar as agruras que os economistas e os políticos nos impingem diariamente. Não perca “Lar, Doce Lar”. É um excelente antídoto contra o desespero. E depois, um produto natural dá sempre boa disposição, como no-lo dizem as velhinhas, as idosas, as seniores ou os elementos da terceira idade.

LAR, DOCE LAR
Texto: Luísa Costa Gomes; Encenação: António Pires; Cenografia: F. Ribeiro; Desenho de luz: Paulo Sabino; Figurinos: Dino Alves; Intérpretes: Joaquim Monchique, Maria Rueff; Produção: UAU; Teatro Tivoli (de 4 de Setembro a 6 de Outubro, quartas, quintas, sextas, sábados e domingos).

"Fatma" os Aloés no Teatro Meridional


Depois de "Ensaio ou Café dos Artistas", este vem a ser o segundo de três espetáculos do Ciclo M'Hamed Benguettaf e a 37ª produção do Teatro dos Aloés.

Ficha Artística
Autor M'Hamed Benguettaf Tradução Mário Jacques Encenação Elsa Valentim Interpretação Sofia de Portugal Espaço Cénico e Imagem Gráfica Aurélio Vasques Música Rui Rebelo Produção Executiva Anabela Gonçalves Produção Teatro dos Aloés  Classificação etária M/12

Sinopse
Fatma, a única personagem da peça, é mulher de limpeza num ministério e na Câmara de Argel. Um dia por mês o terraço do prédio onde mora pertence-lhe para estender a roupa. É um dia feliz de total liberdade. Fatma é uma mulher como as outras, que cruzamos na rua sem nada saber do seu destino, dos seus sofrimentos, das suas alegrias. Fatma incarna todas as mulheres do mundo, sufocadas, exploradas, amordaçadas com ou sem véu. Escrita em 1990 pelo dramaturgo Argelino M'Hamed Benguettaf, FATMA é um monólogo vigoroso sobre a fragilidade da Humanidade.  
Local
18 a 22 de Setembro Teatro Meridional, Lisboa 21 de Novembro a 01 de Dezembro Recreios da Amadora 6 e 7 de Dezembro Fórum Municipal Romeu Correia, Almada

Programação do São Luiz


Coimbra acolhe 13 actores de língua portuguesa



Treze actores oriundos de Angola, Brasil, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal e São Tomé e Príncipe estão desde o início desta semana em Coimbra, em ensaios no Teatro da Cerca de São Bernardo, com o objectivo de construir o espectáculo “As Orações de Mansata”, de Abdulai Sila. A estreia está marcada para 17 de Outubro.

Os trabalhos cumpriram uma primeira fase em São Tomé e Príncipe durante o mês de Agosto e inserem-se no P-STAGE – Portuguese-Speaking Theatre Actors Gather Energies, um projecto de formação, criação e difusão teatral com o apoio do programa europeu ACP Cultures.
O P-STAGE é o quarto Estágio Internacional de Actores realizado pela Cena Lusófona. Desta vez, após a realização de três oficinas de interpretação realizadas em Angola, na Guiné-Bissau e em São Tomé e Príncipe (dirigidas, respectivamente, pelos encenadores Rui Madeira, Cándido Pazó e Márcio Meirelles), ele prevê a construção de um espectáculo em condições profissionais. A escolha da peça recaiu sobre a obra “As Orações de Mansata”, do escritor guineense Abdulai Sila, publicada na colecção “Teatro” da Cena Lusófona em 2011.
Para além dos dois actores de cada uma das três companhias envolvidas – A Escola da Noite e Companhia de Teatro de Braga (Portugal) e Bando de Teatro Olodum (Salvador, Brasil) – o elenco integra sete actores africanos, seleccionados a partir das oficinas.
Dirigidos pelo encenador António Augusto Barros, os ensaios mantêm uma forte componente formativa: ainda em São Tomé, os actores tiveram aulas de capoeira e em Portugal trabalharão com Filipe Crawford (técnica da máscara), Zebrinha (coreografia) e Jarbas Bittencourt (música), entre outros.
À semelhança do que aconteceu nas edições anteriores, e como é também seu objectivo, o Estágio Internacional está a revelar-se uma riquíssima oportunidade de intercâmbio cultural entre os participantes, tirando o máximo partido das diferentes experiências de cada um deles e estimulando a partilha de saberes e conhecimentos.
Uma riqueza que será partilhada com o público português a partir de 17 de Outubro – após a estreia e curta temporada em Coimbra, o espectáculo cumpre uma primeira digressão nacional, com apresentações confirmadas em Braga, Évora e Campo Benfeito (Castro Daire). Em 2014, o espectáculo será ainda apresentado em Salvador (Brasil), na Galiza, na Guiné-Bissau e em Angola.


Nao de Amores no Teatro da Cornucópia com Gil Vicente

O Teatro da Cornucópia irá comemorar neste ano de 2013 o seu 40º aniversário.
Para iniciar as comemorações deste aniversário o Teatro da Cornucópia irá receber a companhia Nao d’amores com o espectáculo, AUTO DE LA SIBILA CASANDRA de Gil Vicente.
O espectáculo estará em cena nos dias 27 e 28 de Setembro às 21.30h, no Teatro da Cornucópia/Teatro do Bairro Alto.



GIL VICENTE
AUTO DE LA SIBILA CASANDRA

GIL VICENTE: EL DRAMATURGO MÁS DELICADO DEL  XVI 
Sobre la vida de Gil Vicente, el mayor dramaturgo portugués y autor de algunas de las mejores piezas castellanas del siglo XVI, escasean los documentos y abundan las hipótesis. A pesar de la laboriosa investigación vicentista dedicada a cuestiones de biografía, ni siquiera ha podido concretarse su cronología (¿1460-1536?) propuesta por Braamcamp Freire, y las especulaciones sobre su lugar de nacimiento siguen siendo tan inciertas como su identidad. Se ha llegado a decir que Gil Vicente no es otra cosa que los textos que llevan su nombre, cuya edición príncipe está constituida por la Copilaçam de todas las obras de Gil Vicente impresa en Lisboa en 1562, muchos años después de la muerte del autor. Sólo sabemos que escribió obras dramáticas que se representaron ante la corte del rey Manuel el Afortunado, que reinó de 1495 a 1521, y la de su hijo Joao III, que le sucedería hasta el año 1557.

Debemos situarnos pues, en pleno Renacimiento peninsular, un periodo apasionante animado de profundos contrastes, que armoniza pasado y presente manteniendo abierto el cauce de la tradición medieval. Es en este contexto de metamorfosis donde debemos ubicar a Gil Vicente, autor absolutamente experimental, que dramatiza fuentes y materiales de muy distinta procedencia, y que a cada paso se lanza a ensayar fórmulas y combinaciones inusitadas sirviéndose de la tradición para revelar su modernidad. Como señala S. Reckert: 

renovación y evolución subyacentes, encubiertas por una superficie formal ilusoriamente estática. 

Este es el espacio privilegiado de Gil Vicente: el de la interacción de lo popular y lo culto, escribiendo para un público cortesano pero ligado, más que nadie, a las fuentes populares. 
El que Gil Vicente fuera algo así como el dramaturgo oficial de la corte tuvo consecuencias importantes en el contenido de sus piezas. De ahí la inoportunidad de dividir su teatro en obras profanas y religiosas, ya que todo lo que se relaciona con la familia real queda afectado por el papel del monarca como escogido de Dios, vicarius Dei supra terram. 

Otra característica fundamental a resaltar, es el hecho de que escribiera indistintamente en las dos lenguas que se hablaban en la corte: portugués y castellano, combinándolas, a menudo, en un mismo villancico o en una misma pieza dramática. No nos encontramos sin embargo ante un hecho aislado, puesto que los principales autores del siglo XVI practicaron el bilingüismo: Francisco de Sá de Miranda, Jorge de Montemayor o Luis Camoens. 
A pesar de compartir ámbito histórico con tan grandes autores, Dámaso Alonso se atrevió a calificar al autor que hoy nos ocupa como un auténtico Shakespeare inmaduro y como el más delicado de los dramaturgos del XVI. 

EL TEXTO: LA VOLUNTAD DE LA MUJER ANTE SU DESTINO 
El Auto de la Sibila Casandra, recogido en el primer libro (obras de devoción) de la Copilaçam de 1562, se representó en el monasterio de Enxobregas (hoy Xabregas) durante las matinas de Nadal, en una fecha indeterminada que la mayoría de los investigadores delimitan entre 1513 y 1517. 
Nos encontramos ante una pieza navideña de estilo pastoril en la que Gil Vicente desarrolla y transforma originalmente el marco artístico de las representaciones tradicionales. La invención argumental, el tratamiento y la disposición de la acción dramática, así como la construcción lírica y musical de la pieza, hacen de ella una de las más sobresalientes de todo el teatro vicentino. 

El Auto de la Sibila Casandra es un ejemplo destacable de la habilidad con que Gil Vicente sabe combinar las fuentes más heterogéneas y proporcionarles una unidad intelectual y dramática. Su punto de partida hubo de ser el drama de Navidad, especialmente las ceremonias litúrgicas del Ordo Prophetarum (el desfile de profetas que anunciaban el nacimiento de Cristo y que se cerraba con la intervención de la sibila profetizando el juicio final), que en la península fue conocido en versiones vulgares y dio paso al difundido canto de la Sibila sola. Pero la fuente argumental principal, es la versión española de un libro de caballerías italiano, el en tiempos célebre Guerrino il Meschino de Andrea Magnabotti, cuya traducción al castellano, Guarino el mezquino, de Alonso Hernández Alemán, había sido publicada en Sevilla en 1512.  

La Sibila Casandra es una mezcla de sátira moral, escenas cómicas, intriga doméstica, y escenas religiosas, que convierten el auto en un híbrido de moralidad, comedia, y misterio, en el cual se complementan dos estratos: el litúrgico, y el cómico y profano. 

Los estudiosos de Gil Vicente, hablan de varios niveles de lectura en la interpretación de esta obra. El autor presenta personajes de la antigüedad pagana y bíblica bajo la forma de aldeanos leoneses: la superposición de identidades permite a estas figuras ambivalentes, sin perder la aureola de su don profético, ser al mismo tiempo portavoces de valores de una sociedad tradicional localizada en el espacio y en el tiempo. Así Casandra no está sólo negándose a un pretendiente, es la misma institución del matrimonio lo que cuestiona. Casandra relata todo un código de horrores que constituyen una implacable desmitificación del código amoroso cortesano, que finge ignorar las consecuencias más frecuentes del amor en la vida cotidiana 

Esta doble lectura, ha llevado a autores como Melveena McKendrick a afirmar que el Auto de la Sibila Casandra es la primera obra de teatro peninsular en tratar un tema abiertamente feminista, ya que en ella se habla del derecho de la mujer a elegir libremente su destino al margen de convenciones sociales. 

LA VERSIÓN
Existen numerosas ediciones del Auto de la Sibila Casandra, pero en estos casos lo mejor es remitirse a las fuentes. Por eso hemos trabajado y cotejado las ediciones modernas pero siempre partiendo del facsímil de la Copilaçam de todas las obras de 1562 publicado por la Biblioteca Nacional de Lisboa en 1928.

Desde su primera lectura, la obra sorprende por el perfecto equilibrio que rige su construcción dramática, que pone de manifiesto, una vez más, la incorporación de los principios de orden y equilibrio renacentistas sobre los viejos moldes medievales del drama de Navidad. Los personajes se reparten en dos grupos homogéneos (figuras paganas y figuras del Antiguo testamento), cada uno de los cuales proporciona un protagonista (Casandra y Salomón) y tres personajes secundarios que funcionan como entorno y en cierta manera, como coro del personaje central.
Sería imperdonable romper un mecanismo de relojería tan bien encajado, por eso no hemos eliminado, sino a añadido y completado sobre la delicada base construida por el autor, sin alejarnos del juego que él propone. 

La primera intervención sobre el texto original, consiste en la reubicación de algunas réplicas de los personajes corales del auto, con el fin de facilitar el desarrollo de un juego de teatralidad básico en la propuesta escénica, donde estos seis personajes son interpretados por tres únicos actores que van adoptando distintas identidades. El equilibrio de personajes se mantiene también así en su desarrollo dinámico, de modo que las escenas en que se divide la acción guardan una estrecha proporcionalidad y simetría, combinando en perfecta distribución elementos plásticos y musicales.

Estéticamente el teatro vicentino no es un hecho aislado, surge de la mutua implicación de lírica y drama: Más de 250 versos de los casi 800 de esta moralidad son de poesías líricas que la puntúan y que difícilmente pueden quedar interpoladas: se integran en la acción y dotan de inusitada profundidad psicológica los personajes y situaciones que inventa. Por eso, a pesar de que estas poesías ocupan casi un tercio de la obra, hemos realizado una nueva aportación lírica, siempre con obra original del propio autor, que sin romper la estructura de la pieza, refuerza aún más el contenido poético de la misma.

Este material, villancicos, canciones y romances, en su mayoría procedentes de la lírica tradicional, y extraído de los textos dramáticos de la Copilaçam, constituye la base sólida para la intervención sobre un texto original breve, que en nuestra puesta en escena, se materializa en un espectáculo de duración standar.

EL MONTAJE
El teatro de Gil Vicente se mueve aún entre las dos aguas de la parateatralidad, ligada a los espectáculos cortesanos con baile y música, y la teatralidad moderna. El propio Gil Vicente era director, compositor, y a veces también actor, pero además en ocasiones, los encargados de representar los papeles de sus obras eran los propios cortesanos. Esto nos sitúa en un ámbito en el que el tiempo de la ficción y el de la representación coincidían.  Este aspecto, pervive en la propia naturaleza del texto y de cara a su puesta en escena, condiciona no sólo la relación de los actores con el público sino el mismo código interpretativo.

Nuestra propuesta escénica, en consonancia armónica con lo que emana del texto, es idónea para un espacio reducido en el que la comunicación sea directa. Un espacio contenedor de la acción en el que las fronteras entre actores y público no estén tan claramente delimitadas, que tenga el carácter de espacio improvisado y disfuncional, de lugar elegido para la representación aunque no concebido originalmente como tal. La base de la propuesta escénica, es el espacio pragmático que el propio Gil Vicente plantea en el auto: la coincidencia entre el espacio de la representación y el espacio representado, o lo que es igual un espacio de ficción dramática que se funde con el espacio real. Por eso es ideal para todo tipo de recintos de carácter histórico-artístico, aunque hemos construido una propuesta que perfectamente se puede ajustar a un espacio neutro como es un teatro a la italiana.

Dentro de este espacio contenedor, que jugaría el mismo rol que los elementos arquitectónicos representados a modo de escenografía en la pintura del Renacimiento, se incluyen recursos escenográficos muy sencillos, dentro de una estética basada en la estilización y utilización de los mínimos recursos para alcanzar el mayor grado de significación. De esta manera, una simple cortina sirve para separar la representación de dos mundos: el sagrado, habitado por la Virgen, y el terrenal, habitado por las sibilas y profetas, que a pesar de ser personajes bíblicos, en el auto ejercen de pastores. El teatro vicentino era áulico, itinerante y frecuentemente ocasional, cuya escenografía debía adaptarse al espacio disponible en cada caso. Este es nuestro ámbito de acción.

Los referentes pictóricos de época, son de gran importancia en la definición de la estética y la plástica de nuestra puesta en escena, existiendo numerosos ejemplos que nos muestran un ámbito similar al nuestro: un mundo fuera de tiempo en el que se confunden diversas edades. Una acumulación de anacronismos que subraya la naturaleza intemporal del suceso.

La pintura es, además, un referente imprescindible en aspectos tan transcendentes como la iconografía navideña o la propia composición del movimiento escénico. En este sentido, trabajamos a partir del concepto de Retablo, fundamentalmente en la última parte del auto en la que la acción gira sobre la escena de la adoración.
El hecho de que las figuras que constituyen el nacimiento no intervengan en la acción, nos lleva a imaginar un pesebre inanimado de dos o tres dimensiones. Si además tenemos presente que la innovación vicentina está acompañada de economía de recursos, todo desemboca irremediablemente en la definición que Covarruvias realiza del término retablo: 

“Comúnmente se toma por la tabla en que está pintada alguna historia de devoción, y por estar en la tabla y madera, se dixo retablo. Algunos extranjeros suelen tener una caxa de títeres, que representa alguna historia sagrada, y de allí les dieron el nombre de retablos” 

Los extranjeros a que alude Covarrubias eran, principalmente italianos como Trástulo o Ganasa a remolque de los cuales llegaron en el siglo XVI los primeros titiriteros a la península. Todo encaja a la perfección.
El Auto de la Sibila Casandra se nos antoja un texto lleno de posibilidades, perteneciente a un repertorio que en su aparente simplicidad, trasciende al mismo tiempo lo preteatral de las representaciones paralitúrgicas y lo parateatral de los momos, para presentarnos unos personajes ya caracterizados dramáticamente, dentro de una obra basada en el juego de contrastes entre lo sagrado y lo profano. Nos sitúa en un espacio privilegiado para la experimentación y el juego dramático, y se constituye en esqueleto a partir del cuál construir una puesta en escena disfrutando de los referentes renacentistas desde parámetros absolutamente contemporáneos.

Stephen Reckert dice que más que como un periodo cronológico, el Renacimiento debería tal vez definirse como un estado del espíritu: una sensibilidad globalmente renovadora, en el sentido de que busca en lo antiguo consistentemente o no, un rumbo nuevo. Gil Vicente realiza esta búsqueda, buceando en lo popular, en esas canciones de tipo tradicional que hablan de la nostalgia de un mundo que falta de modo irremediable. Tal vez sea esto lo que nos atrae, lo que nos sobrecoge de la Sibila. Quizá sea nuestra propia añoranza hacia no se sabe qué, lo que nos lleva a Gil Vicente.
Ana Zamora



LA MÚSICA, PARTE ACTIVA DEL DRAMA
La importancia de la música en el teatro de Gil Vicente es del todo indiscutible. Como señalan los estudiosos de su obra, contrariamente a Juan de la Encina,que sólo utiliza sus canciones como cierre de algunas de sus Églogas, en Gil Vicente la música recorre toda su obra y forma parte integrante y activa del drama y del espacio escénico para el que fue concebido su teatro (M.Morais Antología de Música para o Teatro de Gil Vicente).

Manejamos pues no sólo la música como ambiente sonoro, sino un sistema de narrativa musical que es básico en la construcción de la puesta en escena: la música duplica de forma lírica la acción, marca entradas y salidas de personajes, define y modifica su psicología, e incluso la propia acción dramática, ambientando y alterando el ritmo y la tensión afectiva, y sirviendo de puente mágico entre el mundo real y el ficticio.

La música original del teatro vicentino no ha llegado hasta nosotros de forma directa. Sólo conocemos la de aquellas cantigas o vilancetes citados -total o parcialmente- en su obra y que fueron también recogidas en los cancioneros musicales coetáneos. Manuel Morais (op.cit) ha podido recoger hasta 47 poesías musicadas de este modo.

Pero poner música al Auto de la Sibila ha sido un reto aún mayor, puesto que ninguna de las cantigas utilizadas, citadas o compuestas por el autor en esta obra, tiene versión musicada en ningún cancionero. 
La música de los textos originales del auto ha debido pues ser recreada. La referencia principal ha sido la búsqueda, en los cancioneros musicales de la época, de versos musicados de texto similar (No quiero marido no- No quiero ser monja, no), o de acentuación o estructura parecida (Sañosa estaba la niña - Florida estaba la rosa). Referencia es también el tono de folías, recurrente ¬como en la obra de Juan de la Encina- en todo el teatro vicentino. En cuanto a la forma, hemos utilizado algún uso de la época como el cosaute (repetición de versos) y respetado la estructura musical de los villancicos–estribillo/coplas. Con estos elementos, hemos recreado dos vilancetes sobre el texto original, que ofrecemos como propuesta.

A esto añadimos la música de dos villancicos más, provenientes de otros autos vicentinos y que convienen al carácter de los personajes, un villancico portuguésde Luys Milán, otro del Cancionero de Elvas, y la música incidental: la referencia instrumental a la folía, (como danza y como improvisación en las recercadas) y alNunca fue pena mayor de Johannes Urrede, una de las obras de mayor difusión en la época, que fue usada al menos en otras tres obras de Gil Vicente. Para la conclusión de la obra, se ha usado un estribillo navideño proveniente del Cancionero de Segovia, que incluye también entre sus obras el citado Nunca fue pena mayor de Urrede.

La Sibila Casandra fue representada en los maitines de Navidad en un monasterio portugués, pero es un auto pastoril donde predomina la música en castellano, bien sea profana (villancicos a lo humano), o paralitúrgica (villancicos a lo divino) y la música de danza, más que la de carácter litúrgico. No podemos obviar, sin embargo, que uno de los modelos operantes de este auto es el ordo prophetarum, que llega hasta nosotros en el ámbito catalano¬provenzal en el “Cant de la Sibil.la”, o en ejemplares castellanos como el de Toledo, del que tenemos constancia que se representaba en el siglo XIV y se siguió cantando y representando hasta fines del XVIII.  La cita musical del refrán castellano del Canto de la Sibila, Juyzio fuerte será dado, no podía faltar en este Auto.

La interpretación en directo, con reproducciones de instrumentos de la época, es un aspecto muy importante en nuestra propuesta. Y no sólo en el aspecto sonoro, sino también como elección estética en el amplio sentido de la palabra. La aparición de los músicos en escena va más allá del planteamiento estrictamente musical, dentro de la naturaleza de la obra, y se transforma en un elemento recurrente de la iconografía navideña de este Auto de la Sibila.


FICHA ARTÍSTICA 
Versión y dirección 
ANA ZAMORA 
Interpretación 
SERGIO ADILLO
ELENA RAYOS
CARLOS SEGUI
ALEJANDRO SIGÜENZA
JUAN PEDRO SCHWARTZ
Interpretación musical 
SOFÍA ALEGRE (Viola de gamba) 
EVA JORNET (Flautas)
ISABEL ZAMORA (Clave)
Música original, arreglos y dirección musical 
ALICIA LÁZARO 
Vestuario 
DEBORAH MACÍAS 
Iluminación 
MIGUEL ÁNGEL CAMACHO (A.A.I) 
Títeres 
DAVID FARACO 
Ayudante de dirección 
ELENA RAYOS 
Realización de vestuario 
ÁNGELES MARÍN 
Telón 
MILLÁN DE MIGUEL 
Fotografía 
CHICHO
Producción
MIGUEL ANGEL ALCÁNTARA – NOVIEMBRE TEATRO
Producción Nao d´amores 
GERMÁN H. SOLÍS
Duración del espectáculo: 
1 hora



Fotos de Chicho.

Friday, August 16, 2013

Poe nas Caldas da Rainha


"LA MALDICIÓN DE POE"
Os contos do escritor norte-americano Edgar Allan Poe (1809-1849) misturam-se em “A maldição de Põe”; contos terríficos como “O gato negro”, em que um homem fica obcecado com um gato; “Os crimes da rua Morgue”, em que um símio vai barbear um velhote; e o poema “Annabel Lee”, o amor impossível e trágico do par protagonista.

Na trama principal, dois adolescentes, Edgar e Annabel, vivem um amor incipiente, sem por isso deixar de jogar como verdadeiras crianças. Ao longo da obra, esta relação vai encontrar diversos obstáculos, tanto por parte dos personagens que Edgar vai conhecer na sua aventura (entre eles um policia que o quer caçar), como pela frágil saúde de Annabel. Os personagens aparecem em tramas secundárias sucessivas que acabam por afetar a trama principal.

Poe apresenta nos seus contos um universo assustador e ao mesmo tempo poético. Poucos como ele conseguiram fascinar-nos com as imprevisíveis fronteiras da morte, essa aparente possibilidade de mover-se nos dois lados da linha. Os seus personagens ficam obcecadas com pessoas, animais e objetos, mas a sua desventura é comovente.

Em “A maldição de Poe” todos os personagens parecem manipulados por uma força desconhecida (e é verdade que na sua condição de títeres estão submetidos a uma severa manipulação). No entanto, a sua maldição não é outra senão uma repetida má sorte, definitivamente cómica.

CRÍTICAS

“Atmósfera perfecta. Una creación atractiva, original, con un terror muy bien orquestado” (Santiago Fondevila. LA VANGUARDIA)

“Un espectáculo poco menos que magistral, en el que la música, los sugestivos y enormes personajes marionetas y un sorprendente trabajo de manipulación conforman una producción sin precedentes” (EL PERIÓDICO DE CATALUNYA)

“Uno de los mejores espectáculos de títeres para adultos del festival. Su espíritu horripilante es contagioso” (Donald Utera. THE TIMES)

“Transmite emociones intensas al espectador. Los expertos manipuladores manejan las marionetas de un modo asombroso. Un montaje excepcional” (Julia Amezúa. ABC)

“Rigurosa, bella e inquietante. Una pequeña obra de arte” (Manuel Sesma. PRIMER ACTO)

“Unos títeres realmente impresionantes, de realismo fantástico, en la ya legendaria ‘La maldición de Poe’, un espectáculo redondo” (Carlos Gil. ARTEZ)

“De nuevo triunfó Teatro Corsario y su espectacular, magnífico, terrorífico y único (ninguna compañía ofrece un espectáculo similar) montaje de títeres” (Ferran Baile. Feria de Lleida 2010. CYBERPADRES)

“Angoixa, inquietud, el ritme axfisiante d'un malson. Massa! Un espectacle que es recorda” (Marcos Ordóñez. AVUI)

“Imágenes impactantes, atmósferas muy bien ambientadas que hacen abrir los ojos con asombro, produciendo un placer superior a la contemplación del mejor cine de género” (Xoán Carlos Riobó. REVISTA GALEGA DE TEATRO)

“Una de las ofertas más interesantes la presentó Teatro Corsario con un espectáculo de marionetas que consiguió atemorizar al público” (Alex Salmón. EL MUNDO)

“Los espectadores fueron captados por la belleza de sus imágenes. Largos y cálidos aplausos” (Fernando Herrero. EL NORTE DE CASTILLA)

“Parece como si desde la ultratumba el propio Poe hubiera guiado a este equipo. Lo inquietante, lo siniestro y lo enigmático adquieren una dimensión fuera de lo común. Adecuadísima la música. Espectáculo magistral” (Carlos Toquero. EL MUNDO DE VALLADOLID)

“Espectáculo de marionetas altamente inventivo, por elas, pela manipulación, pela estructura dramatúrgica, pelo cómico de todos os elementos. Um trabalho supreendente que o público justamente aplaudiu” (Carlos Porto. JORNAL DE LETRAS, ARTES E IDEIAS)

“Ha dejado una estela de éxitos en los festivales en que ha participado. Delicioso cuento de terror” (Pablo Ley. EL PAÍS)

BILHETES

Bilhete Geral: 10.00€
Bilhete Estudante, Sénior: 7.50€
Pack 3: 20.00€
Pack 4: 25.00€
Pack Família 2 adultos + 3 crianças (até 12 anos): 20€

Jean Cocteau estreia no Teatro da Trindade pela mão de Alves do Ó


O SANGUE DO POETA: 50 ANOS DEPOIS
Jean Cocteau é um homem do fascínio. Multifacetado, empreendedor, genial, louco, brilhante, é tudo em tudo o que fez. Este ano comemoramos os 50 anos da sua morte, como se a morte fosse uma verdade na existência imortal de Cocteau. Não é. A morte não existe. Ele iludiu-a, convocou a sua presença para depois matá-la. Basta ver os seus filmes, obras-primas dum cinema único e irrepetível. Há qualquer coisa de bardo e de feiticeiro na obra e na presença deste francês amador do mundo, dos homens e mulheres, da palavra, da imagem, como se essa “arte de viver” fosse, afinal, a única que vale a pena perseguir. E ele perseguiu-a com malabarismos e reflexos. Por isso, tantos anos depois, o seu legado continua tão brilhante como na época em que viu a luz do dia. Não morre, não ganha pó, não ganha tempo, não ganha a terminologia mortífera do clássico.
Tudo em Cocteau: é. E não: foi.

“A Voz Humana” é um dos seus textos mais representados. Desafio pecaminoso e irresistível para qualquer actriz. Feito e refeito de mil formas, actualizado, distorcido, dividido, ampliado, tudo já foi feito com este simples e intermitente telefonema. Tudo. O que nos resta fazer? Pouco, muito pouco. Resta-nos no fundo, mantê-lo vivo, resgatá-lo sempre, como quem alimenta um corpo, uma emoção, um momento.
É um texto para uma voz. A voz como elemento fundamental de todas as histórias. A oralidade que vamos perdendo e que é preciso resgatar do silêncio e do barulho ensurdecedor do mundo que grita muito e diz muito pouco. Aqui, todas as palavras têm um peso e uma intenção. E foi essa arqueologia que decidi fazer. Não apenas ler e dizer o que as palavras formam, mas o que elas escondem. Cocteau, o mágico, o dissimulado, o manipulador da caixa de pandora, brinca com as palavras como quem constrói um labirinto de intenções e angústias. A verdade estampada no texto é frágil, contraditória, exige a nossa máxima atenção. Cocteau faz neste texto o que viria depois a fazer nos seus filmes – nem sempre o que parece, é. Nem sempre o que se ouve, é.
O desafio era exactamente esse – prestar atenção às palavras mil vezes repetidas de Cocteau e abrir uma outra porta para a sua interpretação e para isso voltámos ao local do crime. À cidade de Paris dos anos 30. Voltámos à casa, como detectives de palavras de um assassino que não matando ninguém, nem nada, convoca o mistério como a maior de todas as ambições humanas.
Vicente Alves do Ó
Encenador

Em busca da personagem
Mme. De Merteuil declara guerra ao homem que ama, acreditando ser esse o caminho para o ganhar.
Xerazade embala o seu amante/verdugo contando-lhe histórias intermináveis durante mil e uma noites. A sua voz adormece o carrasco, evita o fim fatal.
Na peça de Jean Cocteau, uma personagem sem nome – destino icónico anunciado – ameaçada de abandono, de morte de amor, recorre também à fala, à palavra, como meio de resistência, de sobrevivência.
A personagem de Cocteau tem a energia da fera Merteuil, na sua lucidez e na estratégia forjada.
Numa situação imaculada de contágio físico, em que só a voz conta, joga-se um jogo de mentira verbal e emocional. Um jogo a dois, mesmo que apenas se oiça um dos jogadores.
Como manda o teatro, o resultado da contenda cabe aos espetadores construir.
Carmen Santos
Atriz

”A VOZ HUMANA” de JEAN COCTEAU – Sinopse
Madame de... espera, impaciente, por uma chamada telefónica. Sabe que virá. Sabe que será uma chamada derradeira. O último telefonema. Através dum fio de telefone, espera recuperar ainda o amante que parte, que a abandona, que se escapa como um fantasma que agora é apenas passado. A realidade dos últimos tempos transformou uma história de amor numa história de memórias e são essas memórias que Madame de... usa para resgatá-lo, trazer de volta, como se o amor fosse um corpo à espera de ser agrilhoado, ou um destino do qual nunca se escapa incólume.
Durante uma hora e meia, Madame de... usa todas as palavras possíveis, todos os silêncios e interrupções, num diálogo que se transforma em combate, em confissão, em fervoroso jogo de enganos e mentiras. A voz, elemento primordial, é onde tudo reside. O coração na boca, dirão, sim, o coração na boca, o sangue num fio de telefone que atravessa a cidade de Paris dos anos 30 e que na penumbra da noite bate com a velocidade de uma pequena tragédia doméstica. Mas todas as tragédias são enormes, gigantes para quem as vive. Diante da noite e do abandono, não há palavra que salve um amor que se desfaz. A verdade é apenas uma questão de tom. Como na música. O tom da voz revela, o que as palavras escondem.


Teatro da Trindade
22 Agosto a 8 Setembro, 2013
Quarta a Sábado às 22H00 | Domingos às 18H00
Classificação Etária: M/12
Bilhetes: entre 8,00€ e 15,00€ (Teatro da Trindade; Ticketline; Fnac)
Descontos: não cumulativos
40% Cartão INATEL e entidades c/ Protocolos c/ INATEL
30% Profissionais do espectáculo; Seniores (+65); Jovens (-25);
Grupos: mínimo 10 bilhetes (marcação prévia, aquisição conjunta)
20% Cartão Fnac

A VOZ HUMANA*
Peça em um acto de Jean Cocteau (1889-1963)
*”La Voix humaine”, 1930, com a amável autorização de Pierre Bergé,
Presidente do Comité Jean Cocteau e titular exclusivo dos direitos da obra de Jean Cocteau

Interpretação Carmen Santos
Encenação Vicente Alves do Ó
Assistente Encenação Anaísa Raquel
Música original João Gomes
Cenografia Eurico Lopes
Figurino Atelier Maria Gonzaga
Penteado Leonel – Le Salon | Cabeleira: Hairplus
Maquilhagem Paulo Julião
Fotografia de cena Rogério Martins

Agradecimentos Comité Jean Cocteau
Institut Français du Portugal

Apoios Encena - Agência de Actores
Auditório Lopes Graça – Câmara Municipal de Almada
Leonel – Le Salon | Hairplus
BIOGRAFIAS
Carmen Santos
Licenciada em Filologia Germânica, é no teatro universitário que tem as primeiras experiências teatrais. Começa também nessa época uma colaboração frequente na rádio e televisão. No ano de 1974 assume a situação de profissional. Começa em Os Bonecreiros e passa pela maior parte dos grupos teatrais de Lisboa – Teatro da Cornucópia, Companhia Nacional II (Teatro da Trindade), Teatro Estúdio de Lisboa, Teatro “A Barraca”, Companhia de Teatro de Lisboa (Graça Lobo), Teatro da Politécnica (de que foi co-fundadora), ACARTE, Teatro Aberto Comuna, Teatro da Malaposta, Teatro Maria Matos, Teatro da Trindade, Teatro Aberto e TNDM II.
Foi ainda co-fundadora do Novo Grupo de Teatro, sediado no Teatro Aberto. Depois do ano 2000, interpreta e protagoniza peças de Tennessee Williams – Bruscamente No Verão Passado; Anton Tchekov – Partitura Inacabada; Ligações perigosas de Christ. Hampton, adapt. do texto de C. Laclos; Imaculados de Dea Loher.
Tem sido presença frequente na TV – em novelas, séries e filmes televisivos, bem como no cinema, em curtas e longas-metragens. Trabalhou com realizadores como – Eduardo Geada, Jorge Queiroga, Joaquim Leitão e Manoel de Oliveira.

Vicente Alves do Ó
Assinou a sua entrada no mundo do cinema em 2000 com dois telefilmes da Sic/Animatógrafo 2 – Monsanto e Facas e Anjos, e a colaboração no projecto de António-Pedro Vasconcelos Os Imortais. Depois de três curtas metragens e alguns argumentos para realizadores portugueses, estreou-se como realizador de longas-metragens em 2011 com “Quinze Pontos na Alma”, com Rita Loureiro, João Reis e Marcello Urghege. Em 2012 lançou o seu primeiro romance “Marilyn à beira-mar” e o filme “Florbela”, com Dalila Carmo, Ivo Canelas e Albano Jerónimo. Sucesso de bilheteira, vencedor de vários prémios, actualmente em digressão internacional por vários países e festivais do mundo.
A sua ligação ao teatro começou no início dos anos 90. Trabalhou no Alentejo, Sines, onde fez algumas formações, escreveu e encenou peças para um grupo amador até ao momento em que se mudou para Lisboa. Desde então escreveu a peça “Amália em Nova Iorque” levada à cena com Maria José Pascoal, no Museu do Fado e tem apresentado micro-peças no Teatro Rápido, onde escreveu e encenou para os actores Anabela Teixeira, Eurico Lopes, Carmen Santos, Márcia Cardoso e Ricardo Barbosa.
Actualmente prepara a sua próxima longa-metragem e escreve o segundo romance com saída em 2014.

Teatro e Dança | Setembro, Outubro 2013 no Teatro Maria Matos



teatro e dança setembro, outubro 2013
no Teatro Maria Matos
( Bilhetes à venda para todos os concertos a partir de hoje na bilheteira física e online do Teatro Maria Matos, ABEP, Agência de Alvalade, CTT, Fnac, Teatro São Luiz e Worten )

teatro
Two Maybe More (na foto)
Marco Martins

6 a 14 setembro (exceto 9 a 11) 21h30
14€ / 7€
Two Maybe More é um projecto multidisciplinar que reflecte sobre as temáticas da relação do indivíduo com o mundo exterior, do privado com o espaço público. Partindo da linguagem coreográfica de Sofia Dias e Vítor Roriz, moderada pelos textos de Gonçalo M. Tavares e a música de Pedro Moreira, conta ainda com a colaboração do Coro Gulbenkian, que surge aqui não no tradicional papel de acompanhamento musical dos intérpretes, mas como parte da estratégia do próprio movimento.

There’s no such thing as society
Ao longo dos próximos meses, o Teatro Maria Matos e os seus parceiros da rede House on Fire irão dedicar atenção ao ressuscitado debate sobre o individual e o comum.

There’s no such thing as society
performance
Re-presentación: Númax 1979
Roger Bernat (Barcelona)

18 setembro 21h30
Entrada livre
Em 1979, depois de dois anos e meio de greves, mobilizações e autogestão, os trabalhadores da fábrica de eletrodomésticos Númax decidiram fazer um filme ― Númax presenta ― com o realizador catalão Joaquim Jordà a narrar esta luta. O filme é uma recolha das discussões e de alguns comités e assembleias dos trabalhadores da fábrica. Em Re-presentación: Númax 1979, Roger Bernat convida o público a participar na reconstituição de algumas cenas do filme de Jordà, recriando os debates e as lutas dos operários da Númax.

There’s no such thing as society
performance
In Common
Ivana Müller (Zagrebe/Paris)

20 e 21 setembro 21h30
12€ / 6€
Dez performers partilham o mesmo palco, a mesma linguagem e o mesmo conjunto de regras, e inevitavelmente deparam-se com situações que têm de resolver em conjunto, problemas comparáveis aos que conhecemos das democracias contemporâneas. O que acontece quando as pessoas se juntam? Aquilo que representamos e como somos representados são as questões cruciais que atravessam este trabalho, em que uma série de proposições coreográficas criam um surpreendente espaço de explorações sociopolíticas.

There’s no such thing as society
performance
We are still watching
Ivana Müller (Zagrebe/Paris)

21 setembro 19h30
Entrada livre
We are still watching tem o formato de um primeiro ensaio, em que os atores, sentados à volta de uma mesa, se confrontam pela primeira vez com a peça. A diferença é que aqui são os próprios espectadores que leem pela primeira vez o texto da peça. Ao longo de uma hora passada na companhia uns dos outros, os espectadores dão corpo a uma comunidade temporária tomando decisões individualmente e em conjunto, mas nunca se desviando do guião. Na sociedade em miniatura que se desenvolve ao longo do espetáculo, cada um vai, aos poucos, assumindo o seu papel.

There’s no such thing as society
workshop
Futuro 2.0
Harald Welzer (Berlim)

28 setembro 10h30 às 13h00
Entrada livre (sujeita à lotação da sala) mediante inscrição até 26 setembro para producao@teatromariamatos.pt
Neste workshop, Harald Welzer apresenta o projeto FUTURZWEI, as suas razões, o seu conteúdo, os seus objetivos. Os participantes são convidados a partilhar projetos e iniciativas similares do seu próprio conhecimento.

dança
What the Body Does Not Remember
Wim Vandekeybus (Bruxelas)

27 e 28 setembro 21h30
15€ / 7,50€
Corria o ano de 1987 e Wim Vandekeybus surpreendia o mundo da dança estreando com a sua companhia Ultima Vez o espetáculo What the Body Does Not Remember. No ano seguinte, em Nova Iorque, o coreógrafo e os compositores Thierry de Mey e Peter Vermeersch receberam os prestigiados prémios de dança e performance Bessie e a peça consagrou-se como uma das mais influentes criações da dança contemporânea. Passados 25 anos e com um novo elenco, What the Body Does Not Remember faz uma nova digressão mundial e passa por Lisboa.


teatro | coprodução mm
Macbain
Gonçalo Waddington e Carla Maciel

16 a 20 outubro
quarta a sábado 21h30 domingo 18h00
12€ / 6€
O holandês Gerardjan Rijnders é um dos dramaturgos mais fascinantes da atualidade. Após um encontro com o casal de atores Gonçalo Waddington e Carla Maciel, decidiu escrever uma peça de teatro para eles sobre dois outros casais: o casal Macbeth, a partir de Shakespeare, e Kurt Cobain & Courtney Love, a partir da biografia Heavier than Heaven de Charles R. Cross.

Imagem gráfica desenvolvida

44.º Aniversário Teatro Maria Matos + 10.º Aniversário mala voadora & Mundo Perfeito
Ao longo de 5 semanas o Teatro Maria Matos apresenta um vasto programa de espetáculos que assinala o décimo aniversário da mala voadora e do Mundo Perfeito. Não há aniversário sem festa e, a convite do Teatro, as duas companhias juntam-se para organizar uma maratona artística intitulada 10 anos 10 horas que servirá também para assinalar os 44 anos do Teatro Maria Matos.

10 anos 10 horas
44.º Aniversário Teatro Maria Matos + 10.º Aniversário mala voadora & Mundo Perfeito
26 outubro 16h00 às 02h00

Tristeza e Alegria na Vida das Girafas
Mundo Perfeito
30 outubro e 2 novembro 21h30

overdrama
mala voadora
31 outubro e 1 novembro 21h30

Se uma janela se abrisse
Mundo Perfeito
7 novembro 21h30

what I heard about the world
mala voadora + Third Angel
8 e 9 novembro 21h30

Os Justos
mala voadora
14 novembro 21h30

Três dedos abaixo do joelho
Mundo Perfeito
15 e 16 novembro 21h30

By heart (nova criação)
Mundo Perfeito
20 a 23 novembro 21h30

Paraíso 1 (nova criação)
mala voadora
26 a 29 novembro 21h30

Cada espetáculo 12€ / 6€
Passe especial para todos os espetáculos 28€ / 14€

"Sala Vip" no Teatro da Politécnica de 4 de Setembro a 19 de Outubro

 

SALA VIP de Jorge Silva Melo

No Teatro da Politécnica de 4 de Setembro a 19 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | sáb às 16h00 e às 21h00
RESERVAS | 961960281 | 213916750 (dias úteis 10h às 18h)

Com Andreia Bento, Maria João Falcão, Elmano Sancho, António Simão e João Pedro Mamede Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves assistida por Ângela Rocha Construção Thomas Kahrel Músico João Aboim Fotografias Jorge Gonçalves Luz Pedro Domingos Assistente de Encenação João Delgado Encenação Pedro Gil Uma produção Pedro Gil/Artistas Unidos/Culturgest M16

Gente que espera, gente que já morreu? São quem? Personagens do mundo lírico, Leonoras, Huskymiller, Azucenas? Esperam - desesperam. Já tudo acabou?

Huskymiller/Dr. House Não funcionam os rins
nem o baço – não funcionam
os pulmões.
Leonora Respiração assistida?
Açucena E a visícula, o apêndice?
O estômago, a laringe?
O diafragma, os intestinos.
Leonora Funciona alguma coisa?
Huskymiller/Dr. House Nem o cérebro.
Não responde.
Karsenty Jr, Não funciona o coração?
Huskymiller/Dr. House Não.

Jorge Silva Melo, Sala VIP

"A Estalajadeira" na Festa de Teatro - Forúm Luisa Tódi (Setúbal), 5ª 29 Agosto


A ESTALAJADEIRA de Carlo Goldoni

Na Festa de Teatro - Forúm Luisa Tódi (Setúbal), 5ª 29 Agosto

Tradução Jorge Silva Melo Com Américo Silva, António Simão, Catarina Wallenstein, Elmano Sancho,Rúben Gomes, Maria João Falcão, Maria João Pinho, João Delgado, Tiago Nogueira Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Fotografias Jorge Gonçalves Luz Pedro Domingos Assistência Leonor Carpinteiro e João Delgado Encenação Jorge Silva Melo Co-produção AU/ TNSJ/ Centro Cultural de Belém com o apoio do Centro Cultural do Cartaxo M12

E vós, senhores, aproveitai de tudo o que vistes para vantagem e segurança dos vossos corações. E se alguma vez estiverdes numa ocasião de duvidar, quase a ceder, pensai nos artifícios que vistes. E lembrai-vos da Estalajadeira!

Carlo Goldoni, A Estajaladeira

O texto está publicado no Teatro Escolhido de Carlo Goldoni nos Livros Cotovia.

Lisbon Players apresentam programação para a temporada 2013/2014.


O grupo de teatro em inglês The Lisbon Players, de Lisboa, anunciou a programação para 2013/2014, que começa em outubro, com a comédia “Hay Fever”, de Noel Coward (na foto), a primeira das seis peças a apresentar na temporada.
A companhia anuncia a programação que estará em cena no Estrela Hall, numa altura em que a continuidade naquele espaço, que ocupa há 40 anos, é incerta, pelo facto de o Governo inglês, proprietário de todo o quarteirão que integra o teatro, o ter vendido.

Em declarações à Lusa, Jonathan Weightman, de The Lisbon Players, disse que decorrem já negociações com o Governo inglês e com o comprador, “e tudo indica que se continuará a apresentar as peças no Estrela Hall”.

"Acreditamos que vamos continuar lá, e daí estarmos a trabalhar nesse sentido, com uma programação que irá até junho do próximo ano", enfatizou Whightman.

“Hay Fever”, de Noel Coward, terá encenação de António Andrade, seguindo-se, em cartaz, o drama épico de William Shakespeare "Antony and Cleopatra", encenado por José Henrique Neto, que estará em cena em novembro e dezembro.

“The Road to Mecca”, do autor contemporâneo Athol Fugard, abre o cartaz em janeiro próximo e estará em cena até fevereiro, com encenação de Elettra Sacchi.

Em março, sobe à cena “Blind Eye”, de Susannah Finzi, uma peça sobre o julgamento de crimes de guerra, que se passa entre Lisboa e Paris em 1952 e 1982, encenada por Valerie Braddell

“A ação dramática desta peça coloca em confronto, os interesses conflituantes de um advogado dos Direitos Humanos, um negociador de paz e um idoso simpatizante nazi”, explicou fonte dos Lisbon Players.

Em abril e maio estará em cartaz uma peça sobre a I Grande Guerra (1914-1918), “Journey’s End”, de R.C. Sherriff, encenada por Jonathan Weightman.

Situada “por ocasião do centenário da eclosão da I Guerra Mundial, esta peça é um jogo emocionante e comovente que nos traz um vislumbre das trincheiras em Saint-Quentin, durante quatro dias, em março de 1918”, explicou o encenador.

“Pygmalion”, de George Bernard Shaw, encerra a temporada. Esta peça será, desta feita, encenada por Celia Williams. A obra, publicada em Portugal sob o título "Pigmalião", deu origem ao filme “My Fair Lady”, de George Cukor, protagonizado por Audrey Hepburn, Rex Harrison e Stanley Holloway.

Recentemente, a Câmara de Lisboa reconheceu o "elevado interesse cultural" de The Lisbon Players. Numa nota assinada pela vereadora da Cultura, enviada em finais de julho à direção do grupo de teatro, Catarina Vaz Pinto reconhece "o trabalho e o elevado interesse cultural" da companhia, e manifesta "a disponibilidade para contribuir para a obtenção de uma solução que permita viabilizar a manutenção da atividade da The Lisbon Players nos atuais moldes de funcionamento".

Entretanto, está disponível uma petição na Internet, em http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=SOSlisbonplayers, na qual se exige a permanência dos Lisbon Plyers no Estrela Hall.

Esta petição já reuniu mais de 2.000 assinaturas, mas são necessárias 4.000 para ser levada à Assembleia da República, como é o propósito do grupo.

“Os Lisbon Players são a mais antiga companhia teatral em atividade contínua em Lisboa, com quatro a seis produções anuais no Estrela Hall desde 1947. Sem qualquer subsídio, têm pago inteiramente a manutenção, obras, licenças e despesas correntes do edifício, integrado num quarteirão doado por D. Maria I no séc. XVIII para usufruto das comunidades estrangeiras residentes na cidade”, lê-se no texto da petição que defende que os Lisbon Players “devem permanecer na sua casa-mãe, o Estrela Hall”.

9ª edição do Circular Festival de Artes Performativas


CIRCULAR FESTIVAL DE ARTES PERFORMATIVAS 9ª edição
21 Setembro a 5 Outubro, Vila do Conde
De 21 de Setembro a 5 de Outubro de 2013 o Circular Festival de Artes Performativas traz a Vila do Conde novas criações, algumas em estreia absoluta, nas áreas da dança contemporânea, performance e música. O programa do Festival inclui nomes como Tânia Carvalho, Ghuna X, Paulo Mendes, Rogério Nuno Costa, Susana Chiocca, Ana Borralho & João Galante, Alina Bilokon, Léa Rault e Urândia Aragão, João dos Santos Martins e Min Kyoung Lee, Tropa Macaca, Joclécio Azevedo, HHY & The Macumbas e programação paralela.

Programa XV Festa do Teatro Setúbal


Nova revista em preparação no Maria Vitória


Friday, August 2, 2013

"Isto é Que Me Dói" em Portimão em Agosto


Numa homenagem a Raul Solnado, José Raposo apresenta a comédia de 1977 que se destacou no panorama teatral português.

Uma adaptação de “Check-up”, com a peça do dramaturgo brasileiro Paulo Pontes, sobre as peripécias do internamento de um actor num hospital público, a ganhar nova vida. Para tal, conta com actores conhecidos do grande público onde se enquadram alguns convidados especiais, como o actor Joel Branco – que fazia parte do elenco original – e o actor Mário Jacques.

A encenação está a cargo de Francisco Nicholson, assistido por Frederico Corado.

Texto de Paulo Pontes
Produção de Estreia, Sucesso e Despedida | Encenação de Francisco Nicholson | Interpretação de José Raposo, Sara Barradas, Joel Branco, Mário Jacques, Fátima Severino, Miguel Raposo, Pedro Carvalho |
Cenografia de António Casimiro e Miguel Sá Fernandes | Assistência de Enceção de Frederico Corado

Morada: TEMPO - Teatro Municipal de Portimão
Largo 1.º de Dezembro, 8500-538 Portimão
Telefone : 282402470
Fax : 282402471
E-mail: info@teatromunicipaldeportimao.pt
Site : http://www.teatromunicipaldeportimao.pt

QUANDO: 31 Jul 2013 a 03 Ago 2013
ONDE: Teatro Municipal de Portimão, Portimão
QUANTO: 12,00€ | 10,00€ para menores de 12, maiores de 65 anos e para grupos com mais de 10 pessoas
HORAS: 22h


"Loucura dos 50" no Teatro Villaret



Comédia com Joaquim Nicolau; António Melo; Almeno Gonçalves e Fernando Ferrão. Encenação de Adriano Luz.
De 8 de Agosto a 15 de Setembro. De quinta a sábado às 21h45 e aos domingos às 17h.
Preço : 15€ (com desconto para grupos e maiores de 65)
Reserve já o seu bilhete através dos contactos: 21 353 85 86 ou 1820

XV Festa do Teatro - Setúbal



Entrou Agosto e a XV Festa do teatro vai entrar com (a)gosto!
De 24 a 31 de Agosto em Setúbal!

Aulas Balleteatro


AULAS
ABERTAS AS INSCRIÇÕES 2013 / 2014 TODAS AS IDADES
DANÇA, TEATRO, BALLETEATRINHO, FOTOGRAFIA E VÍDEO, TAI CHI*, ACROBACIA*, TEATRO FÍSICO*, ATELIERS...
EDIFÍCIO AXA

*actividades gratuitas de inscrição obrigatória dentro do programa 1ª Avenida
+ INFO: producao@balleteatro.pt / servicoeducativo@balleteatro.pt | 935239025 / 937631900
www.balleteatro.pt

"Contos D'Avó"


CONTOS D'AVÓ | 15 a 25 AGOSTO
Joane, Pousada de Saramagos e Vermoim
+ info: www.espacomutante.teatrodadidascalia.com

Wednesday, July 31, 2013

Teatro Rápido em Agosto


PARA ONDE O SOL ME LEVAR

Agosto é sinónimo de praia, férias, sol e calor, também de viagens, emoções ao rubro, reencontros e revisitações. Viagens metafóricas; o sol como elemento de esperança. O Teatro Rápido não vai de férias, mantém-se de portas abertas, sendo uma boa opção cultural para o mês de Agosto.

Em Agosto assinalamos as estreias no TR de Alexandre Tavares, que encena Diogo Tavares, num texto de Armando Nascimento Rosa; Duarte Grilo, que já tem pisado o palco do TR BAR com Café Improv, faz a sua estreia em Sala com encenação de José Carlos Garcia. Anna Carvalho está de regresso ao TR ao lado de Marta Prieto e ainda a estreia absoluta no TR de Igor Sampaio ao lado de Isabel Damatta, pela mão de Fernarndo Gomes.
Pelo palco do TR Bar teremos o regresso de Eduardo Gaspar com o hilariante trabalho de “Elas Sou Eu” e ainda a continuidade do PFShortsFest.

Em Agosto o TR interrompe a Programação para a Infância, regressando em Setembro!

De 1 a 31 de Agosto -  de 5ª a 2ª


SALA 1 – Cigano de Lisboa
Horário das sessões: 18h00 | 18h30 | 19h00 | 19h30 | 20h00
quinta a segunda | M/12 | 3€

Texto: Armando Nascimento Rosa
Encenação e Cenografia:  Alexandre Tavares
Interpretação: Diogo Tavares
Produção: João Pires

Sinopse: 
Um “cigano” que não é cigano. Um rapaz cuja alcunha caracteriza um estilo de vida imposto desde muito cedo na sua existência. O seu avô, um bailarino reformado, e o último dos seus familiares vivo, ao descobrir a existência do neto, fez todos os possíveis para assegurar o seu futuro e ajudá-lo a cumprir o seu sonho de se tornar escritor, acolhendo-o quando mais ninguém o faria. No entanto, o jovem vê-se de novo na solidão, confrontando-se com a morte deste avô pouco tempo depois de o conhecer – e com ele, morre a recém-nascida esperança na sua triste vida.


SALA 2 – Belo, Feio e Assim Assim
Horário das sessões: 18h05 | 18h35 | 19h05 | 19h35 | 20h05
quinta a segunda | M/12 | 3€

Texto: Adriano Teixeira
Encenação: José Carlos Garcia
Interpretação: Duarte Grilo
Cenografia e Grafismo:  Pedro Vercesi
Fotografia de Cena:  Luciana Coelho

Sinopse: 
Amar e perder e depois escrever sobre isso, talvez seja essa a ordem natural das coisas. É tão difícil amar enquanto adulto, quando eu era um miúdo o amor era um coração toscamente recortado em papel de lustro, e agora, todos estes anos depois, não tenho uma melhor ideia do que ele é, apenas sei um pouco mais sobre o vazio que deixa quando morre.


SALA 3 – Barbona
Horário das sessões: 18h15 | 18h45 | 19h15 | 19h45 | 20h15
quinta a segunda | M/16 | 3€

Texto: Marta Prieto
Encenação e Interpretação: Anna Carvalho e Marta Prieto
Imagem Gráfica, Cenografia e Produção: António Proença Azevedo
Assistência de Produção: Rita Borreccio  e Ana Bicker

Espetáculo disponível em Português; Inglês e Italiano mediante reserva antecipada para grupos através do 213 479 138 ou tr@teatrorapido.com

Sinopse: 
Barbona (Mendiga em Italiano) é violada repetidamente pelo tio em criança. O pai não acredita. Acha que ela inventa todas aquelas histórias, até porque o tio é bom para a família. 
Barbona pegou numa mochila com algumas coisas e numa roda da sua bicicleta. Fugiu do seu país sem mais nada. Caminhou em direção ao Sol, como nos filmes. Caminhou todos os dias até chegar a Bolonha, cidade que, desde então, escolheu para ser a sua casa. Pelo caminho perdeu a razão.
Enlouqueceu de dor e de cansaço. Foi para onde o Sol a levou... para sempre.


SALA 4 – Sol-Ida-Mente… Juntos!
Horário das sessões: 18h20 | 18h50 | 19h20 | 19h50 | 20h25
quinta a segunda | M/12 | 3€

Autor: Tom Lis
Encenação: Fernando Gomes
Interpretação: Igor Sampaio e Isabel Damatta

Sinopse:
Tomé e Lis são um casal, como tantos outros, que já gastaram as palavras, já deixaram de se ouvir e apenas estão habituados a co-existir.
O medo da solidão, leva-os a irem vivendo cada dia sem prazer de ser, de estar ou mesmo de conviver, com os outros, e menos ainda, um com o outro.
Sentem a mente vazia de desejo. A ida a qualquer lado, é uma fuga para lado nenhum. Só o Sol consegue iluminar um pouco os seus dias “carregados de escuridão”.
Por isso, num dia de Sol, Lis pensa numa ida a qualquer lado, mas, rapidamente, perante a recusa de Tomé, a mente “abre asas” e começam a discutir, sem saberem muito bem porquê. 
Depois de alguma (des)conversa, palavras que apenas se juntam para formarem frases, que têm mais a intenção de atingir e magoar do que, interagir e (re)aproximar, acabam por exprimir o que lhes vai na alma e, no fim,  saem de mãos dadas para, finalmente, conversarem e apanharem Sol, solidamente juntos!


TR BAR
Sáb. dia 3 e Sáb. dia 24
Elas sou eu (o que a gente não faz para pagar a renda)
Café-Teatro
M/16 | 22h
ENTRADA: 7,50€ 
com oferta de 1,50€ em consumo TR BAR (não reembonsável)

Texto e Interpretação: Eduardo Gaspar
Encenação: Hugo Sovelas
Sinopse:
“Elas Sou Eu (o que a gente não faz para pagar a renda)” é uma comédia, ambientada no Brasil, que conta a história de quatro mulheres que têm um objectivo comum: ser bem sucedidas, seja emocional, social ou profissionalmente.
Lucy Neyde é uma perigosa empregada doméstica que faz de tudo para realizar o seu sonho de se transformar numa actriz famosa e reconquistar o seu antigo amor, um grande cantor da música romântica do Brasil.
Berenice, por sua vez, é uma fogosa baiana que procura a felicidade depois de um casamento frustrado e descobre os prazeres da vida através dos filmes pornográficos e do encontro com o mundo, um muito bem constituído nativo de Benguela. 
Yolanda é uma mulher da alta sociedade que se divide entre o amor à filha mais velha (Maria  Cleide), a repulsa pela filha mais nova (Maria Cláudia), a relação sobrenatural com o marido, Otacílio, e a falsa amizade com uma emigrante portuguesa. Gasta todo o seu tempo na harmonização de conflitos quando, na verdade, tudo o que quer são cinco minutos para beber sua flute de champanhe em paz. 
Por fim, a misteriosa irmã Bondade, religiosa não por vocação, mas pelo desígnio do próprio nome, que vive, segundo consta, pois nunca foi vista por ninguém, enclausurada num convento, algures em alguma parte do país. Sabe-se apenas que guarda consigo um segredo que está tão bem escondido como o seu verdadeiro objectivo de vida.


5ª dia 8 e 5ª dia 22
PFShortsFest
21h30
ENTRADA: 3,00€ com oferta de 1 imperial
O Portugal Fantástico junta-se ao Teatro Rápido para levar o cinema nacional ao Chiado. A partir de Junho, mensalmente, na segunda e última 5ª Feira de cada mês, às 21h30, serão exibidas várias curtas-metragens nacionais no magnífico espaço do TR BAR do Teatro Rápido.
As mostras serão exibidas no âmbito do "PFShortsFest" onde, em cada sessão, uma das curtas-metragens será escolhida pelo público como a melhor da sessão. Trimestralmente, as seis curtas-metragens escolhidas como melhores em cada sessão, estarão presentes numa mostra final onde será selecionada a vencedora à qual será atribuído um prémio.

REGULAMENTO: http://www.portugalfantastico.com/pfshortsfest/

Programa Dia 8
A Ceia
De Duarte Guedes
Sinopse: Um homem amargo está perdido e sem memória, será que se vai encontrar, será que quer ser encontrado?...
Classificação Etária: M/12

A Estrela Mais Brilhante
De Joana Santos
Sinopse: Vasco e o seu pai tentam ultrapassar a morte recente da mãe – Francisco, explica o
desaparecimento da mãe ao filho dizendo-lhe que a sua mãe está entre as estrelas, no céu.
Vasco decide traçar um plano para ir em busca da mãe ao espaço - constrói uma nave espacial
com destino às estrelas tendo como missão o seu resgate.
É uma história sobre a procura por algo que desapareceu, sobre o ultrapassar a ausência de
alguém e sobre a imaginação de uma criança.
Classificação Etária: M/12

Alabote
De João Garcia
Sinopse: Os pais de António partiram e deixaram-no com a avó materna. António sonha reencontrar os pais e vive num mundo de fantasia que lhe é proporcionado pela avó que tenta deste modo esconder a verdade. Há uma vizinha, que entre sopas e caldinhos, vai tentado abrir os olhos de António para a verdade. A verdade escondida dentro de um velho baú.
Classificação Etária: M/12

De Mim
De Carlos Melim
Sinopse: "De mim" é uma curta metragem independente, escrita e realizada por Carlos Melim, um jovem realizador madeirense. É um filme autobiográfico que acompanha o autor através dos sentimentos de perda e solidão. Trata-se de uma carta de despedida, escrita num momento limite, repleta de dúvidas existenciais… Durante seis minutos, acompanhamos os pensamentos do autor enquanto ele se questiona acerca das suas escolhas… Até decidir o caminho que pretende percorrer, revê as situações que lhe causam tanta dor… a perda de amigos, as saudades da família, os desgostos de amor…
"De mim" é a mensagem do realizador para todos aqueles que nos momentos mais sombrios já se questionaram sobre o sentido da vida… É sobre aquele momento particular em que nos sentimos tão deslocados, tão revoltados e tão sós que temos de fugir do mundo para nos reencontrarmos.
Classificação Etária: M/12

Tsintty
De Rui Pedro Sousa
Sinopse: Conta a história do desmoronar de uma relação amorosa, através do ponto de vista de 3 casais diferentes, e a solução para os problemas de quem é maltratado durante a mesma.
Classificação Etária: M/12


Programa dia 22
Clarisse
De Erick Loyola Sazo
Sinopse: "Por vezes a dor pode fazer-nos perder a noção da realidade, o passado misturar-se com o presente e tudo tornar-se incerto.
E é nessa incerteza que se encontra Clarisse (Francisca Figueiredo), uma jovem mulher perdida no tempo que aos poucos acaba por descobrir uma nova realidade que poderá mudar o rumo da sua vida."
Classificação Etária: M/12

Fogo & Prata
De Afonso Nunes
Sinopse: Ignis, uma jovem afável e bem-disposta, sente-se isolada perante a comunidade da aldeia: carrancudos e cabisbaixos, contrastando com a jovem.
Para fugir a esta realidade, a nossa heroína refugia-se no seu lugar especial: uma colina onde vê as estrelas e fala para os céus.
Certo dia, a caminho deste lugar, numa torre em ruínas onde os locais não se atrevem a chegar, conhece um rapaz jovial, que afirma conhecê-la bem.
Diz chamar-se Argentum embora os habitantes do mundo de Ignis se referem a ele sobre o nome de lua...
Classificação Etária: M/12
O Cheiro das Velas
De Adriana Silva
Sinopse: Uma festa surpresa ao contrário. Um filme sobre a infância, a distância e a paradoxalidade das emoções humanas.
Classificação Etária: M/12

Porque Tu Respiras
De Pedro Almeida
Sinopse: "Cada vez é mais difícil ter consciência do tempo ideal em que devemos parar. Conseguir fazê-lo parece por vezes impossível mas é essencial para seguir em frente."
Classificação Etária: M/12

R.I.G.I.D.
De Bruno Simões
Sinopse: The Earth has been invaded and most living beings have been abducted. One last survivor sees his hopes restored when he meets a scientist who has discovered an antidote against the abductions, but she's abducted before she can take him to the lab, so it's now up to him to get there and find the antidote.
Classificação Etária: M/12


O Artistas Unidos em Setubal em Agosto



UM PRECIPÍCIO NO MAR de Simon Stephens 

Tradução Hélia Correia Com João Meireles Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Fotografia Nuno Morais Encenação Jorge Silva Melo M12

Na Festa de Teatro (Setúbal), 4ª28 de Agosto

Lá porque não sabemos, não quer dizer que não venhamos a saber. Nós só não sabemos por agora. Mas acho que um dia saberemos. Acho que sim.

Monólogo perfeito de quarenta e poucos minutos, parece a história trivial de um jovem amor, da paternidade e da família, mas com a ratoeira de uma tragédia sem sentido. Pode ser Deus responsável pela beleza da vida e também pela crueldade inexplicável?
Jorge Silva Melo  


A ESTALAJADEIRA de Carlo Goldoni 

Tradução Jorge Silva Melo Com Américo Silva, António Simão, Catarina Wallenstein, Elmano Sancho, Rúben Gomes, Maria João Falcão, Maria João Pinho, João Delgado, Tiago Nogueira Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Fotografias Jorge Gonçalves Luz Pedro Domingos Assistência Leonor Carpinteiro e João Delgado Encenação Jorge Silva Melo Co-produção AU/ TNSJ/ Centro Cultural de Belém com o apoio do Centro Cultural do Cartaxo M12

Na Festa de Teatro (Setúbal), 5ª 29 Agosto

E vós, senhores, aproveitai de tudo o que vistes para vantagem e segurança dos vossos corações. E se alguma vez estiverdes numa ocasião de duvidar, quase a ceder, pensai nos artifícios que vistes. E lembrai-vos da Estalajadeira!
Carlo Goldoni, A Estajaladeira

O texto está publicado no Teatro Escolhido de Carlo Goldoni nos Livros Cotovia.

"Cada Sopro" na Politecnica



CADA SOPRO de Benedict Andrews

Tradução Jorge Silva Melo Com Ana Bustorff, Cleia Almeida, João Vaz, Pedro Gabriel Marques e Sisley Dias Desenho de luz Daniel Worm d'Assumpção Espaço sonoro Daniel Romero Espaço cénico John Romão Colaboração de figurinos Damara Inglês Assistência de produção Mónica Talina Fotografia Susana Paiva Encenação John Romão e Paulo Castro uma co-produção Colectivo 84 & StoneCastro M16

No Teatro da Politécnica até 3 de Agosto
ATENÇÃO AOS HORÁRIOS: de 3ªf a Sáb às 21h30
RESERVAS | 961960281 (3ªf a 6ªf das 17h00 e Sáb. das 15h00 até ao final do espectáculo)

OLIVER ... tu tipo adormeces e há uma merda qualquer. Acordas meio tonto, sem saber onde estás. Reparas que há tipo uma porta que não devia estar aberta ou que uma vidraça está estilhaçada. E tu entras e vais chekar tudo e estamos tipo todos mortos. Um massacre

Benedict Andrews, Cada Sopro

O Regresso de "Broadway Baby"


"Broadway Baby - A História do Musical Americano" de volta a Lisboa para celebrar 1 ano em cena no Teatro Armando Cortez - Casa do Artista

Na zona oeste de Nova Iorque, sensivelmente a partir da rua 42 e quase até Central Park, os teatros sucedem-se, feéricos com os seus cartazes luminosos – são mais de 20, mais de 30, mais de 40 – é a Broadway.  Foi nestes teatros que ganhou forma o Musical Americano. 
A cantar, o Henrique Feist conta-nos como tudo se passou. Porque é que os teatros se instalaram nesta zona da cidade? Quem foram os primeiros autores? E os primeiros compositores? Que têm de tão especial as canções? Que sonho é este chamado Broadway?
Na verdade, a Broadway existe cada vez que uma qualquer pessoa em qualquer parte da terra assobia o “Night and Day” ou trauteia “I’ve Got You Under My Skin”. A Broadway existe quando vemos filmes como  o “West Side Story” , o “Hair” ou o “Dreamgirls”. A Broadway existe quando vemos séries como “Will and Grace” e “Glee”. A Broadway existe em muitos dos discos da Ella Fitzgerald, do Frank Sinatra, da Barbra Streisand ou da Liza MInelli. A Broadway existe porque há sonhos que de tão grandes que são não cabem em mais lado nenhum. A Broadway, mais que uma zona da cidade de Nova Iorque, é um estado de espírito.
Henrique Feist, sobretudo através de canções de cinco dos maiores compositores da Broadway de sempre – Cole Porter, George Gershwin, Irving Berlin, Jerome Kern e Richard Rodgers –,  mas não esquecendo todos os outros, faz-nos comungar desse estado de espírito. 
Neste espectáculo, Henrique Feist é acompanhado ao piano pelo seu irmão Nuno Feist, no ano em que os dois irmãos celebram os seus 31 anos de carreira.
Pelo mesmo espectáculo, o actor, cantor e director artístico, Henrique Feist, ganha o Globo de Ouro 2013 – Melhor Actor de Teatro de 2012.


Direcção Artística e Interprete | Henrique Feist
Direcção Musical e Arranjos | Nuno Feist
Assistente de Encenação | Ricardo Spínola
Director Técnico e Desenho de Luz | Paulo Santos
Desenho de Som | Ricardo Figueiredo
Direcção de Produção | Duarte Nuno Vasconcellos
Produção Executiva | Bruno Coelho
Assistente de Produção | Ricardo Diniz
Produção | Buzico! Produções Artísticas

fotos de Alfredo Matos