Sofia Escobar espera que prémio britânico de melhor actriz abra portas para cinema e televisão






Sofia Escobar espera que o prémio de Melhor Actriz de Teatro Musical, atribuído pelo portal de espectáculos britânico Whatsonstage, lhe abra portas para trabalhar na televisão e no cinema.

"Não sei se será um passaporte para a fama (...). Mas de certeza que se abrirão bastantes mais portas", diz a actriz portuguesa à agência Lusa sobre as consequências de vencer o prémio.

Em teatro musical, Mary Poppins é um dos papéis que gostaria de representar no futuro.

"Gostava agora de participar num musical com um final feliz porque este é um bocadinho dramático e é muito cansativo ter de o fazer todos os dias", confessa.

"Mas também gostava de tentar televisão e cinema, quem sabe um dia gravar um CD. Enfim", exclama, "sonhos não faltam!".

A mudança de agente, que partilha agora com, por exemplo, o actor inglês Joseph Fiennes, poderá dar outro impulso à carreira, tendo já recebido propostas, que preferiu não revelar.

Sofia Escobar foi considerada a Melhor Actriz de Teatro Musical, numa eleição organizada pelo portal de espectáculos britânico Whatsonstage pelo seu desempenho de Maria no "West Side Story", actualmente em digressão pelo país.

A artista, de 28 anos e natural de Guimarães, ganhou o título numa votação online pelo público que teve a participação de 35 mil pessoas, depois de ser nomeada para o lote de finalistas por um conjunto de críticos e espectadores.

Em competição pelo mesmo prémio estavam Connie Fisher, actriz conhecida por ter ganho um concurso de TV para o papel de Maria em "Música no Coração", Elena Roger, Leila Benn Harris, Lisa O`Hare e Ruthie Henshall.

A peça "West Side Story" foi também considerada a Melhor Reposição de um Musical.

Sofia Escobar é também candidata ao prestigiado Prémio Laurence Olivier para a Melhor Actriz de Teatro Musical, nomeação que a actriz recebeu com "grande surpresa" e "grande honra".

Competem com a actriz para o mesmo galardão, cujo vencedor será conhecido a 08 de Março, em Londres, as actrizes Kathryn Evans, Ruthie Henshall, Elena Roger, e Emma Williams.

"As outras pessoas nomeadas são pessoas que eu admiro imenso há já muitos anos e ter o meu nome no meio delas foi algo de quase surreal", admite Sofia Escobar, em entrevista à Lusa.

"Vença ou não, não é isso o importante, o facto de ser reconhecida pelos críticos e pelo público no caso do Whatsonstage, pelos críticos no caso do Olivier, estava muito além das minhas expectativas e fico muito feliz", afirma.

Chegada há cerca de três anos a Londres para estudar música e interpretação, conseguiu o papel de Christine em "O Fantasma da Ópera" como suplente da actriz principal após oito meses de provas e audições "para voltarem a ver-me, a cantar, voltar a fazer isto e aquilo".

"Cheguei a um ponto de quase desespero!", recorda Sofia, que não sentiu mais dificuldades por não conhecer gente no meio ou por ser estrangeira.

"Aqui dão importância ao talento das pessoas, sejam elas de onde forem", garante, lembrando o caso de Ricardo Afonso, outro português que desempenha um papel principal no musical com música dos Queen "I Will Rock You".

Durante o percurso, Sofia Escobar recebeu sempre o incentivo de professores, amigos e família, aos quais não deixará de agradecer no discurso que já preparou para a cerimónia de entrega dos prémios Whatsonstage, em Londres, no domingo.

A votação para este prémio mobilizou ainda muitos portugueses, com apelos a surgir em redes sociais, emails e blogues, fazendo a Sofia sentir "um apoio enorme de Portugal".

"Tive pessoas a enviar-me emails, a escreverem blogues na Internet para me apoiarem e isso teve uma grande importância para mim, sentir esse apoio do meu país", refere.

Agora, desafia, "gostava é que essas pessoas todas que votaram em mim tenham um dia oportunidade de vir ver para poderem julgar por elas próprias o trabalho que estou a fazer".

"Espero não as desiludir", acrescenta, com um sorriso.
In LUSA

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