Sunday, September 23, 2012

Evocação de Ivone SIlva




Sunday, September 2, 2012

Paulo de Carvalho comemora 50 anos de carreira


PAULO DE CARVALHO comemora 50 anos de carreira
dia 7 Setembro no Teatro Tivoli BBVA

No próximo dia 7 de Setembro, pelas 21h30, Paulo de Carvalho sobe ao palco do Teatro Tivoli BBVA para apresentar em Lisboa – sua cidade natal e sobre a qual tanto tem cantado e composto – mais um espectáculo da “Tour 50 Anos”.

50 anos de carreira, ou de “cantigas” – como o próprio gosta de referir –, não se fazem todos os dias. Por isso, Paulo de Carvalho dedica todo o ano de 2012 a comemorar uma carreira ímpar de espectáculos, edições discográficas, canções e participação cívica na sociedade.

No espectáculo, que, desde Fevereiro, já passou por salas como a Casa da Música (Porto), o Teatro Aveirense ou o Cine-Teatro São Pedro (Abrantes), o cantor e compositor revisita, com arranjos actuais, os grandes temas da sua vida musical, como “E Depois do Adeus”, “Gostava dos Vos Ver Aqui”, “Nini dos Meus Quinze Anos”, “Dez Anos”, “Prelúdio (Mãe Negra)”, “Os Meninos de Huambo”, “O Cacilheiro” ou “O Meu Mundo Inteiro”.

Com a energia e carisma excepcionais que o caracterizam, Paulo de Carvalho será acompanhado por grandes músicos de uma geração posterior à sua, o que contribui para o registo de modernidade que marca esta celebração. Em palco estarão Victor Zamora (piano), Tiago Oliveira (guitarra), Leo Espinoza (baixo), Ruca Rebordão (percussão), Marcelo Araújo (bateria) e, como convidados, Mafalda Sacchetti e Agir. Ao longo de 50 anos, Paulo de Carvalho notabilizou-se como cantautor, deu voz a alguns dos mais notáveis poetas portugueses, dos quais se destacam Ary dos Santos, José Niza, Fernando Assis Pacheco ou Joaquim Pessoa, e compôs temas importantes para a história recente do Fado, como "Lisboa Menina e Moça" e “Meu Fado Meu”.

Paulo de Carvalho, reconhecido pela sua personalidade vocal e timbre únicos e por ser um cidadão notável, é um nome incontornável da música portuguesa.
CO-PRODUÇÃO: QUARTA PERFEITA - UAU

Reservas e Informações: 1820 (24 horas). A partir do Estrangeiro +351 217 941 400.

Locais de venda: www.ticketline.sapo.pt, Teatro Tivoli BBVA, Fnac, Worten, El Corte Inglés, C.C. Dolce Vita, Casino Lisboa, Galerias Campo Pequeno, Ag. Abreu, Ag. ABEP, C.C. MMM e C.C. Mundicenter.

Preços:
1º Plateia e Frisas: € 25,00
2ª Plateia e 1º Balcão Central: € 20,00
2º Balcão Central: € 15,00
1º Balcão Lateral e Camarotes: € 12,50
2º Balcão Lateral: € 10,00

Teatro de objetos volta ao Recife, em setembro, com programação inédita


Fito terá mais de 60 apresentações gratuitas, entre 14 e 16.

Shows de Hermeto Pascoal e Naná Vasconcelos também animam público.

O Festival Internacional de Teatro de Objetos (Fito) volta ao Recife, entre os dias 14 e 16 de setembro, com programação inédita. A segunda edição do evento, realizada no Marco Zero da cidade, receberá 12 grupos da França, Argentina, Alemanha, Portugal, Israel, Bélgica e Brasil, que farão mais de 60 apresentações gratuitas.

O público irá conferir a transformação de objetos, como cadeiras, cabides, copos e talheres, em “atores e atrizes” teatrais. Entre os destaques, estão a atriz e diretora Agnés Limbos, da companhia belga Gare Centrale, duas companhias francesas e uma brasileira.

Da França, Bakelite traz a montagem multimídia “Assalto”, um suspense onde o espectador vai experimentar todas as etapas de um grande roubo, como em um filme de ação: a pressão da máfia, a perseguição, os gangsters, a fuga, etc. Já a companhia Beau Gest, apresenta “Transporte Excepcional”, um dueto entre o bailarino Philippe Priasso e sua retroescavadeira, em uma delicada e dramática “tensão” aço-carne, embalada por uma ópera cantada por Maria Callas.

Do Brasil, a companhia paulista Teatro das Coisas mostra um espetáculo criado a partir da participação dos atores em edições anteriores do Fito, “Coisas de Circo”. Na montagem, a descoberta de artistas circenses por trás de objetos convencionais. Assim, um pregador de roupas se transforma em um equilibrista na corda bamba e uma rolha revela-se homem-bala.

A diretora Katty Deville é a única a voltar à programação do Festival no Recife, com o espetáculo “20 Minutos Sob o Mar”, da companhia francesa Théàtre de Cuisine. A cenografia desta edição vem completamente nova e está focada no universo dos guarda-roupas. Na área externa às salas de teatro montadas no Marco Zero, serão erguidas 12 árvores metálicas feitas com cerca de 5 mil cabides acrílicos na cor laranja e amarela. Esses cabides estarão pendurados em árvores gigantes, com cerca de 6m de altura, dando o efeito de folhas movimentadas pelo vento.

"A gente proucurou trazer uma programação inédita, desde um espetáculo que surgiu em razão do próprio Fito ao de companhias que nasceram no berço do Teatro de Objetos, na década de 1970", disse a curadora e idealizadora do Festival, Lina Rosa, da Aliança Comunicação e Cultura.

"Esse é um evento pela democracia cultural, que dá acesso a uma arte sofisticada de graça. A repercussão da edição passada foi muito positiva, com um público de 40 mil pessoas, que ficaram encantadas com tudo. O público pernambucano é muito receptivo às artes", complementou.

Programação variada
Ainda pouco desenvolvido no Brasil, o Teatro de Objetos já possui tradição na Europa, local de onde virá a maior parte das companhias. Os espetáculos têm classificação livre, 6 anos, 12 anos e adulto, e começam sempre a partir das 16h. A programação contempla espetáculos com áudiodescrição e linguagem de sinais.

Para as crianças, uma indicação é "Zoo Ilógico", da companhia paulista Truks, que conta a história de dois amigos que queriam fazer um piquenique no zoológico, mas encontram as portas do parque fechadas. Eles, então, resolvem inventar o seu zoo particular, em que bichos ganharão vida com os objetos do frustrado piquenique, como jarras, frutas, taças e bandejas.

Os adolescentes podem conferir "Tempestade num copo d´água", da Shakespeare Women Company. Duas atrizes interpretam um conto delirante, em que duas mulheres chegam de longe, encharcadas por uma tempestade e contam uma história cômica a partir da manipulação de múltiplos objetos, como guarda-chuvas e tecidos.

Já para os adultos, o espetáculo "Perturbações", da companhia belga Gare Central, da atriz e diretora Agnés Limbos, considerada a grande dama do Teatro de Objetos. A fábula se passa em Nova Iorque, por volta da meia noite, quando um casal recém-casado embarca para a lua-de-mel. No passeio, um lobo de olhos vermelhos os convida para sentar à sua mesa e, nesta vertigem, onde o pavor beira o humor, a dupla tenta reencontrar o equilíbrio por bem ou por mal.

Atrações musicais
Além das apresentações cênicas, o evento abre mais uma vez espaço para atrações musicais. Dois famosos multi-instrumentistas brasileiros estarão no palco do Fito: o alagoano Hermeto Pascoal e o pernambucano Naná Vasconcelos, que vem participando de várias edições do festival pelo Brasil.

O show de Hermeto será no dia 15, a partir das 21h30. A banda que o acompanha é formada pela esposa dele, Aline Moreno (vocal e percussão), Fábio Pascoal (percussão), Márcio Bahia (bateria), Itiberê Zwarg (baixo), Vinícius Dorin (metais e instrumentos de sopro) e André Marques (piano e teclado). Hermeto é conhecido pelos improvisos e ousadias percussivas, tocando com garrafas e tamancos.

Naná Vasconcelos apresenta um show criado especialmente para esta edição do Recife, batizado de Guarda Som, onde ele mostrará músicas tiradas a partir de um guarda-roupa. O artista estará acompanhado pelo grupo performático paulista XPTO. Naná tocará sempre a partir das 17h20, durante os três dias do evento.
Semana pré-Fito Durante a semana Pré-FITO, serão oferecidas duas oficinas e apresentadas as performances do grupo paulista XPTO em pontos da cidade como forma de “esquentar” o público. As oficinas são gratuitas e acontecem a partir do dia 10 de setembro.
Uma delas será ministrada pela professora Agnès Limbós, diretora da Cia belga Gare Central, cujo tema é "O ator e o objeto: As possibilidades de Teatro e Poesia que nascem desse confronto". O objetivo da oficina, que acontece de 10 a 14 de setembro, é expandir as fronteiras do mundo conhecido e aventurar-se em áreas obscuras que mexam com ideias de valor e tamanho, através de exercícios e improvisações.

A outra oficina, "Teatro de Objetos e Identidade", será ministrada pela atriz e dramaturga do Grupo Sobrevento Sandra Vargas. Ela vai trabalhar com o público os princípios básicos do Teatro de Objetos, buscando caminhos que permitam ao ator dar uma função poética ao objeto sem transformar a sua natureza. Essa oficina será direcionada para jovens da escola do SESI em Jaboatão dos Guararapes.

Perfomances surpresa
Em "Cadeiras", os bailarinos do XPTO são embalados pela cadência de um tango, transformando as cadeiras nas quais estão sentados em amantes sensuais. Em seguida, os assentos serão incorporados aos corpos dos dançarinos e irão se transformar em uma estranha matilha, que vai andar sobre a areia seguindo trilhas ancestrais em busca de água e comida.

A outra performance, "Sacos de Lixo Recicláveis", será uma disputa de garis pelo lixo da cidade, na calada da noite. Já para o trabalhador da indústria, o Fito tem uma surpresa. Quem apresentar a identidade funcional no Espaço Sesi, no Marco Zero, vai receber um brinde-objeto.

Fitografia
Fitografia é um espaço interativo cenográfico onde o público é fotografado ao interpretar com copos. A imagem impressa poderá ser levada como lembrança e também acessada pelo facebook do festival. Quem assina as fotografias é o fotografo Hélder Férrer.

O Fito, único festival do tipo no País, é patrocinado pelo Sistema SESI Pernambuco. Em sua jornada pelo Brasil, o Festival já foi visto por mais de 200 mil pessoas de oito cidades diferentes: Porto Alegre (RS), Brasília (DF), Florianópolis (SC), Belo Horizonte (MG), Campo Grande (MT), Manaus (AM) e Recife (PE) e Curitiba (PR).

in G1

COMPANHIA DE TEATRO DISTINGUIDA EM ESPANHA “PROMETEU” RECEBE PRÉMIO EM CIUDAD RODRIGO



Portugal foi distinguido com o prémio de melhor espetáculo para a infância da XV Feira de Teatro de Castilla y León, galardão atribuído ao espectáculo Prometeu da companhia Lafontana – Formas Animadas, de Vila do Conde.
O certame, que anualmente transforma a localidade fronteiriça de Ciudad Rodrigo na “Cidade do Teatro”, reuniu 31 companhias de 5 países, organizado pela Junta de Castilla y León. Trata-se de um projeto cultural sólido, uma referência importante para o sector de artes cénicas na Europa. Desde a sua criação, tem vindo a reforçar as relações culturais entre Portugal e Espanha, ao abrir novas vias de difusão artística, incrementando a distribuição das propostas teatrais junto de programadores de toda a Europa.
A peça Prometeu, produzida em parceria com a Casa da Música do Porto e o Festival Internacional de Curtas Metragens, apresenta-se como uma performance multimédia inspirada na tradição do teatro de sombras Indonésio, conhecido como Wayang Kulit. O espetáculo, que recorre a novas tecnologias de carácter experimental, foi objecto de estudo no pioneiro mestrado Arte do Ator Marionetista, concluído em 2012 na Universidade de Évora. As personagens são representadas por silhuetas articuladas, manipuladas sobre uma mesa translúcida retroiluminada. A cenografia utiliza como recurso principal a manipulação de areia sobre esta superfície, criando desenhos e texturas que sugerem espaços e ambientes visuais. As cenas resultantes são captadas em vídeo, tratadas informaticamente ou misturadas com outras cenas pré-gravadas, sendo depois projetadas numa tela. A sonoplastia original acompanha todos os momentos da narrativa, as vozes e ações, sublinhando os movimentos das personagens. Para além da música gravada, o som também é executado ao vivo por um sistema robótico, controlado pelo computador. O teatro, a música e a expressão audiovisual (cinematográfica, até) fundem-se em cena, criando uma única linguagem performativa. O espectáculo esteve já em cena na Casa da Música do Porto e no Teatro Municipal de Vila do Conde, sendo posteriormente apresentado em Évora, Redondela e Barcelona. Nesta edição da Feria de Teatro de Castilla y León, de entre dezenas de espetáculos apresentados, recebe finalmente o reconhecimento de público e crítica, que conferiu à companhia vilacondense esta distinção internacional. O galardão será entregue solenemente aquando da próxima realização do festival.
Agora, a companhia tem prevista uma digressão por várias cidades de Espanha, integrando igualmente um projecto de formação de espectadores
Ficha técnica e artística
Encenação e Interpretação: Marcelo Lafontana
Dramaturgia: José Coutinhas
Musical: José Alberto Gomes (apoio de Paulo Rodrigues e músicos da Casa da Música)
Assistente de encenação e operação: Sílvia Fagundes
Desenho de personagens: Luís da Silva
Desenvolvimento do sistema multimédia: Luís Grifu
Direção técnica: Pedro Cardoso
Fotografia de cena: J. Pedro Martins
Captação de vídeo: Paulo Agra
Coprodução: Lafontana – Formas Animadas
Casa da Música do Porto
Festival Internacional de Curtas Metragens de Vila do Conde
Patrocínio: Câmara Municipal de Vila do Conde

Viriato com Programação

COMPANHIAS INÉDITAS E CRIADORES NACIONAIS MARCAM PROGRAMAÇÃO DE SETEMBRO A DEZEMBRO NO TEATRO VIRIATO

 A programação para este quadrimestre é luminosa. Raramente, conseguimos um equilíbrio tão grande na qualidade das propostas que é nivelada por cima, independentemente do espaço de apresentação. (…) A última temporada do ano, que se adivinhava sombria, pode afinal devolver à cidade [de Viseu] uma ampla carteira de propostas e um movimento intenso, graças ao balão de oxigénio que, finalmente, chegou de um financiamento do QREN [Quadro de Referência Estratégico Nacional], para reembolsar despesas de um projecto de programação em rede (5 Sentidos), há muito devidas.

Paulo Ribeiro

Marcada por um equilíbrio raro na qualidade das propos¬tas, a programação para os últimos quatro meses do ano é feita de companhias inéditas em Portugal; mas também de projetos musicais inteiramente nacionais, com dife¬rentes estilos e sonoridades, que se distribuem pela sala e pelo café-concerto; de reinventadas histórias de teatro e de dança… dança com força, em toda a sua diversidade! A companhia Gandini Juggling, João Tuna, Simão Cos¬ta, Nicolau Pais, a companhia Les Argonautes, Norberto Lobo, Ana Borralho, João Galante, Andresa Soares, Bru¬no Bravo, Companhia do Chapitô, Inês Barahona, Wray¬gunn, José Peixoto, António Quintino, Paulo Ribeiro, Mi¬chèle Anne de Mey, Miguel Guilherme e Isabel Abreu são alguns dos nomes que marcam esta programação. Mas há muito mais para descobrir! O dossiê de imprensa com toda a programação do próximo quadrimestre já está disponível em www.teatroviriato.com.

A nova temporada do Teatro Viriato abre com uma opor¬tunidade única de ver em Portugal, pela primeira vez, uma companhia que tem estado na vanguarda do novo circo, reinventando o conceito de malabarismo, enquan¬to disciplina artística. Smashed (14 e 15 de setembro) é o título do espetáculo, inspirado propositadamente no universo de Pina Bausch e que rompe com as conven¬ções da manipulação de objetos. No mesmo fim de se¬mana abre ao público a exposição Todos os Fantasmas Usam Botas Pretas (14 setembro a 15 de dezembro) produzida pelo Teatro Nacional S. João. A exposição re¬úne as fotografias de cena que João Tuna resgatou dos palcos do TNSJ entre 1996 e 2009. Segue-se a música, com Pi_ADD(a) Forte (21 de setem¬bro) feito de surpresa e poesia sonora e visual num es¬paço acústico que pode ser partilhado por quem gosta de ter o som na mão, por mais novos e por mais velhos que querem descobrir, em família, a que cheiram os sons dos instrumentos. Nicolau Pais regressa ao Teatro Viriato para apresentar Nicolau Pais & Os Originais (26 de setembro), um pro¬jeto de continuidade e consolidação de um estilo, de um conjunto de referências e vontades que tem vindo a construir desde (Re)Cover (2006/2008). Desta vez, a le¬tra é a matriz deste programa, num resgate da língua portuguesa assumido pelo músico que, neste concerto, se expõe, deliciosa e cruelmente, como autor das suas próprias rábulas. É difícil fazer justiça à beleza, simplicidade visual e in¬teligência que Les Argonautes imprimiram a este espe¬táculo de novo circo, servido na sua receita mais pura. Uma metáfora da vida aclamada pela crítica e pelo pú-blico de todo mundo que, revestida de pleno virtuosismo, questiona as vidas frenéticas e semeia o desejo de se fazer uma pausa… e brincar. É essa a essência de Pas Perdus (28 e 29 setembro)… A propósito da apresenta¬ção desta peça, Benji Bernard e Etienne Borel propõem uma abordagem a vários elementos que compõem a disciplina do circo. Artes circenses em exercício (02 de outubro) é uma proposta para interessados na área do movimento e acrobacia. Em setembro abrem também as inscrições para K Cena – Projeto de Teatro Jovem (até 08 de outubro), fundado pelo Teatro Viriato depois de vários anos a participar no PANOS, da Culturgest. Depois da primeira edição centrada apenas em Viseu, este ano o projeto evoluiu para um novo formato e foi alargado também a Cabo Verde e a Salvador da Bahia, no Brasil. Os parceiros são: o Mindelact, através do encenador João Branco e Teatro Vila Velha de Salvador, através do encenador Márcio Meirelles.

Ainda no capítulo dos regressos, Norberto Lobo (06 de outubro) também volta ao palco do Teatro Viriato, desta vez, para apresentar o disco Mel Azul (Mbari). Original, com uma qualidade rara na criação sonora, Norberto Lobo é do tipo de músicos que parece inventar tradi-ções sozinho. Versado em várias guitarras, com parti¬cular dedicação nos últimos anos à acústica, à elétrica, e, mais recentemente, à tambura, Norberto Lobo faz à guitarra o que muitos apelidam de “exorcismo”. Poucos dias depois, o palco é entregue à comunidade de vi-seu. Atlas (12 a 14 de outubro) é uma performance que re¬úne 100 pessoas de diferentes profissões de Viseu em palco. As inscrições decorreram entre abril e julho deste ano, tendo-se inscrito cerca de 150 participantes, dos quais serão agora selecionados apenas 100. Nesta obra, Ana Borralho e João Galante pretendem construir um Atlas da organização social humana, uma representação dos seres humanos através da sua função na sociedade em que se in¬serem. Uns dos motores desta peça são as ideias do artista plástico Joseph Beuys. Voltamos à música com a apresentação de Outeiro, o disco, com chancela da JACC Records, do mais recente projeto de Luís Vicente que, nesta nova aventura mu¬sical se junta a Francesco Valente e Oori Shalev – Luís Vicente Trio (17 de outubro). A música resultante deste encontro entre três músicos de diferentes nacionalida¬des, onde a identidade de cada indivíduo é irredutível, situa-se algures entre a música do mundo e o jazz, sen¬do a improvisação o elemento comum que providencia o cimento agregador das experiências e visões musicais em confronto. Depois é a vez de Andresa Soares, Lígia Soares e Ale¬xandra Sargento contarem uma aventura feita de amor, intriga e sedução, plasmada no incrível conto A forma do espaço (18 e 19 de outubro), integrado nas Cosmicómi¬cas de Ítalo Calvino, recorrendo a um dispositivo cénico que se assemelha a um teatro de sombras. No final da performance, apresentada no âmbito do Sentido Criati¬vo, os alunos são convidados a experimentar o disposi¬tivo e a criar demonstrações que contenham uma visão científica, poética e performativa. À volta de uma mesa que será também o palco, o encena¬dor Bruno Bravo junta nove atores e duas peças concen¬tradas em apenas um ato, A(s) Boda(s) (26 e 27 de outu¬bro) uma de Tchékhov e a outra de Brecht que funcionam como se fossem duas pequenas partituras. A Boda de Tchékhov tem salões e danças que se ouvem ao fundo, mas são, sobretudo, solos que se ouvem à frente. A Boda de Brecht é uma polifonia, de vozes, copos, brindes e co¬mida, travada aqui e ali, pelas histórias da noiva. A propó¬sito da apresentação de A(s) Boda(s) e partindo da premis¬sa de encontro/confronto entre o eu e o nós, o encenador Bruno Bravo propõe em Teatro.Lírico ou Dramático (27 de outubro) a exploração da figura do coro, desafiando os participantes a auscultarem as suas possibilidades dra¬máticas, a partir das propostas individuais de cada um, procurando, na prática, compreender um pouco melhor este espaço onde o individual e o coletivo habitam. Mais um regresso, desta vez, no teatro. Depois do êxito da primeira apresentação, Édipo (31 de outubro, 01 e 02 de novembro) regressa à programação do Teatro Viria¬to, com sessões para público em geral e para o ensino secundário. Um espetáculo obrigatório, marcado pela mestria do encenador e pela entrega dos intérpretes na desconstrução de uma tragédia grega.

Para escolas (3º e 4º anos do 1º ciclo, e, 5º e 6º anos do 2º ciclo), o Teatro Viriato propõe A Verdadeira História do Teatro (08 a 10 de novembro), um projeto que se esten¬de por alguns dos espaços do Teatro e que procura criar laços de parentesco fortes entre as crianças desta faixa etária e o Teatro.

NEW AGE NEW TIME, TEMPO PARA A DANÇA E PARA OS COREÓGRAFOS NACIONAIS

Em novembro lugar à dança… em força. Depois de vários anos apostados na criação de um público interessado na dança contemporânea, o Teatro Viriato apresenta ago¬ra uma mostra que reúne algumas das mais recentes criações de coreógrafos nacionais. New Age, New Time (15 a 17 de novembro) pretende proporcionar o encontro entre co¬reógrafos e intérpretes portugueses e o público, procu¬rando apoiar os criadores nacionais e criar oportunida¬des para a circulação das suas peças. Cláudia Dias, Luís Guerra, António Cabrita e São Castro, Tânia Carvalho, Marlene Freitas, Sofia Dias e Vítor Roriz apresentam as suas criações durante três dias. A coreógrafa Cláudia Dias que, recentemente, apresentou Visita Guiada no Teatro Viriato, regressa, desta vez, com Vontade de ter Vontade (15 de novembro), um projeto que nasceu da sua própria vontade de refletir sobre a sua ge¬ração e como se relaciona com o passado e o futuro, uma reflexão projetada num interessante disposi¬tivo cénico que lhe limita, propositadamente, a ação. Uma espécie de manifesto à inevitabilidade. Considerado um dos melhores bailarinos do mundo pela revista britânica Dance Europe, Luís Guerra sobe ao pal¬co com A primeira dança de Urizen (16 de novembro), um solo, inspirado na obra “O primeiro livro de Urizen” de William Blake e no universo de Valter Hugo Mãe, que põe a nu o virtuosismo do intérprete. António Cabrita e São Castro apresentam Wasteland (16 de novembro), um dueto que é também uma coleção de instantes e histórias configuradora da realidade, cons-truída em uníssono e em crescendo, culminando numa interação dissociativa, provocadora e inquietante. Danza Ricercata (16 de novembro) e 27 Ossos (17 de no¬vembro) são as criações que Tânia Carvalho apresenta no âmbito da New Age, New Time. Na primeira propõe a construção de uma coreografia para uma pianista, para uma música enquanto é tocada, expondo o seu fascínio pelo expressionismo, pela distorção da realidade com o fim de provocar emoções. Em 27 Ossos, a coreógrafa construiu uma peça inspirada em universos japoneses, feita de movimentos que contêm uma carga emotiva for¬te e complexa. Esta primeira edição da mostra de dança New Age, New Time culmina com uma peça já distinguida na Europa e em Portugal. Um gesto que não passa de uma ameaça (17 de novembro) é assinada por Sofia Dias e Vítor Roriz que se debruçam sobre a palavra, assumida como um corpo, sujeita às mesmas lógicas de composição do mo¬vimento.

Mas esta programação não é feita só de dança. Na mú¬sica destaque para os concertos de Wraygunn (22 de no¬vembro) que apresentam o mais recente álbum de origi¬nais do coletivo dirigido por Paulo Furtado, L’Art Brut e de José Peixoto/António Quintino (28 de novembro), acom¬panhados pelo convidado José Salgueiro que se juntam sob uma lógica de equilíbrio e diálogo entre influências díspares e entre escrita e improvisação. Pelo meio, mais uma proposta da programação de Sen¬tido Criativo, desta vez, para bebes até aos 36 meses. Pe¬quenos Mundos (24 de novembro), de Joclécio Azevedo e Teresa Prima, um jogo, um livro aberto para um mundo de cores, formas e sons, que ajudam a criar diferentes ambientes e estímulos cognitivos, especialmente, pen¬sados para os mais pequenos. O mês de novembro termina com a apresentação da mais recente criação de Paulo Ribeiro, JIM (título pro¬visório) (30 de novembro e 01 de dezembro). Inspirado pelos poetas e músicos malditos que foram consumidos, prematuramente, pela sua própria arte, o coreógrafo Paulo Ribeiro mergulha neste conturbado ano de 2012 para refletir sobre o lugar que cada individuo ocupa e se posiciona em relação ao mundo e sobre o lugar da dança e a sua responsabilidade poética e política.

Em dezembro continuamos com a dança, desta vez, com Lamento – Solo pour Gabriella (08 de dezembro), uma peça pungente, criada por Michèle Anne De Mey para a sua intérprete de longa data, a excecional Gabriella Ia¬cono, que revisita os códigos da tragédia clássica para os impulsionar na contemporaneidade. A Fábula do Peixe que Muda (11 a 13 de dezembro) é a proposta para os alunos do pré-escolar e do 1º ciclo do Ensino Básico, concebida e encenada por Madalena Vic¬torino. O peixe Adriano é a personagem principal desta viagem subaquática que vai desde o oceano, de onde partira no princípio dos tempos, numa corrida desen¬freada contra um cardume imparável até desaguar num lugar onde já nada nada, mas onde se ouve muito bem a voz quente e calma do oceano, pela qual ele se apaixona profundamente. Num espaço cénico claustrofóbico, intemporal e de geo¬grafia indefinida, a encenação de Marco Martins de Dan¬ça da Morte (14 e 15 de dezembro) confronta dois atores, de gerações distintas, Miguel Guilherme e Isabel Abreu, “numa releitura intensamente realista e psicológica deste drama burguês sobre o esvaziamento de objetivos, o cansaço e a procura de culpabilização do outro pelas escolhas e falhanços individuais”, assinado por August Strindberg. No contexto da pesquisa de movimento que Maria Ra¬mos explora no projeto Um Certo Grau de Imobilidade, a coreografa propõe uma oficina de exploração de diversas condicionantes da ação física. Essas restrições acabam por gerar uma série de novas situações de movimento que serão conduzidas e orientadas por Maria Ramos ao longo da oficina O corpo em ação gera narrativas (15 de dezembro).

"As Viagens de Gulliver"


Teatro Infantil "As Viagens de Gulliver", com apresentações a 16, 23 e 30 de Setembro, Domingos, pelas 16H, no Auditório do Cinema São Vicente.

A obra emblemática de Jonathan Swift é o pano de fundo para um espectáculo que nos mostra o conhecimento sobre outras culturas como uma das bases sólidas para o desenvolvimento de uma sociedade.

Nas viagens que realiza, Gulliver faz-nos viajar no tempo até uma época diferente, mas cujos dilemas se assemelham aos dos dias de hoje.

Gulliver não tem medo do desconhecido. Sonha em visitar novos povos e novas culturas... Assim, decide fazer uma viagem... que o fará viver e conhecer novos mundos, cores, pessoas, aventuras! e também alguns percalços… Com a ajuda de outros povos, a mudança será fácil de velejar e o saber adquirido será transmitido ao chegar à sua terra, onde a sua amada Maribela o espera. Aprende com Gulliver, pois o saber nunca será demais!

As Viagens de Gulliver é um espectáculo com adaptação do texto com o mesmo nome, do autor irlandês Jonathan Swift, encenado por Ricardo G. Santos e com direcção de Lina Ramos, destinado a crianças entre os 3 e os 11 anos, e com a duração de aproximadamente 1 hora.
Ao longo da história os actores dão vida a 14 personagens, sendo que, 4 delas são marionetas de Vara.
Como acontece nas produções infantis da Animateatro, são criados momentos de interacção com as crianças, fazendo com que elas se sintam parte integrante da história.
As Viagens de Gulliver
Texto Original. Jonathan Swift |
Adaptação Texto. Ricardo G. Santos |
Concepção, Encenação e Direcção. Ricardo G. Santos, Lina Ramos |
Elenco. Fernando Grilo, Liliana Costa, Sérgio Prieto | Nuno Santos (Stand-in) |
Cenografia. Animateatro | Figurinos. Lina Ramos | Costureira. Ana Maria Sousa |
Marionetas. João Graça | Composição Musical. Ricardo G. Santos | Imagem. César Duarte |
Produção. Animateatro.

Duração aproximada. 60 minutos
Classificação Etária. M3 anos.

Curso de Expressão Dramática de Bruno Schiappa no Chapitô


Estão abertas as inscrições para o Curso de Expressão Dramática, de Bruno Schiappa, que funcionam nas instalações da Colectividade Cultural e Recreativa de Santa Catarina vulgo Chapitô, integrado no programa dos Cursos de Fim de Tarde. As aulas de Bruno Schiappa são baseadas, sobretudo, nas técnicas d'O Método de Lee Starsberg. Bruno Schiappa é Doutorando em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Mestre em Estudos de Teatro pela mesma instituição e Licenciado em Actor/Encenador pela Escola Superior de Teatro e Cinema. A especialização nas técnicas d'O Método foi feita com Marcia Haufrecht (membro do Actors' Studio e aluna de Strasberg) desde 1995 até à actualidade. Schiappa é assistente e coordenador dos Cursos de M. Haufrecht, em Lisboa, desde 2000.

 Este curso, criado em 1993 pelo próprio no Chapitô e extendido ao Cartaxo em 2005, inclui também trabalho físico (flexibilidade e ritmo) e vocal (respiração, apoio, dicção). O mesmo destina-se a qualquer pessoa que queira ter contacto com as técnicas de Expressão Dramática para além de actores, encenadores e bailarinos. Ao fim de três anos é passado um certificado com o nº de Formador de BS, mas ao fim de um ano pode ser pedido um certificado para efeitos de prova de formação. Para além da adequação profissional do curso em epígrafe, os interessados podem frequentá-lo para efeitos de auto-conhecimento, socialbilização, terapia da timidez, etc. No final do ano aletivo há a apresentação de um espetáculo de Teatro escrito e encenado pelo próprio.
O trabalho sensorial que Bruno Schiappa tem desenvolvido com os alunos que por ele passaram tem sido bastante elogiado pela própria Marcia Haufrecht. Bruno Schiappa é criador de projectos pessoais e trabalhou com a Companhia canadiana Pigeons International como ator de 2000 a2008. Dirigiu um workshop destas técnicas para actores, em Montréal, em 2001.

"Bruno Schiappa's work with actors exhibit sensitivity, intelligence and imagination. Also, his knowledge and understanding of theatre past and present is unsurpassable. I believe he can make a very big contribuition and effect a positive influence with any opportunity he has for advancing the art of acting".
Marcia Haufrecht

Esta formação fica assim disponível em dois espaços que abraçam a arte como ferramenta (também) social.

No CHAPITÔ
O horário é pós-laboral. 2ªs e 4ªs das 19h às 21h.
As inscrições e informações mais concretas de preçário devem ser feitas através do telefone: 218855550 (a partir das 18 horas)
As aulas começam em Outubro.

work.scena no Teatro Nacional em Outubro








mais informações em http://scenalisboa.blogspot.pt/

"A Humanidade é Feia" em Cabo Verde e Cascais


Na 18ª edição do Mindelact – Mindelo, São Vicente – Cabo Verde
No Teatro Mirita Casimiro - Cascais

«A Humanidade é Feia»

A VIDA SÓ TEM UM SENTIDO: QUERER MUITO VIVER.
E SER FELIZ.
POR VEZES, BASTA NÃO QUERER.
A VIDA TEM VIDA PRÓPRIA.

“Nota-se logo pelo bom aspecto que tem. Todo relaxado. Vou-lhe dizer um segredo: Sempre que parece que acabam de sair da sauna é porque estão mortos….” A Kind of Black Box volta a apostar num texto polémico. Mais uma vez o colectivo explora o universo do absurdo, o lado negro do seu humor, a sua aguçada crítica social e a riqueza inexplicável que nos faz seres capazes de criar. Somos humanos… Pela primeira vez a Kind of Black Box é convidada a participar no Mindelact (Festival internacional de teatro de Cabo Verde) onde estarão representados 3 continentes com 40 companhias iferentes. Com o apoio da DGARTES e do Governo de Portugal e a convite do diretor do Festival, João Branco, A Humanidade é Feia sobe ao palco do Centro Cultural do Mindelo no próximo dia 12 de Setembro, nesta que é a segunda internacionalização deste espetáculo (a primeira aconteceu em 2011 em São Paulo, Brasil, no IV FestIbero).

SINOPSE:
A única forma de nos agarrarmos à vida é vivendo-a mas, nem sempre somos livres de escolher, mas podemos sempre tentar a nossa sorte. Esta história passa-se num espaço confinado e de espera, onde as personagens estão entre a vida e a morte. Uns disputam a morte como troféu, outros querem a vida que, se não lhes está a escapar, alguém tratará disso.
Tratar de temas muito susceptíveis à sensibilidade humana através de uma boa dose de humor negro, falar sobre a vida, a morte, a saúde e a liberdade. A felicidade de um pode ser o terror do outro.
A saúde, a medicina é desde sempre, uma das áreas mais importantes para a sociedade e está cada vez mais desenvolvida a todos os níveis. Somos civilizados, cultos, modernos, desenvolvidos, livres, até podemos ser ricos mas queremos ser felizes.
Há uma leve abordagem ao tema da eutanásia, essa liberdade aterradora considerada crime pelas grandes maiorias. A crueldade humana. A infelicidade, o sofrimento que a vida provoca pode-nos levar a tomar decisões drásticas e a tomar atitudes muito grosseiras, feias. Há mentes muito retorcidas e obscuras e nunca sabemos onde estas podem estar à espreita.
Somos todos humanos e todos sentimos. Uns mais com o coração que outros…Humanos mas nem todos iguais, diferentes, tal como as experiências de vida, berços, fisionomias e maneiras de pensar.
Nem sempre temos aquilo que queremos e o melhor é tirar partido do que a vida nos dá.

12 de Setembro de 2012
Auditório do Centro Cultural do Mindelo | São Vicente | Cabo Verde
05, 06, 12 e 13 de Outubro 2012 às 21h30
Teatro Mirita Casimiro | Cascais
Informações e Reservas: +351 963 661 601 | +351 211 929 250
Preçário: €10 (bilhete normal) | €7 (estudantes, profissionais do espetáculo e >65 anos, mediante respetivo documento comprovativo)
Classificação Etária: M/16 anos
Duração: aproximadamente 60 minutos sem intervalo

TEXTO: Iñigo Ramirez Haro
TRADUÇÃO e ADAPTAÇÃO: João Craveiro e Paulo Duarte Ribeiro
ENCENAÇÃO: João Craveiro
ELENCO: Fernando Luís, João Craveiro, Paulo Duarte Ribeiro e Tobias Monteiro
PRODUÇÃO EXECUTIVA: Kind f Black Box - Rita Lima
FIGURINOS: Sandra Ferreira | DESIGN: Pedro M. Leitão
FOTOGRAFIA CARTAZ: Carlos Ramos | MUSICA ORIGINAL: Tiago Inuit
DEZENHO DE LUZ: Paulo Santos | SOM E LUZ: Paulo Santos

Curso de Bruno Schiappa no Cartaxo


Estão abertas as inscrições para o Curso de Expressão Dramática, de Bruno Schiappa, que funcionam nas instalações do Centro Cultural do Cartaxo . As aulas de Bruno Schiappa são baseadas, sobretudo, nas técnicas d'O Método de Lee Starsberg. Bruno Schiappa é Doutorando em Estudos Artísticos pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, Mestre em Estudos de Teatro pela mesma instituição e Licenciado em Actor/Encenador pela Escola Superior de Teatro e Cinema. A especialização nas técnicas d'O Método foi feita com Marcia Haufrecht (membro do Actors' Studio e aluna de Strasberg) desde 1995 até à actualidade. Schiappa é assistente e coordenador dos Cursos de M. Haufrecht, em Lisboa, desde 2000.

 Este curso, criado em 1993 pelo próprio no Chapitô e extendido ao Cartaxo em 2005, inclui também trabalho físico (flexibilidade e ritmo) e vocal (respiração, apoio, dicção). O mesmo destina-se a qualquer pessoa que queira ter contacto com as técnicas de Expressão Dramática para além de actores, encenadores e bailarinos. Ao fim de três anos é passado um certificado com o nº de Formador de BS, mas ao fim de um ano pode ser pedido um certificado para efeitos de prova de formação. Para além da adequação profissional do curso em epígrafe, os interessados podem frequentá-lo para efeitos de auto-conhecimento, socialbilização, terapia da timidez, etc. No final do ano letivo há a apresentação de um espetáculo de Teatro escrito e encenado pelo próprio.

O trabalho sensorial que Bruno Schiappa tem desenvolvido com os alunos que por ele passaram tem sido bastante elogiado pela própria Marcia Haufrecht. Bruno Schiappa é criador de projectos pessoais e trabalhou com a Companhia canadiana Pigeons International como ator de 2000 a 2008. Dirigiu um workshop destas técnicas para actores, em Montréal, em 2001.

"Bruno Schiappa's work with actors exhibit sensitivity, intelligence and imagination. Also, his knowledge and understanding of theatre past and present is unsurpassable. I believe he can make a very big contribuition and effect a positive influence with any opportunity he has for advancing the art of acting".
Marcia Haufrecht

Esta formação fica assim disponível em dois espaços que abraçam a arte como ferramenta (também) social.
No CENTRO CULTURAL DO CARTAXO
O horário é pós-laboral. 3ªs e 5ªs das 18h30 às 20h30.
As inscrições e informações mais concretas de preçário devem ser feitas através do telefone: 243701600 (de quinta a domingo, a partir das 15 horas)
As aulas começam em Outubro.

O talento corajoso de Dani Barros

Por Miguel Arcanjo Prado
Foto de Bob Sousa

Ao ter a coragem de realizar um espetáculo para abordar algo tão íntimo, a esquizofrenia de sua mãe, a atriz Dani Barros conquistou respeito da crítica e o carinho do público.

A curta temporada paulistana do seu solo Estamira – Beira do Mundo, no qual misturou lembranças maternas com a personagem catadora de lixo esquizofrênica abordada no documentário homônimo de Marcos Prado, lotou a pequena sala alternativa do Sesc Pompeia. Em todas as sessões. Com direito a longa fila de espera na bilheteria de possíveis desistências.

Depois do drama e do choro, ela agora embarca no riso, ao lado de Lilia Cabral, na comédia Maria do Caritó, uma grande produção em cartaz no Teatro Faap. Interpreta uma galinha. Impressiona do mesmo modo e conquista sorrisos generosos.

A diferença das duas personagens recentes mostra o tamanho do talento e da versatilidade de Dani Barros.

Dani é simples. Magrinha. Do bem. Simpática. Gosta de fazer yoga para ficar calma e cortou o açúcar por conta da ansiedade.

Educada, se desculpa pelos sete minutos de atraso ao chegar no saguão do Faap ainda com a mala da ponte aérea na mão. Moradora do Rio, vive uma São Paulo de fins de semana há um bom tempo.

Apesar do compromisso com Maria do Caritó até dezembro, Estamira ainda segue seus passos em festivais e apresentações nos CAPS (Centros de Atenção Psicossocial). Sabedora de que há público, Dani conta que quer voltar com Estamira para São Paulo em 2013 e sonha em conseguir um patrocínio. Tem consciência da importância desta obra em sua carreira.

— Estamira me colocou em um lugar. Nunca vi tanto público na minha vida. Foi um espetáculo que saiu do jeitinho que eu queria. A [diretora] Beatriz Sayad fez do meu número. Então, fico à vontade em cena.

Mas, antes da volta, ela precisa de férias. Está cansada. Trabalha todos os fins de semana desde o Festival de Curitiba. Mas está feliz.

Dani nasceu em Petrópolis, na região serrana do Rio, mas passou a infância entre Recife e Fortaleza, por conta das andanças da mãe. Até que voltou ao Rio. Foi na capital fluminense que, aos 11 anos, fez o primeiro curso de teatro. Aos 14, já pensava em tirar registro profissional de atriz.

Estudou no Tablado, na Casa de Artes Laranjeiras e na UniRio. Depois, se encantou pelo mundo do circo e dos palhaços. Até que entrou para a trupe dos Doutores da Alegria. Durante 13 anos levou vida e festa às enfermarias. Até que entrou em voo solo. Chegou a fazer TV também. Atuou nos seriados Minha Nada Mole Vida e na novela Fina Estampa. Viu seu público aumentar. Foi mais reconhecida nas ruas.

Mas o palco é mesmo o lugar onde se sente em casa.

— Faço teatro porque não consigo dormir sem ele. É o lugar que eu procurei e que me acolheu.

"Memórias de Uma Mulher Fatal" no Teatro Nacional


"MEMÓRIAS DE UMA MULHER FATAL" de Augusto Sobral
Encenação de Rogério Vieira

O TNDM II recebe, cerca de 30 anos depois da sua estreia, MEMÓRIAS DE UMA MULHER FATAL, de AUGUSTO SOBRAL, com encenação e interpretação de ROGÉRIO VIEIRA. Esta produção, que valeu a Rogério Vieira o PRÉMIO REVELAÇÃO DA CASA DA IMPRENSA pela sua encenação em 1981, estará agora em cena, na Sala Estúdio do TNDM II, a partir de 13 DE SETEMBRO.

Combina-se nesta peça o exercício do teatro com um humor acutilante, revelando em palco a irresistível performatividade do ‘eu’. Uma mulher, Olinda, decide escrever as suas memórias, celebrando o seu triunfo de vida como uma “mulher fatal”. Imersa neste profundo mergulho de recordações, é interrompida por uma vulgar chamada telefónica. Porém, auxiliada pelo seu poderoso computador “Gestalt”, regressa a um caminho de contradições e surpresas.

Para Rogério Vieira, esta revisitação do texto trinta anos depois é também uma possibilidade de o espectador reencontrar "na Mulher Fatal os sinais, as parecenças com o comportamento do mundo que nos rodeia ou mesmo connosco próprios".

Memórias de uma mulher fatal estará em cena até 23 de setembro, de quarta a sábado às 21h15 e domingo às 16h15.


Texto de Augusto Sobral
Aconteceu-me a mim e a alguns da minha geração (eu estou a aproximar-me dos oitenta anos) seduzidos pela escrita teatral, sermos classificados com maior ou menor propriedade como seguidores do teatro do absurdo de acordo com o que ditava a moda literária na segunda metade dos anos 50 e na sequência de 60 e 70.
Também se tem dito que o teatro do absurdo era em Portugal, antes de 1974, um recurso dos autores para contornar as dificuldades criadas pela censura.
Por muito plausível que seja a ideia, como explicar então que, no século XX, o teatro do absurdo tenha surgido em países europeus onde a acção da censura se não fazia sentir?
E depois, o que é afinal o absurdo? Pois, por muito em evidência que ele esteja nos dias de hoje, talvez por ser a base alimentar dos humoristas, o absurdo esteve sempre tão presente na vida humana do planeta como o próprio ar que respiramos que, para além de nós, permitiu a vida de todas as espécies animais e vegetais.
Ora, do ar sabemos nós ser uma mistura de aproximadamente quatro partes de oxigénio para uma de azoto que no seu total deixa o espaço de um por cento para alguns gazes raros. Se lhes parece que têm pouco ar, evitem por precaução fazer a mistura em casa. Nunca se sabe.
Quanto ao absurdo, por muito estranho que isto possa parecer, é o companheiro inseparável da lógica desde que no séc. IV a.C. Aristóteles criou um artificio racional que visava demonstrar os limites da lógica, disciplina que Lewis Carroll ensinava e o terá motivado a escrever Alice no País das Maravilhas.
Claro que só quando já maior de idade juntei às minhas leituras a obra de Rabelais, e retomei Jonathan Swift, principalmente as viagens a Lagado e a Lapúcia e aos Picwick Papers de Charles Dickens, senti um grau de alegria tão profunda apesar de amarga que fizeram deles meus amigos inesquecíveis, nos momentos mais pessimistas da minha vida.
Se puder retribuir com o que escrevi dar-me-ei por feliz.
Augusto Sobral

Texto de Rogério Vieira
O revisitar das Memórias de uma mulher fatal. Mais velha. Mais gorda. Mais perigosa. Trinta anos depois continua a passar por cima de si própria e a perder, por completo, a noção de quem era antes. Voluntariosa, entra em conflito com o seu próprio computador - o seu duplo, a sua razão fria, a sua memória objectiva programada como seu agente para exercer o poder - e é obrigada a dar-se conta de que a vida é um jogo de relação permanente entre as pessoas. Como uma vez me referiu o autor da peça - ajuda preciosa na construção deste espectáculo: Afinal, como nas velhas histórias de vender a alma ao diabo, quem acaba por fazer melhor negócio? O diabo que compra a alma ou quem lha vendeu certamente na convicção de que ela valia pouca coisa? Soluções ninguém as encontrará no texto, mas penso que o espectáculo terá cumprido o seu fim se cada um encontrar na Mulher Fatal os sinais, as parecenças com o comportamento do mundo que nos rodeia ou mesmo connosco próprios.
Rogério Vieira

"Feliz Aniversário" na Politecnica


FELIZ ANIVERSÁRIO de Harold Pinter

 Tradução Artur Ramos e Jaime Salazar Sampaio Com Alexandra Viveiros, Américo Silva, Andreia Bento, António Simão, Rúben Gomes e Tiago Matias Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Fotografia Jorge Gonçalves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo

No Teatro da Politécnica de 5 de Setembro a 27 de Outubro
3ª e 4ª às 19h00 | 5ª e 6ª às 21h00 | sáb às 16h00 e às 21h00
Reservas a partir de 22 de Agosto | 961960281 | 213916750 (dias úteis 10h às 18h)

McCann Importa-se de se sentar?
Stanley Importo-me, sim.
McCann Pois é, mas é melhor sentar-se.
Stanley Porque é que não se senta você?
McCann Não sou eu, é você.
Stanley Não, obrigado.
Harold Pinter, Feliz Aniversário

"Broadway Baby – A História do Musical Americano"

de Henrique Feist, o espectáculo comemorativo dos 30 anos de carreira dos Irmãos Feist, estreou no passado dia 03 de Agosto, aqui, no Teatro-Estúdio Mário Viegas. Inicialmente, esta produção Buzico!, estaria em cena apenas durante o mês de Agosto mas as contínuas sessões esgotadas e a grande procura por parte do público, levaram-nos a reanalisar o plano inicial e a prolongar a carreira deste espectáculo.

Assim sendo, temos o prazer de anunciar que "Broadway Baby" continuará em cena às quintas feiras, pelas 22H00 e aos domingos, pelas 17H00.

Neste espectáculo, Henrique e Nuno Feist (ao piano), contam-nos a história do musical americano desde a sua fundação até aos dias de hoje, passando por vários compositores e por 72 canções!

Para ir à Broadway já não precisa de viajar até ao continente americano.
Basta vir até ao Teatro Estúdio Mário Viegas, no Chiado, em Lisboa!

"BROADWAY BABY - A História do Musical Americano" de Henrique Feist
com Henrique Feist e Nuno Feist (ao piano)

quintas feiras | 06, 13, 20 e 27 de Setembro | 22H00
domingos | 02, 09, 23, 30 de Setembro | 17H00

TEATRO ESTÚDIO MÁRIO VIEGAS
Largo do Picadeiro - Chiado - Lisboa

reservas | 213 257 652

produção: Buzico! | acolhimento: Companhia Teatral do Chiado

Apoios à produção: Maria Gonzaga | Fernando Rosado | FX Road Lights | MEF | CML

BILHETES À VENDA: Bilheteira Online - www.temv.bilheteiraonline.pt
Balcões CTT | Lojas Fnac | Agência ABEP | Agência Alvalade
Balcão da bilheteira no Teatro Estúdio Mário Viegas (consultar horário)

Pode também adquirir os seus bilhetes através das páginas no Facebook:
Teatro-Estúdio Mário Viegas | Companhia Teatral do Chiado | Buzico!

"A 20 de Novembro" no Teatro Municipal Mirita Casimiro


O Teatro dos Aloés vai apresentar "Laurel e Hardy Vão para o Céu" de Paul Auster de 20 a 23 de Setembro e "A 20 de Novembro" de Lars Norén de 27 a 30 de Setembro no Teatro Municipal Mirita Casimiro - Monte Estoril - Cascais. 

 Dentro da consciência reflexiva que nos caracteriza e identifica, “A 20 de Novembro” de Lars Norén é um espetáculo que apela à meditação sobre bullying, a sua identificação e responsabilidade nos comportamentos desviantes, violência e potencial marginalidade de um jovem. Um espectáculo forte, carregado de emoções. A não perder! Sinopse A 20 de Novembro de 2006, numa pequena cidade alemã, um jovem de 18 anos entra armado na escola e fere colegas e professores, disparando de seguida sobre si próprio. Lars Norén escreve, a partir desse facto real, uma peça violenta, inquietante, questiona-nos sobre qual é a nossa quota-parte de responsabilidade no acto tresloucado desse jovem, vítima de bullying, humilhado por professores e pela sociedade. A peça de Lars Norén põe o dedo na ferida de forma cruel e desconcertante. 

Ficha Artística Tradução José Peixoto Encenação Jorge Silva Interpretação João de Brito Cenografia e Figurinos Teresa Varela Desenho de Luz Carlos Gonçalves Design Gráfico Rui Pereira Fotografia de Ensaio José Goulão Fotografia de Cena Carlos Gonçalves Produção Executiva Gislaine Tadwald, Joana Paes Produção Teatro dos Aloés 
Duração 1h10 

Classificação etária maiores de 16 anos 
Informações e Reservas 916648204 / 218140825 
e-mail: teatrodosaloes@sapo.pt / www.facebook.com/aloesteatro

“Laurel e Hardy Vão para o Céu” no Avante e em Almada


“Laurel e Hardy Vão para o Céu” O Teatro dos Aloés vai apresentar a sua 33ª produção "Laurel e Hardy Vão para o Céu" de Paul Auster no dia 8 de Setembro na FESTA DO AVANTE, pelas 20h, e nos dias 14, 15 e 16 de Setembro no Auditório Fernando Lopes Graça - Fórum Municipal Romeu Correia - Almada.
Sinopse Em Laurel e Hardy Vão para o Céu, dois homens são instruídos para construir um muro. Não sabem a finalidade da obra, não sabem quem os mandou, apenas se guiam por um livro de instruções que seguem à risca com medo de serem castigados por esta entidade desconhecida. Porém, a construção deste muro permite que os dois homens se conheçam melhor, que encontrem um sentido para as suas existências. Metáfora sobre esta árdua tarefa que é a reconstrução da identidade e das relações entre as pessoas em busca de um mundo melhor.

Ficha Artística Autor Paul Auster Tradução Teatro dos Aloés Encenação Jorge Silva Interpretação João de Brito e Luis Barros Cenário e Figurinos Ana Paula Rocha Música Rui Rebelo Desenho de Luz e Fotografia de Cena Carlos Gonçalves Design Gráfico Rui A.Pereira Assistente de Encenação e Fotografia de Ensaio Anna Eremin Produção Executiva GislaineTadwald e Anabela Gonçalves Produção Teatro dos Aloés
Duração 1h10 min

Classificação etária: maiores de 12 anos
Informações e Reservas 916648204 / 21 8140825 e-mail: teatrodosaloes@sapo.pt
Preço dos bilhetes
6€ Público em geral
50% desconto para jovens até 25 anos e reformados