"Raio X" no São Luiz





 De André Braga e Cláudia Figueiredo
13, 14 [21h] e 15 Abril [17h30]: São Luiz Teatro Municipal, Lisboa
15 Junho: Fábrica das Ideias, Gafanha da Nazaré

“Os Raios X (descobertos em 1895 por Wilhelm Röntgen) trazem a inquietação metafísica de ver o interior dos corpos materiais, poder observar o interior das coisas vivas, penetrar a matéria e perceber as coisas a partir do seu centro mais íntimo e vital”.

É este o repto que queremos tomar para nós, e um pouco em contraciclo ao das nossas últimas criações, indagar sobre os territórios do etéreo e da leveza. O espaço “dos ecos da luz”, “dos brancos intersticiais”, “da ressonância do visível”. Geografias imaginárias que se adaptam bem ao que mais nos seduz nas radiografias: a cor, a luz, o tempo, a dissolução dos corpos materiais. Pomos de lado a doença e a vertigem da morte e embarcamos numa Expedição.

“A visão do Grande Vazio faz perder o pé”. O grande silêncio do corpo, a fonte onde a energia pura cria o movimento da dança. Que imagens, que paisagens podemos criar que reflitam este misterioso lugar?
Queremos prosseguir com a reflexão sobre as formas de sensibilidade e lucidez próprias da criação artística. Interessa-nos aventurar-nos num diálogo a cru com a filosofia. José Gil e María Zambrano, estão entre os autores a visitar.

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Criação: André Braga e Cláudia Figueiredo com toda a equipa
Direcção: André Braga
Dramaturgia: Cláudia Figueiredo
Interpretação: André Braga e Paulo Mota
Música ao vivo: Pedro Augusto
Vídeo: Vitor Costa
Luz: João Abreu
Produção: Ana Carvalhosa (direcção) e Cláudia Santos
Apoio à realização plástica: Rodrigo Queirós
Estagiário: Diogo Gonçalves
Texto: excertos de Gilles Deleuze, José Gil, Maria Filomena Molder, María Zambrano
e José Tolentino Mendonça

Co-produção: Circolando, Teatro Municipal do Porto, São Luiz Teatro Municipal
Residências de criação: FITEI, Teatro Municipal do Porto

2018 | 70 minutos | maiores de 16 anos




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