Cineteatro Capitólio - Teatro Raul Solnado já funciona



Sérgio Godinho, Marco Rodrigues e o Famous Fest são algumas das propostas da Sons em Trânsito, concessionária do teatro de Lisboa.

"O primeiro dia do resto da vida do Cineteatro Capitólio - Teatro Raul Solnado foi na sexta-feira, com o primeiro de três espetáculos de Sérgio Godinho", disse Vasco Sacramento, diretor da produtora de espetáculos Sons em Trânsito, na conferência de imprensa de apresentação "da nova identidade e das primeiras propostas de programação agendadas" para aquele teatro no Parque Mayer, em Lisboa.

A Sons em Trânsito venceu o concurso de concessão do Capitólio, promovido pela Câmara Municipal de Lisboa (CML), proprietária do edifício. Depois de encerrado durante mais de 30 anos, o Capitólio, sofreu obras de requalificação, concluídas no final de 2016, e já recebeu, no ano passado, alguns eventos. Mas só agora se inicia a programação da Sons Trânsito concessionária do espaço nos próximos cinco os anos, num contrato que poderá ou não ser renovado findo esse período.

O concurso foi aberto porque, disse a vereadora da Cultura, Catarina Vaz Pinto, "a CML e a EGEAC [empresa municipal de gestão dos equipamentos e animação culturais] não podem, não querem, nem devem fazer tudo". "Já temos estabelecido várias parcerias e há outras entidades que, se calhar, podem fazer melhor do que nós", explicou.

"Para nós é uma grande responsabilidade e também uma enorme alegria ter este espaço", disse Vasco Sacramento. Para além de ser uma sala histórica situada "numa zona nevrálgica da cidade", esta é também a oportunidade para "preencher uma lacuna" que havia em Lisboa: de espaços para espetáculos com plateia em pé de média dimensão. Ideal, para concertos que não tenham a dimensão de um Coliseu, por exemplo.

Mas não só. Vasco Sacramento destacou "as possibilidades que a sala abre", já que "tanto se adequa a espetáculos de plateia sentada como em pé, e permite que o palco seja colocado no meio". Essa "versatilidade" do espaço é uma das características que mais lhe agrada, "Gostaríamos de promover o conceito de clube, como existe noutras cidades europeias", disse, dando como exemplo o Paradiso, em Amesterdão ou o Fabric, em Paris.

Além da sala principal, que tem grandes janelas que se podem abrir ou não, e que tem uma capacidade que ronda os 400 lugares sentados ou 1000 em pé, existe ainda um terraço preparado para receber cinema, tertúlias ou espetáculos (para 300 a 500 pessoas), sobretudo nos dias de verão, e um palco, mais pequeno, ao ar livre nas traseiras.

Entre a programação apresentada estão, entre outros, além dos espetáculos de Sérgio Godinho, na sexta-feira, no sábado e domingo, a festa dos 11 anos da editora de música eletrónica Bloop Recordings (a 17 de março), os concertos de apresentação dos álbuns novos de Marco Rodrigues (6 de abril), PAUS (13 de abril) e Elisa Rodrigues (24 de maio), o festival de humor The Famous Fest (28 e 29 de setembro) e concertos do festival de música Vodafone Mexesfet (23 e 24 de novembro).

Apesar de a promotora ter como "áreas de aposta" a música, o cinema e o Humor, haverá também "teatro ou moda". "O espaço está aberto a qualquer tipo de manifestação artística", afirmou. A Sons em Trânsito planeia ainda desenvolver um Serviço Educativo, para "criação e fidelização de públicos", que pretende "apresentar em breve".

Com a Junta de Freguesia de Santo António, território onde o Capitólio está situado, está a ser "estudada a possibilidade de fazer uma exposição que ajude a perceber a história do espaço".

Além disso, o teatro irá ainda estabelecer parcerias com outros espaços e outras programções - "para que possamos ser complementares e não concorrenciais" - e terá programação associada aos vários eventos de Lisboa, como o Festival da Eurovisão, os Santos Populares ou a Web Summit. "Não queremos que o Capitólio seja um espaço autista em relação ao que está a acontecer na cidade", disse Vasco Sacramento.

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