Carlos Bica / Daniel Erdmann / DJ Illvibe | Jazz na Culturgest



Carlos Bica / Daniel Erdmann / DJ Illvibe
Ciclo “Jazz +351” Comissário: Pedro Costa
Grande Auditório| 21h30 | 2 de março


Contrabaixo Carlos Bica
Saxofone tenor e soprano Daniel Erdmann 
Gira discos DJ Illvibe

Se Carlos Bica mantém há mais de 20 anos o seu trio Azul, com Frank Mobus e Jim Black, tendo também mantido colaborações com o pianista João Paulo Esteves da Silva e com o grupo Matéria-Prima, outras formações e outras possibilidades musicais estão a ter a sua atenção, como o Move String Quartet, o Berlinesk Quartet e as recentes associações a André Santos, em duo, ou a este e a João Mortágua, em trio. Agora encontramo-lo com o saxofone tenor de Daniel Erdmann e os gira-discos de DJ Illvibe, o mesmo que ouvimos como convidado especial no álbum Believer, dos Azul. O saxofonista alemão vem ganhando nome na cena europeia do jazz e críticos como o também fotógrafo Gérard Rouy não hesitam em apontá-lo como um dos mais inventivos músicos da atualidade. Em ensembles como Das Kapital, Lenina, Daniel Erdmann’s Velvet Revolution e no duo com Samuel Rohrer que gravou Ten Songs About Real Utopia, Erdmann definiu um estilo saxofonístico que, sem fazer tábua-rasa de todas as tradições que de nem o jazz, acrescenta-lhes novas perspetivas. Pelo seu lado, Illvibe, de seu verdadeiro nome Vincent von Schlippenbach, filho de Alexander von Schlippenbach e Aki Takase, trouxe as sonoridades do hip-hop e da música eletrónica para os domínios da improvisação, mediante colaborações com os seus pais em trio e quarteto, Lok 03 e Lok 03+1, quando a eles se associa o baterista Paul Lovens, e com músicos como Lawrence Casserley, Jeffrey Morgan e Harri Sjostrom.

O resultado desta combinação de ideias e experiências continua a ter o carácter lírico (ou “romântico”, termo que o próprio contrabaixista e compositor prefere utilizar) que logo identificamos com Carlos Bica, mas são outros os caminhos que se proporcionam, confirmando que o português tem mais para dizer do que aquilo – já por si muito, e variado – que lhe conhecemos, numa capacidade de reinvenção de si mesmo que tem merecido unânime aplauso.

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