A MONSTRA no Museu da Marioneta

O teatro de marionetas é uma das experiências teatrais mais completas, ao permitir animar – dar alma – a qualquer objecto inanimado, num jogo contínuo entre marionetista, marioneta e espectador.
No cinema de animação em stop motion, as marionetas são as verdadeiras estrelas. Aqui, o processo de dar vida aos bonecos exige o esforço de uma vasta equipa, que contribui para oferecer ao espectador essa experiência única de poder acreditar que aquelas personagens – aquelas marionetas – existem de facto.
É para revelar parte desses segredos da animação em stop motion que, uma vez mais, o Museu da Marioneta se associa à MONSTRA – Festival de Animação de Lisboa, que anda há 18 anos a espalhar animação por Lisboa.
Entre 1 de Março e 8 de Abril, os segredos do cinema de animação estão em exibição, no Museu da Marioneta. A entrada é livre.
  







Exposição dedicada aos 60 anos da Nukufilm Studio (Estúdio de animação de marionetas da Estónia), onde serão apresentados 8 sets de vários filmes da produtora
A exposição concentra uma apresentação de filmes de animação usando marionetas, outras técnicas híbridas e abordagens. São filmes que mostram os seus bastidores, revelando ao espectador alguns dos sets de produção, passando pela pesquisa gráfica, produção de marionetas e acessórios, decorações ou storyboards.
A exposição integra ainda sets de filmes de stop motion portugueses.
A Nukufilm Studio produziu mais de 220 curtas-metragens, 2 longas, 1 documentário e inúmeros vídeos comerciais, tendo ganho centenas de prémios em festivais internacionais. Em 2013, a Nukufilm produziu a primeira longa-metragem em S3D, um filme em stop motion estereoscópico digital, “Lisa Limone e Maroc Orange”, realizado por Mait Laas, e apresentado no Festival Monstra na edição de 2015.
No Festival vão ser exibidos vários filmes desta produtora, entre eles “Maria and the 7 Dwarfs” (Maria e os 7 anões), realizado Riho Unt, uma estreia no nosso país.

Nesta exposição serão apresentados uma seleção de 15 sets de 8 filmes da produtora estónia ao longo destes 60 anos, assim como sets de três conjuntos de animadores portugueses de stop motion portugueses: “Pronto Era Assim”, de Joana Nogueira e Patrícia Rodrigues, “Axl Rose” e “Cinegirasol”, de Bruno Caetano e Rui Telmo Romão e “Amélia e Duarte”, de Alice Guimarães e Mónica Santos. 

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