Romeu & Julieta - Uma excelente e lamentável sobremesa


No centro de uma cozinha, o Teatro Praga parte da clássica história de amor de William Shakespeare para contar história a deste romance maldito como se de uma receita de sobremesa se tratasse. O sangue será afinal doce e as armas meros utensílios de cozinha. Depois do sucesso de Hamlet sou eu e GrandaPinta, o Teatro Praga regressa ao Teatro Maria Matos com uma surpreendente interpretação do clássico de Shakespeare. À semelhança do que temos vindo a fazer, este espetáculo também terá uma Sessão Descontraída, destinada a público com necessidades específicas.

Este novo espetáculo do Teatro Praga é uma oportunidade para voltar juntar a equipa criativa de Hamlet Sou Eu, um espetáculo estreado em 2007 (em coprodução com o Teatro Maria Matos) e que desde então tem sido apresentado ininterruptamente em Portugal e também no estrangeiro.

Partindo outra vez de William Shakespeare, Cláudia Jardim, Diogo Bento e Pedro Penim andarão desta vez à volta de Romeu & Julieta, a clássica história de amor que põe no centro da ação dois teenagers apaixonados em rota de colisão com as suas famílias e com uma sociedade repressora.

Num ambiente divertido de uma cozinha dentro do palco, os atores guiam os jovens espetadores participantes pela história deste romance maldito, misturando-a com a feitura de um delicioso Cheesecake que leva o nome dos dois protagonistas shakespeareanos. A história, ora trágica ora cómica, é contada de forma lúdica através dos ingredientes e dos passos da receita do bolo.

Neste Romeu & Julieta, o drama confunde-se com o queijo Ricota, o sangue dos amantes é doce de Goiaba, as lutas de espadas fazem-se com espátulas e caçarolas e uma dentada numa bolacha Maria pode ser uma alternativa deliciosa para um coração partido.


CRIANÇAS E JOVENS ★ 21 a 22 e 29 a 29 outubro 2017
sábado → 16h30 / domingo → 11h e 16h30
+9 anos • teatro
encomenda mm



sala principal com bancada
criança: 3€ / adulto: 7€
duração: 75 min • classificação etária: a classificar pela CCE
Menores de 18 anos 3€

também para
ESCOLAS ★ +9 ANOS
24 a 27 outubro
semana →  10h


texto e criação Cláudia Jardim, Diogo Bento e Pedro Penim
interpretação Cláudia Jardim e Diogo Bento
produção Andreia Carneiro
coprodução Teatro Praga, Maria Matos Teatro Municipal, Teatro Municipal do Porto, Teatro Viriato e Centro de Artes de Ovar
encomenda Maria Matos Teatro Municipal 
foto Alípio Padilha
O Teatro Praga financiado pela República Portuguesa|Cultura/Direção Geral das Artes



BIOGRAFIAS

Pedro Zegre Penim
É licenciado em Teatro pela Escola Superior de Teatro e Cinema - Lisboa e possui um Mestrado em Gestão Cultural pelo ISCTE - Lisboa. É membro fundador e diretor artístico do Teatro Praga (www.teatropraga.com), companhia com a qual já recebeu diversos prémios na área do Teatro (Globo de Ouro na categoria de Melhor Espetáculo de Teatro, 2015; Prémio SPA autores para Melhor Texto Português Representado, 2012; Prémio Teatro SIC 12 anos, 2004; Menção especial do Prémio Acarte, 2003; Prémio Teatro na Década, 2003).
O seu trabalho como encenador e ator estende-se também à escrita, à tradução e à formação (Centre International de Formation en Arts du Spectacle - Bruxelas; SP Escola de Teatro - São Paulo, Brasil; Salt Galata e Kumabaraci50 – Istambul, Turquia;  Escola Superior de Teatro e Cinema – Lisboa; Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo – Porto; Balleteatro - Porto, entre outros) e já foi apresentado por todo o território português bem como em França, Itália, Brasil, Reino Unido, China, Alemanha, Espanha, Eslováquia, Turquia, Israel, Eslovénia e Hungria.
Foi encenador convidado nos Capitals in Discussion (dirigido por Jan Ritsema e Bojana Cvejić), do projeto It Will Be What We Make It (composto por um grupo internacional de teóricos e artistas), encenador convidado no Centre International de Formation en Arts du Spectacle em Bruxelas (2014), e jurado do reconhecido concurso multidisciplinar Danse Élargie (Théâtre de La Ville, Paris) ao lado de nomes como Mathilde Monnier e Thomas Ostermeier (2014).
Com o Teatro Praga destacam-se os espetáculos: ZULULUZU (Teatro São Luiz, Lisboa / Théâtre de La Ville, Paris / Festival Internacional de Teatro de Istambul, 2016), Tropa-Fandanga (Teatro Nacional D. Maria II / MC93 Paris, 2014), Sonho de Uma Noite de Verão (Centro Cultural de Belém, 2010), Padam Padam (Projeto Prospero, CCB, 2008) e Discotheater (Festival Alkantara, 2006).
Fora do Teatro Praga trabalhou com os ingleses Forced Enternainment (Quizoola!, 2014), a companhia belga Tg.STAN (Point Blank, 1998), CAPITALS 2003 (Do It Yourself), Teatro Nacional D. Maria II, Teatro Aberto e com os encenadores Tim Etchells, Ricardo Pais, Nuno Carinhas, José Wallenstein e Antonino Solmer.


Cláudia Jardim
Trabalhou na Companhia de Teatro Sensurround, em encenações de Lúcia Sigalho (A Birra da Viva, Dedicatórias, Psicopata Apaixonado, Fora De Mim, Viagem à Grécia, Capriiiicho, O Cerejal e Kizomba) e no Teatro da Cornucópia em encenações de Luis Miguel Cintra (Filodemo e Um Homem É Um Homem). É membro do Teatro Praga, desenvolvendo aí o seu trabalho como criadora e intérprete. Além disso, ultimamente, tem estabelecido uma parceria criativa com Patrícia Portela (Anita Vai A Nada, Jogo das Perguntas). Destaca ainda a tradução de Quarteto de Heiner Müller e diversos workshops dirigidos no Teatro Viriato, no Forum Dança e CNB.


Diogo Bento
Diogo Bento nasceu em Torres Vedras em 1979. É licenciado em Estudos Portugueses, pela Universidade Nova de Lisboa. Estudou Teatro – Formação de Atores na Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Fez ainda uma pós-graduação em Estética e outra em Pedagogia na Universidade Nova de Lisboa. Em teatro, trabalhou com Luís Castro, Eduardo Barreto, Jean-Paul Bucchieri, António Pires, Álvaro Correia, João Brites, Mala Voadora, Carlos J. Pessoa, Miguel Bonneville, João Pedro Vale e Nuno Alexandre Ferreira. Colaborou pontualmente com diversos artistas, tais como: Vasco Araújo, André Guedes, Isabel Carvalho, Lara Torres, Robin Vanbesien e o compositor João Madureira.
Com o Teatro Praga, realizou já vários trabalhos enquanto intérprete e cocriador: Agatha Christie, Discotheater, Hamlet sou eu, Turbo-Folk, Padam Padam, Sonho de uma noite de verão, Susana Pomba, Caixa preta, Tempestade, Terceira Idade, Erra uma vez, Tropa-Fandanga, Zululuzu, O despertar da primavera. Como encenador do Grupo de Teatro da Nova, encenou: quinze mulheres e um homem numa garagem à espera que o vento mude de direcção; com conforme consoante contra; Blame Beckett; Máquina-Édipo. Com Inês Vaz, co-criou Han Shot First, I love Broadway e Frei Luís de Sousa de Almeida Garrett. Apresentou também o espetáculo As quatro estações, no Teatro Nacional Dona Maria II, em regime de cocriação, a partir do texto homónimo de Alberto Pimenta.
Foi professor na Escola Superior de Dança e dá aulas atualmente de artes performativas na Escola Superior de Teatro e Cinema.


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