Raquel André no D. Maria II


COLECÇÃO DE COLECCIONADORES
COLECÇÃO DE AMANTES

Raquel André regressa ao D. Maria II com Colecção de Coleccionadores e uma versão atualizada de Colecção de Amantes. Depois de uma longa viagem por diversas cidades mundiais, onde colecionou 30 colecionadores e 137 amantes, a criadora volta à Sala Estúdio, para uma reflexão sobre a memória e a intimidade.

De 2 a 12 de novembro, apresentamos Colecção de Coleccionadores, de Raquel André em cocriação com António Pedro Lopes e Bernardo de Almeida. Neste espetáculo coleciona-se o outro e guarda-se o que não dá para guardar. Através de uma entrevista, os colecionadores de cidades diferentes respondem a perguntas sobre memória... Afinal, o que guardamos? Em outubro de 2017, a Colecção de Coleccionadores contava com 30 colecionadores de Paredes de Coura, Valença, Vila Nova de Cerveira, Monção, Melgaço, Berlim, Kortrijk, Ilha de São Miguel, Tomar e Lisboa.

A 15 de novembro, uma versão atualizada de Colecção de Amantes sobe ao palco da Sala Estúdio. Entre Lisboa, Rio de Janeiro, Ponta Delgada, Loulé, Minde, Paredes de Coura, Sever do Vouga, Ovar e Manaus já colecionou 137 amantes, pessoas de todas as nacionalidades, géneros e idades, que aceitaram encontrar-se com ela num apartamento para construírem uma intimidade ficcionada, capturada por fotografias. As fotografias e os detalhes destes encontros são o conteúdo do espetáculo, que conta o que esta coleção de relações pode significar. Tendo estreado em 2015 no D. Maria II, vejamos agora como cresceu e se alterou esta reflexão sobre intimidade que é explorada de um para um e amplificada em palco, tudo real e tudo ficcionado. Em cena até 22 de novembro.

No dia 9 de novembro, às 19h, no Átrio do Teatro, decorrerá o lançamento do livro Colecção de Amantes (vol. 1). A entrada é livre.


Colecção de Coleccionadores
2 – 12 nov
qua, 19h30 / qui-sáb, 21h30 / dom, 16h30
Sala Estúdio

Raquel coleciona colecionadores que encontra nas cidades por onde passa. Raquel coleciona os próprios colecionadores, eles mesmos. Pede-lhes que lhe contem um segredo: que lhe contem o que é ser colecionador. Pede-lhes que se deixem colecionar. Colecionamos o que nos escapa das mãos.
Em Colecção de Coleccionadores, coleciona-se o outro e guarda-se o que não dá para guardar. Através de uma entrevista, os colecionadores de cidades diferentes respondem a perguntas sobre memória...
Afinal, o que guardamos? Em outubro de 2017, a Colecção de Coleccionadores contava com 30
colecionadores de Paredes de Coura, Valença, Vila Nova de Cerveira, Monção, Melgaço, Berlim, Kortrijk, Ilha de São Miguel, Tomar e Lisboa.

Ficha Artística
conceito, direção, produção e em cena Raquel André
cocriação António Pedro Lopes, Bernardo de Almeida e Raquel André
música noiserv
vídeo Diogo Lima e Afonso Sousa
desenho de luz Rui Monteiro
design de som João Neves
coordenação técnica Carolina Caramelo
adaptação de luz e direção técnica em digressão Eduardo Abdala, Cárin Geada
comunicação António Pedro Lopes
produção executiva Mónica Talina
coprodução TNDM II
parceria Festival Temps d'Images
Projeto originalmente criado para a 2a edição da BOLSA ISABEL ALVES COSTA 2016, uma coprodução:
Teatro Municipal do Porto Rivoli – Campo Alegre, Festival de Marionetas do Porto e Comédias do Minho
com a mesma equipa artística e registo documental de Mariana Dixe.

Entre 2016 e 2017 Raquel André colecionou colecionadores nas suas casas particulares, em parceria
com várias instituições: Comédias do Minho, BUDA, Tanzfabrik, Festival Walk&Talk, ARTEMREDE.
Este projeto teve o apoio à internacionalização da Direção Geral das Artes – Governo de Portugal.
Projeto financiado pela apap – Performing Europe 2020, no âmbito do programa Europa Criativa da
União Europeia.


Colecção de Amantes
15 – 22 nov
qua, 19h30 / qui-sáb, 21h30 / dom, 16h30
apresentações no âmbito do LEFFEST: 22 nov, 19h30 e 21h30
Sala Estúdio

Raquel André coleciona coisas raras. Entre Lisboa, Rio de Janeiro, Ponta Delgada, Loulé, Minde, Paredes de Coura, Sever do Vouga, Ovar e Manaus já colecionou 137 amantes, pessoas de todas as
nacionalidades, géneros e idades, que aceitaram encontrar-se com ela num apartamento para construírem uma intimidade ficcionada, capturada por fotografias. A cada cidade por onde viaja coleciona mais amantes, o espetáculo vai acumulando os novos encontros. As fotografias e os detalhes destes encontros são o conteúdo do espetáculo, que conta o que esta coleção de relações pode significar.
Tendo estreado em 2015 no D. Maria II, vejamos agora como cresceu e se alterou esta reflexão sobre
intimidade que é explorada de um para um e amplificada em palco, tudo real e tudo ficcionado.

Ficha Artística
conceito, direção, produção e em cena Raquel André
cocriação António Pedro Lopes, Bernardo de Almeida, Raquel André
música noiserv
sonoplastia Tiago Martins
design de som João Neves
desenho de luz Rui Monteiro
coordenação técnica Carolina Caramelo
adaptação de luz e direção técnica em digressão Eduardo Abdala, Cárin Geada
comunicação António Pedro Lopes
produção executiva Mónica Talina
colaboração artística na estreia Fabíola Lebre
coprodução TNDM II, TEMPO Festival das Artes
parceria Festival Temps d’Images e LEFFEST
apoio à pesquisa de mestrado de Raquel André Bolsa da Fundação Calouste Gulbenkian
financiamento Direção Geral das Artes, Governo de Portugal

Entre 2014 e 2017, Raquel André colecionou amantes em casas particulares dos próprios amantes e em casas em parceria com várias instituições: Mostra Hífen, Festival Condomínio, Festival Walk&Talk, Largo Residências, ZDB, BV90, Galpão Gamboa, Teatro Louletano, Festival Materiais Diversos, Casa das Artes do Espectáculo de Sever do Vouga, Centro de Arte de Ovar e Grupo Garimpo – Manaus. Em 2016, circulou no Brasil com o apoio da Fundação GDA e em 2017 com o apoio da Fundação Calouste Gulbenkian.
M/16

Ela coleciona amantes, ela coleciona colecionadores, ela coleciona pessoas

De um arquivo infinito, a coleção de pessoas de Raquel André pode bem ser a performance de uma vida toda. O desempenho de quem passa pelo tempo em direção ao outro, e que se vê perante a impossibilidade de guardar para sempre todos os encontros do efémero.

Ser-se colecionado é estar no lugar de quem vê, mas é também permitir ver-se dentro de uma história
de afetos que guarda a memória de múltiplos passados tornados presente. Avançar também é voltar
atrás e carregar um património de intimidade, do irrepetível, do que fica guardado, do que se carrega e não se sabe guardar.

E perguntam-lhe sempre, porquê pessoas? Porque é que não colecionas livros, latas ou sapatos? Ela não sabe. Ela só sabe que o outro é um mundo e que, nesse mundo, há uma imensidão para descobrir e uma história que merece ser contada. Não é sociopatia, é reconhecer que o que somos não somos sozinhos e que, às vezes, fechamos no armário e na gaveta os caminhos que traçamos pela vida e que nos marcam no tempo.

Da Colecção de Amantes (aqueles que amam) à Colecção de Coleccionadores (aqueles que colecionam memórias), Colecção de Pessoas de Raquel André é uma acumulação a 4 tempos que se completará com uma Colecção de Artistas (aqueles que criam) e uma Colecção de Espectadores (aqueles que testemunham), numa reconfiguração perene que se atualiza com novos encontros que acontecem no tempo nas cidades do mundo.

Se tudo o que vocês virem, lerem ou ouvirem falar sobre ela parecer fictício ou teatro, não há certo nem errado, verdade ou mentira, das colecções dela fica a acumulação, a viagem, os números e nomes próprios, as coisas, eu e tu, o tempo cristalizado ao infinito e uma rede de pessoas que, por muito que ela partilhe, viverão com ela e só com ela para todo o sempre. Resta-nos ver e contemplar as múltiplas transformações que ela lhes dá e testemunhar que, também aqui, está um pequeno grande pedaço das vidas das gentes da nossa época.

De 2 a 22 de novembro, o Teatro Nacional D. Maria II, o Festival Temps D’images e o LEFFEST
apresentam as duas primeiras colecções de pessoas da artista. Dois espectáculos: a estreia em Lisboa de Colecção de Coleccionadores, o regresso a casa de Colecção de Amantes; e o lançamento do livro
Colecção de Amantes VOL I.

António Pedro Lopes

Lançamento de livro - Colecção de Amantes (vol. 1)
9 nov, 19h
Átrio do D. Maria II

Um dos 109 amantes de Raquel André terá dito: "às vezes o tempo leva tempo." De quanto tempo
precisamos para partilhar uma intimidade? E para ficcioná-la? Raquel André marca encontros de uma
hora com desconhecidos em casas que não conhece. A premissa é partilhar uma intimidade, e tirar pelo menos uma fotografia que o comprove. Este livro guarda os primeiros 3 anos (2014 - 2016) desse processo em múltiplas cidades portuguesas e no estrangeiro. Colecção de Amantes guarda um momento no tempo e apresenta uma coleção da história da intimidade. Um primeiro volume para guardar a efemeridade de um encontro e dar um presente ao tempo.

de Raquel André
com textos de Gregório Duvivier e Tiago Rodrigues
coedição TNDM II / Festival Temps d’Images

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