"Dança Doente" no Maria Matos


MARCELO EVELIN
Dança Doente

DANÇA ★ 29 e 30 setembro 2017
sexta e sábado → 21h30

Marcelo Evelin regressa a Portugal com Dança Doente, um espetáculo que se inspira na dança japonesa Butoh para pensar os limites físicos do corpo. No Teatro Maria Matos, em Lisboa, a 29 e 30 outubro e no Teatro Municipal do Porto a 6 e 7 outubro.

As obras Matadouro (2010) e De repente fica tudo preto de gente (2012), que o coreógrafo brasileiro Marcelo Evelin apresentou no Teatro Maria Matos, deixaram uma impressão profunda pela sua força brutal e pela sua procura de situações limite. Em Dança Doente, esta procura leva o coreógrafo a dar atenção à deterioração física do corpo, colocando em cena um corpo infetado pelo mundo e atravessado por forças que o esvaziam e o destituem.  O que pode significar a dança para um corpo frágil, exausto e em sofrimento?
Diz o coreógrafo: “Esta obra organiza-se como uma patologia dançada por um corpo em movimento para fora de si mesmo, uma dança virótica, contagiosa, que acontece como premonição de morte, mas apenas e tão-somente para reafirmar a vida em toda a sua potência”. Como ponto de referência, Marcelo Evelin toma de empréstimo o universo do coreógrafo Japonês Hijikata Tatsumi, pioneiro da dança Butoh japonês, numa espécie de fantasmagoria revelada entre fascinação e ficção.

"Dança Doente surgiu a partir de uma espécie de fascinação com o universo do Hijikata Tatsumi, coreógrafo japonês que inventou a dança Butoh. Desde 2008 as imagens dele e suas propostas estéticas vêm atravessando meu trabalho, mas quando comecei a visitar o Japão em 2011 essas imagens começaram a ressoar para mim numa proximidade ainda maior com o meu universo, com várias questões minhas como coreógrafo, como artista…" Leia o resto da entrevista de Marcelo Evelin a Carolina Mendonça aqui.

sala principal com bancada • 7€ a 14€ • classificação etária: a classificar pela CCE
menores de 30 anos: 5€ • menores de 18 anos: 3€

Passado e Presente - Lisboa, Capital Ibero-Americana de Cultura 2017

uma peça de: Marcelo Evelin/Demolition Incorporada conceito e coreografia: Marcelo Evelin criação e interpretação: Andrez Lean Ghizze, Bruno Moreno, Carolina Mendonça, Fabien Marcil, Hitomi Nagasu, Marcelo Evelin, Márcio Nonato, Rosângela Sulidade, Sho Takiguchi dramaturgia: Carolina Mendonça colaboração Artística: Loes Van der Pligt luz: Thomas Walgrave som: Sho Takiguchi colaboração figurinos: Julio Barga direção técnica: Luana Gouveia orientação de pesquisa: Christine Greiner direção de produção: Materiais Diversos, Regina Veloso/Demolition Incorporada agenciamento e difusão: Sofia Matos/Materiais Diversos | Internacional, CAMPO | Brasil coprodução: Kunsten Festival des Arts, Bruxelas NXTSTP; Teatro Municipal do Porto - Rivoli - Campo Alegre, Porto; Festival d’Automne à Paris / T2G-Théâtre de Gennevilliers; Kyoto Experiment KEX (JP); Spring Festival, Utrecht; Tanz Im August /HAU Hebbel Am Ufer, Berlim; Maria Matos Teatro Municipal, Lisboa; Alkantara, Lisboa; Montpellier Danse, Montpellier; Mousounturm, Frankfurt; Gothenburg Dance and Theatre Festival, Gotenburgo; TanzHaus, Dusseldorf; Vooruit, Gent; La Batie – Festival de Genève, Genebra residência artística: Teatro Municipal do Porto/Rivoli - Campo Alegre, Porto; Mousounturm, Frankfurt; CAMPO | gestão e criação em arte contemporânea, Teresina-Piauí; PACT Zolverein, Essen; Vooruit, Gent; Studios C de La B, Gent  projeto coproduzido pela NXTSTP com o apoio do programa Cultura da União Europeia e Governo Brasileiro este projeto foi galardoado com Prémio Funarte de Dança Klauss de Vianna 2015



Marcelo Evelin
Nasceu no Piauí (Brasil), é coreógrafo, pesquisador e intérprete. Vive e trabalha entre Teresina e Amsterdão. Na Europa desde 1986, trabalha com dança tendo colaborado com artistas de variadas linguagens em projectos também envolvendo teatro físico, música, vídeo, instalação e ocupação de espaços específicos. É criador independente com sua Companhia Demolition Incorporada, criada em 1995, e ensina na Escola Superior de Mímica de Amsterdão-Holanda, onde também orienta estudantes em processos criativos. Orienta workshops e projectos colaborativos em vários países da Europa, Estados Unidos, África, Japão, América do Sul e Brasil, para onde retornou em 2006 e desde então vem actuando também como gestor e curador, tendo implantado em Teresina, o Núcleo do Dirceu (2006-2013), um colectivo de artistas independentes e plataforma de pesquisa e desenvolvimento para as Artes Performáticas Contemporâneas. Em Março de 2016 abriu em Teresina, juntamente com as gestoras culturais Sônia Sobral e Regina Veloso, o CAMPO, um novo espaço para se pensar, fazer e difundir arte e disciplinas afins, e, como parte dele, o estúdio Demolition Incorporada. Os seus espectáculos Matadouro (2010) e De Repente Fica Tudo Preto de Gente (2012) foram apresentados em mais de 18 países e continuam em circulação. A sua mais recente criação Batucada, um “acontecimento performático”, estreou em 2014 no Kunsten Festival des Arts em Bruxelas com 50 performers de 14 diferentes países, e desde então seguiu agenda em Frankfurt/Alemanha e diversos estados brasileiros.



Fotos de Mauricio Pokemon

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