Cornucópia estreia em co-produção com a companhia Nao D'Amores












Motivado mais por verdadeiras relações artísticas que integrado numa estratégia de internacionalização da Companhia, ainda que naturalmente ela acabe por acontecer, o Teatro da Cornucópia fecha a sua temporada 2009/2010, com uma co-produção com a Companhia Nao D’Amores (Espanha): DANÇA DA MORTE/ DANÇA DE LA MUERTE espectáculo bilingue, encenado por Ana Zamora, em que participam elementos de ambas as companhias.

Nao D’Amores é uma estrutura profissional independente, criada em 2001 e dirigida por Ana Zamora, que tem vindo a apresentar com enorme sucesso espectáculos que pretendem ser a reinvenção de um teatro primitivo com uma qualidade lírica muito particular, a partir de textos e música antiga peninsulares, e recuperando várias formas de expressão artísticas de influência tradicional popular como danças, marionetas, música ao vivo com réplicas de instrumentos antigos, e elementos vários inspirados no folclore tradicional. A companhia já apresentou em Portugal, convidada pelo Festival de Almada, O Auto dos Quatro Tempos de Gil Vicente, e no Teatro do Bairro Alto, o Misterio del Cristo de los Gascones. Desta vez e a convite da Cornucópia, faz uma criação em Portugal, ensaiada e estreada no Teatro do Bairro Alto, com a colaboração do Festival de Almada e nele integrada, que parte do texto Castelhano do século XV Dança General de la Muerte e que integra também textos vários de Gil Vicente. Trata-se de uma nova abordagem do tema das Danças Macabras tão tratado por toda a Europa no fim da Idade Média. Segundo Ana Zamora, Dança da Morte/Dança de la Muerte é uma fantasia da imaginação popular, uma viagem no tempo para reviver os mitos que ajudaram a mitigar o absurdo da morte, nascida no actual contexto cultural, em que se tende a negá-la e a afastar a sua lembrança, substituindo o ancestral anseio de imortalidade por uma imatura ficção de “a-mortalidade”.

No espectáculo intervêm 3 actores (Luis Miguel Cintra, Sofia Marques e Elena Rayos) e 3 músicos (Eva Jornet - Flautas, Cromornos e Chirimía, Juan Ramón Lara - Viola da Gamba e Fídula e Isabel Zamora - Órgão) que formam um pequeno conjunto de executantes de uma nova e festiva “dança macabra” para a qual foi fundamental o trabalho de Alícia Lázaro na Direcção e Selecção Musical, de Javier García Ávila na Coreografia e Vicente Fuentes como assessor para a dicção do verso. A cenografia é de David Faraco e os figurinos de Deborah Macias, também habituais colaboradores de Nao D’Amores.

Dança da Morte/Dança de la Muerte tem a sua primeira série de representações de 6 a 13 de Julho no Teatro do Bairro Alto, integrada no Festival de Almada. Parte depois para a primeira digressão em Espanha onde estará nos Festivais de Olmedo, Almagro e em Gijón, e volta ao Teatro do Bairro Alto para uma segunda série de representações de 30 de Setembro a 17 de Outubro.
Entretanto, de 22 a 26 de Setembro, a Companhia irá repor o seu espectáculo IFIGÉNIA NA TÁURIDA de Goethe no Teatro Municipal de Almada.

DANÇA DA MORTE/DANÇA DE LA MUERTE
Dramaturgia e encenação
ANA ZAMORA
Intérpretes
LUIS MIGUEL CINTRA
SOFIA MARQUES
ELENA RAYOS
Interpretação musical
EVA JORNET (flautas, cromorno e chirímia)
JUAN RAMÓN LARA (viola de gamba)
ISABEL ZAMORA (órgão)
Arranjos e direcção musical
ALICIA LÁZARO
Coreografia
JAVIER GARCÍA ÁVILA
Assessor para a dicção do verso
VICENTE FUENTES
Cenário e Figurinos
DAVID FARACO
DEBORAH MACÍAS
Desenho de luz
MIGUEL ÁNGEL CAMACHO (A.A.I)e PEDRO YAGÜE
Montagem e operação de luz
RUI SEABRA
Assistente de encenação
MANUEL ROMANO
Desenho gráfico
CRISTINA REIS
Director técnico em Lisboa
JORGE ESTEVES
Director de produção de Nao d´amores
GERMÁN H. SOLÍS
Secretária do Teatro da Cornucópia
AMÁLIA BARRIGA

Comments

E é um espectáculo a não perder! Magnífico, belíssimo, rigoroso, exigente. Fantástico!

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