“O Bicho Papa-Livros” pelo Pim Teatro






Para não nos perdermos precisamos de marcar, imprimir, escrever um rasto.
Descobrir os livros e descobrir o que está para lá deles, para lá da estante, no ar que se respira, nos sons e nas vozes que se escutam, nos seres que caminham pelo espaço.
Quando as portas se fecham, desliga-se a água e apagam-se as luzes.
Há um silêncio calmo, um silêncio habitado, tenso e imóvel, acendem-se umas luzes pequeninas e ouve-se uma música suave e encantadora...
Num mergulho no mundo de H.C. Andersen, somos levados ao interior de uma Biblioteca, à descoberta de tesouros de conhecimento, no rasto do bicho que come livros... depois, percorrem-se caminhos, desfolham-se livros, sobem-se prateleiras como escadas, comem-se os livros aos bocadinhos e lambem-se as pontas dos dedos.
- Se uma biblioteca é já um mundo dentro do mundo cheios de mundos dentro, pode o teatro habitá-la? O teatro transpõe a realidade física e os limites do espaço, do tempo e do corpo, como quem lê um livro.
O Bicho Papa-Livros” foi criado para habitar bibliotecas. Tem uma estrutura de comunicação pouco convencional. Adapta-se ao espaço introduzindo o mínimo de elementos estranhos.
Impulsiona a relação do público com a biblioteca, contribui para o conhecimento desta enquanto edifício, recursos e formas de organização, e para a promoção da leitura. Este espectáculo surgiu no âmbito das comemorações do bicentenário de H. C. Andersen e da Biblioteca Pública de Évora.
Produção PIM Teatro, Concepção Alexandra Espiridião, Inês de Carvalho e João Sérgio Palma, Dramaturgia Alexandra Espiridião, Interpretação Alexandra Espiridião, Ana Duarte, Diogo Duro, Helena Estanislau, João Sérgio Palma, Paulo Vargues e Rita Leal.

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