Tuesday, March 24, 2009

Dia Mundial do Teatro na Casa Amarela






As comemorações do DIA MUNDIAL DO TEATRO em BEJA são na CASA AMARELA*!

A arte pública propõe, para o dia 27 de Março - dia onde todos os criadores e profissionais das Artes do Palco não querem deixar de assinalar o motivo marcante que orienta as suas vidas, apesar de todas as perplexidades e dificuldades que caracterizam o Estado das Artes, em Portugal, e, muito especialmente, em Beja - três actividades: duas de âmbito formativo e uma de âmbito performativo.

Assim, seguindo a vertente de intervenção pedagógica que tem caracterizado muita da nossa actuação - na Formação e Sensibilização de Públicos e na qualificação profissional de Professores, Animadores e de Agitadores da Leitura - propomos, durante o dia, duas Acções de Formação que pensamos corresponder às necessidades sentidas pelo público-alvo indicado (consultar, em anexo, informação detalhada sobre estas formações).

À noite, convidamos todos a assistirem à nossa mais recente criação, com entrada livre!

consulte o calendário de actuações e outras informaçãoes em http://www.arte-publica.net/
e http//:artepublica2009.blogspot.com

* Rua da Barreira, 9-A, Beja

PROGRAMA de 27 Março 2009
CASA AMARELA Beja

10:00h12:30h
VIVÊNCIAS EXPRESSIVAS EM MOVIMENTO, MÚSICA E DRAMA
workshop

17:00h20:00h
DO CONTO AO OBJECTO DRAMÁTICO
workshop

22:00h
uma actriz confessa-se
seguido de
ADORÁVEL CRIATURA
Teatro

inscrições para os workshops:
através do endereço artepublica@gmail.com

reservas de bilhetes (entrada livre):
96.4781436


VIVÊNCIAS EXPRESSIVAS
EM MOVIMENTO, MÚSICA E DRAMA

Área de intervenção
Expressão pelo Movimento, Dramática e Musical;
Artes do Palco.

Palavras chave
Música, Movimento e Drama; pedagogia das Expressões; dinâmica de grupos.

O que é
Um workshop de 2h onde se procederá à intervenção directa de metodologias e dinâmicas usadas na criatividade com grupos de crianças, no âmbito da expressão pelo movimento, dramática e musical.

Os inscritos no workshop assistirão às dinâmicas que serão trabalhadas com as crianças – algumas delas explicitadas na publicação TANTATROCATINTA.


A quem se dirige
- Aos profissionais que trabalham com crianças e queiram desenvolver as suas competências nos âmbitos atrás referidos:

Professores do 1º ciclo
Educadores de Infância
Bibliotecários
Animadores Culturais
Estudantes Universitários das áreas das Letras e das Ciências da Educação;

- Às crianças do 2º e 3º anos de escolaridade;

Como funciona
Trabalho directo com as crianças.
Os Professores e acompanhantes assistem.
Existirá um momento prévio de apresentação de objectivos e um momento posterior de reflexão e troca de impressões com os/as participantes no workshop.

nota
será distribuído, aos inscritos um exemplar da obra TANTATROCATINTA de Gisela Cañamero e de Joaquim Mariano (livro e cd com propostas de vivências expressivas), ed arte pública, 2002.

inscrição
25€
inscrição nos dois workshops: 40€

DO CONTO AO OBJECTO DRAMÁTICO


Área de intervenção
Dramaturgia


Palavras chave
Análise; síntese; caracterização; escrita; criatividade; público-alvo.

O que é
Um workshop de 3h onde partiremos de contos para a Infância, para a Juventude ou mesmo para o público Adulto. Cada participante poderá trabalhar o seu conto.

Abordar-se-ão as necessidades e potencialidades dramaturgicas destes contos tendo em vista a sua transformação em texto dramático, seguindo orientações específicas em relação às dinâmicas que um objecto desta natureza exige.

A quem se dirige
A todos aqueles que já experimentaram colocar um conto em cena e se viram com dificuldade em eliminar o discurso indirecto. A todos aqueles que desejem experimentar, no âmbito das suas funções, este importante recurso pedagógico que é o Teatro.

Mas, especificamente, particularmente adequado a:

Professores do 1º ciclo;
Professores de Português do 2º e do 3º ciclo;
Educadores de Infância;
Bibliotecários;
Animadores Culturais;
Estudantes Universitários das áreas das Letras e das Ciências da Educação;


Como funciona
Os participantes irão proceder à escrita do texto dramático, sozinhos ou em grupo – como preferirem – seguindo as orientações que lhes serão dadas.

nota
será distribuído, aos inscritos, um dossier com documentação.

inscrição
25€
inscrição nos dois workshops: 40€

Quem dinamiza

Gisela Cañamero
Criadora de espectáculos, encenadora e dramaturga, tem um percurso marcado por intensa actividade enquanto pedagoga.

Destaca, no seu percurso docente, a actividade na Escola Superior de Educação de Beja - na Formação Inicial, Contínua e Complementar de Professores, em Teatro na Educação, Teatro Musical, Movimento e Drama, Didáctica, Prática Pedagógica – na formação de Profissionais em Estudos Teatrais na Universidade de Évora – em Expressão, Comunicação e Criatividade - e na Universidade de Santiago de Compostela, no âmbito do Master Internacional de Criatividade Aplicada Total – em Criação Teatral.

Tem orientado inúmeros workshops e seminários, na formação complementar de diversas áreas profissionais e em Pós Graduações, em Processos Criativos Integrados, Práticas para a Performance e Criatividade - em Portugal (Universidade Moderna, INUAF, Universidade Fernando Pessoa) e em Espanha (Instituto Politécnico de Madrid, Universidade de Salamanca, Universidade de Zamora) bem como proferido dezenas de Comunicações em Encontros.

É neste quadro de sistematização dos conteúdos e das práticas pedagógicas que co-orienta vários Círculos de Estudo no âmbito das Orientações Curriculares para o Pré-Escolar e para o 1º ciclo.

Integra a equipa do Projecto Co-Educação, da Comissão para a Igualdade e para os Direitos das Mulheres, tendo dinamizado, pelo país, comunicações e workshops no âmbito da operacionalização das técnicas de incremento à Criatividade para o estudo da construção social de género, conforme consta no caderno de que é co-autora – Criatividade na CoEducação – uma estratégia para a mudança, Lisboa, 1999 – Col. Co-educação, ed CIDM.

Na dinamização comunitária destaca a organização e coordenação dos três Encontros Internacionais de Criatividade em Beja – CRIATIVAs.

Desenvolve actividade artística na Companhia arte pública, sedeada em Beja, na qual exerce a Direcção Artística, dando particular relevo às práticas inovadoras na miscenização de linguagens cénicas, e à atenção na Formação de Públicos e à sensibilização destes para o fenómeno da criação artística.

Neste domínio, coordenou em Beja o Projecto Piloto de Formação de Públicos em Meio Escolar, de iniciativa do Gabinete de Formação do Instituto Português das Artes do Espectáculo, cujas implicações na formação dos indivíduos e de dinâmicas sociais estão publicados em Formação de Públicos em Meio Escolar – Uma Experiência Piloto, ed Instituto das Artes/MC, 2004.

Adepta do Teatro Musical como meio facilitador à sensibilização da fruição do objecto performativo, é autora dos espectáculos NÓS TODOS TRÊS (três digressões nacionais, CCB), OS MÚSICOS DE BRÉMEN ( duas digressões nacionais, Centro Acarte da FCG), VAMOS ADIVINHAR A HISTÒRIA (três digressões nacionais, vocacionadas para Escolas e Bibliotecas) DEBAIXO DO CÉU (Beja, 2004) e UM ESDADIGRÁRIO NO ARMÁRIO (2008).

Autora e coordenadora da intervenção performativa com Pais e Filhos na Biblioteca Municipal de Beja, UM LUGAR IMENSO, TALVEZ. (Fundação Calouste Gulbenkian, 2009).


ADORÁVEL CRIATURA

TRAGICOMÉDIAS
DA VIDA ADULTA

a partir de
NO ALVO
de Thomas Bernhard

e de
O PASSADO E O PRESENTE
UM HOMEM DE SORTE
A SITUAÇÃO DEFINITIVA
CEGOS E ESCRAVOS
de Vicente Sanches

adaptação dramaturgica
Gisela Cañamero

canções

AMADO MÍO
Doris Fisher & Allan Roberts

FUMANDO ESPERO
Villadomat Masanas & Felix Garzó

ACERCATE MÁS
Osvaldo Farrés

Encenação/ interpretação de Gisela Cañamero
Sonoplastia de José Manhita
Luminotecnia de Rafael Del Rio
Produção Executiva de Raul Bule

CASA AMARELA Beja27 Março 22:00h

ADORAVÉL CRIATURA assenta num poderoso texto que expõe as cruéis tragicomédias da vida de uma mulher que tudo sacrifica às suas estratégias de sobrevivência, na demarcação de um território que reclama para si, mesmo se, para tal, provoca a destruição da família. Numa ala de um hospital psiquiátrico, ei-la que se nos apresenta tão lúcida quanto irracional - instalando a dúvida sobre as fronteiras entre os comportamentos que oscilam na máscara do socialmente aceite e mesmo, padronizado, e a bizarria da sua singular perversidade.

Jogámos, na associação improvável destes dois autores de uma mesma época - Thomas Bernhard, Holanda, 1931 e Vicente Sanches, Castelo Branco, 1936 - mas tão separados no espaço e nas raízes estéticas que sustentam as suas obras, com a escrita que reflecte um determinado tipo de vivência social e de perturbação pessoal esvaziada do sentido de humanidade.

Eis, perante nós, a personificação do pior de uma alma burguesa, - alicerçada em pressupostos e convenções de percurso de vida - que tudo seca à sua volta: a incapacidade da dádiva, a não exortação da felicidade, a impossibilidade de partilha dos afectos, do esmagar da criatividade, da desatenção propositada à necessidade do outro – compondo, nas suas sucessivas justificações, a máscara terrível da normalidade.

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