Thursday, March 12, 2009

Centésima produção da Companhia de Teatro motiva leva Ana Bustorff de regresso ao Theatro Circo






A centésima produção da Companhia de Teatro de Braga (CTB), a peça "Concerto à la carte", um monólogo de Franz-Xaver Kroetz, é "um texto único para uma actriz única", disse hoje o director artístico do grupo.

Rui Madeira adiantou, em conferência de imprensa, que a frase resume o encontro entre a peça teatral e a interpretação da actriz Ana Bustorff, que regressa a Braga, entre 31 de Março e 3 de Abril, para protagonizar o espectáculo.

A cerca de um ano de completar 30 anos de labor cultural, a CTB - inicialmente chamada "Cena" - comemora a sua centésima produção com o esperado regresso da fundadora Ana Bustorff, que encara o projecto como "um desafio, uma honra e um prazer".

"Há muito que o Rui me tinha desafiado para fazer um monólogo, mas eu achava que era um processo muito solitário e que a partilha entre actores é um processo interessante. Mais tarde, a ideia de fazer precisamente este monólogo partiria de mim", explicou Ana Bustorff.

A actriz fará o papel da senhora Rasch, uma mulher que habita sozinha uma casa numa grande cidade, e que, segundo Ana Bustorff, "nasceu sob o signo da sombra e da escuridão".

"Trata-se de uma obra que foi escrita em 1971 e encenada pela primeira vez em Portugal em 1978, no Teatro Cornucópia, sob o título "Música para si", salientou.

Na opinião de Rui Madeira, "este espectáculo só podia ser feito para uma actriz como Ana Bustorff, surgindo na companhia numa altura em que esta trabalha sobre temáticas muito próximas, que incidem sobre um certo olhar feminino nos textos".

"A centésima produção da CTB surge depois de "Bacantes" e antes de "Pesar", na pista de um théatre de femmes, como lhe chamou o próprio Kroetz", referiu o director artístico da CTB, que nesta peça chama também a si a responsabilidade da encenação, tendo por assistente o filho, Frederico Bustorff Madeira.

Os figurinos estão a cargo de Sílvia Alves, a cenografia é da responsabilidade de Carlos Sampaio, os desenhos de luz e de som, estão, respectivamente, a cargo de Fred Rompante e de Pedro Pinto, e a fotografia é da responsabilidade de Manuel Correia.

Um dos objectivos da equipa passa por percorrer outras salas de espectáculo do país, viajando depois para o estrangeiro, nomeadamente em Itália, França, Roménia, Espanha, Brasil e Alemanha.

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