Thursday, October 16, 2008

Vitor de Sousa recebe Premio de Melhor Dizedor Nacional de Poesia





Na 16ª Gala da Central FM Rádio Clube, o actor Vítor de Sousa recebe prémio de Melhor Dizedor Nacional de Poesia.
Num Auditório com 2.200 pessoas em Leiria, o actor foi surpreendido pela entrega deste prémio pelas mãos da sua colega e amiga Simone de Oliveira.
Um prémio verdadeiramente merecido, para quem até hoje já gravou 14 discos de poesia.

Nasceu em Lisboa a 18 de Novembro de 1946.
Tirou o Curso de Teatro no Conservatório Nacional em 1967, após o que trabalhou sob a direcção de Francisco Ribeiro, ingressando logo de seguida no Teatro Estúdio de Lisboa onde foi dirigido por Luzía Maria Martins em peças como “Tomás More” de Robert Bolt ou “A Rabeca” de Prista Monteiro. Ainda nesse ano desloca-se a Paris, apresentando, no Olympia, o espectáculo Olimpíadas do Music-Hall. Passa pela Casa da Comédia e em encenações de Norberto Barroca nas peças Mário, ou Eu Próprio - o outro de José Régio e “Caixa de Pandora” de Fernando Amado. Em 1970 integra o Teatro do Gerifalto, com António Manuel Couto Viana. Participa, entre outos, em “As Babuchas” de Abu Kassen de Strindberg. Passa para o Grupo de Acção Teatral, onde é dirigido por Artur Ramos em “O Processo” de Kafka e “Depois da Queda” de Arthur Miller. No Teatro Experimental de Cascais trabalha com Carlos Avilez em “Os Dois Verdugos” de Fernando Arrabal ou “Chapéu de Palha de Itália” de Labiche. Em 1971 está, novamente com Artur Ramos, na Companhia do Teatro São Luiz, onde a peça “A Mãe” de Witkiewicz é proibida pela censura do Estado Novo.

Actor de comédia, em 1972, junto de Laura Alves, em 1974 integrava a Companhia de Teatro da RTP no Teatro Maria Matos. Aí representou obras de Tchekov, Brecht, Ibsen, Bernardo Santareno, Manuel da Fonseca, Almeida Garrett, Ramada Curto ou Miguel Franco. No mesmo teatro veio a participar na fundação e na direcção da cooperativa Repertório, onde participou em “O Encoberto” de Natália Correia, “O Pato” de Georges Feydeau, “O Crime do Padre Amaro” e “A Tragédia da Rua das Flores” de Eça de Queiroz, entre outras. Volta à comédia em 1979, nas produções de Sérgio de Azevedo, onde trabalha junto de Nicolau Breyner ou Herman José com quem iniciaria, depois, uma longa colaboração na televisão.

Nas últimas décadas evidenciou-se na televisão, voltando ao teatro com Varela Silva, no Maria Matos e no Teatro Villaret; em 1997 integrou o elenco de “A Importância de Ser Amável” (São Luiz, com Fernando Heitor); em 2002 participou em “Partitura Inacabada” de Tchekov, dirigido por Paulo Matos (TNDMII); em 2005 interpretou com Sofia Alves “A Educação de Rita” de Willy Russel. Teve, então, participações em programas, séries e novelas. Em 1981 aparecia em “Sabadabadú” com Ivone Silva e Camilo de Oliveira. Em 1982, participa no elenco de “Vila Faia”. Em 1984 trabalha com Herman José em “O Tal Canal” (1984), depois em “Hermanias” (1985), “Humor de Perdição” (1987), “Casino Royal” (1989), “Crime na Pensão Estrelinha” (1990), “Parabéns” (1993), “Herman Enciclopédia” (1997) e “Herman SIC” (2000/07). Foi ainda actor de séries como “Os Bonecos da Bola” (1993), “A Mulher do Sr. Ministro” (1994) em que se popularizou ao lado de Ana Bola, “Médico de Família” (1998), “Cuidado com as Aparências” (2000) ou “Jura” (2007).

No cinema participou em cerca de cinco longas-metragens, como “Lerpar” de Luís Couto (1975), “Santa Aliança” de Eduardo Geada (1980) ou “O Querido Lilás” de Artur Semedo (1986).

A sua actividade estendeu-se ainda à rádio, onde trabalhou em programas da Rádio Comercial (1985 – “A Flor Do Éter”, 1985 - Programa Da Manhã, 1986 – “Rebéubéu Pardais Ao Ninho”, entre outros), Emissora Nacional, Antena 1 ou Correio da Manhã Rádio, em Dora e Dário (1991). Participou ainda em numerosos espectáculos de poesia portuguesa, tendo gravado alguns discos de declamação entre os quais “O Prazer de Pecar”, acabado de ser lançado neste mês de Maio pela editora Ovação, onde diz poemas de Miguel Torga, Fernando Pessoa, Natália Correia, Bocage, Eduardo Pitta, Ary dos Santos, Alexandre O’Neill entre muitos outros numa selecção de Helena Sacadura Cabral, Fernando Dacosta, Simone de Oliveira, Maria Teresa Horta, João Aguiar, Alice Vieira e Guilherme de Melo, tendo sempre por base os sete pecados capitais.

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