José Manuel Castanheira recusou ser "administrador de papeis"










O director artístico adjunto do Teatro Nacional D.Maria II, José Manuel Castanheira, disse hoje à Lusa que apresentou a sua demissão ao ministro da Cultura, mas escusou-se a comentar a actual situação na instituição.
"Foi-me inviabilizado prosseguir o trabalho que tinha começado, quer no âmbito da programação interna, quer fazer o intercâmbio com companhias e personalidades estrangeiras", disse.
"Quiseram pôr-me como administrador de papéis", afirmou também.
José Manuel Castanheiro disse que o seu pedido de demisssão foi formalmente entregue ao ministro da Cultura, José António Pinto Ribeiro, em Maio.
O cenografo salientou ainda que foi convidado em 2006 para o D.Maria II pelo seu perfil profissional e "uma trajectória de mais de 20 anos fora de Portugal e a trabalhar em teatros nacionais".
José Manuel Castanheira está agora a preparar aquela que será a primeira licenciatura na Europa em Cenografia e Arquitectura Teatral que arrancará em Setembro na Faculdade de Arquitectura (Universidade Técnica de Lisboa).
Castanheira completou no passado mês de Junho 35 anos como cenógrafo. A primeira peça em que trabalhou foi "Os pequenos burgueses" de Maximo Gorki, encenada por Fernanda Lapa.
Vários jornais disseram hoje que o ministro da Cultura convidou Diogo Infante para dirigir o Teatro D. Maria II, substituindo o actual director, Carlos Fragateiro, o que nao foi, contudo, oficialmente confirmado.
8 de Julho in Lusa/Fim




Na fotografia, José Manuel Castanheira recebe o Prémio Melhor Cenografia por "A Filha Rebelde" na entrega de Prémio de Teatro Guia dos Teatros que decorreram no Museu Nacional do Teatro em Maio deste ano. Fotografia de Pedro Soares

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