FATAL apresenta 21 peças a partir de segunda-feira

Vinte e uma peças de outros tantos grupos de teatro universitário compõem o cartaz da 9ª edição do Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa (FATAL) que decorre na capital entre 05 e 31 de Maio.

Considerado um laboratório de dramaturgia, em que são atribuídos três prémios aos grupos que apresentarem os melhores espectáculos - o Prémio FATAL, o Prémio FATAL-Cidade de Lisboa e o Prémio FATAL do Público -, o festival apresenta este ano, além de textos de dramaturgos consagrados como Shakespeare, Molière, Brecht e Kantor, também várias adaptações livres de autores de teatro e de outras artes, bem como peças de encenadores-autores e criações colectivas.

Dos 21 grupos de teatro universitário presentes - nove provenientes de Faculdades do Porto, Aveiro, Coimbra e Covilhã, dois das cidades espanholas de Sevilha e Vigo e os restantes 12 de Lisboa -, 16 vão estrear o seu trabalho no Teatro da Politécnica e cinco utilizarão espaços alternativos, como as instalações das respectivas Faculdades e a Casa Conveniente, situada no Cais do Sodré.

"A Cantora Careca", a partir de Eugène Ionesco, "84", a partir de George Orwell, "Seis Mulheres sob Escuta", de Jaime Rocha, "O Retábulo das Maravilhas", de Jacques Prévert, "A Corda", a partir de Alfred Hitchcock, e "Conflitos", uma criação colectiva a partir de vários autores, como Bertolt Brecht, António Torrado e Federico García Lorca, são algumas das peças que passarão pelo palco do Teatro da Politécnica.

Além das peças de teatro, haverá também performances nas ruas de Lisboa, em particular no Bairro Alto, ao longo de todo o mês de Maio, estando previstos 12 espectáculos e 19 exibições.

Entre 05 e 21 de Maio, depois de cada peça, haverá, no Teatro da Politécnica e nos locais das cinco peças "site specific", uma tertúlia, que a organização apresenta como "um espaço privilegiado de encontro entre quem faz e quem assiste às peças de teatro", em que se conversará sobre as escolhas e os trabalhos dos grupos, sob a orientação de especialistas da Academia e das Artes do Espectáculo.

Na sessão de abertura do 9.º FATAL, a 05 de Maio, na Reitoria da Universidade de Lisboa, será lançada a Revista Fatal, Publicação Anual de Teatro Universitário.

A 23 e 30 de Maio, outra novidade: o Coro da Universidade de Lisboa dará dois concertos, em que interpretará, em estreia nacional, "Missa Tiburtina", de Giles Swayne, na Igreja de São Domingos, no Rossio, pelas 21:30.

Dois workshops, de Fotografia e Crítica de Teatro, uma conferência-debate sobre Teatro como Pedagogia de Direito e duas instalações urbanas, intituladas "Lx Tek" e "Zigurate", completam a programação do FATAL 2008.

A 31 de Maio, será o encerramento do festival, no Maxime, pelas 22:00, com uma cerimónia de entrega de prémios pelo júri e pelo reitor da Universidade de Lisboa, a que se seguirá, à meia-noite, a Festa FATAL, animada por Djs e na qual serão exibidas montagens de imagens retiradas dos espectáculos apresentados durante o festival.
Lusa

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