"Ay Carmela!" no Franco-Português


Teatro musical
“Ay Carmela!” de José Sanchis Sinisterra
Encenação de Pierre Chabert
Com
TERESA OVÍDIO e JEAN-MARIE GALEY

De 23 a 25 de MAIO 2008
no Instituto Franco-Português
Bilhetes: 15€ e 10€
Reserve já o seu: 21 311 14 00

“Ay Carmela!”, o maior sucesso do teatro espanhol do pós-franquismo - já levado à tela por Carlos Saura – é um texto de José Sanchis Sinisterra, escrito em 1986. Está traduzido em várias línguas e foi representado, até agora, em mais de uma quinzena de países.

A peça está publicada em francês na revista L’Avant-scène Théâtre

Com mais de mil representações, “Ay Carmela!” chega finalmente a Portugal, com encenação de Pierre Chabert e interpretação, em francês, de Teresa Ovídio, no papel de Carmela, e de Jean-Marie Galey, no de Paulino.

Em cena dias 23 e 24 de Maio às 21h30 e dia 25 de Maio às 17h00, no Instituto Franco-Português, em Lisboa (Av. Luís Bívar, 91).

Um espectáculo pleno de humor. Uma mistura de “farsa, music-hall e tragédia”.

O título evoca a célebre canção dos republicanos espanhóis e das brigadas internacionais. A história passa-se durante a Guerra civil de Espanha. Um casal de artistas de variedades é requisitado pelos franquistas para se apresentar diante de uma plateia de generais vitoriosos. No fim do espectáculo estes nossos dois saltimbancos terão de humilhar os vencidos, jovens republicanos condenados à morte. Para salvar as suas peles, Paulino submete-se. Mas Carmela, tocada pela juventude dos condenados, revolta-se e entoa com eles a famosa “Ay Carmela! .

A acção da peça passa-se após a morte de Carmela.

Paulino regressa ao teatro onde a imagem de Carmela lhe reaparece, qual fantasma. Eles representam os últimos momentos que passaram juntos: os preparativos e o espectáculo dado diante de Republicanos e Franquistas. Depois…a derradeira separação.

Com um sucesso retumbante, a peça foi representada em Avignon, pela primeira vez em 1994. Depois não tem cessado de encontrar os mais variados públicos e de percorrer a Europa.

A portuguesa Teresa Ovídio foi alvo dos mais rasgados elogios, como aliás também Jean-Marie Galey. Pierre Chabert procurou e procurou a sua Carmela. Era preciso um temperamento forte e uma enorme energia. Victoria Abril recusou. A sorte bateu à porta de Teresa Ovídio. O talento já lá morava.

O encenador PIERRE CHABERT é conhecido como descobridor de textos e de novos autores. Foi um dos primeiros a apresentar em Paris: Arrabal, Robert Pinget; Witkiewiecz, Van Itallie, Alfonso Sastre e Sinisterra, entre outros. Encenador de Samuel Beckett desde os anos 80, manteve com o autor uma colaboração estreitíssima. Beckett confiou-lhe os direitos de adaptação dos seus romances. Pierre Chabert dirigiu actores como Jean-Louis Barrault, Catherine Sellers, Michael Lonsdale, Pierre Dux, entre muitos outros. Esteve presente com os seus espectáculos nas grandes capitas e em numerosos festivais. Pierre Chabert dirigiu também um conjunto de publicações, entre as quais: Samuel Beckett (Revue d’Esthétique, Jean-Michel Place, 1990, reedição), Roland Dubillard (Revue d’Esthétique, Jean-Michel Place, 1999) e Thomas Bernhard, com Barbara Hutt (Edition Minerve, 2002).

A actriz TERESA OVÍDIO, tornou-se ultimamente muito conhecida entre nós devido à sua participação em “Morangos com Açúcar” e teve um papel no filme “Corrupção”. Formou-se no Actor’s Studio de Nova Iorque. Fez parte do elenco de: Hollywood, Hollywood de David Mamet, numa encenação de Daniel Roussel, Le sexe de la femme comme champ de bataille de MAtéi Visniec e em Nuit d’Automne À Pris de Gilles Granouillet, sob a direcção de Guy Rétoré, em Nuits Blanches de Mama Keita e Les tables tournantes de e por Jean-Marie Galey, em Bakou et les adultes de Jean-Gabriel Nordmann com Justine Heynemann. No cinema trabalhou com Patrick Timsit, Raoul Ruiz, e Flora Gomez, entre outros.

O actor JEAN-MARIE GALEY, fez parte da Comédie Française de 1997 a 2000, tendo sido dirigido por Philippe Adrien, Jorge LAvelli, Henri Ronse e Simon Heite. Na sequência desta experiência publicou Comédie Française, roman nas Editions Écriture.

Ainda no teatro foi dirigido também por encenadores como: Marcel marechal, Gildas Bourdet, Lucien Pintilié, Jean-Louis THamin, Caroline Huppert, Régis Santon, Jean-Luc Tardieu, Pierre ChaberT e outros. Sob a direcção de Daniel Bezace, interpretou o papel de François Mitterrand em “MArguerite et le Président”. No cinema rodou com Bernard Tavernier, Laurent Heynemann, Jacques Deray, Marco Pico, Pierre Richard ou Patrice Leconte. Em televisão, com Gérard Vergez, Michel Favard, serge Moati…

Para teatro escreveu Les Tables Tournantes (éd. Albin Michel) e como argumentista, com Éric-Emmanuel Schmitt, Le Patron, premiado pela Fondation Beaumarchais.

Na imprensa :
“(…) Jean-Marie Galey et Teresa Ovídio sont les excellents protagonistes de cette magnifique pièce écrite par José Sanchis Sinisterra en 1986. » (L’Avant-Scène Théâtre – C.F. - Boum-Boum)

“La pièce est si bien que parfois on est effrayé de s’entendre rire » (Libération)

« « (…) Jean-Marie Galey, acteur sûr, débordant d’énergie, fait de Paulino un raté sympathique, et Teresa Ovídio, débutante portugaise pleine de talent, taille cambré et œil fier, est touchante à souhait. Émotion, humour, ironie … » (L’Avant-Scène Théâtre, Février 1995 – C.B. Le Point ).

“Pour jouer ce rôle tragique et émouvant, il fallait un tempérament…Pierre Chabert, le metteur-en-scène a beaucoup cherché sa Carmela… Victoria Abril a refusé, tant mieux pour la jeune portugaise Teresa Ovídio qui forme avec Jean-Marie Galey, un couple déchiré plus que crédible…(France Inter)

« Ay Carmela ! L’un des succès surprise de cette saison qui joue les prolongations » (Paris Capitale)

« Le texte est un mélange détonnant de de pathétique et de sordide et Pierre Chabert, ce spécialiste de Beckett, sait à merveille en faire résonner les paradoxes (La Tribune)

“Ay Carmela! Très fort (Le journal du Dimanche)

“Grâce à Teresa Ovídio et son compère Jean-Marie Galey, Carmela devient immédiate, forte et attendrissante » (in Impact Médecin)

Instituto Franco-Português
Av. Luís Bívar, 91
1050-143 Lisboa
Tel: 21 311 14 27 Fax: 21 311 14 63



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