ZAPPING no Viriato a 19 de Janeiro

ESTREIA ABSOLUTA Música ZAPPING – TRIBUTO A FRANK ZAPPA
Por Drumming Grupo de Percussão
Direcção Artística Miquel Bernat
Sexta, 19 e Sábado, 20 Jan. 21h30
Todos os públicos 90 min. aprox. 7,5 a 15€
Preço Jovem 5 €

O início de temporada no Teatro Viriato está mais vibrante do que nunca. Os melhores percussionistas da actualidade estão em Viseu para apresentar o resultado de um desafio único. Um concerto imperdível que revisita o controverso, genial, pioneiro e vanguardista Frank Zappa.
Uma viagem intensa pelo mundo Zappa, criada por Carlos Azevedo, Nuno Rebelo, Vítor Rua, Rui Rodrigues, Javier Árias Bal, Óscar Bianchi e o colectivo @c , e conduzida por uma das referências no panorama musical nacional: Drumming – Grupo de Percussão. É esta a essência de Zapping – Um tributo a Frank Zappa, em ESTREIA ABSOLUTA na abertura de temporada do Teatro Viriato.
O desafio de criação deste espectáculo foi lançado há quase um ano pelo director geral e de programação do Teatro Viriato, Paulo Ribeiro a Miquel Bernat, director artístico do Drumming - Grupo de Percussão e um dos mais destacados nomes internacionais da percussão, para a criação de um projecto dedicado ao músico norte-americano, Francis Vincent Zappa (1940 -1993).
O projecto foi beber inspiração e partiu do legado deixado por Zappa, sobretudo, nos seus discos, e da vitalidade da percussão, assinalada por Edgard Varèse - o compositor que mais influenciou Zappa.
Assim, nascem as fontes deste tributo e novo projecto do Drumming - Grupo de Percussão que convidou vários compositores, como Carlos Azevedo, Nuno Rebelo, Vítor Rua, Rui Rodrigues, Javier Árias Bal, Óscar Bianchi e o colectivo @c (de Pedro Tudela e Miguel Carvalhais) a plasmarem para peças de percussão as suas próprias visões do músico norteamericano,
para serem apreciadas numa soirée de ‘zapping’. Criações que, em palco, são misturadas com a genialidade de Drumming – Grupo de Percussão que, sob a direcção de Miquel Bernat, imprimem a cada concerto uma poética irrepetível.
Considerado uma referência no panorama musical nacional, o colectivo Drumming – Grupo de Percussão tem vindo a sintetizar a evolução da percussão erudita em Portugal e na própria cultura ocidental. Ganhou rapidamente a simpatia do público e das críticas, obtendo no seu currículo dezenas de actuações em todas as principais salas portuguesas e também fora do país.
Além da divulgação de grandes peças contemporâneas, o colectivo vai formando o seu próprio repertório incentivando dezenas de compositores nacionais e internacionais a escreverem obras, especialmente, para o grupo. Através do repertório que apresenta, Drumming consegue explorar as mais diversas e imaginativas formas de exprimir a percussão. Foi grupo residente da programação de música da Capital Europeia da Cultura– Porto 2001 e parte do seu repertório é tocado em conjunto com outras estruturas como a Orquestra Gulbenkian, o Ictus Ensemble, o Remix Ensemble, a Orquestra Nacional do Porto, o Ballet Gulbenkian, a Companhia de Dança Kobalt Works de Bruxellas, entre outras formações.
O director geral e de programação do Teatro Viriato, Paulo Ribeiro é peremptório ao afirmar que este “concerto promete porque é um Zappa só percussivo, sendo utilizada também uma série de componentes como a própria voz do músico”, tornando este concerto um momento único e de excelência.
Trata-se de uma enérgica incursão pelo controverso, genial, pioneiro e vanguardista Frank Zappa, influente músico que marcou a diferença. Amado e odiado por muitos, devido ao seu carácter interventivo, que o levou a candidatar-se à presidência dos Estados Unidos da América, as suas composições valeram-lhe o reconhecimento como explorador insaciável dos mais variados estilos musicais. Às gerações futuras deixou um legado contagiante preenchido de rasgos de genialidade, muitos deles usados na época pela juventude como hinos em conflitos políticos.
Fortemente influenciado pela música contemporânea, foi admirador de John Cage, Igor Stravinsky e Anton Webern, destacando-se a influência de Edgard Varèse, notória na similitude entre o trabalho orquestral de ambos e no uso da percussão, sobreposta ao resto da orquestra numa forte construção rítmica e métricas complexas. Recusava ser considerado um instrumentista virtuoso e preferia auto-intitular-se de compositor, destacou-se pelo domínio da guitarra e na notável execução técnica. Direcção Artística Miquel Bernat Percussão Miquel Bernat, Rui Rodrigues, João Cunha, Nuno Aroso, Pedro Oliveira, João Tiago e Juca Monteiro Composição Carlos Azevedo, Nuno Rebelo, Vítor Rua, Rui Rodrigues, Javier Árias Bal, Òscar Bianchi e o colectivo @c Arranjo/composição Telmo Marques Produção Vidairada Produções Musicais Co-produção Teatro Viriato

Biografias
Miquel Bernat (Benisanó – Valência)
É um dos mais destacados vultos internacionais da percussão. Estudou nos conservatórios de Valência, Madrid, Bruxelas e Roterdão e frequentou o Aspen Summer Music Course, nos Estados Unidos.
Entre outros foi laureado com o "Prémio Extraordinario Final de Curso" dos conservatórios de Madrid e de Bruxelas, com Prémio Especial de Percussão no concurso GAUDEAMUS, Holanda, 1993 e com o segundo prémio de interpretação de Música Contemporânea no mesmo certame, com o Rotterdam Percussive, bem como com o segundo prémio do Aspen Nakamichi Competition (EUA), como solista.
Músico de grande versatilidade, tocou com a Orquestra Ciutat de Barcelona (1988-1991) e com Royal Concertgebouw Orchestra de Amsterdam entre outras, e com os grupos de música contemporânea ICTUS Ensemble, Quarteto ICTUS de Bruxelas, Duo Contemporain de Rotterdam, etc.
Solista em incontáveis recitais, destaca-se a estreia mundial do Concerto para Marimba e 15 Instrumentos de David del Puerto no Festival ARS MUSICA, de Bruxelas e ENSEMS de Valência, e o concerto Campos Magnéticos de César Camarero estreada com a Orquestra Nacional do Porto.
Professor nos Conservatórios Superiores de Música de Roterdão e Bruxelas, Miquel Bernat tem desenvolvido um intenso trabalho pedagógico na Escola Superior de Música do Porto, Escola Profissional de Música de Espinho, tendo sido recentemente convidado para leccionar na Universidade de Aveiro e na Escola Superior de Música da Catalunha.
Fundador, no Porto do “DRUMMING – GRUPO DE PERCUSSÃO”, agrupamento residente do Porto 2001 - Capital Europeia da Cultura, com o qual dirigiu numerosos concertos em Portugal, França, Alemanha, Brasil e Espanha.
Preconizando o tratamento de cada espectáculo musical em função de uma poética irrepetível, tem vindo a desenvolver um conceito inovador de concerto onde a presença em palco, cenografia e desenho de luzes ou o tratamento escultórico são valorizados ao mesmo nível da prestação musical. Surgem, nesta linha, espectáculos com coreografia de Anne Teresa de Keesrmaeker como Just Before, com a Companhia das Rosas, Natural Strange Days, com o coreógrafo Roberto Olivan, e ainda Drumming Live, Rain ou April Me.
Noutra área, estreou em 2003 no IRCAM Centre George Pompidou, Paris, Mantis Walk in a Metal Space de Javier Alvarez, uma peça para Steel Drums solista, com grupo instrumental e electrónica, desenvolvendo uma outra vertente como instrumentista, a de trazer para primeiro o plano solístico instrumentos exóticos que raramente ascendem a um lugar de destaque na nossa cultura.
Apaixonado pela criação contemporânea, colabora estreitamente com numerosos compositores, tendo dezenas de obras que lhe foram dedicadas.

Drumming - Grupo de Percussão
Emergiu no Porto, em 1999. O grupo tem vindo a sintetizar a evolução da percussão erudita em Portugal e na própria cultura ocidental. Ganhou rapidamente a simpatia do público e das críticas, constituindo na actualidade uma referência na vida musical de Portugal, obtendo no seu currículo dezenas de actuações em todas as principais salas portuguesas e também fora do país.
Foi grupo residente da programação de música da Capital Europeia da Cultura–Porto 2001, ajudando a contribuir para a divulgação de grandes peças contemporâneas ao mesmo tempo que vai formando o seu próprio repertório incentivando dezenas de compositores nacionais e internacionais a escreverem obras, especialmente, para o grupo. Através do repertório que apresenta, o grupo consegue explorar as mais diversas e imaginativas formas de exprimir a percussão. Parte do seu repertório é tocado em conjunto com outras estruturas como a Orquestra Gulbenkian, o Ictus Ensemble, o Remix Ensemble, a Orquestra Nacional do Porto, o Ballet Gulbenkian, a Companhia de Dança Kobalt Works de Bruxellas, entre outras formações.
Actualmente, o Drumming prepara a publicação de três discos: Monográfico, de Franco
Donatoni, Unreal: Drumming + Sassetti, de e com o pianista Bernardo Sassetti e também um disco com o grupo de música improvisada electrónica @c.
Em breve iniciará o projecto de alargar o seu nome em países de expressão portuguesa com a criação do Drumming Br (formação de um grupo de Percussão no Brasil) e a formação de uma banda de percussão e timbilas moçambicanas. Prepara também neste momento as actuações agendadas no Festival Paralelo 25.44º em Nova Iorque e outras cidades dos Estados Unidos assim como no Festival Nou Sons de Barcelona e no Festival des Arts de Bruxelles.

Frank Zappa
O compositor, Frank Zappa, que nos deixou há mais de dez anos, vem do mundo do rock, mas apresenta algumas particularidades. Fortemente influenciado pela música contemporânea, foi um admirador de John Cage, Igor Stravinsky e Anton Webern, mas, sobretudo, é de salientar a influência de Edgard Varèse. Uma influência notada na similitude entre o trabalho orquestral de ambos e no uso da percussão, sobreposta ao resto da orquestra numa forte construção rítmica, e métricas complexas.
Líder da sua banda, The Mothers of Invention, criador e explorador insaciável nos mais
variados campos e estilos.

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