Sunday, September 5, 2010

Setembro no Teatro da Cerca de São Bernardo






música
13 de Setembro | segunda | 21h30
Mancha em terras de cor
A Barca dos Castiços

Sediado em Souselas, “A Barca dos Castiços” foi criado em 2003. Utiliza o património da música tradicional portuguesa como base para a experimentação e para a fusão de vários géneros musicais. O grupo apresenta neste concerto o seu primeiro trabalho discográfico, “Mancha em terras de cor”, que inclui elementos tradicionais, mesclados com elementos da música erudita, do jazz, e também do pop-rock, correntes que fazem parte dos universos pessoais de cada um dos elementos. O resultado é uma matriz de trabalho própria, que cria uma ambiência característica e reflecte uma nova forma de experimentar a tradição.

voz, bandolim e flauta doce Patrícia Ferreira violino, guitarra, cavaquinho, tin twistle, gaita de foles, voz Daniel Crespo piano, cavaquinho/guitarrinho de Coimbra, guitarra David Lopes baixo e voz Fernando Santos guitarra, bateria/percussão e voz João Crespo concertina e percussão Sérgio Forte

entrada livre, mediante ingresso a levantar na bilheteira do TCSB


teatro
14 e 15 de Setembro | terça e quarta | 21h30
“Noites Brancas” de Fiódor Dostoiévski
Chão Concreto

Um homem vagueia, sozinho, por S. Petersburgo – a cidade em peso, essa, vagueia pelos verões do campo. Uma mulher espera, sozinha, apoiada no parapeito do canal. Um oportunista, cambaleante e pouco respeitável, ensaia uma abordagem agreste e atrevida à menina do chapéu amarelo. O primeiro, o nosso sonhador, salta de rompante para o outro lado da rua – qual herói improvisado! – e afugenta a ameaça. Os ânimos acalmam. A donzela respira fundo. As mãos apertam-se. É então que ele se apercebe: uma mulher. Conheceu finalmente uma mulher! Depois disso vão encontrar-se ali mais quatro noites. Ela porque espera. Ele porque alimenta a sua espera. O amor há-de chegar de manhã. Quando a noite branca acabar. Quando a realidade tornar tudo estranho outra vez. “Noites Brancas” é um dos maiores romances da literatura mundial. Uma incursão atípica e genial de Fiódor Dostoiévski pela estética do Romantismo.

texto Fiódor Dostoiévski tradução Filipe Guerra e Nina Guerra dramaturgia e encenação Rodrigo Santos interpretação Ivo Bastos e Nuno Preto desenho de luz Pedro Vieira de Carvalho cenografia Ricardo Preto figurinos Catarina Marques sonoplastia Rodrigo Santos

M/12 > 60’ > 6 a 10€


teatro
17 e 18 de Setembro | sexta e sábado | 21h30
“Mulher Mim”
Magnólia Teatro

Esta é a história de uma mulher que é, como quase todas as mulheres, muitas mulheres. “Mulher Mim” é uma peça que retrata a mulher de todos os tempos. Mulheres que trabalham, mulheres que são mães, mulheres que são imperfeitas, mulheres que são mulheres. Uma mulher que viaja a uma velocidade vertiginosa, que se perde na esquina de cada memória, para se voltar a encontrar numa acção, num gesto, num movimento, num cantar secular que a faz recordar quem é.

direcção artística Rafaela Santos encenação, movimento e espaço cénico Rafaela Santos e Leonor Keil interpretação Rafaela Santos dramaturgia Fernando Giestas figurino Rafaela Mapril desenho de luz Jorge Ribeiro desenho de som Tiago Cerqueira dramaturgia Fernando Giestas produção Rodrigo Francisco, Magnólia Teatro / Amarelo Silvestre co-produção Teatro Viriato (Viseu) / Centro Cultural Vila Flor (Guimarães)

M/12 > 60’ > 6 a 10€


teatro
23, 24 e 25 de Setembro | quinta, sexta e sábado | 21h30
“Auto da Barca do Inferno” de Gil Vicente
Teatro dos Estudantes da Universidade de Coimbra

Não pretendo actualizar, nem tão pouco fazer uma reconstituição histórica de um Portugal quinhentista, mas gostaria de burilar as suas palavras, de encontrar com as actrizes, seis por sinal, a sua fisicalidade, o seu jogo, e de construir uma trupe que joga entre o fazer vicentino e a memória desse fazer neste grupo de teatro universitário, re-inventando um novo caminho artístico. Queremos, e agora uso o plural, fazer um espectáculo íntimo, um espectáculo que nasce da proximidade física, onde a comunicação seja feita olhos nos olhos, tal como foram os espectáculos apresentados por Gil Vicente na Corte, em pequenos espaços, e deste modo, rir deste Mundo às avessas, rir dos outros, rir do passado para inscrevermo-nos no Futuro. Entramos na Barca, resta saber para onde nos leva...
Ricardo Correia

texto Gil Vicente versão José Camões encenação Ricardo Correia elenco Íris Ferrer, Maria Pinela, Mariana Ferreira, Nádia Iracema, Rafaela Bidarra, Susana Rocha espaço cénico Carolina Santos, Ricardo Correia cenografia Bruno Gonçalves, Eduardo Conceição figurinos Carolina Santos desenho de luz Jonathan de Azevedo sonoplastia João Gil, Sérgio Costa produção executiva TEUC/2010

M/12 > 55’ > 6 a 10€


performance
29 de Setembro | quarta | 21h30
os sons it(n)rantes
Tiago Schwäbl

Ooooooooooooooooooooooooooooooo.
os sons. um som um som um som os sons.
sons que deambulam entre le t ras. sons-palavra e palavras-som.
o que é um som? e uma palavra? uma palavra é um som? um som é palavra? como soa uma palavra? como se forma? chegamos à palavra através do som ou partimos dela até ao som?
Rinnzekete bee bee nnz krrmüü?
sons itinerantes, deslizantes, mutantes, sons que nascem sem palavra, palavras que nascem sem som. palavras que não mudam, mudas, mudam.
Quero um significado.
Kwii Ee.
traço raço aço ço o. silêncio.

voz, flauta, performance Tiago Schwäbl voz Ana Paula Dantas, Manuel Portela música electrónica Igor Silva vídeo Laetitia Morais
organização Mestrado em Poesia e Poética, Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra

M/12 > 60’ > entrada livre

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