Sunday, August 29, 2010

Hoje Fura dels Baus em Lagos









Pessoas a voar a 30 metros de altura, bonecos gigantes e uma rede de acrobatas suspensos. Os La Fura dels Baus trazem a Portugal um espetáculo exclusivo sobre os Descobrimentos, em Lagos, para comemorar os 550 anos da morte do Infante D. Henrique.

Domingo, Praça do Infante Dom Henrique, 22 horas, Lagos. O ponto está marcado, o espetáculo é a não perder.

"Gnosis é uma peça sobre os Descobrimentos, mas num sentido lato, mais como conhecimento. E é nesse conhecimento que aparece também a solidariedade, que é onde entra este número dos voluntários, que ficam suspensos na rede", explica ao Expresso Pera Tañatina, diretor criativo e fundador da companhia catalã.

Os Fura regressam a Portugal com uma peça encomendada pelo programa Allgarve, alusiva à figura do Infante Dom Henrique, cuja estátua é utilizada como parte interveniente da própria peça.

Gnosis, a avaliar pelo ensaio, é um macro-evento, que envolve perto de 120 pessoas, entre elas 42 voluntários portugueses que foram selecionados para poderem ficar suspensos em cadeia (os de baixo estão agarrados aos de cima, em sete camadas).

Se a isto juntarmos uma boneca de ferro de 10 metros de altura, uma roda gigante com oito metros de diâmetro, 60 mil watts de som e alguns milhares de espetadores, Gnosis não deverá desiludir os fãs do revolucionário grupo que já conta com 30 anos de existência.

"Nós costumamos promover muito o contato com o público, e aqui também o faremos embora não de uma forma tão direta como é costume, porque são muitos milhares de pessoas e era impossível", conclui Pera Tañatina, no final do ensaio de sexta-feira. A entrada é livre.

in Expresso
Video aqui

Tuesday, August 24, 2010

Morreu a Actriz Maria Dulce









Actriz Maria Dulce morre aos 73 anos
A actriz Maria Dulce, 73 anos, morreu esta terça-feira de manhã na sua casa em Bucelas (Loures), confirmou ao ‘CM’ Celso Cleto, que estava a ensaiar com a actriz a peça ‘Sabina Freire’.

Com uma carreira de 60 anos, a actriz vivia sozinha e as causas do óbito estão ainda por apurar, tendo o corpo já seguido para o Instituto de Medicina Legal.
Maria Dulce estava a ensaiar a peça ‘Sabina Freire’, de Manuel Teixeira Gomes, que devia estrear-se no auditório Eunice Muñoz, em Oeiras, a 5 de Outubro. Em 2009, havia entrado em ‘Hedda Gabler’, de Henrik Ibsen, também encenada por Celso Cleto.
Conhecida dos portugueses graças à sua presença em muitas produções no pequeno ecrã, estreou-se aos 13 anos no filme ‘Frei Luís de Sousa’, de António Lopes Ribeiro. Entrou em telenovelas como ‘Chuva na Areia’, ‘Passerelle’, ‘A Banqueira do Povo’ e ‘A Lenda da Garça’.
Também entrou em séries de humor, participou em ‘Nico d’Obra’, ‘Os Andrades’ e na ‘Grande Noite’, de Filipe La Féria. Mais recentemente, participou nas telenovelas da TVI ‘Anjo Selvagem’ e ‘Baía das Mulheres’ e das séries da RTP ‘Liberdade 21’ e ‘Pai à Força’.
REACÇÕES

FILIPE LA FÉRIA: "Trata-se de uma grande actriz que desaparece, infelizmente muito esquecida quer pelo público, quer pelos responsáveis pela cultura. Não era uma segunda figura, mas uma primeira figura do teatro português, fez trabalhos fantásticos. Se fosse inglesa, era uma 'dame'. Aqui não, aqui morreu pobremente, com dificuldades, e esquecida por todos. É muito o espírito português, infelizmente. Em Portugal, as pessoas são muito esquecidas e maltratadas. Só quando morrem é que se lembram delas... Isso deixa-me triste, deixa-me muito triste."
ALINA VAZ: "Uma excelente atriz, muito segura, com boa voz e uma figura muito bonita em cena."
SOFIA ALVES: "Estava muito feliz por ter a possibilidade de mostrar trabalho, numa altura em que estava posta de lado."
ALBERTO VILAR: "Era uma profissional a sério e muito correcta, segura, com grande rigor e profissionalismo."
in Correio da Manhã

A actriz Maria Dulce, de 73 anos, morreu hoje de manhã na sua casa em Bucelas (Loures), disse à Lusa fonte do Dramax -- Centro de Artes de Oeiras Box.

A actriz estava ensaiar a peça «Sabina Freire», de Manuel Teixeira Gomes, encenada por Celso Cleto, com estreia prevista para 05 de outubro no auditório Eunice Muñoz, em Oeiras.

«A actriz apareceu morta hoje em casa, em Bucelas. O corpo seguiu para o Instituto Medicina Legal», disse a mesma fonte. “Estamos também à procura de familiares da Maria Dulce, pois ela vivia sozinha e não temos quaisquer contactos”, acrescentou

Maria Dulce, natural de Lisboa, deu os primeiros passos na representação no início dos anos 50, e logo num filme de António Lopes Ribeiro. O papel da jovem D. Maria de Noronha, em "Frei Luís de Sousa", foi a estreia desta actriz, que na altura contava com apenas 14 anos.

A sua carreira também passou, principalmente nos primeiros tempos, por Espanha, onde fez teatro, cinema e televisão. É principalmente nesta última área que Maria Dulce é conhecida pelo público português. Ao longo da sua vida entrou em diversas novelas televisivas e séries, entre elas "Os Andrades", sobre uma família portuense, na qual Dulce interpretava o papel de sogra do protagonista.

Recentemente, Maria Dulce fez parte do elenco da peça "Hedda Gabler, de Ibsen, encenada por Celso Cleto e que foi apresentada em diversos palcos do país e ainda no Circulo de Bellas Artes, em Madrid.
in SAPO/Lusa

A atriz Maria Dulce, 73 anos, morreu hoje de manhã na sua casa em Bucelas (Loures), disse à Lusa fonte do Dramax - Centro de Artes de Oeiras Box.

A atriz estava ensaiar a peça "Sabina Freire", de Manuel Teixeira Gomes, encenada por Celso Cleto, com estreia prevista para 5 de outubro no auditório Eunice Muñoz, em Oeiras.

"A atriz apareceu morta hoje em casa, em Bucelas. O corpo seguiu para o Instituto Medicina Legal", disse a mesma fonte.

"Estamos também à procura de familiares da Maria Dulce, pois ela vivia sozinha e não temos quaisquer contactos", disse.

Maria Dulce tinha uma carreira de 60 anos, tendo participado em vários filmes, tanto em Portugal como em Espanha, onde obteve grande sucesso.

Na televisão integrou o elenco de várias telenovelas e séries televisivas, nomeadamente "Os Andrades".

No ano passado, integrou o elenco da peça "Hedda Gabler", de Henrik Ibsen, com encenação de Celso Cleto, produzida pelo Dramax, com a qual se apresentou em vários palcos nacionais e no Círculo de Bellas Artes, em Madrid.

Maria Dulce estreou-se aos 13 anos, no papel de Maria, no filme "Frei Luís de Sousa", de António Lopes Ribeiro.
in Expresso

fotografia autografada do espólio de Lauro António, reproduzida com a autorização.

Saturday, August 21, 2010

Grande Festival de Teatro em Londres para 2012






Oito dos maiores teatros de Londres incluindo o Royal Court, o Battersea Arts Centre e o Young Vic uniram-se pela primeira vez para criar um Festival de Teatro que custará algo como 3 milhões de libras para 2012, celebrando a multiculturalidade da cidade do ano Olímpico.
Também envolvidos estão o National Theatre, o Theatre Royal Stratford East, o Lyric Hammersmith, o Somerset House e o Sadler’s Wells, todos eles a trabalhar em conjunto para criarem o projecto a que chamaram "World Stages London", uma série de eventos teatrais com um sabor internacional que terão lugar em Maio de 2012. A iniciativa, que revelará novo trabalhos baseados em histórias tradicionais, recebeu 67,375 libras do fundo do Arts Council England e está a ser supervisionado pelo director artístico do Young Vic, David Lan e a consultora artistica Nicola Thorold.
David Lan disse que o consorcio conseguirá produzir cerca de cinco espectáculos, coisa que os teatros independentemente não conseguiriam fazer.
“Se trabalharmos em conjunto, é possível conseguirmos produzir algo que noutras circunstancias seria muito difícil. Estamos à procura de novas maneiras de trabalhar e colaborar e temos esperança de encontrar novos fundos de investimento. Como estamos a trabalhar com este grupo de teatros de primeira qualidade conseguiremos com toda a certeza criar trabalhos de primeira qualidade.”
Ainda acrescentou que o consorcio queria encontrar uma maneira de "exprimir a complexidade" de Londres em termos da sua diversidade.
Apesar do World Stages London ir ter lugar durante as Olimpíadas ainda não é certo se o Festival irá ou não fazer parte da Olimpíada Cultural Oficial.
Entre os espectáculos já a serem criados está o trabalho do BAC com o Lyric, o Somerset House e o Young Vic num projecto com a Wildworks, que está a criar uma produção em larga escala ao ar livre chamada "Babel", baseada na história bíblica da Torre de Babel.
Stratford East está a trabalhar com o Sadler’s Wells para criarem um musical inspirado em Bollywood escrito por Tanika Gupta. Gupta, esteve em Mumbai a fazer pesquisa para o projecto e disse: “não se vai passar na India, vai-se passar em Londres, e terá muita fusão, e a musica será menos tradicional.”

Nomeações para os melhores actores do Frindge







O Traverse Theatre teve oito nomeações e o Assembly Rooms seis nos Stage Awards por Excelência em Representação no Edinburgh Festival Fringe, com o Assembly a dominar a categoria de Melhor Performer Solo.
Agora na sua 16ª edição, os Stage Awards são os únicos prémios com algum mérito apresentados por uma publicação inglesa no Fringe. Incluem categorias para Melhor Actor, Melhor Actriz, Melhor Ensemble e Melhor Performer Solo. As nomeações são escolhidas pela equipa de criticos do jornal que vem centenas de produções antes de fazerem as suas escolhas.
Os vencedores serão anunciados numa cerimónia (onde só se pode entrar por convite) no Dance Base, na tarde do dia 29 de Agosto, apresentada por Nick Awde e Duska Radosavljevic.

LISTA COMPLETA DE NOMEADOS
MELHOR ACTOR
• Martin McCormick por Decky Does a Bronco, Grid Iron (Traverse @ Scotland Yard)
• Karl Shiels por Penelope, Druid (Traverse)
• Niall Buggy por Penelope, Druid (Traverse)
• Scott Kyle por Singin’ I’m No a Billy, He’s a Tim, NLP Theatre (Assembly @ George Street)
• Blair Anderson por My Name is Richard, Kerfuffle (C too)
• Renny Krupinski por Bare, Bareback Theatre Company, (theSpaces on the Mile @ The Radisson)

MELHOR ACTRIZ
• Marianne Oldham por The Girl in the Yellow Dress, Citizens Theatre/LIVE Theatre/Market Theatre (Traverse)
• Kerri Hall por Hot Mess, Tantrums Ltd (Hawke + Hunter)
• Natasha Gordon por Speechless, Shared Experience/Sherman Cymru (Traverse)
• Demi Oyediran por Speechless, Shared Experience/Sherman Cymru (Traverse)
• Mercy Ojelade por Roadkill, Ankur Productions/Pachamama Productions (Traverse)
• Penny Layden porLidless, HighTide/Escalator East to Edinburgh (Udderbelly’s Pasture)

MELHOR ENSEMBLE
• Beautiful Burnout, Frantic Assembly/National Theatre of Scotland/Bryony Lavery (Pleasance Courtyard)
• Keepers, Pleasance e Plasticine Men (Pleasance Courtyard)
• David Leddy’s ‘Sub Rosa’, Fire Exit em associação com o Citizens Theatre (Hill Street Theatre)
• Do We Look Like Refugees?!, Beyond Borders Productions Ltd (Assembly @ George Street)
• White, Catherine Wheels, (Traverse @ Scottish Book Trust)
• Operation Greenfield, Little Bulb Theatre (Zoo Roxy)

MELHOR PERFORMER SOLO
• Ansuya Nathan por Long Live the King, Guy Masterson/TTI e The Fixed & the Free (Assembly @ George Street)
• Kristen Thomson por I, Claudia, Guy Masterson/TTI em associação com Crow’s Theatre e Brian Robertson (Assembly @ George Street)
• Nilaja Sun for No Child…, Barrow Street Theatre e Scamp Theatre (Assembly @ George Street)
• Caroline Horton por You’re Not Like the Other Girls Chrissy, Caroline Horton (Pleasance Courtyard)
• Trystan Gravelle por Honest, Royal & Derngate, Northampton (Assembly @ George Street)
• Thomas Marceul por Hamlet, the End of a Childhood, Naxos Theatre & Les Tréteaux de la Pleine Lune (The Zoo)

"Agosto Azul" coloca 170 pessoas a representar em Portimão







"Agosto Azul" em Portimão com 170 figurantes de todas as idades. Cento e setenta pessoas de todas as idades apresentam em Portimão o espectáculo de teatro coletivo "Agosto Azul", que revela a obra homónima de Manuel Teixeira Gomes. O espectáculo pode ser visto hoje e amanhã (21 e 22 de Agosto), a partir das 22h00, na Praça 1º de Maio, em Portimão.
A peça, adaptada daquela obra do "escritor presidente", tem como cenário natural o edifício dos Paços do Concelho de Portimão, na Praça 1º de Maio, onde atores de diferentes gerações se unem numa criação coletiva.
Os atores, músicos, bailarinos e figurantes - o participante mais novo tem 4 anos e o mais velho 87 -, fazem a ponte entre episódios da vida do escritor e o quotidiana de Portimão na atualidade, explicou à Lusa o responsável pelo projeto.
"Embora a direção seja minha, este espetáculo resulta de uma criação coletiva", conta João Correia, que colheu depoimentos de portimonenses para compor o texto, misturando histórias de Teixeira Gomes com relatos da comunidade viva.
"Enquanto fazemos alegorias à vida do escritor, vamos também contando a história das pessoas que estão em cima do palco e da vida atual da cidade", explica, sublinhando que o espetáculo resulta da "sinergia entre 170 pessoas".
Para tal, a produção do espetáculo, a cargo da associação Pele, com sede no Porto, lançou um concurso que desafiava os portimonenses a escrever cartas (o livro "Agosto Azul" inclui a publicação de cartas) onde descrevessem a cidade e a sua cultura.
A criação - em que participam desde pescadores profissionais a professores, estudantes ou funcionários públicos -, alia o teatro à música e à dança, com a participação de um rancho folclórico, bailarinas clássicas e de uma sociedade filarmónica.
Sons típicos como o do corridinho algarvio, mais clássicos como o de uma sinfonia de Beethoven (o compositor preferido de Teixeira Gomes) ou mesmo provenientes de um coro que fará sonoplastia ao vivo, compõem as cenas do espetáculo.
A iniciativa insere-se nas comemorações dos 150 anos do nascimento de Teixeira Gomes, o sétimo Presidente da República portuguesa, nascido em Portimão em 1860.
O cargo duraria poucos anos, pois o "escritor presidente" renunciou ao mandato para se dedicar à literatura, vindo mais tarde a auto-exilar-se na Argélia, onde morreu em 1941.
O projeto de arte comunitária "Agosto Azul" arrancou em março, congregando grupos de teatro já existentes na comunidade e um novo grupo inter-geracional que juntou seniores de vários centros de dia com jovens e adultos.

TEC homenageia António Feio






Teatro Experimental de Cascais homenageia António Feio - O actor António Feio, falecido a 29 de Julho, vai ser homenageado na próxima quarta-feira, pelas 17h00, no Espaço Memória do Teatro Experimental de Cascais. Após a homenagem, pelas 22h00, será apresentado o espectáculo 'As Muralhas de Elsinore', no Teatro Municipal Mirita Casimiro, e contará com as participações de Alexandre Carvalho, Hugo Barreiros, Rodrigo Saraiva, Romeu Vala, Sara Prata e Vera Feu, encenados por Marco Medeiros.50 por cento dos ganhos na venda de bilhetes para o espectáculo revertem a favor da Liga Portuguesa Contra o Cancro

"Earthquakes in London" no National Theatre






"Hanjo" de Mishima na Comuna






Hanjo (1956) representará uma surpresa para os menos conhecedores, pensando erradamente que a morte é a única inquietação de Mishima, como suscitará o escândalo para os entendidos no teatro Noh. Não mostrando uma formalidade radical, Mishima inverte do avesso as intenções aparentes desta curta peça, tornando-a uma digna representante das tragédias silenciosas, na esteira da moderníssima escrita psico-sexual dos seus contemporâneos. Também o final de Hanjo, é deliberadamente aberto para sublinhar a última linha da personagem Jitsuko: sorrindo com a impossibilidade de qualquer tipo de felicidade; guardando a beleza só para ela.

Yoshio, um jovem, apaixona-se por Hanako, uma gueixa. Como não podem ficar juntos, trocam os seus leques como promessa do seu amor. Yoshio não volta e Hanako perde a razão. Um ano e meio depois, Jitsuko, uma pintora, conhece Hanako e convida-a a viver com ela em Tóquio. Durante todo esse tempo, a gueixa vai diariamente à estação de comboios esperar Yoshio.Três anos depois de os amantes se separarem, Jitsuko lê, no jornal diário, um artigo sobre Hanako. Nele divulga-se onde vive a jovem do leque e Jitsuko, com medo que Yoshio as encontre e separe, decide fazer as malas e fugir. Hanako volta a casa muito cansada da sua espera diária. Jitsuko tenta convencê-la, sem êxito, de que devem sair juntas à procura de Yoshio por todo o Japão pois essa será a única maneira de se encontrarem. Hanako não aceita e vai descansar. Ela só sabe esperar.

Autoria Yukio Mishima; Encenação e Tradução Paulo Lage; Interpretação Elmano Sancho, Joana Metrass e Suzana Borges; Cenário Ana Paula Rocha; Figurinos Graça Rodrigues; Obras de arte Adriana Molder; Produção Culturproject;


Após o espectáculo poderá visitar o cenário de Ana Paula Rocha e Contemplar as obras de arte elaboradas propositadamente para este espectáculo pela artista plastica Adriana Molder.
Teatro da Comuna
Praça de Espanha, Lisboa
De 2 de Setembro a 6 de Setembro, às 22 horas
Excepto domingo dia 5 que a sessão se realiza às 17 horas
Preço: 10.00€ - Preço normal 7.50€ - Estudantes e Reformados
Reservas e Informações: 217 941 252, site: http://hanjo-mishima.blogspot.com/

"Danton's Death" no National Theatre







Ricardo Afonso regressa a "We Will Rock You"







Anunciado o elenco para o 10º ano de "We Will Rock You" - O português Ricardo Afonso regressa ao papel de Galileo. Kevin Kennedy, mais conhecido em Inglaterra pelo seu papel na série de tv "Coronation Street" vai integrar o elenco do espectáculo no West End, junta-se à estrela do "X-Factor" Brenda Edwards que interpretará a Killer Queen. Ricardo Afonso will regressa ao elenco no papel do rebelde e sonhador Galileo que já vestira entre 2007-2009 e que lhe valeu o Prémio Frederico Valério do Guia dos Teatros, enquanto Sarah French voltará ao papel de Scaramouche. Rachel John irá assumir o papel de Meat a partir do dia 1 de Nov. na sua estreia como protagonista no West End depois de vários papéis de ensemble em Sister Act ou The Lion King. Alex Bourne e Ian Carlyle vão continuar como Khashoggi e Britney, respectivamente.
We Will Rock You está agora a aceitar reservas até Abril de 2011. Para bilhetes ligue 0844 847 1775, ou vá a www.wewillrockyou.co.uk para mais informações.

Anunciado o elenco de "Elf the Musical"







Foi anunciado o elenco para "Elf - o Musical", o projecto baseado no filme de 2003 com Will Farrell. Segundo a Playbill o elenco é Beth Leavel (Mama Mia!), Mark Jacoby (Sweeney Todd), George Wendt (Cheers), Matthew Gumley (Addams Family), Valerie Wright (Steel Pier), Michael McCormick e Michael Mandell, o espectáculo estreará na Broadaway a 14 de Novembro. Ainda falta anunciara quem será o protagonista.
A encenação e coreografia será de Casey Nicholaw (The Drowsy Chaperone, Spamalot), o libreto é de Bob Martin (The Drowsy Chaperone) e Thomas Meegan (Hairspray, The Producers), e a música é de Matthew Sklar e Chad Beguelin (The Wedding Singer). Assim vai ser o Natal na Broadway!

Scene It! Novos musicais na televisão americana







"Scene It" é um novo concurso da televisão norte-americana onde um painel composto por individualidades do mundo do teatro musical irá ver (pela primeira vez no programa) uma cena de um novo musical tendo sido já pré-seleccionadas as 15 melhores cenas. O vencedor do programa receberá uma bolsa para ajudar à produção do seu musical. Para visitar o site vá a http://sceneit2010.com/Home_Page.html

Avanteatro - Teatro na Festa do Avante







Oito peças de teatro para público adulto e infantil, duas das quais de marionetas, uma oficina de bonifrates, três espectáculos de dança e outros tantos de música são as iniciativas do Avanteatro 2010, a repartir por espaços no palco, no exterior e no bar. "Tuning" de Rodrigo Francisco, pela Companhia de Teatro de Almada, "Nós Matámos o Cão Tinhoso" do escritor moçambicano Luís Bernardo Honwana, por O Bando, e "O saguão" do dramaturgo italiano Spiro Scimone, pelo Teatro dos Aloés, contam-se entre as peças a representar na Quinta da Atalaia.

Festival Teatro Agosto 2010 no Fundão







Cinco espectáculos teatrais integram o programa do Festival Teatro Agosto 2010, entre 19 e 22 de Agosto, no Fundão, quatro deles apresentados ao ar livre, anunciou a companhia organizadora.

'A programação dá relevo a propostas que se inscrevam nas vertentes do teatro tradicional do Ocidente', explicou Alexandre Barata, da companhia ESTE - Estação Teatral da Beira Interior, à Agência Lusa.
O programa da sexta edição do festival apresenta comédias, contadores de histórias e teatro gestual, adaptados ao ar livre, 'fora da rigidez arquitectónica de uma sala de espectáculos', sublinhou.
'Uma das grandes vontades deste Festival é a de promover um verdadeiro encontro com a comunidade onde se insere o festival e solidificar uma relação criada ao longo dos últimos anos', acrescentou Alexandre Barata.
O Festival Teatro Agosto instituiu um prémio para a preferência do público, em que os espectadores classificam diariamente os espectáculos, e que se reflecte na abertura da edição do ano seguinte.
Para 19 de Agosto, está marcado o único evento que não vai decorrer ao ar livre: trata-se do espectáculo de honra e prémio do público 2009, 'Livro sem Palavras' de Carlos Martinez, no edifício da Moagem.
Segue-se na noite de 20 uma 'Comédia de Improviso' pela Commedia à La Carte, já no Espaço Gardunha Viva.
O espaço acolhe a 'Fabula Buffa' do Teatro Pícaro no dia 21 e a peça 'Cozinheiros, versão Commedia Dell'Arte' pela ESTE no dia 22.
Todos os espectáculos decorrem às 22:00, excepto 'A Marcha dos Andadores', dia 22, às 17:00, na Avenida da Liberdade, no centro do Fundão.
O programa inclui ainda música ao vivo nas noites de 17 e 18 de Agosto no espaço Gardunha Viva e duas oficinas que decorrem até dia 22 no edifício da Moagem, uma sobre commedia dell'arte e outra sobre animação de rua.
in DN

Festa do Teatro de Setúbal







A Escola Secundária Sebastião da Gama, as praças do Bocage e da República, o Convento de Jesus, o Parque do Bonfim e Club Setubalense são 'palco' da XII Festa do Teatro, que começa a 21 de Agosto em Setúbal.

O festival abre com uma exposição de artes plásticas com obras de artistas locais sobre peças levadas à cena pelo Teatro Estúdio Fonte Nova - companhia totalmente subsidiada pela câmara local - a inaugurar no dia 21, às 19:00, na Escola Sebastião da Gama - antiga Escola Industrial e Comercial assim designada por o poeta aí ter leccionado.
O Teatro ao Largo (companhia itinerante de Vila Nova de Milfontes), o Peripécia Teatro (Vila Real), o TRIGO LIMPO teatro ACERT (Tondela), a companhia catalã Jordi Bertrán (Barcelona), a ESTE - Estação Teatral da Beira Interior (Fundão) e o Teatro dos Aloés (Amadora) são os participantes desta edição.
À excepção de 'As Guerras de Alecrim e Manjerona' de António José da Silva, pelo Teatro ao Largo (dia 22), no Parque do Bonfim, as restantes peças são todas apresentadas no novo ginásio da Escola Secundária Sebastião da Gama e começam às 22:00, tal como as restantes iniciativas do programa.
'Chovem amores na rua do matador', com texto de José Eduardo Agualusa e Mia Couto (TRIGO LIMPO, dia 28), no dia seguinte 'Poemes Visuals', uma ideia original, com direcção artística do catalão Jordi Bertrán, que especialistas consideram um dos mais reputados manipuladores de fantoches, e 'Saguão', do italiano Spiro Scimone, (Teatro dos Aloés, 03 de setembro) constam da programação.
A projecção de dois filmes realizados por Charlie Chaplin - 'Tempos Modernos', nos claustros do Convento de Jesus (dia 22), e 'O Grande Ditador'(dia 26), na Praça do Bocage, no 70.º aniversário da estreia deste - faz também parte do programa.
O dia 27 é dedicado à música, com um concerto pela cantora e compositora açoriana Alexandra Boga, a acordeonista setubalense Celina da Piedade - que já colaborou com músicos como Rodrigo Leão, António Chaínho, os Dazkarieh ou o compositor italiano Ludovico Einaudi - e o quarteto setubalense 'João da Ilha', no dia 27, nos claustros do Convento de Jesus.
'Democratização da Cultura/Teatro' é o tema da conferência em que participam Manuel Araújo, colaborador da Casa da Achada/Centro Mário Dionísio, Carlos Fragateiro e a deputada socialista Catarina Marcelino, no dia 31, no Club Setubalense. Um dia depois, neste clube serão apresentadas seis curtas metragens, cinco das quais realizadas por jovens de Setúbal.
A XII Festa do Teatro encerra a 04 de Setembro com um espectáculo na Praça da República, frente à Fundação Inatel, com a participação de vários criadores das áreas do teatro, música, poesia, dança e artes plásticas.

Homem Aranha estreia na Broadway







Finalmente o Homem Aranha vai estrear na Broadway a 21 de Dezembro! Com texto de Julie Taymor e Glen Berger e música de Bono e The Edge, "Spider-Man Turn Off the Dark" foi talvez o musical com a mais dificil gestação das últimas decadas.
Evan Rachel Wood e Alan Cummings sairam do elenco, devido a excesso de atrasos. Na terça-feira os produtores anunciaram que Jennifer Damiano vai interpretar Mary-Jane Watson e Patrick Page o papel de Norman Osborn/The Green Goblin. O anteriormente anunciado Reeve Carney ainda se mantém no papel do protagonista.
O espectáculo estreará no antigo Hilton Theatre que se passará a chamar Foxwoods Theatre. o orçamento total do espectáculo é de cerca de 40 a 55 milhões de dólares. A encenação será de Julie Taymor de quem a Broadway tanto ama o seu "Lion King" Para visitar o site vá a http://spidermanonbroadway.marvel.com/

Um filme de Frederick Wiseman em exibição nas salas de cinema




Thursday, August 5, 2010

Morreu Orlando Worm








O desenhador de luz Orlando Worm, que trabalhou os principais espaços das artes de palco portuguesas e fundou com Graça Barroso e Vasco Wellenkamp a Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo, morreu ontem à noite aos 71 anos. Ao PÚBLICO em 2006, dizia considerar-se, mais do que um decano da sua profissão, "um realizador de TV".

Worm morreu no Hospital de S. Francisco Xavier, em Lisboa, vítima de doença prolongada, indicou à Lusa fonte da companhia. O corpo de Orlando Worm vai estar a partir das 16h30 de hoje na capela de S. Miguel, em Sintra, de onde sairá sexta-feira o funeral, pelas 10h30, para o Cemitério de Colares.

Orlando Worm teve uma carreira de mais de cinco décadas em que iluminou teatro, bailado, ópera, jardins, concertos, recitais e exposições. "Em televisão faz-se grandes planos [dos actores] e o público vê o que o realizador quer mostrar. No teatro isso não é possível, não podemos fazer grandes planos. Mas podemos [com as luzes] separar os actores uns dos outros, podemos chamar a atenção do público para o actor que quisermos", resumia em 2006.

Nascido em Odivelas a 21 de Setembro de 1938, Orlando Worm estreou-se em palco não como iluminador ou técnico, mas como figurante na "Aida" de Verdi no Coliseu de Lisboa, como escrevia o "Diário de Notícias" num perfil do técnico em Abril. Tinha 16 anos, vivia em Lisboa há nove anos e começava assim uma carreira em que, pouco tempo depois, se tornava técnico de cena do Coliseu, electricista e técnico de cena no Grupo Experimental de Bailado da Fundação Gulbenkian, que se viria a tornar o Ballet Gulbenkian.

Tudo o que sabia, aprendeu com a prática. "Fiz o curso industrial [técnico] de electricidade, comecei a trabalhar em empresas de electricidade e às tantas fui parar ao Coliseu dos Recreios, a fazer reparações da instalação. Estando lá, não tendo nada a ver com o espectáculo, acabei por entrar no mundo dos espectáculos, porque as pessoas pediam-me ajuda para as afinações", recordava ao PÚBLICO após a atribuição do prémio Luzboa-Shréder, em 2006. Mas também com aquele que considerava o seu mestre, Liége de Almeida, chefe dos electricistas do Teatro São Carlos.

Passou muitos anos na Fundação Gulbenkian, trabalhando tanto como técnico quanto como performer: integrou durante anos o Coro Gulbenkian, entre outros grupos corais da área de Lisboa, tendo mesmo colaborado com a compositora Constança Capdeville na década de 1970, como indica o "Diário de Notícias" num perfil publicado em Abril deste ano. Seguiu-se um período de três anos no Teatro Nacional São Carlos entre 1989 e 1992, outros três anos no Centro Cultural de Belém e participou em eventos como Lisboa - Capital da Cultura 1994 e Expo 98 (Teatro Camões). Trabalhou também com o Teatro Nacional São João, no Porto.

"De cada vez que se criava novo espaço de espectáculos ou que era preciso um grande director técnico foi sempre a ele que toda a gente recorreu", diz o encenador e actor Luís Miguel Cintra num texto enviado ao PÚBLICO a propósito da morte de um amigo e colega.

Orlando Worm aliou-se ainda durante anos à produção teatral de companhias independentes como o Teatro da Cornucópia, onde se cruzou com Jorge Silva Melo e Luís Miguel Cintra, Escola da Noite, ou Teatro Experimental do Porto.

Foi um dos fundadores da Companhia Portuguesa de Bailado Contemporâneo em 2008 e participou na criação de obras de vários dos nomes essenciais da nova dança portuguesa e dos palcos portugueses, de Ricardo Pais a Olga Roriz, passando por Vasco Wallenkamp ou Fernanda Lapa.

E espalhou a sua luz e técnica pelo mundo. "Criei luzes, ou seja, criações novas, na Croácia, França, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Bélgica.Agora, repor espectáculos já estreados em Portugal, isso são países que nunca mais acaba." Mantinha-se actualizado com as inovações tecnológicas, mas preferia o trabalho manual. E estava já satisfeito com a dimensão ganha pelo seu trabalho, pela luz, nos palcos teatrais, da dança ou dos concertos.

Pai de Isabel Worm, directora do Centro Olga Cadaval (Sintra) e padrasto de Daniel Worm d" Assumpção, também desenhador de luz e colaborador de longa data da Cornucópia, Orlando Worm venceu em 2006 o Prémio Luzboa-Shréder, atribuído pela direcção da bienal de Luz de Lisboa. O técnico foi homenageado a 22 de Maio deste ano com um espetáculo no Centro Cultural Olga Cadaval, em Sintra, pelos seus 50 anos de carreira.
Joana Amaral Cardoso in Público