Saturday, June 19, 2010

José Saramago no cinema e no teatro







A obra literária de José Saramago cruzou-se algumas vezes com o cinema, além de "Ensaio sobre a cegueira" (2008), do cineasta brasileiro Fernando Meirelles. O filme - co-produzido por Brasil, Canadá, Reino Unido e Japão - reuniu atores de várias países, como os americanos Julianne Moore, Mark Ruffalo e Danny Glover, a brasileira Alice Braga e o mexicano Gael García Bernal. Meirelles tentou por anos conseguir autorização para levar a obra ao cinema, mas conseguiu realizar um filme que sensibilizou o escritor.

A produção mais recente adaptada da obra de Saramago foi lançada este ano em pequenos festivais e chama-se "Embargo". Dirigido por António Ferreira, o filme nasceu de um conto homônimo do livro "Objecto quase".

Fernando Meirelles, diretor de 'Ensaio sobre a cegueira', fala sobre documentário dos últimos dias de Saramago

"Embargo", com 80 minutos, é inspirado na crise petrolífera e conta a história de Nuno, que dribla os problemas da falta de combusítvel enquanto tenta vender um digitalizador de pés, uma máquina inventada por ele que promete revolucionar a indústria do calçado. Protagonizado por Filipe Costa e co-produzido por Espanha, Portugal e Brasil, o longa está previsto para chegar aos cinemas em setembro.

O livro "A jangada de pedra" (1986) também foi adaptada para o cinema. Dirigido pelo holandês George Sluizer em 2000, o filme mostra a história de quando a Península Ibérica se solta do resto da Europa e vagueia pelo Atlântico, rumo a uma colisão com o arquipélago de Açores.

Amante do cinema, José Saramago participou com depoimentos em alguns filmes. Como no documentário brasileiro "Janela da alma" (2001), de João Jardim e Walter Carvalho, sobre a questão da visão. Além de entrevista em "Palabras verdaderas" (2004), documentário de Ricardo Casas sobre a vida e a carreira do escritor Mario Benedetti, um dos poetas mais importantes do Uruguai.

O escritor português também fez participação especial no documentário "D. Nieves" (2002), de Miguel Mendes. Ele colocou sua voz em off ajudando a contar a história da aldeia de Deva e dois de seus habitantes (D. Nieves e o seu marido).

O curta de animação "A maior flor do mundo" (2006), de Juan Pablo Etcheberry, adapta um conto de Saramago em que ele se transforma em um personagem e nos conta a ideia para um livro infantil, inventando a história sobre um menino que fez nascer a maior flor do mundo.

Saramago também escreveu quatro peças. Ele dizia: "não me considero um dramaturgo, as quatro peças de que sou autor nasceram todas por solicitações exteriores". São elas "A noite", "Que farei com este livro?", "A segunda vida de Francisco de Assis", "In Nomine Dei" e "Don Giovanni ou O dissoluto absolvido".

No Brasil, seu livro "O evangelho Segundo Jesus Cristo" (1991), foi adaptado por Maria Adelaide Amaral e dirigido por José Possi Neto em 2001, com Eriberto Leão, Walderez de Barros, Paulo Goulart, Celso Frateschi e Maria Fernanda Cândido no elenco.

"O conto da Ilha Desconhecida" ganhou uma adaptação para um espetáculo infanto-juvenil montado em São Paulo também em 2001.
in O Globo

José Saramago no Teatro


Beja, 22 Set 2007 (Lusa) - A "Jangada de Pedra" do Prémio Nobel da Literatura José Saramago vai "chegar" domingo e pela primeira vez ao palco, através dos "remos" de duas companhias de teatro, uma alentejana e outra cubana.

Falada e com o título em castelhano "La Balsa de Piedra", a peça de teatro a partir do romance do escritor português, uma co-produção da companhia de teatro Lendias d'Encantar (Beja) e do grupo cubano D'Dos (Havana), estreia domingo, às 22:00, no Teatro Municipal Pax Julia, em Beja.

O encenador Júlio César Ramirez disse hoje à agência Lusa que foi um "desafio" levar à cena a literatura de Saramago, confessando que "La Balsa de Piedra" é o projecto "mais ambicioso que enfrentou nos últimos tempos".

"Trata-se da adaptação de uma obra narrativa, de uma das figuras mais importantes da literatura dos nossos dias e, a tudo isto, une-se a transcendência do tema", explicou o também director do Teatro D'Dos.

Por outro lado, acrescentou, "Jangada de Pedra" foi um livro, que, "desde a leitura das primeiras passagens, deixou logo ver imagens e personagens perfeitamente desenhados", que "permitiram uma encenação cheia de magia".

"Aparentemente, a sinopse é breve e simples, mas intensa e muito profunda quando vemos os personagens em cena", disse Júlio César Ramirez, frisando que "as imagens da viagem na jangada até às rupturas, até ao interior do indivíduo, ofereceram possibilidades de investigar e explorar a acção cénica até às últimas consequências".

No romance "Jangada de Pedra" (1986), José Saramago conta a história ficcional de uma série de acontecimentos sobrenaturais, que culminam na separação geográfica da Península Ibérica do restante continente europeu.

A situação criada por Saramago dá-lhe oportunidades para, no seu estilo muito pessoal, tecer comentários sobre as grandezas e pequenezas da vida.

Tal como na obra de Saramago, já traduzida em mais de 20 línguas e adaptada ao cinema, em 2002, pelo realizador holandês George Sluizer, "La Balsa de Piedra" começa com a abertura de uma fenda ao longo da fronteira entre Espanha e França, seguindo-se a deriva da Península Ibérica no oceano, como uma jangada de pedra.

Segue-se uma "viagem" dos personagens através da península, sentindo-se culpados pelo sucedido e procurando uma explicação.

"É um encontro entre seres humanos solitários, que necessitam da companhia uns dos outros. Um encontro visceral, emotivo e carnal que provoca uma comoção em todos e os obriga a repensar o futuro", disse Júlio César Ramirez, referindo que "Jangada de Pedra" é também "uma metáfora sobre a realidade actual do mundo em que vivemos, cheio de rupturas".

Depois da estreia, a peça volta a subir ao Teatro Municipal Pax Julia, em duas sessões para escolas, quarta e quinta-feira, às 15:00.

Seguem-se outras apresentações em vários teatros do país até ao final de Novembro, adiantou hoje à Lusa o director artístico das Lendias d'Encantar, António Revez.

O também actor admitiu ainda a possibilidade de uma "temporada" em Cuba, com a "aspiração" de participar no Festival Internacional de Teatro de La Habana, em Setembro de 2008, além do "interesse em levar a peça até Espanha e outros países da América latina".
in Expresso 2007

José Saramago no Teatro



Adaptação teatral de Memorial do Convento, de José Saramago. Em exibição no Palácio Nacional de Mafra (PNM). Uma co-produção da ÉTER-Produção Cultural e PNM.
Clipart do espectáculo da autoria de Nuno Duarte

FICHA TÉCNICA E ARTÍSTICA
Texto: José Saramago; Versão: Filomena Oliveira e Miguel Real; Interpretação: Cláudia Faria ou Susana Branco, Paulo Campos dos Reis ou Sérgio Moura Afonso, José Henrique Neto ou João Brás, Pedro Mendes ou Ricardo Soares, Filipe Araújo ou João Brás; Orgânica sonora e Música original: David Martins; Voz: Andreia Lopes; Piano: Sandra Nunes; Guarda-Roupa e Adereços: Éter e Câmara dos Ofícios; Concepção da Passarola: Flávio Tomé; Desenho de Luz: David Florentino, Carlos Arroja, Paulo Cunha; Fotografia: André Rabaça; Criação e adaptação do espaço cénico: Carlos Arroja; Direcção cénica: Filomena Oliveira; Produção: David Martins, Magda Bull e Tito Ribeiro; Realização do vídeo-clip: Nuno Duarte; Co-Produção: Palácio Nacional de Mafra e ÉTER – Produção Cultural; Apoios: Teatro da Trindade, E.P.I. (Escola Prática de Infantaria de Mafra), Câmara dos Ofícios, Arroja Produções, Teatro TapaFuros, Amalgama – Companhia de Dança, Utopia Teatro

JOSÉ SARAMAGO – UMA ESCRITA COM IDEIAS
A mais importante singularidade dos romances de José Saramago reside na exposição e concretização narrativa de uma ideia que alimenta a totalidade de cada romance.
Dito de outro modo, José Saramago não é um romancista social e ideologicamente neutro; diferentemente, é um escritor que explora a filosofia, a religião, a política e a história como alimento do conteúdo dos seus romances, empenhando-se activamente na denúncia e transformação dos aleijões da nossa sociedade. Onde Saramago presume existir injustiça, aí põe a sua pena ao serviço da sua visão de justiça e de igualdade sociais. É esta a profunda singularidade da escrita e do escritor: para José Saramago não basta escrever uma simples história, mais uma simples história que nada acrescenta ao nosso conhecimento do mundo, mas, partindo de vivas preocupações existenciais actuais, intenta retomar antigos temas da religião, da filosofia, da História, dando-lhes um novo sentido, não raro contaminado de uma sede de justiça social.
Colocar em questão o passado cristalizado, insuflando-lhe uma nova ideia, que o avive e o actualize, eis o modo habitual de escrita de José Saramago.
Em Memorial do Convento, publicado em 1982, a interrogação sobre o sentido da história de Portugal e sobre o divórcio entre o amor, a vida feliz e o progresso da ciência, por um lado, e a absolutização do poder político num pequeno grupo social, constitui uma das primeiras narrativas em que se evidencia o novo estilo exuberante, barroco, fáustico e festivo de José Saramago.
Saramago nunca escreveu segundo um cânone literário, não seguiu as modas em vigor, não foi realista, existencialista, estruturalista, pós-modernista, seguiu-se a si próprio, soube ser apenas ele próprio, inventando o estilo literário mais singular no actual panorama da literatura portuguesa. Foi este estilo e o conteúdo profundamente humano das suas história que lhe valeram, em 1998, a atribuição do primeiro Prémio Nobel da Literatura para um autor português, consagrando a sua ímpar arte da palavra e elevando o seu nome à universalidade da História da Literatura de todos os tempos e lugares.

COMENTÁRIOS DE ALUNOS QUE ASSISTIRAM À PEÇA EM 2009
Diário de Vôo

"Muito, mas muito bom... Continuem! O "Rei" está um máximo... mas a passarola estava muito fixe"
Anónimo
"Parabéns pelo espectáculo. Foi uma excelente iniciativa. Obrigada"
Anónimo
"Obrigada e Parabéns! Mto Boooom!"
Sara Rechorte, Ana Baião e Ana Rita
"Interessante representação de uma época e de um tempo que é sempre o mesmo."
Fernando e Isabel
"Muito porreiro, não é maçante, está muito divertido"
Tiago Varela
"Muito Bom, muito simples, perfeito"
Carlos Silva
"O espectáculo retrata, na perfeição, os pontos fundamentais da obra, permitindo assim uma melhor compreensão da mesma"
Alunos da E.S. José Afonso
"BRUTAL!"
E.S.Daniel Sampaio
"Sou aluna da E.S. Manuel Teixeira Gomes. Simplesmente adorei o senhor que fazia de Rei ou Zé pequeno. Admiro-o bastante. Um beijinho para ele e para as pessoas todas que participaram"
Savannah (a menina da peruca)
"Sou uma aluna da Secundária Padre Alberto Neto. Gostei muito da peça e adorei os actores, muito divertidos e fieis às suas personagens. Continuem o vosso trabalho e muito obrigada"
Ana Sousa
"Era uma vez,
Adorei a peça e todos os actores. Está um excelente trabalho de toda a equipa. Continuem a divulgar esta grande obra da maneira que o fazem! Beijinhos para todos da..."
Carolina (E.S.Pde Alberto Neto, Queluz)
"Adorei o teatro, principalmente porque focaram aquilo que Saramago deu importância na obra"
Simone
"Excelente encenação. Parabéns."
Andreia
"Sou de Alcobaça e adorei ver esta peça :) continuem... o teatro é para todos nós!"
Magda
"Uma peça muito bonita!"
Daniela e Ana P.
"Foi demais! Um grande espectáculo! Continuem!"
Ana Gil (Alcobaça)
"É por tudo isto que o Teatro é uma arte"
Rita e Cris (Alcobaça)
"Parabéns à Éter e a essa vontades todas! Um obrigada da vossa..."
Andreia Lopes
"Tal como a literatura de Saramago, o vosso trabalho levou-me a sentir aquilo que de melhor a arte tem! Obrigada!"
Sofia
"Bem hajam por estes eventos. É bom ter pessoas que se lembrem de nos dar a conhecer a nossa história. Parabéns."
Lurdes Rosa
"Adorei a peça, tinha uma boa dicção e uma óptima projecção de voz. Era uma vez uma boa história (abreviada). Adorei. Bom trabalho."
Bárbara Bule
"Quando o Teatro entra no Convento a "Alma do mesmo" torna-se enorme e profundo entre os anjos, os demónios, os deuses e os Homens. Adorei, muitos parabéns."
Filomena Parra
" Como Mafrense, a minha gratidão por trazerem a esta terra um espectáculo de tão grande qualidade. O meu obrigado e parabéns pelo vosso desempenho."
Eduardo
"Valeu a pena termo-nos levantado às 5h da manhã para assitirmos a tão grandioso espectáculo. Pela E.S. de Penafiel..."
Ana Paula Ferreira
"Bem hajam pelo vosso trabalho. Votos de muito sucesso. Pela E.S de Penafiel..."
Teresa Cerejo
"Os Biocamaradas gostavam de ver de novo. "Vi como um danado"(Alberto Caeiro). Vemo-nos no CCC. ;)"
Biocamaradas
"Escelente espectáculo. Abraço Temporal"
Grupo de Teatro de Évora
"Parabéns aos actores pela versatilidade e dinamismo que dão à peça!"
Susana
"Muitos Parabéns pelo espectáculo. São excelentes!!"
Esmeralda Cutileiro
"Fantástica adaptação da obra de Saramago. Bem haja a quem me fez ver o que li. Grata"
Lena
"Muitos parabéns. Encarnam as personagens na perfeição e fazem-nos viver com a peça."
Cátia Claudino
"Mais uma vez o espectáculo foi fantástico. Parabéns, parabéns, parabéns! Continuem!"
E.B 2,3/S de Caminha
"Gostamos muito. Parabéns! Felicidades para Baltasar e Blimunda!!"
CAD
"Simplesmente fantástico. Parabéns."
Vanessa Monteiro Cândido
"Estão de parabéns, foram magníficos, nada melhor que incentivar os alunos do 12º ano a lerem o livro."
Solange Ventura (EPADVR)
"Parabéns. Força! Como sempre a Filomena Oliveira é Dona de vontades. Beijos"
Inês (amiga quase de infância)
"Era uma vez... uma grande peça!"
Sara Jordão
"Magnífica representação! Sucesso!"
Viviana Albano
"São espectáculos como este que nos fazem acreditar na magia do teatro e nos momentos de verdadeiro sonho e fantasia que nos proporcionam. Adorámos a peça! Parabéns!"
Agrup. Vertical de Escolas Castelo de Paiva, 12º B e C

José Saramago no Teatro


Blimunda, o Orfeo no feminino ou passagem de Blimunda por Itália
Maria Armandina Maia

«Blimunda», a ópera lírica em trê actos que às 21.30 do dia 20 de Maio de 1990 estreava no Teatro Lírico de Milão, tinha a assinatura do compositor italiano Azio Corghi, autor de uma obra consagrada, que conhecera representações nos mais prestigiados teatros e salas de concerto, também a nível internacional. Na obra deste compositor, responsável pela Cátedra de Composição no Conservatório de Milão, colaborador da Fundação Rossini e da Casa Ricordi, ocupavam lugar de indiscutível relevo as obras musicais que resultavam de incursões pelo mundo literário, sobretudo com a composição Gargantua, experiência de tal modo notável que levaria o Teatro alla Scala de Milão a confiar-lhe o projecto da ópera lírica Blimunda, extraída do romance de José Saramago, Memorial do Convento.

O autor do Memorial tinha, por essa altura, três obras suas publicados em Itália: Memoriale del Convento, Feltrinelli, Milano, 1984; La Zattera di Pietra, Feltrinelli, 1987; e Storia dell'Assedio di Lisbona, Bompiani, 1990, traduções assinadas por Rita Desti (com excepção do Memoriale del Convento, fruto de uma tradução a quatro mãos, de Rita Desti e Carmen Radulet).

Para o vasto e exigente público italiano, Saramago era o autor português mais conhecido depois do «fenómeno» Pessoa, o primeiro a merecer destaque e interesse de casas editoras que constituíam um selo de garantia. No entanto, era junto de um núcleo de intelectuais que José Saramago assumia foros de verdadeira revelação, pela qualidade e ineditismo da sua palavra literária.

Ligado, na sua maior parte, a Instituições Universitárias, este grupo promovia a obra e o escritor que, pela sua mão, conheceu cidades como Perugia, Florença, Roma, Milão e Turim, em conferências e reuniões que se multiplicavam.

Foi, aliás, num destes momentos que conheceu Azio Corghi, que, impressionado pela atmosfera criada no Memorial, confessou a José Saramago o seu desejo de «contar a história de um Orfeu no feminino». A resposta de Saramago baptizaria a ópera. «Chamá-la-emos Blimunda».

Num exercício de grande unidade, escritor e compositor intersectaram os respectivos saberes, dando lugar ao magnífico trabalho que é o libreto de Blimunda, descrito pela crítica Lidia Bramani (casa Ricordi), como «uma estrutura em que são determinantes a voz recitante, solistas, oiteto madrigalista, coro, orquestra, electrónica, que se intersectam ao longo de linhas que se fragmentam e refazem, entrecruzando-se, distanciando-se, por vezes tocando-se ao de leve em três espaços musicalmente e cenograficamente distintos: o espaço acústico, o espaço imaginário e o espaço real».

Mas a estreia da ópera não se limitou em Milão ao público da sala que na noite de 20 de Maio encheu o Teatro Lírico, para aplaudir uma obra que, num só tempo, nos deslumbrava e quase estarrecia pela opulência, grandiosidade e magnificência, mas também pelo seu próprio e surpreendente avesso, na contenção da gestualidade, na pureza dos sons, no acenar dos sentidos.

Nos dias que a antecederam, numa organização promovida pela Universidade de Milão, tinha lugar o Colóquio Viaggio intorno al Convento di Mafra, na belíssima «Sala di Rapprezantanza», cujo programa era completado por um concerto de homenagem a autores portugueses do tempo – Carlos Seixas, Domingos Bomtempo e Francisco Lacerda – excelentemente interpretados por um grupo do Conservatorio Verdi, ao qual a Fundação Calouste Gulbenkian, num assinalável esforço de colaboração, facultara, num curtíssimo espaço de tempo, as partituras das obras.

Um vasto público ouviu, entre outros, textos de Piero Ceccucci: Il «Memoriale del Convento» nell'itinerario narrativo di José Saramago e Eduardo Lourenço: O Memorial da história humana como história santa.

De registar, sobretudo, as intervenções dos dois autores, Azio Corghi e José Saramago, que se prolongariam num longo debate com o público, em que falaram longamente do(s) sonho(s) de cada um: «Eu acho que, depois de o padre Bartolomeu Gusmão ter inventado a "passarela" e eu ter inventado a "máquina para viajar", é chegado o momento de o Maestro Corghi explicar a sua obra». A resposta de Corghi deixa clara a unidade da travessia entre a obra e a ópera: «História e história tenderiam para harmonizar-se numa síntese até exigirem, tornando-a "quase necessária", a intervenção da música».

Voltando às palavras de Lidia Bramani «A extraordinária coerência estrutural do Memorial do Convento permite compreender globalmente o pensamento do escritor. Mantendo um desenrolar de sequências, Saramago torna o tempo narrativo centrífugo, dissolvendo a rigidez deste a partir do interior. O tempo psicológico, individual e colectivo vence o da narração convencional graças a uma prosa moderníssima, barroca, opulenta, transbordante de rasgos de projecção, simultaneamente capazes de uma suavíssima essencialidade».

Foi assim no tempo de estreia de Blimunda em Itália. E foi também assim que José Saramago se fez Nobel: com uma estatura de excelência e humildade que ampliou, indelevelmente, o espaço da literatura e da cultura portuguesas no mundo.
in "Camões - Revista de Letras e Culturas Lusófonas"

di Azio Corghi (1937-)
libretto proprio e di José Saramago, dal romanzo Memorial do Convento di Saramago
Opera lirica in tre atti
Prima: Milano, Teatro Lirico, 20 maggio 1990

Personaggi: Domenico Scarlatti (rec); Giovanni V, re del Portogallo (rec); Donna Marianna, la regina (rec); Maria Barbara, loro figlia (rec); Fra Antonio de San José (rec); Sebastiana Maria de Jesus (A); Bartolomeu Lourenço de Gusmao (Bar); Baltasar Mateus (T); Blimunda, figlia di Sebastiana (Ms); l’Infante Don Françisco (m); un frate corpulento (m); popolo di Lisbona, operai della fabbrica di Mafra, componenti la processione dell’auto da fé, frati, inquisitori, boia, condannati, pellegrini, coro madrigalistico

José Saramago no Teatro

"Ensaio Sobre a Cegueira"




Em Portugal
Uma versão do romance "Ensaio sobre a cegueira" de José Saramago, que dá uma "perspectiva optimista da vida", subiu ao palco do Teatro da Trindade em Lisboa, numa encenação de O Bando.

A peça, que estreou em Maio de 2004 no Teatro Nacional de São João, no Porto, já foi apresentada na sede de O Bando, em Palmela, e na Culturgest, Lisboa. No Trindade, esteve em cena até Setembro.

Em declarações à Lusa, João Brites, encenador de O Bando, disse que a peça é uma "aposta num teatro que olha para dentro".

Retomar a reflexão sobre a cegueira, não apenas a daqueles que não vêm, mas também a "dos outros que olham sem ver" foi, segundo João Brites, uma das razões de escolha da peça, com que a companhia teatral com sede em Palmela assinalou em 2004 o 30º aniversário.

Com uma cenografia assinada por Rui Francisco e assente numa estrutura metálica e onde toda a acção decorre sob um nevoeiro quase cerrado, "Ensaio sobre a cegueira" tem figurinos da italiana Maria Matteucci, música original de Jorge Salgueiro, adereços de Clara Bento, e encenação de João Brites.

Documentário
Partindo da adaptação teatral pelo Teatro O Bando, da obra literária do Prémio Nobel José Saramago “Ensaio sobre a Cegueira”, Rui Simões realiza um longo documentário sobre todo o processo criativo, até à estreia, constituindo em si um ensaio sobre a arte de fazer teatro.
Realização - Rui Simões Imagem e Som – José António Manso, Jacinta Barros, Rui Simões e Ricardo Batista, Max Música – Jorge Salgueiro Montagem e Genérico – Márcia Costa Pós-Produção Vídeo – Catherine Villeret Pós-Produção Áudio – Shammi Pithia Direcção de Produção – Jacinta Barros Produção Real Ficção Financiamento MC/ ICAM e RTP

No Brasil
Em 26 de Fevereiro de 2008 estreou nos palcos da Casa de Cultura Laura Alvim a versão teatral de Ensaio sobre a Cegueira. A direção é de Patrícia Zampiroli, conhecida pelas montagens de Roda Viva e Os Sete Gatinhos.
No Elenco estão doze atores - três da Andantes Cia. Teatral e nove escolhidos por teste - que se revezam na interpretação dos personagens, até mesmo os principais, utilizando adereços característicos para identificação. O cenário é predominantemente branco: uma opção de manter a idéia monocromática da cegueira que acomete os personagens. A adaptação consumiu três meses de trabalho e resultou em um espetáculo dividido em três etapas, assim como a narração do livro. Um outro componente importante é a trilha sonora de Dida Mello.
Além do Teatro Laura Alvim, a peça passou também pelo Teatro da UNIRIO, pelo Teatro Municipal de Macaé e também pelo Teatro da UFF, em Niterói.

José Saramago no Teatro





Um Homem que queria um barco…
Um Rei a quem só interessam Ilhas Conhecidas…
Uma Mulher da Limpeza que decide só limpar barcos…
Um Capitão do Porto rezingão…
Dois Marinheiros maus…
Dois Narradores e dois Técnicos a ajudar à festa…
Um palco aberto…
De Palácio em Cais…
De Cais em Barco…
De Barco em Ilha…
Um Sonho…
Uma Vontade de ferro…

Ficha Artística e Técnica
Texto José Saramago
Adaptação, Encenação e Espaço Cénico Rita Lello
Elenco Carla Alves, Pedro Borges, Rita Lello, Rita Fernandes, Sérgio Moras, Susana Costa
Cenografia e Adereços Luis Thomar, Mário Dias (carpinteiro)
Figurinos Bárbara Gonzalez Feio, Inna Siryk (costureira)
Luminotecnia Fernando Belo
Sonoplastia Rui Mamede
Grafismo Susana Marques
Fotografia M.E.F.
Secretariado Maria Navarro
Produção de Rita Lello e Elsa Lourenço

Friday, June 18, 2010

"Agosto - Contos da Emigração" no Festlip

"Contos em Viagem - Cabo Verde" no Festlip

FESTLIP na sua terceira edição faz homenagem a Maria do Céu Guerra








A actriz portuguesa Maria do Céu Guerra é a homenageada do festival que apresentará, de 14 a 25 de julho, peças, oficinas, debates, exposição fotográfica, shows e mostra gourmet

Primeiro festival a promover o intercâmbio teatral entre países da língua portuguesa, o Festlip chega à sua terceira edição comemorando, pela primeira vez, a participação maciça das nações lusófonas. Entre os dias 14 e 25 de julho, o Rio de Janeiro receberá 15 espetáculos inéditos de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor Leste em meio a uma programação gratuita que inclui ainda oficinas, debates, exposição de fotografias, shows e uma mostra gourmet. Realizado pela Talu Produções em parceria com a Rede SESC Rio e com patrocínio da Oi e Caixa, o festival rende homenagem este ano ao talento de um dos maiores ícones do teatro português, a atriz Maria do Céu Guerra.

“É gratificante ver o crescimento e a consolidação do Festlip”, comemora a atriz e produtora Tânia Pires, idealizadora do festival. “Começamos com dez espetáculos de cinco países. No ano seguinte, tivemos a entrada de Guiné-Bissau e já somávamos mais de 400 grupos inscritos e 31 mil espectadores nas duas edições. Agora contabilizamos 15 peças que representam todos os integrantes da CPLP. É mais um passo no objetivo de estreitarmos os laços entre culturas tão distintas e ainda muito distantes”.

Uma das mais proeminentes atrizes de Portugal, Maria do Céu Guerra vem ao Brasil com a premiada Cia de Teatro A Barraca, que ajudou a fundar há 35 anos, para apresentar o espetáculo ‘Agosto – Contos de Emigração’ e receber o troféu Festlip 2010, por sua contribuição ao teatro em mais de quatro décadas de carreira. A atriz e diretora ministra ainda uma oficina teatral aos participantes do festival e a estudantes de teatro como ouvintes, nos dias 19 e 20 de julho, no Espaço Sesc, em Copacabana. De Portugal, país que comparece este ano com o maior número de companhias, virão ainda o Teatro Meridional, com ‘Contos em Viagem - Cabo Verde’ – do consagrado diretor Miguel Seabra, presente na edição passada do festival com uma oficina teatral –; Trigo Limpo, apresentando ‘Chovem amores na rua do matador’, com dramaturgia de Mia Couto e do angolano Agualusa e Binólogos, com o espetáculo ‘Filhas da mãe - Fantasias eróticas das mulheres portuguesas’.

Este ano, a ampliada programação teatral circula novamente pelo Teatro SESC Ginástico, Espaço SESC e SESC Tijuca e se estende pelo SESC Rio Casa da Gávea e Caixa Cultural – Teatro Nelson Rodrigues. Sucesso de público nas duas primeiras edições, o FestlipShow retorna mais uma vez ao bairro da Lapa, agora em um espaço maior: o Teatro Odisséia. Lá, se apresentam os brasileiros Teresa Cristina e Orquestra Voadora; o angolano Abel Duerê; o grupo moçambicano Cheny Wa Gune Quarteto, e o músico cabo-verdiano Hélio Ramalho. Completam o diversificado time musical o DJ MAM e Elisa Lucinda, que faz participação especial declamando Fernando Pessoa.

Entre as atividades paralelas estão presentes também as mesas de debates. Nos dias 20 de julho, o Espaço Sesc recebe ‘A imprensa no universo teatral da língua portuguesa’, com mediação da crítica, ensaísta e professora Tânia Brandão, e, no dia seguinte, o Teatro Sesc Ginástico abriga ‘O diálogo do teatro dos países da língua portuguesa’, mediado pelo dramaturgo e roteirista Bosco Brasil.

A programação desta edição cresce não apenas nos palcos. Intitulada ‘Teatro sem fronteira’, a exposição fotográfica que este ano integra o Festlip é o registro da oficina teatral itinerante conduzida de outubro a dezembro de 2009 pela atriz Tânia Pires nos oito países da CPLP, onde reuniu grupos de diversas formações para encenar textos de Ibsen. “Foi uma experiência enriquecedora. Durante três meses vivenciei realidades distintas e tive a certeza de que o teatro da língua portuguesa brota de sua própria diversidade”, acredita Tânia.

Pelo terceiro ano seguido, o restaurante 00 Cozinha Contemporânea oferece um menu especial durante o mês de julho, com pratos inspirados na culinária dos países participantes. Nesta edição, a Mostra Gourmet, batizada ‘O sabor da língua portuguesa’, foi criada pela chef Joana Carvalho.

“Ao mesmo tempo em que quer aproximar cada vez mais estes países, intensificando seu intercâmbio, o Festlip tem também o grande propósito de destacar e sublinhar a pluralidade e a riqueza de linguagens culturais únicas mas que podem, sim, falar a mesma língua”, conclui Tânia Pires.

O Festlip conta com apoio do Ministério da Cultura do Brasil, Secretarias de Cultura do Estado e Município do Rio de Janeiro, FUNARTE, DGArtes - Ministério da Cultura de Portugal, Instituto Camões, CPLP - Comunidade dos Países da Língua Portuguesa e todas as embaixadas dos países participantes.


Programação FESTLIP - Festival de Teatro da Língua Portuguesa – 2010

Toda a programação – com exceção da Mostra Gourmet – tem entrada franca, com distribuição de senhas uma hora antes do início da sessão.

14/07/2010 (Quarta-feira)
Abertura do FESTLIP 2010*
19:00h - Teatro SESC Ginástico
Apresentação para convidados, do grupo português Trigo limpo, com o espetáculo “Chovem amores na rua do matador”, com texto de Mia Couto e José Eduardo Agualusa.
Entrega do “Troféu FESTLIP 2010” em homenagem à diretora portuguesa Maria do Céu Guerra.
21:00h - Clube Ginástico Português – Coquetel de confraternização
*Evento para convidados direcionado para a classe artística, autoridades e imprensa.

15 a 25/07/2010
Exposição “Teatro Sem Fronteira”
Exposição com fotos tiradas durante o projeto de oficina teatral itinerante pelos países da CPLP. Projeto idealizado pela TALU Produções com o objetivo de unir os países que falam português e disseminar a cultura por meio do teatro.


Mostra Gourmet – “O Sabor da Língua Portuguesa”
Restaurante 00 Cozinha Contemporânea – Pratos especialmente criados pela chef Joana Carvalho, inspirados na cultura e culinária dos países que falam a nossa língua.
Endereço: 00 Cozinha Contemporânea – Rua Padre Leonel Franca, 240 – Gávea – Tel. 2540-8041

17/07/2010 (Sábado)
22:00h – Teatro Odisséia
FESTLIPSHOW apresenta:

17/07

Festa do evento com músicos dos países participantes com um grande show de integração entre os artistas.
Endereço: Rua Rua Mem de Sá, nº 66. Lapa - Rio de Janeiro.
Telefones: (21) 2224.6367 ou (21) 2266.1014

OFICINAS TEATRAIS

19 e 20/07/2010 (Segunda e terça)
Com a atriz e diretora portuguesa “Maria do Céu Guerra” do grupo A Barraca, direcionada aos atores participantes do FESTLIP e para estudantes de teatro como ouvintes.
Entrada franca (distribuição de senhas 1 hora antes).
13:00h às 18:00h - Espaço Sesc - Arena
Maria do Céu Guerra é atriz e diretora portuguesa. Com um longo currículo, Maria do Céu Guerra esteve presente, em 1971, na fundação do Teatro Experimental de Cascais, um dos marcos do teatro independente português. Em 1975, criou a companhia A Barraca por onde vem atuando não só em Portugal, mas também em diversos países pelo mundo.

21/07/2010 (Quarta)
Com encenadores dos grupos teatrais do FESTLIP 2010
9:00h às 12:00h / 14:00h às 17:00h - Espaço Sesc - Arena

22/07/2010 (Quinta)
Oficina de iluminação cênica com Valmyr Ferreira
13:00h às 15:00h - Espaço Sesc – Arena

MESAS DE DEBATES
20/07/2010 (Terça)
Tema: “A imprensa no universo teatral da língua portuguesa” com mediação de Tânia Brandão.
20:00h – Espaço Sesc - Arena
* A mesa será composta por jornalistas especializados em teatro dos países de língua portuguesa, com mediação da crítica, ensaísta e professora, Tânia Brandão, e a participação dos jornalistas de Angola, Portugal, Moçambique e Brasil.
Entrada franca (distribuição de senhas 1 hora antes).


21/07/2010 (Quarta)
Mesa de debates – Tema “O diálogo do teatro dos países da língua portuguesa”
19:00h –Sesc Ginástico
* A mesa será composta por dramaturgos especializados em teatro dos países de língua portuguesa, com mediação do dramaturgo e roteirista, Bosco Brasil, e a participação de dramaturgos de Angola, Portugal, Moçambique e Brasil.
Entrada franca (distribuição de senhas 1 hora antes).


Programação Teatral do FESTLIP:

15 a 18/07 e 22 a 25/07 (Quinta a Domingo)
Mostra Teatral – Entrada Franca – Horários e endereços dos teatros:

• Teatro Sesc Ginástico - Av. Graça Aranha, 187. Bilheteria (21) 2279-4027
qui/sex/sab/dom – 19:00h

• Teatro Sesc Tijuca - Rua Barão de Mesquita, 539. Bilheteria (21) 3238-2109
qui/sex/sab/dom – 20:00h

• Espaço Sesc - Arena – Rua Domingos Ferreira, 160 – Copacabana. Bilheteria (21) 2547-0156.
qui/sex/sab – 21:00h e dom – 19:30h

• Sesc Rio Casa da Gávea – Pça Santos Dumont, 116 sobrado – Gávea. Bilheteria (21) 2239-3511.
qui/sex/sab/dom – 19:00h e 21:00h

• CAIXA Cultural - Teatro Nelson Rodrigues – Avenida República do Chile, 230 - Conjunto Cultural da Caixa Cultural – Centro. Bilheteria (21) 2262-0942.
qui/sex/sab/dom – 19:30h



* Retirada de senha 01 hora antes
**Apresentações dos grupos teatrais, representantes dos países de língua portuguesa. Composto por 01 grupo Guiné- Bissau, de Cabo Verde, de Timor Leste, de São Tomé, 02 grupos de Angola, de Moçambique, 03 grupos do Brasil e 04 de Portugal. Totalizando 15 grupos com 40 apresentações. ENTRADA FRANCA.

Grupos Teatrais

PORTUGAL
Espetáculo: Agosto – Contos da Emigração
Grupo: A Barraca
Origem: Lisboa / Portugal

A Companhia: A Barraca foi criado em 1976 estreando o espetáculo “A Cidade Dourada”, trilhando um longo percurso até o que se pode chamar por teatro popular e se tornando uma das maiores companhias teatrais de Portugual. Popular porque prima por ser comunicativo e interveniente e porque gosta de fazer rir e levar a arte para todos, pois acredita que todos podem compreender tudo.

Sinopse: “Agosto – Contos da Emigração” buscou inspiração na literatura portuguesa para falar sobre a sua própria história. A história de homens que saíram para conquistar o mundo. O espetáculo fala das aspirações, dos sacrifícios, das alterações de vida, das frustrações, dos triunfos, dos gostos, dessas pessoas que deixaram Portugal em busca de riquezas para o país.

Ficha Técnica
Direção: Maria do Céu Guerra
Dramaturgia: Maria do Céu Guerra
Direção Musical: Mariana Abrunheiro, Sergio Moras, Rui Sá
Elenco: Susana Cacela, Rita Fernandes, Susana Costa, Luís Tomar, Pedro Borges, Rui Sá, Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Tiago Cadete.
Luz: Fernando Belo
Som: Fernando Pires
Cenário: Maria do Céu Guerra
Figurinos: Miguel Figueiredo
Voz Off: Helder Costa
Duração: 90 min.

Teatro Sesc Ginástico
Dias: 15/07 – Quinta-feira
16/07 – Sexta-feira
24/07 – Sábado


Espetáculo: Contos em Viagem – Cabo Verde
Grupo: Teatro Meridional
Origem: Lisboa / Portugal

A Companhia: Com 34 produções em seu currículo, o Teatro Meridional é uma companhia portuguesa voltada para a itinerância, que procura nas suas montagens um estilo marcado pelo despojamento cénico e pelo trabalho de interpretação do ator, fazendo da construção de cada objeto cénico uma aposta de pesquisa e experimentação.

Sinopse: “Contos em Viagem – Cabo Verde” é um espectáculo baseado em textos que, apesar de terem um contexto e geografia particulares, dizem da universalidade das emoções. Neste espetáculo, especificamente, fala de Cabo Verde contado pedaços de histórias e poemas em língua portuguesa e também no seu crioulo.

Ficha Técnica
Direção: Miguel Seabra
Dramaturgia: Natália Luíza
Direção Musical: Fernando Mota
Elenco: Carla Galvão e Fernando Mota
Luz: Miguel Seabra
Cenário: Marta Carreiras
Figurinos: Marta Carreiras
Duração: 60 min.

Espaço Sesc- Arena
Dias: 16/07 – Sexta-feira
24/07 – Sábado
25/07 – Domingo

Espetáculo: Chovem Amores na Rua do Matador
Grupo: Companhia Trigo Limpo
Origem: Tondela / Portugal

A Companhia: Desde a sua formação, em 1976, a Trigo Limpo vem se afirmando como uma companhia teatral que desenvolve a integração entre as diferentes linguagens artísticas e do espectáculo, como forma de potenciar uma intervenção teatral experimental, criativa e socialmente integrada numa intervenção cultural comunitária.

Sinopse: Baltazar Fortuna regressa a Xigovia para matar saudades de seus ex-amores: Mariana Chubichuba, Judite Malimali e Ermelinda Feitinha. Entretanto, num sonho, as três lhe dizem que ele já está morto dentro delas. “Chovem amores na rua do matador” é um texto poético, desenvolvido especialmente por José Eduardo Agualusa e Mia Couto para a Companhia Trigo Limpo.

Ficha Técnica
Direção: Pompeu José
Texto: Mia Couto e José Eduardo Agualusa
Elenco: José Rosa e Sandra Santos
Cenografia: Zétavares e Marta Fernandes da Silva
Figurinos: Ruy Malheiro
Luz: Luís Viegas
Duração: 90 min.

CAIXA Cultura - Teatro Nelson Rodrigues
Dias: 17/07 – Sábado
18/07 – Domingo
22/07 – Quinta-feira


Espetáculo: Filhas da Mãe – Fantasias Eróticas das Mulheres Portuguesas
Grupo: Binólogos
Origem: Almada / Portugal

A Companhia: Binólogos surgiu da vontade de unir teatro e dança, especialidades de suas fundadoras: Catarina Ascenção, bailarina, e Célia Ramos, atriz. Em 2007 dirigiram o curso “Mostras de ti mesmo”, baseado em experiências pessoais dos alunos, que resultou em um trabalho de teatro/dança. As primeiras criações surgiram desta primeira formação e continuam atualmente com grupos de diferentes escolas com idades entre os 16 e os 50 anos.

Sinopse: Partindo de testemunhos verdadeiros adaptados do livro - “Fantasias Eróticas, Segredos das Mulheres Portuguesas”, de Isabel Freire, a peça “Filhas da Mãe” conta a história de mulheres que corajosamente descrevem fantasias, fatos, percepções e emoções de suas experiências sexuais. Questionam e analisam os prejuízos que subsistem em relação à sexualidade feminina de forma lúcida e vivaz, apesar de curvas e contracurvas no labirinto da memória.

Ficha Técnica
Dramaturgia: Célia Ramos
Texto: Adaptação de “Fantasias Eróticas, Segredos das Mulheres Portuguesas” de Isabel Freire
Elenco: Célia Ramos
Figurinos: Catarina Ascensão e Célia Ramos
Cenário: Catarina Ascensão e Célia Ramos
Duração: 70 min.

Sesc Rio Casa da Gávea
Dias: 17/07 – Sábado
18/07 – Domingo
22/07 – Quinta-feira


MOÇAMBIQUE

Espetáculo: A Demissão do Sô Ministro
Grupo: Companhia de Teatro Gungu
Origem: Maputo / Moçambique

A Companhia: A Companhia de Teatro Gungu foi fundada em 1992 em Maputo, Moçambique. A primeira peça encenada pelo grupo foi “Tempo Zero” seguindo-se “Coração de Lagoa” em 1993. Nesse ano é criado o Gungulinho I, que passa a servir de grupo satélite da companhia e estreia a peça “Casado à Força”. O grupo também possui uma produtora, agência de publicidade e duas salas de cinema na capital de Moçambique.

Sinopse: Cheia de intriga e de momentos engraçados, “A Demissão do Sô Ministro” é uma peça que transporta o imaginário do espectador para as mais rocambolescas situações em que se vê envolvido um ministro recém-nomeado que, não tendo casa para morar, vai viver em um hotel. Para completar, tem ainda a presença de sua irmã sempre pronta a tirar vantagem da posição do irmão e um assessor “prestativo” na busca de benefícios pessoais.

Ficha Técnica
Direção: Gilberto Mendes
Texto: Gilberto Mendes
Elenco: Beatriz Munguambe, Emelda Macamo, Joana Fartaria, Joanett Rombe, Elísio Cuinica, Frederico Eduardo, Gilberto Mendes, Samuel Malumbe, Vasco Condo
Direção Musical: N’Star e Gilberto Mendes
Figurino: Companhia de Teatro Gungu
Duração: 80 min.

Teatro Sesc Ginástico
Dias: 18/07 – Domingo
22/07 – Quinta-feira
25/07 – Domingo

Espetáculo: Só Cheira Borracha
Grupo: Companhia de Teatro Kudumba
Origem: Maputo / Moçambique

A Companhia: A Companhia de Teatro Kudumba foi fundada em 2000, pela moçambicana Cândida Bila. Atuando em teatro, cinema e TV, os seus integrantes já produziram três peças de teatro, participaram de longas-metragens, com destaque para o filme “Ali”, de Michael Man, e lançaram uma nova fase da televisão de Moçambique, criando a primeira série televisiva no país, “Sorriso”, distribuída para mais cinco países.

Sinopse: Em uma família de três irmãos, aquele que é a base de sustento morre vitimado pela AIDS. Na busca de soluções, os irmãos se separam e tentam a sorte na capital Maputo. Lá, um deles consegue trabalho como empregado doméstico na casa de uma mulher ambiciosa que deseja ver os seus filhos casados com noras e genros ricos, porém mais uma tragédia se abaterá quando um dos filhos contrai a doença e a transmite para a sua mulher.

Ficha Técnica
Texto: Cândida Bila
Direcção: Cândida Bila
Elenco: Paulo Sérgio, Cândida Bila, Margarida Madina, Messias Grachane, Mário Mabjaia, Amina Abudo
Cenário: Cândida Bila
Coreografia: Noé Manjate
Figurino: Cândida Bila
Luz: Hermínio Ricardo
Duração: 80 min.

CAIXA Cultura - Teatro Nelson Rodrigues
Dias: 16/07 – Sexta-Feira
23/07 – Sexta-Feira


ANGOLA

Espetáculo: Olímias
Grupo: Companhia de Teatro Dadaísmo
Origem: Luanda / Angola

A Companhia: A Companhia de Teatro Dadaísmo surgiu em 2006 com a proposta de levar o Movimento Dadaísta ao teatro. Com sede na União dos Escritores Angolanos, o grupo é formado por professores, universitários e atores reconhecidos no país. Além da produção de peças teatrais, a companhia também oferece cursos e workshops.

Sinopse: "Olímias" conta a história de três filhos gerados por uma trama de amor e ódio, por um pai infiel, fazendo cair uma maldição sobre eles. Agora, o pai terá que pagar pelos seus erros e sentir a ira da vingança. Assistirá a tudo de forma passiva, os seus filhos se amando e se apunhalando, até que é chegado o momento do cumprimento da profecia.

Ficha Técnica
Direção: Hilário Belson
Dramaturgia: Hilário Belson
Elenco: Simão Paulino, Aurio António Pereira Quicunga, Cilana de Fátima da Silva Manjenje, Hilário Belson
Cenografia: Sidónio António
Figurinos: Sidónio António
Luz: Sidónio António
Duração: 90 min.

Teatro Sesc Tijuca
Dias: 17/07 – Sábado
18/07 – Domingo
22/07 – Quinta-feira



Espetáculo: 4’ 30”
Grupo: Miragens Teatro
Origem: Luanda / Angola

A Companhia: Um dos mais premiados grupos de Angola, o Colectivo Miragens Teatro foi fundado em 7 de Junho de 1995, em Luanda, na comunidade religiosa de São Luís. Sua principal proposta é utilizar o teatro para formar e informar com base em um profundo trabalho de pesquisa sobre a história de Angola, o que o levou a ser considerado um “ grupo escola”.

Sinopse: Partindo de depoimentos reais, "4 e 30" reconstitui a noite do desabamento do prédio da Direção Nacional de Investigação Criminal, do governo de Angola, também usado como prisão local. A peça leva o público a uma viagem sobre o que teria acontecido às dez senhoras que se encontravam nos escombros, na famosa “cela das meninas”. No espectáculo, elas contam as suas experiências em relação ao fato de terem sido presas, assim como o dia de saída que está prestes a chegar.

Ficha Técnica
Direção: Walter Cristóvão
Dramaturgia: Cris Wall de Sá
Elenco: Ruth Marcela Mateus Da Silva, Mariano Lourenço António, Cerafina Muhongo, Isaldina Antónia Sequenha, Carla Lutumba, Fernandes Martins Rodrigues, Wime Braulio Martins, Eliseu Patrício Diogo, Sizainga Raul
Cenografia: Rodrigo Fernandes
Luz: Antóio Cali
Duração: 70 min.

Teatro Sesc Ginástico
Dias: 17/07 – Sábado
23/07 – Sexta-feira


GUINÉ BISSAU


Espetáculo: Maria – Ritual das Parideiras
Grupo: GTO - Bissau
Origem: Bissau / Guiné Bissau

A Companhia: Logo após a sua formação, em 2004, o Grupo de Teatro do Oprimido "GTO -Bissau" viajou pelo país com a sua primeira peça: "Casamento Precoce, Marginalização, Impunidade e Corrupção". O grupo conta com 25 membros, sendo 13 multiplicadores e 12 atores em atividade. A equipe trabalha em todas as regiões de país, participando de forma ativa na mobilização social e na educação comunitária, em áreas como: saúde, educação, justiça, meio ambiente, saneamento, violência doméstica, gênero, entre outros.

Sinopse: Maria é uma jovem recém-casada. Ela conversa com o marido sobre o futuro que desejam para si e concordam em ter filhos, mas não imediatamente, pois uma gravidez inviabilizaria os sonhos dela. O tempo passa e o marido já não se mostra tão amoroso, gerando um enfrentamento entre ambos. O espetáculo é uma metáfora de uma cerimônia tradicional na etnia Felupe, que reúne as mulheres para celebrar sua fecundidade e seu poder com rezas, canto, danças e bebidas.

Ficha Técnica
Direção: Bárbara Santos e Alessandra Vanucci
Criação / Concepção: GTO - Bissau
Elenco: José Carlos Lopes Correia, Serando Camara Baldé, Edilta da Silva, Claudina Joaquim Silva Gomes e Roqui Conté.
Cenário: Domingos da Silva
Duração: 60 min.

Espaço SESC - Arena
Dias: 15/07 – Quinta-feira
23/07 – Sexta-feira


BRASIL

Espetáculo: Ferro em Brasa
Grupo: Os Fofos Encenam
Origem: São Paulo / Brasil

A Companhia: Os Fofos Encenam surgiram em 1992, no curso de Artes Cênicas da Unicamp. No ano 2000, Os Fofos montaram “Deus Sabia de Tudo...”, de Newton Moreno, espetáculo que marcou a transformação do grupo em companhia profissional de teatro de repertório. Em 2006 encenaram “Ferro em Brasa”, contemplado com o Prêmio Myriam Muniz - FUNARTE – Petrobrás e que também recebeu indicação ao Prêmio Shell na categoria especial pela pesquisa em circo-teatro e melhor atriz (Cris Rocha).

Sinopse: “Ferro em Brasa” é um drama trágico que valoriza a estética do circo-teatro. Às vésperas de seu casamento, uma jovem de uma aldeia portuguesa percebe que seu noivo não a ama mais, pois ele estaria apaixonado por sua mãe, a futura sogra. Ao descobrir este romance, o sogro traído mata o casal de maneira violenta, o que leva a jovem noiva à loucura.

Ficha Técnica
Concepção Geral e Direção: Fernando Neves
Texto: Antonio Sampaio
Adaptação: Newton Moreno
Assistente de Direção: Luciana Lyra
Elenco: Alex Gruli, Carlos Ataíde, Carol Badra, Cris Rocha, Eduardo Reyes, Erica Montanheiro, Chico Carvalho, Kátia Daher, Marcelo Andrade, Maria Stella Tobar e Paulo de Pontes
Direção Musical e Pianista: Fernando Esteves
Figurino: Leopoldo Pacheco e Carol Badra
Cenário: Leopoldo Pacheco e Marcelo Andrade
Iluminação: Eduardo Reyes
Duração: 78 min.

CAIXA Cultura - Teatro Nelson Rodrigues
Dias: 15/07 – Quinta-feira
24/07 – Sábado
25/07 – Domingo


Espetáculo: Drummond 4 tempos
Grupo: Cia Novo Ato
Origem: Goiás / Brasil

A Companhia: A Cia de Teatro Novo Ato surgiu em 2000 numa intensa pesquisa estética e corporal que culminou com a montagem de "O Caso do Vestido", adaptação do poema de Carlos Drummond de Andrade, vencedor de vários prêmios no Festival da FETEG -2003. Desde 2004, a Cia vem realizando apresentações visando um trabalho de difusão do teatro, contabilizando mais de 60 cidades e oitocentas apresentações.

Sinopse: O Espetáculo "Drummond 4 Tempos" é dividido em 2 comédias e 2 dramas dentro do vasto universo de Carlos Drummond, abordando as relações humanas em seus vários aspectos e peculiaridades do cotidiano da cultura brasileira. Há uma variação de ritmos, situações e personagens que compõem a sucessão das cenas. São elas: "Os Dois Vigários", "A Morte do Leiteiro", "O Caso do Vestido" e "Drummonzinho".

Ficha Técnica
Direção: Luiz Cláudio
Texto: Carlos Drummond de Andrade
Elenco: Luiz Cláudio, Marília Ribeiro
Trilha Sonora: Tony Rajuso
Cenário: Jairo Rodrigues
Figurino: Ivete Portela
Iluminação: Roosevelt
Duração: 80 min.


Sesc Rio Casa da Gávea
Dias: 15/07 – Quinta-feira
23/07 – Sexta-feira
25/07 – Domingo


Espetáculo: A Mulher que Ri
Grupo: Barracão Cultural
Origem: São Paulo / Brasil

A Companhia: Criada e dirigida pela atriz Eloisa Elena e pelo músico Dr Morris em 2001, a produtora Barracão Cultural realiza espetáculos musicais e de teatro, com a proposta de criar trabalhos que priorizam a pesquisa de temas e de linguagem, e que sejam acessíveis a diferentes públicos.

Sinopse: Um homem relembra seu relacionamento com os pais durante sua juventude e como o incrível bom humor de sua mãe transformou sua percepção da vida. Ele tenta reconstituir seu passado, achar sujeitos, verbos e objetos que possam nortear sua história. Em meio a essa busca, ele se encontra mais jovem e, como que suportando sobre si o peso da própria existência, consegue, finalmente, dar o ponto de partida para sua caminhada em busca do tempo perdido.

Ficha Técnica
Direção: Yara de Novaes
Assistente de Direção: Miriam Rinaldi
Dramaturgia: Paulo Santoro
Elenco: Eloisa Elena, Fernando Alves Pinto, Plínio Soares
Cenografia e Figurinos: André Cortez
Luz: Fabio Retti
Duração: 55 min.

Espaço SESC - Arena
Dias: 17/07 – Sábado
18/07 – Domingo
22/07 – Quinta-feira


CABO VERDE

Espetáculo: Androgínia
Grupo: Centro Cultural de Mindelo
Origem: Mindelo / Cabo Verde

A Companhia: O Grupo de Teatro do Centro Cultural do Mindelo é resultado do XIII Curso de Iniciação Teatral, promovido pelo Centro Cultural Português – Instituto Camões / Pólo do Mindelo e Centro Cultural do Mindelo. O grupo é formado pelos alunos participantes do curso e pretende ser mais uma contribuição para a promoção e o desenvolvimento do teatro cabo-verdiano.

Sinopse: "Androgínia" apresenta um casal dentro de um vínculo emocional patológico, de recusa de autonomia e identidades distintas, e de adesividade crônica. A peça discute a volência doméstica, evidenciando a oposição existente entre homem x mulher, agressor x vítima.

Ficha Técnica
Direção: Caplan Neves
Texto: Caplan Neves
Elenco: Caplan Neves, Idaletson, Genu Delgado
Luz: Adilson Spínola
Cenário: Caplan Neves
Figurino: Caplan Neves, Genu Delgado e Suzi Maocha
Música: Caplan Neves, Éder Fonseca
Duração: 80 min.

Sesc Rio Casa da Gávea
Dias: 16/07 – Sexta-feira
24/07 – Sábado


TIMOR LESTE

Espetáculo: Saramau
Grupo: Grupo Arte Lorosae
Origem: Timor Leste

A Companhia: A companhia foi criada em 2009 a partir da oficina teatral itinerante, ministrada pela atriz e produtora Tânia Pires e produzido pela TALU Produções.

Sinopse: Durante a ocupação do Timor-Leste pela Indonésia, na década de 80, Saramau, seguindo a tradição de seu país, casa-se com o seu primo direto sem amá-lo. Apesar desta distância amorosa, ambos têm uma história comum e envolvem-se na rede clandestina, que acreditava na libertação do seu povo. É neste contexto de cumplicidade e luta que Saramau descobre que o ama José, partilhando profundamente dos seus valores.

Ficha Técnica
Direção: Carolina Pereira Rodrigues
Texto: Carolina Pereira Rodrigues e Milena da Silva
Elenco: Waldo Luna e Milena da Silva
Luz: Valmyr Ferreira
Cenário: Celso Paiva


Teatro Sesc Tijuca
Dias: 16/07 – Sexta-feira
23/07 – Sexta-feira


SÃO TOMÉ

Espetáculo: O Pagador de Promessas
Grupo: Grupo Fôlô Blagi
Origem: São Tomé / São Tomé e Príncipe

A Companhia: O Grupo é vinculado ao Centro Cultural Guimarães Rosa, da Embaixada do Brasil na República Democrática de São Tomé e Princípie e foi criado com o intuito de divulgar a cultura brasileira no país. Foi formado em 2008, a partir de uma oficina de dois meses realizada pela diretora e Professora Doutora da Universidade de Brasília, Izabela Brochado. Além do trabalho com o teatro de atores, o Grupo atua também com a linguagem do teatro de bonecos e tem apresentado em todo o país.

Sinopse: Nesta adaptação livre de “O Pagador de Promessas”, de dramaturgo brasileiro Dias Gomes, feita por atores santomenses, Brasil e São Tomé se misturam e a praça onde se desenrola toda a ação do espetáculo, se torna um espaço de encontro e de reconhecimento da influência africana na cultura brasileira.

Ficha Técnica
Texto: Livre adaptação de Izabela Brochado sobre a obra “O Pagador de Promessas”, de Dias Gomes
Direção: Izabela Brochado
Trilha Sonora: Jacy Braga e grupo
Figurino: Izabela Brochado e Terezinha Assis
Cenário: Kwame de Souza
Elenco: Amador Pinto Fernandes, Ana Clara da Trindade Tavares, Azinilda Duarte Lopes Fernandes, Alain do Sacramento Viegas, Nelson Vila Nova Vaz António, Inocêncio Ferreira da Costa Lima
Duração: 90 min.

Teatro Sesc Tijuca
Dias: 15/07 – Quinta-feira
24/07 – Sábado
25/07 - Domingo

A TALU PRODUÇÕES E MARKETING foi fundada pela atriz e produtora cultural Tânia Pires e pela jornalista e publicitária Luciana Rodriguez, a partir da idéia comum de desenvolver um trabalho abrangente e diferenciado de viver a cultura.

A proposta do trabalho se sustenta no modelo de transformação, através do investimento na diversidade e na fomentação da criação do artista. A filosofia da TALU se apóia na possibilidade de incentivar, divulgar e disseminar talentos nas mais diversas manifestações.

Com transparência nas relações e ousadia a TALU cria, planeja, desenvolve, produz e executa projetos culturais e sociais, desempenhando seu papel no mercado de forma ética, compromissada e singular.

A idéia do FESTLIP surgiu quando em uma viagem a Moçambique, África, Tânia Pires teve a oportunidade de dar aulas de teatro e conhecer de perto a manifestação artística de seu povo. A experiência de ver a diversidade das artes cênicas, através da língua portuguesa, motivou uma pesquisa sobre o teatro em todos os países que falam o português, nascendo então o FESTIVAL DE TEATRO DA LÍNGUA PORTUGUESA.

Diretora Artística e de Produção: Tânia Pires
Atriz, formada pela CAL (Casa de Artes de Laranjeiras) e Produtora Cultural, graduada em Produção e Política Cultural pela Universidade Cândido Mendes-R.J. Experiência em produção, elaboração e realização de projetos culturais, leis de incentivo, captação de recursos e confere oficinas e palestras no Brasil e fora do país. Idealizadora do FESTLIP - Festival de Teatro da Língua Portuguesa que em 2010 vai para sua 3ª. Edição, trazendo para o Rio de Janeiro espetáculos e companhias teatrais de todos os países da língua portuguesa: Angola, Cabo Verde, Moçambique, Portugal, Guiné-Bissau, São Tomé e Príncipe e Timor Leste.

Diretora Executiva: Luciana Rodriguez
Publicitária e jornalista, graduada pela PUC-R.J, com Pós-Graduação em Marketing Estratégico pela ESPM - R.J. Atua no mercado como Executiva de Marketing há 20 anos, com larga experiência em concepção, planejamento, desenvolvimento, implementação, execução e gerenciamento de projetos em diversos segmentos

PRODUÇÃO FESTLIP 2010

Coordenadora de Produção: Vânia Matos
Coordenadora de Comunicação: Artur Malheiros
Supervisora de Produção: Nashara Silveira
Administração Financeira: Ouro Verde
Site - Design & Desenvolvimento: Ismael Lito
Mídia Impressa: Portas Design

Mais informações no website: www.festlip.com

Wednesday, June 16, 2010

Curso Profissional de Teatro de Lisboa






A Barraca e a Fundação António Silva Leal acabam de assinar um protocolo, donde resulta a criação do Curso Profissional de Teatro de Lisboa.
O Grupo de Teatro A Barraca, companhia com longos anos de experiência assinou um protocolo com a Fundação António Silva Leal, Instituição esta que já tinha à sua responsabilidade o IDS - Instituto para o Desenvolvimento Social, escola profissional de Animação Social, desde 1992.
O protocolo tem como objectivo alargar a escola a uma nova área e construir um curso profissional de teatro em Lisboa, possibilitando a obtenção da equivalência ao 12º ano. Aprovado pelo Ministério da Educação, este curso virá responder e preencher uma lacuna para muitos alunos que tendo concluido o 9º ano e tendo interesse na arte teatral, procuravam sem sucesso a via profissionalizante, sem encontrar alternativas no Concelho de Lisboa, optando às vezes por cursos que não correspondiam ao seu desejo e ,quem sabe ,à sua vocação.
Ambas as Instituições reconhecidas como de utilidade pública pretendem assim ter uma palavra na formação de futuras actrizes e actores que escolham esta via de ensino para chegarem à profissionalização.
Para mais informações e pré -inscrições para o ano lectivo de 2010/ 2011, contactar o IDS pelo número 218494688.
Jovem: O Teatro é uma Arte e não é por isso que deixa de ser uma bela saída profissional. Além disso, se uma vez feito o 12º ano o Palco não te tiver apaixonado, pelo menos falarás melhor, dominarás melhor o teu corpo, a tua língua, as tuas emoções e estarás humanamente mais apto a seguir qualquer outra carreira.

"The Blue Flower" brevemente em Cambridge pelo American Repertory Theater

5 anos de Billy Elliot no West End.

Últimos Dias para votar nos Prémios de Teatro Guia dos Teatros




Encerram esta semana as votações para os Prémios de Teatro Guia dos Teatros 2009. Se ainda não votou vai a tempo. Vá a www.premiosguiadosteatro.blogspot.com descarregue o boletim, preencha com os seus favoritos do ano que passou e envie por e-mail para entrarempalco@entrar-em-palco.pt

teatromosca ganha prémio em França








A leitura encenada "As Três Vidas de Lucie Cabrol", com texto do escritor inglês John Berger e direcção de Pedro Alves, foi apresentada em Lille (França), no Festival Les Eurotopiques, no dia 3 de Junho, onde foi distinguida com um Prémio Especial do Júri do Festival (num certame que premiou a obra "Hidden Birds", texto de Ewan Downie com direcção de Abigail Anderson), depois de ter sido estreada no passado dia 30 de Maio, no Festival de Sintra. O teatromosca participará ainda na iniciativa "Teatro aos Molhos" promovida pelo Teatro o Bando em Vale dos Barris, no dia 4 de Julho.
trilogia "dos seus trabalhos", a partir dos romances "Pig Earth" (1979), "Once in Europa" (1983) e "Lillac and Flag" (1990), do aclamado escritor e crítico de arte inglês, inicia-se com a criação do espectáculo "As Três Vidas de Lucie Cabrol", que estreará, em versão final, no dia 18 de Novembro de 2010 no Instituto Franco Português, em Lisboa.

Durante o mês de Junho, continuarão a apresentar "Retratinho de Darwin", em escolas do concelho de Sintra, e "Retratinho de Paula Rego", no Forum Cultural de Alcochete, e, simultaneamente, preparam já a criação de quatro novos espectáculos inseridos neste projecto para a infância e juventude.



As Três Vidas de Lucie Cabrol
leitura encenada a partir de Pig Earth, de John Berger
direcção| Pedro Alves

PRÉMIO ESPECIAL DO JÚRI

no Festival Les Eurotopiques
Lille [França]


Lucie Cabrol é uma pequena mulher, filha de camponeses, na França do princípio do século XX. Abandonada pelo seu amante, Jean, e banida pela família, Lucie vive à margem e sobrevive durante a sua segunda vida contrabandeando mercadorias para o outro lado da fronteira. Mas só na sua terceira vida - na morte - descobre a esperança e o amor.

«As Três Vidas de Lucie Cabrol», será o primeiro espectáculo da trilogia «dos seus trabalhos», que o teatromosca começará por produzir em 2010, a partir de textos de John Berger. No âmbito desta trilogia, em 2011, estrearão os espectáculos «Europa» e «Tróia». Depois de, em 2002, ter estreado «Dog Art», o teatromosca regressa ao universo do celebrado escritor inglês, com um conjunto de textos que documentam a vida dos camponeses, num estilo literário que mistura ficção e não-ficção, falando do quotidiano de uma pequena comunidade rural nas montanhas, elaborando um retrato provocador do modo de vida camponês, reflectindo sobre a sua cultura e o seu progressivo desaparecimento.

As Três Vidas de Lucie Cabrol
Texto|John Berger Tradução, adaptação e direcção|Pedro Alves Assistência de direcção|Diana Alves Música original|Irina Tuvalkina Figurinos|Catarina Varatojo Cenografia|Pedro Silva Grafismo|Alex Gozblau Produção|teatromosca Co-produção|Festival Les Eurotopiques (Lille), Festival de Sintra, Centro Cultural Olga Cadaval (Sintra), Instituto Franco Português (Lisboa), Teatro O Bando (Palmela), GEIC (Castro Daire) e Teatro Punto (Girona)

Interpretação|Filipe Araújo, Joana Manaças, Yolanda Santos e João Vicente (actores) e Irina Tuvalkina (música)

JOHN BERGER [autor]
Nasceu em Londres em 1926, neto de um comerciante húngaro emigrado de Trieste e filho de um antigo oficial da Primeira Grande Guerra e de uma sufragista londrina de família proletária. As marcas da guerra no futuro incerto do seu pai, o radicalismo político da mãe e a dureza da escolaridade britânica, fariam dele anarquista aos quinze anos, desertor do preparatório de Oxford aos dezasseis e aluno rebelde, mais tarde, na Escola Central de Belas Artes. “No meio dos escombros dos bombardeamentos e das sirenes de alarmes de ataques aéreos, perseguia-me uma única ideia: queria desenhar mulheres nuas. Todo o dia", escreve num ensaio. Depois do fim da guerra, a fé Marxista (que nunca a filiação partidária), outra escola de arte - desta vez em Chelsea, com professores como Henry Moore - e o primeiro ofício, com uma coluna semanal de crítica de arte no New Statesman e no Tribune, editado por George Orwell. Depois seguiu-se uma mescla de crítica, ficção e política: o escândalo do seu primeiro romance, A Paintor Of Our Time, duramente criticado pela sua aparente simpatia com a Hungria pró soviética; o êxito inesperado do seu ensaio Modos de Ver; o Booker Prize pelo seu romance G, com o prémio doado, em parte, às Panteras Negras; o seu exílio definitivo no continente, numa comunidade de camponeses nos Alpes franceses e a sua actual dupla vida pendular, dividida entre um subúrbio parisiense durante o Inverno e a povoação alpina no Verão. Afastado, por decisão própria, da casa familiar, instituições escolares, da vida académica, da comunidade literária e da pátria, John Berger é um exilado reincidente e voluntário. A sua inadequação natural aos limites da própria cultura, dos credos religiosos e dos dogmas partidários deriva em intensidade e corresponde-se com um diletantismo deliberado entre o ensaio, a ficção, o desenho, o cinema, a poesia, o drama, como se também na arte, na tensão entre a imaginação e a razão, imagem ou palavra, buscasse um território mais livre. Escreveu, entre outras obras, Art And Revolution; The Sucess And Failure of Picasso; To The Wedding: A Novel; A Fortunate Man: The Story of a Country Doctor; a trilogia Into Their Labours (Pig Earth, Once in Europa e Lilac and Flag); King – A Street Story; E os Nossos Rostos, Meu Amor, Fugazes como Fotografias (editado em Portugal pela Quasi Edições); Aqui nos Encontramos (editado pela Civilização); peças de teatro (The Vertical Line e no Theatre de Complicité); poesia; escreveu o argumento para filmes de Alain Tanner (Jonas Que no Ano 2000 Terá 25 Anos; A Salamandra); colaborou com a companhia de dança Mal Pelo (Testimoni de llops; He Visto Caballos), da Catalunha.

"Vai Vem" no Club Estefânia





Graça Lobo regressa!







BECKETT/JOYCE
Com Graça Lobo, Virgílio Castelo e Jorge Silva Melo Tradução Miguel Esteves Cardoso, José Maria Vieira Mendes, Jaime Salazar Sampaio Apoio Técnico Dominic Le Gué Apoio à Produção Artistas Unidos

As palavras inconfundíveis de dois dos maiores escritores do século XX através de cartas, excertos, do monólogo de Molly Bloom ao monólogo de Lucky, uma visita demorada a dois dos grandes mistérios da literatura.
Integrado no Festival do Silêncio, no Instituto Franco-Português, 4ªf 16 às 21h30.
Entrada livre.

"CHANGES" no Teatro Nacional D. Maria II








direcção Pedro Penim
professores responsáveis:
design de cena António Lagarto
dramaturgia Armando Nascimento Rosa
produção Marisa F. Falcón e Miguel Cruz
professores de apoio:
voz Maria Repas
corpo Luca Aprea

alunos actores Ana Marta, David Granada, Emilio Sanchez, Gustavo Vargas, João Duarte Costa,
Manuel Moreira, Marta Barahona Abreu, Nuno Fernandes, Nuno Leão, Óscar Silva, Paulo Neto,
Pedro Barreiro, Samuel Alves e Tiago de Almeida Dias
alunos de design de cena Carmo Medeiros, Miguel Morazzo e Rute Reis
alunos de dramaturgia Ricardo Marques
alunos de produção Catarina Mendes, Francisca Rodrigues e Joana Galeano
gabinete de produção ESTC Pedro Azevedo, Conceição Alves Costa e Rute Reis
mestra de guarda-roupa ESTC Olga Amorim
apoio à construção de cenografia Oficina do TNDM II
parceria TNDM II e Escola Superior de Teatro e Cinema
M/16

CHANGES, o espectáculo que não é espectáculo porque é exercício, mas que é espectacular.
Os finalistas do curso de teatro da Escola Superior de Teatro e Cinema têm o orgulho de apresentar:

CHANGES, espectáculo construído a partir de canções, video clips, situações inesperadas, entrevistas, comentários do youtube, artistas plásticos, Dieter Lesage, revistas, banda desenhada, chats, vídeos virais, filosofia, cinema, hot medium, design, rapidshare, estrelas pop, rock, Jankovski, glam, retro, vintage, new wave, protopunk, freaks, do amor, da guerra, programas de outros espectáculos, sacos de plástico, telemóveis, brinquedos, ócio, cortes superficiais, cultura geral, quarto do Paulo, internet, Giorgio Agamben, nada, cabeleiras, ditaduras, souvenirs, pirataria, fotos, passeios na praia, M. Craig Martin, copos de água, adereços em porcelana, metereologia, Beuys, idiossincrasias, cold medium, colagens, brancas, beijos, publicidade, Warhol, coisas, ineficácia, poemas, fontes, estátuas, pontes, latas, caixas, pianos, discurso directo e indirecto, cinismo, Duchamp, lagostas, estética relacional, público, identidade, efémero, imanência, co-presença, estilo, laranjas, plágio, vietnamitas, ucranianas, brasileiras,
portuguesas, Sierra, streaming, difusão, 3G, diários, semanários, mensais, implantes, denúncias, mal-entendidos, Babel, mediatismo, tele-vendas, Bourriaud, sociedade de figurantes, mito, produtividade, simbolismo, jardins, zeitgeist, teatralidade, Virilio, psyche, prazos, pc, conferências, Groys, vigilância, mac, tigres, God speed…

Este exercício procura apresentar-se numa forma instável de renovação constante. Feliz Ano Novo! E recomeça. A grande interrogação proposta é se poderá haver uma presunção de que há qualquer coisa para ensinar, para transmitir, no que à arte diz respeito.
A decisão de, pelo menos, tentar manter as incoerências próprias de um diálogo deste género feito em conjunto é a
única justificação para o título do espectáculo, mesmo que estas incoerências se percam depois de cada um dizer o que pensa.
São estes momentos de incoerência que são o centro da discussão. É fundamental provocar essa mesma instabilidade para que se gere conhecimento, e a dúvida para que se possa definir um percurso.
“Ch-ch-changes, pretty soon now you’re gonna get a little older.” David Bowie
Pedro Penim

CHANGES foi uma mudança que se instalou em todos os que participaram no projecto. Todas as semanas os alunos trabalharam temas diferentes com um grupo de pessoas diferentes, e é nessa mudança instalada que se define o carácter deste espectáculo.
Como no Project Runaway, um reality-show onde os participantes são aspirantes a estilistas e são constantemente postos à prova, também esta turma foi incumbida de missões que teria de cumprir no espaço de uma semana.
Na fase inicial do ateliê, foram convidados artistas de diferentes áreas para introduzirem os temas que teríamos de desenvolver e, na conclusão de cada missão, seguiam-se as diferentes apresentações que funcionavam como concurso; o júri era constituído pelo professor e pelo convidado. O grupo vencedor ganhava o direito de escolher o tema que mais lhe agradasse na missão seguinte.
A dramaturgia do espectáculo constituiu-se a partir de entrevistas, conferências e ensaios onde diferentes artistas estabeleciam e problematizavam a forma como encaravam o seu trabalho. Entre textos com perspectivas mais ou menos radicais, o trabalho dos alunos era apropriarem-se desses textos e reconfigurá-los à medida das suas dúvidas e daquilo que eles queriam experimentar. O texto resultante de todo o processo serve esse propósito da constante instabilidade e mudança imposta pelos múltiplos pontos de vista que cada artista quer veicular à sua obra. É um texto que afirma e se contradiz mantendo a sua própria coerência.
CHANGES é um espectáculo que celebra a mudança e a pluralidade de possibilidades na arte, encontrando na renovação constante uma forma de melhor assimilar diferentes perspectivas artísticas.
Ricardo Marques

Teatro Viriato extrovertido





No âmbito da sua estratégia de extroversão, o Teatro Viriato leva até alguns espaços públicos de Viseu a instalação de Patrícia Portela intitulada AudioMenus (16 a 19 de Junho), um projecto que reúne uma série de peças radiofónicas de curta duração para acompanhar as refeições, para ouvir à hora do almoço ou na hora do café, em frente a um prato cheio ou a um aperitivo.
Juntamente com o pedido gastronómico, o espectador comensal pode levar para a mesa uma história escolhida a partir de um menu de 88 possibilidades.

O foyer do Teatro Viriato recebe, no dia 16 de Junho, um café-concerto com o quarteto Keefe Jackson Quartet. Constituído por alguns dos mais interessantes músicos de Chicago, o colectivo é um digno representante do universo de jazz, que imerso na tradição musical daquela cidade norte-americana, aposta na pluralidade de experiências, apresentando assim um trabalho que ora se aproxima de registos mais clássicos, ora se aproxima de improvisações mais vanguardistas. O concerto realiza-se no âmbito da parceria com o Jazz ao Centro Clube.