Wednesday, January 27, 2010

"Não se Ganha, Não se Paga" de Dario Fo no Teatro da Trindade em Lisboa







A crise chegou ao Teatro da Trindade, que estreia quinta-feira a peça "Não se Ganha, Não se Paga!", uma comédia política centrada no desemprego escrita há 36 anos pelo dramaturgo italiano Dario Fo e actualizada pelo próprio autor.

Caracterizada como uma comédia "de intervenção", esta peça que o Prémio Nobel da Literatura 1997 escreveu em 1974 e reescreveu em 2008 apresenta-nos Antónia, uma dona de casa desesperada - porque perdeu o emprego há uns meses e porque o marido, João, trabalha numa fábrica prestes a ser deslocalizada - que participa num assalto a um supermercado, levado a cabo por donas de casa como ela.

O jogo de enganos que aí tem origem surge da necessidade que Antónia tem de esconder o produto do roubo do marido, que prefere "morrer de fome a fazer alguma coisa contra a lei", e, obviamente, da polícia.

Maria Emília Correia encena esta nova versão da peça, com tradução de José Colaço Barreiros, depois de o Teatro da Cornucópia ter levado à cena a primeira versão, em 1981.

"Dario Fo adaptou o texto às convulsões económicas dos dias de hoje e isso motivou-me a encená-lo, porque me interessa falar daquilo a que eu chamo os novos rumos 'societais' e, como sou uma cidadã, como muitos outros, interessada no que acontece na nossa sociedade e, em particular, nesta crise que nos avassala, achei que teria uma premência, uma actualidade, que seria útil, até", disse à Lusa a encenadora.

"É um espectáculo de teatro escrito de uma forma muito específica - porque é uma comédia - mas que tem, de súbito, momentos gravosos e críticos sobre o que se passa hoje em dia. Dario Fo tem uma fórmula teatral própria, que passa muito pelo que é circense, pelo que é também um pouco 'commedia dell'arte', pelo que é alta comédia e pelo que é o profundo drama, quase tragédia", sublinhou.

Não é, por isso, um texto fácil - admitiu Maria Emília Correia -, "é complicado concatenar todas estas atmosferas que o texto recria e que a peça impõe ao público".

"Mas tem situações hilariantes, mesmo, muito bem construídas do ponto de vista teatral e é, por vezes - penso que vai ser - inesquecível (...), porque a forma como a história é mostrada ao público é realmente genial", observou.

Antónia é a actriz Cristina Cavalinhos, que contracena com Lucinda Loureiro (Margarida, telefonista a meio-tempo), Luís Gaspar (João, operário, sindicalista e marido de Antónia), Horácio Manuel (Luís, operário, "extremista" e marido de Margarida) e Rogério Vieira (polícia de segurança, polícia de intervenção, cangalheiro, pai e o "fantoche amarelo".

Com figurinos de José António Tenente e música original de Tiago Derriça, interpretada por Irina Brazhnik (piano) e Ricardo Torres (clarinete), "Não se Ganha, Não se Paga!" estará em cena na sala principal do Teatro da Trindade, de quarta-feira a sábado às 20h30 e ao domingo às 16h30.



Um Palco só para Olga Roriz






Aos 54 anos, a bailarina volta a protagonizar um solo. 'Electra' estreia-se quinta-feira no Teatro Camões, Lisboa.

"A minha necessidade de fazer solos é constante", diz a coreógrafa e bailarina Olga Roriz. "Mesmo quando estou a trabalhar intensamente noutras coreografias com a companhia, os solos ficam à espera de um espaço, de um tempo, de uma ideia, mas estão sempre atentos." Assim que viu a sua oportunidade, apareceu Electra . Foi surgindo como uma sombra. Apoderou-se dela. Até à explosão do palco. O espectáculo - que integra as Comemorações do Centenário da República - estreia-se quinta-feira no Teatro Camões, em Lisboa, onde fica em cena até domingo. Aqui, Olga Roriz tem, novamente, o palco por sua conta.

Quando, há dez anos, estreou, nas ruínas de Montemor-o-Velho, Os Olhos de Gulay Cabbar , a dúvida já se impunha: para uma bailarina a idade é um limite ou um desafio? Nem um nem outro, parece dizer Olga Roriz. "É óbvio que há uma dureza física. Há coisas que já não consigo fazer. Mas também há uma maior maturidade, sei exactamente aquilo que quero e posso fazer. Como bailarina-coreógrafa trabalho ergonomicamente, já não me proponho fazer aquilo que é impossível. Trabalho com o material que tenho."

Olga Roriz não se imagina a parar de dançar. "Sou uma bailarina acima de tudo e ainda há muitas coisas para dizer e para mostrar." Além disso, há o prazer. E deste prazer não se abdica: "Gosto muito de estar no palco. Gosto da exposição. São momentos muito especiais." Como coreógrafa, precisa também destes solos onde, trabalhando sozinha no estúdio, se sente a rejuvenescer: "O meu corpo fica alerta, vivo, faz-me descobrir imensas coisas e isso nota-se quando, depois, vou trabalhar com outros corpos."

"Electra surgiu-me como surgiram as Troianas, Pedro e Inês ou Isolda. São histórias de pessoas que têm a ver com o nosso imaginário", explica a coreógrafa. A sua primeira impressão foi que estava perante uma personagem "complexa, rica e solitária". "A história de Electra só me interessa como ponto de partida. O amor do pai, o ódio à mãe. Ela tem uma imagem muito forte."

Na mitologia grega, Electra, filha de Agamemnon e da rainha Clitemnestra, é uma mulher determinada que, revoltada pela morte do pai (às mãos de Egisto, amante de Clitemnestra), decide vingar-se e convence o irmão, Orestes, a matar a mãe. Na psicanálise, o complexo de Electra é a versão feminina do complexo de Édipo, designando o desejo da filha pelo pai. Mais do que isto descobriu Olga Roriz ao longo da sua intensa pesquisa. "Li todas as Electras e tudo o que havia sobre a Electra. Vi tudo." Electra foi personagem em tragédias de Ésquilo, Sófocles e Eurípides e, ao longo dos tempos, a sua história tem inspirado os autores mais diversos, de T. S. Elliot a Jean Paul Sartre ou Marguerite Yourcenar. Fizeram-se peças, óperas e filmes (veja-se, por exemplo, como o mito é actualizado Mal Nascida, o último filme de João Canijo).

De tudo o que leu, Olga Roriz sentiu-se mais tocada por duas versões: a do norte-americano Eugene O'Neil em Morning Becomes Electra (1931) e a Electra do francês Jean Giraudoux (1937). De O'Neill guardou sobretudo "o lado espacial, aquele palácio de onde ela não sai, como se estivesse presa", enquanto Giraudoux lhe mostrou "o lado mais feminista" de Electra, "uma mulher muito forte e reivindicativa, com muita personalidade".

Seguiu-se então um trabalho mais de dramaturgia, feito a meias com Paulo Reis, seu antigo colaborador. "Fomos dissecando aquela mulher, escrevendo frases, sensações, pontos de partida para reflexões, motes para improvisações." É preciso saber tudo, pensar em tudo, para depois tudo esquecer no momento da criação - é mais ou menos assim o método de Olga Roriz. "Quando vou para estúdio, abro o caderno e fecho-o logo a seguir. Naquele momento, isto já tem que estar cá dentro", conta.

A personagem surge de dentro para fora. Por isso, não se espere encontrar Electra em Electra. É uma aproximação muito própria. Olga Roriz entra e sai da personagem, aproxima-se e afasta-se. "É uma construção arriscada, vai ser um embate para o público", prevê a coreógrafa. Electra aparece, senta-se, lamenta-se, não faz nada, deixa-se estar, espera. Espera muito. "É incansável nesta espera pelos seus objectivos", diz Olga Roriz. "É a minha Electra."

Maria João Caetano in DN







Scarlett estreia-se com brilho na Broadway






A estreia de Scarlett Johansson numa peça de teatro com o selo da Broadway foi um consensual sucesso, atendendo às críticas especializadas sobre o seu desempenho em A View from the Bridge, clássico do dramaturgo Arthur Miller.

O jornal USA Today, por exemplo, fala de «uma estreia encantadora», e arrisca que a escolha da actriz nascida em Nova Iorque poderá ser a mais inspirada do ano a partir de um casting feito a actores de cinema.

«Uma revelação», lê-se no remate da crítica ao musical, que estreou no domingo.

Ao lado do actor Liev Shreiber, Scarlett Johansson, 25 anos, encarna uma jovem de 17 anos de nome Catherine no Cort Theater até 4 de Abril, quando a peça sair de cena.



Orçamento da Cultura cresce 12,8 por cento, para 236,3 milhões de euros




O Ministério da Cultura vê o seu orçamento para 2010 crescer em 12,8 por cento em relação à estimativa de execução do ano passado para um total de 236,3 milhões de euros. A despesa consolidada em 2009 foi de 209,5 milhões de euros.

No final da última legislatura, o primeiro-ministro, José Sócrates, assumiu como erro ter investido pouco na Cultura. Apesar disso a cultura representa só 0,4% das despesas da administração central (em 2009 esse número era 0,3 por cento) e os gastos com a Cultura para 2010 correspondem a 0,1 por cento do PIB.

Os serviços e fundos autónomos tutelados pela Cultura absorvem uma dotação de 89,6 milhões de euros, o que representa uma subida de 0,6% em relação ao ano anterior.

Este aumento é devido sobretudo à actividade do Instituto de Gestão do Património Arquitectónico e Arqueológico e do Instituto dos Museus e da Conservação. Do conjunto dos projectos de investimento de montante superior a 5 milhões de euros destacam-se os referentes ao apoio às artes e à Casa da Música.

Os três eixos prioritários do Ministério da Cultura continuam a ser a Língua, o Património e as Artes e as Indústrias Criativas e Culturais.

No plano orçamental o objectivo é promover “o rigor na gestão e o aumento das parcerias e do funcionamento em rede com instituições públicas e privadas”. E o Ministério da Cultura assume como eixo fundamental da estratégia cultural “uma política da língua, uniformizada e eficaz” promovendo a “progressiva validação prática do acordo ortográfico e da sua generalizada opção”.

Vão ser lançadas as bases de um programa de rede de bibliotecas públicas (numa colaboração da Direcção Geral do Livro e das Bibliotecas com a Biblioteca Nacional e do Livro de Cabo Verde e o Fundo Bibliográfico da Língua Portuguesa de Moçambique), realizar-se várias feiras do livro nos países da CPLP e será também lançado o Projecto Língua, Música, Teatro, Literatura e Culinária em articulação com o Brasil.

No património assumirá grande destaque o Programa Estratégico Rede de Cidades e Mosteiros Portugueses — Património da Humanidade (2009-2012), desenvolvido pelo IGESPAR, em parceria com os municípios de Lisboa, Alcobaça, Batalha e Tomar.

Será ainda revisto o funcionamento do Fundo de Investimento para o Cinema e Audiovisual e reforçada a actuação do Instituto de Cinema e Audiovisual. A Cinemateca lançará o projecto de uma base de dados que permitirá aceder através do seu website a conteúdos como a filmografia portuguesa, a biblioteca e o arquivo fotográfico, a objectos museográficos e objectos digitais.

Isabel Coutinho in Público

"Really Old, Like Forty Five" no National Theatre em Londres



Iniciação à Prática Teatral Clown e Animação Circence






Workshop de Expressão Dramática




Workshop de Expressão Dramática por Susana Vitorino: A Alquimía do Actor

O Actor é mais que um contador de histórias: é um Alquimísta de Emoções. As emoções são a matéria prima sobre a qual o actor trabalha, modela e transforma, de forma a construir a personagem.

Como compreender o que motiva uma personagem, que mais não é que um ser humano?

Quanto melhor se conhecer a si próprio e às suas próprias respostas emocionais (normalmente condicionadas) mais apto estará a compreender as motivações e atitudes de uma personagem e a entrar na complexa teia de emoções de outro ser humano.

Este Workshop tem um cariz teórico como base, mas é maioritariamente um Laboratório de experimentação e descoberta.

Susana Vitorino: susanavitorinoworkshops@gmail.com

Responsável pelo Workshop: Susana Vitorino

Datas do Workshop

Início – 15 de Fevereiro até 17 de Maio de 2010

Segundas e Sextas das 21:00h às 23h

Investimento: 120€ por mês

Valor da Inscrição ( A inscrição é obrigatória e não reembolsável): 75€

Os alunos que pagarem a totalidade dos três meses no acto da inscrição ficam isentos da mesma.

Limite de Inscrições: 6

Local: Estúdio – Loja Avenida de Madrid nº 2-D (ao metro do Areeiro)

Forma de Pagamento: Pagamento da Inscrição e da primeira mensalidade por transferêcia bancária até ao dia 10 de Fevereiro num total de 195€.

Informações e Inscrições: Susana Vitorino ou Mafalda Teixeira

Susana Vitorino: susanavitorinoworkshops@gmail.com

Mafalda Teixeira: mafalda.ahrens@gmail.com

Nota: O preenchimento da Ficha de Inscrição é obrigatório.

NIB: 0033 0000 45342579385 05 do Millennium BCP (é favor confirmar transferência via e mail juntamente com a ficha de inscrição devidamente preenchida).

Aulas de Teatro





INSCRIÇÕES ABERTAS PARA AULAS DE TEATRO - PEQUENO PALCO DE LISBOA

Pequeno Palco de Lisboa tem abertas inscrições para turmas de:

- Iniciação (nova turma – alvo: pessoas sem experiência a partir dos 16 anos)

- Montagens (Integração em turma já existente – alvo: pessoas que já

frequentaram a Iniciação no Pequeno Palco ou fora (após análise de C.V.)

- Seniores

- Infantil (turmas dos 6 aos 10 e dos 11 aos 15)

Inicio: Março de 2010 (dependendo do numero de inscritos até à data)

Turmas com um máximo de 20 alunos e um mínimo de 15.

Preço:

- Iniciação e Montagens: 70€ e 60€ (Associados PPLX)

- Infantil – 40€

- Seniores – 50€

Inscrição: 20€ (dedutível na primeira mensalidade)

Duração: 6 meses

Horário:

. Iniciação e Montagens: Pós-laboral (20:30 às 23:00) – 2 vezes por semana

. Infantil: Sábados (das 10:30 às 13:00)

. Seniores: Segundas e Quartas (das 16:00 às 18:00)


Formadores: Rui Luís Brás, Pedro Bargado, Paula Sousa, Suzana Farrajota, Manoela Amaral.

Contactos:

Telemóvel: 969 710 195

Email: mailbox@pequenopalco.com

Workshop Voz e Dicção




A utilização correcta do aparelho vocal é fundamental, devemos utilizar sabiamente o nosso instrumento vocal. O profissional tem a voz como ferramenta de trabalho, por esse motivo tem que saber utilizá-la, conhece-la e principalmente conservá-la. A má utilização da voz provoca danos a que não damos muita importância, tais como desgaste físico e psicológico. E quem necessita dela para desenvolver a sua actividade profissional tem que saber lidar com os problemas que a envolvem, tais como a respiração, porque se esta não for devidamente correcta propiciam um aumento de ansiedades que assolam o nosso quotidiano interferindo na nossa voz e postura.

Objectivos

Experimentar diferentes sonoridades a partir da ressonância corporal.

Aprender os ritmos e as articulações vocais.

Localizar a projecção da voz no espaço e as velocidades.

Desenvolver a capacidade de rentabilizar a voz.

Público-alvo

Actores, consultores, advogados, professores, vendedores e outros profissionais que utilizem a voz na sua actividade profissional.

28 de Fevereiro de 2010

Horário: 9:00 às 13:00 e das 14:00 às 18:00

Nº de horas: 8

Espassus Atl Carnide

Morada: Rua dos Táxis Palhinhas Carnide Lisboa

Website: http://joaorosaoficinasteatro.wordpress.com/workshop-vozdiccao/

"Tragédia" no Trindade







ÚLTIMOS DIAS: 27,28, 29, 30 e 31 de Janeiro

TRAGÉDIA
a partir de “As Troianas” de Eurípides, e outras memórias

um espectáculo de Ana Ribeiro
com | Maria do Carmo, Mónica Calle, Rita Só, Teresa Sobral e Vítor D’Andrade

vendas | reservas
bilheteiras 213 420 000 | 927982834
TicketLine 707 234 234 www.ticketline.sapo.pt

bilhete | € 8,00
com descontos | € 5,00 (Sócios da Fundação INATEL, Jovens -25 Anos, Grupos +10 PX, Séniores +65 Anos, Profissionais de Artes e Espectáculos)| € 7,00 (Pin Cultura, FNAC)

uma co-produção
Casa Conveniente
Teatro da Trindade | Fundação INATEL

apoio financeiro
FC Gulbenkian - Programa de Apoio a Novos Encenadores

«Jardim Zoológico de Cristal» no Teatro das Figuras







A peça de Tennessee Williams «Jardim Zoológico de Cristal» sobe ao palco do Teatro das Figuras, em faro, no sábado, dia 30, às 21h30.

A peça é encenada por Nuno Cardoso, numa co-produção da Ao Cabo Teatro com o Centro Cultural Vila Flor, Teatro Viriato, Teatro Aveirense, Theatro Circo de Braga e As Boas Raparigas…

“Jardim Zoológico de Cristal” é um texto essencial da história recente do teatro. Poisado sobre uma família em crise – porque as decisões, as possibilidades e as incapacidades pessoais de cada uma das suas personagens se cruzam com uma crise que vem de fora – parece escrita ontem, parece falar de qualquer um de nós, nestes tempos de incerteza.

A humanidade, seja ela com agá maiúsculo ou minúsculo, enfrenta, em momentos assim, um paradoxo real que coloca frente a frente o desejo, a energia vital que constrói o futuro, e a rugosidade da existência, a desadequação entre expectativas e possibilidades concretas.

Peça-memória, nas palavras do seu autor, «Jardim Zoológico de Cristal» joga num mesmo plano a reemergência no presente da angústia que sobra das grandezas «de antanho»; a dureza concreta do caminho de quem deve assegurar um presente, hipotecando a sua ideia de futuro; a dificuldade de inscrição no real de alguém que é visto, e se vê, como inadaptado; e por último, mas não menos importante, um agente do futuro que não deixa de sentir as dores e as dúvidas reais que se escondem no percurso a empreender.

Situada num tempo fora de qualquer tempo real – aquele que é activado pelas recordações de Tom, narrador que entra e sai da acção, conduzindo-a mas não podendo influenciá-la – a peça introduz variações estilísticas que, ao seu tempo, revolucionaram a linguagem teatral.

Inventor de um «teatro plástico», Tennessee Williams propõe-nos um dispositivo onde a luz, a música, a inserção de títulos e comentários, sublinham a dimensão simbólica do espectáculo.

Os bilhetes para o espectáculo custam dez euros, com descontos de 25% para maiores de 65 anos e preço único de cinco euros para menores de 30 anos.

SINOPSE:

A obra de Tennessee Williams traz-nos uma galeria de personagens singulares, pessoas que são símbolos embora sofram e vivam como pessoas normais.

Partindo de uma narrativa/memória com fortes marcas autobiográficas, Williams inspira-se em Tchekov para nos oferecer pessoas comuns que parecem carregar sobre si as angústias, os dilemas, o desejo de felicidade de toda a humanidade.

A escolha deste texto sintetiza todo um programa artístico: o reexercício, por uma equipa jovem, mas com créditos firmados, de um modelo criativo que desafia uma linguagem de aparente verosimilhança e imediatismo mimético para chegar a uma linguagem que ponha em jogo o actor e o espectador português.

AO CABO TEATRO

Inicia a sua actividade no ano 2000. Foi fundada e dirigida até 2004 por Hélder Sousa.

Em 2001, Ao Cabo Teatro inicia uma relação de cumplicidade com o encenador Nuno Cardoso, da qual resultaram os projectos: Antes dos Lagartos, de Pedro Eiras (co-produção TNSJ/2001), Purificados, de Sarah Kane (2002), Valparaiso, de Don Dellilo (co-produção Rivoli e Culturgest/2002) e Parasitas, de Marius Von Mayenburg (2003).

A estes projectos, Ao Cabo Teatro assegurou a produção e uma ampla digressão nacional.

Esta colaboração permitiu criar um conjunto fixo de colaboradores que ainda hoje perdura e plasmar a co-produção e o funcionamento em rede como o método base de produção da Ao Cabo Teatro.

Em 2003, no âmbito de Coimbra – Capital Nacional da Cultura, Ao Cabo Teatro assume a realização do Festival SITE – Semana Internacional de Teatro, dirigido por José Luís Ferreira.

Depois de alguns anos de interregno, Ao Cabo Teatro está de regresso com um conjunto de projectos que vão de Williams a Tchekov ou Büchner, reafirmando uma estratégia de produção e circulação que permita o exercício criativo dos artistas que lhe estão associados e a exposição dos seus projectos a públicos alargados em Portugal e fora de portas.

Steppenwolf apresenta Garage Rep



Thursday, January 21, 2010

Votações para os Prémios Guia dos Teatros 2009 já estão abertas!!!

Estão já abertas as votações para os Prémios de Teatro Guia dos Teatros 2009. Para mais informações carregar aqui. Para fazer o download da boletim do voto carregue aqui ou na imagem.

Sunday, January 3, 2010

"Breve Sumário da História de Deus" de Gil Vicente pela mão de Nuno Carinhas no Teatro Nacional D. Maria II



“BREVE SUMÁRIO DA HISTÓRIA DE DEUS”
SALA GARRETT
08 DE JAN A 31 DE JAN 2010
4ª a Sáb. 21h30 | Dom. 16h

Na hora de eleger o seu primeiro texto enquanto Director Artístico do TNSJ, Nuno Carinhas opta por regressar a Gil Vicente, depois de em 2007 ter organizado a extroversão de Beiras. A escolha incide sobre um auto de forte pendor religioso, escassamente frequentado por leitores e encenadores: Breve Sumário da História de Deus.

Estreado na corte de D. João III “na era do Senhor de 1527”, o auto propõe um especioso mosaico de passos das Sagradas Escrituras – da Queda do Homem à Ressurreição de Cristo – e possui uma densidade retórica que, cruzando a exaltação lírica e o impulso satírico, amplia as potencialidades de representação muito para lá do mero intuito doutrinal.

Da adoração de Abel à “voz que clama no deserto” de João Baptista, passando pelas provações de Job ou pelas profecias de Isaías, Vicente promove um casting bíblico para contar (usemos, para efeitos promocionais, o título de um dos blockbusters de Hollywood) a maior história de todos os tempos. Também habitado por figuras malignas e pelas alegorias do Mundo, do Tempo e da Morte, Breve Sumário da História de Deus revela-nos, afinal, a misteriosa condição de criaturas cuja desesperada humanidade se redime na esperança de Deus.


de GIL VICENTE
encenação e cenografia NUNO CARINHAS
figurinos BERNARDO MONTEIRO
desenho de luz NUNO MEIRA
desenho de som FRANCISCO LEAL
voz e elocução JOÃO HENRIQUES
apoio dramatúrgico PEDRO SOBRADO
apoio linguístico JOÃO VELOSO
interpretação ALBERTO MAGASSELA, ALEXANDRA GABRIEL, ANTÓNIO DURÃES, DANIEL PINTO, JOANA CARVALHO, JOÃO CARDOSO, JOÃO CASTRO, JOÃO PEDRO VAZ, JORGE MOTA, JOSÉ EDUARDO SILVA, LÍGIA ROQUE, MÁRIO SANTOS, MIGUEL LOUREIRO, PAULO FREIXINHO, PAULO CALATRÉ, PEDRO ALMENDRA, PEDRO FRIAS
assistência de encenação JOÃO CASTRO

produção TNSJ
M/12







"A Cidade" da Cornucópia no São Luiz



"A CIDADE", colagem de textos de Aristófanes

(Excertos de Os Acarnenses, Lisístrata, Paz, Pluto, As mulheres que celebram as Tesmosfórias, As Nuvens, Os Cavaleiros, As Mulheres no Parlamento e As Aves)

co-produção com o Teatro Municipal de S. Luiz.

Teatro Municipal de S. Luiz, Sala Principal.

De 14 de Janeiro a 14 de Fevereiro de 2010.

Quarta a sábado às 21H00. Domingos às 16H.

Sessão com interpretação em Língua Gestual Portuguesa: 31 Janeiro às 17h30.

Tradução Maria de Fátima Sousa e Silva e Custódio Magueijo

Adaptação e colagem Luis Miguel Cintra

Encenação Luis Miguel Cintra

Cenário e Figurinos Cristina Reis

Desenho de luz Daniel Worm d’Assumpção

Música Eurico Carrapatoso

Colaboração musical João Paulo Santos

Acompanhamento Vocal Luís Madureira

Elenco Bruno Nogueira, Carolina Villaverde Rosado, Dinarte Branco, Dinis Gomes, Duarte Guimarães, Gonçalo Waddington, José Manuel Mendes, Luísa Cruz, Luis Lima Barreto, Luis Miguel Cintra, Márcia Breia, Maria Rueff, Marina Albuquerque, Nuno Lopes, Ricardo Aibéo, Rita Durão, Rita Loureiro, Sofia Marques e Teresa Madruga.

Diz-se que foi na Grécia Antiga que nasceu a Civilização Ocidental e que foi em Atenas, vários séculos antes de Cristo, que nasceu a Democracia. Nas comédias de Aristófanes, por sinal, um conservador, no violento e insurrecto humor com que nelas retrata a vida daquela cidade “perfeita”, nestes textos escritos há 2.500 anos, fomos encontrar o material para a composição do guião de um espectáculo a que chamaremos A CIDADE. É com as confusões e as dificuldades da vida numa sociedade que se quer democrática, a corrupção da sua política, o seu desejo de paz, as suas saudades do campo, a maneira como convive com os seus “poetas”, as peripécias sexuais e conjugais que se geram na coexistência do público e do privado, em suma, com a vida da polis, e através das mais que inevitáveis semelhanças com os contratempos dos nossos dias, que este espectáculo quer brincar. Uma grotesca metáfora de todas as Cidades construída por um grande grupo de actores no palco do Teatro Municipal S. Luiz, teatro da cidade de Lisboa.

Saturday, January 2, 2010

Em directo do National Theatre de Londres




"Peter Pan" no Lyceum em Edimburgo




"Elizabeth e as Águas do Pacífico" no Instituti Franco-Português






De 9 a 21 de Fevereiro de 2010 no Auditório do Instituto Franco-Português em Lisboa
Avenida Luís Bívar, 91
Reservas: 96 406 59 18
www.ifp-lisboa.com

Elizabeth e As Águas Verdes do Pacífico é a junção de dois monólogos que se completam, de Philippe Minyana e Nuno Gervásio. É a palavra em fusão, um emaranhado de questões existenciais subtis, escondidas na futilidade das histórias contadas, numa urgência extremamente forte, quase vital.
Estas personagens lutam pela sobrevivência. Pessoas comuns, iguais a nós, desta vez com um projector sobre elas, com 30 mn, 40mn de antena, não mais. É preciso contar tudo, é preciso expulsar tudo, e elas fazem-no sem pensar, sem ordenar, sem voltar atrás.
Um grande papel para as pequenas vidas destas personagens. Confundem, sem se questionar, o que elas são e o que as rodeia. Os sonhos são simples. Elizabeth sonha com a coroa de Miss. Estes objectivos são o seu único álibi existencial. A Mãe perdeu a capacidade de sonhar.
E então, a palavra é cortada, como se apaga uma luz. Nada se resolve, nada se conclui verdadeiramente. Porque, no fundo, já não há solução. Restará a esperança e os sonhos.
É sobre a vida humana, como matéria-prima do teatro, que queremos falar. Acreditamos que o teatro tem um papel fundamental na criação de opiniões e consciência, e isso é possível se o público se reconhecer no que se passa em cena. E estas duas personagens são parte de nós, são família, são vizinhas.
Estas duas mulheres lutam contra o conformismo. Tipicamente portuguesas, nascidas sob o fatalismo que assombra esta cultura, representam duas realidades distintas: a da Mãe, que, em tempos, sonhou, e cuja vida oca está longe de se parecer com os artigos das revistas côr-de-rosa que ela lê e analisa; e a da Elizabeth, que arquitecta planos no seu quarto para poder fugir.. Por um lado, o conformismo e a resignação, e pelo outro a esperança de uma existência melhor, longe, nas águas verdes do Pacífico. Enquanto a Mãe já não espera que nada mude, a Elizabeth traz em si um laivo de frescura que nos faz desejar que todos os seus projectos se concretizem.
Duas histórias humanas, reais, que se completam. Um retrato fiel de uma sociedade, de duas gerações. Uma luta contra o “deixar-se estar”, uma ode aos sonhos e à esperança. É a palavra das pessoas, a sua crueza, exposição e nudez, em toda a força e violência que o real impõe, que queremos partilhar.
Ficha Artística:
Encenação: Luísa Ortigoso
Interpretação: Maria Dias
Tradução e adaptação: Maria Dias
Autores: Philippe Minyana e Nuno Gervásio
Desenho de Luz: Vasco Letria
Figurinos: Ana Brum
Produção: Royal Teatro Livre
Apoio Instituto Franco-Português, Centro Nacional de Cultura

“Com o bebé somos sete” estreia dia 7 pela Escola de Mulheres no Clube Estefânia





A peça «Com o bebé somos sete», de Paula Vogel, comédia sobre novos conceitos de família, estreia a 07 de Janeiro, em Lisboa, com encenação de Marta Lapa e interpretação de Cristina Carvalhal, Margarida Gonçalves e Sérgio Praia.
Trata-se da primeira produção que a Escola de Mulheres - Oficina de Teatro irá estrear no Clube Estefânia, espaço que programa actualmente.
Com música original de João Lucas, cenografia e figurinos de Ana Luena, desenho de luz de Inês Pombo, design gráfico de Vasco Lopes, cenário de André Dias, Ricardo Ferreira e Carla Rosário, o espectáculo, dirigido ao público maior de 16 anos, tem produção executiva de Manuela Jorge.


COM O BEBÉ SOMOS SETE, de Paula Vogel, começa com duas crianças, especulando sobre como terá ido o bebé para a barriga da mãe e como irá sair. A elas junta-se uma terceira personagem tecendo comentários que parecem chocantes até nos apercebermos que as duas primeiras não são crianças mas mulheres adultas e lésbicas: Ruth e Anna. Percebemos que elas convenceram Peter, um homossexual, a engravidar Anna e os três procuram levar adiante o nascimento do bébé. Mas ambas já têm três filhos imaginários: Orphan, o menino criado por cães; Henry, o herói do filme Le Balon Rouge; e uma menina sobredotada, Cecil. Peter começa a achar a situação insustentável e depois duma reunião familiar, todos concordam que as crianças imaginárias devem morrer. A primeira morte é trágica, a segunda é lírica e a terceira uma paródia ao suicídio de Cassius à mão do seu escravo em Júlio César. Este é um espectáculo para três actores muito versáteis e que põe em equação os novos conceitos de família.
Texto: PAULA VOGEL
Tradução: AMADEU NEVES
Encenação: MARTA LAPA
Música: JOÃO LUCAS
Cenografia e Figurinos: ANA LUENA
Desenho de Luz: INÊS POMBO
Interpretação: CRISTINA CARVALHAL, MARGARIDA GONÇALVES e SÉRGIO PRAIA
Maiores de 16 anos
Mais informações: 915039568

Companhia Teatro Azul suspende actividade e critica Governo no atraso a apoios





A companhia Teatro Azul anunciou dia 31 de Dezembro a suspensão de actividades por tempo indeterminado, criticando o Governo por não ter cumprido os prazos estipulados de candidaturas de apoios às artes, afirmou o director artístico.
"Os produtores culturais têm prazos rigorosos para cumprir, para entregar todos os documentos, com tudo e mais alguma coisa. O próprio Governo, que fez as próprias leis com que quer trabalhar, é o mesmo Governo que não cumpre com a abertura dos concursos", criticou Nuno Miguel Henriques, em declarações à agência Lusa.
O director artístico da companhia referiu ainda que já solicitou uma audiência ao primeiro-ministro, José Sócrates, e à ministra da Cultura, Gabriela Canavilhas, com o intuito de apresentar "as perspectivas de quem anda no terreno de norte a sul do país a fazer espectáculos".
In Lusa

Ciclo de Teatro, etnografia, fado e música nova em Famalicão da Serra






A Casa da Cultura de Famalicão da Serra, no concelho da Guarda, aposta no teatro para os próximos três meses. Velho Palhaço Precisa-se, do Teatro Extremo, de Lisboa, e Vila Cacimba, nova peça do Teatro ACERT, de Tondela, são os principais destaques do 1º Ciclo de Teatro para a Família, Mas há etnografia, fado, oficinas e nova música popular portuguesa, na agenda da programação do primeiro trimestre da mais recente sala de espectáculos do concelho da Guarda.
Um Concerto de Ano Novo abre as portas à cultura que passará por Famalicão da Serra em 2010.
É já esta sexta-feira, primeiro dia do ano de 2010, que a Casa da Cultura de Famalicão da Serra arranca com a programação cultural da sua sala de espectáculos. A Banda Filarmónica de Famalicão dará, a partir das 17 horas, um Concerto de Ano Novo, que terá entrada gratuita.
Os próximos três meses trazem novidades e uma diversidade de propostas que vão desde aposta no teatro, na etnografia, fado, oficinas e concertos de grupos emergentes da nova música popular portuguesa.
O novo espaço cultural do concelho da Guarda inaugura, no final da próxima semana, a 9 de Janeiro, um ciclo de teatro especialmente pensado para as famílias, com a garantia de qualidade do Teatro Extremo, de Lisboa, com “Velho Palhaço Precisa-se”, uma peça que aborda o tema da competição feroz entre as pessoas e também as condições em que vivem os idosos na nossa sociedade, com uma proposta de reflexão às gerações futuras. Segue-se, no âmbito deste ciclo, a 27 de Fevereiro, a presença do Trigo Limpo Teatro ACERT, de Tondela, distrito de Viseu, com a sua última produção, “Vila Cacimba”, a partir de um texto de Mia Couto, um dos maiores vultos da língua portuguesa. É num ambiente de sonho e de policial, onde mora o romance e a novela mexicana, que se fundem e confundem, que seis actores colocam em cena uma história mirabolante centrada na busca de um remédio.
A 7 de Março é a vez de uma viagem fantástica à Terra dos Imaginadores, com uma oficina para crianças dos 6 aos 12 anos. Um espectáculo-oficina onde as crianças são desafiadas a habitar um mundo poético, desempenhando um papel activo no desenrolar da história. Uma viagem por um mundo a preto e branco onde antes as árvores eram da cor do arco-íris. As crianças percorrem territórios que as leva a tomar posições e reflectir sobre o medo e a capacidade de imaginar, de inventar, de criar soluções.

Etnografia em palco e música nova também
A Casa da Cultura de Famalicão reforça a presença da etnografia, ao mais alto nível, com dois dos melhores grupos folclóricos da região centro do País, recentemente destacados num concurso nacional de etnografia promovido pela Fundação Inatel. Rancho Folclórico de Santo Amaro de Azurara, de Mangualde, que vai reconstituir a matança do porco em palco, a 30 de Janeiro, e o Grupo Etnográfico Os Serranos, de Águeda, que se apresenta com três coreografias inspiradas nas tradições rurais, lendas e manifestações religiosas, além de danças e cantares.
A programação aposta nos cantares tradicionais com o Grupo “Os camponeses de Aldeia do Bispo”, a 23 de Janeiro, e o Orfeão do Centro Cultural da Guarda, a 21 de Março, ambos no âmbito da itinerância promovida pelo Projecto Andarilho. Haverá ainda fado, numa noite especial, a 19 de Fevereiro, com a presença de um grupo de fados da zona de Aveiro.
O grande destaque vai para a presença de dois dos mais inovadores grupos da nova música popular portuguesa, a 13 de Março. Os “Presença das Formigas” receberam o Prémio Zeca Afonso no Festival Cantar Abril - melhor interpretação e música original -com o tema “O Rei”. A fechar a programação de inverno, a 27 de Março, o melhor folk serrano com os enérgicos “Toques do Caramulo”. Um concerto que funde a sonoridade rude da tradição com as cores das novas músicas, num espectáculo de energia musical e interacção com o público.

Exposição sobre o queijo da Serra
“Leite, cardo e mãos frias – O queijo Serra da Estrela no Concelho da Guarda” (fotografia de Monteiro Gil e Fernando Curado Matos) é a exposição do trimestre, cuja organização e coordenação está a cargo do Núcleo de Animação Cultural da Câmara Municipal da Guarda. A inauguração é a 23 de Janeiro na sala de exposições da Casa da Cultura.

Polónia inaugura Ano Chopin no bicentenário do nascimento do compositor






O anúncio foi feito em Zelazowa Wola, a casa onde nasceu Chopin, a 80 quilómetros a oeste de Varsóvia.
Ao longo de 2010 haverá por todo o mundo 2000 iniciativas, 1200 das quais na Polónia, tendo o comissário das comemorações sublinhado a importância da efeméride para a projecção do país. O comissário polaco para o Ano Chopin 2010, Waldemar Dabrowski - antigo ministro da Cultura - declarou que as comemorações não têm como objectivo popularizar a música de Chopin, pois "esta não precisa de ser popularizada", mas destinam-se a "apresentar ao mundo a imagem da Polónia de hoje através da música de Chopin".
Por todo o mundo estão previstas 2000 iniciativas comemorativas, incluindo concertos e recitais de música clássica, jazz, blues e rock, além de bailado, exposições, espectáculos de teatro, filmes e desenhos animados.
O primeiro concerto do bicentenário está a cargo da Filarmónica de Varsóvia, hoje mesmo.
Na próxima quinta-feira, o pianista chinês Lang Lang interpreta em Varsóvia obras do compositor nascido a 1 de Março de 1810 em Zelazowa Wola.
Os momentos altos do Ano Chopin na Polónia serão em Agosto, com o festival internacional "Chopin e a sua Europa", e em Outubro, com o XVI Concurso Internacional Frédéric Chopin.
Depois de ter vivido na Polónia até aos 20 anos, Frédéric Chopin deixou o país natal em Novembro de 1830, antes da insurreição polaca contra a Rússia, e instalou-se primeiro em Viena e depois em Paris, onde morreu aos 39 anos, a 17 de Outubro de 1849.

The Price Trailer - Lyceum Theatre, Edimburgo