Saturday, November 28, 2009

Casting para Actor para Curta-Metragem







"Partiu o Mário Barradas" Artur Goulart






Encontrava-o frequentemente, quando ele vivia em Évora. Já há algum tempo, mais raramente, quando de Lisboa se deslocava para o Teatro, para os amigos. Quase sempre encontros fortuitos, de rua, sob as arcadas, na Praça do Giraldo ou em outra qualquer, mas que se transformavam de repente em conversa de amigos, sem tempo e sem pressas, mesmo que a brevidade nos assaltasse. Desfiavam nas palavras as andanças do teatro, a lúcida crítica das políticas ou não políticas culturais, os amigos comuns, um discorrer saboroso sobre as artes, o tudo e o nada da vida da cidade, os nossos Açores, sem agenda, de coração aberto. Sempre um gozo acrescido encontrar o Mário Barradas. Vou sentir-lhe a falta. Mais um hiato no coração da cidade e no meu. Faleceu no dia 19 na sua casa em Lisboa aos 78 anos. Natural de Ponta Delgada, S. Miguel, cedo a diáspora o levou. Deixou a advocacia em Moçambique para seguir a grande vocação da sua vida, o Teatro, começando por frequentar a Escola Nacional de Teatro de Estrasburgo. Em várias épocas exerceu cargos públicos, desde o Conservatório Nacional a outras atribuições ligadas ao Ministério da Cultura. E, logo um ano após o 25 de Abril, veio pôr em prática o seu grande sonho, aquilo por que sempre lutou, a descentralização do Teatro, fundando com uma pequena equipa o Centro Cultural de Évora, antecessor do Centro Dramático de Évora (1990), ainda hoje uma instituição de relevo na cidade. Foram anos de grande entrega na produção e encenação de muitas peças teatrais, numa escola de formação de actores, encenadores, técnicos, de referência nacional, na recolha e revitalização de ricas tradições populares, como os Bonecos de Santo Aleixo, hoje embaixadores das marionetas alentejanas por todo o mundo.
Excelente actor, encenador, declamador, o Mário era o mestre e exemplo de uma total dedicação ao teatro. O Cendrev num curto comunicado a noticiar o seu falecimento, afirmava: "Em Évora, fundou o projecto que foi referência da descentralização teatral em Portugal, projecto esse responsável pela formação de várias gerações de actores e germinação de novas estruturas artísticas. Mário Barradas foi um Homem do Teatro em toda a sua dimensão de actor, encenador, pedagogo e pensador de políticas teatrais."
Só conheci pessoalmente o Mário Barradas, depois de me fixar em Évora, há trinta anos. As nossas raízes açorianas depressa nos aproximaram e, por vezes, encontrávamo-nos em casa de amigos comuns em longos e animados serões. Foi num desses que o Mário me facilitou uma preciosa gravação feita por ele na Fajã de Baixo em 1975, e que guardo ciosamente, da deliciosa descrição feita por outro micaelense, Laudalino de Melo Ponte, de uma viagem à América e da ida a um concerto em Boston, com a quinta sinfonia de Beethoven.
Vê-lo representar era um prazer pela expressiva naturalidade, boa dicção, acerto e correcta medida nos diálogos, voz funda e cativante nos monólogos. Mas, tanto ou mais do que isso, sempre apreciei nele a desassombrada coerência no palco da vida.

Évora, 23 de Novembro de 2009
Artur Goulart.

Artur Goulart É natural das Velas, São Jorge, leccionou em Angra, foi Chefe de Redacção do jornal "A União" e, mais tarde, foi Director do Museu de Évora. É um especialista em Arte Sacra e tem sido o responsável pelo levantamento do tesouro artístico da arquidiocese de Évora. É autor de vários trabalhos no domínio da arte sacra. É também poeta com obra dispersa, mas sobretudo com muita criação inédita.
por: Irene Maria F. Blayer
in RTP Açores

Teatro Politeama avança com campanha publicitária em supermercados





Com dois espectáculos actualmente em cena "O Feiticeiro de Oz" e "A Gaiola das Loucas", o Teatro Politeama sentiu a necessidade de chegar ao público através de meios diferentes do que aqueles que normalmente estamos habituados a ver os teatros usar. Por isso avançou com uma inovadora campanha publicitária nos carrinhos supermercados publicitando os dois espectáculos.


O "Vulcão" de Abel Neves no Teatro Nacional






"VULCÃO"
26 Nov. a 20 Dez. 4ª a Sáb. 21h45 Dom. 16h15
na Sala Estúdio

de Abel Neves
encenação João Grosso
cenografia Rui Alexandre
figurinos Dino Alves
desenho de luz José Nuno Lima
sonoplastia Luís Aly
com Custódia Gallego
assistente de encenação Catarina Bernardo
direcção de cena Manuel Guicho
operador de som Pedro Costa
operador de luz Daniel Varela
co-produção TNDM II e ACE / Teatro do Bolhão
M/16
duração 1H35 (sem intervalo)

O espectáculo
Submissa quanto pode, e deve ser, Valdete vive os seus dias nas garras de um monstro, o seu marido Samuel. Antes de casar, sonhou com ele um amor feliz, mas depois o nascimento de um filho cego revela a natureza bizarra do seu homem. Obcecado com a ideia do extermínio, de acabar com os fracos, Samuel recolhe todos os cães que encontra e atira-os à morte, construindo perto da casa um poço semelhante ao dos antigos fojos de lobo. Uma noite, entrega o seu pequeno filho à máfia do tráfico de órgãos e, muito provavelmente também, à morte.
Prisioneira na sua própria casa, algemada, Valdete resiste ao martírio, à violação e, sempre na esperança de poder saber onde está o seu querido filho, aceita continuar a vida junto do homem que odeia. Até que ele, alcoolizado, sofre um ataque...
Vulcão não existe A génese de “Vulcão” está numa conversa que a Custódia Gallego teve comigo num dia de Maio há já uns anos. Perguntou-me então, simplesmente, se eu gostaria de lhe escrever um texto para o teatro, um monólogo. Sei que lhe disse que prefiro o diálogo e recordo-me que me disse que também ela prefere o diálogo. Estávamos, por isso, bem esclarecidos. A verdade é que todos nós praticamos a arte do monólogo, uns mais do que outros, mais em murmúrio uns do que outros, uns mais capazes de se fazerem ouvir, muitos irremediavelmente perdidos no enigma deste mundo. Valdete, a personagem que acabou por revelar-se nos primeiros passos de “Vulcão”, não tem uma vida feliz mas, apesar da infelicidade, está determinada a conquistar um apaziguamento que lhe permita reconquistar o seu supremo bem: um filho perdido. A crer nas suas palavras, irá consegui-lo e talvez seja bom estarmos simpáticos com quem não desiste de encontrar justiça, talvez até uma espécie de céu na terra, mas cada um saberá de si no que diz respeito também aos outros. E humanidade não falta por aí. “Vulcão” não é mais do que uma história que nunca existiu, mas que a fascinante disponibilidade de corpo e espírito de uma actriz consegue trazer ao palco para que possamos, talvez, não só restaurar - e para melhor - as arruinadas vidas de muitos como precaver-nos - em muitos casos também - contra os malefícios de algumas acções e que, afinal, até têm bom remédio. Não é que o teatro faça milagres, porque não os faz, mas ajuda a pensar outras vidas, possíveis e melhores, e a clarear horizontes. Nós, os que com o público andamos no teatro, ainda vamos acreditando nisso.


Abel Neves
A Humanidade consegue viver sem violência? A Humanidade pode ser feliz?
Talvez a felicidade seja possível. Talvez dependa do modo como nos posicionamos no contexto em que vivemos, do modo como somos reconhecidos pelos outros e de como nos aceitamos e nos pensamos a nós próprios.
Mas quando a intervenção de terceiros se sobrepõe à nossa vontade, quando menosprezam os traços pessoais a que damos valor em nós mesmos, e pelos quais buscamos que os outros nos valorizem: o nosso carácter, como escreveu Richard Sennett, então passamos a ser oprimidos, a tristeza instala-se e a queda toma conta de nós.
Assim é com Valdete. Mulher de forte carácter que se submeteu anos a fio ao homem que veio a revelar-se progressivamente um psicopata: Samuel, o marido.
E enquanto o dono/marido sem hesitações, sem angústias, sem respeito pelos outros, com um ódio generalizado e uma raiva patológica, numa evolução clínica negativa linear, tem o objectivo funesto de exterminar os Diferentes, Valdete despersonaliza-se, complexifica-se, tem sentimentos de divisão — quer/não quer, gosta/não gosta, apoia-se na ideia de que o filho vive algures para suportar a violência do presente.
Para sobreviver terá a vítima que exterminar o exterminador?
Valdete não está bem ficando, mas também não consegue partir. Limitada ao comportamento padrão da vítima de relação violenta, a sua única possibilidade de salvação é destruir o objecto da violência assumindo, assim, o papel violento. Tornando-se, em alguma medida, numa exterminadora.
No espaço flutuante da complexa brancura da memória, agora ou a "um milhão de anos-luz", apoiada numa grelha de gestos e acções de uma quotidianidade banal, Valdete é uma sombra, vive como que fora da vida, como se não existisse. Porventura como as sombras de Mark Rothko: sem associação directa com nenhuma experiência visível particular, mas nela se reconhecendo o princípio e a paixão dos organismos.
João Grosso

Abel Neves. Carpinteiro de versos para dizer
“Abel Neves persegue a tensão conflitual do mito, procura desocultar a sua poética, tentação de um teatro que aspira a horizontes mais largos, a viagens menos efémeras”, escrevia Carlos Porto, a propósito de “Anákis”, texto distinguido com uma menção honrosa pelo júri do Prémio de Teatro organizado pela S.P.A., em 1985. O comentário crítico de Porto abarcava ainda o imaginário dos textos “Amadis” (1985), “Touro” (1986) e a dramaturgia de “Serena Guerrilha” (1981). Eram os anos de uma vida criativa partilhada com a Comuna – Teatro de Pesquisa, colectivo com o qual se estreou como actor e com o qual estabeleceu uma relação de electiva intimidade. Os doze anos de trabalho regular na Comuna afinaram a mestria de escrita de um poeta (“Colheira do repouso”, 1982; “Eis o amor a fome e a morte”, 1998, entre outros títulos) no sentido de o tornarem um hábil carpinteiro de diálogos e de situações teatrais, ainda que com uma mão, obstinada e voluntariamente, nas estrelas, ou seja, na poesia. Desta vida e obra em conjunto resultaram, além dos textos acima referidos, a peça “Terra” (1991) e outros textos escritos em parceria como “Não fui eu… foram eles” (1982), “Pó de palco” (1985), “Festa Medieval” (1985) ou “Farsa você mesmo” (1987). Resultou também a sua participação como dramaturgista ou como actor em outros tantos espectáculos1. Mas terá resultado sobretudo na consolidação de um prolífero dramaturgo, conhecedor dos “zigues-zagues” da cena e da especificidade da palavra dita em palco. Deste período, nascerão textos que, não abdicando de uma explícita matriz poética, dialogavam quer com o Portugal semi-rural-semi-urbano da década de oitenta, quer com o projecto teatral da Comuna: de interrogação – muitas vezes paródica e derrogatória – da sociedade portuguesa e da própria natureza da experiência teatral, que se queria viva, colectiva e actuante.
Em 1996, Abel Neves iniciará novo ciclo, desta vez instigado por Graeme Pulleyn que o desafia para escrever um texto sobre lobos para o Teatro Regional da Serra de Montemuro (TRSM). Daí resultará “Lobo/Wolf”, em colaboração com Thérèse Collins (1996), trabalho que contribuirá decisivamente para a afirmação deste grupo no panorama artístico nacional. Seguir-se-ão “El Gringo” (1996), “Fénix e Kota Kota” (2000), “A caminho do Oeste” (2002), “Qaribó” (2006), “Ubelhas, mutantes e transumantes” (2006, também com o GICC- Teatro das Beiras). Com o TRSM, projecto de colorido único na cena portuguesa – onde se alia a experimentação artística a uma prática próxima da cultura popular, apostando fortemente na criação de textos originais com inspiração local – Abel Neves estrear-se-á também na encenação com “Deixem-me ressonar”, de Thérèse Collins, uma comédia sobre a velhice, os hospitais e a morte.
Entretanto, as peças de Abel Neves vão ganhando vida autónoma e em 1992 o Grupo de Teatro da Faculdade de Ciências de Lisboa estreia “Amo-te” e o Teatro Experimental de Medicina apresenta “Terra”, em 1999. Nesse mesmo ano, Abel Neves regressa à Comuna com “Inter-Rail”, em encenação de Álvaro Correia; e, no âmbito do Dramat, apresenta-se “Ostras Frescas”, integrando “Sexto sentido”, um espectáculo em torno da figura de Almeida Garrett, resultado de um exercício escrito por António Cabrita, Regina Guimarães, Abel Neves e Francisco Mangas, sob guião do primeiro. Para trás ficava a publicação de “Atlântico”, seguido de “Finisterrae” e de “Arbor Mater” (Cotovia, 1997) textos que com “Terra” compõem a tetralogia – assim denominada pelo autor – “Ciclo Simbólico para o Teatro”. Textos pautados pela elipse, pelo fragmento e por uma aura de mistério onde a Natureza se reveste de uma solene sacralização e que indiciam já alguns dos topos das obras seguintes. Assim, “Além as estrelas são a nossa casa” e “Supernova” (ambos estreados em 2000) – que vão inaugurar mais duas relações privilegiadas com estruturas de produção: A Escola da Noite e o Cendrev – são já peças de maior fôlego, que aliam diálogos breves e ágeis a um ímpeto narrativo e monológico. São obras que reputam o autor como um dos mais representativos nomes da moderna dramaturgia nacional e que, formalmente, habitam um mapa desafiador para a escrita dramática. Com efeito, os seus textos do final da década de noventa e do início do milénio vão-se inscrevendo em lugares muito caros à dramaturgia contemporânea como são os da narrativa derivativa, da pulsão rapsódica ou da tentação lírica.
Assim sendo, poucos autores dramáticos portugueses se poderão inscrever tão assertivamente no mapeamento que um autor como Jean-Pierre Sarrazac faz do drama contemporâneo, apresentando os “princípios característicos da rapsodização do teatro: recusa do “belo animal” aristotélico e escolha da irregularidade; caleidoscópio dos modos dramático, épico e lírico; reviravolta constante do alto e do baixo, do trágico e do cómico; junção de formas teatrais e extrateatrais, formando o mosaico de uma escrita resultante de uma montagem dinâmica; passagem de uma voz narradora e interrogante” (Sarrazac 2002: 230). Toda esta cartografia se pode aplicar à obra de Abel Neves.
“Supernova e Além as estrelas são a nossa casa” são colecções de pequenas histórias, fragmentárias, enigmáticas e poéticas, arrumadas num mosaico de títulos que são versos (“Os naufrágios querem-se longe, no mar”, “Vivem entre plantas e astros. É uma amizade que têm”, da primeira peça; ou “Para um dia pintar o guarda-rios” e “Eu, se não subo ao pessegueiro, morro”, da segunda). Além disso, partilham uma desarmante abordagem lúdica à escrita para teatro.
Escreve o autor: “'Além as estrelas' […] é um conjunto de trinta pequenos textos escritos para o teatro. Acredito que sete ou oito deles, agrupados em ramalhete, sejam suficientes para criar um espectáculo”. Estratégia que, inegavelmente, convida ao jogo teatral. A maior parte dos textos de “Além as estrelas…”, por detrás de narrações mais ou menos líricas, de monólogos introspectivos, de pequenas situações dialogadas, de exaustivas didascálias (e até mesmo de uma “Muito curta metragem com regador”), esconde um sinuoso denominador comum: a subliminar revelação de experiências traumáticas. A violência não é sempre nomeada, mas as narrativas vão revelando agressões físicas e psicológicas, violações e outras brutalidades, sejam elas reais ou imaginadas. E este é um fenómeno que os seus textos mais recentes parecem querer continuar. Em “Este Oeste Éden” (A Escola da Noite, 2009) cria-se um universo situado algures entre Auschwitz e Hollywood, entre “Waiting for Godot” e “The Wizard of Oz”, recriando os mitos fundadores de inspiração Cristã e cruzando-os com os lugares da humanidade contemporânea, com as nossas guerras, com as nossas cidades-império. O resultado é uma parábola intemporal que habita o espaço das emoções distendidas que o teatro do absurdo já habitou. E agora, “Vulcão”, um monólogo onde a reacção de uma mulher acossada pela violência doméstica e quotidiana, pela banalização do horror, nos faz interrogar qual o grau zero da humanidade.
O influente crítico Eric Bentley (1964) sinaliza a figuração da violência como essencial para a experiência dramática: “A violência interessa-nos porque somos violentos” (1991: 8, t.m.), afirma.
“Seria imoral não escrever sobre violência, declara Edward Bond” (2000: 34, t.m.). Mas, em relação a “Vulcão”, talvez seja Slavoj Zizek quem melhor epitomiza o poderoso texto de Abel Neves: “Às vezes, não fazer nada, é a coisa mais violenta que se pode fazer” (2008: 183, t.m.).
Rui Pina Coelho



Referências bibliográficas
Bentley, Eric, “The Life of The Drama”. New York: First Applause Printing, 1991 (1964).
Bond, Edward, “Selections from the Notebooks of Edward Bond (Diaries, Letters and Essays)”, vol.1 (1959-1980). London: Methuen,2000.
SARRAZAC, Jean Pierre (2002), “O futuro do drama”, trad. Alexandra Moreira da Silva, Porto, Campo das Letras (1981).
ZIZEK, Slavoj, Violence. “Six Sideways Reflections”. London: Profile Books, 2008.

CURRICULUM
Abel Neves
Nasceu em Montalegre, em 1956. Tem publicadas obras para teatro, muitas delas representadas, tais como: “Anákis”; “Amadis”; “Touro”; “Medusa”; “Terra”; “Amo-te”; “Atlântico”; “Finisterrae”; “Arbor Mater”; “Lobo-Wolf”; “El Gringo”; “Ostras Frescas”; “Inter-Rail”; “Fénix e KotaKota”; “Além as estrelas são a nossa casa”; “Supernova”; “A Caminho do Oeste”; “Amor Perfeito”; “Qaribó”; “Ubelhas, Mutantes e Transumantes”; “Provavelmente uma pessoa”; “Querido Che”; “Nunca estive em Bagdad”; “Este Oeste Éden”; “A Mãe e o Urso”; “Vulcão” e “O paraíso à espera”. Publicou ainda o livro de poesia “Eis o Amor a Fome e a Morte” e os romances “Corações piegas”, “Asas para que vos quero”, “Sentimental”, “Centauros - imagens são enigmas”, “Precioso”, “Cornos da Fonte Fria”. “Algures entre a resposta e a interrogação” é o seu livro de reflexões em volta do teatro. Tem obras traduzidas, publicadas, lidas e representadas na Alemanha, Bélgica, Brasil, Egipto, Escócia, Espanha, França, Luxemburgo, Hungria, Suíça e Roménia. Venceu, recentemente, a III edição do Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia António José da Silva, atribuído pelo Instituto Camões e pela Funarte – Fundação Nacional de Arte do Ministério da Cultura do Brasil.

Lançamento do livro de Mário Zambujal






Intrigas e paixões no "esquisito" ano de 2044 é o tema central do mais recente livro de Mário Zambujal. A novela 'Uma Noite Não São Dias', cheia de humor e ironia, é uma publicação da editora Planeta.
A obra conta a história"escaldante" de Grace e Antony numa Lisboa futurista, dominada pelas mulheres e pelas máquinas.
Na Lisboa de 2044, há falta de privacidade, toda a gente sabe tudo de toda a gente, portas e elevadores obedecem à instrução de vozes, a Polícia de Protecção Interna tem o seu posto na Praça da Ordem e Serenidade, a Avenida Vertical dispõe do seu próprio canal de televisão que emite aconselhamento cívico, e há um Parque das Tentações.
no Bar Novo Ciclo ACERT em Tondela

teatromosca em Dezembro





Prestes a terminar o ano, o teatromosca regressa a "casa", depois da breve passagem pelo Porto, onde estreou o espectáculo "Dor Fantasma", para preparar a conclusão das comemorações do 10º aniversário da companhia e iniciar novos projectos.
Regressados a Sintra, na Casa da Cultura de Mira Sintra, apresentaremos a leitura encenada "literaturinha.reloaded", com textos de vários autores, recuperando algumas das leituras encenadas do projecto "Literaturinha". A leitura, incluída no ciclo de leituras encenadas "MUSCARIUM", decorrerá no dia 29 de Novembro, às 18.30h. ENTRADA LIVRE
Em parceria com os Parques de Sintra - Monte da Lua, apresentaremos "Retratinho de D. Carlos", no Palácio da Pena, no dia 8 de Dezembro, às 15h e às 16.15h. Também no Palácio da Pena, no dia 13 de Dezembro, às 15h, será a vez da leitura encenada para o público infantil "O Pequeno Soldado de Chumbo", a partir do conto de Hans Cristian Andersen. No dia 5 de Dezembro, às 15h, será apresentada a leitura encenada "Alice no Jardim", a partir de "Alice no País das Maravilhas", de Lewis Carroll, no Parque de Monserrate.
Ainda no decorrer do mês de Dezembro, teremos o primeiro encontro referente ao projecto/ trilogia "dos seus trabalhos", a partir de textos de John Berger, que estreará no Instituto Franco-Português, em Novembro do próximo ano. Em Maio, assinalando o fim da primeira fase de trabalho para o primeiro espectáculo deste projecto, estrearemos, no Festival de Sintra, a leitura encenada do texto "As Três Vidas de Lucie Cabrol", de John Berger. Em Junho de 2010, estaremos em Lille, no Festival Les Eurotopiques. Regressaremos em Setembro, para dar início à segunda fase de criação deste espectáculo.
Simultaneamente, no próximo ano, estaremos a trabalhar na continuação do projecto teatral "Retratinhos", com a criação de quatro novos espectáculos, e apresentaremos, em Janeiro, dia 15 e 15, às 21.30h o espectáculo "Dor Fantasma", na Casa de Teatro de Sintra.


RETRATINHO DE D. CARLOS
Depois do enorme sucesso das duas primeiras apresentações do espectáculo no Palácio da Pena, em Sintra, o teatromosca e os Parques de Sintra - Monte da Lua, voltam a apresentar o espectáculo "Retratinho de D. Carlos", com textos de Pedro Marques e direcção de Mário Trigo, no espaço do Palácio da Pena, na Serra de Sintra, no dia 8 de Dezembro, às 15h e às 16.15h. O preço dos bilhetes varia entre os 7€ (crianças e jovens) e os 10 € (adultos), e poderão ser adquiridos nas bilheteiras dos Parques de Sintra - Monte da Lua, na FNAC e noutras bilheteiras on-line.

Grupo D`As Entranhas mostra em palco "Glória", inspirada em romance de Horace McCoy





O palco é amplo, "à antiga", sem adereços, perfeitamente ajustado à história que o grupo de teatro D`as entranhas conta em "Glória", peça livremente inspirada no romance "Os cavalos também se abatem", do norte-americano Horace McCoy.
O espectáculo terá lugar no Clube Ferroviário de Portugal na Rua de Santa Apolónia Nº 59 às 21 horas.

Bragança - "Cada habitante da cidade vai ao teatro uma vez por ano"





Cada habitante de Bragança vai ao teatro, pelo menos, uma vez por ano, de acordo com dados da bilheteira do Teatro Municipal da cidade que contabiliza uma média anual de cerca de 21 mil espectadores.
A sala de espectáculos transmontanas tem das mais elevadas taxas de ocupação nacionais, garantiu hoje a directora Helena Genésio que não entende "a imagem exterior de insucesso, de que ali não se passa nada" que persiste na cidade.
Para a directora "é um pouco a opinião das pessoas que cá não vêm, um pouco aquela história que santos da casa não fazem milagres", bem ao contrário do que acontece com o orgulho dos vizinhos de Vila Real com o seu Teatro Municipal.
"Os brigantinos são muito assim: desfazemos muito das nossas coisas, criticamos muito as nossas coisas, os outros é que são bons, aquilo que os outros têm é que é bom, isto talvez justifique um pouco a imagem exterior do teatro", considerou.
Desde a data de abertura até final de 2008, o público já assistiu a 500 espectáculos, o dobro de sessões, de todas as artes de palco, teatro, música de todos os tipos, orquestras e coros, dança clássica e contemporânea.
A taxa de ocupação média anula ronda os 70 por cento, considerada "excelente" para a directora, referindo que é uma taxa "superior a qualquer teatro do país".
Números, segundo diz, só superados pelo Teatro Municipal de Vila Real, que tem outras condições, nomeadamente bares, café concertos e espectáculos ao ar livre, impossíveis em Bragança pelas condições físicas do edifício.
Apesar das resistências, Helena Genésio acredita estar a conseguir o objectivo traçado na data de abertura, em Janeiro de 2004: "o Teatro Municipal foi a grande revolução cultural de Bragança"
As pessoas já não precisam de ir ao Porto ou a Lisboa ver espectáculos e a Terceira Idade é o principal público do Teatro de Bragança.
Ás críticas iniciais de "elitismo" na programação, Helena Genésio respondeu que "foi criado um elitismo para todos" e prova disso é o facto de a "Idade Maior" ser o seu grande público.
"Mas se elitista é sinónimo de qualidade eu continuo a afirmar que nós temos uma programação de elitista e um dos meus primeiros objectivos foi ter criado um elitismo para todos", afirmou.
Para mudar mentalidades, a directora aposta nas gerações mais novas, a começar pelos pequeninos com concertos para idades desde bebe à infância e juventude.
Os estudantes do Instituto Politécnico de Bragança são também um público presente em determinados momentos como os festivais de Jazz e de Teatro.

in DN (Bragança)

Wednesday, November 18, 2009

"Nine" do paplco para o ecrã

O espectáculo "Nine" produzido originalmente na Broadway em 1982 com libreto de Arthur Kopit, música e letra de Maury Yeston, encenação de Tommy Tune e Raul Julia no papel principal, chega agora aos cinemas pela mão de Rob Marshall, o realizador de "Chicago" e "Memórias de uma Gueixa".
Um elenco de estrelas que conta com as interpretações de Daniel Day-Lewis, Marion Cotillard, Penélope Cruz, Nicole Kidman, Sophia Loren, Judi Dench, Kate Hudson e Stacy "Fergie" Ferguson.
O Guia dos Teatros deixa-lhe aqui o trailer para abrir o apetite...



"Nation" no National Theatre em Londres