Sunday, April 26, 2009

QUE TEATRO NACIONAL PARA O SÉCULO XXI? por Castro Guedes







Em resposta ao convite feito pelo Teatro Nacional Dona Maria II, numa iniciativa que registo com agrado, pois trata-se de matéria cuja discussão – como muitas outras – está por fazer em Portugal, optei por escrever este texto, que enviei e pedi para ser lido.
Antes do mais, sobre algumas das considerações que nos são propostas no convite como possíveis e passíveis de discussão, direi:
a) O conceito de “teatro nacional”, na acepção de uma dramaturgia portuguesa, não só me faz todo o sentido no século XXI, como, face à globalização (com tudo o que ela tem de bom e tem de mau), parece-me uma urgência e uma emergência na resposta a um processo que tende a uniformizar e descaracterizar o local, o que eu acho negativo. Como inscreve, aliás pertinentemente, o Fórum Social Europeu no seu programa de acção política é preciso “pensar universal e agir local”. Ora, em teatro, isto para mim quer dizer que, abertos aos conteúdos e formas mundiais, não devemos descurar nem depreciar o que tem características específicas, no caso “nacionais”. A língua é um instrumento que, se exprime o pensamento, o formata também em si mesmo. Se, como para Pessoa “a minha Pátria é a Língua Portuguesa”, de que outro modo identitário poderia eu exprimir-me também e tão bem no diálogo cénico? A uniformização de uma corrente estética ou modo de afirmação artística, mesmo que travestida da democraticidade modernista ou pós-modernista, não deixará de ser o horror totalitário de um estética oficial ou oficiosa com todo o cortejo sobejamente conhecido de mediocridade e exclusão do outro, mesmo que ao papel ditatorial do Estado se substitua o Mercado ou, simplesmente, os “revisores oficiais de contas estéticas” da opinião publicada e/ou decisores dos investimentos dos dinheiros públicos…
a.1) De resto, como sou dos que crêem no regresso da palavra ao palco – regresso com o actor – como tendência europeia dominante, não vejo porque excluir o conceito de “teatro nacional” da contemporaneidade… Esgotadas e esvaziadas de sentido as fórmulas da “expressão corporal” como “ciência” autónoma de realização teatral, datadas e ultrapassadas as experimentações do hapenning e do improviso, assimiladas pelas artes plásticas (para mim em duvidoso gosto) as tendências performativas conceptualistas, a palavra – enriquecida pela equalização do movimento e do gesto com ela, e liberta das intermináveis didascálias substitutas da arte da encenação – é, de novo, ponto de partida e ponto de chegada da poetização cénica feita com a emoção e o relevo do corpo do actor e das maquinarias cenograficamente inventadas. E muito sinceramente acredito que a palavra não é precisamente a mesmíssima coisa que le mot, the word, die wort, la palabra, la parola… , como ainda recentemente o afirmei num Encontro de Lusofonia e sobejamente o creio implícito no mais basilar contributo do Estruturalismo quando nos faz compreender a dialéctica entre significado e significante.
a.2) Infirmar a existência de um “teatro nacional” (português) é quanto a mim tão deslocado de toda e qualquer teoria seriamente sustentável que nem vou perder tempo a afirmar que sim. Para mim é um dado adquirido que não carece de demonstração, a não ser, eventualmente, num plano meramente académico, ou somente especulativo, que não tem utilidade enquadrar-se neste debate. Já agora quanto às suas especificidades e caracterização o assunto desperta a minha atenção e regozijo-me com a sua consideração, mas é-me suficientemente difícil para me sentir com capacidades para argumentar com um mínimo de pertinência, pelo que o deixo para outros o fazerem. Só direi, de passagem, que a sua paternidade, no meu jeito de ver o teatro, não reside exclusivamente na dramaturgia portuguesa mais elaborada, mas também nos autos tradicionais portugueses e em formas cénicas de raiz popular que ultrapassam o texto, como o podem ser as festas dos caretos, para dar um mero exemplo. De resto, estou em crer que na prática cénica, passada ou presente, encenadores (e até actores) expressam-se em moldes que estão inevitavelmente contaminados pela maneira de ser português, seja lá o que for esse “labirinto da saudade”, que Eduardo Lourenço fez prova existir.
b) A persistência dos Teatros Nacionais – agora na acepção de entidades produtoras e difusoras do espectáculo teatral – como “lugares de memória cultural e de valor simbólico” tem, para mim, toda a razão de ser. Desde logo pelo que fica implícito na abordagem da questão anterior, mas não só. Os Teatros Nacionais podem – e devem ser – também (e como melhor explicarei à frente) lugares privilegiados de transmissão de valores universais do património da Humanidade (digo os clássicos) que o restante teatro, até por limitações financeiras (de elencos e meios técnicos) não pode realizar. Um Teatro Nacional que o não integre enquanto parte constitutiva do seu reportório será um Teatro Nacional desvirtuado de uma das suas missões e eixos fundamentais e justificativos de si mesmo pelo esforço financeiro que ao Estado acarreta. Aqui, com Torga, recentemente relembrado por Jorge Sampaio, direi que “o universal é o local sem muros”, o que não negando a necessidade do “local” como antes defendi, pressupõe a abertura a horizontes mais abrangentes e mais vastos que tragam ao presente o passado que o fez. A ideia, absurda, de que o contemporâneo se pode afirmar por si, em si e para si (no sentido hegeliano da coisa), é tão anti-científica e inverdadeira como a teoria criacionista em que aparecemos à face da Terra tal qual somos como produto acabado. Os alelos da contemporaneidade cultural determinam-na com base na genética das heranças culturais que somos. Ignorá-lo é, além de tudo, a mais acabada forma de ignorância. E o “serviço educativo” de um Teatro Nacional passa, quanto a mim, pela preservação e transmissão de memórias, elas próprias linguagem construída e adquirida no Tempo para a caracterização e consumação do teatro enquanto objecto próprio.
c) A “oposição entre afirmação de uma identidade nacional através do teatro e a transnacionalidade das criações contemporâneas que circulam em festivais ou fazem parte de projectos europeus”, para mim, simplesmente não existe. A formulação da própria questão encerra uma visão algo antinómica do que pode, deve ser e é o teatro enquanto projecto de expressão humana social e artística. É que, tal como esta, é o teatro tanto mais rico quanto mais diverso e pluriforme: nas estéticas, nos processos criativos, nos estilos, nas finalidades para que concorre. Não vejo, por exemplo no caso da intervenção estatal de financiamento do teatro privado, porque não se há-de o fazer em direcção a múltiplos (quiçá divergentes) rumos: experimentação e reportório, inovação e tradição… A “transcionalidade” que se refere ocupa – e muito bem – o seu lugar próprio nessa diversidade que se reclama e se exige, mas não exclui nem substitui o carácter identitário dos “teatros nacionais”: bem pelo contrário, como o demonstram ao limite as experimentações e criações de Peter Brook, em que a adopção de elencos transnacionais e mesmo de linguagens multiculturais locais integram um objecto cuja imanescência antropológica se afirma pelo particular…

Dito isto gostaria, num campo mais pragmático e mais objectivo, de deixar à vossa consideração o meu ponto de vista “orgânico” sobre as missões de um Teatro Nacional em Portugal, no ano concreto de 2009 e nos próximos 10 ou 20 que se seguirão:
1. A razão porque o Estado investe no teatro decorre de se tratar de um sector que, à semelhança da saúde ou da educação ou da justiça (para dar alguns exemplos) não pode gerar por si só receitas auto-bastantes se, como bem o disse Strehler, “quiser cumprir um verdadeiro serviço público”.
2. Esse investimento, todavia, não é um investimento socialmente vazio, nem deve fazer-se em direcção à satisfação ou sequer sobrevivência dos criadores. Trata-se de um investimento repercutivo em direcção à instrução pública dos cidadãos.
3. O grosso desse investimento faz-se ao nível do apoio (supletivo) à iniciativa privada (empresas e/ou cooperativas) porque o Estado sabe que isso lhe é muito mais barato, como se pode comprovar ao comparar orçamentos ou, melhor ainda, se se quantificar a quanto sai cada um dos espectadores.

4. Assim, o valor e significado do investimento em teatros nacionais só se explica e aceita se estes apresentarem uma maximização dos seus próprios recursos, quer nos indíces públicos para avaliação, quer na qualidade-exemplaridade da sua produção.

5. Pelo que os respectivos “números” devem ser públicos e publicamente divulgados.

6. Mas não só: para maior transparência de todo o processo recomenda-se que as direcções dos teatros nacionais resultem de concursos públicos e não de nomeação ministerial.

6.1. não tanto pela igualdade de oportunidades dos criadores, mas pela necessidade de aprofundar o carácter técnico-artístico em detrimento da componente político-pessoal.
6.2. justamente para colocar visões político-culturais num patamar suprapartidário, transparente e de discussão alargada.
6.3. justamente para evitar a tentação do gosto pessoal ou das preferências meramente estéticas deste ou daquele ministro, que podem fazer um equipamento público cair na arbitrariedade subjectiva.
6.4. em última análise para, também no plano formal, tornar autenticamente independente o exercício do cargo da direcção.

7. E, por isso, nesses concursos devem ser inclusos de forma muito clara quais os objectivos gerais e quais as metas dos teatros nacionais para um mandato de uma direcção.

7.1. É que, neste contexto – e justamente na inversa do que na generalidade tem acontecido até aqui , o Estado deve ter um ponto de vista cultural e assumir essas responsabilidades sociais.
7.2. Não deve ter – mas tem tido abusivamente muitas vezes – é uma “escolha” estética oficial ou oficiosa…

8. Assim, a meu ver, nesses objectivos, julgo que, entre outros, vale a pena considerar ser dever de um Teatro Nacional:
8.1. realizar um reportório, clássico e contemporâneo, preferencialmente incidente em montagens que pela sua complexidade, elenco numeroso, custos de produção, não estejam ao alcance do sector privado financiado.
8.2. garantir que esse reportório seja maioritariamente acessível aos públicos, sem, contudo, resvalar para características “popularuchas” e/ou de feição nitidamente comercial.
8.3. preservar uma parte significativa desse reportório (nem que seja pela obrigatoriedade de uma produção anual) para textos da dramaturgia portuguesa .
8.4. organizar elencos e produção em ordem à continuidade do reportório realizado (reposições e prolongamento em carreira das obras) e baseados na sua qualidade e na rentabilização dos meios estruturais pré-existentes (elencos e materiais).
8.5. acompanhar a produção teatral de sistemas de formação de públicos, com especial incidência ao nível da escola.
8.6. promover a edição de textos (peças, ensaio, pesquisa) em torno da sua própria produção.
8.7. estimular e exigir-se a diversidade estética e estilística por forma a ser tendencialmente abrangente da diversidade da criação nacional.
8.8. articular-se com redes internacionais de teatros (europeus, lusófonos, ibero-americanos), por molde a projectar a produção nacional no estrangeiro e a acolher a produção estrangeira entre nós.
8.9. assumir o seu carácter geograficamente nacional apresentando-se regularmente pela rede de teatros e cine-teatros do país.

9. E, completando a definição pela negativa, o que um Teatro Nacional não deve ser jamais é:
9.1. um mega-grupo “independente” de reportório “alternativo” de si mesmo!
9.2. um lugar que assente primordialmente numa experimentação vanguardista.
9.3. uma espécie de “garagem” para estacionar projectos alheios e avulsos.
9.4. um local de réplica de reportórios importados do teatro comercial no estrangeiro.
9.5. uma casa de produção desorganizada sem projecto e sem plano, navegando à vista ou ao sabor das modas.
9.6. um tapete estendido para o apaziguamento de lóbis e grupos de pressão.
9.7. um off-shore artisticamente blindado para o depósito de grupo(s) ou facção.

10. Além disto tudo e de forma muito transparente para o contribuinte, um Teatro Nacional deve ter um caderno de encargos que “tabele” mesmo “mínimos” indiciadores de eficiência com o número de representações (180?), de estreias (6?), de taxa de ocupação da lotação (+ de 50%?).

Dito isto resta-me desejar que a tão necessária confrontação de pontos de vista sobre arte e sobre cultura no teatro português possa aqui ter tido tão só o início de um diálogo sempre adiado por impreparação de muitos, mas também de cobardia ou oportunismo de outros.
Castro Guedes, Encenador

A nova peça de Steve Water "On The Beach" estreia no Bush Theatre






The Contingency Plan previews
Steve Waters' sensational new play On the Beach commenced previews this week playing until 6 June.

On the Beach is the first of our double bill of thrilling new plays - The Contingency Plan - which also features Resilience, previewing from next Wednesday, 29 April.

On the Beach and Resilience are stand alone plays but are also complementary - together they present an epic portrait of England in the near future when catastrophic climate change has led to widespread flooding.

David Bark-Jones, Susan Brown, Robin Soans, Geoffrey Streatfeild and Stephanie Street star in this double bill of plays from the frontline of climate change.


22 April - 6 June
Box Office 020 8743 5050

Sessões Extra de “atravessando as palavras há restos de luz“







A temporada de “atravessando as palavras há restos de luz“ vai prolongar-se por mais dois fins-de-semana, ao longo de seis sessões especiais nos dias 30 de Abril e 1, 2, 7, 8 e 9 de Maio (quintas, sextas e sábados), sempre às 21h30, no Teatro da Cerca de São Bernardo.
A boa receptividade alcançada junto do público, em particular na última semana de apresentações (que registou duas lotações esgotadas consecutivas), justifica esta opção da companhia.

Com dramaturgia e encenação de António Augusto Barros, o espectáculo inspira-se na obra de Franz Kafka e em alguns dos principais temas que marcam a sua produção literária: o poder e a dominação humana, a relação do indivíduo com o outro e com o colectivo e a estranheza social suscitada pelo artista e pelo seu trabalho.
Nas leituras tradicionalmente associadas aos textos kafkianos, é comum encontrarmos uma visão desencantada da humanidade, uma espécie de conformismo e de irremediável condenação ao peso das instituições. Na preparação deste espectáculo propusemo-nos trabalhar também sobre o lado mais luminoso do universo de Kafka. Em muitos dos seus pequenos textos (contos, parábolas, passagens do diário) e em pormenores da sua própria biografia encontramos uma escrita plena de humanismo.
Contemporâneo das grandes transformações sociais e estéticas que continuam a marcar o mundo ocidental, Kafka não segurou bandeiras com as suas palavras. Radicalizou-se na arte e no seu próprio lugar enquanto artista para interpelar o mundo e os outros, para nos interpelar a nós, seus leitores. Kafka responsabiliza-nos, não nos dá remédios. Por isso nos desconforta.
“atravessando as palavras...” foi construído ao longo de um processo de pesquisa e experimentação iniciado há mais de um ano, com os alunos da Oficina de Artes da Licenciatura em Estudos Artísticos, dirigida pela companhia. Particularmente atento às questões da linguagem e ao poder associado à capacidade de atribuir significados, Kafka deixou-nos inúmeras pistas para explorar. O ensaísta Walter Benjamin destaca uma delas, dizendo que a sua obra representa um código de gestos que não possuem, à partida, um claro significado simbólico, sendo antes interrogações que se expressam através de jogos e combinações sempre renovadas. Mais do que o texto verbalizado, foram estes gestos, estes movimentos, que quisemos experimentar em palco e que agora partilhamos com o público, para uma travessia conjunta.
Nesta primeira estreia de 2009, A Escola da Noite conta com uma equipa alargada de colaboradores, que inclui a cineasta Fátima Ribeiro, e três actores estagiários, dois dos quais recém-licenciados em Estudos Artísticos que frequentaram a oficina realizada no ano passado.

atravessando as palavras há restos de luz textos Franz Kafka dramaturgia e encenação António Augusto Barros espaço cénico António Jorge e António Augusto Barros adereços e máscaras António Jorge vídeo Fátima Ribeiro figurinos Ana Rosa Assunção desenho de luz Danilo Pinto banda sonora Eduardo Gama elenco Ana Mota Ferreira António Jorge Heloísa Simões Igor Lebreaud Maria João Robalo Miguel Magalhães Ricardo Kalash Sílvia Brito Sofia Lobo assistência de encenação Sílvia Brito e Sofia Lobo grafismo Ana Rosa Assunção fotografia Augusto Baptista operação de luz e som Danilo Pinto operação de vídeo Rui Valente direcção de montagem Rui Valente execução de elementos cénicos e montagem Alfredo Santos, António Jorge, Armando Fernandes, Carlos Figueiredo e Danilo Pinto execução de figurinos Maria do Céu Simões, Mário da Silva Oliveira comunicação Isabel Campante produção A Escola da Noite © 2009 Fotografias em anexo de Augusto Baptista

Audições em Londres





Actor / performer (1 male, 2 female) - London
Actor / performer (1 male, 2 female), Supporting Wall
London Closes Thu 30 Apr 2009 Paid (£10k-15k pro rata) Part time
Artform: theatre
Contact Ben Monks info@supportingwall.com

Description:
1 male & 2 female performers (playing age 19–23) required for BIGBREATH IN — a devised show for children. Tristan Bates Theatre & schools, June 2009.

Big Breath In is a devised piece of physical theatre suitable fora dults and children. First produced in Oxford, the show is transferring to the Tristan Bates, Covent Garden, for a limited run, and touring to local schools.

A boy loses a balloon, falls asleep and then finds a trunk. Every object in the trunk propels him towards a different magical world,each of which points him towards his balloon. The play is mostly wordless though it does contain smatterings of dialogue. There is live music throughout, and there are moments of singing and dancing (thoughnot at all ‘musical theatre’).

You need to be an excellent actor, able to communicate with audienceand fellow actors without the need to speak. You need to becomfortable singing and dancing – none of this is difficult butskill/experience will help. One of the female roles has a short solosong so we’re looking for one strong female singer. Above all, youneed to be committed, creative and ready to work with an ensemble overan intense rehearsal process, which will constitute a mixture ofre-devising material and re-creating what was done first time round.

Rehearsals will be full-time and residential, in Gloucestershire 25th May – 5th June with a preview on 6th June. You must be totally free during this period. The weekend of 30th/31st will be free. Food and lodging will be paid. The show then runs 8th – 29th June, playing in the theatre three times a week, including daytime performances, and in schools on remaining days.

Cast members will receive £300, plus expenses for rehearsals as above.

To apply email a CV and covering note to info@supportingwall.com by 6pm on April 30th.

Auditions: May 5th in London.

All roles require a playing age of 19-23. Please only apply if you’re available for all the rehearsal and performance dates.

"Don Carlos" do TEC na Marina de Cascais










O Teatro Experimental de Cascais apresenta a peça Dom Carlos, de Teixeira de Pascoaes, que levará a cena de 20 de Abril a 15 de Maio na Marina de Cascais (Parque Marina Terra)

Muito se escreveu até hoje sobre o ambiente vivido durante o Reinado de D. Carlos I e o Governo do seu Primeiro Ministro João Franco, sobretudo quando se entrou na chamada ditadura, a partir de Maio de 1907, culminando no regicídio de Fevereiro de 1908.
Teixeira de Pascoaes dá-nos uma visão bela e sombria dos acontecimentos e dos principais intervenientes, fazendo passar a acção em locais tão conhecidos como a Cidadela e a Casa dos Condes de Arnoso, em Cascais; em Lisboa, no Palácio das Necessidades ou no Paço de Vila Viçosa, precisamente no início de 1908, quando conspiradores republicanos se preparam para desferir o golpe fatal no Rei e no seu herdeiro, o Príncipe Luís Filipe, e logo após o assassinato com um país mergulhado em luto e dor.

É este o tema da peça que Carlos Avilez vai levar à cena numa produção que promete surpreendente e inovadora.

A peça tem cenários e figurinos de Fernando Alvarez; desenho de luz e som, Hugo Reis; coreografia, Natasha Tchitcherova; apoio vocal, Hugo Reis; vídeo, Luís Gomes; fotografias de cena, Alfredo Matos Carvalho; luminotecnia e direcção de montagem, Manuel Amorim; sonoplastia e montagem, Augusto Loureiro; contra-regra e montagem, Rui Casares; assistência de ensaios, Jorge Saraiva; manutenção de guarda-roupa, Virgínia Pão-Mole.

O elenco é composto por: Anna Paula, António Marques, Fernanda Neves, Fernando Ramos, Gonçalo Carvalho, Hugo Barreiros, Joana de Verona, João Robalo, João Vasco, João Vilas, Lourenço Esteves, Luís Lobão, Luiz Rizo, Margarida Videira, Miguel Matias, Raquel Faria, Ricardo Salgado, Santos Manuel, Sérgio Marcelino, Sérgio Silva, Susana Andrade, Teresa Côrte-Real, Toni Pina

Sobe ao palco no Estacionamento Marina Terra, Marina de Cascais, de Quarta-feira a Domingo às 21.30 h.

Condições especiais para estudantes e séniores; Bilhetes à venda na Marina, FNAC
e Ticket Line: 707 234 234 . Maiores de 12 anos

Companhias brasileiras no Theatro Circo de Braga






As companhias de teatro brasileiras «Casa Amarela» e «Fato» apresentam, em Maio no Theatro Circo, as peças «Candim» e «Soltando os cachorros» no quadro de um projecto de intercâmbio com a Companhia de Teatro de Braga (CTB).
Segundo revelou hoje Filipa Costa, da CTB, a iniciativa, intitulada «Circuito de Teatro Português» promove o intercâmbio cultural entre Portugal e o Brasil, e a integração entre artistas e grupos de teatro dos dois países.

O projecto de intercâmbio, criado em parceria com o Grupo Dragão 7 da Cooperativa Cultural Brasileira, decorre, neste momento, em S. Paulo, Brasil, com a presença da CTB que ali apresenta a peça «As Bacantes», de Eurípedes.

O primeiro espectáculo decorre no pequeno Auditório do Theatro Circo, onde o grupo «Casa Amarela» apresenta, entre 5 e 7 de Maio, a peça «Candim», uma encenação sobre o pintor Cândido Portinari, numa reflexão sobre o medo.




«Candim» tem texto de Carlinhos Rodrigues e Drika Vieira, direcção de Carlinhos Rodrigues e Drika Vieira, músicas de António Do, Galego, Nelsinho Costa e Fábio Augusto, direcção musical de Fábio Augusto e cenário de Carlinhos Rodrigues e Drika Vieira.

A pintura do painel foi feita por Edval e Buchecha, os figurinos por Drika Vieira, iluminação de Carlinhos Rodrigues, sonoplastia de Carlinhos Rodrigues e Drika Vieira, operação de luz e som de Jone Vieira, fotos de Anísio Magalhães, pintura de telas e projecto gráfico, Carlinhos Rodrigues, direcção executiva de Drika Vieira e direcção geral de Carlinhos Rodrigues e Drika Vieira.

A 8 de Maio a companhia «Fato» leva à cena «Soltando os cachorros», um espectáculo sob a forma de recital onde são abordados temas como o amor, sexo, pátria, nascimento e morte, segundo a perspectiva de três grandes escritoras do século XX: Hilda Hilst, Cassandra Rios e Marisa Raja Gabaglia.

O espectáculo «Soltando os cachorros» tem direcção de Ângela Barros, sendo interpretado por Lavínia Pannunzio, Letícia Teixeira e Rachel Riáni, os técnicos são Gilbel Silva e Ricardo Gallet e a produção é de Creusa Borges.
Diário Digital / Lusa

"Onde Vamos Morar?" noutros palcos






ONDE VAMOS MORAR de José Maria Vieira Mendes

Com Andreia Bento, Cecília Henriques, Pedro Carmo, Pedro Gil, Pedro Lacerda, Sérgio Godinho e Sílvia Filipe Cenografia e Figurinos Rita Lopes Alves Luz Pedro Domingos Encenação Jorge Silva Melo Assistência de encenação Luís Godinho

De novo pais e de novo filhos. Américo é o pai, doente e solitário. Vítor, o seu filho, casado com Gabriela que o deixa para partir em viagem. Patrícia, a irmã de Gabriela, vive na casa da infância, vazia agora que os pais morreram. Gustavo regressou depois de vinte anos fora do país e procura uma casa onde ficar e o pai que já há muito não via. Mas encontra apenas Vânia, a sua meia-irmã, que está ainda no princípio. E por último Mário, que trabalha como estafeta para uma florista incompetente que se engana sucessivamente na morada dos clientes.

O SÃO LUIZ NOUTROS PALCOS
No Teatro Municipal de Portimão a 2 de Maio
No Teatro Viriato (Viseu) a 8 e 9 de Maio
No Centro Cultural Olga Cadaval (Sintra) a 15 de Maio
No Teatro Virgínia (Torres Novas) a 16 de Maio
No TAGV (Coimbra) a 19 de Maio
No Teatro de Vila Real a 22 de Maio
No Teatro Municipal da Guarda a 29 de Maio
No Fórum Municipal Romeu Correia (Almada) a 30 e 31 de Maio
No Porto (Fitei/TNSJ) a 3 de Junho

Audições no Teatro da Trindade





AUDIÇÃO
ACTORES (M/F)

Para a sua primeira produção, a COMPANHIA DE TEATRO INDUSTRIAL irá estar no Teatro da Trindade, no próximo dia 28 de Abril a seleccionar o elenco para um espectáculo infantil.

REQUISITOS
- Aspecto jovem e boa expressão corporal- Disponibilidade para itinerância - Disponibilidade de Junho a Dezembro de 2009

CONDIÇÕES
Ensaios não remunerados
Remuneração fixa por espectáculo

Os interessados deverão enviar Curriculum Vitae com foto de cara e corpo inteiro para:
palavradarte@gmail.com
Palavradarte@sapo.pt
http://palavradarteac.blogspot.com/

C. Ryder Cooley no The Watermill Center em Nova Yorque







C. Ryder Cooley
Animalia: Stories of Collapse, Calamity, and Departure
Friday, May 1st
8 p.m.

The Watermill Center
39 Watermill Towd Road
Water Mill, New York 11976

Reservations [required]: crydercooley.eventbrite.com

C. Ryder Cooley, the multimedia artist and musician, is currently at the Watermill Center as a spring artist-in-residence, developing her new work, Animalia: Stories of Collapse, Calamity, and Departure. Through aerial movement, projection and live music on accordion, upright bass and singing saw, Animalia, invokes visions of human and animal interrelations, secret bee societies and haunted circus scenes. Long Island and New York City audiences will have a first opportunity to experience the work on May 1 at 8:00 p.m., in a public studio performance at Watermill. Todd Chandler participates as a musician and performer in Animalia, along with violinist Rachel Winard and Natalie Agee, an acrobat, aerialist and performer who runs Ruby Streak Trapeze Studio in Brooklyn. Exploring metaphors of flight in response to times of violence and war, the narrative, which Cooley describes as an "interspecies fairytale," travels through a sequence of dystrophic tableaux. When the performer falls under the spell of a deer, she at last escapes her humanity and becomes an antlered deer creature. Appropriating the masculine power symbol of the buck rack for use by a feminine character, the performance blurs the division between masculine/feminine identity and human/animal forms.

In her unique body of work, Cooley weaves together chimeric images with found props and forgotten objects to create cinematic performances and installation spaces. Dedicated to presenting work in unique and site-specific settings, Ryder has participated in a wide range of public works, educational projects and international shows. She was named Best Performance Artist of the NY Capital District in 2006 & 2007. Her selected works have been performed and installed at locations including White Box and Exit Art galleries in NYC; Yerba Buena Center for the Arts and Theater Artaud in San Francisco CA; Contemporary Artists Center in N. Adams MA; Proctors Mainstage Theater in Schenectady NY; Pan American Art Projects in Miami FL; and public art projects in Indonesia, El Salvador, France and the Czech Republic. In 2007 Ryder began working with interdisciplinary artist, musician and filmmaker Todd Chandler on a series of musical collaborations called Fall Harbor. In 2008 they produced a CD, Songs from Fall Harbor, which is currently distributed through Blood Onion Records. Todd Chandler participates as a musician and performer in Animalia.

Ryder received and MFA in Integrated Electronic Arts at Rensselaer Polytechnic in 2008, an MA in Combined Media from SUNY Albany in 2006 and a BFA in Sculpture from the Rhode Island School of Design in 1993. From 1993-2004 she was an active member of the San Francisco art and music communities. She is currently based in Troy NY, USA.

Workshop sobre o Método com Marcia Haufrecht






Vão-se realizar mais dois workshops sobre O Método, com Marcia Haufrecht. Um para avançados e outro para intermédios e/ou iniciados conforme o nº de intermédios. São considerados iniciados quem nunca tenha trabalhado as técnicas de O Método. Os intermédios e os avançados são considerados consoante o trabalho que tenham realizado com Marcia Haufrecht; Bruno Schiappa; António Calpy ou Michael Margota.

Os workshops serão realizados na Sala Estúdio do Teatro da Trindade, no mês de Agosto, sendo o de Iniciados/Intermédios na Semana de 3 a 8 e o Avançado de 10 a 15, ambos das 10 às 14 horas. O mesmo será dado em Inglês mas terá apoio de tradução simultânea para quem tiver dificuldades. Regra geral as cenas serão feitas também em Inglês a não ser em casos de extrema dificuldade. O não domínio da língua não é factor de exclusão.

Os autores a trabalhar serão anunciados posteriormente.

As inscrições estão abertas até dia 20 de Maio, por email que deve incluir carta de motivação e CV reduzido. É essencial mencionarem a idade e profissão. Ainda durante Maio Marcia seleccionará os participantes e será anunciada a listagem no princípio de Junho devendo depois ser oficializada a inscrição com o pagamento da propina de 225 euros até ao final do mês de Junho.

Cabe-me ainda referir que a GDA apoiará automáticamente e na totalidade da propina os cooperadores que se candidatarem e forem aceites para os workshops sobre o Método.

Marcia Haufrecht é membro do Actors' Studio, trabalhou com Lee Strasberg e foi professora de Uma Thurman, Ellen Barkin, David Duchovny, entre outros assim como coacher de Al Pacino. Desde 1995 que ensina as técnicas de O Método em Portugal e em vários outros países.

CNB celebra o Dia Mundial da Dança





Casting Telenovela raparigas 8-11 anos





Casting
Aceitam-se candidaturas de raparigas que saibam cantar para casting de uma nova telenovela, com as seguintes características:

Idade: 8 aos 11 anos
Altura mínima: 1,27m
Altura máxima 1,45m
Que vivam na zona de Lisboa e que falem português fluente sem sotaques.

Desnecessárias candidaturas que não preencham o perfil procurado.

Agradecemos envio de cara e corpo inteiro da candidata, e dos seguintes dados para sofia.esanto@sptelevisao.pt:

- nome, - data de nascimento e - altura da criança
- nome e - contacto do encarregado de educação

Candidaturas até 2ª feira, dia 27 de Abril (prolongamento).

Haverá uma pré-selecção por fotografia e as pré-seleccionadas serão chamadas para um casting.
O projecto terá início em Maio e tem final previsto para Outubro.

Audições para Actores e Actrizes





Actores e actrizes para um clássico (drama)

O TSL – Teatro Som das Letras (Queluz) está a seleccionar actores e actrizes para fazerem parte do elenco de um espectáculo teatral – trata-se de um clássico. A peça é para ser apresentada ao público no decorrer de 2010, mas os elementos seleccionados serão integrados, primeiro, numa acção de formação que terá início em meados de Setembro deste ano, dirigida pela monitora Inês Páscoa.

ACTORES:
Parâmetros: Idades entre 17 e 20 (p/personagens jovens)
Idades entre 30 a 40 (p/personagens mais idosos)

ACTRIZES:
Parâmetros: Idades entre 16 e 20 (p/personagens jovens)
Idades entre 30 a 40 (p/personagens mais idosos)

As audições decorrerão no palco do Salão Nobre da associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Queluz - R. D. Pedro IV – QUELUZ 2745-201

Os interessados deverão enviar um currículo sucinto e uma fotografia de rosto para

E-mail: mário.cubex@gamail.com (TM: 91 472 51 93 )
ines_brusco@hotmail.com (TM: 96 262 71 94)

Ou para o Ginásio Clube de Queluz:
ginclubequeluz@gmail.pt / ginclubequeluz@sapo.pt

Tel:309918483 (às 2ª, 4º e 6ª das 21h às 23h)

Ou para o n/ patrocinador: Drawaf@sapo.pt

"im-" de Vera Mota e Francisco Camacho






vera mota e francisco camacho

im-
9 de Maio :: Festival da Fábrica :: Teatro Helena Sá e Costa :: Porto

Concepção e interpretação Vera Mota e Francisco Camacho
Cenografia Vera Mota e Francisco Camacho
Desenho de luz e direcção técnica Nuno Patinho
Consultoria João Filipe Marçal e João Manuel de Oliveira
Assistência de ensaios Patrícia Milheiro
Produção EIRA
Co-produção EIRA, Fábrica de Movimentos/Festival da Fábrica, Citemor
Apoios Núcleo de Experimentação Coreográfica-NEC
Agradecimentos Ghuna X, Luís Magalhães, Giovanni de Biasio

+info
http://veraamotaa.blogspot.com
http://www.fabricademovimentos.pt

Vera Mota e Francisco Camacho apresentam im-, uma co-criação que junta pela primeira vez a artista plástica e o coreógrafo.

Nesta peça, a concepção e a utilização dos materiais equacionam a possibilidade de permanecer em potência, num estado “entre”. A abstenção do fazer é tomada como condição que admite todos os possíveis, sendo que as figuras criadas pelos dois autores e intérpretes não evitam assumir, por vezes, outros papéis.

Como pode alguém permanecer ocupado não fazendo nada? Como pode um indivíduo desclassificar a sua presença? Como pode abdicar da sua condição privilegiada, de ser sublimado, em favor de algo sem qualidades e cujo destino é ser esmagado?

Neste espectáculo a palavra chave é talvez “desclassificar”, assim, assiste-se a uma tentativa de não ser ou deixar de ser alguma coisa. im- apresenta um conjunto de situações em que as acções vêem a sua importância reduzida, são o que são, e na sua ausência de objectivos aquilo que acontece esmaga-se a si mesmo. Os diversos materiais surgem nivelados, em exercícios que se perdem, ou que são abandonados antes de se concretizarem. Tudo permanece informe, na aparência e no sentido. A tensão entre o plano horizontal e o plano vertical é permanente.

Ao longo do espectáculo são criadas expectativas que logo se dissipam, sem nunca antes se cumprirem. Mesmo a introdução de códigos como o texto, não visa fornecer uma explicação para aquilo a que se assiste, mas sim actuar como mais um elemento disruptor. Assim, a tentação de alcançar uma chave para a compreensão de im-, é aqui contrariada.

O abandono sucessivo de materiais revela um estado de desilusão e vazio constantes. As personagens, ora diluídas no espaço, repousando inertes, ora separadas da cena pela estranheza de acções que parecem sempre desajustadas, apresentam-se desenraizadas, deslocadas, sem esforço, sem motivação. As figuras, cuja identidade é pouco clara, mantêm-se na potência do não fazer, não concretizar.

eira33
rua camilo castelo branco 33, 1º 1150-083 Lisboa
[metro: marquês # edifício bombeiros lisbonenses]
eirageral@mail.telepac.pt http://eira33.blogspot.com
tel: 21 353 09 31 fax: 21 353 09 32 t.m.: 91 255 51 00
direcção de programação
Carlota Lagido, Francisco Camacho, João Oliveira

Monólogos dominam cena teatral em São Paulo






'The Cachorro Manco Show', 'Mediano' e 'Happy Hour' juntam-se aos muitos já em cartaz na cidade

"Eu poderia estar mordendo, atacando ou até dormindo aqui na sua frente, mas não, eu preferi ter um minuto de sua atenção. Ração por minha narração", propõe o cão vira-lata, ou mendigo ou o artista - figuras que perpassam o solo do actor Leandro Daniel Colombo, "The Cachorro Manco Show". Dirigido por Moacir Chaves, é mais um dos monólogos que iniciam temporada neste fim-de-semana e vêm se juntar aos muitos já em cartaz na cidade.

Mas não se trata de estreia absoluta, ainda não testada diante do público. "The Cachorro Manco Show" vem de temporadas bem-sucedidas, no Rio e em Portugal, e tem texto de Fábio Mendes, premiado na 2ª edição do Prémio Luso-Brasileiro de Dramaturgia "Antonio José Silva", promovido pelo Instituto Camões e pela Funarte. A proposta do concurso, disputado por dezenas de autores brasileiros e portugueses, era uma homenagem ao Pe. Antonio Vieira.

"Quanto mais bem estruturado o meu sermão, mais rápido eu durmo embaixo de um teto! Retórica, para mim, é questão de sobrevivência", diz o actor nesse solo de humor ora ácido, ora terno, que tem inserções de trechos dos sermões de Vieira.

Não dá para negar a força de argumentação da dramaturgia que faz o espectador não despregar olhos e ouvidos do actor, que ora é o cão do grego Ulisses, em Ítaca; ora o vira-lata de um político brasileiro corrupto. Todo o tempo ele transita por diferentes cães e seus donos ao longo da história. Artista paranaense integrante da Vigor Mortis, companhia que apresentou no Centro Cultural São Paulo ano passado o ótimo "Graphic", Colombo revela-se intérprete de muitos recursos, vocais e corporais, sem exibicionismo.

Mediano
Sentado atrás de uma mesa, Marco Antônio Pâmio é Zé Carlos, homem medíocre, carreirista político. Ao ficar em pé e juntar levemente as mãos, o ator se transforma - agora é a mãe de Zé Carlos, angustiada com a apatia do filho. Um passo ao lado e Pâmio vive o pai, homem orgulhoso por trair a mulher inúmeras vezes. O milagre da multiplicação é fruto do talento do ator, um dos trunfos do espetáculo "Mediano", monólogo que estreia nesta sexta, no Auditório do Sesc Pinheiros.

Em cena, Pâmio interpreta 16 personagens utilizando apenas um figurino, formado pelo conjunto terno e gravata. "Mediano" acompanha a trajetória de Zé Carlos, homem com um talento camaleônico para se adaptar a todas as situações. Assim, entre 1977 e 2007, ele se transforma: estudante sem ambição, funcionário em cargo público, assessor de senador, deputado, pastor. Em nenhum momento, porém, Zé Carlos se preocupa com a ética. "Trata-se de um Macunaíma da classe média brasileira", comenta o ator.

E, ao longo daqueles 30 anos, a história política do Brasil serve como pano de fundo, desde a campanha das Diretas Já e a morte de Tancredo Neves, até o impeachment de Fernando Collor e os duplos mandatos presidenciais usufruídos tanto por Fernando Henrique Cardoso como por Lula.


Happy Hour
Juca de Oliveira é um homem indignado - com a corrupção política, com o trânsito caótico, com o descaso com a natureza. Tal revolta chega para público no formato de comédias com um forte viés político, como "Caixa 2" e "Às Favas com os Escrúpulos", todas de enorme sucesso. Como a ficção não foi suficiente para extravasar seu repúdio às mazelas da sociedade, Juca organizou um punhado de textos ainda não utilizados para formar "Happy Hour", monólogo que estreia nesta sexta, 24, para convidados, no Teatro Jaraguá.

Desta vez, não há uma história fictícia que serve de sustentação para diálogos mordazes - em cena como ele mesmo, Juca senta-se em um bar e, enquanto beberica, conversa com a plateia sobre problemas diversos, desde o engarrafamento monstro que marca o trânsito da cidade na véspera de feriados até o uso imoral de passagens aéreas pelos políticos brasileiros.

"Toda peça que escrevo é sobre algo que me incomoda", conta ele, 74 anos de vida, 48 como ator. "Em 'Qualquer Gato Vira-Lata Tem uma Vida Sexual Melhor que a Nossa', por exemplo, foi a forma que encontrei para discutir problemas com a minha filha, que não me ouvia." O teatro, portanto, mais que a televisão e o cinema, tornou-se seu canal de comunicação mais certeiro. E, como está há tanto tempo nos palcos, Juca percebeu que a plateia tornou-se parte de sua família, daí a ideia de compartilhar pensamentos sobre as contradições do cotidiano.

O humor foi definido como linha mestra para que o texto não soasse excessivamente crítico. Apesar de já ter encenado monólogos antes, Juca terá pela primeira vez a experiência de manter um contato direto com a plateia que, incentivada, poderá reagir às provocações do ator.

The Cachorro Manco Show. 70 min. 14 anos. Sesc Paulista (65 lug.). Avenida Paulista, 119, 3179-3700. 6.ª a dom., 20h30. R$ 5 a R$ 20. Até 14/6.

Mediano. Autor: Otávio Martins. Direção: Naum Alves de Souza. 60 min. 14 anos. Sesc Pinheiros. Auditório (101 lug.). Rua Paes Leme, 195, telefone 3095-9400. 6 ª, às 21 h; sáb., às 19h30. De R$ 3 a R$ 12. Até 6/6.

Happy Hour, com direção de Jô Soares. 60 min. 16 anos. Teatro Jaraguá. Rua Martins Fontes, 71, Centro, 3255-4380. 5.ª a sáb., 21h30; dom., 19 h. R$ 60. Até 12/7.
Ubiratan Brasil e Beth Néspoli, in O Estado de S. Paulo

"Monólogos da Vagina" regressa ao palco em Lisboa





Depois da telenovela da SIC Rebelde Way, a actriz Ana Brito e Cunha vai regressar ao teatro com a peça Monólogos da Vagina, encenada por Isabel Medina.

Depois da novela juvenil Rebelde Way que passa na SIC, Ana Brito e Cunha prepara-se para regressar ao teatro com a peça Monólogos da Vagina, encenada por Isabel Medina, e que estará em exibição a partir de 26 de Maio no Casino Lisboa. Em palco vai estar um trio de luxo: “É um projecto antigo da Guida Maria em que entra ela, a São José Correia e eu. Está a ser óptimo, já estamos a ensaiar e estou a adorar e a aprender muito”, contou à Notícias TV a actriz, que tem aproveitado a pausa em televisão para fazer “reciclagem numa escola em Espanha" e não esconde a vontade de voltar "a trabalhar em cinema”.
por Nuno Pinto Martins, Notícias Tv24

28º Fazer a Festa - Festival Internacional de Teatro






programa
Dia 27 Abril, segunda-feira
[ 19.00h ]
[MAD’09] "TESTA-DE-FERRO" ¬ M/12
[ 21.35h ]
"ANIMAIS NOCTURNOS" ¬ RENATA PORTAS . Porto ¬ M/12

Dia 28 Abril, terça-feira
[ 10.00h e 14.30h ] (#)
"HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR " ¬ TEATRO ART’IMAGEM . Porto ¬ M/4
[ 19.00h ]
[MAD’09] "A IRRISÃO DAS FLORES" ¬ M/12
[ 21.35h ]
"ANIMAIS NOCTURNOS" ¬ RENATA PORTAS . Porto ¬ M/12

Dia 29 Abril, quarta-feira
[ 10.00h e 14.30h ] (#)
"HISTÓRIA DE UMA GAIVOTA E DO GATO QUE A ENSINOU A VOAR " ¬ TEATRO ART’IMAGEM . Porto ¬ M/4
[ 19.00h ]
[MAD’09] "IDA E VOLTA" ¬ M/12
[ 21.30h ]
"EL FINAL ES DONDE PARTI" ¬ COMPANHIA TEATRAL VENTUS . Santiago, Chile ¬ M/16
[ 21.35h ]
"ANIMAIS NOCTURNOS" ¬ RENATA PORTAS . Porto ¬ M/12
[ 23.30h ]
"XaTa – PROJECTO DE POESIA TEATRAL" ¬ TENDA DE SAIAS . Portugal ¬ M/ 12

Dia 30 Abril, quinta-feira
[ 19.00h ]
[MAD’09] "UMA CARTA A CASSANDRA" ¬ M/12
[ 21.30h ]
"MÁS DE MIL JUEVES" ¬ ASSEMBLEA TEATRO . Turim, Itália ¬ M/4
[ 21.35h ]
"ANIMAIS NOCTURNOS" ¬ RENATA PORTAS . Porto ¬ M/12
[ 23.30h ]
"TRINSPIRA" ¬ ERVA DANINHA . Porto ¬ M/12

Dia 1 Maio, sexta-feira
[ 15.30h ]
"CAPUCHINHO VERMELHO" - Animação ¬ TEATRO ART’IMAGEM . Porto ¬ M/4
[ 19:00h ]
[MAD’09] "A MINHA MULHER" ¬ M/12
[ 21.30h ]
"MEMÓRIAS DE BRANCA DIAS" ¬ CENDREV . Évora ¬ M/12
[ 21.35h ]
"ANIMAIS NOCTURNOS" ¬ RENATA PORTAS . Porto ¬ M/12
[ 23.30h ]
"INVASÃO" ¬ ENTRETANTO TEATRO . Valongo ¬ M/ 12

Dia 2 Maio, sábado
[ 15.30h ]
"MARIONETAS NA QUINTA" ¬ INSTITUTO SUPERIOR JEAN PIAGET . Gaia ¬ M/4
[ 21:30h ]
"CANDIM" ¬ CIA CASA AMARELA . S. Paulo, Brasil ¬ M/4
[ 21.35h ]
"ANIMAIS NOCTURNOS" ¬ RENATA PORTAS . Porto ¬ M/12
[ 23.30h ]
"COMEÇO DE UM DIA DE VERÃO MUITO BONITO" ¬ MAU ARTISTA / TENDA DE SAIAS . Porto ¬ M/ 12

Dia 3 Maio, domingo
[ 15.30h ]
"PAPPETOLOGIA" ¬ MARIONETAS DA FEIRA . Sta Maria da Feira ¬ M/4
[ 21:30h ]
"SOLTANDO OS CACHORROS" ¬ CIA FATO DE TEATRO . S. Paulo, Brasil ¬ M/12
[ 21.35h ]
"ANIMAIS NOCTURNOS" ¬ RENATA PORTAS . Porto ¬ M/12

(#) - marcação prévia
programa sujeito a alterações

actividades paralelas
[ instalação ] "PHOTO THEATRO" ¬ TEATRO ART’IMAGEM
[ instalação ] "INSTALAÇÕES ARTÍSTICAS NA QUINTA" ¬ ESAP


bilheteira
Preço (segunda a sexta, 10h00 e 14h30 - grupos escolares):
3 € - preço por aluno (gratuíto para professores e acompanhantes).
15.30h e 19.00 - gratuíto
16.30h - 3,00 €uros
21.30h e 21.35h - 3,00 €uros
23.30h - 3,00 €uros
21.30h ou 21.35h + 23.30h - 5,00 €uros (sessão dupla)

contactos
Bilheteira (durante o Festival)
tel. 00351 96 020 19 88 ou 00351 96 223 69 00

Teatro Art Imagem
Rua da Picaria, 89
4050-478 Porto
tel - 00351 22 208 40 14
tlm - 00351 96 020 88 19
fax - 00351 22 208 40 21
e-mail - producao@teatroartimagem.pt

Dia Mundial da Dança no NEC






Dia Mundial da Dança
29 de Abril 2009

Serviço Permanente
Espaço NEC
18h30 - Entrada livre

No âmbito do Dia Mundial da Dança, o NEC organiza uma sessão de lançamento do novo projecto "Serviço Permanente", aberto à participação de criadores de dança e performance. Nesta sessão serão apresentados os objectivos principais do projecto, assim como a nova imagem gráfica da estrutura.
No “Serviço Permanente” os criadores participantes constroem, em conjunto, uma programação contínua, testando formas de produção, formatos de apresentação e suas relações com os outros artistas e com o público.
Coordenação e programação: Joclécio Azevedo, Susana Chiocca e Gisela Leal

Zona Interdita
A convite do Porto Canal, Cristiana Rocha e Joclécio Azevedo conversam sobre o NEC no programa Zona Interdita.
16h00
http://www.zonainterditaportocanal.blogspot.com/



REDE
O NEC é membro da REDE - associação de estruturas para a dança contemporânea, que promove nos dias 29 e 30 de Abril, no Teatro São Luiz, dois dias de reflexão em torno da temática "Difusão Nacional e Públicos da Dança Contemporânea".
2 de Maio
17h30 :: apresentação pública das conclusões das sessões de trabalho
23h30 :: festa de encerramento.

+ info www.oblogdarede.blogspot.com

NEC
Fábrica Social - Fundação Escultor José Rodrigues
Rua da Fábrica Social, s/n
4000-201 Porto
Tlm: 00 351 96 142 46 68 / 00 351 91 321 14 28
nec@nec.co.pt
www.nec.co.pt

"Henrique IV, o Rei Louco" pelo Utopia n'A Barraca






O Utopia Teatro apresenta um texto de Luigi Pirandello sobre a insólita história de um homem que cai do cavalo e que quando acorda pensa que é o imperador alemão Henrique IV. De 30 de Abril a 3 de Maio no Teatro A Barraca, em Lisboa.

Um homem cai do cavalo e bate com a nuca. Ao recuperar a consciência, julga ser Henrique IV, o trágico Imperador da Alemanha. Durante 20 anos, o seu abastado sobrinho Di Nolli financia uma elaborada farsa numa vila remota, onde actores fazem as vezes de conselheiros do monarca e simulam a vida na corte do séc. XI, para contento do “louco”.
Agora, Dona Matilde e Belcredi chegam à “corte” acompanhados do Doutor Dionísio Genoni, reputado especialista em males do espírito, apostados em resgatar Henrique IV da sua loucura.
Mas o paciente vai revelar-se mais difícil e intrigante do que o esperado…
É este o ponto de partida para a intriga de “Henrique IV”, texto do italiano Luigi Pirandello (agraciado com o Prémio Nobel da Literatura em 1934), considerado por alguns a sua obra-prima. Trata-se de um estudo sobre a comédia e a tragédia da loucura, sobre a ténue fronteira entre realidade e ilusão, que reflecte as experiências do próprio autor com a sua mulher, que se debateu com problemas do foro mental durante toda a sua vida.

A Barraca - Teatro Cinearte - Lg Santos, 2
De 30-04-2009 a 03-05-2009
Quinta a domingo às 21h30
10€, 7,5€ (grupos +4) e 5€ (-30 anos).
213965360

Informações e reservas: geral@utopiateatro.com ou 96 624 79 34.

AUTOR: Luigi Pirandello
ENCENADOR: Nuno Vicente
Utopia Teatro

"Harper Regan" pela mão de Ana Nave no Teatro Nacional D. Maria II





HARPER REGAN
de Simon Stephens
tradução Jorge Carvalho
encenação Ana Nave

Sala Estúdio
7 de Mai a 14 de Jun

O Teatro Nacional D. Maria II estreia, a 7 de Maio, Harper Regan, do dramaturgo inglês Simon Stephens. Esta peça aborda temas como a família, o amor e a desilusão. Nela, Stephens traça um retrato de Inglaterra através de uma viagem que, progressivamente, se torna uma viagem interior, de redenção da protagonista.

Ana Nave encena um dos últimos textos de uma das mais proeminentes vozes actuais do teatro inglês. Uma história que reflecte sobre a solidão que pode existir numa existência isolada.

Numa noite de Outono, Harper Regan (Luísa Cruz) sai de casa e deixa o marido e a filha para ir visitar o pai moribundo. Não diz a ninguém que vai partir, nem para onde vai. Põe em risco tudo aquilo que construiu nos últimos anos. Durante dois dias e duas noites, Harper Regan não olha para trás. Esta é uma viagem que é também o encontro de uma mulher consigo própria, tentando dar sentido à sua existência.

Este texto, que marca a estreia de Simon Stephens nos palcos portugueses, é traduzido por Jorge Carvalho e conta com um elenco de criativos composto por Rui Francisco (cenografia), Rafaela Mapril (figurinos) e Carlos Gonçalves (desenho de luz). A interpretação é de António Cordeiro, Cristóvão Campos, Dinarte Branco, João Ricardo, Luísa Cruz, Maria Amélia Matta e Sofia Dias. Produção TNDM II.

Harper Regan estará em cena de 7 de Maio a 14 de Junho, no horário de 4ª a Sáb. às 21H45 e Dom. às 16H15.

"L'Apprentissage" na Culturgest






Na quarta-feira, dia 29 de Abril, pelas 21h30, no Pequeno Auditório da Culturgest terá lugar a estreia de L’Apprentissage – Dans la Main d’Isolina com encenação, coreografia e interpretação de Fabrizio Pazzaglia, texto de Jean-Luc Lagarce e tradução de Lurdes Júdice para o português.

O espectáculo nasce do texto de Jean-Luc Lagarce, descrevendo a sua situação de contínua e lenta reaprendizagem do corpo após sair do estado de coma, causado pela sua doença. O espectáculo centra-se na fragilidade que se torna força, ao ver-se remetido para esta situação, a construção da multiplicidade de personagens em palco e o trabalho e uso do espaço teatral.

L’Apprentissage será também apresentado na quinta-feira, dia 30 de Abril, pelas 21h30.

Os bilhetes terão o preço de 12 euros; jovens até aos 30 anos têm um preço único de 5 euros.

Fabrizio Pazzaglia, diplomado em dança e educação física, trabalhou com diferentes encenadores e coreógrafos como Dominique Frot, Brigette Seth, Roser Montllo’Guberna, Anne Sicco, Hervé Jourdet, Francis Plisson, Olga Roriz e Matthiew Jocelin e encenou e coreografou vários espectáculos: Teta Veleta, inspirado na obra de Pasolini, 2005; Lisbon Ville Invisible, 1999; Dimanche 8 Octobre, 2000; Nijinsky: Memoria Prima, 2001.

Em L’Apprentissage, Fabrizio utiliza duas argolas de ginástica, usando-as na dança como se de uma actividade física se tratasse, em exercícios repetidos. No texto vemos que Lagarce utiliza a repetição e enumeração dos seus sentidos, dos seus movimentos ou acções para que pareçam mais reais, para que ele acredite neles como sendo relevantes para o seu desenvolvimento, utilizado também neste espectáculo. O corpo, nesta situação fragilizada, pode ser sentido de uma forma, mas não é reflectido da mesma. Em palco existe uma segunda personagem, um técnico que monta as argolas, permanecendo no seu distanciamento, interagindo indirectamente com a personagem principal. O cenário é caracterizado pelo minimalismo, apenas revelando aquilo que nos vai centrar na sua reaprendizagem, espaço que, como ele, vai crescendo e progredindo.

Como autor, Jean-Luc Lagarce centra os seus textos no discurso fluído e frontal, onde interroga a capacidade de cada um em dizer verdadeiramente o que sente. Vemos isso em L’Apprentissage, não há censura nem pudor, despe-se de vergonha emocional e física, é transparente. No texto oscila de homem a criança, máquina ou saco de papel, apercebendo-se da sua importância ao ver-se nesta situação.

Encenador e co-fundador da companhia “Le Théâthre de la Roulotte”, Lagarce morre com 38 anos, a 30 de Setembro de 1995 de SIDA. O legado que deixa tornou-o o autor mais usado depois de Shakespeare e Molière, ultrapassando Racine e Tchekov (segundo um estudo do Ministério de França, de 2001/2002, que enviamos em anexo).

Tanto o texto, como a peça podem fazer-nos reflectir sobre a liberdade como processo, dentro e fora de nós, sobre a fragilidade do corpo. Até que ponto somos livres quando somos tão dependentes, o quanto dependemos do nosso corpo e existimos nele.

Aprender é mudar.
Pode existir aprendizagem sem esta sensação profunda de impotência?
O vácuo perante uma situação desconhecida.
É este o espaço da criação,
o espaço onde se pode reinventar.
É neste silêncio que pode nascer este movimento exigente onde o antigo
se torna novo.
Um passeio no limiar sem regresso possível.

Fabrizio Pazzaglia


Já estou aqui há vários dias – contam-me mais tarde – já aqui estou há vários dias, quando abro os olhos.

Abro os olhos. Ou já há vários dias que abro os olhos antes mesmo de o saber, vários dias depois de ter aberto os olhos e no primeiro dia em que me apercebo de os abrir.

Abro os olhos.

L’Apprentissage, Jean-Luc Lagarce

(tradução de Lurdes Júdice)

"Blue" em Évora






27 E 28 DE ABRIL
TEATRO DOS ALOÉS APRESENTA NO TEATRO GARCIA DE RESENDE
A COMÉDIA “BLUE”

Nos próximos dias 27 e 28 de Abril o Teatro dos Aloés, de Lisboa, vai apresentar no Teatro Garcia de Resende, às 21h30, o espectáculo “Blue” de David Mamet.

BLUE é uma selecção e montagem das “pequenas peças e monólogos”de DAVID MAMET.

MAMET é conhecido pelo seu apurado “ouvido”, pela sua extraordinária capacidade em reproduzir a linguagem quotidiana, e essa característica revela-se particularmente nestes diálogos curtos de que o próprio MAMET disse serem provavelmente a melhor coisa que escreveu.

São “flashes” das mais diversas situações – desde um estúdio de rádio, um café numa pequena terra no Vermont ou a sala duma casa de campo – imagens que se vão sucedendo numa divertida série de vinhetas sobre os Estados Unidos da América.

Com humor e minúcia, DAVID MAMET registou nestes diálogos as indecisões, as incoerências, os silêncios que enchem as conversas das pessoas, e também a falta de comunicação que as caracteriza.

Os personagens não se ouvem uns aos outros, não falam entre si. Estão sempre a pensar noutra coisa – a não ser quando se zangam...

Este espectáculo a não perder, conta com encenação de João Lagarto e interpretação de Afonso Lagarto, Joana Bárcia, Jorge Silva, José Peixoto e Sérgio Praia

CENDREV
Teatro Garcia de Resende
Prç. Joaquim António de Aguiar
7000-510 Évora
Portugal
Tel: 00351/266703112
Fax: 00351/266741181
site: www.cendrev.com

"Gota d'Água" em Portugal





Workshop de exploração - "o medo na criação artística"






A Cooperativa de Comunicação e Cultura promove na sua sede; entre dia 27 de Abril e 2 de Maio um Workshop de exploração - "o medo na criação artística" coordenado por Hugo Miguel Coelho.
Procuram-se participantes para o workshop de exploração "o medo na criação artística" entre 27 de Abril e 2 de Maio, em Torres Vedras. integrado no evento "Portugal e a Memória", uma produção do Teatro Cine de Torres Vedras, organizado por Teatro Cine de Torres Vedras e Cooperativa de Comunicação e Cultura.
O workshop “o medo na criação artística” dirige-se, essencialmente, a performers/ actores/ “curiosos” que tenham interesse em participar numa exploração artística do medo, centrada na relação entre o trabalho físico e o exercício da palavra.

A partir do texto “Na Colónia Penal” de Franz Kafka propomo-nos trabalhar sobre o tema da (in)justiça das prisões ideológicas, centrados no exemplo português da prisão do Tarrafal - nomeadamente no contexto específico da sua utilização durante a Guerra Colonial – contribuindo, também, para a iniciativa “trinta e tal no campo da morte lenta”, a desenvolver em Cabo Verde.

Quando e onde:
Entre 27 de Abril e 2 de Maio com sessões de três horas/ dia das 19:00 às 22:00, na Cooperativa de Cultura e Comunicação de Torres Vedras, rua da Cruz, nº.9.

No dia 2 de Maio, após a sessão final aberta a público, será promovido um espaço de discussão e reflexão sobre o lugar do activista/ rebelde/ prisioneiro de guerra, centrado no caso concreto da Guerra do Ultramar.

Informações e Contactos
Inscrições (pelo envio de cv e foto) / Informações para: Email: geral@ccctv.org info@ccctv.org
Tlf: 26 1338931/2 Fax: 261338933 www.ccctv.org