Sunday, November 30, 2008

"White Christmas" na Broadway

Reportagem de Theatremania sobre a reposição do espectáculo "White Christmas" de Irving Berlin na Broadway.

Estreia de "West Side Story"






Famosos aplaudem 'West Side Story', o novo musical de La Féria
“Vai ser mais um êxito dentro do espectáculo musical em Portugal” (Simone de Oliveira)
O Teatro Politeama, em Lisboa, vestiu-se a rigor para receber a estreia do novo musical de Filipe La Féria, West Side Story – Amor sem Barreiras. Muitas figuras públicas fizeram questão de estar presentes, entre elas, as actrizes Helena Isabel, Sónia Brazão e Maria João Abreu, o apresentador Herman José, os estilistas Fátima Lopes e João Rôlo, bem como o presidente da Câmara Municipal de Lisboa, António Costa, entre muitos outros.
Antes da peça começar e quando a curiosidade ainda pairava no ar, Simone de Oliveira assegurava à CARAS que esta peça tem tudo para ser um sucesso. “O West Side Story vai ser mais um êxito dentro do espectáculo musical em Portugal”, afirmou a actriz.
Já depois de Rui Andrade, que interpretou Tony, Bárbara Barradas, que encarnou Maria, e Anabela e Pedro Bargado, que deram vida a Anita e Bernardo, subirem ao palco acompanhados dos restantes 60 elementos do elenco, o encenador da peça revelava-se muito feliz. “É uma noite inesquecível” explicou Filipe La Féria, enquanto salientava que o musical “tem um nível internacional”.
“Fiquei maravilhado, comovi-me”, revelou, por sua vez, o actor Victor de Sousa, que também marcou presença na primeira apresentação do musical.
Melissa Tavanez in Caras

Estreia de "West Side Story"

D Maluka em Dezembro no Espaço das Aguncheiras








“A Noite Antes da Floresta” em Setúbal







De Bernard-Marie Koltés e encenação de José Maria Dias

no Teatro Estúdio Fontenova
De 05 a 14 de Dezembro (quintas, sextas, sábados e domingos) 21h.30m
Espectáculo para maiores 16 anos
Duração 60 minutos

AERSET
Av. Luísa Todi, 119
2900 Setúbal

Bilhetes: 7€
Descontos: 5€ (desconto para estudantes, menores de 25, maiores de 65 e aderentes PIN Cultura)

Bernard-Marie Koltés Autor, dramaturgo francês da segunda metade do século XX um dos mais representados actualmente no mundo. Inicialmente marginalizado, Koltés (1948-1989) hoje é considerado um autor brilhante cujo teatro também pode ser lido como poesia moderna. Criador de linguagem única, tanto literária como coloquial, urbana e corrosiva. Oferece-nos um mundo de luz e sombras incendiado por gritos, golpes, feridas e também tentativas, possibilidades e esperanças. Um mundo de dualidade, de solidão, de humanidade desumanizada. Autor dos esquecidos, dos anónimos, dos solitários, dos assassinos, dando-lhes a palavra para que denunciem sua crua e profunda realidade, suas ilusões e desenganos. Koltés trabalha com o que está à margem, com lugares sem nome, resgatando consciências, o simbólico, o metafísico. Fala de exclusão social, da solidão levada a um extremo desesperante. Todo o seu trabalho é pontuado pela marginalidade que ataca a sociedade fechada nos seus preconceitos e valores.
De personalidade complexa, homem de existência vertiginosa e que dos 18 aos 25 anos viajou como quem pratica uma aprendizagem necessária, pensou acertadamente que esta experiência lhe serviria para toda uma vida dedicada à literatura, embora em princípio acreditava que faria poemas ou novelas. “Meu desejo maior é escrever novelas. Se não o faço é porque não teria como viver”, declarou. Nos anos 70, desencantado com um sistema desalmado de vida e uma cultura de violência, passou por drogas, depressão, uma tentativa de suicídio e por um processo de desintoxicação. Depois de ver a diva Maria Casarés como Medeia, numa encenação de Jorge Lavelli, escreveu uma adaptação teatral de Infância, de Gorki, passando pelo curso de direcção e dramaturgia da Escola do Théâtre National de Strasbourg, onde escreveu uma dezena de textos curtos nunca revelados ao público.
Nascido em Metz, filho de um coronel do exército, militante do partido comunista, homossexual, Koltés funda a companhia Théâtre du Quai, estreando oficialmente em 1977 no Festival Off de Avignon com o monólogo A Noite Antes da Floresta (La Nuit Juste Avant les Fôrets), dirigido por ele mesmo e por Yves Ferry. Considerado um manifesto lírico. Em 1979 escreve Combate de Negros e de Cães (Combat de Nègre et de Chiens), um laboratório de pesadelos e insatisfações. Mas foi a colaboração com o famoso director Patrice Chéreau no Théâtre dês Amandiers que o fez sair do anonimato, contribuindo para um maior conhecimento e rápida admiração pelo seu teatro.
No entanto, somente depois de sua morte prematura em Paris aos 41 anos, que Koltés começou a ser reconhecido verdadeiramente como dramaturgo, tanto na França como no estrangeiro, tornando-se um clássico do reportório contemporâneo. Considerado por Heiner Muller o Shakespeare de nosso século, traduzido em mais de trinta línguas, encenado em cerca de cinquenta países. Podemos considerar as suas peças como tragédias modernas que nos tocam e desequilibram-nos com uma linguagem inovadora e privilegiada, uma preciosidade num momento em que se corre o risco do teatro descambar para comédias burlescas e banais de consumo rápido.


José Maria Dias Encenador (Alcáçovas, 1957) Licenciatura em Estudos Teatrais, pela Universidade de Évora.
Fez várias cursos, dentro dos quais, Direcção Técnica de Espectáculos, orientado por Jean-Guy Lecat (Director Técnico de Peter Brook), cursos de encenação promovidos pelo Inatel (Teatro da Trindade), com alguns professores como o Tomaz Ribas, Águeda Sena, Fernando Augusto, José Peixoto, Alexandre Sousa, Carlos Cabral, Luís de Matos, António Casimiro, Eurico Lisboa, José Carlos Barros, Victor de Sousa, Cláudio Hochman e Mário Feliciano de quem foi assistente da cadeira de encenação. Director Artístico do Teatro Estúdio Fontenova e do Festival de Teatro de Setúbal “Festa do Teatro”. Actualmente lecciona Teatro na Escola Profissional do Montijo, na Escola Profissional de Setúbal e na UNISET (pólo do Montijo). Tem apoiado vários Clubes de Teatro de diversas escolas do Distrito de Setúbal. Encenou textos de vários autores, Armando Nascimento Rosa, Fernando Augusto, Bernardo Santareno, Gil Vicente, Luís de Sttau Monteiro, Maria Alzira Cabral, Norberto de Ávila, Francisco Ventura, Richard Demarcy, Adele Adelach, Aleksandr Galine, August Strindberg, Edward Bond e Arnold Wesker entre outros.

Eduardo Dias Actor (Setúbal, 1982) Bacharel do Curso de Formação de actores da ESTC.
Interpretou entre outras as seguintes peças: Teatro nacional de São Carlos “Tosca” de Giacomo Puccini (2008); Escola da Noite “Na Estrada Real” de Anton Tchékhov com encenação de António Augusto Barros (2007); Teatro Mundial Escolinha de Música uma produção da Média Capital com encenação de Almeno Gonçalves (2006); no Teatro da Trindade (2003) “Viriato” de Freitas do Amaral com encenação de Fraga; no Teatro O Bando (2001 e 2002) “Pino do Verão” a partir de textos de Eugénio de Andrade com encenação de João Brites; no Teatro Estúdio Fontenova “O Crime do século XXI” (2006) “Os IEmigrantes” (2005); “Audição – com Daisy ao vivo no Odre Marítimo (2004); “Gil Vicente a Retalho” a partir de textos de Gil Vicente (2003); “As Mãos de Abraão Zacut" de Luís de Sttau Monteiro (2002) "O Pelicano" De August Strindberg (2001); "O Auto da Justiça" de Francisco Ventura (2000); "Restos" de Bernardo Santareno (2000), com encenações de José Maria Dias.

Leonardo Silva Realizador, nasceu e vive em Setúbal, sempre gostou de escrever e foi um apaixonado pela magia do grande écran. Quando acabou o ensino secundário decidiu trabalhar como forma de emancipação monetária, o mercado não o permitiu, voltou a estudar, optando pelo seu sonho que é o cinema. Formou-se técnico profissional de realização na Academia em Lisboa, e, desde aí, faz o seu “oficio”, sempre que a alternância da condição de desempregado e trabalhador precário o permita. Realizou e participou entre outras: - “Festróia” Realização e Montagem do vídeo institucional (2004); “Viktor” Realização, Argumento e Montagem da curta-metragem (2005); “Para a frente se anda para trás...” Direcção de Fotografia da curta-metragem (2005) produções MDV. - “O Teu Olhar” e “Baía das Mulheres” estágios como 2º assistente de realização nas novelas (2004) produção NBP. - “Setúbal o quê?” assistente de realização e operador de camera, do documentário, produção NYCityFilms / Neocirka (Panorama Festroia). - “Pão e Circo” Realização e Montagem do vídeo publicitário do espectáculo (2004); “Malus” assistente de fotografia e som na curta-metragem (2007) (1º lugar Curtas Sapo/Festroia); “Anita” assistência técnica da curta-metragem (2007), produções NeoCirka CRL. - “Comenda, estação arqueológica romana” realização, fotografia e edição do documentário (2007) com apoio Univ. Moderna Setúbal (Jornadas Europeias Património); “Ser Conserveira” realização, argumento, fotografia e edição do documentário (2007) com apoio do Museu do Trabalho Michel Giacometti (Jornadas Europeias do Património); “Spectare” realização, fotografia e edição do videoarte para a exposição “Convento de Jesus: Novos Documentos” (2007) produções Prima Folia CRL.


Sinopse
A peça de Bernard-Marie Koltés, apresenta o encontro de dois seres que vagueiam na noite, estrangeiros e marginalizados. Numa esquina de uma cidade qualquer, um homem que, sem ter para onde ir e completamente ensopado pela chuva, tenta comunicar com outro homem na rua, estabelecer um contacto humano em condições desumanas de sobrevivência. Quem será esse interlocutor? Pode ser o próprio espectador ou ainda um duplo do personagem, um espectro?
A Noite Antes da Floresta é uma descida aos infernos, é a voz de um imigrante de um marginal de um excluído.
Não sabemos o seu nome, nem quem é, somente que está sozinho e que fala, fala sem parar. Um vigoroso grito de amor que se perde numa noite fria e chuvosa.

Breves palavras sobre a Encenação
Um monólogo que tenha a capacidade empática com o público, abanando-o na sua consciência de humanos e de intervenientes nesta sociedade humana, muitas vezes desumanizada, indiferente e pouco solidária onde a xenofobia e a exclusão são a sua expressão mais visível, é o desafio estético e interpretativo que nos propomos vencer, trocando os nossos sapatos de primeiro mundo por chinelos de dedo, na luta intima por uma nova humanidade.
As dificuldades de interpretação do próprio texto, pela sua natureza e de grande complexidade na composição da personagem, levam-nos para soluções estéticas muito difíceis de concretizar a nível técnico o que torna tudo ainda mais apaixonante.
Não posso deixar de referir a dedicação de toda a equipa, mas seria injusto se não realçasse o trabalho do actor Eduardo Dias que excedeu as minhas expectativas, pelo sentido de sacrifício e capacidade de trabalho.
José Maria Dias


FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA:
Texto: Bernard-Marie Koltés; Tradução: Eduardo Dias; Encenação, Espaço cénico e Desenho de luz: José Maria Dias; Banda sonora original: João Sol: Interpretação e Caracterização: Eduardo Dias; Figurino: Graziela Dias; Edição de vídeo e Assistência de encenação: Leonardo Silva; Mecânica de Cena: Ricardo Mondim e José Pedro Duarte; Montagem: Júlio Mendão, Alexandre Costa, Bruno Moreira e Mário Pereira; Frente Casa: Anita Vilar, Patrícia Coelho, José Luís Neto e Madalena Fialho


Produção integrada no Festival de Teatro 2008/ “X Festa do Teatro”
Patrocínio: Câmara Municipal de Setúbal
Apoios: AERSET, Projecto Lança
Apoios à Divulgação: O Setubalense, Correio de Setúbal/Sem+Mais Jornal e Setúbal na Rede





«É que há fadas e duendes escondidos em Sintra… Obedecem aos reis da floresta, Oberon e Titânia… Eles andam zangados por causa de um pedacinho de Lua… Puck, o duende traquinas, não vai ter tempo para descansar! Com as suas magias tem de consertar (e desconsertar!) as vidas de todos. Ainda por cima três artesãos de Sintra andam a preparar uma peça maluca sobre uma princesa moura dos sete ais, que querem oferecer na noite de casamento dos Reis de Sintra. Será que vão conseguir ter tudo ensaiado a tempo? Isto e muito mais são As Aventuras de Puck, o Duende! Um sonho!»

a Cultursintra apresenta:
“As Aventuras de Puck o Duende”
numa adaptação livre da versão infantil de Hélia Correia
de “Sonho de Uma Noite de Verão”
de William Shakespeare
Quinta da Regaleira - Sintra
Sábado: 16h Domingo: 11h30
pelo Teatro TapaFuros
a partir de 29 de Novembro
tapafuros.com
www.cultursintra.pt

A CulturSintra associa-se às comemorações do 18º Aniversário do Teatro TapaFuros, assim nos dias 29 e 30 de Novembro a entrada para o espectáculo será gratuita (mediante os lugares disponíveis).

Encenação: Rui Mário; Adaptação: Hélia Correia/ Teatro TapaFuros; Actores: Filipa Duarte, Samuel Saraiva, Rute Lizardo; Música Original: Pedro Hilário; Figurinos/Cenografia: Flávio Tomé; Desenho de Luz: Paulo Campos dos Reis; Vozes Off: Ana Trindade, Catarina Trindade, Catarina Salgueiro, Consultoria Técnica: Câmara dos Ofícios; Equipa Figurinos/Cenografia: Carla Guerreiro, Cláudia Gomes, Rute Lizardo, Madalena Henriques; Montagem: Fábio Ventura, Jorge Facas, Olavo Silva, Vito; Secretariado: Fábio Ventura, Marco Silvestre, Rui Fernandes; Produção: Marco Martin

Apoios:
Câmara Municipal de Sintra;
Fc&F – Publicidade em Comboios; Arsoft; Utopia Teatro;

espectáculo aconselhado para maiores de 4 anos
Disponível de 2ª a 6ª para escolas e grupos com pré-marcação
Bilhetes: €7 à venda na Quinta da Regaleira e nos locais habituais, Lojas Fnac, Bliss, Lojas Viagens ABREU, Livraria Bulhosa Oeiras Parque
www.ticketline.pt www.plateia.pt
Reservas: 219 106 650 707 234 234 geral@tapafuros.com
Informações: 919 053 476 912 178 878

Olga Roriz em DVD por Rui Simões





“Doce Pássaro da Juventude” nos dez anos do Teatro Multiculturas







Thiago Justino encena obra de Tennessee Williams nos dez anos da sua companhia teatral

O espectáculo “Doce Pássaro da Juventude”, irá estrear no Teatro Mirita Casimiro, do TEC (Teatro Experimental de Cascais), no Estoril entre 3 e 10 de Dezembro e está inserido no âmbito das celebrações do 10º aniversário do Teatro Multiculturas, é baseado na obra homónima de Tennessee Williams, com encenação de Thiago Justino e Lili Caneças no elenco.

O espectáculo conta a história de uma velha actriz em decadência a quem um jovem aspirante a actor quer convencer que ainda tem talento. O cenário é despojado, semelhante a um plateau de cinema, no qual as emoções dos actores são exibidas em close-up num ecrã gigante. O texto abre espaço a outras linguagens, como a música, dança, percussão, etc. e os actores procuram uma identidade que lhes permita realizar os seus sonhos, numa crítica ao culto da imagem e da corrupção pelo dinheiro.

Manuel Aires Mateus, autor de projecto para o Rato, vence concurso do Parque Mayer






Proposta passa por estender Jardim Botânico até ao antigo recinto da revista
O arquitecto Manuel Aires Mateus é o vencedor final do concurso de ideias para a reabilitação do Parque Mayer, em Lisboa, com a sua proposta de estender o Jardim Botânico até ao antigo recinto da revista à portuguesa.

Um hotel, serviços de vária ordem, restaurantes e duas salas de espectáculos – uma das quais o teatro Capitólio, devidamente recuperado – fazem parte dos edifícios previstos por Aires Mateus, que só tinha previsto 25 mil metros quadrados de construção, mas que, tal como os restantes concorrentes, teve de subir esse valor para 32 mil para se adaptar ao programa de concurso estabelecido pela câmara.

O arquitecto, que já tinha vencido a primeira fase do concurso, quer criar no antigo Parque Mayer mais um pedaço de cidade, com uma praça à volta do Capitólio e várias ruas. “Toda a zona será pedonal”, explicou hoje, dia em que soube que o projecto que irá por diante será o seu. Como o quarteirão está num declive, foram pensados alguns meios mecânicos, embora restringidos ao mínimo para ajudar os peões a vencer os desníveis que separam a Rua da Alegria da Rua da Escola Politécnica: escadas rolantes e elevadores. Ainda não é certo que no local fiquem bibliotecas e livrarias especializadas em artes plásticas e artes de palco e residências para artistas, como previu Aires Mateus inicialmente; a autarquia pediu aos concorrentes um programa de ocupação versátil do espaço para poder encaixar as valências que mais tarde entender.

Autor, com Frederico Valsassina, do projecto de um polémico edifício para o Largo do Rato que a Câmara de Lisboa não quer deixar construir, o arquitecto irá agora ajudar a autarquia a desenvolver um plano de pormenor para o quarteirão do Parque Mayer, uma área mais vasta que o antigo recinto do teatro de revista. O seu plano prevê ainda a recuperação do museu da Faculdade de Ciências.

O gabinete AXR Portugal Arquitectos, de Nuno e José Mateus, manteve o segundo lugar que conquistou na primeira fase do concurso. A sua proposta assentou em três eixos que caracterizam a zona: Ciência (museus), Natureza (Jardim Botânico) e Arte (Parque Mayer). As intervenções davam novos usos às construções existentes, embora também se admitisse um novo edifício de ligação à Praça da Alegria. Outras apostas: escolas de arquitectura paisagística e de jardinagem, hotel com 60 quartos e casa de chá suspensa (sobre o Parque).

Gonçalo Byrne, que ficara em 5.º lugar, subiu no alinhamento final à 3.ª posição. A sua proposta, com novos acessos à Praça da Alegria e Rua do Salitre, prevê uma capacidade construtiva de 60 mil m2 de habitação, hotelaria, comércio e serviços. O Capitólio, inserido num “denso tecido urbano multiusos”, beneficiaria de uma ligação por meio mecânicos ao Jardim Botânico.

Arquitecto premiado
Com vários prémios internacionais, Manuel Aires Mateus, de 45 anos, foi distinguido com o Valmor graças à reitoria da Universidade Nova, em Campolide. Já este ano ganhou, em parceria, um concurso para a nova sede da EDP na Boavista..

Luís Filipe Sebastião, Ana Henriques in Público


Foto de Rui Gaudêncio

Artistas Unidos em FM





A partir de 2 de Dezembro, a Antena 2 (em colaboração com o Instituto Franco-Português) começa a transmitir peças de teatro gravadas com os Artistas Unidos. A primeira é mesmo nessa noite, às 21h00, no programa TEATRO SEM FIOS da Antena 2, e será TÃO SÓ O FIM DO MUNDO de Jean-Luc Lagarce, com o elenco que a criou em 2005 no Teatro Taborda.



TÃO SÓ O FIM DO MUNDO de Jean-Luc Lagarce
Tão Só o Fim do Mundo (Juste La Fin du Monde) de Jean-Luc Lagarce
Tradução Alexandra Moreira da Silva
Com José Airosa, Joana Bárcia, Américo Silva, Teresa Sobral e Fernanda Montemor
Cenografia Jorge Martins
Figurinos Rita Lopes Alves
Luz Pedro Domingos
Encenação Alberto Seixas Santos
Assistência de Encenação Andreia Bento
Construção de Cenário José Manuel Reis
Uma produção Alberto Seixas Santos/Artistas Unidos
Estreia Teatro Taborda a 6 de Janeiro de 2005
Teatro Municipal de Almada, 12 e 13 de Julho, integrado no Festival de Almada
Na Antena 2 - 1ª transmissão a 2 de Dezembro de 2008 - 21h00 no Espaço TEATRO SEM FIOS

Uma tragédia que não diz o seu nome. Uma ferida que o mundo não deixa surgir e que, no entanto, provoca efeitos à sua volta. Um homem, um filho, regressa a casa dos seus que há muito deixara. Sabe que vai morrer. Volta para lhes dizer. Volta a ver a mãe, a irmã, o irmão e a cunhada. Gostava de lhes falar, de lhes dizer quem é e como anda, os seus desejos e penas. Nada disso consegue. É esta a incrível força desta peça: nada é dito e, no entanto, cada um dos que se cala está entregue às palavras. São lutas improváveis e subterrâneas de que nos fala o teatro de Jean-Luc Lagarce. Para ocupar o lugar vazio de um amor desfeito, incapaz de passar à linguagem. O homem vai-se embora sem nada ter dito. Lagarce volta, seis anos, depois, em Le Pays Lointain a este mesmo rapaz.

Com Tão só o fim do mundo, Jean-Luc Lagarce retrata-se a si próprio neste homem que sabe que vai morrer. Quer voltar a ver os seus para lhes dizer, mas não consegue ultrapassar a barreira das relações convencionais, as pequenas intrigas, os rancores, os silêncios. Vai-se embora sem revelar o seu segredo.

Tão só o fim do mundo foi escrito por um homem que se sabia condenado. Provavelmente só quem está perto da morte pode ter uma tal preocupação com a justeza das palavras. Em Lagarce, não se trata de preciosismo, esta precisão é a sua escrita, exigente, rigorosa, não naturalista. Esta exigência formal ultrapassa a história da família e dá-lhe um lado universal, como todas as grandes obras literárias.

O teatro de Jean-Luc Lagarce é um teatro íntimo, nostálgico, humanista, mas com algum cinismo, onde as palavras contam a história, mas estão recheadas de suspensões, de silêncios, de ausências, de perdas. Pouco representado enquanto vivo, Jean-Luc Lagarce é agora um nome fundamental da dramaturgia contemporânea pela precisão da escrita, a sensibilidade e a justeza da narrativa.

Estamos perante a ausência, o regresso do não dito e da morte. Louis, um rapaz que sabe que vai morrer em breve, regressa a casa para uma visita que ele quer que seja definitiva. Encontra mãe, irmã, irmão e cunhada que não vê há dez anos. Mas os nós inextricáveis do círculo familiar, os ajustes de contas, o conflito entre os dois irmãos, farão com que Louis se vá embora sem nada ter dito.
L´Union de Reims

Não é uma peça realista, antes uma alegoria das relações do autor com o mundo e uma reflexão filosófica sobre a morte que chega, o silêncio e o remorso.
René Solis,Libération

No final de contas, desta visita de que ele tanto espera, os equívocos da mãe, as frustrações da irmã, o rancor do irmão e a ingenuidade da cunhada, farão com que nada fique. E ele volta a partir com o seu segredo, a morte programada ao fundo de um túnel.
Louis Lefevre, La presse de la Manche

A língua de Lagarce é bela, simples, sem qualquer ênfase. Não recorre a imagens. Há uma economia que lhe confere um tom lírico, sugere mais do que diz. E há um ritmo, uma musicalidade da palavra.
Raymonde Temkine, Europe

Há aqui uma reapropriação da palavra, nesta língua muito banal mas próxima da eloquência antiga.
Gilles Costaz Politis

Lagarce escreve sem recorrer a efeitos, numa língua simples e bela. Usa poucas palavras, sempre justas, sempre as mesmas como em Racine. Alguém vai morrer. É uma questão de tempo. A escrita também é uma questão de tempo: aqui é a palavra que toca a finados.
Frédéric Ferney, Le Figaro

É um estranho sorriso a música desta carta de adeus.
Odile Quirot, Nouvel Observateur


“EU! EU NADA MAIS...!” no Teatro da Trindade






Estreia a 4 de Dezembro , no Teatro Bar do Teatro da Trindade às 23h00.

Até ao final do ano o Teatro Bar do Teatro da Trindade apresenta "Eu! Eu Nada Mais ...! " que pretende também ser uma peça-documento. Catarina Viegas - que tem tido uma maior produção na escrita televisiva - e tem aqui a segunda incursão na escrita teatral, foi fazer pesquisa de rua e recolher histórias verídicas que trouxe para um espectáculo que, com um inegável cunho humanista, pretende ser uma reflexão sobre a sociedade onde vivemos, sobre os papéis que desempenhamos, e sobre o modo como o egoísmo reina.

TEATRO-BAR
4 a 20 Dezembro/ / 5ª a Sábado 23h00

Sinopse
Miguel é um vendedor de sonhos e fantasias secretas que o ajudam também a sonhar… a Joana perdeu a vida no seu sentido mais figurado no dia em que lhe retiraram o seu bebé… a Rita viu na droga a sua maior amiga que lhe fez ver que a vida é como um grande parque de diversões e desilusões… O Júlio acorrentou o seu coração por desejar ser amado e feliz ao lado da mulher que o desprezou… o Rui descobriu na dor a forma de atingir o clímax da paixão mas há uma dor impossível de suportar… a da alma… a Carolina tem um terrível segredo para desvendar…Numa sociedade em que cada um se sente cada vez mais só e cada dia que passa, mais egoísta, surge a peça Eu! Eu nada mais… O drama conta a história destas seis personagens e com a presença do Homem, figura que funciona como uma espécie de consciência de cada uma destas personagens, uma figura misteriosa, o anjo negro…

Ficha Técnica
Autora: Catarina Viegas
Encenação: Mouzinho Arsénio
Musica original de: António Dias
Interpretação: António Camelier, Cândida Teixeira, Fernando Grilo, Joana Almeida, Mário Branco, Rita Frazão, e Rui Machado
Produção: Catarina Viegas
Duração 70 minutos
Classificação etária Maiores de 16 anos

TEATRO-BAR
4 a 20 Dezembro/ / 5ª a Sábado 23h00
Preço 8€
Desconto
30% Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores c/ + de 65 anos

Teatro Dona Maria II: Carlos Fragateiro enviou memorando ao Presidente da República e ao Primeiro-Ministro





Carlos Fragateiro, o anterior presidente do Conselho de administração do Teatro D. Maria II, rebateu em memorando enviado ao Presidente da República e ao Primeiro-ministro as razões invocadas pelo Ministro da Cultura para o exonerar do cargo.

Como seu objectivo, ao enviar o memorando, Fragateiro apontou, em declarações à Lusa, "defender a honra", "limpar o nome".

"Até porque nunca tinha visto em Diário da República uma coisa publicada com esta violência e esta falta de rigor", observou.

Segundo o ex-director do D.Maria II, o gabinete do Primeiro-Ministro informou-o entretanto de que o memorando foi "lido, analisado e reenviado ao ministério da Cultura e ao ministério das Finanças".

Uma fonte do ministério da Cultura disse hoje à Lusa que o ministro "não tem comentários a fazer" sobre a matéria.

Relativamente à queixa que, aquando da sua exoneração, anunciou que iria apresentar, Fragateiro informou que ela foi já entregue no Tribunal Administrativo e no Tribunal Cível.

"Temos de acreditar - disse ainda - que a democracia fará vir a verdade ao de cima. Acredito no futuro".

Fragateiro tomou posse do cargo - como presidente do Conselho de administração (CA) do Teatro D. Maria II (TNDM), E.P.E. (entidade pública empresarial) - em 17 de Maio de 2007 e recebeu, 14 meses e meio depois, a 29 de Julho, o despacho de exoneração. Este, por sua vez, foi publicado a 12 de Setembro em Diário da República.

O seu afastamento do cargo "foi efectivada - escreve no memorando, enviado a 13 de Outubro e a que a Lusa teve acesso - sem que antes tenha havido uma única conversa entre a tutela e o CA, sem que tenha havido uma auditoria, sem que tenha sido celebrado o contrato-programa".

O contrato-programa, diz, "daria à Administração os instrumentos operacionais próprios de uma entidade pública empresarial e definiria um plano de actividades e uma gestão financeira plurianuais que tivesse em conta objectivos bem determinados, em suma, sem nenhum enquadramento que permitisse uma avaliação do desempenho e do grau de cumprimento dos objectivos estabelecidos no contrato-programa".

Entende Fragateiro que "a inexistência de critérios para a avaliação do desempenho e do modo como se estavam ou não a atingir as metas definidas por contrato levou a que os pontos que integram o despacho de exoneração, que na forma pressupõem uma gestão ruinosa, não passem de afirmações não provadas, distorcidas e mentirosas".

"O despacho constitui assim - qualifica - uma manipulação grosseira da realidade".

Na sua avaliação, o ministro da Cultura, com este processo, "pôs em causa" o nome e a honra dos elementos da CA e o nome do Dona Maria II, "perturbou" o desenvolvimento de projectos internacionais e "impediu" que se desenvolvessem projectos com Moçambique e a Guiné e se concretizasse o "processo de reestruturação" do Teatro.

Mais ainda, acusa Pinto Ribeiro de ter retirado "força e protagonismo à integração do Teatro numa rede europeia que inclui parceiros de cidades como Madrid, Paris, Nápoles, Manchester e Sibiú" e de ter lançado "uma mancha na credibilidade de uma instituição do Estado tão prestigiada como é o Diário da República".

Na parte final do memorando, Fragateiro afirma-se convicto de que, "desde a sua tomada de posse, havia por parte do ministro [da Cultura] José António Pinto Ribeiro a intenção" de exonerar o Conselho de administração do Teatro, "intenção nunca assumida frontalmente", mas de vários modos "anunciada".

Essa intenção, explicita, foi anunciada "no facto de nunca ter reunido com o Presidente do CA [Conselho de administração] ou com o CA, nunca ter ido a um espectáculo do Teatro Nacional D. Maria II, ter ignorado um pedido de audiência enviado a 13 de Maio, nunca ter concretizado a assinatura do contrato-programa que deveria ter sido assinado 120 dias depois da tomada de posse do CA da nova EPE".

Lusa
28 de Novembro 2008

Concertos de Natal do St. Dominic's Gospel Choir







Sunday, November 23, 2008

Exposição "Fernando Filipe, Um Cenógrafo no Museu"

"That Night Follows Day" na Culturgest







“That Night Follows Day” - “Que depois do dia vem a noite”
De Tim Etchells e Victoria
NOVEMBRO
QUI 27, SEX 28, SÁB 29
GRANDE AUDITÓRIO (lotação reduzida)
21h30 Duração: 1h10 M/12

Conceito, texto e encenação Tim Etchells
Assistência de encenação Pascale Petralia
Com Tessa Acar, Hannah Bailliu, Michiel Bogaert, Spencer Bogaert, Lina Boudry, Taja Boudry, Tristan Claus, Amber Coone, Tineke De Baere, Florian De Temmerman, Yen Kaci, Lana Lippens, Jérôme Marynissen, Aswin Van de Cotte, Viktor Van Wynendaele e Ineke Verhaegen
Cenografia Richard Lowdon
Figurinos Ann Weckx, assistida por Eva Van Kerkhove
Desenho de luz Nigel Edwards
Coordenação artística Marika Ingels
Tradução para neerlandês Catherine Thys, Pascale Petralia e Marika Ingels
Direcção de produção Wim Clapdorp
Acompanhamento das crianças Lotte De Vuyst e Hannelore Bonami
Treino vocal Françoise Vanhecke
Técnica Piet Depoortere e Niels Ieven
Produtor da digressão Leen Be Broe
Vendas Kristof Blom
Agradecimentos Isotta Mergaert
Produção Victoria (Gent)
Co-produção Festival d’Automne à Paris, Les Spectacles vivants - Centre Georges Pompidou, steirischer herbst Graz, Productiehuis Rotterdam
Apoio KunstenFESTIVALdes¬Arts Brussel, Fierce Earth Birmingham, Emilia Romagna Teatro Fondazione, Theaterfestival Spielart München
Estreia a 4 de Maio de 2007 no KVS de Bruxelas, integrado no KunstenFESTIVALdesArts
Espectáculo em neerlandês, com legendas em português e inglês.

O Espectáculo
A companhia de produção teatral Victoria, de Gent, considera que desafiar artistas colocando-lhes uma pergunta atípica é uma das suas tarefas principais. Uma forma de fazer isto é criando todo o tipo de ‘ordens artísticas’ inesperadas concebidas para atrair artistas a um território novo. O projecto That Night Follows Day, criado pelo escritor e encenador Tim Etchells no contexto da Victoria, surge precisamente desta abordagem.
Há vários anos, a Victoria projectou fazer uma trilogia de peças ou espectáculos onde criadores que nunca tivessem trabalhado antes com crianças seriam convidados a criar algo em que só aparecessem crianças. Para sermos claros e precisos, o objectivo não era teatro infantil – as peças em que a Victoria estava interessada em fazer neste caso destinavam-se a um público adulto. A primeira peça nesta trilogia foi üBUNG de Josse de Pauw, que estreou no Kunstenfestivaldesarts em Maio de 2001 e, nos anos seguintes, andou em digressão pelo mundo (incluindo uma passagem pela Culturgest em 2004). Para a segunda produção desta trilogia a Victoria abordou Tim Etchells, o director artístico do renomado grupo de teatro experimental Forced Entertainment, sediado em Sheffield, no Reino Unido. No que segue, Tim fala dos seus motivos e inspirações, do seu interesse em trabalhar com jovens e sobre o projecto That Night Follows Day.

O convite de Dirk Pauwels para criar uma peça com crianças como intérpretes estabeleceu uma relação profunda com o meu trabalho artístico e a minha vida pessoal. Tive imediatamente de pensar em como os meus dois filhos me tinham inspirado ao longo dos anos – como tinham sido extraordinários a fazer-me olhar com outros olhos para a linguagem, o jogo, a representação e a sociedade… para todas as coisas, na verdade. Apesar disto – e apesar do facto de ao longo de muitos anos eu ter de vez em quando fantasiado fazer algo para ou com crianças – tenho de confessar que o convite foi simultaneamente intimidante e emocionante: a minha experiência real de trabalho com crianças era, afinal, exactamente nula.
Havia no entanto uma certa ligação ao meu trabalho artístico e muito cedo tive de pensar nas várias formas segundo as quais os meus projectos com os Forced Entertainment foram influenciados por uma qualquer (talvez bastante alterada) ideia de representação infantil. De facto, o nosso fascínio colectivo pelas formas adultas populares e no entanto marginais ou de algum modo descredibilizadas – como a stand-up comedy ou o cabaret, o espectáculo de sexo ou o seminário de motivação, os filmes B ou o teatro amador – sempre partilhou um lugar com o nosso gosto pelas representações dos miúdos. Em muitos espectáculos ao longo dos anos, inspirámo-nos na estética do cenário feito em casa e dos figurinos improvisados que se podem encontrar no teatro com crianças, ou até nas suas brincadeiras em casa. Noutras alturas, inspirámo-nos na atitude ingénua face à narrativa e nos diálogos desajeitados da pantomima inglesa ou no estilo de representação e estruturas de bricolage dos saraus escolares – aquelas sequências apressadas de textos, canções, danças e poemas criados como resposta a um tema, como ‘saúde’, ‘espaço’ ou ‘a vida debaixo de água’.
Julgo que aquilo de que gostámos em todas estas coisas foi a sua estética de desenrascanço – a noção de um acontecimento engendrado num tempo reduzido e com recursos ou meios empobrecidos. Também adorávamos as diferentes maneiras pelas quais as representações de e para crianças se esquivam e fogem às questões centrais do grande teatro – toda a tralha pesadona do naturalismo – em favor de soluções mais simples, mais divertidas e certamente muito mais pragmáticas face ao que pode significar estar em cena. Canções, disfarces, piadas, danças, tudo junto, e talvez um bocadinho duma história.
Quando a Victoria me convidou propondo-me um projecto com crianças e jovens para 2007, tive dois pensamentos iniciais ‘concretos’. Um deles foi direitinho ao território do teatro amador e do espectáculo desajeitado que descrevi acima e o outro partiu noutra direcção, talvez mais na da estética do sarau escolar. A primeira das minhas ideias – fazer uma espécie de desfile com máscaras apresentando uma ingénua ‘história do mundo – em breve se metamorfoseou para se tornar o ponto de partida do espectáculo de 2006 dos Forced Entertainment The World in Pictures. Nesse processo não tardou a tornar-se uma tentativa gloriosamente destrambelhada de contar a história da humanidade em 90 minutos, com um texto que é em grande parte confuso, com várias interrupções licenciosas e uma data de figurinos improvisados. Pareceu-me perversamente acertado enviar os adultos dos Forced Entertainment nesta direcção enquanto a minha segunda ideia, bastante mais sóbria, cedo demonstrou ser um foco útil e produtivo para o projecto em que tenho estado a trabalhar com os miúdos de Gent.
Ao dar início aos ensaios de That Night Follows Day, comecei com a ideia de um grupo coral que não cantasse, um coro de miúdos e jovens, que pudesse falar, individualmente ou em uníssono, sobre as várias maneiras segundo as quais os adultos modelam, enquadram, explicam e definem o mundo que eles habitam. Acho que estava interessado em explorar as maneiras pelas quais os pais, professores e o mundo adulto em geral constroem o mundo para as crianças com que interagem, procurando acentuar ou esconder determinadas partes, procurando explicá-lo, procurando tornar o mundo seguro, compreensível, divertido, interessante ou simplesmente habitável para os que têm a seu cargo.

Vocês escolhem-nos as roupas.
Cantam para nós.
Observam-nos enquanto dormimos.
Dizem-nos que a terra é redonda.
Contam-nos histórias.
Dizem-nos que não há que ter medo das sombras.
Dizem-nos que o som que às vezes ouvimos é só o vento nas árvores.

Comecei por escrever. Ao longo de vários meses escrevi um longo, longo catálogo de expressões livremente associadas que tentava mapear as várias maneiras pelas quais os adultos articulam e moldam o mundo para crianças e jovens. Baseei-me nas minhas observações, em conversas com os meus dois filhos, nas minhas recordações de infância e na minha experiência enquanto uma espécie simultaneamente de pai e de ‘professor’ em situações de workshop. Armados com este texto que emergia – listas e listas e listas – começámos workshops e conversas com os miúdos de Gent e o texto cresceu, alterou-se e deslocou-se.

Vocês cortam-nos o cabelo e as unhas.
Guardam as fotos de quando éramos pequenos.
Preparam tupperwares com lanches e sanduíches.
Pegam-nos na mão quando andamos junto a uma estrada muito movimentada.
Tiram as moedas dos nossos mealheiros e prometem pagar tudo mais tarde.
Observam-nos enquanto filmam com a câmara de vídeo, e se alguma coisa corre mal dizem “vá, continua” ou dizem “faz de novo e desta vez não olhes para a câmara”.
Vocês fazem-nos saltar.
Preparam grandes surpresas.

No espectáculo que fizemos, com um elenco de 16 crianças e jovens com idades entre os 8 e os 14, a relação entre adultos e crianças articula-se através do texto. Também se articula nas relações físicas e na encenação da peça, onde se dispõem as crianças num agrupamento formal, limpo, arrumado, contido na estrutura da linha, tal como são tantas vezes dispostas e exibidas a um público de adultos em apresentações escolares e concertos, recitais e fotografias formais. Sempre bem-comportadas. Falando em uníssono. De pé numa fila, olhando em frente e falando directamente sobre a situação, crianças observadas por adultos, representando para eles.
Ao trabalhar com os Forced Entertainment, criei muitos espectáculos que exploram a relação dos intérpretes com o público – peças como First Night, Speak Bitterness e Showtime – fazendo um gráfico com os altos e baixos de toda a necessidade, voyeurismo, desejo e expectativa que a própria situação teatral parece gerar. Talvez a diferença em That Night Follows Day esteja nas relações de poder tantas vezes inerentes ao teatro – entre o palco e a plateia, os entertainers e os ‘entretidos’ – que aqui se multiplicam por outros quadros e circuitos de necessidade, desejo, poder e expectativa que entram em jogo quando adultos observam crianças e quando crianças representam para adultos. Há, no mínimo, uma tensão no ar, uma electricidade, uma tensão sobre o que pode acontecer e como, sobre o que pode ou não pode ser dito, ou até o que deve ou não ser dito.

Quando o nosso trabalho de ensaios começou em Gent, surpreendeu-me a princípio que estivéssemos a chegar a muitas das mesmas questões, limites e alegrias que encontrei ao trabalhar com adultos. Descobri com frequência que era capaz de propor versões das mesmas tarefas e exercícios de representação que tinha usado antes com intérpretes profissionais e com alunos muito mais velhos em universidades e escolas de teatro. Com efeito, as questões que não paravam de me ocorrer enquanto observava os jovens intérpretes nos primeiros workshops para o projecto eram as mesmas que muitas vezes me coloquei sobre performers num sentido mais geral – independentemente da idade ou do contexto.
São capazes de ficar ali de pé, simplesmente, a ser olhados? São capazes de sentir o peso das coisas que estão a dizer, ou o peso do que estão a fazer? Conseguem lidar com o olhar do público? São capazes de detectar uma alteração do ambiente quando acontece? São capazes de sentir, e negociar, o que se passa na sala? Entre si? Entre eles e nós que estamos a ver? Conseguem estar de pé, falar e devolver o olhar aos que observam?
São capazes – para dizer de outro modo – são capazes de simplesmente estar ali, a fazer o que estão a fazer, levando o tempo necessário para pensar, falar, esperar e pesar as consequências?
O que me surpreendeu desde o primeiro estádio do projecto até aos ensaios propriamente ditos foi que, mesmo com oito anos, há miúdos capazes de simplesmente falar, ou só ficar ali de pé, olhar para nós, calmos, descontraídos, concentrados, à vontade com a sua própria presença. Ao trabalhar no projecto, fiquei fascinado por esta qualidade e sinto-me feliz por ter este óptimo grupo de jovens com quem explorar o texto e estas preocupações. Alguns já tinham estado em palco antes em diferentes contextos e outros nunca tinham sequer representado, mas estou certo de que qualquer que seja o seu treino e experiência de representação, isso é menos importante e vital para o projecto do que aquela simples capacidade, aquela incompreensível combinação de banalidade e graça, de simplesmente ‘estar ali’. Armado com esta noção, e apoiado pelos meus colegas Pascale Petralia (assistente de encenação), Ann Weckx (figurinos), Nigel Edwards (luz), Richard Lowdon (cenografia) e a incrível equipa da Victoria, estou entusiasmado com a viagem que That Night Follows Day está a fazer. Espero que venham juntar-se a nós para ver o espectáculo.

Tim Etchells
Sheffield , 2007




Tim Etchells é um artista, criador performativo e escritor sediado em Sheffield, no Reino Unido. É talvez mais conhecido pelo seu trabalho à frente do renomado grupo performativo Forced Entertainment, que dirige desde a sua fundação em 1984.
A par do seu trabalho no teatro, performance e outras formas que Etchells produziu com os Forced Entertainment, muitos dos seus outros projectos têm também sido colectivos, de uma maneira ou de outra. Trabalhou extensamente com o fotógrafo Hugo Glendinning em projectos no contexto das artes visuais, e criou também obras com um conjunto de outros artistas, coreógrafos e outros, incluindo Vlatka Horvat, Wendy Houston, Franko B e Meg Stuart.
Os projectos de Etchells (tanto de forma independente como com os Forced Entertainment) têm atraído apoio regular no Reino Unido do Arts Council de Inglaterra e do British Council. Fez encomendas específicas para a Royal Society of Arts, Photo ’98, Opera North e BBC Radio entre outras, tendo também obtido apoio de um vasto leque de grandes festivais e instituições culturais europeias como o Centro Georges Pompidou em Paris, a Kunsthaus Graz e a Volksbühne em Berlim.
Etchells foi Senior Research Fellow na Unidade de Pesquisa de Live Art na Nottingham Trent University (em 2000 e 2001) e participou no Programa IASPIS Studio, Estocolmo, de Fevereiro a Março de 2003. É actualmente Creative Fellow no Departamento de Estudos de Teatro na Lancaster University.
Etchells fez inúmeras conferências sobre nova performance e instalação e os seus ensaios foram incluídos em livros e revistas como Performance Research, ArtPress e Frieze. Também deu workshops, fez conferências e geriu projectos no Reino Unido, na Europa e não só, em diversos contextos, desde o Das Arts em Amesterdão à Tisch em Nova Iorque e ao Goldsmiths em Londres. As suas publicações incluem a colecção de ensaios sobre performance contemporânea e os Forced Entertainment Certain Fragments (Routledge, 1999) e os livros de ficção Endland Stories (Pulp Books, 1999) e The Dream Dictionary for the Modern Dreamer (Duckworths, 2001).
Entre os espectáculos recentes dos Forced Entertainment, contam-se o concerto de rock desconstruído Bloody Mess (2004), Exquisite Pain (2005), baseado num texto da artista conceptual francesa Sophie Calle, e The World In Pictures (2006), uma destrambelhada ‘história da humanidade’. A última peça do grupo chama-se Spectacular e estreou em 2008.

Para mais informação consulte:
www.timetchells.com
www.forcedentertainment.com


Victoria é uma plataforma de produção de artes performativas sediada em Gent, na Bélgica. A exploração e a descoberta são os seus conceitos-chave: o caminho já trilhado nunca é o escolhido. É por isso que a Victoria prefere trabalhar com artistas que contornam as formas óbvias do teatro e questionam o próprio meio. Em geral, a Victoria tem uma inclinação pela art brut – não optimizada mas vulnerável e imprevisível.
Em Janeiro de 2008 foi lançado o CAMPO, sob a direcção artística de Dirk Pauwels, que resulta da fusão do Victoria e do Nieuwpoorttheater. Tem três espaços de trabalho e apresentação em Gent. Monta e apresenta espectáculos de pequena e grande envergadura. Oferece uma plataforma a artistas belgas e estrangeiros, tanto principiantes como consagrados, cujas obras, por mais heteróclitas, partem todas de uma mesma mentalidade e necessidade artísticas. Também segue de perto aquilo que mexe nas escolas artísticas e no mundo do teatro social.
CAMPO não se contenta com apoiar e ficar à escuta dos artistas. Também lhes dá matéria de reflexão. Agindo sobre o que estes lhe propõem, coloca-lhes o desafio de levar a bom termo determinadas missões muito precisas e frequentemente multidisciplinares, no quadro de uma colaboração a curto ou longo prazo.
Apesar de poder contar com uma longa experiência em matéria de produção e apresentação de espectáculos, CAMPO faz questão de se pôr constantemente em causa com o fim de criar e poder oferecer ao público espectáculos de qualidade, simultaneamente inovadores e relevantes.
Para mais informação consulte:
www.campo.nu

"Imaculados" no Teatro Aberto





Nascemos, crescemos e queremos ser boas pessoas. Fazer o bem. Depois, à medida que o tempo passa, percebemos que isso não é possível. A vida não é assim", diz João Lourenço sobre a peça ‘Imaculados’, que hoje (22 de Novembro) estreia ao público no Teatro Aberto, em Lisboa, às 21h30, e oferece ao espectador um desfile das dores do Mundo contemporâneo.



O texto da alemã Dea Loher – que o encenador diz estar a ser montado com êxito em toda a Europa – é um retrato bastante fiel da sociedade em que vivemos e das pessoas descrentes, desesperadas e sem fé num futuro melhor.

Com um elenco invulgarmente grande (14 actores), onde se destacam Ana Brandão, Ana Nave, Cátia Ribeiro, Francisco Pestana ou Irene Cruz, a peça estrutura-se como uma sequência de cenas muito curtas e é exemplo de teatro épico, pois importa menos a narrativa do que a ilustração de casos humanos que têm em comum a solidão e a ineficácia dos gestos de compaixão.

Não há protagonistas. Todas as personagens têm um resquício de humanidade e um desejo de ajudar o semelhante. Ou uma grande necessidade de serem ajudadas. Mas revelam-se impotentes. Ninguém consegue ajudar ninguém, ninguém é ajudado.

A haver um tema que domine tudo isto, é a ausência de Deus – substituído pelo dinheiro – e a hipótese do suicídio como vislumbre de última solução. João Lourenço diz que o texto pretende fazer o espectador reflectir. "Julgamo-nos humanos, mas estamos longe de lá ter chegado. A autora do texto acredita que estamos todos ligados uns aos outros, e é verdade. Então, porque continuamos a fazer tanto mal uns aos outros?"

Recorrendo ao vídeo e à música, a peça não é isenta de humor e além das interpretações empenhadas surpreende pelo dispositivo cénico (António Casimiro e João Lourenço): uma espécie de portão gigantesco que se abre e fecha para cada cena, revelando um espaço novo. Para ver de quarta a sábado, às 21h30.
Ana Maria Ribeiro in Correio da Manhã
Foto de Expresso

“Dança sem Sombra” no São Luiz





Nos dias 24 e 25 de Novembro, no São Luiz Teatro Municipal – Jardim de Inverno, a Associação Vo’Arte leva aos amantes do vídeo e da dança 28 trabalhos videográficos oriundos de vários países, seleccionados entre muitas obras. A programação ficou a cargo do realizador Pedro Sena Nunes.
Este ano, contamos com a participação de vários realizadores e várias companhias internacionais de renome, entre elas a Cie. Philippe Saire da Suíça, S20 – Horoaki Umeda do Japão, Doulgas Rosenberg dos Estados Unidos, Virpi Pakinen da Suécia, Cie. Mossoux Bonté da Bélgica e Associazione ARTU da Itália.
Outros países representados são: Bélgica, Itália, Suíça, Suécia, Estados Unidos, Espanha, Brasil, Japão, Inglaterra, França e Portugal.

O panorama nacional reflecte-se nas obras de nove artistas portugueses, entre os quais Isabel Costa e Sónia Armengol, Fabiola Montiel, Nicola Dias, Helena Figueiredo, Cláudia Batalhão, Bárbara Simões da Hora, João Galante, Sérgio Cruz, Eva Ângelo e Valdjiu.
Existe uma distinção dos melhores vídeos da Mostra através do voto do público. Estas distinções serão apresentadas no blog da Mostra.
As sessões iniciam-se às 21h e têm entrada livre (mediante a lotação da sala).

"A Carbonária" na Casa Conveniente






“A CARBONÁRIA - Uma récita-atentado”
de Ana Deus, António Preto e João Sousa Cardoso
na Casa Conveniente (Lisboa) nos próximos dias 4, 5 e 6 de Dezembro

a partir de: “Porque Morreu Eanes” de Álvaro Lapa
Concepção, encenação e interpretação: Ana Deus, António Preto, João Sousa Cardoso
Sinopse:
A Carbonária é um trabalho concebido e interpretado por Ana Deus, António Preto e João Sousa Cardoso, motivado pelo episódio histórico do assassinato do Rei em Portugal e do papel activo das organizações de inspiração republicana, entre as quais a Carbonária Portuguesa, no acontecimento.
Esta “récita-atentado” é uma proposta performativa que cruza a evocação da instauração da República no nosso país com uma reflexão sobre o Portugal contemporâneo. Os três autores (e performers) escolheram trabalhar a obra “Porque Morreu Eanes” do escritor Álvaro Lapa (1978), um texto construído a partir da técnica do “cut up”, popularizada por Brion Gysin e William S. Burroughs.

O espectáculo, produzido em dois períodos de residência artística (nos Laboratoires d’Aubervilliers, em Paris, e no Estúdio Zero, no Porto), investiga a exploração das formas visíveis na obscuridade (necessária à conspiração política) e a experimentação sonora da palavra, através da voz e do recurso a meios rudimentares operados em cena.

A Carbonária propõe, no cruzamento de diversas formas disciplinares (teatro, canto, artes visuais e literatura), a revisitação do texto de Álvaro Lapa, numa adaptação assumidamente livre. E com isso, pensar o país. Hoje.

Fotografia: PAT
Co-produção: Três Quatro Lente / As Boas Raparigas...
Ano de produção: 2008

Datas e horário: 4, 5 e 6 Dezembro, às 22h
Local: Casa Conveniente - Rua Nova do Carvalho, 11 (ao Cais do Sodré) - Lisboa
Bilhete: 10€ / 7,5€ (desconto - de 30, + de 65 e profissionais do espectáculo)
Reservas: 96 351 1971 / 91 770 5762
Info: www.casaconveniente.pt

Saturday, November 22, 2008

West Side Story - apresentação do guarda roupa

Politeama apresenta guarda-roupa de "West Side Story"











"Os Emigrantes" no Centro Cultural da Malaposta






Em “Os Emigrantes”, Mrozek vai buscar o exemplo concreto da emigração para o utilizar como metáfora de um problema mais vasto e abstracto: A liberdade e alienação.
Dois tipos de emigrantes em diálogo. Em cada um deles, uma motivação e um objectivo. Mas em ambos um factor comum: Duas pessoas a viverem numa situação de caos e na condição de dejectos humanos.
A sociedade fabrica-os mas não os suporta.
Sendo Portugal um país de emigração e dadas as razões sociológicas atribuídas a esse tema, consideramos que este texto tem mais uma vez condições para continuar a ser divulgado entre nós.


Encenação: Manuel Coelho
Actores: Castro Guedes e Jorge Estreia
Direcção Técnica: António Plácido
Sonoplastia: Nuno Vera
Cenografia: Natércia Costa
Figurinos: Manuel Moreira

foto de Rui Carvalho

"Prova" no Theatro Circo dia 5 de Dezembro






"Prova" é a história de uma enigmática jovem, Catherine, da sua irmã, de um pai genial e de um jovem professor. Todos eles são peças de um puzzle na procura da verdade por detrás de uma misteriosa prova matemática. Catherine tenta superar a dura provação da morte do seu pai, um matemático famoso que ao tempo da sua morte já sofre de alguns distúrbios mentais. Precisamente quando a jovem começa a manifestar o medo profundo de se vir a tornar como o pai, a irmã mais velha, Claire, regressa a casa para assistir ao funeral do pai.
Hal, um antigo aluno do pai, começa a aparecer lá por casa e descobre um velho caderno de notas que traz à luz do dia, um segredo bem guardado por Catherine. Esta descoberta vai pôr à prova a relação entre as duas irmãs e os sentimentos românticos em crescimento entre Catherine e Hal.

A partir da peça de David Auburn, recentemente adaptada para cinema no filme “Proof” (“Entre o Génio e a Loucura”) por John Madden, sobe ao Palco do Theatro Circo, em Braga, após uma breve passagem pela Casa das Artes de V. N. Famalicão, a versão portuguesa dessa peça, “A Prova”.
Uma produção minimalista do grupo de teatro Jangada Teatro (o mesmo grupo que nos trouxe "os filhos do esfolador" de Valter Hugo Mãe, encenado por Joaquim Nicolau), desta vez, sob encenação de Jorge Pinto.
Praticamente desprovida de cenário, com raros jogos de luz e actores visivelmente amadores, “A Prova” acaba por se tornar numa das peças mais simples de serem executadas, em termos técnicos. No entanto, podemos contar com um texto muito bem escrito e muito bem adaptado, assim como uma boa interação entre personagens que acaba por superar as expectativas.De salientar, em aspectos muito gerais, a encenação de Jorge Pinto, com uma boa concepção de tempo e espaço, a música agradável, com temas de conhecimento geral que, apesar de tudo, poderia ter surgido em mais oportunidades.

“A Prova”, de Jorge Pinto, em Braga, no Theatro Circo.
Dia 5 Dezembro, sexta-feira, às 21.30h.
Mais informações no site oficial do grupo Jangada Teatro em http://www.jangadateatro.com/
Entrada única a 7€.
colaboração de Helder Magalhães