Friday, October 31, 2008

Morreu o crítico de teatro e dramaturgo Carlos Porto

O crítico de teatro e dramaturgo Carlos Porto morreu quarta-feira aos 78 anos, em Lisboa, vítima de pneumonia, disse à agência Lusa fonte próxima da família.

Carlos Porto, pseudónimo de José Carlos da Silva Castro, nasceu no Porto em 1930 e notabilizou-se sobretudo na crítica de teatro durante quase cinquenta anos, sobretudo no Diário de Lisboa e no Jornal de Letras.

Um dos fundadores da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, Carlos Porto deixou obra como poeta, dramaturgo e tradutor, estando publicados, entre outros, "10 Anos de Teatro e Cinema em Portugal 1974-1984", "O TEP e o teatro em Portugal", "Fábrica Sensível" e "Poesia Cega".

Maria Helena Serôdio, directora da revista Sinais de Cena e amiga do crítico de teatro, recordou hoje à agência Lusa que Carlos Porto "foi um dos grandes fazedores de opinião pública em termos de teatro".

"Era um crítico muito respeitado e por vezes muito temido, que provocou algumas polémicas, mas que respondeu sempre com coragem e frontalidade", disse Maria Helena Serôdio, reforçando o papel que Carlos Porto teve na década de 1970 na divulgação do trabalho de Luís Miguel Cintra e Jorge Silva Melo.

Foi, sobretudo, no Diário de Lisboa que Carlos Porto se destacou, disse Maria Helena Serôdio, "como combatente absolutamente decidido e corajoso sobre a liberdade do teatro, sobre a inovação e sobre o profissionalismo".

O corpo de Carlos Porto estará em câmara ardente a partir das 17:00 na Igreja de Arroios, em Lisboa.

O funeral foi na quinta-feira para o cemitério dos Olivais, em Lisboa.
in LUSA (adaptado)


"MAIS BELO QUE O MAIS BELO GOLO DO EUSÉBIO"
Carlos Porto dedicou mais de meio século da sua vida ao estudo e à divulgação do teatro em Portugal nas suas mais diversas vertentes, em particular a crítica. Com uma liberdade de expressão invejável, é tão rigoroso quanto lhe exige o seu olhar, tantas vezes polémico: cortante quando o espectáculo o merece, mas também tão arrebatador e desassombrado, que não tem pudor em substituir o tradicional bravo! por um popular gooooolo!


UM CRÍTICO DE TEATRO APAIXONADO E RIGOROSO
A homenagem dos autores ao seu par Carlos Porto, após mais de meio século dedicado à crítica teatral e, com ela, à realidade sócio-política, clara, simples, apaixonada, mas sempre rigorosa, constituiu uma verdadeira surpresa para aquele que foi um dos sócios fundadores da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro, em 1984.
No âmbito da 82.ª sessão do ciclo "A Dramaturgia e a Prática Teatral", organizada por Jaime Salazar Sampaio, que vem decorrendo no Auditório Carlos Paredes, a SPA, com o apoio da sua companheira de sempre e "musa" permanente, Teresa Porto, conseguiu reunir uma série de amigos e íntimos da sua prática literária, nas várias áreas, fazendo desta sessão, simultaneamente, um espectáculo e um debate sobre o teatro em Portugal e a sua pessoa, enquanto ser humano e como testemunho vivo da história que ajudou a escrever.
Abriu a sessão, no dia 11 de Outubro, José Jorge Letria, Vice-Presidente e Administrador-Delegado da SPA que se apresentou não só como representante da cooperativa, mas também como amigo de Carlos Porto, tendo-se seguido uma exposição detalhada sobre Carlos Porto por parte da crítica teatral e professora Maria Helena Serôdio, que o considerou o seu guia imprescindível e o classificou como "o nosso Special One", quando se referiu à sua eleição por unanimidade a presidente honorário da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro.
Para além de muitas mensagens de amigos que não puderam estar presentes, mas que foram lidas na ocasião, entre elas as do encenador Castro Guedes e da crítica jornalística Eugénia Vasques, falaram sobre o crítico, investigador, analista e redactor de teatro, do poeta, tradutor, compositor dramatúrgico e narrador que é Carlos Porto, entre outros, o encenador Joaquim Benite, o jornalista e escritor Baptista-Bastos, a actriz e encenadora Fernanda Lapa e o crítico teatral Fernando Midões.
Mas dois pontos altos assinalaram esta homenagem: uma leitura encenada de textos de Carlos Porto, produzida por vários amigos que se juntaram expressamente para este acontecimento, e, a finalizar, a interpretação da cantora Amélia Muge, que surpreendeu verdadeiramente o homenageado.
A SPA entregou uma placa comemorativa do evento a Carlos Porto e um ramo de flores a Teresa Porto, mais uma vez, cúmplice nesta "etapa" da sua vida. Parafraseando a arrebatadora crítica do homenageado, poderíamos declarar que o espectáculo que constituiu a sua vida e o seu trabalho precioso, aqui resumido, foi "mais belo que o mais belo gooooolo do Eusébio!"
EE


ESCRITAS DE UMA VIDA DIVERSIFICADA
Carlos Porto nasceu no Porto, em 1930. Crítico de teatro desde 1958, iniciou a sua actividade no quinzenário "A Planície" (Moura), órgão do movimento cultural "Convívio". Tem colaborado em publicações nacionais e estrangeiras.
Colaborou em "Portugiesische Literatur", sob a orientação de Henry Tourau, edição da Suhrkamp/1982-83. Foi crítico de teatro nas publicações "Flama", "Notícia", "Vida Mundial" e "Ponto", assim como na RDP.
Foi, durante dezenas de anos, colaborador do Diário de Lisboa até ao encerramento deste jornal.
Coordenou a secção portuguesa das obras "Escenario de dos mundos" (Espanha) e "Dictionnaire Encyclopédique de Theatre" (França). Colaborou na obra "Portugal Contemporâneo" dirigida pelo historiador António Reis e é responsável pela secção de teatro da "Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira". Orientou um seminário sobre Teatro Português na Universidade de Salamanca. Cofundador das Livrarias e Galerias "Divulgação" (Porto, Lisboa e Viana do Castelo), e "Opinião" (Lisboa).
Foi homenageado pelo Festival Internacional de Teatro de Almada, em 1995.
Colabora, actualmente, na biblioteca da Sociedade Portuguesa de Autores.

Livros Editados
_"Poesia Portuguesa do Pós-Guerra, 1945-1965", Ed. Ulisseia, 1965
_"Plano - Cadernos Antológicos de Cinema e Teatro", Publicações Dom Quixote, Porto, 1965/68
_"Poesia 70" - Selecção de Egito Gonçalves e Manuel Alberto Valente, Ed. Inova, Porto, 1971
_"Em Busca do Teatro Perdido", (2 vols) Plátano Editora, 1972
_"Coisas" - Antologia dirigida por Victor Silva Tavares, 8 etc., Lisboa, 1974
_"10 anos de Teatro e Cinema em Portugal" (1974/1984), em colaboração com Salvato Teles de Menezes - Ed. Caminho, 1985
_"Fábrica Sensível", (ficção) - Ed. Cotovia, 1992
_"Livrarias & Livreiros, (1945/1994) - Histórias Portuenses" - Ed. Livraria Leitura, 1994
_"O TEP e o Teatro em Portugal (Histórias e Imagens)", Fundação Eng. António de Almeida, 1997
_"FITEI - Pátria do Teatro de Expressão Ibérica", Fundação Eng. António de Almeida, 1997
_"João Guedes: Retrato incompleto de um Criador Teatral" em "Homenagem a João Guedes", Ed. Afrontamento, Matosinhos, 1997
_"Poesia Cega", Ed. Campo das Letras, Porto, 2000

Traduções
_"Crisótemis", de Yannis Ritsos, Edição O Oiro do Dia, 1981
_"Festas de Loucos e Carnavais", de Jacques Heers, Publicações Dom Quixote, 1987
_"Os Bairros Elegantes", de Louis Aragon, Ed. Caminho, 1990
_"Introdução à Análise do Teatro", Edições Asa, 1992
_"O Diabo é o Aborrecimento", de Peter Brook, Edições Asa, 1993

Trabalhos Teatrais
_"Crisótemis", de Yannis Ritsos (Versão e Dramaturgia) - Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II
_"Comédia à Moda Antiga", de Alexei Arbuzov (Versão e Dramaturgia) Novo GrupoTeatro Aberto
_"O Jardim das Cerejeiras", de Anton Tchekov (Versão e Dramaturgia) TEAR
_"Palatonov", de Anton Tchekov (Versão) TEUC
_"O Carteiro de Neruda", de Antonio Skarmeta (Adaptação e Dramaturgia) Companhia de Teatro de Almada
_"Viagens na Minha Terra", de Almeida Garrett (Adaptação e Dramaturgia) Companhia de Teatro de AlmadaEncontros ACARTE.


VÁRIAS GERAÇÕES APRENDERAM COM ELE A VER E A GOSTAR DE TEATRO
Sei que estou a falar para quem conhece o Carlos Porto, para quem, por isso mesmo, sabe reconhecer o seu valor cultural, a importância decisiva do seu testemunho crítico para a reconstituição de parte importante da história do teatro em Portugal na segunda metade do século XX e inícios do novo milénio. É, por isso, companheiro - na responsabilidade que partilhou - de outros grandes intelectuais portugueses que enriqueceram o debate em torno do teatro, cada um a seu modo, como foi o caso de Jorge de Faria, António Pedro, Jorge de Sena, Urbano Tavares Rodrigues, Deniz Jacinto, Eduardo Scarlatti, Luiz Francisco Rebello ou Osório Mateus, para citar alguns dos que reputo como mais importantes.
E porque falo para uma plateia cúmplice no conhecimento do homenageado, não estarei a revelar nada que não saibam já. Mas não posso deixar de publicamente lhe agradecer o muito que me ensinou ao longo de tantos anos, a presença amiga e compreensiva com que me guiou em muitos passos nesta relação com o teatro e a crítica, e sobretudo o exemplo que sempre deu de compromisso com o teatro, com a história, com o mundo, aquém e além fronteiras.
Repito palavras que escrevi há tempos no JL - Jornal de letras, artes e ideias (de 28 de Fevereiro de 2007): "Com ele aprenderam várias gerações a ver e a gostar de teatro, sentindo que essa arte estava integrada na respiração da cidade e se inscrevia na agenda de todos os que queriam participar (ainda que só em espírito e modestamente) na vida cultural do seu tempo. A sua figura - esguia, ágil, atenta e afável - e a sua escrita - em estilo acessível e cativante - fizeram dele um guia imprescindível até porque, mesmo discordando ou não gostando de um espectáculo, abria sempre caminho para a sua discussão".
Na verdade, a sua participação na vida do teatro foi sempre de uma militância cultural que nunca prescindiu da paixão, da alegria (e da tristeza), da vontade de manter vivo o debate e reclamar a importância do teatro para a vida cultural portuguesa. Vi-o reconhecer importância a espectáculos de que não terá gostado tanto; vi-o gostar de espectáculos que não seriam perfeitos; vi-o também discutir o que para muitos seriam espectáculos irrepreensíveis. Enfim, vi-o, assim, posicionar-se na relação com o palco de uma forma intensa, não dispensando a relação emotiva, nem a exigência intelectual, nem a creditação estética, nem o requisito ético, nem a avaliação política. Sabendo sempre, afinal, ser homem inteiro, sem arrogância, temerário, e cabendo na sua prática a respiração colectiva. Foi, de facto, e conjuntamente com Luiz Francisco Rebello, quem melhor procurou criar e reforçar uma Associação de Críticos de Teatro, mesmo em tempos em que o individualismo e a dificuldade de conversa entre "pares" pareciam já dispensar a prática associativa e o trabalho em grupo. Por isso a Associação Portuguesa de Críticos de Teatro o elegeu por unanimidade o seu Presidente Honorário: definitivamente o nosso Special One, se me permitem a imagem desportiva.
Não será, de resto, metáfora impertinente: lembro-me bem do Carlos Porto em Coimbra, no Congresso Luso-Espanhol (1987) a avocar para si, enquanto crítico, o gosto de gritar "gooooolo" quando sentia a vibração e qualidade de um espectáculo.
No livro Teatro em debate(s), que publicámos em 2003, reunimos as comunicações que foram apresentadas no 1.º Congresso do Teatro Português realizado na Fundação Calouste Gulbenkian em 1993. Relemos as intervenções de Carlos Porto e identificamos nelas a sua assumida paixão pelo compromisso, sempre disponível para o debate, e sempre atento à relação do teatro com a vida. Falou, por isso, do "sentido trágico do teatro", afinal, do seu sentido verdadeiramente social, e relembrou como no Brasil, na Austrália, em países do Golfo Pérsico, em tantos lados o teatro tem sabido medir o mundo de encontro a idealidades que não podemos dispensar. Permitam-me que leia aqui um curto excerto de uma das suas comunicações:
"O sentido trágico do teatro, como o seu sentido social, pode ir mais longe. Se a ferida que o mundo exibe é a imagem da nossa própria desolação, o teatro representa, exige-se que represente, a outra face do combate, esse combate que, como homens de teatro, não podemos deixar de enfrentar.
Na nossa política de todos os dias, na insignificância dos nossos despeitos, dos nossos ódios e das nossas mediocridades, não podemos aceitar, não podemos deixar de rejeitar, que o Poder, seja ele qual for, não aceite a condição mais profunda e mais íntima, também a mais dolorosa, da nossa tarefa, do actor ou do encenador, do autor ou do músico, do cenógrafo, do figurinista, do técnico, do crítico, essa condição que é, para os melhores de nós, os mais puros, a tarefa de toda a vida, o sacrifício de toda a vida.
(...) Devemos aceitar e tornar aceitável o (...) sentido social [do teatro]. Como o da vida. E fazer dele um archote que ilumine o nosso caminho, todos os caminhos."
Esta extraordinária combustão de exigências, e este acerado gosto pela arte e pela vida, fizeram de Carlos Porto atreito a várias paixões: em todas elas há a coerência do que Shakespeare identificava como a razão imaginativa do "louco, do amante e do poeta" (Sonho de uma noite de Verão, v, 1, 7). Por isso, e para além da crítica, da análise, da documentação e da história que investigou e redigiu sobre teatro, ele escreveu poesia, traduziu dramaturgos, assinou composições dramatúrgicas (que todos vocês conhecem). Mas gostaria de destacar aqui sobretudo a narrativa - Fábrica sensível (1992) - que se revelou de uma indiscutível originalidade, por cerzir - de forma brilhante - a prática da crítica, o amor pelo teatro, o profundo conhecimento da dramaturgia universal, um desbragado gosto pela efabulação, e a paixão pela actriz - a sua "diva" Sónia dos Santos - afinal, a refracção ficcional da musa, que nós todos conhecemos bem e que aqui também quero homenagear: a sua (e nossa) Teresa.
Foi Jorge Listopad quem levou à cena, na Sala Estúdio do Teatro Nacional D. Maria II, esta Fábrica sensível. Releio frases que escrevi em 1996 sobre este espectáculo no JL - Jornal de letras, artes e ideias:
"Parte de um capítulo do romance Fábrica sensível, que é, pelo menos formalmente, uma sequência de (supostas) críticas de teatro, e como autores primeiros - de texto e encenação - apresenta dois... críticos de teatro. A ordenar a lógica ficcional está uma sobreposição de discursos: crítico, narrador, actores, personagens, memórias de si e dos outros, memórias de outros textos (principalmente dramáticos), monólogos que são atormentados diálogos inventados, tudo numa curiosa indistinção de vozes (diríamos de rumores) e de processos criativos.
O texto ronda procedimentos da heteronímia pessoana e não está isento de alusões a Pirandello, mas outros universos se insinuam ainda como referentes obsessivos, como são os de Shakespeare, Tchekov e Beckett, não faltando mesmo algum imaginário ultra-romântico. Sucedem-se declarações sobre a verdade do teatro e a ilusão da vida, a sobreposição infinita de máscaras, o estilhaçar do rosto em mil espelhos, etc. (...)
Esta oscilação (ou indecisão), que assim se cria, é habilmente potenciada pelo jogo cénico: na encenação subtil e judiciosa de Jorge Listopad, na expressiva cenografia de José Manuel Castanheira (...), na esplêndida interpretação de João Grosso, acompanhada, de resto, pelo registo discreto e inteligente de António Rama e a presença tranquila de Isabel Ruth e Alexandra Rosa".
Carlos Porto é, portanto, por estas muitas razões que aqui citei, um homem plural, um curioso compulsivo, um apaixonado militante. Argumentos suficientes para eu aqui deixar o meu testemunho de admiração e carinho. Venha de lá um abraço!

Maria Helena Serôdio


NÃO SE FIXAVA NUMA IDEIA PRÉ-CONCEBIDA
Na impossibilidade de estar fisicamente presente por razões profissionais, não quis deixar de tornar público este testemunho.
Tive várias (diria muitas) e por vezes violentas polémicas com o Carlos Porto nas páginas do "DL". No seu percurso de crítico, tanto disse que eu era "um dos mais criativos encenadores do teatro português", como disse, noutra ocasião e noutro contexto, que certo espectáculo que eu encenara se tratava "na verdade, de uma autêntica parvoíce"!
Este aparente paradoxo, hoje, permite-me ver a sua grandeza intelectual e o seu profundo amor e respeito pelo teatro. O Carlos Porto não se fixava numa ideia preconcebida sobre um criador. Era com paixão que se manifestava espontaneamente, não tendo sequer temido classificar "mais belo que o mais belo golo do Eusébio" um brilhante espectáculo do Teatro Experimental de Cascais.
Para dizer mal (e quando se tratava de "bater" ele também era desmesurado) ou para dizer bem, todos estávamos à espera do que vinha nas páginas do "DL". Mesmo que fosse para uma polémica. A que não se furtava. Honrado e amigo da verdade e da liberdade de expressão dos outros como sempre foi. Ao contrário, bem ao contrário, de certas práticas de uns "pasquinetes" que se acham dotados de novo lápis azul para silenciar quem os não acompanhe. (A eles ou aos seus donos).
E se aqui falei no passado é porque é de memórias que se constrói o futuro e no futuro - e já no presente - o Carlos Porto tem lugar marcado no teatro português.
Receba o meu caro Carlos o abraço sincero, respeitoso e apertado do seu velho crítico,

Castro Guedes


UM PROFESSOR COM HUMOR E PACIÊNCIA
Faz hoje um ano e um dia, escrevi para o Carlos Porto um pequeno texto destinado à homenagem do "JL". Nessa curta homenagem, lembrei o trabalhador de teatro que, ao longo de cerca de 50 anos - meio século de actividade sem descanso!! - se dedicou ao teatro como arte maior da sua lira.
Hoje, ausente por imperativos de saúde, venho, nesta muito merecida homenagem da SPA, lembrar somente o meu professor do Conservatório Nacional. É verdade: o Carlos Porto foi meu professor de Crítica Teatral e com ele vimos, eu e a minha turma (onde pontificava a Mila Castanheira), espectáculos que apupámos ligeiramente, criativamente (no Teatro da Graça, no Teatro Aberto!), ou que apreciámos com a mesma generosa juventude (o Huis Clos encenado pelo Listopad, por exemplo!). O humor e a paciência do nosso cicerone eram inexcedíveis e divertimo-nos todos, com a Teresa como cúmplice, ainda durante alguns meses nesse distante ano de 1978 ou 1979, já não recordo bem.
Bem sei que esta é uma ocasião em que é a obra do dramaturgo que estará a ser o principal alvo de escrutínio. Contudo, também a personalidade do Carlos e o seu exemplo são para mim... obra do teatro. Tenho-o, diante de mim, emoldurado, em foto tomada no Algarve pelo Jorge, quando, com o Rui, a Hélia e a Teresa, nos deslocámos para um curso de escrita crítica que organizei. É ao seu ombro amigo que me encosto, tal como foi no seu exemplo de dedicação ao teatro que me inspirei - que me encostei -, quando decidi enveredar pela crítica jornalística. Guardo, para mim, todos os seus raros conselhos e palavras de irónica sabedoria. Para lhe dar só um pequeno presente: a minha inabalável amizade. Um abraço amigo, Carlos, da

Eugénia Vasques


A HONRA E A INTEGRIDADE
Há uns tempos escrevi, sobre Carlos Porto, que "o seu exercício crítico é, sobretudo, um manifesto de paixão. Mas, também, a demonstração da dignidade, da integridade e da honra". O homem de quem hoje aqui falamos não é somente aquilo que eu disse; aquilo que eu disse é muitíssimo pouco para a grandeza intelectual, cultural e humana de Carlos Porto.
Conheci-o muito antes de, pessoalmente, o conhecer. Lia-o, sabia dele através dessa espantosa comunidade de afectos e de conivências que foi a dos camaradas antifascistas. Um estilo que explicava o estofo do homem: claro e simples, pedagógico e advertente. A crítica de teatro, exercida durante décadas, impulsionava-a não apenas o rigor e, claro!, a paixão (que podem muito bem relacionar-se), mas, sobretudo a noção de que o texto não é nunca assimétrico à realidade sócio-política que o ilumina e justifica.
Esta defesa intransigente de uma ética, associada a uma estética, fazia-nos a descoberta vertiginosa de que a arte (toda a arte) para o ser e enquanto tal, terá de dar, sempre e sempre, notícias do homem. Não unicamente do que determina as acções e os comportamentos do homem, mas, também, dos alvoroços que percorrem os corações dos homens.
O magistério de Carlos Porto surpreendia, por original e corajoso, num intelectual de formação marxista. Porém, ele adiantava-se ao seu tempo: lera Althusser e Goldmann, estudara as propostas que surgiam e que pareciam adivinhar os tenebrosos tempos futuros. O regresso aos clássicos, subtilmente alvitrado pelo grande crítico, está esparso em numerosos dos seus textos. A futuridade como categoria filosófica e como advertência para os erros cometidos, e aceitos pela obediência dos ignorantes e pelas mesuras da servidão. Com uma raríssima inteligência, dissimulada, por excessiva modéstia, em silêncios certamente penosos, Carlos Porto ouvia-os sem desprezo, mas transversalmente à ironia mais ácida de que era capaz.
Estivemos, ambos, em locais complicados e em situações perigosas. E era impressionante ver este homem, aparentemente tão frágil, agigantar-se e incutir nos outros a coragem que, momentaneamente, poderia faltar-lhes. Parecia, nessas ocasiões, animado por um fogo interior, como se toda a sociedade estivesse dentro dele próprio, numa relação inseparável com o futuro. A sua resistência entrefigurava-se, por absurdo, completamente irrealista. Mas ele sabia e sabe que não há conquista sem luta, nem luta sem sofrimento. E que quando um homem quer, consegue tudo (ou quase tudo) quanto quer.
Já o disse, e repito-o: ele nunca cultivou o maniqueísmo tão comum a quem existe obcecado por obscuras crenças. É um espírito racional, que soube aliar Montesquieu a Montaigne, Spinoza a Marx, que tem pleiteado a causa do humano e defendido que tudo está ao alcance do nosso coração. Um homem cheio de pudor e de escrúpulos, um ser incomum, um importante intelectual português. E um dos homens mais livres que conheço.

Baptista-Bastos


ALGUMAS PEÇAS SOLTAS DO SEU OPINAR
"A poética teatral é que mais profundamente identifica o trabalho do encenador..."
Carlos Porto

Teatro Aberto

O Suicidário (The Suicide)

"Um grande espectáculo, certamente a inscrever entre os grandes espectáculos do Portugal livre"

"Por momentos passa pelo palco do Teatro Aberto a luz intensa, quase insuportável, do génio"
Diário de Lisboa, 1983.02.22

O Tempo e o Quarto (Top Girls)

"Um texto inventivo, um trabalho de encenação notável e um grande elenco. A ver sem falta"
Jornal de Letras, 1993.08.31

Íbis

Em 1980, em Lisboa, Paulo Filipe Monteiro fundou o grupo Íbis. Em 1981, estreou o espectáculo Drama em Gente: Exposição Teatral sobre Fernando Pessoa, de que fez a dramaturgia e a encenação, e em que participou como actor; ganhou com este espectáculo o Prémio Revelação 1981 da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro. Exclama o crítico:

"Caramba! não pode ser! Certamente sonhei! Um espectáculo revolucionário (...), saudavelmente provocatório, emocionante sem deixar de arrancar algumas boas gargalhadas (...), cheio de imaginação (...). Um espectáculo que se segue e que se assume como uma experiência vital que não poderá deixar de ser inesquecível"

A Escola da Noite

O projecto d'A Escola da Noite foi reconhecido, em 1992, como um dos mais interessantes surgidos no panorama teatral da altura. Sobre Amado Monstro escreveu:

"(...) Um bom trabalho e um princípio auspicioso."

"Amado Monstro é como texto, como diálogo uma peça notável mesmo que aparentemente menor. A encenação foi dos próprios intérpretes, António Jorge e José Neves, e permitiu, pelo menos, a revelação de um cenógrafo, João Mendes Ribeiro, que criou um espaço depurado, de um grande rigor, uma zona de grande qualidade arquitectónica onde paira um toque de Bauhaus. Um solo fortemente inclinado sinaliza o desequilíbrio das duas personagens e das situações. António Jorge revela ainda alguma insegurança, ao contrário de José Neves, actor já com experiência e que confirma aqui um talento indiscutível. Enquanto António Jorge se mexe, de acordo com a situação, ele está sentado e praticamente imóvel durante todo o tempo, criando a sua personagem através da voz e das tensões que a sua presença levanta. Um belo trabalho. Teatro para ver em Coimbra, portanto"
Jornal de Letras, 1992.04.07

... e sobre Mandrágora

"(...) O mais belo espectáculo em cena"
Jornal de Letras, 1993.07.20

Companhia de Teatro de Almada

Fazedor de Teatro (O), de Thomas Bernhard

"Morais e Castro oferece um trabalho irradiante de criatividade, num grande espectáculo, demonstração de um teatro de qualidade"
Jornal de Letras, 2004.03.27

Companhia Teatral do Chiado

A Casa da Boneca

"Não é a primeira vez que a CTC se interessa por Ibsen, desta vez, suponho, com uma intensidade, uma verdade, uma qualidade estética que o justifica. O elenco interpretativo é responsável por essa qualidade, sendo justo salientar o trabalho notável da actriz Vanessa Agapito"
Jornal de Letras, 2005.02.02

As Obras Completas de William Shakespeare em 97 Minutos

"Situações de grande comicidade que se deve ao texto, à tradução, ao ritmo imposto pela encenação e ao trabalho interpretativo"
Jornal de Letras, 2005.02.02
in Dossier SPA

Monday, October 27, 2008

Daqui fala o morto! no Palco Oriental








Uma “Fraude” no Trindade






Há verdades e há…verdades. Saber que verdades são mais verdadeiras pode ser um verdadeiro problema.
A fraude é um espectáculo interactivo que aborda, de forma humorística, determinadas crenças
fantásticas e extraordinárias que, por várias razões, continuam a fazer parte de um suposto “consciente colectivo”. Para além da abordagem céptica a diferentes tópicos sobrenaturais
e mitos urbanos, são criadas situações das quais advêm resultados surpreendentes.
Leandro Morgado reúne neste espectáculo temas como a astrologia, numerologia, falar com os mortos, superstição, fobias sociais, auto-ajuda, mensagens subliminares, raptos por extraterrestres, profecias para o fim do mundo e outros assuntos que até podiam ser verdade mas, provavelmente, não são.
A fraude é um espectáculo diferente. Um espectáculo sobre o paranormal.
Um espectáculo…anormal.

Leandro Morgado nasceu em Lisboa a 21 de Agosto de 1981.
Licenciado em Antropologia pelo Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa.
Premiado em literatura no concurso Jovens Criadores 2007.
Co-autor e co-intérprete do espectáculo MIND FX (apresentado no Teatro da Trindade, Tertúlia
Castelense e Incrível Club - 2005-2007).
Composição da banda sonora da curta metragem OIO de Simon Goulet (Indie Lisboa 2005).
Intérprete na peça teatral de criação colectiva O Buraco (apresentada no Teatro da Comuna - 2000).
Autor e intérprete do espectáculo A Fraude (2008).
http://www.a-fraude.blogspot.com/


ficha técnica
autoria e interpretação - Leandro Morgado
som e luz - Rui Fernandes
design e fotografia - Fabrice Ziegler
duração - 90m (com intervalo de 10m)

Para o video promocional é só carregar aqui.

Museu da Marioneta - Novos Espaços, Colecção Renovada






O Museu da Marioneta encontra-se, desde Novembro de 2001, instalado no Convento das Bernardas, constituindo-se como o primeiro e único espaço, no panorama nacional, inteiramente dedicado à interpretação e divulgação da história da marioneta e difusão do teatro de marionetas.
O espólio do museu tem vindo a ser progressivamente alargado e diversificado, com especial incidência, numa primeira fase, no universo nacional, integrando uma das mais significativas e completas colecções de marionetas tradicionais portuguesas.
Alargamos agora as portas ao mundo com o acolhimento, em depósito, da excepcional e vasta colecção de marionetas e máscaras do sudeste asiático e africanas do coleccionador Francisco Capelo, com mais de 500 peças, sendo agora possível ao visitante tomar contacto com exemplares de excepcional qualidade de máscaras e marionetas orientais, de Java, Bali, Sri Lanka, Birmânia, Tailândia, Índia, Vietname.
No âmbito da candidatura da EGEAC, EM ao Programa Operacional da Cultura, co- financiado pela União da Europeia, para a Valorização e Ampliação do Museu da Marioneta, reabriremos ao público no próximo dia 7 de Novembro. O projecto contemplou a ampliação e renovação da exposição permanente, o reforço das condições de segurança, o melhoramento dos espaços de acolhimento, e a adequação da antiga capela do Convento à realização de exposições temporárias e espectáculos.

Igualmente preparamos a exposição temporária “O Regresso dos Animais – Máscaras e Marionetas do Mali”, também ela com o espólio de Francisco Capelo e em parceria com o Museu Nacional de Etnologia, que estará patente ao público de 7 de Novembro a 31 de Dezembro.

A sessão de abertura ocorrerá no dia 6 de Novembro, pelas 16h30m, prolongando-se com um programa intitulado “Degustação com Marionetas”, levado a cabo pela Companhia de Marionetas A Tarumba e seus convidados.

Horário
Terça a Domingo das 10h às 13h e das 14h às 18h.
Encerra
1 de Janeiro, 1 de Maio e 25 de Dezembro

Contactos
MUSEU DA MARIONETA
Convento das Bernardas Rua da Esperança, 146 1200-660 Lisboa
Tel. 21 394 28 10 • Fax. 21 394 28 19
museudamarioneta@egeac.pt servicoeducativo.marioneta@egeac.pt
www.museudamarioneta.egeac.pt http://www.servicoeducativomarioneta.blogspot.com/

informações do Museu das Marionetas

Curso de Especialização em Cenografia






Prazo prorrogado até 30 de Outubro

O Curso de Especialização em Cenografia tem por principal objectivo desenvolver os aspectos da componente prático-teórica do projectista (ou daquele que intervém no espaço da Cena) relacionados com a análise, a produção e a gestão do espaço cenográfico nas suas diferentes manifestações institucionais ou artísticas.

Objectivos
O Curso de Especialização em Cenografia tem por principal objectivo desenvolver os aspectos da componente teórico-prática do projectista (ou daquele que intervém no espaço da Cena) relacionados com a análise, a produção e a gestão do espaço cenográfico nas suas diferentes manifestações institucionais ou artísticas. O método de abordagem das matérias e a fundamentação do acto projectivo, encarado como produto e processo de concepção de um espaço de representação constituir-se-á desde perspectivas disciplinares cientificamente fundamentadas. É objectivo deste Curso, portanto, fornecer ao profissional, que deseje uma especialização em cenografia, um melhor suporte conceptual e técnico, a partir de onde este pode desenvolver em profundidade os seus estudos e as suas investigações no âmbito das diversas práticas dos espaços e das múltiplas formas de os conceber.
Este curso de especialização interessa, sobretudo ao arquitecto, ao urbanista, ao designer, mas também ao artista plástico, em suma, a todo o projectista que lida com matérias relacionadas com o conhecimento e a construção dos múltiplos espaços de representação.

Plano de Estudos
O programa do curso tem a duração de um ano lectivo constituído por 60 unidades de crédito organizado em 2 semestres a partir de um plano de unidades curriculares específicas compatível com parte das componentes lectivas dos cursos de Doutoramento em Arquitectura, permitindo integrar, sob a forma de opções, unidades curriculares dos cursos de doutoramento ou cursos de estudos avançados da FAUTL ou de outras instituições de ensino superior (depois da aprovação e validação dos respectivos créditos pelo Conselho Científico do Curso). As unidades curriculares específicas correspondem a um total anual de 40 créditos ECTS e das unidades curriculares optativas a um total de 20 créditos ECTS. Perante a circunstância do aluno poder construir o seu currículo de acordo com a lógica dos 3 ciclos de formação que a FAUTL oferece (Decreto-Lei nº. 107/2008 de 25 de Junho) o elenco das unidades curriculares oferecidas pelo Curso de Especialização em Cenografia, dadas as suas características específicas poderá eventualmente servir como parte integrante da formação para os estudos conducentes a qualquer dos graus oferecidos pela FAUTL*.

Para mais informações ir a http://www.fa.utl.pt/

"Ella" no Viriato

"Ella" de Herbert Achternbusch
Encenação Fernando Mora Ramos

Ella é um espectáculo marcadamente intimista por força de um curioso dispositivo cénico que junta em palco actores e público, em que Fernando Mora Ramos é Joseph, filho de Ella, mulher a quem a vida negou um resto de esperança ou humanidade. Construído a partir de uma memória pessoal da barbárie nazi, o texto do dramaturgo alemão Herbert Achternbusch procura também o que resta de nós no quadro do pragmatismo economicista dos novos tempos. Uma longa fala construída numa infra-língua, uma língua fruto de maus-tratos, de choques eléctricos e de uma deficiência que se acentua.

Encenação Fernando Mora Ramos Interpretação Margarida Mauperrin e Fernando Mora Ramos Produção Teatro da Rainha



31 Out e 01 Nov


Sex e Sáb 21h30 60 min. s/intervalo
Preço: A (5€ a 10€) / Jovem 5€
m/16 anos
Plateia instalada no palco
Espaço criança disponível

Ornette Coleman no Porto e Lisboa







Thursday, October 16, 2008

Vitor de Sousa recebe Premio de Melhor Dizedor Nacional de Poesia





Na 16ª Gala da Central FM Rádio Clube, o actor Vítor de Sousa recebe prémio de Melhor Dizedor Nacional de Poesia.
Num Auditório com 2.200 pessoas em Leiria, o actor foi surpreendido pela entrega deste prémio pelas mãos da sua colega e amiga Simone de Oliveira.
Um prémio verdadeiramente merecido, para quem até hoje já gravou 14 discos de poesia.

Nasceu em Lisboa a 18 de Novembro de 1946.
Tirou o Curso de Teatro no Conservatório Nacional em 1967, após o que trabalhou sob a direcção de Francisco Ribeiro, ingressando logo de seguida no Teatro Estúdio de Lisboa onde foi dirigido por Luzía Maria Martins em peças como “Tomás More” de Robert Bolt ou “A Rabeca” de Prista Monteiro. Ainda nesse ano desloca-se a Paris, apresentando, no Olympia, o espectáculo Olimpíadas do Music-Hall. Passa pela Casa da Comédia e em encenações de Norberto Barroca nas peças Mário, ou Eu Próprio - o outro de José Régio e “Caixa de Pandora” de Fernando Amado. Em 1970 integra o Teatro do Gerifalto, com António Manuel Couto Viana. Participa, entre outos, em “As Babuchas” de Abu Kassen de Strindberg. Passa para o Grupo de Acção Teatral, onde é dirigido por Artur Ramos em “O Processo” de Kafka e “Depois da Queda” de Arthur Miller. No Teatro Experimental de Cascais trabalha com Carlos Avilez em “Os Dois Verdugos” de Fernando Arrabal ou “Chapéu de Palha de Itália” de Labiche. Em 1971 está, novamente com Artur Ramos, na Companhia do Teatro São Luiz, onde a peça “A Mãe” de Witkiewicz é proibida pela censura do Estado Novo.

Actor de comédia, em 1972, junto de Laura Alves, em 1974 integrava a Companhia de Teatro da RTP no Teatro Maria Matos. Aí representou obras de Tchekov, Brecht, Ibsen, Bernardo Santareno, Manuel da Fonseca, Almeida Garrett, Ramada Curto ou Miguel Franco. No mesmo teatro veio a participar na fundação e na direcção da cooperativa Repertório, onde participou em “O Encoberto” de Natália Correia, “O Pato” de Georges Feydeau, “O Crime do Padre Amaro” e “A Tragédia da Rua das Flores” de Eça de Queiroz, entre outras. Volta à comédia em 1979, nas produções de Sérgio de Azevedo, onde trabalha junto de Nicolau Breyner ou Herman José com quem iniciaria, depois, uma longa colaboração na televisão.

Nas últimas décadas evidenciou-se na televisão, voltando ao teatro com Varela Silva, no Maria Matos e no Teatro Villaret; em 1997 integrou o elenco de “A Importância de Ser Amável” (São Luiz, com Fernando Heitor); em 2002 participou em “Partitura Inacabada” de Tchekov, dirigido por Paulo Matos (TNDMII); em 2005 interpretou com Sofia Alves “A Educação de Rita” de Willy Russel. Teve, então, participações em programas, séries e novelas. Em 1981 aparecia em “Sabadabadú” com Ivone Silva e Camilo de Oliveira. Em 1982, participa no elenco de “Vila Faia”. Em 1984 trabalha com Herman José em “O Tal Canal” (1984), depois em “Hermanias” (1985), “Humor de Perdição” (1987), “Casino Royal” (1989), “Crime na Pensão Estrelinha” (1990), “Parabéns” (1993), “Herman Enciclopédia” (1997) e “Herman SIC” (2000/07). Foi ainda actor de séries como “Os Bonecos da Bola” (1993), “A Mulher do Sr. Ministro” (1994) em que se popularizou ao lado de Ana Bola, “Médico de Família” (1998), “Cuidado com as Aparências” (2000) ou “Jura” (2007).

No cinema participou em cerca de cinco longas-metragens, como “Lerpar” de Luís Couto (1975), “Santa Aliança” de Eduardo Geada (1980) ou “O Querido Lilás” de Artur Semedo (1986).

A sua actividade estendeu-se ainda à rádio, onde trabalhou em programas da Rádio Comercial (1985 – “A Flor Do Éter”, 1985 - Programa Da Manhã, 1986 – “Rebéubéu Pardais Ao Ninho”, entre outros), Emissora Nacional, Antena 1 ou Correio da Manhã Rádio, em Dora e Dário (1991). Participou ainda em numerosos espectáculos de poesia portuguesa, tendo gravado alguns discos de declamação entre os quais “O Prazer de Pecar”, acabado de ser lançado neste mês de Maio pela editora Ovação, onde diz poemas de Miguel Torga, Fernando Pessoa, Natália Correia, Bocage, Eduardo Pitta, Ary dos Santos, Alexandre O’Neill entre muitos outros numa selecção de Helena Sacadura Cabral, Fernando Dacosta, Simone de Oliveira, Maria Teresa Horta, João Aguiar, Alice Vieira e Guilherme de Melo, tendo sempre por base os sete pecados capitais.

Wednesday, October 15, 2008

FATAL Outras Cenas - Workshop "Dilatação do Tempo Presença"






Workshop
“Dilatação do Tempo Presença”
Com O Bando
Coordenação de João Brites

Vale de Barris, Palmela
7 a 9 de Novembro de 2008 (Turma 1)
21 a 23 de Novembro de 2008 (Turma 1)

Em 2008, o FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa continua a proporcionar um programa de formação artística destinada especificamente a elementos de grupos de teatro universitário.

Seguindo o trabalho desenvolvido por João Brites nos últimos anos, referente à consciência do actor em cena, este Estágio debruçar-se-á sobre a primeira das etapas desse processo, a Dilatação do Tempo Presença. Este vocabulário cénico tem sido elaborado a partir do trabalho com os actores e parte da percepção do espectador. Nesse sentido, não se trata de um trabalho de laboratório mas de um processo sempre conduzido em função do que pode ou não ser apreendido pelo público.

Estágio de três dias com estadia e refeições incluídas. As sessões de trabalho serão coordenadas por João Brites, mas envolverão outros membros da Direcção Artística de O Bando.

PARA MAIS INFORMAÇÕES> Reitoria da Universidade de Lisboa - Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE
Telefone 21 011 34 06 E-mail fatal@reitoria.ul.pt www.fatal.ul.pt
http://fatalnosbastidores.blogs.sapo.pt/

"PTOLOMEU A SUA VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO" pelo TEATRO ART’ IMAGEM






"PTOLOMEU A SUA VIAGEM DE CIRCUM-NAVEGAÇÃO"

Ptolomeu Rodrigues é um marinheiro cabo-verdiano que celebra a epopeia secular do seu povo, evadindo-se da sua ilha, ainda muito novo. Navega por todos os mares do mundo e convive com galdérias e prostitutas, malandros, candongueiros e chulos, marinheiros e outras gentes do mar. Define-se como "um preto bem vestido" e está sempre pronto a "mostrar o seu orgulho de macho, bem apetrechado" Acompanhamo-lo então por Roterdão onde convive com os seus compatriotas emigrados, viaja de barco entre a Holanda e a Irlanda, onde encontra duas militantes revolucionáras da ETA e do IRA, estamos num bordel do Ferrol, na Espanha de Franco "um fascista que nem ao menino jesus interessa", atravessamos as ruas geladas de Vladivostoque, na Sibéria, então a Guantânamo soviética, onde o nosso herói é preso e torturado depois de ter feito amor, ao mesmo tempo, com três "meninas" russas, acontecendo-lho "uma erecção jamais vista". Enviado sob escolta para Berlim Oriental, aí é salvo pelos obreiros da independência da sua terra, antes "colónia dos fascistas tugas". Vai ainda dançar o tango a Buenos Aires numa Argentina sob o poder dos generais e finalmente chega à Baía de Todos os Santos, em São Salvador, onde se apaixona...

Interpretada em tom de comédia, esta é uma peça de teatro em que os actores, num ecléctico e multifacetado jogo de personagens e utilizando um linguagem crua e descomplexada, nos vão contando, às vezes com uma boa dose de cinismo, histórias deste aventureiro dos sete mares que, aparentemente, só nos fala e de uma forma despudorada, das suas picarescas proezas sexuais.
Porém, as aparências (e o Teatro) iludem, porque a peça é, afinal, uma bela história de vida que nos fala de um grande amor perdido e de uma nova amizade conquistada. Ptolomeu aprendeu muito por esse mundo fora e dá-nos a conhecer episódios e acontecimentos políticos e sociais de que é testemunha.
É por isso que o Teatro é um lugar de futuro, nele se encontra, também, a memória dos homens.


autor Tchalê Figueira dramaturgia e encenação José Leitão interpretação Flávio Hamilton e Valdemar Santos direcção de movimento e sonoplastia Tilike Coelho direcção plástica e cartaz Fátima Maio espaço cénico José Leitão, Fátima Maio e José Lopes desenho de luz Leunam Ordep

execução cenográfica José Lopes operação técnica Ricardo Santos design gráfico Caderno fotografia Marcos Araújo vídeo Miguel Ruben produção executiva Claúdia Silva assistente de produção Carina Moutinho direcção de produção Jorge Mendo direcção artística Teatro Art’ Imagem José Leitão

classificação etária: M/ 16 anos
duração aproximada: 100 m

Estreia mundial a 13 de Setembro no Mindelact, Cabo Verde.
Ante-estreia nacional a 12 Outubro 2008 no Festival Internacional Teatro Cómico da Maia.

Classificação etária: Maiores de 16 anos.
Temporada de 18 a 30 Outubro no Teatro do Campo Alegre (de terça a sábado às 21:30 e domingo às 16:00).
preço do bilhete: 5,00
bilheteira: 22 606 30 00

"ENCONTROS E DESENCONTROS NO CAMPO COM TIO VÂNIA" no Trindade





Propositário Azul, Associação Artística
apresenta

"ENCONTROS E DESENCONTROS NO CAMPO COM TIO VÂNIA"
de 29 Outubro a 16 Novembro no Teatro da Trindade

"Encontros e Desencontros no campo com TIO VÂNIA", nasceu da vontade de dissecar as relações entre as personagens que Anton Tchékhov criou no final do século XIX.


Aqui, o público irá confrontar-se com os momentos em que estas se cruzam, sobressaindo os medos, as paixões, os ódios e a amizade que sentem umas pelas outras.



Ao lusco-fusco, apercebemo-nos da necessidade que estas personagens têm de se esconderem das suas vontades e dos seus sonhos. Encontramos um Vânia, de meia idade, infeliz porque a vida lhe passou ao lado, uma Sónia incapaz de lutar por um amor que não lhe é correspondido, um Astrov que vive no plano do sonho sem nunca atingir os seus objectivos no plano da realidade, um Serebriakov que nos últimos anos de vida se confronta com uma velhice que lhe rouba os êxitos que foi alcançando enquanto tinha saúde, uma Helena desiludida com o amor e encarcerada nas escolhas que fez e, finalmente, uma Marina que procura manter a estabilidade de uma família, mesmo sendo esta... infeliz.

É a partir destes sonhos mal resolvidos que procuramos compreender o que acontece quando as personagens se encontram, questionando o que dizem, como o dizem e como se calam... tentando descobrir o porquê de nunca lutarem por um destino diferente.

Esta é a proposta que lhe apresentamos hoje: uma reflexão sobre o medo da mudança e do medo que cada uma destas personagens tem em se confrontar com o seu eu.

Um tema que, por fazer parte da condição humana, é e será sempre actual!

Tenham um Bom Espectáculo!

Ficha Artística / Técnica
Texto: Anton Tchekhov Tradução: Jorge Silva Melo Encenação e Dramaturgia: Maria João Miguel Desenhador de Luz: Alexandre Costa Cenografia: Carmo Medeiros Figurinos: Ana Limpinho Música: Diogo Branco Ambientes Sonoros: Diogo Branco e Susana Oliveira Designer Gráfico: Nuno Franco Produção Executiva: Paula Fernandes Produção: Propositário Azul, Associação Artística

Interpretação: Ana Mendes, Bernardo Zabalaga, Elmano Sancho, Inês Pereira, Sara Aguiar, Tiago Cadete.



Em exibição na Sala Estúdio do Teatro da Trindade 29 Out. a 16 Nov. - quarta-feira a sábado às 22h00 e domingos às 17h00;

Classificação Etária: M/ 12 anos;
Duração: 60 minutos s/ intervalo;
Preço dos Bilhetes: 8€
Mais informações: http://teatrotrindade.inatel.pt/tiovania.html

Wednesday, October 8, 2008

Lisboa e Porto recebem "My Dream"







Marionetas invadem Alcobaça durante três dias






Arranca em Alcobaça na próxima sexta-feira, dia 10, a 11ª edição do festival Marionetas na Cidade. Ao longo de três dias, a arte da marioneta vai estar em destaque nas suas mais variadas vertentes, em espectáculos, conferências, exposições, animação de rua, entre tantas outras propostas.

Sete companhias de todo o país juntam-se à anfitriã S.A. Marionetas para uma iniciativa que percorre os espaços culturais alcobacenses e traz para a rua “uma variedade enorme de espectáculos de onde se destaca a qualidade do trabalho”, garante José Gil, da companhia alcobacense. Por isso, quem se deslocar a Alcobaça no próximo fim-de-semana “terá a oportunidade de ver muito bons trabalhos de companhias profissionais e ver um bocadinho do que de melhor se faz no teatro de marionetas em Portugal”, acrescenta ainda.

Este ano o festival apresenta algumas novidades, como as três exposições que estarão patentes na Escola Adães Bermudes, no Cine-Teatro de Alcobaça e na Fundação Cultural Armazém das Artes. A primeira, intitulada “Outros Bonecos” conta com fotografias de João Costa. Já no Armazém das Artes estrão expostas “Marionetas de Jorge Cerqueira”. Por fim, o Cine-Teatro de Alcobaça acolhe as “Marionetas do Projecto ‘Tempestade’ – Theatre of Glass”, uma co-produção luso-britânica estreada por terras de sua majestade no passado mês de Julho e que, por contar com marionetas de vidro feitas exclusivamente para este espectáculo, ganha aqui um papel principal.

Já nos espectáculos, o destaque vai para a estreia de “A Ver Navios”, uma peça produzida pela S.A. Marionetas que remonta a 1807 e que recupera a partida da corte de D. João VI para o Brasil. Num espectáculo do qual a própria companhia salienta “o grande rigor na confecção dos figurinos das marionetas bem como de cenários e estruturas cénicas que se baseiam em originais da época”, serão 20 os bonecos a desfilar pelo palco.


Tutela volta a negar apoio
No ano em que comemora 11 edições, o festival “Marionetas na Cidade” viu o apoio do Ministério da Cultura ser negado pela segunda vez consecutiva. De acordo com José Gil, a nega do Instituto das Artes assenta numa justificação semelhante à do ano passado, em que era dito que embora o festival estivesse fundamentado e tivesse interesse cultural, a “relevância artística podia ser mais explícita”.

Para o marionetista, “este é o único festival nacional que puxa pela produção portuguesa de Teatro de Marionetas, pelo que não faz sentido não ter apoio”. “Os concursos para o apoio às Artes continuam a ser algo muito estranho que nós não conseguimos entender”, lamenta.

No entanto, a falta de incentivo por parte da tutela não impede que esta iniciativa se realize exclusivamente com companhias profissionais, “muitas das quais vêm a custo zero, dando uma bofetada de luva branca”. Há ainda a ressalvar o apoio da Câmara Municipal de Alcobaça, que a organização considera fundamental para que a iniciativa se mantenha com força.

Para saber tudo sobre este festival que regressa a Alcobaça no próximo fim-de-semana basta clicar em www.samarionetas.com.

Joana Fialho in Jornal Oeste


Programa do 11º Marionetas na Cidade
Sexta-feira, 10 de Outubro
14h30 – “O Segredo do Rio” de Miguel Sousa Tavares, pela companhia Fio d’Azeite
Auditório da Escola Adães Bermudes (Sujeito a marcação *)
Maiores de 4 anos
15h30 – Inauguração da Exposição “Outros Bonecos”, com Fotografias de João Costa
Escola Adães Bermudes, até 31 de Outubro
18h30 – Inauguração da Exposição “Marionetas de Jorge Cerqueira”
Armazém das Artes, de 10 a 31 de Outubro
22h00 – Conferência “Vidas com bonecos”
Tertúlia Café - Alcobaça
24h00 – “Ban the Banana”, pela companhia Marimbondo
Alcopázio Bar – Alcobaça
Maiores de 18 anos

Sábado, 11 de Outubro
11h00 – “Teatro D. Roberto”, pela companhia S.A.Marionetas
Mercado Municipal de Alcobaça
Maiores de 4 anos
15h30 – “A história da Carochinha”, pela companhia Era uma vez – Teatro de Marionetas
Praça 25 de Abril
Maiores de 4 anos
16h30 – “Circo de Marionetas”, pela companhia Marionetas da Feira
Praça 25 de Abril
Maiores de 3 anos
17h00 – “Judite-T”, pela companhia Alexandre Pring
Praça 25 de Abril
Maiores de 3 anos
21h00 - Inauguração da Exposição “Marionetas do Projecto ‘Tempestade’ - Theater of Glass”
Cine-Teatro de Alcobaça, até 27 de Outubro
21h30 – Estreia de “A Ver Navios – D. João VI vs Carlota Joaquina”, pela companhia S.A.Marionetas
Cine-Teatro de Alcobaça
Maiores de 4 anos
(Espectáculo integrado nas comemorações oficiais dos 200 Anos Portugal – Brasil)

Domingo, 12 de Outubro
15h30 – “Dança comigo”, pela companhia Marionetas de Viana
Praça 25 de Abril
Maiores de 4 anos
16h30 – “Judite-T”, pela companhia Alexandre Pring
Praça 25 de Abril
Maiores de 3 anos
17h00 – “Teatro D. Roberto”, pela companhia S.A.Marionetas
Praça 25 de Abril
Maiores de 4 anos

“Boa Noite Mãe” em digressão






'Nigth Mother, é uma peça de teatro escrita pela notável dramaturga americana Marsha Norman, premiada com o famoso Prémio Pullitzer, que conta com a interpretação das actrizes Manuela Maria e Sofia Alves e com a realização plástica de Raquel Pinheiro, sob direcção do director internacional, Celso Cleto.

Marsha Norman, tem trabalhado para televisão e cinema, dirigindo actualmente o departamento de composição teatral da Juilliard Drama Scholl. Além de ter ganho vários prémios pode ainda realçar-se o Tony arrecadado com a sua obra intitulada The Secret Garden.

O suicídio anunciado na obra Boa noite Mãe, revela-nos a relação familiar de duas mulheres, mãe e filha, que, no decorrer de um espaço-tempo implacável, vivem uma profunda crise.

Estas duas personagens, a filha Jess (Sofia Alves) e a mãe Thelma (Manuela Maria), vivem numa casa isolada no sul dos E.U.A.

Jess, abandonada pelo marido, Cecil, e vivendo um drama com o voluntário desaparecimento do seu único filho, não consegue encontrar na sua vida uma última esperança e comunica à mãe Thelma que se vai suicidar.

Thelma é uma mãe que construiu durante largos anos uma enorme solidão dentro do seu próprio casamento e uma relação dura com a sua filha. Esta noite, ao ser confrontada com a decisão desta, que nunca viu como a filha ideal, vai lutar desesperadamente para evitar que esta concretize a sua decisão, modificando o percurso desta noite.

Noite, que será, finalmente, de grandes revelações.

Numa produção Dramax Oeiras e Cultura Angra, em colaboração com o Teatro da Trindade, esta criação estreou no dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro, na cidade de Angra do Heroísmo, nos Açores, e está integrado nas Comemorações dos 25 anos da Cidade de Angra, Património da Humanidade (UNESCO), bem como nas Comemorações dos 140 anos do Teatro da Trindade e possuirá a chancela de Oeiras - Ano 2009 - 250 Anos.



Título original: 'Nigth Mother (1982)
Autoria: Marsha Norman
Encenação: Celso Cleto
Elenco: Manuela Maria e Sofia Alves
Tradução: José Luis Luna
Realização Plástica: Raquel Pinheiro
Produção: Dramax Oeiras e Cultura Angra, em colaboração com o Teatro da Trindade

Duração: 100 minutos
Classificação etária: maiores de 16 anos

27 a 30 de Março
Teatro Angrense . Angra do Heroísmo

12 de Abril
Centro Cultural de Ílhavo

20 de Abril
Teatro José Lúcio da Silva . Leiria

1 a 31 Maio
Teatro Rivoli . Porto

14 de Junho
Cine Teatro Messias . Mealhada

4 de Julho
Teatro-Cine Ferreira da Silva . Torres Vedras

25 e 26 de Julho
Centro C.Congressos . Caldas da Rainha

2 de Agosto
Teatro Municipal / Teatro das Figuras . Faro

12 e 13 de Setembro
Teatro Sá de Miranda . Viana do Castelo

20 de Setembro
Teatro Municipal de Bragança

27 de Setembro
Teatro Virgínia . Torres Novas

2 de Outubro
Teatro Aveirense . Aveiro

4 de Outubro
Centro Cultural de Macedo de Cavaleiros

9 de Outubro
Teatro Académico de Gil Vicente . Coimbra

11 de Outubro
Festival de Teatro Cirac . Santa Maria da Feira

16 de Outubro
Theatro Circo . Braga

18 de Outubro
Festival Petra Ficta . Matosinhos

23 de Outubro
Pax Julia Teatro Municipal de Beja

31 Outubro a 21 Dezembro
Teatro Trindade . Lisboa

9 a 11 Janeiro 2009
Teatro Bellas Artes . Madrid

"A Fera Amansada" do TIL no Teatro Armando Cortez








TIL – TEATRO INFANTIL DE LISBOA
apresenta
“A FERA AMANSADA”
Estreia a 25/10/08 às 15h00
espectáculo musical
baseado na comédia de William Shakespeare
“The Taming of the Shrew”
Em cena a partir de 25 de Outubro
Teatro Armando Cortez – Casa do Artista

SINOPSE
Baptista é um muito nobre e rico viúvo, que vive em Pádua com as suas duas bonitas filhas: Catarina e Bianca.
Bianca é obediente, dócil e terna, mas a sua irmã Catarina é o oposto, e o seu temperamento rebelde é conhecido de todos os habitantes de Pádua, que sempre se referem a ela como Catarina, a “Fera”.
O nobre Baptista era muito censurado por não aceitar as muitas e excelentes propostas de casamento que eram feitas a Bianca, a sua filha mais nova; mas a todos os pretendentes ele respondia que só teriam a mão da filha mais nova depois de ver casada a filha mais velha, Catarina.
Até que certo dia, um fidalgo chamado Petruchio chega a Pádua com a intenção de procurar esposa.
Nada desencorajado com o que ouve sobre o temperamento de Catarina e sabendo que além de rica ela é muito bonita, decide que há-de transformá-la, conquistar-lhe o coração e torná-la sua esposa.
Espirituoso, perspicaz, amigo de folgar e dotado de um apurado discernimento Petruchio consegue, através de um ardiloso e divertido plano, amansar o coração rebelde da bela Catarina.
O Mundo inteiro é um palco em que cada um deve recitar o seu papel.
(William Shakespeare)

FICHA ARTÍSTICA / TÉCNICA
Texto original: William Shakespeare
Versão e encenação: Fernando Gomes
Música: Arthur Sulllivan e Giuseppe Verdi
Adaptação e direcção musical: Quim Tó
Cenografia: KimCachopo
Coreografia: Sónia Aragão
Figurinos: Rafaela Mapril
Desenho de Luz: Paulo Sabino
Interpretação: Adriana Pereira, Agostinho Macedo, Henrique Macedo, João Miguel Mota, Kim Cachopo, Maria João Vieira, Paulo Carrilho, Paulo Neto, Pessoa Júnior
Luminotécnico: Manuel Pires
Sonoplasta: Ricardo Vieira
Produtor: TIL/TL – Teatro Infantil de Lisboa/Teatro Livre, CRL
Direcção de Produção: Joaquim Cachopo e Maria João Vieira
Produção executiva: Miguel Vasques
Assistente de produção: Carla Almeida
Promoção e divulgação: Fátima Gonçalves
Direcção – TIL/TL
Agostinho Macedo
Joaquim Cachopo
Maria João Vieira

Uma palavra do encenador…
“A FERA AMANSADA”
Shakespeare é a glória da literatura inglesa. As suas comédias, onde traça uma leve crítica aos costumes e o espírito de brincadeira prevalece, terminam quase sempre com um casamento conciliador.
A Fera Amansada (1593-1594) é uma bela comédia de costumes, repleta de movimento e alegria.
A peça foi adaptada de uma antiga comédia de autor desconhecido e conta a história da irreverente Catarina e do seu pretendente Petruchio, um fidalgo de Verona.
Na Magia do Teatro... A Magia do Amor
Nesta versão, musicada com lindíssimos temas de Sir Arthur Sullivan e Giuseppe Verdi, e pensada para um publico infanto-juvenil, o TIL, seguindo a linha estética dos espectáculos anteriores, pretende dar a conhecer o teatro de Shakespeare, o seu tempo e o seu estilo, quer pelo visual, quer pela linguagem utilizada.
Neste novo e fantasioso espectáculo, é o próprio Shakespeare que vai estar no palco do Teatro Armando Cortez para contar e representar esta sua comédia, juntamente com os actores que vão interpretar as divertidas personagens por si criadas em “A Fera Amansada”, que também se poderia chamar “A Magia do Amor”, já que conta uma história onde, para além de estar presente a importância de valores morais, Shakespeare pretende mostrar que: “É sempre mais fácil obter o que se deseja com um sorriso, do que com a ponta da espada.”
Será esta a sua principal mensagem, aparentemente simples, mas actual e sempre oportuna: o ensinamento de que a melhor forma para se chegar ao coração de alguém é através do amor... com magia.
O Mundo... é um palco
“O mundo inteiro é um palco em que cada um deve recitar o seu papel.”
(William Shakespeare)
E se o mundo é um palco... neste palco vai estar o mundo!
O mundo fantasioso de Shakespeare, num cenário que nos leva a viajar até à bela Itália do século XVI, e com as divertidas personagens que ele tão bem caracterizou ao escrever “A Fera Amansada”.

Teatro Armando Cortez – Casa do Artista
Estrada da Pontinha, 7
1600-584 Lisboa
Telf.: Bilheteira 21 715 40 57
Informações Gerais 21 886 05 03
www.til-tl.com info@til-tl.com
SESSÕES
Terças-Feiras 11h00
Quartas Quintas Sextas-Feiras 11h00 – 15h00
(escolas e grupos organizados)
Sábados Domingos Feriados 15h00
(público em geral)
CARREIRA
Até 26 de Junho de 2009
(escolas e grupos organizados)
Até final de Maio de 2009
(público em geral)
PREÇÁRIO
de 6,50 € a 13,00 €
CLASSIFICAÇÃO ETÁRIA
Maiores de 6 anos