Saturday, August 16, 2008

"Brook by Brook" no FICAP

"Generation 68", Simon Brook no FICAP

Morreu dramaturgo britânico Simon Gray





O dramaturgo inglês Simon Gray, autor de mais 30 peças para o palco e a televisão, entre as quais "Butley" e "O idiota", adaptada do romance homónimo de Dostoievsky, faleceu dia 07 de Agosto, noticiaram os "media" britânicos.

Segundo o jornal "The Guardian", Gray era, além de dramaturgo aplaudido, um dos melhores memorialistas do seu tempo.

Costumava dizer que os seus diários o aliviavam da rigorosa disciplina da escrita para o teatro, a base do seu trabalho de escritor.

No West End e na Broadway várias peças suas subiram à cena com êxito, a primeira das quais "Wild Child" em 1967.

Nascido em Hayling Island, Inglaterra, vivia em Londres e ao longo da sua carreira colaborou com alguns dos mais destacados homens de teatro britânicos. Várias das suas peças foram encenadas por um dos maiores dramaturgos do país, Harold Pinter, e representadas por actores como Alan Bates.

Há um ano tinha-lhe sido diagnosticado um cancro pulmonar mas Gray, fumador inveterado, nem por isso deixou de fumar.

Da sua obra teatral constam títulos como "Spoiled" (peça para TV), "Dutch Uncle", "The Idiot" (adaptada do romance de Dostoievsky), "Butley", "Otherwise Engaged", "The Rear Column", "Quartermaine`s Terms", "Hidden Laughter" e "The Pig Trade".

É ainda autor de vários romances, entre os quais "Colmain", "Simple People", "A Comeback for Stark" (sob o pseudónimo de Hamish Reade), "Little Portia" e "Breaking Hearts", e de livros de memórias como "An Unnatural Pursuit and Other Pieces", "Fat chance" e, publicado este ano, "The Last Cigarette: Smoking Diaries Volume 3".
In LUSA

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Morreu actor Mário Sancho






O actor Mário Sancho, que integrou o elenco da companhia profissional do Teatro Experimental do Porto (TEP) entre 1978 e 1989, faleceu dia 8 de Agosto, após prolongada doença, informou o director do teatro, Júlio Gago.

Oriundo do teatro de amadores, Sancho tinha iniciado a sua carreira nos Plebeus Avintenses, em 1967, sob a direcção de José Brás.

Ainda nos "Plebeus", foi dirigido por profissionais como João Guedes, José Cayolla, Manuela de Melo, Roberto Merino, Moncho Rodriguez, Castro Guedes e Oliveira Alves.

Nascido em 19 de Fevereiro de 1943, Mário Sancho Rodrigues dos Santos fez a sua estreia profissional no Teatro Experimental do Porto em 1 de Julho de 1978, na primeira versão de "Histórias de Hakim", de Norberto D'Ávila, numa encenação de Jorge Pinto, com cenário e figurinos de José Rodrigues e Rosa Ramos.

Até 1989 participou, sempre como actor, em quase todos os espectáculos do TEP, e ainda em várias séries televisivas, como foi o caso de "Os Andrades" ou "Um Táxi na Cidade" e no cinema onde participou em "Barbara" de Alfredo Tropa.

O seu corpo esteve em câmara ardente na Capela Mortuária de Avintes (junto à igreja paroquial), de onde no sábado saiu para o cemitério de Avintes.
foto gentilmente cedida por Noberto Barroca do Arquivo do Teatro Experimental do Porto

Vem Aí, Mais Uma Edição Do Mindelact






A 14.ª edição do Festival Internacional de Teatro do Mindelo, Mindelact, estará em cena de 4 a 14 de Setembro, e terá no Centro Cultural do Mindelo o seu palco principal. São dez dias de muito teatro, com vinte e três companhias de oito países, nomeadamente, Cabo Verde, Angola, Holanda, Itália, Brasil, Guiné Equatorial, Portugal e Espanha, perfazendo um total de 25 espectáculos e seis acções de formação.

Para além da programação principal, onde a companhia "Raiz di Polon", de Santiago, abre o ciclo de espectáculos no dia 5, com "D. Quixote das Ilhas", o Mindelact 2008 contará também com o Festival Off, que pretende projectar companhias de teatro com menos visibilidade, e além da Teatrolândia, especialmente dedicada aos mais pequenos.

Uma das atracções desta edição é a apresentação de uma peça de teatro dirigida a crianças com menos de 3 anos de idade, da autoria de Fernando Casaca, do Teatro Elefante, de Portugal.

A companhia "Raiz di Polon" recebe este ano o prémio Copacabana, escolha que segundo João Branco deve-se ao seu historial e pela ligação que o grupo tem com o Mindelact, participando pela terceira vez no evento.

Mindelact, considerado o maior festival africano de teatro, vai apostar nesta 14.ª edição na descentralização, apresentando espectáculos em outras salas de S. Vicente, como por exemplo na Academia Jota Monte, em Monte Sossego.

In “Expresso das Ilhas”

Festival de teatro reunirá oito grupos lusófonos no Piauí





Oito grupos do espaço da lusofonia vão actuar este mês no Festival de Teatro Lusófono (FestLuso), no Estado do Piauí, na região Nordeste do Brasil, informaram os organizadores.

O festival reunirá artistas de Portugal, Moçambique, Angola, Brasil, Cabo Verde e São Tomé e Príncipe, entre os dias 24 a 31 de Agosto, na capital Teresina.

Entre os participantes estarão os grupos do Centro Cultural Português do Mindelo, de Cabo Verde, do Teatro Extremo, de Almada, em Portugal, e do Teatro de Pesquisa "Serpente", de Kixingangu, em Angola.

Do Brasil, os participantes do FestLuso serão o grupo Bando de Teatro Olodum, do Estado da Baía, e o músico Lirinha, do Cordel do Fogo Encantado, do Estado de Pernambuco, entre outros.

O FestLuso está a ser organizado pelo grupo Harém de Teatro, famoso por manter em cartaz por mais de 15 anos a peça "Raimunda Pinto Sim, Senhor", do dramaturgo Francisco Pereira.

A ideia de organizar o festival nasceu há 10 anos, quando o actor e produtor brasileiro Francisco Pellé se mudou temporariamente para Portugal.

"Em todo esse tempo, o grupo Harém tem viajado sistematicamente para aquele país no intuito de sedimentar essa relação com o teatro de língua portuguesa", salientou o actor, citado num comunicado.

O critério de escolha dos convidados tomou em consideração o trabalho desenvolvido na divulgação da língua portuguesa em todo o mundo, esclareceu Francisco Pellé.

A programação do festival incluirá também oficinas para artistas ministradas por profissionais brasileiros e portugueses.

Outra presença de destaque no FestLuso será a da actriz brasileira Lucélia Santos, que participará num debate sobre o resgate e a preservação da língua portuguesa no mundo.

Lucélia Santos é a realizadora do documentário "Timor Lorosae - O Massacre que o Mundo Não Viu".
Lusa/Fim.

Companhia de Alcobaça leva marionetas a Inglaterra








A companhia S.A. Marionetas, de Alcobaça, estreia dia 22 de Agosto, em Inglaterra, «Tempestade», espectáculo construído com bonecos e instrumentos musicais de vidro e cristal pelo Theatre of Glass, que junta a companhia portuguesa e a britânica PuppetLink.
Em preparação há vários meses, «Tempestade» usa técnicas originais e objectos de vidro e cristal construídos propositadamente para o espectáculo, uma projecção de luz e sombras com sete por cinco metros. Uma forma bem diferente de contar a história escrita por Skapespeare.

«É um espectáculo completamente inovador, tanto pela dimensão como pelas características técnicas», explica José Gil, que integra a S.A. Marionetas e divide a direcção da peça com Clive Chandler, da PuppetLink.

José Gil acredita que é «a primeira vez se usa vidro e cristal para fazer teatro de marionetas. O resultado é um teatro de sombras em escala cinematográfica, com música original tocada ao vivo em instrumentos também de vidro».

Os bonecos utilizados pelo Theatre of Glass foram fabricados em Portugal, nas fábricas da Atlantis Crystal, em Alcobaça, e no Crisform, na Marinha Grande. Alguns instrumentos musicais também foram criados em Portugal.

«As marionetas, os instrumentos e os restantes objectos são verdadeiras obras de arte. Foram todos feitos em vidro soprado por mestres em trabalho no vidro», conta José Gil, que assume ser este o projecto mais ambicioso e caro de sempre da companhia. «Não fizemos as contas, mas são com certeza vários milhares de contos. Sem os diversos apoios, não seria possível concretizar todas estas ideias».

A estreia de «Tempestade» será no Festival Internacional do Vidro de Stourbridge, dia 22, estando agendados mais dois espectáculos para os dias 23 e 24. A peça chega a Portugal dia 20 de Setembro, para abrir a Bienal de Artes Plásticas da Marinha Grande.

Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia










De 3 a 12 de Outubro realiza-se a 14ª edição do FITCM - Festival Internacional de Teatro Cómico da Maia, uma iniciativa da Câmara Municipal da Maia e direcção artística do Teatro Art'Imagem.

São 10 dias de Festival, espectáculos às 21h30m no Grande Auditório, às 23h30m no Café-Teatro, bem como animações de rua às 21h00 e ao fim-de-semana espectáculos para crianças, com entrada gratuita às 16h00.

A programação apresenta o teatro cómico em todas as suas dimensões e disciplinas, da grande comédia ao teatro de rua, do musical à mimica, do "stand-up-comedy", ao novo circo, das marionetas ao café-teatro, trazendo à cidade da Maia prestigiadas companhias nacionais e estrangeiras que apresentam os seus espectáculos para um numeroso público, que na última edição ultrapassou os 12 mil espectadores.

A edição deste ano apresentará mais de 25 companhias portuguesas e outras vindas de Espanha, Bélgica, Austrália, Inglaterra, Chile, Itália e Alemanha, destaques especiais para a premiada companhia australiana de Joel Salom e, para o mestre de mímica, o belga Joseph Collard.

A primeira edição do FITCM teve lugar em 1994, sendo este ainda o único festival regular exclusivamente dedicado ao teatro cómico em Portugal, realizando-se anualmente na primeira quinzena de Outubro no Fórum da Maia e a sua envolvente exterior.

Até 31 de Agosto






Tuesday, August 12, 2008

Mark Deputter na direcção do Teatro Maria Matos






Mark Deputter, director artístico do festival Alkantara, é o novo responsável pela direcção do Teatro Municipal Maria Matos, sucedendo no cargo a Diogo Infante.

Em comunicado, a Câmara Municipal de Lisboa e a EGEAC, entidade que tutela aquela sala, informam que Deputter assumirá a partir de 1 de Outubro as «novas responsabilidades», que «pressupõem a cessação das suas funções enquanto director artístico do Festival Alkantara».

O comunicado destaca a «larga e consolidada experiência» de Deputter nos domínios da programação e da gestão culturais, lembrando que «o seu percurso profissional, neste domínio, teve início em 1989 como director artístico do Centro de Artes performativas STUC em Lovaina».

Segundo a mesma nota, Deputter fundou em 1995, e co-dirigiu com Mónica Lapa, o festival Danças na Cidade, entre 1996 e 2001 foi responsável pela programação de dança do Centro Cultural de Belém, e em 2007 e 2008 exerceu funções de programador do Teatro Camões.

Diz ainda a nota que «a sua assinalável experiência internacional firmou-se desde finais dos anos 80, através da plena participação em várias redes culturais europeias: APAP (2001-02), Danceweb (2001-02), IETM (desde 1989), Départs (desde 2001), Next Step (desde 2008) e DBM Danse Bassin Méditerranée (desde 1999), da qual é presidente desde 2005».

Ainda à frente do Maria Matos, Diogo Infante deixará em Setembro o cargo, que ocupava há dois anos e que deixou em princípios de Julho alegando restrições financeiras para dar continuidade ao seu projecto.

Com Infante deixa igualmente o Maria Matos a gestora Mónica Braz Almeida, nomeada quinta-feira vogal do conselho de administração do Teatro Nacional D. Maria II, a que presidirá Maria João Brilhante.