Friday, May 30, 2008

Um Prémio Por Dia #3

Ricardo Afonso recebeu o Prémio Frederico Valério nos Prémios de Teatro Guia dos Taetros 2007. Foram receber o Prémios os seus pais Carlos Afonso e Fernanda Afonso



Entre os trabalhos de Ricardo Afonso estão, para a televisão, “Camaleão Virtual Rock”, de Filipe La Féria, para o Teatro, “A Saque” (Teatro Esfera – Almeno Gonçalves), “Às Vezes Neva em Abril (Teatro Aberto – João Lourenço), “We Will Rock You” (Dominion Theatre - Chris Renshaw), “The Nigh of 1,000 Voices” (The Royal Albert Hall – Hugh Wooldridge), para além de diversas dobragens como “Shrek”, “Spirit”, “Bela e o Monstro”, etc

Ricardo Afonso
by Mark Shenton

Age: 33. “My birthday was on October 15, so I’m not in a rush to get to 34 yet.”
Currently: Playing Galileo, the rock dreamer who single-handedly takes on the Globalsoft Corporation in a quest to reignite the power of live rock ‘n’ roll that has been prohibited in the London hit We Will Rock You. “I saw the show when I first came to England in 2005 and immediately had a very strong relationship with the part—it fitted with the characteristics of my voice, and I thought I could give it a fair shot. It’s a very physical role, and I also liked that. You don’t stop on stage for a single moment.”

Hometown: Born in Luanda, Angola, Alfonso’s parents returned to Lisbon, Portugal while he was still a baby, and he lived there all his life—until now. Earlier this year, he bought his own flat in Belvedere, Kent. “It’s on the Dartford line,” he says, “so it’s easy for work.”

A Calling: “I was studying marketing at college, and was in my third year of a five-year course when I found that something else was calling me louder,” he recalls. “I had to make a decision: whether to carry on, or try to go down the musical and theatre route. It was not easy for my parents to hear, but nevertheless I did it and decided to audition for a TV drama series with songs. I got it and that was it.” Other jobs followed, doing TV shows and plays, as well as working in revue-type shows in Portuguese casinos. He never went for formal training, though: “As I worked with different directors, they were my teachers,” he explains. “I learnt as I went along”.






O FATAL em Imagens


O MEF – Movimento de Expressão Fotográfica (associação fotográfica que organizou este workshop em colaboração com a Reitoria da Universidade de Lisboa) tem dedicado alguma da sua formação fotográfica no ensino da Fotografia de Teatro, onde tem trabalhado em colaboração com a Companhia de Teatro A Barraca e com a Companhia Teatral do Chiado.
Desta vez criaram um blog que para divulgar as imagens produzidas pelos alunos do Workshop durante a cobertura do Festival FATAL' 08.
Para ver é só clicar aqui.

Escola da Noite em Luanda com balanço positivo


Digressão a Luanda: A Escola da Noite faz balanço muito positivo

A Escola da Noite regressou na passada segunda-feira a Coimbra, depois de uma digressão de dez dias à capital angolana, onde apresentou dois dos seus mais recentes espectáculos: "Matéria de Poesia" e "Auto da Índia: aula prática".

Viajando a convite do Teatro Elinga, organizador do 1º Festival Internacional de Teatro e Artes de Luanda, a companhia apresentou os dois espectáculos na sede deste grupo, em plena baixa da cidade, e foi ainda solicitada para uma sessão extraordinária de "Matéria de Poesia", dedicada ao público escolar, na Escola Njinga Mbande, organizada pelo grupo Horizonte, sediado neste estabelecimento de ensino secundário.
O grupo de Coimbra faz um balanço muito positivo desta sua primeira deslocação a Angola, não só pela óptima receptividade do público aos trabalhos apresentados (três sessões praticamente esgotadas, perto de um total de quinhentos espectadores), mas também pela oportunidade de aprofundar os laços de interconhecimento e colaboração com vários grupos, artistas e outras instituições daquele país. Para além do Teatro Elinga (que, recorde-se, apresentou o seu trabalho na Oficina Municipal do Teatro em 2003, no âmbito da Estação da Cena Lusófona) e do Horizonte Njinga Mbande, A Escola da Noite teve oportunidade de assistir à apresentação de espectáculos e de trocar experiências com o Colectivo Henriques Artes (que apresentou "Hotel Komarca") e com o grupo Oasis, que apresentou a peça "SOS Mundo". Para além disso, a presença da companhia em Angola coincidiu com a passagem pelo mesmo Festival do Grupo do Centro Cultural Português do Mindelo (Cabo Verde), com o espectáculo "As mulheres da Laginha" e do grupo Galagazul, de Moçambique, que transportou a sua versão de "Dois perdidos numa noite suja".
Ainda no âmbito do Festival, a companhia dinamizou uma oficina sobre teatro, na qual participaram cerca de 20 jovens actores e encenadores de vários grupos da cidade de Luanda. Estendendo-se ao longo de quatro dias, esta acção de formação teve lugar na sede da Associação 25 de Abril, histórica instituição da cidade que assim se associou à primeira visita da companhia à capital angolana.
Depois das digressões anteriormente efectuadas à Guiné-Bissau, em 1994, a Moçambique, em 1995, e ao Brasil, em 1998, esta deslocação a Angola, que contou com o patrocínio da empresa de engenharia e construção Mota-Engil, veio reforçar ainda mais a ligação d'A Escola da Noite ao universo teatral dos países de língua oficial portuguesa, bem evidenciado em diferentes momentos e projectos que marcam o percurso de 16 anos do grupo de teatro de Coimbra.
Ainda durante a visita, a companhia foi convidada pelo Ministério da Cultura de Angola a dar sequência num futuro próximo ao trabalho de formação agora iniciado.
A Escola da Noite

fotografias da sessão de formação na Associação 25 de Abril e da assistência ao espectáculo "Auto da Índia: aula prática", na sede do Teatro Elinga.

O regresso de "Contos em Viagem - Cabo Verde"



CONTOS EM VIAGEM – Cabo Verde
a partir de textos de autores Caboverdianos

TEATRO MERIDIONAL
25 de JUNHO a 3 de AGOSTO 08
Quarta a Domingo às 22h00

Depois do sucesso em 2007, Contos em Viagem – Cabo Verde volta ao palco

Contos em Viagem – Cabo Verde é um espectáculo baseado em textos que, apesar de terem um contexto e geografia particulares, dizem da universalidade das emoções e neste espectáculo, especificamente, falaremos de Cabo Verde, em língua portuguesa e também no seu crioulo.

No cais imenso que é a ilha, contam-se “pedaços” de estórias e poemas, como quem canta e reza. Uma actriz e um músico fazem da literatura o pretexto da viagem e, como itinerário, as palavras de autores cabo-verdianos.

Os textos irão atravessar o tempo, cruzar as ilhas, visitar poetas e escritores, dar voz e ritmo a personagens, a sensibilidades, a imaginários das estórias da história, num lugar a falar de si mesmo.

Sabemos, tal como em todas as viagens, que teremos que fazer escolhas de caminhos, deixando de fora alguns Nomes Maiores da Poesia e da Literatura Cabo-Verdiana. Mas, inscrito como está este projecto sob o signo da Viagem, julgamos ter ainda muita vida para em Cabo Verde voltarmos a acostar quando nos chamar a “sodade”.

CONTOS EM VIAGEM – Palavras da Lusofonia
Angola/ Brasil/ Cabo-Verde/ Guiné-Bissau/ Macau/ Moçambique/ Portugal/ S. Tomé e Príncipe/ Timor

A palavra escrita originalmente na língua portuguesa tem sido uma das linhas de trabalho a que o Teatro Meridional tem dado particular relevo, sobretudo através da escrita dramática ou da adaptação dramatúrgica. Neste âmbito, o projecto CONTOS EM VIAGEM amplia a palavra e estende-a ao conto e à poesia, visando criar vários espectáculos em que contemplará o universo literário de cada um dos países que se expressam também na Língua portuguesa.

Depois de Contos em Viagem – Brasil apresentado em 2006, Contos em Viagem - Cabo Verde é o segundo espectáculo desta grande Viagem.

Pretendemos assim contar, en(cantar) e divulgar, o património imenso de estórias na língua que nos une, em espectáculos disponíveis para itinerar, promovendo entendimentos, outros imaginários e diversidade cultural, levando lugares a outros lugares.

Através destes espectáculos, pensados tendo como destinatários públicos heterogéneos, tanto do ponto de vista etário como cultural, procuramos continuar a cruzar a qualidade literária com a inteligibilidade, comunicando nessa proposição universal que são as emoções, que estão nas palavras e nos sentidos que o seu eco faz ressoar em nós.

FICHA ARTÍSTICA E TÉCNICA
Textos António Aurélio Gonçalves, António Nunes, Arménio Vieira, Baltasar Lopes da Silva/Oswaldo Alcântara, Fátima Bettencourt, Germano de Almeida, João Vário, José Lopes, Manuel Ferreira, Manuel Lopes, Orlando Pereira Ramos Rodrigues, Ovídio Martins

Selecção de Textos e Dramaturgia Natália Luíza
Direcção Cénica e Desenho de Luz Miguel Seabra
Música Original e Espaço Sonoro Fernando Mota
Espaço Cénico e Figurinos Marta Carreiras

Interpretação Carla Galvão (texto), Fernando Mota (música)

Fotografia de Cena e Registo Vídeo Patrícia Poção
Assistência de Cenografia Marco Fonseca
Montagem Ruben André Silva e Marco Fonseca
Operação técnica Ruben André Silva
Assistência de produção Maria Manuel
Assessoria de gestão Mónica Almeida
Direcção de produção Narcisa Costa

Produção Teatro Meridional
Apoio Instituto Camões

Duração [1h]
Classificação etária Maiores de 6 anos


Espectáculo estreado a 15 de Setembro de 2007, no Mindelact – Festival Internacional de Teatro do Mindelo, Ilha de São Vicente, Cabo Verde


TEATRO MERIDIONAL

O Teatro Meridional é uma Companhia vocacionada para a itinerância que procura nas suas montagens um estilo marcado pelo despojamento cénico e pelo protagonismo do trabalho de interpretação do actor.

As principais linhas de actuação artística do Teatro Meridional prendem-se com a encenação de textos originais (lançando o desafio a autores para arriscarem a escrita dramatúrgica), com a criação de novas dramaturgias baseadas em adaptações de textos não teatrais (com relevo para a ligação ao universo da lusofonia, procurando fazer da língua portuguesa um encontro com a sua própria história), com a encenação e adaptação de textos maiores da dramaturgia mundial, e com a criação de espectáculos onde a palavra não é a principal forma de comunicação cénica.

Realizou até à data 31 produções, tendo já apresentado os seus trabalhos em 17 países - Espanha, Itália, França, Cabo Verde, Brasil, Timor, Marrocos, Jordânia, Colômbia, Bolívia, Argentina, EUA, México, Chile, Paraguai, Equador e Uruguai - para além de realizar uma itinerância anual por Portugal Continental e ilhas.

Desde 1992, ano da sua fundação, os trabalhos do Teatro Meridional já foram distinguidos 20 vezes a nível nacional e 6 a nível internacional.

Em 2007, o Teatro Meridional foi a Companhia homenageada pelo Festival Internacional de Teatro do Mindelo - Mindelact, com a atribuição do Prémio Copacabana, que “visa distinguir o contributo da Companhia no sentido de dotar a Lusofonia de verdadeiros canais de comunicação humana, cultural e social”

Mais informações: www.teatromeridional.net
fotos de Patricia Poção

Concurso para Capitólio continua suspenso, um dos concorrentes pediu certidão da decisão do júri

O concurso público para requalificação do teatro Capitólio, Lisboa, continua suspenso após um dos sete concorrentes ter requerido certidão do relatório de hierarquização do júri, presidido por Nuno Teotónio Pereira.

Fonte do gabinete de Urbanismo da Câmara de Lisboa confirmou hoje à agência Lusa ter entrado na autarquia, a semana passada, um requerimento do concorrente número dois a solicitar cópias do relatório de hierarquização do júri, ao qual a autarquia respondeu, no início desta semana, por carta registada.

A mesma fonte acrescentou que o candidato dispõe agora de cinco dias úteis, contados a partir da data em que recebeu a resposta da autarquia, para interpor ou não recurso da decisão do júri.

Se houver recurso, este terá que ser analisado pelo gabinete jurídico da autarquia que, ao abrigo da lei que regula os concursos públicos, o decreto-Lei 197/99 de 08 de Junho, dispõe de 10 dias úteis para se pronunciar.

Independentemente de haver ou não deferimento de recurso, a decisão do gabinete jurídico da autarquia tem de ir depois a reunião de Câmara para que o concurso público possa prosseguir, referiu a mesma fonte.

Em causa na suspensão do concurso para o Capitólio está o protesto apresentado pelo concorrente número dois, que contestou a decisão do júri, alegando "que a classificação dos projectos não corresponde ao que o júri responde no relatório de hierarquização", disse à Lusa o concorrente número dois, que não se identificou por o concurso ainda não estar concluído.

Na altura, o presidente do júri, Nuno Teotónio Pereira, em declarações à Lusa considerou "inadequada e sem fundamento" a decisão daquele concorrente, sublinhando que "um júri de um concurso é soberano em relação às suas decisões".

Das nove propostas apresentadas a concurso, duas foram excluídas: a nove por ter entrado fora do prazo e a quatro por não apresentar plantas do teatro.

Segundo o relatório de hierarquização das propostas, as sete validadas obtiveram a seguinte classificação (de 1 a 5): a sete obteve 4,5, a seis 3,8, a um 3,6, a cinco 3,5, a oito 3,1, a dois 1,8 e a três 1,5.

Concebido pelo arquitecto Luís Cristino da Silva, o Capitólio é considerado o primeiro edifício do Movimento Moderno em Portugal e abriu em 1931.

8,5 a 10 milhões de euros provenientes das contrapartidas do Casino Lisboa é o custo previsto pela autarquia para a requalificação do teatro, pretendendo que venha a funcionar como "âncora" do reabilitado Parque Mayer.

O vereador do Urbanismo, Manuel Salgado, já assumiu o compromisso de as obras começarem nos próximos dois anos.
In Lusa

Festa FATAL


FATAL 2008
9º Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa

Festa FATAL – Entrega de Prémios e Encerramento do FATAL 2008
31 de Maio 22h00 Cabaret Maxime

O Cabaret Maxime vai ser FATAL!

Se, para ti, a noite ideal é passada com muita música e dança e, ainda por cima, com “cheirinho” a teatro, então não vais perder a Festa FATAL - Sábado, dia 31 de Maio, no Cabaret Maxime - o último destino do FATAL2008, a fechar a sua nona edição.

Na Festa FATAL, não vão faltar actores e encenadores para animar a noite, que começa com a entrega dos Prémios FATAL aos grupos de teatro universitário que se destacaram nesta edição do festival.

Pelas 24 horas, os “Les Pastis” vão dar música até às tantas, pelas mãos da DJ Miss Nicotine, residente no Maxime e Velvet, e Filipe Nabais, também residente no Velvet e Incógnito.

Do Bairro Alto ao Cabaret Maxime é… um pulinho! Aparece para comemorar connosco a noite mais FATAL do ano!

Entrada: 5 euros por pessoa.

Organização e Informações
FATAL – Festival Anual de Teatro Académico de Lisboa
Reitoria da Universidade de Lisboa
Divisão de Actividades Culturais e Imagem da DSRE
Tel.: +351 210 113 406
Endereço electrónico: fatal@reitoria.ul.pt
Sítio: http://www.fatal2008.ul.pt/

"O Canto do Bode" no Palácio da Independência


ORESTÉIA – O CANTO DO BODE
a partir da trilogia de Ésquilo
encenação Marco Antônio Rodrigues

11 A 17 JUN
21h30
PALÁCIO DA INDEPENDÊNCIA

O Teatro Nacional orgulha-se de receber, no Palácio da Independência e em parceria com o FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, o espectáculo com que a companhia brasileira Folias d’Arte, de Marco Antônio Rodrigues, celebra o seu 10º aniversário. Trata-se de uma leitura inovadora da “Oresteia”, trilogia composta pelas peças “Agamémnon”, “Coéforas” e “Euménides” com que Ésquilo retomou a história de Orestes, o homem a quem os deuses determinaram que vingaria a morte do pai matando a própria mãe.

Dois anos depois de ter apresentado, na MITE’06, uma leitura idiossincrática da tragédia shakespeariana “Otelo”, Marco Antônio relê esta história clássica transpondo-a para o universo da contemporaneidade latino-americana. Ao longo de três horas, o encenador brasileiro propõe-nos olharmos para o mito antigo com olhos modernos, e questionarmos, inclusivamente, as convenções literárias da peça.

Sinopse
A “Oresteia” inicia-se com o crime de Agamémnon, filho de Atreu e irmão de Menelau que, para respeitar as previsões do Oráculo, se dispõe a sacrificar a filha, Ifigénia, para que os Gregos possam ganhar a Guerra de Tróia. Ao regressar à Pátria, aguarda-o a vingança da mulher: com a ajuda do amante, Egisto, Clitemnestra mata o marido quando este está desprotegido, no banho.

Caberá então aos irmãos de Ifigénia, Orestes e Electra, arquitectarem um plano para punir o crime da mãe e vingar o pai, assassinado cobardemente.

O derramamento de sangue na família é inevitável e só os deuses, numa intervenção final, conseguirão parar a sucessão de vinganças, salvando Orestes in extremis.

Na sua leitura do clássico, Marco Antônio Rodrigues levanta a questão: "O que é uma tragédia? É uma estrutura de impedimento colectivo. Existe um impedimento colectivo. Qual é o dos gregos, qual é o nosso? O que havia no céu deles? O Olimpo, Zeus. O nosso está cheio de antenas parabólicas, de satélites. Que são deuses também. São intransponíveis. Essa é a tragédia".

dramaturgia de Reinaldo Maia
direcção musical Dagoberto Feliz
cenografia Ulisses Cohn
coreografia Joana Mattel
figurinos Atílio Belice Vaz
desenho de luz Carlos Gaúcho
vídeo Osmar Guerra
produção Folias d’Arte
com ATÍLIO BELINE VAZ BIRA NOGUEIRA BRUNA BRESSANI
CARLOS FRANCISCO DAGOBERTO FELIZ DANILO GRANGHEIA
FLÁVIO TOLEZANI GISELE VALERI NANI DE OLIVEIRA
PALOMA GALASSO PATRÍCIA BARROS ZECA RODRIGUES

Marco Antônio Rodrigues
Marco Antônio Rodrigues (n. 1955), director e artista identificado com um teatro de cunho popular e brechtiano, é um dos fundadores do grupo Folias d'Arte e do teatro Galpão do Folias. Formou-se em Psicologia, em Santos (Brasil), onde se inicia no teatro amador, e estreia-se profissionalmente em São Paulo com a direcção de “O Menino Maluquinho”, a partir do texto infantil de Ziraldo, em 1984. Tem encenado textos de Carlos Drummond de Andrade, Jérôme Savary, César Vieira, Rodolfo Santana, Reinaldo Maio, Chico de Assis, Bertolt Brecht, William Shakespeare, entre outros. Em 1991, ganha o Prémio Molière na categoria especial de melhor direcção por “Enq, o Gnomo”, de Marcos de Abreu e, em 1996 e 1997, recebe o Prémio Mambembe. Em 1998, funda, com outros artistas, o grupo Folias d'Arte, um novo ponto de referência na geografia cultural da cidade. Em 2001, montou o célebre texto de Michael Frayn, “Copenhagen”, e “Babilónia”, de Reinaldo Maia. Depois de ter apresentado, na MITE’06, “Otelo”, de William Shakespeare, Marco Antônio regressa a Portugal com uma encenação da clássica trilogia de Ésquilo, “Oresteia”, com dramaturgia de Reinaldo Maia.

Folias d’Arte
O núcleo fundador do grupo de teatro Folias d'Arte teve início em 1995 quando um pequeno grupo de pessoas, entre eles a actriz Renata Zhaneta, o dramaturgo Reinaldo Maia e o encenador Marco Antônio Rodrigues, estrearam o espectáculo “Verás que Tudo é Mentira”, adaptação livre de Reinaldo Maia do livro de Théophile Gautier. A partir da montagem, em 1996, de “Cantos Peregrinos”, de José Antônio de Souza, em 1996, o grupo sentiu necessidade de se estruturar fisicamente. Em 1998, esse grupo de pessoas assume-se como uma companhia e surge o Folias D'Arte. Num galpão abandonado, no Bairro de Santa Cecília, São Paulo, também conhecido como Bairro do Bexiga, a companhia conquistou o espaço para construir sua sede e, em Abril de 2000, inaugurou o Galpão do Folias, com a assinatura do cenógrafo J.C. Serroni. A companhia é hoje constituída por mais de sessenta pessoas, assumindo-se como uma das mais importantes escolas de formação de actores e de intervenção social, pela forma como interfere directamente no imaginário dos cidadãos. Assumindo-se como um equipamento público, o Folias d’Arte vincula, já com ecos um pouco por toda a Europa, a cidade de São Paulo com o movimento teatral que tem lugar em salas de espectáculo, mas também nas ruas, albergues, no circo, em praças ou espaços públicos. A fixação de grupos e colectivos teatrais nos seus respectivos espaços, fomentando a excelência da produção contemporânea, têm sido dois dos objectivos deste grupo de teatro que tem marcado presença em festivais e circuitos cénicos internacionais de prestígio.

Festeixo arranca em Viana do Castelo esta sexta-feira


Quatro companhias do Norte de Portugal e duas da Galiza marcam presença no XIII Festival de Teatro do Eixo Atlântico (Festeixo), que vai decorrer em Viana do Castelo entre sexta-feira e 10 de Junho.
O certame, promovido pelo Centro Dramático de Viana, arranca com o Teatro do Noroeste, de Santiago de Compostela, com a peça «Romeo e Xulieta».

Segunda-feira sobe ao palco a companhia Palmilha Dentada, do Porto, com a peça «Buckett», sendo a proposta para o dia seguinte, «Final de Película», pelas Ancora Produccións, da Corunha.

A Companhia de Teatro de Braga apresenta, quinta-feira, «O Profissional», enquanto que no fim de semana de 07 e 08 de Junho o festival apresenta, respectivamente, a Oficina de Teatro, de Guimarães, com «Cântico de Natal» e o Centro Dramático de Viana do Castelo com «Mas afinal quem és tu, ó Dona Maria da Fonte?».

O festival inclui também o chamado «Festeixozinho», com três espectáculos para crianças, em que actuam as companhias Papa-Léguas (Lisboa), Sapristi Teatro (Santiago de Compostela) e Teatro Extremo (Almada).

Do programa faz ainda parte um espectáculo de animação de rua, pelos lisboetas Criadores de Imagens, que recriarão a luta de S. Jorge com o Dragão.

O passe para todo o certame custa 25 euros, sendo o preço do ingresso «verde» (para menores, estudantes e reformados) de 15.

O preço unitário de cada um dos espectáculos é de oito euros.

Oprimido com "Os Nossos Pais"


O Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa volta à cena no Teatrocinearte “A Barraca” com o espectáculo de Teatro Fórum "Os nossos pais". Todas as segundas-feiras de 26 de Maio a 16 de Junho às 2130h na Sala 2 da Barraca.

Os nossos Pais é um desafio à reflexão conjunta sobre a família contemporânea. Qual a nossa responsabilidade no bem-estar e qualidade de vida dos nossos pais e avós? Estão as novas dinâmicas familiares preparadas para lidar com o envelhecimento da população? A igualdade de género é um tema do passado?

Como sempre no Teatro Fórum, nós apresentamos o problema e são os espectadores que actuam e propõem as soluções.
O Teatro do Oprimido de Augusto Boal envolve actores e público num processo de reflexão mútua sobre a nossa realidade. Ao contrário do que acontece no teatro convencional, os espectadores podem, no fim da peça, entrar em palco e propor/ actuar possíveis soluções para o problema apresentado. O teatro surge como espaço de participação, discussão e análise de ideias.

A metodologia do Teatro do Oprimido (TO) foi desenvolvida por Augusto Boal no Rio de Janeiro, Brasil, em meados da década de 60 sendo hoje praticada em mais de 70 países. É uma metodologia e uma prática teatral cujo objectivo é promover a reflexão do espectador sobre a sua realidade, expondo o modo como a sua conduta resulta da sua percepção das relações de poder, de processos de dominação e exclusão social. Pretende-se com esta metodologia clarificar estes processos, dando ao sujeito modos de agir com conhecimento e em liberdade.

Através da participação e envolvimento dos actores e públicos (categorias mutuamente reversíveis no Teatro do Oprimido), cria-se um processo de reflexão mútua. Ao contrário do que acontece no teatro convencional, os espectadores podem, no fim da peça, entrar nela propondo/actuando possíveis soluções para o problema apresentado, resultantes da sua vivência e história de vida. Usando a actividade teatral e o palco como um espaço neutro para a exposição, discussão e análise de ideias, desenvolve-se a participação cívica, garante-se o direito de cada um de exprimir as suas ideias.

O Grupo de Teatro do Oprimido de Lisboa (GTO) é uma associação sem fins lucrativos empenhada em estimular a participação activa e consciente dos cidadãos na construção da sociedade. Actualmente o GTO desenvolve as suas actividades teatrais no Teatrocinearte “A Barraca”. Além da criação e apresentação das peças, o GTO trabalha como multiplicador da metodologia do Teatro do Oprimido, formando e acompanhando grupos de Teatro Fórum em bairros problemáticos de Lisboa, Amadora, Barreiro e Seixal

Ficha Técnica
Criação: o grupo
Encenação – Diogo Mesquita e Romeu Costa
Curinga – Gisella Mendoza
Actores – Joana Lobo, Magda Novais, Reginaldo Spínola
Vídeo – Pedro Sena Nunes
Produção – GTO Lisboa
Agradecimentos – Teatrocinearte “A Barraca”
Bilhetes: 4€

"Felizmente Há Luar" no Forte de S. Julião da Barra


A convite do Ministério da Defesa Nacional A BARRACA vai apresentar um sessão especial do espectáculo “Felizmente Há Luar!” de Luís de Sttau Monteiro, no Forte de S. Julião da Barra, no dia 18 de Junho.

A partir da obra de Raul Brandão “Vida e Morte de Gomes Freire” Luis de Sttau Monteiro mostra-nos o reino de Portugal sob o domínio dos ingleses que ocuparam o país no seguimento da vitória sobre as invasões francesas. A ditadura de William Beresford, o “aliado” ocupante, serve a Sttau Monteiro para mostrar os mecanismos de denúncia e traição que os regimes ditatoriais sempre fomentam e assim aproximar aquele período do século XIX da ditadura de Salazar sob a qual viveu.

A obra escrita em 1961 aproxima Gomes Freire de Andrade de Humberto Delgado, candidato da oposição a Salazar, que como o primeiro acaba assassinado pelo regime a que se opôs.

A peça faz assim, tal como o teatro fez sempre, uma transposição de tempos. Mostra-se o que se passou para que todos compreendamos melhor o que se passa. Assim fizeram os trágicos gregos indo buscar matéria à Guerra de Tróia e ao ciclo Tebano, assim fez Shakespeare indo estudar as crónicas dos antigos reis, assim fez Kleist, Victor Hugo, assim fez Brecht, Heiner Müller, etc, etc.

A peça tem 2 actos. O primeiro acto mostra-nos o ambiente que precede a revolta que, a triunfar, trará de volta o rei D. João VI a Portugal e promulgará uma monarquia constitucional. Intrigas, denúncias, mas também o povo esperançado a avançar na sua luta. O acto tem um ritmo rápido, através do qual são apresentados os vários grupos sociais que estão em jogo e termina com a prisão de Gomes Freire de Andrade.

O segundo acto mostra-nos o desânimo geral devido à prisão do General. Tal como no tempo de Salazar a polícia actua sobre os civis evitando que a revolta se propague. Matilde, a mulher de Gomes Freire de Andrade, (interpretada no espectáculo por Maria do Céu Guerra) personagem que embora tendo existido realmente, é na peça romantizada e enfatizada pelo autor que lhe confere o papel da corajosa protagonista que tudo arrisca para salvar o “seu herói” com quem partilhou amor, vida e convicções durante muitos anos. O ritmo deste acto é mais lento, mais trágico, mais belo. Tudo caminha para a fatalidade. O herói será sacrificado. No fim só nos resta esperar que o heroísmo do grande patriota dê frutos e exemplo na resistência à tirania.

O espectáculo é feito respeitando o estilo e a letra do autor. Utilizando porém o estilo de A BARRACA de que se destaca a austeridade de recursos com vista a permitir a mobilidade e itinerância do espectáculo. Temos em conta no espectáculo que estão em jogo dois tempos históricos. Não escamoteando assim as mais profundas intenções de Luis de Sttau Monteiro.

Ficha Artística e Técnica
Texto Luis de Sttau Monteiro
Encenação: Helder Costa
Elenco: Maria do Céu Guerra, Jorge Gomes Ribeiro, Luis Thomar, Adérito Lopes, Pedro Borges, Rita Fernandes, Sérgio Moras,
Sérgio Moura Afonso, Susana Costa

Último mês de "Obviamente demito-o!"


EM CENA ATÉ 29 de JUNHO

“Obviamente demito-o!”. Com esta frase Humberto Delgado criou o cataclismo que anunciou o fim de Salazar. A partir daí Portugal nunca mais foi o mesmo.

A luta difícil e corajosa contra a tirania do sacrifício, do pecado e do martírio, chegou pela mão de jovens capitães no 25 de Abril.

Finalmente o fascismo tinha sido DEMITIDO.

Horários:
5ª a sábado às 21h30
Domingo às 16h00
(excepto dia 7 de Junho)
M/12

Bilhetes:
12,5 €
Menores 25, Maiores 65, Estudantes, Reformados e Grupos (+ 15 pessoas): 10 €
Quintas - Feiras: 5€
Locais de Venda: Bilheteira da sala; Fnac; Bliss; Abreu; Bulhosa; Worten e www.ticketline.sapo.pt e bilheteira@abarraca.com

Ficha Artística
Texto, Encenação, Cenografia e Cartaz de Helder Costa
João D’Ávila - Humberto Delgado
Maria do Céu Guerra - Sra. Maria, Cerejeira
Sérgio Moura Afonso - Salazar
Mariana Abrunheiro - Arajaryr , Odete, Maria de Jesus
Rita Fernandes - Lina, Madalena, Palmira, Christine Garnier, M. Eugénia, Florista
Susana Costa - Mariana, Geninha, Susini, jovem estudante
Adérito Lopes - Padre confessor, Correia de Oliveira, Silva Pais, Skorzeny
Luís Thomar - Agrário, António Sérgio, Rosa Casaco, Rogério Paulo
Rui Sá - Júlio, Agrário, Arlindo Vicente, Dr. Gusmão, Bisogno, Armando Caldas, Pai, Pide
Sérgio Moras - Agrário, Kubitschek, Franco, Barbieri, Abel, Castro e Sousa
Populares, estudantes, manifestantes, “homens sem rosto”
Figurinos: Maria do Céu Guerra
Adereços: Luís Thomar
Concepção V ídeo: Frederico Corado
Execução de Guarda Roupa: Alda Cabrita
Luminotecnia: Fernando Belo e José Carlos Pontes
Sonoplastia: Rui Mamede
Montagem: Mário Dias
Costureira: Inna Siryk
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço
Assistente de Produção: Inês Aboim e Inês Marques
Secretariado: Maria Navarro
Fotografias: Tânia Araújo - MEF

Anabela é Maria Madalena

Anabela é a nova Maria Madalena em "Jesus Cristo Superstar"
em cena no Teatro Politeama

Anabela, após o seu grande sucesso na interpretação de Maria Rainer em "Música no Coração" vai passar a integrar o elenco de "Jesus Cristo Superstar" no Teatro Politeama esta Sexta-feira, dia 30 de Maio pelas 21h30. Para Anabela será uma nova experiência interpretar a doce e polémica figura de Maria Madalena onde cantará as mais belas baladas da história do musical.

Teatro Politeama
Rua Portas de Santo Antão, 109 • 1150-266 LISBOA
Reservas: 213 245 504/16; 964409036 • Fax Reservas: 213 245 508
teatro.politeama@iol.pt
www.teatropoliteama.net

Thursday, May 29, 2008

Um Prémio Por Dia #2


Prémio Guia dos Teatros atribuido ao Museu Nacional do Teatro

Desde o início do século XX que se assinalam tentativas dispersas, tendentes à criação de um Museu do Teatro, assim procurando preservar a tão efémera memória das Artes do Espectáculo. No entanto, só em 1979, com a organização de uma grande exposição teatral dedicada à célebre "Companhia Rosas & Brasão (1880-1898)" foi possível concretizar essa aspiração. Começaram a partir de então a ser reunidas as colecções do futuro Museu, quase todas provenientes de doações, sendo o Museu oficialmente criado em 1982.
Em 4 de Fevereiro de 1985, o Museu foi inaugurado, ficando instalado num edifício do século XVIII, o antigo Palácio do Monteiro Mor, que, para esse fim, fora rigorosamente recuperado e adaptado.

As colecções do Museu, cuja constituição começou, a partir do zero, em 1979, têm actualmente cerca de 300 000 espécies, englobando a totalidade das artes do espectáculo, e incluem trajos e adereços de cena, maquetes de cenário, figurinos, desenhos, caricaturas, pinturas, esculturas, programas, cartazes, recortes de jornal, manuscritos, discos, partituras, até um conjunto de cerca de 120 000 fotografias.

O Museu tem apresentado sempre exposições temporárias dedicadas a companhias teatrais, personalidades ligadas ao mundo do espectáculo, e ainda a aspectos menos conhecidos do trabalho teatral em toda a sua diversidade, estando actualmente em preparação a montagem de um núcleo permanente dedicado à história e evolução do Teatro e das Artes do Espectáculo em Portugal.

Numa galeria situada em anexo, o Museu continua a apresentar exposições temporáriras, através das quais vai procurando mostrar, quer os principais acervos das suas colecções, quer de outras colecções nacionais ou internacionais.

No edifício principal do Museu está instalada a Biblioteca, também dedicada em exclusivo às artes do espectáculo, com cerca de 35 000 volumes, considerada a mais vasta e completa neste domínio, em Portugal.
No mesmo edifício existe um Auditório com 80 lugares, equipado com projector de vídeo e de diapositivos, e equipamento de som e de luz.

O Serviço Educativo organiza visitas orientadas, nomeadamente para grupos escolares, mediante marcação prévia.
Na loja do Museu podem adquirir-se publicações e objectos diversos, referentes tanto ao Museu Nacional do Teatro, como a outros Museus, incluindo alguns estrangeiros.

Como apoio indispensável, o Museu dispõe ainda de uma Cafetaria/ Restaurante, com esplanada.

Buscar o elemento perdido no T.I.O.


“Em Busca do Elemento Perdido”

Um espectáculo cheio de cor, magia e movimento, onde os elementos de cruzam, os mundos se fundem e até o circo é uma constante!

A partir de 8 de Junho, Domingos às 11h00

Ficha Técnica:
Autoria, Encenação, Cenografia e Interpretação: Rita Frazão, Patrícia Adão Marques e Carlos Pereira
Música Original: Lourenço Henriques
Vídeo, Montagem Audiovisual e Apoio à Sonoplastia: Nuno Vieira, Filmideia
Desenho e Montagem de Luz: Pedro Pinto
Adereços e Figurinos: Diana Crispim
Operação de Luz, Som e Vídeo: Afonso
Direcção Geral de Projecto e apoio à Cenografia: Carlos D'Almeida Ribeiro
Uma Produção T.I.O. / Pancada Produção de Espectáculos

Sinopse
Era uma vez um Planeta Diferente e Desconhecido controlado pelo terrível vilão Vladimir Velhaco, que tinha raptado a Sereia dos Mares e roubado toda a água do Planeta para se tornar Governante Supremo.

Era uma vez uma Criatura Iluminada, que acabava de nascer nesse Planeta Diferente e Desconhecido, com a missão de o salvar, libertando a Sereia das mãos do Vilão

Mas essa criatura acabou de nascer. Será que ela sabe o que tem de fazer? Será que ela percebe a sua importância? Será que ela o vai descobrir a tempo de salvar este pobre Planeta Diferente e Desconhecido e a sua linda Sereia?...

Com a preciosa ajuda dos habitantes com quem se vai cruzando e sob a influência da Profecia… ele vai descobrir as armas de que precisa para enfrentar todos os perigos e medos.

No final, até as criaturas mais egoístas e solitárias vão aprender a magia da partilha…. E até o Vilão vai ter a sua lição…

O cisne canta no Trindade



O INATEL/Teatro da Trindade e Nariz – Teatro de Grupo apresentam

O CANTO DO CISNE
de Anton Tchékhov

A Sala Estúdio do Teatro da Trindade acolhe esta recriação do célebre texto de Anton Tchékhov pelo Teatro do Nariz, com encenação de Pedro Wilson, que é também um olhar sobre o teatro, sobre os actores, sobre o trabalho de representação.

“SVIETLOVIDOV – Importas-te de tocar nesta flauta?
NIKITA – Eu não sei, meu senhor.
SVIETLOVIDOV – Faz-me esse favor!
NIKITA – Garanto-vos que não sei.
SVIETLOVIDOV – Por favor, toca!
NIKITA – Mas eu não sei tocar flauta, meu senhor!
SVIETLOVIDOV – É tão fácil como mentir. Pegas na flauta assim, pões aqui os dedos, os lábios aqui, e ela tocará admiravelmente.
NIKITA – Nunca aprendi.
SVIETLOVIDOV – E agora julga por ti mesmo, por quem me tomas? Queres tocar a minha alma, e nem sabes tocar nesta flauta. Serei eu inferior a uma flauta? Toma-me pelo que quiseres, poderás torturar-me, mas nunca saberás brincar comigo!”

Sinopse
Dois actores, uma sala de teatro desnudada, 15 projectores, uma mesa de luz e uma simples aparelhagem com leitor de CDs, ajudam a situar o encontro – (fora de horas) de dois ratos do teatro – um ponto e um actor – numa exposição cruel da vida de dois fazedores de teatro.

Duas personagens capazes de puxar pelo talento e despertar os grandes papéis que interpretaram ao longo do tempo num ritmo estonteante, em tom trágico – cómico em que todo o trabalho técnico (som e luz) é da responsabilidade dos actores.

SALA ESTÚDIO
29 de Maio a 1 de Junho / / 4ª a Sábado 22h00 e Domingo 17h00

FICHA TÉCNICA
Texto Anton Tchékhov
Encenação Pedro Wilson
Interpretação Pedro Oliveira (Vassili Vassilievitch Svietlovidov) e Henrique Martins Nikita Ivanitch
Produção “O Nariz” – Teatro de Grupo
Duração: 50 minutos
Classificação etária: Maiores de 12 anos
Preço único: 8€
Desconto
30% Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores c/+ de 65 anos

Audições em Vigo

Audição para a peça Kiss, 2002, de Tino Sehgal - Vigo
5 de Junho
10h00 - 14h00 e 15h00 - 21h00 (hora espanhola)
Salón de Actos do MARCO, Museo de Arte Contemporánea de Vigo
Rúa Príncipe, 54
Vigo

Público-alvo Bailarinos de dança contemporânea
Data limite de inscrições 31 de Maio 08
N.º limite de inscrições 25 pares por audição
Inscrições Não se aceitarão inscrições individuais, tendo que ser feitas aos pares.
Período de Ensaios
6 e 16 de Junho: 10h00 - 14h00 e 15h00 - 21h00
17 a 19 de Junho: Ensaios por turnos, a definir com os pares
Período de Trabalho Os pares selecionados devrão ter, no mínimo, disponibilidade diária de 2h30, podendo propor um determinado período de trabalho entre 20 de Junho e 28 de Setembro.
Organização MARCO, Museo de Arte Contemporánea de Vigo e Núcleo de Experimentação Coreográfica
Colaboração Centro Coreográfico Galego (CCG)
Nota Solicita-se o envio da ficha de inscrição, em anexo, juntamente com o CV e fotos tipo passe, através do email nec@nec.co.pt ou para a seguinte morada:
Núcleo de Experimentação Coreográfica
R. Miguel Bombarda, 124 r/ch Sala A
4050 - 377 Porto
PORTUGAL

AUDIÇÃO
No dia 5 de Junho de 2008, terá lugar no MARCO, Museo de Arte Contemporánea de Vigo uma audição aberta a bailarinos de dança contemporânea, interessados em interpretar a peça Kiss, 2002, de Tino Sehgal, durante a exposição O MEDIO É O MUSEO, no MARCO, Museu de Arte Contemporânea de Vigo, entre 20 de Junho e 28 de Setembro de 2008. Kiss tem que estar activa durante o horário de visitas, isto é, de terças a sábados, das 11h às 21h e aos domingos, das 11h às 15h. O artista seleccionará pares de bailarinos (cada par formado por um homem e uma mulher) que possam fazer, durante um determinado período de tempo, jornadas de duas horas e meia por dia (de terças a sábados). Aos domingos actuarão dois pares, durante duas horas, alternando-se os pares, de forma a que cada um só actue um domingo, de quinze em quinze dias. A organização tentará que os turnos sejam o mais confortáveis possíveis para os pares, sendo possível negociar o tempo de actuação. Os selecionados serão devidamente remunerados, mediante o peródo de trabalho acordado, com um cachet no valor de 10 euros / hora e terão alojamento garantido em Vigo, durante esse mesmo período.Não é necessária disponibilidade total dos pares durante todo o período da exposição.

DESTINATÁRIOS
Pares de bailarinos de dança contemporânea que possam executar uma coreografia consistente interpretando quatro "beijos" célebres da história da arte. Cabe sublinhar que os quatro “beijos” que se sucedem ao longo da peça são “reais”.

Exposição O MEDIO É O MUSEO
O MARCO, Museo de Arte Contemporánea de Vigo, está a preparar a exposição O MEDIO É O MUSEO, um projecto expositivo comissariado por Pedro de Llano e Pablo Fanego, composto por diferentes tipos de trabalhos que abordam as novas relações dos artistas com o museu e as instituições como referência principal das obras de arte. A exposição terá lugar no piso da entrada do MARCO, Museo de Arte Contemporánea de Vigo, entre 20 de Junho e 28 de Setembro de 2008.

A PEÇA KISS, 2002, DE TINO SEHGAL
Entre as peças seleccionadas pelos comissários da exposição O MEDIO É O MUSEO está Kiss, 2002, do artista Tino Sehgal. Kiss é uma obra escultural e contemplativa executada por dois bailarinos que se movem lentamente seguindo uma coreografia específica que o artista desenhou a partir de quatro "beijos" célebres da história da arte: o de Klimt, o de Rodin, o de Brancusi e o de Jeff Koons.
Kiss é um trabalho coreográfico, que acontece principalmente no chão da galeria, onde um par é visto num quase abraço constante e em câmara lenta.
Em vários momentos da coreografia, os bailarinos beijam-se. O trabalho coreográfico poderá ser pensado como uma escultura que é incorporada nos corpos dos bailarinos e através deles.A coreografia tem a duração de 15 minutos em loop e será apresentada diariamentente na exposição, durante todo o período de abertura ao público.
Kiss foi mostrada nos seguintes museus e bienais:Museu de Arte Moderna de Nantes (2002), Bienal de Berlim (2005), Kunsthaus Bregenz (2005) e Museu de Arte Contemporânea de Chicago (2007).

SOBRE TINO SEHGAL
Tino Sehgal (Londres, 1976. Vive em Berlim.) é um artista que cria situações temporais que questionam a natureza das obras de arte e do espaço expositivo. Em lugar de produzir objectos materiais, Sehgal "coreografa" peças performativas que se situam a meio caminho entre a tradição escultórica, o teatro e a dança, que se activam cada vez que um espectador entra na sala onde são apresentadas. Com formação em dança — colaborou com Jérôme Bel e Xavier Le Roy, antes de começar a sua carreira como artista — e licenciatura em economia, as obras de Sehgal reflectem sobre a relevância política e cultural dos modos de produção artística, envolvendo de forma activa o espectador.

O NEC é uma estrutura financiada pelo MC / Direcção-Geral das Artes

+ info: Núcleo de Experimentação Coreográfica
Rua Miguel Bombarda, 124, r/c sala A, 4050-377 Porto
Tel:: 22 518 85 22 / Fax:: 22 510 85 31
Telm:: 96 142 46 68
nec@nec.co.pt
www.nec.co.pt

Curso no Balleteatro



"Só" no Trindade



O INATEL/Teatro da Trindade e a Artistes Actuels/Compagnie Sosana Marcelino apresentam

“SÓ”

6 e 7 de Junho, na Sala Principal do Teatro da Trindade às 22h00.

O Teatro da Trindade recebe SÓ, um espectáculo de dança trazido pela bailarina francesa (luso-descendente) Sosana Marcelino, que é o culminar de um trabalho iniciado pela coreógrafa desde 1996.

Neste solo Sosana Marcelino alimentou-se das suas experiências como bailarina e coreógrafa e de pensamentos sobre as peças do seu repertório: Triptic em 2000, F6, espace habité em 2001. Le moment ou jamais em 2003. Um espectáculo que questiona a identidade, a sua relação com o património espiritual e a história da dança.

Em Só, a bailarina está sozinha em palco, sem qualquer suporte a não ser a luz: o espaço cénico está vazio, o som existe apenas no uso da voz cantada e falada em Português e Francês, os trajes transformam-se em acessórios, e são utilizados na cenografia.
Ficha Técnica e Artística
Coreografia e Interpretação – Sosana Marcelino
Interpretação – Artistes Actuels/Compagnie Sosana Marcelino
Duração: 50 minutos (s/ intervalo)
Classificação Etária: M/4
Teatro da Trindade Sala Principal
6 e 7 de Junho 6.ª e Sáb. 22h
Preço 12€

Sosana Marcelino
Coreógrafa, interprete, improvisadora, professora de dança com Diploma do estado.
Cria a sua própria companhia em 1997, em França, onde é subsidiada pelo Ministério da Cultura e da Comunicação, pelo Conselho Regional de Lorraine, pelo Conselho Geral de Meurthe et Moselle e pela câmara de Nancy.
Ela assina numerosas criações coreográficas entre 2000 e 2008.
Francesa descendente de pais portugueses, ela questiona os conceitos de socialização e integração relacionados com a sua dupla cultura. Actualmente, desenvolve um trabalho em torno do processo de transformação da água e explora o mundo da voz, encontrar-se-á em residência em Lublin na Polónia a partir de Setembro. Trabalha também em torno da imagem virtual com o projecto "étreintes" (“abraços”) acolhido este ano no palco digital de Montbéliard.
É membro do Grupo de Investigação do CRCC 2000-2003 na Abbaye de Royaumont dirigido por Susan Buirge. Foi acolhida no CCN, Ballet National du Rhin em Mulhouse em 2006 e no CCN, Ballet de Lorraine em Nancy, em 2000.
É recebida em residência coreográfica no Centro Cultural Pablo Picasso, Palco convencionado Jeune Public em Homécourt de 2001 a 2005 e em Neufchâteau de 1999 à 2003.
Tem projectos europeus desde 2005 com a Alemanha, o Luxemburgo e a Polónia.

Fotos de Christian Schu

"Rosmaninho e Alecrim" no Dia Mundial da Criança n'A Barraca


A Companhia da Esquina vai estrear o espectáculo musical “Rosmaninho e Alecrim” no Dia Mundial da Criança. A peça estará em cartaz a partir do dia 01 de Junho e durante todo o mês, no Teatro Cinearte – A BARRACA.
Conta com a participação de Rita Trindade, Quimbé, Pedro Martinho, Ruben Santos, Nuno Bernado, Catarina Belchior, Maria Inês Fernandes e Sónia Neves.

"Instantâneos Multiplicados" no Balleteatro

alkantara festival #2

alkantara festival

Wednesday, May 28, 2008

Um Prémio Por Dia #1

Foram entregues no passado dia 26 os Prémios de Teatro Guia dos Teatros 2007. Ainda dentro do âmbito dos Prémios, decidimos publicar aqui durante o prtóximo mês uma secção a que decidimos chamar "Um Prémio Por Dia", onde chamamos a atenção a um dos nossos premiados todos os dias. O primeiro a ter chamada de atenção é o Prémio Carreira que foi atruibuido a Maria do Céu Guerra.


Maria do Céu Guerra (Lisboa, 26 de Maio de 1943) é actriz e encenadora.

Começa a interessar-se por teatro enquanto estudante universitária - frequentou o Curso de Filologia Românica na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Ao integrar o grupo de fundação da Teatro Casa da Comédia (Zita Duarte, Manuela de Freitas, Santos Manuel, Fernanda Lapa, Teles Pereira, Francisco Ferro, Laura Soveral) participa em “Deseja-se Mulher”, de Almada Negreiros, encenado por Fernando Amado. Posteriormente é co-fundadora do Teatro Experimental de Cascais onde se profissionaliza e, trabalha sob a direcção de Carlos Avilez, (1970 – “Um Chapéu de Palha de Itália” de Labiche; 1968 – “O Comissário de Polícia” de Gervásio Lobato, “Bodas de Sangue” de García Lorca; 1967 – “D. Quixote” de Yves Jamiaque, “Fedra” de Jean Racine; 1966 – “Auto da Mofina Mendes de Gil Vicente”, “A Maluquinha de Arroios” de André Brun, “A Casa de Bernarda Alba” de García Lorca; 1965 – “Esopaida” de António José da Silva.

Ingressa por curto período no teatro de revista e comédia, trabalhando com Laura Alves e Adolfo Marsillach, que dirige em “Tartufo” de Moliére, no Teatro Villaret. Volta à Casa da Comédia, onde trabalha com Morais e Castro e Luís de Lima. Faz parte do grupo fundador do Teatro Adóque. Funda companhia de teatro A Barraca onde se centra, ainda hoje, a sua actividade em teatro, maioritariamente com Hélder Costa (como autor e encenador), tendo, trabalhado também com Augusto Boal e Fernanda Lapa. Aí interpretou, entre muitos outros, autores como Dário Fo, Ribeiro Chiado, Bertolt Brecht, Rainer Werner Fassbinder, Ionesco, William Shakespeare, Ettore Scola ou Luís Sttau Monteiro.

Encenou “O Menino de Sua Mãe”, a partir de Fernando Pessoa; “Marly - A Vampira de Ourinhos”, original de Queiroz Telles; “Xeque-Mate”, que adaptou de Shaffer e protagonizou com Laura Soveral; “O Último Baile do Império”, a partir de Josué Montello; “O Bode Expiatório”, de Fassbinder; “Agosto - Histórias da Emigração”; “A Relíquia”, a partir de Eça de Queiroz; “Inverno Debaixo da Mesa”, de Carson Macullers e “Antigona” de Sofocles. Produziu o Ciclo Ionesco; foi co-autora e figurinista de “Os Prantos de Maria Parda”, a partir de Gil Vicente; fez a direcção plástica de “Viva La Vida”, de Hélder Costa e César de Oliveira e de “A Barca do Mundo”, de Hélder Costa, na Expo98. Dirigiu e recitou poesia, em variados espectáculos, destacando “A Palavra do Dia” (Expo98) e “Pessoalmente Quatro Poetas”, com o qual já realizou mais de sessenta sessões por todo o país. Com A Barraca percorreu inúmeros Festivais Internacionais de Teatro, destacando as digressões em África e na América do Sul.

No cinema trabalhou com os realizadores Fernando Matos Silva (“O Mal Amado” e “Guerra de Mirandum”), Luís Couto, Luís Filipe Rocha (“A Fuga”), Fernando Lopes (“Crónica dos Bons Malandros”), Luís Filipe Costa, Costa e Silva, Eduardo Geada (“Saudades Para Dona Genciana”), José Fonseca e Costa (“Os Cornos de Cronos”), Frederico Corado (“A Estrela”), Margarida Gil (“Anjo da Guarda”) e Ruy Guerra (“Portugal S.A.”).
Apareceu, pontualmente, na televisão, onde destaca telefilmes (como “Casino Oceano”, de Lauro António ou “La Letre Volle”, de Ruy Guerra) e séries (como “Residencial Tejo”).


Prémio SPA/Teatro Aberto

Prémio da SPA/Teatro Aberto distingue "Uma família portuguesa", de Filomena Oliveira e Miguel Real

O Grande Prémio de Teatro da Sociedade Portuguesa de Autores/Teatro Aberto, no valor de 5.000 euros, foi hoje atribuído à dupla Filomena Oliveira e Miguel Real pelo original "Uma família portuguesa".

É a primeira vez desde a sua instituição que o galardão distingue uma obra realizada em co-autoria.

O júri era constituído por João Lourenço, Vera San Payo de Lemos e Francisco Pestana (pelo Novo Grupo/Teatro Aberto), Jaime Salazar Sampaio, Tiago Torres da Silva e Luís Filipe Costa (pela SPA).

Além dos 5.000 euros, o prémio contempla ainda a edição em livro do original e a sua representação pelo Teatro Aberto.

Filomena Oliveira e Miguel Real são dois nomes conhecidos na área do teatro, sobretudo pela escrita em co-autoria de peças originais ou adaptadas de romances.

Estão no primeiro caso (originais) "1755 - o Grande Terramoto", "Os patriotas", sobre a geração de 70 e o Ultimatum, "O umbigo de Régio" e "Liberdade, liberdade", todas elas encenadas por Filomena Oliveira. Entre as adaptações dramatúrgicas feitas pelos dois autores figuram "Memorial do Convento", de José Saramago e "A voz dos deuses", de João Aguiar.

Filomena Oliveira é ainda autora de "Tomai lá do O`Neill" e das adaptações de "A Relíquia", de Eça de Queirós, e de "O Alquimista", de Ben Jonson.

Uma peça de sua autoria, "O Julgamento de Sócrates", foi premiada no concurso de textos de teatro do Inatel em 2005.

Por seu lado, Miguel Real, pseudónimo do professor e escritor Luís Martins, é autor de romances e ensaios.

Na ficção, publicou "A Verdadeira Apologia de Sócrates", "A Visão de Túndalo por Eça de Queirós", "Memórias de Branca Dias", "A voz da terra", sobre o terramoto de 1755, e "O Último Negreiro", entre outros títulos.

Da sua produção como ensaísta fazem parte obras como "Introdução à Filosofia da Saudade no Século XX", "Portugal - Ser e Representação", "Eduardo Lourenço - os Anos de Formação: 1945-1958" e "O Último Eça".

Noruega em Lisboa pelos Artistas Unidos

NORUEGA-LISBOA-NORUEGA
por ocasião da visita oficial dos Reis da Noruega
27 DE MAIO Fundação Calouste Gulbenkian Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão
16h30 – CENAS SOLTAS de
Jesper Halle, José Maria Vieira Mendes, Arne Lygre e Miguel Castro Caldas, com música de Morten Halle. Com Andreia Bento, Elsa Galvão, Sylvie Rocha, João Meireles, António Filipe, Pedro Carraca, Cecília Henriques, Sérgio Conceição, António Simão, Pablo Malter, Ricardo Batista, Paulo Pinto Direcção Franzisca Aarflot (Det Åpne Teater).

28 DE MAIO São Luiz Teatro Municipal
Exposição de fotografias de Renato Roque
15h30 - Lançamento do TEATRO II de Ibsen (Livros Cotovia) e de SOU O VENTO, SONO e O HOMEM DA GUITARRA de
Jon Fosse, que estará presente (Livrinhos de Teatro Nº 33) – apresentação por Sua Majestade, A Rainha da Noruega. Leitura de excertos por Maria João Luís, Jorge Silva Melo, Manuel Wiborg e Pedro Lima. Piano por Anne Kaasa Noite de tempestade no mar/, Opus 55, n.º 3, (de /Suite Peer Gynt II/) de Edvard Grieg.

16h30 – IBSEN e FOSSE EM TRADUÇÃO, mesa-redonda com Luís Miguel Cintra (actor e encenador, director do Teatro da Cornucópia), Terje Merli (encenador), Berit Gulberg (agente literária), Solveig Nordlund (encenadora e introdutora de Fosse em Portugal) e Pedro Porto Fernandes (tradutor de Ibsen, Fosse, Lygre, Halle e outros) moderada por Jorge Silva Melo.

18h30 – SOU O VENTO, tradução de Pedro Porto Fernandes, leitura por Manuel Wiborg e Pedro Lima.

Procura-se actor e actriz

PROJECTO INOVADOR EM TEATRO
Procura-se um actor e uma actriz com urgência para projecto inovador de teatro no Centro de Criatividade.
Montagem de espectáculo em regime de residência artística.
Montagem: mês de Junho
Apresentações: 2 x semana: Julho e Agosto
com carácter de urgência

ContactosAlexandre Reis
Produção e ComunicaçãoCentro de Criatividade
Tlf.: 253 637 418

"João Bosco Rebelde Sonhador" no TEC

O Teatro Experimental de Cascais estreia no próximo dia 20 de Maio, pelas 21.30h, a peça João Bosco, rebelde sonhador, de Maria do Céu Ricardo, com música de Hugo Reis, letras de Paulo Espírito Santo, cenário e figurinos de Fernando Alvarez e encenação de Carlos Avilez.

O texto conta-nos a vida de João Bosco, fundador dos Salesianos, um homem que seguiu uma vocação carismática posta ao serviço da juventude abandonado de Turim.
Nascido no século dezanove, numa época de grandes contrastes entre o avanço técnico e a grande miséria, viveu as tentativas liberais da unificação da Itália e a vitória conseguida em conflito com a Igreja.
Homem de fé, com capacidades excepcionais, João Bosco pôs todo o seu conhecimento ao serviço dos outros, sobretudo dos que nada tinham.

Pedagogo excepcional intui novas formas de ensino, sem retóricas inúteis, fora de uma vigilância cerrada e do castigo, mas sempre atento, disponível, procurando uma nova relação entre o educador e o educando. Porque, para ele, “não basta amar os jovens, é necessário que eles sintam que são amados”.

João Bosco foi um rebelde sonhador porque a sua vida não se pode compreender sem os sonhos que lhe revelavam as vias que ele seguia, persistentemente, contra tudo e contra todos.
E sempre com uma enorme alegria, a genuína alegria salesiana.

A peça João Bosco, rebelde sonhador, estará em cena no Teatro Municipal Mirita Casimiro, no Monte Estoril, de 20 de Maio a 22 de Junho de 2008, de 3ª a Sábado às 21h30, domingos às 16 horas, com Renato Godinho e Anna Paula à frente de um numeroso elenco.

Teatro Experimental de Cascais
Av. Marechal Carmona, 6B
2750-312 Cascais
tel: 214 867 933 / 214 670 320
e-mail: t.e.c@netcabo.pt
site: www.tecascais.org

Tuesday, May 27, 2008

Prémios de Teatros Guia dos Teatros 2007

Foram ontem entregues os Prémios de Teatro 2007 que o blog “Guia dos Teatros” organizou.
Na entrega estiveram presentes os vencedores, a imprensa e algumas figuras de relevo do mundo do teatro.
A entrega, que foi apresentada pelos actores Vítor de Sousa e Cátia Garcia, com a colaboração do DJ Ricardo Fernandes, decorreu no auditório do Museu Nacional do Teatro que foi pequeno demais para sentar tanta gente que queria saber em primeira mão os vencedores destes Prémios de Teatro 2007.

Estiveram presentes, entre outros, Luis Miguel Cintra, Filipe La Féria, Maria do Céu Guerra, Simão Rubim, Juvenal Garcês, Hugo Rendas, Bruno Schiappa, José Manuel Castanheira, Storytailors, Beatriz Batarda, São José Lapa, Inês Lapa Lopes, José Carlos Alvarez, Fernando Gomes, Telmo Lopes, Amélia Bentes, etc.

Os Prémios de Teatro Guia dos Teatros 2007 tiveram a parceria do Museu Nacional do Teatro e o apoio da Revista Egoísta, Estoril Sol, Água de Luso, Cerveja Bohemia, Centro de Cópias Arco Iris, Magazin Produções, Chá Gorreana, Make Up Forever, Time Out, Hendrick’s Gin, Revista Vogue, Revista Máxima, Bruno Brissos Produções e o “Jornal Conversas de Café”.

Ficou a promessa de que para o ano os Prémios voltarão, estado on-line a partir de Janeiro de 2009 o anuncio do inicio das votações que decorrerão até 25 de Abril. Ficaram ainda no ar outras promessas de mais actividades do Guia dos Teatros, como o saída de uma edição impressa do Guia.

Os vencedores dos Prémios de Teatro Guia dos Teatros 2007 foram:
Melhor Peça
“As Vampiras Lésbicas de Sodoma”, encenado por Juvenal Garcês
(Companhia Teatral do Chiado)

Melhor Encenador
Luis Miguel Cintra pela peça “A Tragédia de Júlio César”

Melhor Texto Original Português
“A Minha Mulher”, de José Maria Vieira Mendes
Teatro Nacional D. Maria II

Melhor Adaptação
Maria do Céu Guerra por “Agosto – Contos da Emigração”
Teatro A Barraca

Melhor Tradução
“Sweeney Tood – O Terrivel Barbeiro de Fleet Street”
Versão de João Lourenço, José Fanha e Vera San Payo Lemos

Melhor Espectáculo Solo
“O (I)Mortal – Cabaret Concerto” de Bruno Schiappa

Melhor Espectáculo Infantil
“O Barbeiro de Sevilha” encenação de Fernando Gomes
(Teatro Infantil de Lisboa)

Melhor Actor
Simão Rubim em “As Vampiras Lésbicas de Sodoma”
Companhia Teatral do Chiado

Melhor Actriz
Maria João Luis em “Stabat Mater”
Artistas Unidos

Melhor Actor num papel Secundário
Bruno Schiappa em “Presos no Gelo”
Teatro Nacional D. Maria II

Melhor Actriz num Papel Secundário
Beatriz Batarda em “Quando O Inverno Chegar”

Melhor Elenco Conjunto
Teatro Praga em “O Avarento ou a Última Festa”
Teatro Nacional de São João

Prémio Make Up For Ever Melhor Actor Revelação
Hugo Rendas em “Música no Coração”, “O Principezinho” e “Jesus Cristo Superstar”

Melhor Musical
“Musica no Coração” encenação de Filipe La Féria
Teatro Politieama

Melhor Musica Original
Fernando Mota em “Por Trás dos Montes”
Teatro Meridional

Melhor Direcção Musical
Telmo Lopes em “Música no Coração”
Teatro Politeama

Melhor Cenografia
José Manuel Castanheira em “A Filha Rebelde”
Teatro Nacional D. Maria II

Melhores Figurinos
Storytailors em “Ricardo II”
Teatro Nacional D. Maria II

Melhor Coreografia
Amélia Bentes em “Ego Skin” e “Cabeças no Ar”

Melhor Desenho de Luz
Filipe La Féria e João Fontes em “Jesus Cristo Superstar”
Teatro Rivoli

Melhor Sala de Teatro
Maria Matos Teatro Municipal

Foram ainda atribuídos alguns prémios pela organização:
Prémio Carreira
Maria do Céu Guerra

Prémio Guia dos Teatros
Museu Nacional do Teatro

Prémio Técnico
José Manuel Marques

Prémio Critica
Associação Portuguesa de Críticos de Teatro
recebeu a Drª. Maria Helena Serôdio

Prémio Fernando Amado
Espaço das Aguncheiras – São José Lapa e Inês Lapa Lopes

Prémio António Pedro
Carolina Mendes (“Cabeças no Ar” – Reposição Teatro Municipal São Luiz))
Companhia da Crinabel

Prémio Frederico Valério
Ricardo Afonso – We Will Rock You

Prémio Mecenas
Açoreana Seguros

Wednesday, May 21, 2008

Stratford Festival - Webcast #13

São José Lapa encena no seu Espaço das Aguncheiras

O TIO JOÃO (Vânia) uma nova interpretação do Tio Vânia de Anton Tchekhov,

Um velho professor reformado, Alexandre, vai viver para a herdade da sua primeira mulher. A sua chegada perturba a vida tranquila, mas de esforçado labor da sua filha Sónia e do seu cunhado Vânia ou tio João, que explorando a herdade, retiram do seu cultivo a sua própria alimentação e o sustento económico do professor.

Pela primeira vez na história dramaturgica mundial, aparece a personagem de um ECOLOGISTA, um médico amante da natureza, personagem de uma enorme e lucida comicidade e disruptora de sentimentos amorosos e apaixonados...

Helena, não de Troia, mas a segunda mulher do professor, é tal como essa, disputada pela sua beleza e inquietante tédio e será despoletadora de um caos dramático...

É essa visão trágica e cómica da condição humana, onde a diluição das ambições, a vacuidade do quotidiano, onde a paixão ou os nobres sentimentos de sacríficio se articulam.

Tédio, preguiça, aborrecimento, doenças e paixões, ressentimentos e ódios; estes são os ingredientes desta mistura explosiva, O TIO JOÃO (Vânia). Quatro mulheres e quatro homens, seres contaminados pela inquietante procura do "tempo da felicidade "

[Ele sabe, Tchékhov, que a vida moderna está cheia de uma melancolia indefinível, de doenças, de estranhas relações que geram emoções meio absurdas e não menos dolorosas... ele sabe tudo isso...mas tal como nós , "a solução não foi encontrada "... in Virginia Woolf]
São José Lapa

No belíssimo Espaço das Aguncheiras, você vai querer saber tudo o que acontece a estas personagens; eles são:
(ordem da foto) João Cabral (João Vânia) Rui Paulo (Miguel Astrov) Inês Lapa Lopes (Helena) Joana Manaças (Sónia)
José Rocha Santos ( Alexandre) São José Lapa (Maria) Isabel Martins (Marina) João Paiva (Teófilo)

Guarde desde já uma destas noites de Julho ! ! !
Os espectáculos vão acontecer dias 5, 6, 12, 13, 19, 20, 26 e 27 !
vêr como chegar em www.espacodasaguncheiras.blogspot.com
direcção Sesimbra + Cabo Espichel >> a 45 minutos de Lisboa!

"Fassbinder Café" - últimas representações no São João


“É entre a sala de jogo de Pandolfo e as mesas de café de Ridolfo que “Fassbinder-Café” questiona o dinheiro, os vícios e os desejos humanos. Com encenação de Nuno M. Cardoso, em colaboração com Ricardo Pais, a nova produção do Teatro Nacional S. João (TNSJ) estreou em 17 de Maio e estará em exibição até 25 de Maio.

“Fassbinder-Café” é uma adaptação do clássico de Goldoni, encenador italiano setecentista, por Fassbinder, histórico cineasta alemão do pós-guerra. Depois de, em Janeiro, o palco do S. João ter recebido “O Café” de Goldoni, os olhares voltam-se agora para a visão “informal” de Fassbinder.

Os 10 actores, permanentemente em palco, passeiam-se entre os vícios do jogo e da cafeína.

Histórias de infidelidade e de dívidas são interrompidas pelas constantes conversões de “sequins”, moeda italiana, em euros e escudos. Afinal, “dinheiro é dinheiro, venha de onde vier”, mote lançado pelo conde Leander, e a que as personagens acedem.

Informalidade também nos preços: ao contrário do habitual, este espectáculo não tem lugares marcados e o preço é único: 5 euros. “É uma informalidade absoluta”, salienta o encenador Nuno M. Cardoso, ao justificar o objectivo destas escolhas. “Nunca foi um objecto finalizado, por isso, os próprios dias de abertura ao público são ensaios múltiplos”, revela.

Câmaras, música ao vivo e écrans confirmam a pluralidade de estilos que Nuno M. Cardoso quis alcançar. “É um exercício porque funcionou como um boião de experimentação de múltiplas coisas. Houve a procura de respostas múltiplas e, por isso, pode ter múltiplas leituras”, explica o encenador.

A improvisação foi, para Nuno M. Cardoso, a “matéria de trabalho para uma academia informal”. Por isso, as sessões de “Fassbinder-Café” são para o encenador um permanente “exercício de espectáculo”, onde os actores passeiam no meio do público”.

Horários: 3ª,4ª,5ª,6ª, sab 21:30 / Dom 16:00

Artistas Unidos apresentam autores noruegueses durante visita dos reis da Noruega


Leituras encenadas, lançamento de livros e uma mesa-redonda compõem o programa Noruega-Lisboa-Noruega, organizado a 27 e 28 de Maio pelos Artistas Unidos na Gulbenkian e no Teatro São Luiz, por ocasião da visita dos reis da Noruega a Portugal.

Cenas soltas de peças dos dramaturgos noruegueses Jesper Halle e Arne Lygre e dos portugueses José Maria Vieira Mendes e Miguel Castro Caldas, com música de Morten Halle e direcção de Franzisca Aarflot (da companhia norueguesa Det Apne Teater), serão apresentadas a 27 de Maio, pelas 16:30, no Centro de Arte Moderna José de Azeredo Perdigão da Fundação Calouste Gulbenkian.

A interpretação estará a cargo dos actores Andreia Bento, Elsa Galvão, Sylvie Rocha, João Meireles, António Filipe, Pedro Carraca, Cecília Henriques, Sérgio Conceição, António Simão, Pablo Malter, Ricardo Batista e Paulo Pinto.

No dia seguinte, pelas 15:30, no Jardim de Inverno do Teatro Municipal São Luiz, serão lançados três livros: "Teatro II", de Ibsen, editado pela Cotovia, e "Sou o Vento, Sono" e "O Homem da Guitarra" (Livrinhos de Teatro Nº 33), do dramaturgo norueguês Jon Fosse - de quem os Artistas Unidos encenaram várias peças e que estará presente -, cuja apresentação será feita pela rainha Sonja da Noruega.

Segue-se a leitura de alguns excertos desses textos pelos actores Maria João Luís e Pedro Lima, o actor, encenador e director artístico dos Artistas Unidos, Jorge Silva Melo, e o actor e encenador Manuel Wiborg, acompanhados ao piano por Anne Kaasa, que interpretará "Noite de Tempestade no Mar", Opus 55, nº3 da Suite Peer Gynt II, de Edvard Grieg.

Às 16:30, o tema "Ibsen e Fosse em Tradução" reunirá numa mesa-redonda Luís Miguel Cintra (actor, encenador e director do Teatro da Cornucópia), Terje Merli (encenador), Berit Gulberg (agente literária), Solveig Nordlund (encenadora que introduziu Fosse em Portugal) e Pedro Porto Fernandes (tradutor de Ibsen, Fosse, Lygre, Halle e outros), com moderação de Jorge Silva Melo.

No final, pelas 18:30, Manuel Wiborg e Pedro Lima farão uma leitura da peça "Sou o Vento", com tradução de Pedro Porto Fernandes.

Este programa dos Artistas Unidos foi organizado com a colaboração do Det Apne Teater, o Ministério dos Negócios Estrangeiros norueguês e a Embaixada da Noruega em Portugal.

"Ay Carmela!" no Franco-Português


Teatro musical
“Ay Carmela!” de José Sanchis Sinisterra
Encenação de Pierre Chabert
Com
TERESA OVÍDIO e JEAN-MARIE GALEY

De 23 a 25 de MAIO 2008
no Instituto Franco-Português
Bilhetes: 15€ e 10€
Reserve já o seu: 21 311 14 00

“Ay Carmela!”, o maior sucesso do teatro espanhol do pós-franquismo - já levado à tela por Carlos Saura – é um texto de José Sanchis Sinisterra, escrito em 1986. Está traduzido em várias línguas e foi representado, até agora, em mais de uma quinzena de países.

A peça está publicada em francês na revista L’Avant-scène Théâtre

Com mais de mil representações, “Ay Carmela!” chega finalmente a Portugal, com encenação de Pierre Chabert e interpretação, em francês, de Teresa Ovídio, no papel de Carmela, e de Jean-Marie Galey, no de Paulino.

Em cena dias 23 e 24 de Maio às 21h30 e dia 25 de Maio às 17h00, no Instituto Franco-Português, em Lisboa (Av. Luís Bívar, 91).

Um espectáculo pleno de humor. Uma mistura de “farsa, music-hall e tragédia”.

O título evoca a célebre canção dos republicanos espanhóis e das brigadas internacionais. A história passa-se durante a Guerra civil de Espanha. Um casal de artistas de variedades é requisitado pelos franquistas para se apresentar diante de uma plateia de generais vitoriosos. No fim do espectáculo estes nossos dois saltimbancos terão de humilhar os vencidos, jovens republicanos condenados à morte. Para salvar as suas peles, Paulino submete-se. Mas Carmela, tocada pela juventude dos condenados, revolta-se e entoa com eles a famosa “Ay Carmela! .

A acção da peça passa-se após a morte de Carmela.

Paulino regressa ao teatro onde a imagem de Carmela lhe reaparece, qual fantasma. Eles representam os últimos momentos que passaram juntos: os preparativos e o espectáculo dado diante de Republicanos e Franquistas. Depois…a derradeira separação.

Com um sucesso retumbante, a peça foi representada em Avignon, pela primeira vez em 1994. Depois não tem cessado de encontrar os mais variados públicos e de percorrer a Europa.

A portuguesa Teresa Ovídio foi alvo dos mais rasgados elogios, como aliás também Jean-Marie Galey. Pierre Chabert procurou e procurou a sua Carmela. Era preciso um temperamento forte e uma enorme energia. Victoria Abril recusou. A sorte bateu à porta de Teresa Ovídio. O talento já lá morava.

O encenador PIERRE CHABERT é conhecido como descobridor de textos e de novos autores. Foi um dos primeiros a apresentar em Paris: Arrabal, Robert Pinget; Witkiewiecz, Van Itallie, Alfonso Sastre e Sinisterra, entre outros. Encenador de Samuel Beckett desde os anos 80, manteve com o autor uma colaboração estreitíssima. Beckett confiou-lhe os direitos de adaptação dos seus romances. Pierre Chabert dirigiu actores como Jean-Louis Barrault, Catherine Sellers, Michael Lonsdale, Pierre Dux, entre muitos outros. Esteve presente com os seus espectáculos nas grandes capitas e em numerosos festivais. Pierre Chabert dirigiu também um conjunto de publicações, entre as quais: Samuel Beckett (Revue d’Esthétique, Jean-Michel Place, 1990, reedição), Roland Dubillard (Revue d’Esthétique, Jean-Michel Place, 1999) e Thomas Bernhard, com Barbara Hutt (Edition Minerve, 2002).

A actriz TERESA OVÍDIO, tornou-se ultimamente muito conhecida entre nós devido à sua participação em “Morangos com Açúcar” e teve um papel no filme “Corrupção”. Formou-se no Actor’s Studio de Nova Iorque. Fez parte do elenco de: Hollywood, Hollywood de David Mamet, numa encenação de Daniel Roussel, Le sexe de la femme comme champ de bataille de MAtéi Visniec e em Nuit d’Automne À Pris de Gilles Granouillet, sob a direcção de Guy Rétoré, em Nuits Blanches de Mama Keita e Les tables tournantes de e por Jean-Marie Galey, em Bakou et les adultes de Jean-Gabriel Nordmann com Justine Heynemann. No cinema trabalhou com Patrick Timsit, Raoul Ruiz, e Flora Gomez, entre outros.

O actor JEAN-MARIE GALEY, fez parte da Comédie Française de 1997 a 2000, tendo sido dirigido por Philippe Adrien, Jorge LAvelli, Henri Ronse e Simon Heite. Na sequência desta experiência publicou Comédie Française, roman nas Editions Écriture.

Ainda no teatro foi dirigido também por encenadores como: Marcel marechal, Gildas Bourdet, Lucien Pintilié, Jean-Louis THamin, Caroline Huppert, Régis Santon, Jean-Luc Tardieu, Pierre ChaberT e outros. Sob a direcção de Daniel Bezace, interpretou o papel de François Mitterrand em “MArguerite et le Président”. No cinema rodou com Bernard Tavernier, Laurent Heynemann, Jacques Deray, Marco Pico, Pierre Richard ou Patrice Leconte. Em televisão, com Gérard Vergez, Michel Favard, serge Moati…

Para teatro escreveu Les Tables Tournantes (éd. Albin Michel) e como argumentista, com Éric-Emmanuel Schmitt, Le Patron, premiado pela Fondation Beaumarchais.

Na imprensa :
“(…) Jean-Marie Galey et Teresa Ovídio sont les excellents protagonistes de cette magnifique pièce écrite par José Sanchis Sinisterra en 1986. » (L’Avant-Scène Théâtre – C.F. - Boum-Boum)

“La pièce est si bien que parfois on est effrayé de s’entendre rire » (Libération)

« « (…) Jean-Marie Galey, acteur sûr, débordant d’énergie, fait de Paulino un raté sympathique, et Teresa Ovídio, débutante portugaise pleine de talent, taille cambré et œil fier, est touchante à souhait. Émotion, humour, ironie … » (L’Avant-Scène Théâtre, Février 1995 – C.B. Le Point ).

“Pour jouer ce rôle tragique et émouvant, il fallait un tempérament…Pierre Chabert, le metteur-en-scène a beaucoup cherché sa Carmela… Victoria Abril a refusé, tant mieux pour la jeune portugaise Teresa Ovídio qui forme avec Jean-Marie Galey, un couple déchiré plus que crédible…(France Inter)

« Ay Carmela ! L’un des succès surprise de cette saison qui joue les prolongations » (Paris Capitale)

« Le texte est un mélange détonnant de de pathétique et de sordide et Pierre Chabert, ce spécialiste de Beckett, sait à merveille en faire résonner les paradoxes (La Tribune)

“Ay Carmela! Très fort (Le journal du Dimanche)

“Grâce à Teresa Ovídio et son compère Jean-Marie Galey, Carmela devient immédiate, forte et attendrissante » (in Impact Médecin)

Instituto Franco-Português
Av. Luís Bívar, 91
1050-143 Lisboa
Tel: 21 311 14 27 Fax: 21 311 14 63



Viriato emaranhado no PANOS

Festival PANOS – Teatro Viriato
De 23 a 25 de Maio

Pela primeira vez, o Teatro Viriato promove o Festival PANOS – Teatro Viriato. Esta é uma das novidades da terceira edição do PANOS - palcos novos palavras novas, projecto da Culturgest que alia o teatro escolar/juvenil às novas dramaturgias, inspirando-se no programa NT Connections do National Theatre de Londres. Todos os anos, há peças novas escritas de propósito para serem representadas por grupos escolares ou de teatro juvenil.

Nesta edição são quatro os autores: há dois novos textos portugueses, de Luísa Costa Gomes (A Vida em Vénus) e Patrícia Portela (Escudos Humanos); foi traduzida a peça que Dennis Kelly escreveu para o Connections do ano passado (Ácido Desoxirribonucleico); e foi ainda aproveitado um texto de Letizia Russo, escrito para o Connections 2004 (Fim de Linha).

Neste festival do Teatro Viriato apresentam-se cinco dos grupos participantes no projecto da Culturgest: Grupo de Jovens do Teatro Viriato, Na Xina Lua (Tondela), Escola Secundária Almeida Garrett (Vila Nova de Gaia), Grupo de Teatro Persona da Escola Secundária 3 (Moimenta da Beira) e Escola de Teatro da Arte Viva - Companhia de Teatro do Barreiro que levam à cena as diferentes dramaturgias. Além dos espectáculos haverá uma conversa entre encenadores e participantes PANOS, intitulada “O que vale um homem que não sabe lutar? O que vale um cínico sem contrapropostas? Eu acredito num caminho melhor” (Lenny Kravitz). Segue abaixo o programa, sinopses e fichas artísticas/técnicas de cada espectáculo.

//Programa
23 sex
15h30
“Escudos Humanos”
De Patrícia Portela
Pelo Grupo do Teatro Viriato
Público-Alvo Ensino Secundário
Local: Teatro Viriato

21h30
“Fim de Linha”
De Letizia Russo
Por Na Xina Lua (Tondela/ACERT)
Local: ACERT/Tondela

24 sáb
15h30
“ADN”
De Dennis Kelly
Pela Escola Secundária Almeida Garrett (Vila Nova de Gaia)
Local: Teatro Viriato

18h30
“A vida em Vénus”
De Luísa Costa Gomes
Pelo Grupo de Teatro Persona da Escola Secundária 3 (Moimenta da Beira)
Local: Teatro Viriato

21h30
“Escudos Humanos”
De Patrícia Portela
Pelo Grupo do Teatro Viriato
Local: Teatro Viriato

25 dom
11h00
“O que vale um homem que não sabe lutar? O que vale um homem que não sabe lutar? O que vale um cínico sem contrapropostas? Eu acredito num caminho melhor" Lenny Kravitz
Conversa entre encenadores e participantes PANOS
Local: Teatro Viriato
Entrada livre

16h00
“Fim de Linha”
De Letizia Russo
Pela Turma da continuidade da Escola de Teatro da Arte Viva - Companhia de Teatro do Barreiro
Local: Teatro Viriato
Todos os públicos
Teatro Viriato: 2€ por espectáculo // 5€ Todos os espectáculos

//Sinopses dos espectáculos
“Escudos Humanos”
De Patrícia Portela
Por Grupo de Jovens do Teatro Viriato
Na sexta-feira um país declarou guerra a outro por razões de segurança. Um grupo de jovens oferece-se como escudos humanos, imbuídos da convicção de impedir um conflito bélico. Corajosos e idealistas, embarcam numa longa e perigosa viagem para um país distante na esperança de pararem uma guerra, que consideram injusta e que foi declarada pelo seu próprio país de origem. Escudo Humanos, de Patrícia Portela é uma peça de acção com muitas palavras: coros, monólogos, diálogos e debates numa espécie de ópera falada trágico-greco-cómica. É a partir deste texto que o encenador, Graeme Pulleyn e um grupo de jovens de Viseu construíram a peça com o mesmo título. Vídeo e música misturam-se neste espectáculo, onde, constantemente, intérpretes e público partilham o mesmo espaço.

Texto Patrícia Portela Encenação Graeme Pulleyn Assistente de encenação Samanta Jesus Intérpretes Susana Oliveira, Filipe Rodrigues, Micael Almeida, Cláudia Oliveira, Maria Pires, Marta Ribeiro, Daniela Silva, Lidia Oliveira, Mafalda Martins, Joana Portugal, Bárbara Alves, Rute Lemos, Sofia Magalhães, Ana Abrantes, Joana Gonçalves, Aliosman Ahmed, Francisca Palhares, Cláudio Almeida, Joana Oliveira e André Rodrigues Vídeo Óscar Lopes Agradecimentos João Oliva, Nuno Ferreira, Maria João Barros, Liliana Garcia, Ana Filipa Rodrigues, Sandra Bernardo, Sandra Ferreira, Isabel Pacheco e Vítor Almeida Duração 75 min. aprox.

“Fim de Linha”
De Letizia Russo
Por Na Xina Lua

Fim de Linha de Letizia Russo (do Connections 2004, com tradução de Pedro Marques) conta a história de dois grupos de adolescentes. O primeiro é uma comunidade que vive sob o poder ditatorial de Sirius, que todos julgam ser Deus. O segundo é constituído por dois colegas, Kent e Kris, que estão numa longa viagem para conhecer Sirius. Quando Kent e Sirius finalmente se encontram, descobrimos o passado que têm em comum e testemunhamos o desenrolar da sua batalha.

Este foi o texto escolhido pelo grupo de Tondela, Na Xina Lua para apresentarem no âmbito do PANOS. Sobre esta dramatização, o escritor galego, Carlos Santiago escreve: “O poder é uma cena infantil, coisa da treta. É preciso estar à altura. É por isso que esta peça só pode ser representada por adolescentes. Na Xina Lua consegue o objectivo: espantar os adultos com o reflexo exacto do que eles são, do que eles jogam a ser. Um jogo de putos. A diferença é que os actores no palco conseguem tirar do jogo imagens e gargalhadas certas, enquanto os adultos pretendem, pretendemos, acreditar na seriedade da farsa. Gostava só que eles levassem a peça ao extremo do delírio e exprimissem, até ao caroço, o fruto mais negro da comédia”.

Encenação/Assistência Gil Rodrigues/João Almiro Intérpretes Catarina Coimbra, Nené, Chica, Guida, Joca, Teresa Maconda, Daniel, Anita, Jonhix, Wlad, Cadu, Ricci Lee, Sofia, Salomé e Filipa Figurinos e adereços Danny Adaptação musical Lydia Pinho e Zé Saraiva Cenografia Marta Silva e Rui Ribeiro Técnicos João Almiro, João Duvale e Paulo Neto Apoios Toda a equipa da ACERT, os amigos do grupo e Câmara Municipal de Tondela Duração 70 min.

Objectos cenográficos reutilizados e adaptados para a peça: do espectáculo As Cadeiras e figurinos da personagem Sirius do espectáculo Augaciar do grupo Trigo Limpo Teatro ACERT

Pela Escola de Teatro da Arte Viva - Companhia de Teatro do Barreiro

O mesmo texto foi encenado pela Turma da continuidade da Escola de Teatro da Arte Viva – Companhia de Teatro do Barreiro, que acentua a luta pelo poder, manifesta no texto de Letizia Russo. A propósito deste trabalho, a encenadora, Carina Silva escreve: “O poder é consequência, quem tem a palavra tem o poder. O poder não tem saída. Uma revolução tem sempre uma restauração. Dar nomes às coisas. O poder da palavra define o poder das coisas!”.

Encenação Carina Silva Interpretação Ana Carolina Lobato, Ana Marta Rosado, Ana Pimpista, Ana Samora, André Semeano, Catarina Santana, Fábio Pousinho, Helena Cruz, Leonor Coelho, Nuno Magalhães, Rafael Costa, Rebeca Silva, Susana Marques, Vanessa Casanova Assistente de Encenação Ana Sofia Pinto Movimento Andreia Martins Cenografia João Pimenta Adereços Ana Sofia Pinto Figurinos Ana Pimpista Guarda-Roupa Maria Cavaco e Teresa Balbi Luz e Som João Henrique Oliveira e André Silva Montagem Dário Valente e Carlos Tainha Design Gráfico João Pimenta Produção Executiva Rita Conduto Duração 90 min.

“ADN”
De Dennis Kelly
Pela Escola Secundária Almeida Garrett (Vila Nova de Gaia)

Se és um adolescente e fizeres uma coisa mesmo, mesmo má, o que é que deves fazer? Contar aos teus pais? Contar à polícia? Contar a um professor? Não, deves fazer exactamente o que os adultos fazem; encobrir tudo e esperar que ninguém descubra. Ácido DesoxirriboNucleico de Dennis Kelly (do Connections 2007, com tradução de Jacinto Lucas Pires) é sobre um grupo de adolescentes que se une por ter feito uma coisa má. Mas à medida que as coisas evoluem, essa solidariedade recém-descoberta começa a abrir brechas.

Essa interminável espiral, plasmada no texto de Dennis Kelly é interpretada por um grupo de alunos do 12º ano da Escola Secundária Almeida Garrett, Vila Nova de Gaia, animados pela vontade de experimentar as artes cénicas.

Encenação Amarílis Vaz Felizes Intérpretes Diana Fernandes, Mariana de Castro, Elsa Moreira, Mafalda Corte, João Cruz, Maria Silva, Pedro Elói, Miguel Santos, Lia Costa, Rita Moura, Diogo Martins, Paulo Pires, Inês Matos, Joana Cruz, Sandra Ferreira Organização Escola Secundária Almeida Garrett (Vila Nova de Gaia) Professores responsáveis Nuno Alves Pereira e Fernando Rebelo Colaboração André Freitas Marques Apoios Gaianima e Município de Vila Nova de Gaia Duração 80 min.

“A Vida em Vénus”
De Luísa Costa Gomes
Pelo Grupo de Teatro Persona da ES/3 (Moimenta da Beira)

No futuro de A Vida em Vénus de Luísa Costa Gomes todos são riquíssimos e lindíssimos e têm tudo o que é possível comprar. Os programas da escola são programas de televisão. Os estudantes são obrigados a ver televisão e a matéria dos testes é a dos jogos de vídeo. Em casa as pessoas são servidas por robôs que fazem absolutamente tudo e elas não sabem fazer absolutamente nada por si próprias. Tudo é igual em todo o lado. As nuvens, os mares, os campos e os cães são feitos por computador. Mas numa casa, debaixo de uma cama, um rapaz tem um tesouro escondido…

Encenação Lucília Lourenço e Olga Calhau Cenografia Sara Fernandes Intérpretes Maria Sarmento, Pedro Miguel da Silva, Ana Rita Rodrigues, Ana Beatriz Freixo, Eva Aguiar, Mariana Bernardo Nascimento, Inês Xavier, Sofia Lima, Adriana Soares, Guilherme Braga, Rita Gomes Leitão, Francisca Cardia Vale e Dora Luísa Ferreira Duração 60 min.