Friday, February 29, 2008

"A Bíblia: Toda a Palavra de Deus"


Wednesday, February 20, 2008

"Castelo de Cartas" no Espalço Reflexo em Sintra



Tuesday, February 19, 2008

Sunday, February 10, 2008

"Música Para Si" em 3 palcos


MÚSICA PARA SI (Wunschkonzert)
Duração: 1h10m, M/12
Preço dos bilhetes: 5€ (preço único)

Informações: 966 700 589 / 933 288 560 / Fax.: 218 688 472
propositario.azul@gmail.com

em cena:
CASCAIS – ÚLTIMA SEMANA, até 17 de Fevereiro de 2008, de 5ª a Sab. às 21h30, Dom. às 17h.

TEATRO MUNICIPAL MIRITA CASIMIRO
Bilhetes à venda na Fnac, Ticketline (707 234 234) e no local do espectáculo.
Informações: 214 867 933 / 214 670 320 ou em t.e.c@netcabo.pt

LISBOA – de 21 a 24 de Fevereiro às 21h30
PALCO ORIENTAL

OLIVAL BASTO – de 1 a 11 de Maio, de 5ª a Dom. às 22h00
CENTRO CULTURAL DA MALAPOSTA

Sinopse:
Um fragmento de vida de uma mulher de meia idade, a viver só, desde que chega a casa, depois de um dia normal de trabalho, até se ir deitar para dormir. Vemo-la entregue ao seu quotidiano, às suas tarefas necessárias, à sua sobrevivência, à sua solidão: arruma, lava, fuma, vê televisão, come, ouve rádio, lava a louça, acaba um tapete, lava-se, vai dormir… O final não é indiferente.

O espectáculo está integrado no âmbito da Exposição: “Isabel de Castro – A Actriz, o Rosto”, a decorrer no Teatro Municipal Mirita Casimiro.

Autoria do texto:
FRANZ-XAVER KROETZ
Tradução:
ADÉLIA SILVA MELO

Interpretação:
EUGÉNIA BETTENCOURT
Voz “programa de rádio”
JOSÉ HENRIQUE NETO
CRISTINA BASÍLIO


Workshop


Sapateado Irlandês para Iniciados por Bruno Schiappa
O sapateado, para além de uma dança divertida, é também uma forma de composição musical uma vez que trabalha a percussão e a criação de ritmos. Este estilo de dança-movimento-jogo, permite não só uma libertação criativa mas também uma maior disponibilidade para a sociabilização e coordenação motora do indivíduo praticante da modalidade. No caso específico deste workshop, serão dadas as bases do sapateado irlandês folk, ou seja, o sapateado tradicional que acompanha as festas tradicionais. Não será uma introdução ao estilo do River Dance, apesar de existirem passos que se cruzam nas duas modalidades.
Para quem já possui bases de sapateado americano ou marselhense, será mais fácil atingir a agilidade que é exigida ao calcanhar como motor desta técnica. Contudo não é condição essencial uma vez que iremos abordar os passos tradicionais com calma.
Local: Chapitô – Ginásio I
Horário: sextas feiras de Março das 19.30 às 20.30
Mais informações: 218855550

Saturday, February 9, 2008

Sapatos descalços no Viriato


IMAGINA QUE DESCALCEI O SAPATO E AGORA NÃO O CONSIGO ENFIAR

De Teresa Rita Lopes
12_ter Fev às 21h30
> 12 anos 70 min.
Preço A (5€ a 10€) Preço Jovem 5 €
11_seg e 12_ter Fev às 15h00
(sessões escolares)

Um divertido espectáculo de nonsense musical, cujo texto está integrado no programa de Português do ensino secundário

Amor, nostalgia, (com) paixão, poesia do absurdo das coisas de mulheres e de homens (que são também e talvez as coisas de cada um de nós) são alguns dos temas da peça Imagina que descalcei o sapato e agora não o consigo enfiar. Criada a partir do livro Coisas de Mulheres… e de Homens, a peça faz a reconstrução de momentos de um dia que nasce carregado de projectos que percorrem uma lógica do absurdo e que conduzem normalmente ao desastre ou a novos rumos para a vida. Trata-se de um divertido espectáculo de nonsense musical. O texto da peça está integrado no programa de Português do ensino secundário.

//Ficha artística
Autoria Teresa Rita Lopes Encenação e Movimento Marta Lapa Interpretação Isabel Ribas, Marina Albuquerque e Meredith Kitchen Cenografia e Figurinos Marta Lapa Música Original João Lucas Design Gráfico João Lucas Fotografia e Desenho de Luz Manuela Jorge Produção Escola de Mulheres – Oficina de Teatro

"A Guerra" no D. Maria

A GUERRA
De CARLO GOLDONI
Encenação e dramaturgia JOSÉ PEIXOTO

A encerrar as comemorações do tricentenário de Carlo Goldoni, o grande reformador do teatro italiano do século XVIII, o Teatro Nacional prepara-se para apresentar, na Sala Garrett, entre 14 de Fevereiro e 2 de Março, o espectáculo “A Guerra”, uma peça em que o dramaturgo nos pinta um retrato irónico dos conflitos humanos e nos conta a história de um amor nascido no meio das cinzas. Florida e Faustino amam-se mas encontram-se de lados opostos da barricada e a vitória de um implicará necessariamente a derrota do outro. Quando tudo parece perdido, eis que a intervenção do autor salva ambas as partes e esta história tem, para gáudio do espectador, um final feliz.
Num cenário minimalista, o encenador José Peixoto promete rever um dos últimos textos que Goldoni escreveu e apresentou em Itália, pouco antes de partir para França, onde deu início a uma nova etapa da sua vida e da sua carreira.

Sinopse
Um exército invade uma região. As forças atacadas recolhem a uma fortaleza. Durante o ataque a filha do general comandante das forças sitiadas é feita prisioneira. A sua situação social determina que esteja retida nas instalações do Comissário abastecedor dos exércitos atacantes. Nesse mesmo local reúnem-se os jovens oficiais para beber e jogar. Entre Florida, a jovem refém, e o tenente Faustino nasce uma paixão. Florida vive a inquietação do desfecho da guerra, ou vence o pai defensor da fortaleza ou o exército do seu apaixonado. Os interesses privados e os públicos opõem-se, mas também se opõem as razões do coração. No meio do conflito manifestam-se também os interesses postos em jogo na guerra – o patriotismo, a honra, a coragem, a nobreza dos comportamentos de um lado, do outro a violência, o desrespeito pelas pessoas, o oportunismo da ausência da lei e o império da força, o comércio e o enriquecimento que os conflitos armados permitem aos menos escrupulosos. No meio do conflito aparece uma classe popular que ora é vítima, ora tenta beneficiar da guerra. Uma comédia amarga com a guerra como protagonista que expõe as virtudes e os defeitos dos seres humanos. Uma comédia do século XVIII que nos faz reflectir sobre os nossos dias.

Cenografia e figurinos JOÃO RODRIGUES
Desenho de luz CARLOS GONÇALVES
Música original RUI REBELO
Movimento KOT-KOTECKI

Com ÁLVARO CORTE REAL CARLA CARREIRA MENDES
ELSA VALENTIM GUILHERME DE NORONHA JORGE BAIÃO
JORGE SILVA JOSÉ RUSSO JUANA PEREIRA DA SILVA
LUÍS BARROS MARIA MARRAFA MÁRIO BARRADAS
PATRÍCIA ANDRÉ RICARDO ALVES RUI NUNO SIMON FRANKEL TIAGO MATEUS VICTOR ZAMBUJO
SALA GARRETT
De 14 de Fev. a 2 de Mar. 2008

Wednesday, February 6, 2008

O Dia das Mentiras no Trindade


O Dia das mentiras
TEXTO Rui Mendes a partir de “Falar verdade a mentir” e “O noivado do Dafundo” de Almeida Garrett
ENCENAÇÃO E CENOGRAFIA Fernando Gomes
MUSICA João Paulo Soares
FIGURINOS Rafaela Mapril
DESENHO de LUZ Paulo Sabino
PRODUÇÃO INATEL/Teatro da Trindade

Interpretação:
Ângela Pinto - Ana Máxima
Bruno Batista - Paquete
Elsa Galvão - Joaquina
Igor Sampaio - General Lemos
Joana Brandão - Amália
João Braz - Ezequiel
João Didelet - José Félix Antunes
Luís Mascarenhas - Pantaleão
Rogério Vieira - Brás Ferreira
Rui Santos - Augusto Batista da Silva Leitão
Sofia Petinga - Adélia
Tonan Quito - Duarte Guedes
Vozes locutor de rádio: Rui Mendes, Fernando Gomes

SALA PRINCIPAL DO TEATRO DA TRINDADE
21 de Fevereiro a 27 de Abril 5ª-f a Sáb. 21h30 e Dom. 16h

Duração 2 Horas (com intervalo)
Classificação etária M/12

Preços 10€ a 15€

Descontos
20% - Jovens c/ - 25 anos, Seniores e Sócios FNAC, Pin Cultura, Profissionais Espectáculo
30% - Grupos + 10 pax, Sócios INATEL

Condições para Grupos de Escolas
Preço único: 5€
Datas: 13 Março, 3 Abril, 10 Abril, 17 Abril e 24 Abril às 14h30 (sob marcação)
Público-Alvo: 2/3º Ciclo e Secundário

O DIA DAS MENTIRAS
Foi com grande entusiasmo que aceitei o convite do Rui Sérgio para encenar “O Dia das mentiras”, que me veio proporcionar o meu primeiro trabalho no lindíssimo Teatro da Trindade, e um reencontro com Almeida Garrett, o autor do Frei Luís de Sousa”, “Viagens na minha terra” e “Folhas caídas”, obras que me serviram de base para três encenações na KlássiKus: “A Tragédia”, que estreou no Teatro da Comuna em 1996, “Romeiro … Romeiro, quem és tu?!... Ninguém”, No Teatro da Luz em 2004 e em 2005 “Garrett no coração”, apresentado no Salão Nobre do Teatro Nacional. Este último espectáculo tinha música ao vivo, dirigida por João Paulo Soares, um amigo e excelente compositor, com quem tenho o prazer de voltar a trabalhar neste “Dia das Mentiras”. Também, mais uma vez, posso contar com a criatividade da Rafaela Mapril, nos figurinos e do Paulo Sabino, na luz, uma dupla que, sem qualquer dúvida, em tudo contribui para valorizar a encenação. E embora a ideia do cenário seja minha, ele nunca teria tido o brilho quem tem, sem a preciosa colaboração da Sara Machado. Junte-se a esta belíssima equipa de criativos o entusiasmo de doze excelentes actores e, naturalmente, o trabalho de encenação só pode ter sido… um prazer!

“Falar verdade a mentir” e “O noivado do Dafundo” são duas peças de Garrett que o Rui Mendes adaptou. Acrescentou-lhes ingredientes de humor, transformou José Félix num “servidor de dois amos” e chamou ao espectáculo “O DIA DAS MENTIRAS”. Um projecto que simpaticamente colocou nas minhas mãos para encenar. Estou-lhe grato pela confiança e pela liberdade que me deu para transformar a sua adaptação numa versão musical.

A acção de “O DIA DAS MENTIRAS”, ao contrário do que possam pensar, não se passa no 1º de Abril, mas sim no dia 5 de Julho, no longínquo ano de 1932, que por certo poucas pessoas terão na memória.

Que teria pois acontecido nesse tal 5 de Julho de 1932 para agora ser chamado de “O Dia das mentiras”?

É isso mesmo que vão ficar a saber com esta comédia, que para além de doze divertidas personagens, conta ainda com a presença ao vivo do senhor Almeida Garrett, o grande homenageado nesta noite de Teatro.

Fernando Gomes
(Encenador)


Almeida Garrett(1799-1854)
João Baptista da Silva Leitão de Almeida Garrett nasceu em 1799 no Porto e faleceu em Lisboa em 1854 .É provavelmente o escritor português mais completo de todo o século XIX, porquanto nos deixou obras-primas na poesia, no teatro e na prosa, inovando a escrita e a composição em cada um destes géneros literários.Foi o introdutor do Romantismo em Portugal com o poema "Camões", 1825, desenvolveu o teatro (criando o Teatro Nacional e escrevendo obras de repertório, entre as quais se conta a obra-prima (Frei Luís de Sousa, 1843), cultivou o romance histórico (O Arco de Sant'Ana, 1845) e foi um notável poeta do amor e das suas contradições, da sensualidade e da mulher.


A vida
Na infância recebeu uma formação religiosa e clássica. Concluiu o curso de Direito em Coimbra, onde aderiu aos ideais do liberalismo. Em 1823, após a subida ao poder dos absolutistas, é obrigado a exilar-se em Inglaterra onde inicia o estudo do romantismo (inglês), movimento artístico-literário então já dominante na Europa.Regressa em 1826 e passa a participar na vida política; mas tem de exilar-se novamente em Inglaterra em 1828, depois da contra-revolução de D. Miguel. Em 1832, na Ilha Terceira, incorpora-se no exército liberal de D. Pedro IV e participa no cerco do Porto. Exerceu funções diplomáticas em Londres, em Paris e em Bruxelas. Após a Revolução de Setembro (1836) foi Inspector Geral dos Teatros e fundou o Conservatório de Arte Dramática e o Teatro Nacional.
Com a ditadura cabralista (1842), Garrett é posto à margem da política e inicia o período mais fecundo da sua produção literária. Durante a Regeneração (1851) recebe o título de visconde e é nomeado Ministro dos Negócios Estrangeiros.


A obra
Tem o grande mérito de ser o introdutor do Romantismo em Portugal ao nível da criação textual - processo que iniciou com os poemas Camões (1825) e D. Branca (1826).Ainda no domínio da poesia são de destacar o Romanceiro (recolha de poesias de tradição popular cujo 1.º volume sai em 1843), Flores sem Fruto (1845) e a obra-prima da poesia romântica portuguesa Folhas Caídas (1853) que nos dá um novo lirismo amoroso.Na prosa, saliente-se O Arco de Sant'Ana (1.º vol. em 1845 e 2.º em 1851), romance histórico, e principalmente as suas célebres Viagens na Minha Terra (1846). Com este livro, a crítica considera iniciada a prosa moderna em Portugal.E quanto ao teatro, deve mencionar-se Um Auto de Gil Vicente (1838), O Alfageme de Santarém (1841), o famoso drama Frei Luís de Sousa (1844), Falar verdade a Mentir (1846) e O Noivado do Dafundo (1848).