Sunday, September 16, 2007

Shakespeare Women Company na Comuna


Grande estreia em Lisboa da Shakespeare Women Company!

A Shakespeare Women Company nasceu em Lisboa com o propósito de realizar unicamente obras de Shakespeare ou peças inspiradas nos seus textos. Apresenta espectáculos unipessoais e multipessoais com a qualidade que a caracteriza.

A sua primeira estreia em Julho de 2005 foi Julietta, uma peça que ainda se encontra em digressão e, em Fevereiro de 2006 apresentou Príncipe Fim , sobre 'Para bom fim não há mau princípio'. Ambos os espectáculos foram estreados no Auditório Augusto Cabrita no Barreiro em Portugal, seguindo depois, em digressão, por toda a Espanha onde participou nos seguintes festivais e feiras de teatro:

10º Festival TEATRALIA, Madrid, Março, 2006.
10º Festival de Las Artes, Costa Rica, Março, 2006.
Feira de Igualada, 2006.
Feira de Ciudad Rodrigo, 2006.
Feira de Vilafranca del Penedés, 2006.
Feira de Palma de Mallorca, 2006.
Rede de Teatros de Madrid e Barcelona.
Campanha 'Anem al Teatre' 2006.
Festival de Teatro Clássico de Olmedo, 2006.
Seleccionada pelo País Basco no seu catálogo de obras recomendadas.
Festival Contaria, Valencia 2007.
Festival do Teatro Alternativo de Vigo, 2007.
Festival de Teatro Clássico de Cáceres, 2007.

Finalmente esta companhia chega, com estreia absoluta em Lisboa de 'Homlet', uma criação do encenador Claudio Hochman, com base na obra 'Hamlet' de William Shakespeare. Esta versão é mais uma prova da genialidade que Claudio Hochman confere sempre às suas peças.

'Tudo começou com um ovo.
Ou uma semente.
Ou os dois.
Nasceram dois.
Dois irmãos.
Cláudio e Hamlet.
Hamlet e Cláudio.'
(…) Judite Dias, actriz e bióloga, interpretará Cláudio. Porá em cena não só o seu enorme talento como intérprete e cantora, como também os seus conhecimentos científicos. Um drama com salpicos de humor, onde se mostram os motivos que tem Cláudio para fazer o que faz. Para que o público julgue, se emocione, se surpreenda.
Um Homlet muito condimentado com a marca da Shakespeare Women Company.

Dias 13, 14 e 15 de Setembro, às 21:30h, na Sala 1 do Teatro A Comuna.

Dança e artes plásticas na rentrée do Teatro Viriato

A estreia nacional de Masculine, a nova criação do coreógrafo Paulo Ribeiro e a inauguração da exposição Antimonumentos abrem a nova temporada do Teatro Viriato.

Até Dezembro, Marco D’Almeida, Nuno Lopes, Manuel João Vieira, Maria João Luís, Leonor Keil, Paulo Ribeiro, Bernardo Sassetti, Beatriz Batarda e Mário Laginha são alguns dos intérpretes que vão passar pelo Teatro Viriato, mas neste primeiro fim-de-semana do quadrimestre (14 e 15 de Setembro) o palco é do quarteto masculino de Masculine e dos cerca de 37 artistas plásticos que reflectem sobre o conceito de antimonumento, numa iniciativa da Galeria António Henriques (Viseu), em colaboração com o Teatro Viriato.


ESTREIA NACIONAL Dança MASCULINE Coreografia de Paulo Ribeiro
Sexta, 14 e Sábado, 15 Set. 21h30
> 12 anos 80 min. aprox. Preço B (7,5 a 15€) Preço Jovem 5 €

Uma peça intensa, quase febril, capaz de levar facilmente o público ao riso ou às lágrimas e que gira à volta do que aproxima esses intérpretes da “pessoa” de Fernando Pessoa. Não lhes interessa o Pessoa escritor, mas sim o Pessoa homem.

Num velho campo de futebol abandonado guardado nas memórias de meninice, as histórias de hoje seriam contadas mais ou menos assim como em Masculine. Ao compasso da bola, quatro homens desfiam episódios de vida falhados, inspirados pela transfiguração de Fernando Pessoa, embalados pela beleza das palavras, envolvidos no desejo de dar à máscara um sentido, tal como Pessoa escreveu. Procuram calcorrear as mesmas pedras, aproximando-se desse Pessoa, exilado. Não lhes interessa o Pessoa escritor, mas sim o Pessoa homem.

Ainda assim, as palavras do poeta ecoam ao longo desta criação, ao sabor de uma história bem contada, em que a palavra é roubada e disputada entre quatro homens que recuam no tempo em busca dos seus próprios episódios de vida, de uma audição, de uma ambição desmedida ou de uma traição do corpo que se cruzem com o imaginário pessoano, num turbilhão de expressões que conduzem o público por uma montanha russa, apreendida por todos os sentidos e pautada pela beleza dos momentos ou pela energia que transpira esta peça.

Apesar das alusões constantes a algumas criações literárias do poeta português, Paulo Ribeiro “não tinha a pretensão de trabalhar Fernando Pessoa”. “Não tenho conhecimentos, nem capacidade intelectual, nem inteligência suficiente para trabalhar um personagem destes. O que me resta a mim e a estes intérpretes é deixarmo-nos ser tocados por tudo aquilo que lemos dele, a forma como estas coisas nos foram movendo ao longo da vida”. E recorda: “Nunca me debrucei a fundo e seriamente sobre Fernando Pessoa, mas ao longo da minha vida, ela foi-me sempre acompanhando. Por exemplo, durante a minha adolescência, nos percursos que fazíamos pelo Bairro Alto, Chiado e por aí fora, parece que ainda se respirava um bocadinho desta densidade que esta pessoa lhes imprimiu, o facto de passar por lá é especial”.

O movimento percorre as entranhas da peça, “um movimento que não é exclusivo do corpo ou da composição coreográfica, um movimento que também é criado pelo uso da voz, da palavra”

Cada movimento desta matéria viva, instável, que constrói e destrói, que oscila, surpreende, algo que sabe rir de si próprio, transpira a energia, o humor e ironia do criador, que não esconde a predilecção por “criar à volta da energia, do movimento, de algo que não é contemplativo”. Masculine é físico e intenso, algo que marca e não passa.

Coreografia Paulo Ribeiro Assistente de Coreografia Leonor Keil Com Miguel Borges, Peter Michael Dietz, Romeu Runa e Romulus Neagu Desenho de luz Nuno Meira Música Frank Zappa e Shostakovich Produção Companhia Paulo Ribeiro Co-produção Teatro Viriato, Teatro Nacional S. João, Teatro Maria Matos, Centro Cultural Vila Flor e Festival Temps d’Aimer, em Biarritz




Exposição // Antimonumentos
Comissário Miguel von Hafe Pérez

Inauguração 15 de Setembro
18h00 Teatro Viriato
22h30 Galeria António Henriques (Rua Cândido dos Reis, 7, Viseu)
15_Set >> 20_Out de terça-feira a sábado, das 15h00 às 19h00
Sala de Ensaios e Estúdio do Teatro Viriato
Galeria António Henriques (Viseu)

O Teatro Viriato e a Galeria António Henriques (Viseu) convidam para a inauguração da exposição Antimonumentos, comissariada por Miguel von Hafe Pérez e que reúne obras de 37 artistas portugueses. A inauguração da exposição será no dia 15 de Setembro, às 18h00 no Teatro Viriato e às 22h30 na Galeria António Henriques. Durante a inauguração da exposição, Miguel von Hafe Pérez estará no Teatro Viriato à disposição dos jornalistas para uma conversa sobre a concepção deste projecto.

A exposição Antimonumentos que como o próprio nome indica foi desenvolvida à volta do conceito de antimonumento estará patente na Galeria de Arte Contemporânea António Henriques, num espaço adjacente especificamente aberto para esta mostra e ainda no Teatro Viriato (Sala de ensaios e Estúdio) até dia 20 de Outubro.

Artistas participantes:
Alice Geirinhas, André Cepeda, Ângelo Ferreira de Sousa, António Olaio, Arlindo Silva, Avelino Sá, Baltazar Torres, Carla Cruz, Carla Filipe, Carlos Correia, Carlos Lobo, Carlos Roque, Cristina Mateus, Eduardo Matos, Fernando José Pereira, Francisco Queirós, Hugo Canoilas, Isabel Carvalho, Isabel Ribeiro, João Fonte Santa, João Marçal, João Serra, João Tabarra, José Maçãs de Carvalho, Luís Palma, Manuel Santos Maia, Miguel Leal, Miguel Palma, Nuno Cera, Paulo Catrica, Paulo Mendes, Pedro Barateiro, Pedro Cabral Santo, Pedro Diniz Reis, Pedro Pousada, Pedro Tudela e Vera Mota.

A exposição Antimonumentos reúne assim um segmento significativo de artistas plásticos portugueses que reflecte sobre o conceito de antimonumento.

Segundo o comissário, Miguel Pérez:
“Antimonumentos, porquê?

Porque a reflexão sobre o passado ou sobre o presente nem sempre se produz nas grandes narrativas, nem nos objectos simbolicamente saturados.

Porque à inquietação sobre o real, os artistas respondem melhor com dúvidas do que com certezas.

Porque os olhares desviantes nos centram nas franjas do previsível.

Porque em oposição a uma estratégia curatorial rígida e assertiva se privilegiou a incerteza de respostas inéditas;

Porque a energia que um evento desta natureza pode constituir-se como discurso complementar à estratificação dicotómica da arte actual, empurrada para extremos ditos alternativos ou demasiado institucionais.

Porque a decisão sobre o que é ou não arte, sobre o que deve ou não ser exposto e sobre o que vincula uma obra ao seu contexto é, em primeira instância, uma decisão individual dos artistas; assim, numa exposição que dá liberdade criativa aos seus protagonistas, esta questão poderá ganhar uma relevância suplementar.

Porque a arte tem uma tendência para se levar demasiado a sério, e é nos momentos de dúvida, experimentação e derisão que frequentemente melhor se expressa.

Porque a cumplicidade é aqui assumida, reiterada e exposta.

Porque tal como alguém que teimosamente se dedica à divulgação da arte contemporânea numa cidade do interior deste país, é na persistência de pequenos gestos que se consegue tornar a realidade mais habitável, na construção de comunidades que consigam olhar criticamente o que produzem e, quando possível, alargando o seu espectro de acção para comunidades que lhe serão, à partida, alheias”.

Agosto na Barraca em Setembro


Agora que se aproxima o Ano Europeu do Diálogo Intercultural, A Barraca estreia no próximo dia 21 de Setembro, pelas 21h30 o espectáculo “Agosto – Contos da Emigração” com encenação de Maria do Céu Guerra.
Nas palavras da encenadora:
A BARRACA ao montar “Agosto”, cria um espaço/tempo de celebração e memória da emigração portuguesa. É um espectáculo baseado em textos de: Rodrigues Miguéis, Ferreira de Castro, Dias Melo, João de Melo, Olga Gonçalves, Manuela Degerine, etc.
Personagens reconhecíveis destes autores cruzam-se numa espécie de rede feita dos mais belos itinerários de emigrantes da nossa ficção.
O espectáculo fala das aspirações, dos sacrifícios, das alterações de vida, das frustrações e dos triunfos, dos gostos, daquele grupo social que tanta riqueza económica trouxe ao nosso país.
Da irrisão à emoção, actores e público vão viajando de camioneta, de barco, de comboio e até num pau-de-arara sertanejo, experimentando sentimentos que certamente vão ajudar a conhecer melhor aquela gente que continua a ser os “outros” portugueses.

O espectáculo está classificado para M/6 e estará em cena nos dias:
Setembro: 21, 22, 27 e 28 às 21h30
23, 30 às 17h00
Outubro: 4, 6, 11, 12, 13, 25, 26, 27 às 21h30
14, 25 às 17h00
Novembro: 1, 2, 3, 8, 9, 10, 15, 16, 17 às 21h30
4, 11, 18 às 17h00

Ficha Artística e Técnica
a partir de textos de Ferreira de Castro, José Rodrigues Miguéis, Dias de Melo, João de Melo, Manuela Degerine, Olga Gonçalves
Dramaturgia, Encenação e Espaço Cénico: Maria do Céu Guerra
Adereços e Figurinos: Miguel Figueiredo
Direcção de Vozes: Mariana Abrunheiro
Trabalho Musical: Mariana Abrunheiro, Sérgio Moras, Rui Sá

Elenco:
ELAS:
Mariana Abrunheiro, Rita Fernandes, Susana Costa
ELES:
Luís Thomar, Pedro Borges, Rui Sá, Sérgio Moras, Sérgio Moura Afonso, Tiago Cadete

Luminotecnia: Fernando Belo
Sonoplastia: Fernando Pires
Operador de Som: Rui Mamede
Costureira: Inna Siryk
Montagem: Mário Dias
Relações Públicas e Produção: Elsa Lourenço
Secretariado: Maria Navarro
Bilheteira: Alexandre Rebocho
Fotografias: Luis Rocha - Movimento de Expressão Fotográfica

Teatro Camões para Escolas


A Rentrée do Teatro Nacional de São Carlos

O concerto da rentrée: Do Barroco ao Bel Canto
O São Carlos abre ao público no próximo dia 28 de Setembro, às 21:00h, com o concerto inaugural da sua Temporada Sinfónica, DO
BARROCO AO BEL CANTO.
Dirigido por Cornelius Meister, este concerto marca o regresso da meio-soprano Vesselina Kasarova ao palco do São Carlos na interpretação de árias das óperas Ariodante e Alcina (Handel), La clemenza di Tito (Mozart), e L’italiana in Algeri (Rossini).
Destaca-se também a participação de duas jovens sopranos portuguesas:
Carla Caramujo e Sara Braga Simões. Carla Caramujo, que se apresenta pela primeira vez no São Carlos como solista, interpreta árias das óperas Zaira (Marcos Portugal) e Don Pasquale (Donizetti); Sara Braga Simões, que integrou o elenco de Macbeth no São Carlos em Maio último, canta árias das óperas Testoride Argonauta (João de Sousa Carvalho) e I Capuleti e i Montecchi (Bellini). Depois do seu desempenho em Lauriane (Augusto Machado), o barítono José Fardilha volta ao palco do São Carlos na interpretação de árias de Le nozze di Figaro (Mozart) e Rinaldo (Handel).

Cornelius Meister que dirige, pela primeira vez, a Orquestra Sinfónica Portuguesa, tem vindo a destacar-se no panorama internacional. Em 2005 estreou-se na Staatsoper de Munique à frente da produção de Hänsel und Gretel, fez a estreia alemã de Angels in America de Peter Eötvös (Staatsoper de Hamburgo) e, em 2006, foi convidado a dirigir a ópera Fidelio no New National Theatre em Tóquio.

Concertos em Outubro
Em Outubro, a Temporada Sinfónica no São Carlos prossegue com um concerto comemorativo do Centenário da Morte de Alfredo Keil, no dia 13, do qual se destaca a participação de Elisabete Matos, e a 19, a realização de uma Gala de Ópera com o tenor José Cura que interpreta árias de óperas e dirige a Nona Sinfonia de Beethoven.

Música de Câmara no Foyer do São Carlos
Na iniciativa Foyer Aberto inscrevem-se seis séries de concertos de
música de câmara com a participação de cantores, instrumentistas,
ensembles da Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro Feminino do TNSC. Sempre de entrada livre.

Concertos no CCB
A partir de Janeiro de 2008 a Orquestra Sinfónica Portuguesa volta ao Grande Auditório do Centro Cultural de Belém com uma série de
concertos orientada pela estética inglesa: The Spirit of England. De
entre os compositores incluídos no calendário de concertos, refira-se Ralph Vaughan Williams e a sua Serenade to Music, uma obra para 16 intérpretes solistas, e Gustav Holst com The Planets.

O São Carlos em São Miguel: Concerto . Exposições . Ópera
Entre 22 e 29 de Setembro o Teatro Micaelense recebe o São Carlos para a realização de um programa diversificado que inclui um concerto pelo Coro do Teatro Nacional de São Carlos (De Viena à Broadway), duas exposições sob os temas «Como se faz uma ópera?» e «Cenários da Ópera», e duas récitas de L’elisir d’amore, de Gaetano Donizetti, com direcção musical de Cesário Costa e encenação de Francesco Esposito.
Da produção de L’elisir d’amore destaca-se um elenco português que reúne os nomes de Mário João Alves, Dora Rodrigues, Luís Rodrigues, Diogo Oliveira e Lara Martins, para além da participação da Orquestra Sinfónica Portuguesa e do Coro do TNSC. Com o patrocínio do Millennium bcp, Mecenas Exclusivo do Teatro Nacional de São Carlos.

Saturday, September 1, 2007

Brevemente no Teatro Aberto


O CONSTRUTOR SOLNESS de IBSEN na CORNUCÓPIA


Solness, construtor de casas numa pequena cidade da Europa do Norte, vive atormentado pela culpa e pelo medo de que os jovens lhe queiram tirar o poder que conquistou. Perdeu a alegria. E envelheceu. A sua mulher é a presença viva da morte dos filhos na consequência de um grande incêndio que lhe veio a possibilitar o êxito como construtor. Os seus empregados são as vítimas da sua crise. Um dia acontece o que ele temia: a juventude entra-lhe pela porta dentro. Uma rapariga vinda das montanhas chega a sua casa para lhe recordar um dia de alegria esquecida: o dia, dez anos atrás, em que, desafiando Deus, venceu as vertigens, subiu ao cata-vento da alta torre que construíra e nesse entusiasmo a beijou, era ela ainda menina. Nesse dia prometeu-lhe que havia de voltar para fazer dela uma princesa e lhe dar um reino. A rapariga, agora mulher feita, vem exigir o cumprimento da promessa e acaba por transformar a sua vida. Liberta-o da culpa, dos deveres familiares, da dependência dos empregados e devolve-lhe a alegria. Solness volta a ter confiança em si próprio, vence as vertigens e volta a subir a uma torre muito alta. Mas o gesto é maior que o homem e o Construtor cai da torre e morre. E Hilde, o anjo ou demónio que o veio visitar, apesar da tragédia, ganha de facto um reino: aprende a esperança de um mundo novo, finalmente liberto dos fantasmas do velho mundo.


É com esta intriga que Ibsen constrói uma das suas últimas peças, considerada por muitos como a sua obra-prima. A peça, perfeita na sua arquitectura dramática e na sua aparência de drama realista do fim do século XIX, adquire uma enorme carga simbólica e permite múltiplas interpretações. Solness, ao que parece, baseado em experiências de vida pessoais, pode ser uma projecção do próprio autor e da sua condição de artista. Mas é sobretudo o símbolo de um velho mundo, o poder da burguesia ou até a civilização ocidental em luta com a sua própria decadência. Hilde, a jovem que o visita, tem tanto de rapariga como de deusa. Solness é o Homem e quase adquire a dimensão de um Ícaro ou de um Prometeu. O conto filosófico adquire a dimensão de uma tragédia. Ibsen reconstrói uma mitologia.

É com este texto que o Teatro da Cornucópia abre a nova temporada, com estreia marcada para 27 de Setembro no Teatro do Bairro Alto de Lisboa. Nos dois enormes papéis principais estarão Luis Miguel Cintra e Beatriz Batarda que, também 10 anos depois, volta a trabalhar na Companhia em que começou a sua carreira de actriz de teatro. Para dirigir o espectáculo a Cornucópia convidou o jovem encenador espanhol Carlos Aladro que durante vários anos foi membro importante do Teatro de la Abadia de Madrid e com quem Luis Miguel Cintra aí trabalhou na encenação de Comedia sin Título de Garcia Lorca. O cenário e figurinos são de Cristina Reis e o desenho de luz de Daniel Worm d’Assumpção. No elenco estão também alguns dos actores mais frequentes em espectáculos da Companhia: Duarte Guimarães, José Manuel Mendes, Luís Lucas, Teresa Sobral e Sofia Marques. A tradução é de Pedro Fernandes e está publicada no primeiro volume das obras de Henrik Ibsen editado pela Cotovia.


O espectáculo estará em cena no Teatro do Bairro Alto de 27 de Setembro até 4 de Novembro, de 3ª a Sábado às 21.00h e Domingos às 16.00h.

SET/OUT.07 no Trindade

Bilheteira 21.342.00.00 (3ªf 14h-18h 4ªf a sábado 14h0-20h)
CALENDÁRIO
SALA PRINCIPAL
A DESOBEDIÊNCIA [Teatro] 11 Out. a 25 Nov. // 4ª-f a Sáb. 21h30 e Dom. 16h
ANTES DE COMEÇAR [Teatro] 20 Out. a 22 Dez. // Sáb. 16h

SALA ESTÚDIO
O CONFERENCISTA [Teatro] 19 Set. a 14 Out. // 4ª-f. a Sáb. 22h e Dom. 17h
DOIS PERDIDOS NUMA NOITE SUJA [Teatro] 24 Out. a 18 Nov. // 4ª-f. a Sáb. 22h e Dom. 17h

TEATRO-BAR
PEDRO TOCHAS – JÁ TENHO IDADE PARA TER JUÍZO [Stand-up Comedy] 20 Set. a 27 Out. // 5ª-f a Sáb. 23h

A DESOBEDIÊNCIA
SALA PRINCIPAL
11 Outubro a 25 Novembro // 4ª-f a Sáb. 21h30 e Dom. 16h

Sinopse
No verão de 1940, quando as tropas alemãs invadiram a França, a salvação de milhares de homens e mulheres que fugiam do regime de terror instaurado na Europa pelo nazismo, dependia de um visto de trânsito para um país neutro.
Aristides de Sousa Mendes, cônsul de Portugal em Bordéus, dividido entre o cumprimento das ordens ditadas por Salazar e a sua consciência, optou por obedecer a esta e desobedecer àquelas. O resultado seria a salvação de cerca de 30 mil judeus e o seu afastamento definitivo da carreira diplomática. É esse conflito dramático, as circunstâncias em que se desenrolou e as suas dolorosas consequências, que constituem o tema desta peça, escrita em 1995, publicada em 1998, traduzida em espanhol, hebraico, búlgaro e inglês.


Ficha Técnica
TEXTO Luiz Francisco Rebello
ENCENAÇÃO Rui Mendes
CENOGRAFIA e FIGURINOS Ana Paula Rocha
DESENHO de LUZ Carlos Gonçalves
SONOPLASTIA Adriano Silva
INTERPRETAÇÃO Rogério Vieira, Carmen Santos, Igor Sampaio, Joana Brandão, João Didelet, José Henrique Neto, Luís Mascarenhas, Marques D’Arede, Nuno Nunes, Rita Loureiro, Rui Santos, Rui Sérgio, Sérgio Silva e Sofia de Portugal
PRODUÇÃO INATEL/Teatro da Trindade 2007

Duração 90 minutos (c/ intervalo)
Classificação etária M/12

Preços
10€ a 15€

Descontos
20% - Jovens c/ - 25 anos, Seniores e Sócios FNAC, Pin Cultura, Profissionais Espectáculo
30% - Grupos + 10 pax, Sócios INATEL
Condições para Grupos de Escolas
Preço único 5€
Datas às 25 Outubro, 8 Nov, 22 Nov 14h30 (sob marcação)
Público-Alvo 3º Ciclo e Secundário


ANTES DE COMEÇAR
SALA PRINCIPAL
20 Outubro a 22 Dezembro // Sáb. 16h00

Sinopse
Antes de começar, um lever de rideau, de Almada Negreiros de 1919, é talvez, uma das suas peças mais conseguidas. Trata-se de uma comédia ingénua, de expressão poética. Um maravilhoso diálogo entre dois bonecos que se mexem e falam sobre a criação artística, sobre a verdade humana, acabando por reconhecer que "A nossa cabeça é que precisa de aprender o que quer o coração".
Um jogo mágico entre uma boneca e um boneco que, aproveitando o afastamento do "Homem", o que sabem através do rufar de um tambor, movem-se e conversam (como pessoas) sobre os medos, a luta pela comunicação e pelo entendimento, a importância do afecto e a supremacia da sensibilidade humana sobre os egoísmos. A transformação do indivíduo na humanidade. O diálogo acaba quando o "Homem" se aproxima, ficando novamente os bonecos imóveis, prontos para a actuação, "entrar em cena", com as crianças à sua espera.
Nesta peça Almada Negreiros atinge uma expressão poética através de uma linguagem muito simples. Paralelamente a uma densidade filosófica. Antes de começar é um teatro "ingénuo", isto é, com pureza de processos. Daí ser um espectáculo altamente transversal, que chega e toca a todos.
Antes de começar é uma "pérola" que toda a família deseja ver e uma lição de humanidade.

Ficha Técnica
TEXTO Almada Negreiros
ENCENAÇÃO Paulo B.
MUSICA ORIGINAL Cristóvão Campos
INTERPRETAÇÃO Claudia Semedo e Carlos Oliveira
PRODUÇÃO Culturproject

Duração 60 minutos
Classificação etária M/4 anos

Preço
7€ a 12€
Descontos
20% - Jovens c/ - 25 anos, Seniores e Sócios FNAC, Pin Cultura, Profissionais Espectáculo
30% - Grupos + 10 pax, Sócios INATEL
Condições para Grupos de Escolas
Preço único 5€
Datas (sob marcação) 3ª a 6ªºfeira às 14h30
Público-Alvo 1º, 2º e 3º Ciclo
O CONFERENCISTA
SALA ESTÚDIO
19 Outubro a 14 Novembro // 4ª-f a Sáb. 22h00 e Dom. 17h

Sinopse
Este espectáculo propõe que acompanhe José Castelo Costa, figura ficcional que protagoniza uma conferência, cuja especialidade e assunto não só remete para o título Os Malefícios do Tabaco, famoso monólogo de Anton Tchékov, como também serve de pretexto base desta proposta teatral.
Esta é a história de um pobre cidadão que sob o seu figurino de cientista, revela o insucesso da sua vida. A personagem, apesar de ter toda a aparência de um grande “orador” profissional, não parece de forma alguma interessada no assunto do seu tema. Navega pelo seu discurso, distanciando-se constantemente do seu assunto. Fala-nos de temas que rompem o fio natural do discurso: fala dos insectos, da sua vida, da depressão de uma mosca, das suas oito filhas, do mau carácter da sua mulher... e chega mesmo a saltar para o universo ao qual o actor pertence quebrando assim a divisão entre personagem e actor, criando um limbo um pouco surrealista que se pretende explorar.
Muito rapidamente, a conferência serve como motivo para a confidência. O computador portátil que deve utilizar para a apresentação contém também imagens de insectos, que são o seu hobbie, mas também fotografias da sua família, da sua casa, da sua escola.

Ficha Técnica
A PARTIR DE Os Malefícios do Tabaco de Anton Tchékov
ENCENAÇÃO Denis Bernard
LUZ e SOM Vítor Oliveira
INTERPRETAÇÃO Sérgio Grilo
PRODUÇÃO Charlot Filmes

Duração 55 minutos
Classificação etária M/12
Preço
8€
Desconto30%
Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores

2 PERDIDOS NUMA NOITE SUJA
SALA ESTÚDIO
24 Outubro a 18 Novembro // 4ª-f a Sáb. 22h00 e Dom. 17h

Sinopse
Dois homens partilham o quarto escuro de uma pensão de baixa categoria. Lá fora imagina-se a metrópole a consumir tempo, dinheiro e pessoas. A vida corre a uma velocidade estonteante. Os dois homens vão-se revelando de uma forma cada vez mais brutal e declarada. Na situação limite em que vivem não há lugar para um comportamento dito politicamente correcto. É urgente sobreviver.

Ficha técnica
TEXTO Plínio Marcos
CONCEPÇÃO E DIRECÇÃO DO PROJECTO Hugo Caroça
ASSISTÊNCIA DE ENCENAÇÃO Diogo Mesquita
CENOGRAFIA João Calixto
MÚSICA ORIGINAL Mafalda Nascimento
DESIGN Pedro Sá
FOTOGRAFIA E PROGRAMAÇÃO Herberto Smith
DOCUMENTARISTA Patrícia André
PROGRAMAÇÃO MULTIMÉDIA Miguel Frazão
INTERPRETAÇÃO João Saboga e Hugo Caroça
PRODUÇÃO Terra de Ninguém

Duração 60 minutos
Classificação etária M/16

Preço único
8€
Desconto 30%
Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores
JÁ TENHO IDADE PARA TER JUÍZO!
Pedro Tochas - Stand-up Comedy
TEATRO-BAR
20 Setembro a 27 Outubro // 5ª-f a Sáb. 23h00
(dia 29 Setembro não se realiza espectáculo)

Sinopse
Qual é a idade para ter juízo?
O que é ter juízo?
Será bom ter juízo?
Estas questões são alguns dos pontos de partida para esta mistura de contador de histórias e stand-up comedy.
Pequenas histórias, divagações, alucinações, improvisações e interacções com o público, fazem parte deste espectáculo que mais parece uma conversa entre amigos.
A não perder para quem gosta de rir com as pequenas coisas da vida.

Ficha técnica
TEXTO e INTERPRETAÇÃO Pedro Tochas
FOTOGRAFIA Raquel Viegas

Duração 85 minutos
Classificação etária M/16

Preço único
12€
Desconto 30%
Sócios do INATEL

HAMLET LIGHT

de Vvoitek Ziemilski

Duração do espectáculo: 75 minutos
Classificação etária: Todas as idades
ESTREIA 15 de Setembro de 2007 às 22h00 no Teatro das Figuras - Faro
Lisboa, Centro Cultural de Belém - Pç. Império
De 28-09-2007 a 30-09-2007
Sexta e sábado às 21h00Domingo às 18h00

Encenação: Vvoitek Ziemilski
Realização: Patrícia Leal
Concepção Cinematográfica: Patrícia Leal e Sérgio Brás d Almeida
Música/Sonoplastia: João Bordeira
Cenografia/ Coordenação estética: Verónica Conte
Elenco: Carlos Custódio, Eduardo Frazão, Telmo Bento e Marta Inocentes; e também: João Bordeira, Patrícia Leal, Verónica Conte, Maria João Machado e Vvoitek Ziemilski
Assistente de encenação: Maria João Machado
Desenho de luz: Duarte Sousa
Direcção de produção: Liz Vahia
Assistentes de produção: Andrea Sozzi, Renata Catambas
Supervisão da produção: Cláudia Regina
Operador de Câmara: André Cascais

É por escolhermos o cinema sobre o teatro 9 vezes em 10.
É por ficarmos sempre com esperança dessa décima vez.
É por amarmos Shakespeare. É por não aguentarmos Shakespeare.
É porque o pai dizia: despacha-te devagar.
É por sede de ter algo no fim.
É por pura curiosidade, se dava.É por de repente ficarmos todos convencidos que até é capaz de dar.
É por gostar da superfície.
É pela combinação de fartura e entusiasmo.
É teatro puro e duro. É consumível. É light. Menos calorias. Um sabor ainda melhor.-

Não será preciso esquecer o teatro para gostar dele? Esquecer que estamos no teatro, esquecer como funciona? E se então «esquecêssemos» a ideia de espectáculo, concentrando-nos meramente na sua publicidade? Se em vez da peça, os espectadores vissem a criação de um trailer de um espectáculo? O que fica? Qual será a nova escala de possibilidades?

Hamlet Light, de Vvoitek Ziemilski, foi um dos três trabalhos vencedores do projecto Jovens Artistas Jovens, que decorreu durante o ano de 2006, com o envolvimento de várias estruturas a nível nacional. Este projecto teve como objectivo conhecer a situação dos jovens criadores no território nacional, permitindo que os 3 trabalhos seleccionados pudessem ter o apoio das estruturas envolvidas no sentido de poderem produzir, e apresentar os respectivos espectáculos ao público.
Depois de um período de residência artística repartido entre o Espaço do Tempo, em Montemor-o-Novo, O CENTA, em Vila Velha de Ródão, e o CAPA, em Faro, Hamlet Light vê finalmente a sua estreia absoluta no Teatro das Figuras. O Teatro Municipal de Faro além de ser uma das estruturas envolvidas no projecto Jovens Artistas Jovens, integrou também o Observatório Crítico responsável pela selecção dos 3 trabalhos finalistas.

FINALISTA DO PROJECTO JOVENS ARTISTAS JOVENS

Nova temporada do Teatro Viriato

Arranca a 14 de Setembro com a estreia de "Masculine"


Marco D’ Almeida, Nuno Lopes, Manuel João Vieira, Maria João Luís, Leonor Keil, Paulo Ribeiro, Bernardo Sassetti, Beatriz Batarda e Mário Laginha são apenas alguns dos intérpretes que vão passar pelo Teatro Viriato nos próximos quatro meses. Este palco receberá produções de excepção como The pillowman, Stabat Mater, o projecto musical Sal, Ego Skin, Caruma, Malgré Nous, Nous Étions Là, A Viagem, Grândolas, Senhora D e João. Caberá a Masculine, a mais recente criação de Paulo Ribeiro abrir, em estreia nacional, a nova temporada do Teatro Viriato.


Equilibrada é, talvez, um dos adjectivos que se pode usar para descrever a nova programação do Teatro Viriato, que contempla não apenas o teatro, música e dança, mas também as artes plásticas. O Teatro Viriato associa-se à António Henriques Galeria de Arte Contemporânea na realização da exposição Antimonumentos, comissariada por Miguel von Hafe Pérez e que conta com a participação de 37 artistas plásticos portugueses, desafiados para conceber obras sob o conceito de antimonumento. Durante um mês, a exposição estará patente no Teatro Viriato e na própria António Henriques Galeria de Arte Contemporânea.

No âmbito do Sentido Criativo, uma das novidades é a criação de uma nova visita guiada ao espaço do Teatro Viriato. Estas visitas de sensibilização procuram despertar o espírito de descoberta, de aprendizagem e de interpretação e apelar aos sentidos, na interacção com os espaços e as memórias do Teatro. “O Arco-Íris no Teatro” é o nome da nova visita de descoberta, destinada ao público pré-escolar (dos 3 aos 6 anos).

O Teatro Viriato lança-se ainda em mais uma iniciativa vocacionada para as escolas, retomando um projecto idealizado por Paulo Ribeiro e concretizado na década de 90, em Lisboa. A sua primeira edição foi apoiada pela Fundação Calouste Gulbenkian/ACARTE, em Junho de 1990 e a segunda edição decorreu em 1992, por ocasião da Exposição de Sevilha. O projecto do Teatro Viriato, que pretende envolver a comunidade escolar num trabalho artístico, vai ser desenvolvido no ano lectivo 2007/2008, conjugando várias áreas do conhecimento e promovendo a transdisciplinaridade. A partir de um tema curricular, a actriz/encenadora, Rafaela Santos e o bailarino/coreógrafo, Romulus Neagu vão trabalhar, respectivamente, uma turma do 6º ano, da Escola Infante D. Henrique e uma turma do 12º ano da Escola Secundária Emídio Navarro, nas áreas do teatro e da dança. Estes trabalhos, que contam com a participação de quatro intérpretes profissionais, serão cruzados numa apresentação final que deverá estrear a 1 de Maio, no Teatro Viriato. Trata-se de uma co-produção da Companhia Paulo Ribeiro e do Teatro Viriato.

Já a temporada no Teatro Viriato abre com uma estreia nacional. Uma semana depois da apresentação em Biarritz (França), Masculine estreia nos palcos portugueses. Viseu recebe assim a mais recente criação do coreógrafo, Paulo Ribeiro que conta com os intérpretes Miguel Borges, Peter Michael Dietz, Romeu Runa e Romulus Neagu, um quarteto de excelência a marcar a rentrée do Teatro Viriato.

Ainda em Setembro sobe ao palco do Viriato, The Pillowman, uma peça que marca a estreia de Tiago Guedes (realizador de Coisa Ruim) no teatro e que reúne um elenco de luxo, conhecido do pequeno ecrã.

Já em Outubro, o palco do Teatro Viriato recebe o carismático, Manuel João Vieira e a sua banda, os Ena Pá 2000. Um concerto irreverente e provocante, tal como o grupo habituou o público ao longo dos mais de 20 anos de carreira.

Nesta programação destaque ainda para Stabat Mater, de António Tarantino, é mais uma produção com a marca dos Artistas Unidos. A interpretação de Maria João Luís nesta peça valeu-lhe o prémio da Associação de Críticos de Teatro.

Na música, as atenções estarão ainda viradas para o projecto musical Sal. José Peixoto e Fernando Júdice, músicos dos Madredeus, aproveitaram a pausa do grupo português e passaram mais uma vez do desejo à música. Sal é o nome do novo projecto musical, e primeiro disco, que junta estes músicos à intérprete, Ana Sofia Varela e ao percussionista, Vicky. Este é um concerto que cruza a música de raiz ibérica com a dimensão atlântica do percurso lusófono.

De volta à dança, Amélia Bentes e Ludger Lamers apresentam Ego Skin. Explorar o conceito de ego enquanto “imagem de si mesmo” é o objectivo do projecto, cujo produto final se pretende que seja uma viagem de tripla-perspectiva sobre o mesmo tema.

Caruma, com música ao vivo, é um projecto de arte comunitária, coreografado por Madalena Victorino que pretende juntar em palco pessoas da comunidade viseense, desde bebés de colo a idosos, bailarinos e músicos profissionais.

Um ano depois da estreia em Viseu, Malgré Nous, Nous Étions là regressa ao Viriato. A alegria de viver é uma das características mais marcantes do dueto de dança de Paulo Ribeiro e Leonor Keil, a par da ironia e humor, duas das marcas do trabalho do coreógrafo.

Na poesia, Sophia de Mello Breyner dá início a uma Viagem protagonizada por Bernardo Sassetti e Beatriz Batarda. Ao protagonismo das palavras ditas por Beatriz Batarda, juntam-se as notas e as sequências de um piano – que pretende acompanhar esta viagem sem nunca se impor perante a narração.

Na noite seguinte é a vez de Grândolas, um projecto de Bernardo Sassetti e de Mário Laginha, dois dos mais importantes pianistas e compositores da cena jazzística portuguesa. O concerto inclui, para além de composições originais de Sassetti e de laginha, recriações de temas conhecidos de José Afonso.

De volta ao teatro, a partir da obra A obscena senhora D, de Hilda Hilst, Ana Varela e Carlos Martins sobem ao palco com Senhora D. Após a morte do seu companheiro, Hillé, a Senhora D, uma mulher de 60 anos, muda-se para o vão de escadas da sua casa. Em desamparo refugia-se no seu mundo interior.

Simplesmente João encerra este último quadrimestre de 2007. João é o mais recente trabalho de Maria João, lançado em Abril deste ano e que a intérprete apresenta em Dezembro no Teatro Viriato. Este trabalho inclui 14 temas saídos do cancioneiro popular brasileiro.

O CONFERENCISTA no Trindade


A partir de Os Malefícios do Tabaco de Anton Tchékov

SALA ESTÚDIO » 19 Setembro a 14 Outubro // 4ª-f a Sáb. 22h00 e Dom. 17h

Sinopse
Este espectáculo propõe que acompanhe José Castelo Costa, figura ficcional que protagoniza uma conferência, cuja especialidade e assunto não só remete para o título Os Malefícios do Tabaco, famoso monólogo de Anton Tchékov, como também serve de pretexto base desta proposta teatral.
Esta é a história de um pobre cidadão que sob o seu figurino de cientista, revela o insucesso da sua vida. A personagem, apesar de ter toda a aparência de um grande “orador” profissional, não parece de forma alguma interessada no assunto do seu tema. Navega pelo seu discurso, distanciando-se constantemente do seu assunto. Fala-nos de temas que rompem o fio natural do discurso: fala dos insectos, da sua vida, da depressão de uma mosca, das suas oito filhas, do mau carácter da sua mulher... e chega mesmo a saltar para o universo ao qual o actor pertence quebrando assim a divisão entre personagem e actor, criando um limbo um pouco surrealista que se pretende explorar.
Muito rapidamente, a conferência serve como motivo para a confidência. O computador portátil que deve utilizar para a apresentação contém também imagens de insectos, que são o seu hobbie, mas também fotografias da sua família, da sua casa, da sua escola.

A PARTIR DE Os Malefícios do Tabaco de Anton Tchékov
ENCENAÇÃO Denis Bernard
LUZ e SOM Vítor Oliveira
INTERPRETAÇÃO Sérgio Grilo
PRODUÇÃO Charlot Filmes

Duração 55 minutos
Classificação etária M/12
Preço 8€
Desconto30%
Sócios do INATEL, Grupos + 10 pax, Jovens c/ – 25 anos, Pin Cultura, Profissionais do Espectáculo e Seniores

Bilheteira » Tel. 21.342.00.00
3ª 14h-18h e 4ª a sábado 14h-20h, nos dias de espectáculo encerra meia hora depois do início do mesmo