Saturday, February 24, 2007

Museu nacional do Teatro

Exposição "Teatro Moderno de Lisboa (1961/65): sociedade de actores"
O Teatro Moderno de Lisboa, cuja actividade vai de 1961 a 1965, é considerado unanimemente como um dos mais inovadores, estimulantes e importantes projectos teatrais no nosso país, durante a segunda metade do século XX. Assumindo uma forma de sociedade artística completamente nova em Portugal, aliava ao notável elenco (que conjugava alguns dos actores e artistas plásticos mais significativos da nossa História, como Carmen Dolores, Rui de Carvalho, Rogério Paulo, Armando Cortês, Costa Ferreira, Fernando Gusmão, Morais e Castro, Armando Caldas e António Pedro, entre outros) um repertório de grande qualidade e modernidade, sendo esta Companhia por isso considerada como a fundadora do chamado teatro independente em Portugal –na sua curta carreira artística, apenas recebeu algum apoio financeiro da Fundação Calouste Gulbenkian. Procurando reunir-se tudo o que restou do TML (fotografias, programas, cartazes, maquetas de cenário, documentos, objectos, recortes de imprensa e a memória de quem o viu em cena ou nele trabalhou), esta exposição documental, que pretende abrir um ciclo de exposições temporárias neste Museu dedicadas ao teatro independente, nasceu através de uma série de reuniões e (proveitosas) conversas entre mim, Carmen Dolores, Morais e Castro, Armando Caldas, às vezes Tito Lívio, e com o imprescindível apoio de Fernando Filipe (aposentado deste Museu desde Setembro de 2006, mas com um contributo voluntário e fundamental para a realização desta iniciativa), de Vasco Guerra (na montagem) e de Frederico Corado (em tudo o que foi produção multimédia).
A exposição “Teatro Moderno de Lisboa (1961/65) – Sociedade de Actores” tem pois, como objectivo, evocar e dar a conhecer (ou relembrar) a importância e o significado “desta campanha de dignificação do espectáculo teatral” (Luiz Francisco Rebello) e deste momento ímpar na História do Teatro português.
José Carlos Alvarez

Tuesday, February 20, 2007

A Gaveta procura Actores

A Gaveta, A.C.P.T. Urgente! Actores Para Espetáculo Profissional

Procuramos actor para espetáculo teatral ambicioso.
Oferecemos meses de ensaio remunerados + cachê por exibição do espectáculo.

Contactos para marcação de entrevista: 966093910 ou swj@sapo.pt

informação em http://coffeepaste.blogspot.com/

Oficina de Movimento

Oficina de Movimento por Sofia Silva
Março no Teatro Extremo

10 , 17 e 24 de Março das 10.30h às 13.30h
Local Teatro Extremo R. Serpa Pinto, 16 Almada

Destinatários: Publico em geral (jovens e adultos)

Pretende-se nesta oficina, desenvolver as capacidades expressivas do Corpo. O trabalho desencadeia-se a partir de um conhecimento e noção corporal das diferentes partes do corpo e as suas ligações, assim como na exploração das acções e limites do corpo de uma forma natural e consciente. Por outro lado e sem fronteiras, procurar-se-á despoletar sensações e emoções, exprimi-las através do corpo, como um reflexo do pensamento. A partir de temas propostos relacionados com questões pessoais e/ou comuns à sociedade, inseridos em exercícios individuais e em grupo. Pretende-se que cada participante desenvolva a sua própria identidade expressiva.

Inscrições/ Informações: projectosartisticos@gmail.com /91 965 72 49
Solicite ficha de inscrição através destes contactos.

Preço: 30€ (Oficina Completa); 10€ (por sessão)
(Pagamento efectuado dois dias antes, nos escritórios do Teatro Extremo Rua Augusto Maria Silveira, nº 26 1º andar, Tel. 21 272 36 60)

Coordenadora Sofia Silva
Licenciada em Dança pela Escola Superior de Dança do IPL.
Trabalha como coreógrafa independente. O seu trabalho já foi apresentado em Portugal, Espanha e Escócia.
Dirige aulas e workshops em colaboração com diversas entidades.

Monday, February 19, 2007

FUSION LAB no Camões


A FILHA REBELDE no D. Maria II


A FILHA REBELDE
NA SALA GARRETT do TEATRO NACIONAL D. MARIA II

de JOSÉ PEDRO CASTANHEIRA e VALDEMAR CRUZ
Versão MARGARIDA FONSECA SANTOS
PRODUÇÃO TEATRO NACIONAL D. MARIA II
MAR 15 – MAI 20
3ª a SÁB. 21H30 DOM. 16H00

Tudo por uma paixão – do Portugal de Salazar à Cuba de Che Guevara

A partir do ensaio com que os jornalistas José Pedro Castanheira e Valdemar Cruz fizeram história (o livro conquistou o Grande Prémio Gazeta de 2002 e está esgotado nas livrarias), a dramaturga Margarida Fonseca Santos assina uma versão do drama de Annie Silva Pais, a filha do último director da Pide, que, contra as expectativas da família e as ordens de Salazar, se deixou fascinar pela Revolução Cubana e abandonou o marido para viver em nome de um ideal. O Teatro Nacional D. Maria II apresenta o espectáculo, numa encenação da criadora espanhola Helena Pimenta, que reúne um elenco de luxo: entre os actores, Ana Brandão (no papel de Annie Silva Pais), Vítor Norte, Lídia Franco e Eurico Lopes.
Depois de “A Casa da Lenha”, o público do Nacional é convidado a revisitar um período negro da nossa História – o do regime fascista – e a acompanhar mais um percurso individual de revolta: quando tudo a aconselhava à obediência, Annie disse “não” e construiu para si própria uma vida diferente daquela a que parecia fadada.
Resumo da acção
Annie Silva Pais, filha única do último director da PIDE, o Major Fernando Silva Pais, é casada com um diplomata suíço. A estadia em Cuba e um encontro com Che Guevara mudarão a vida de Annie que, saturada de uma existência em função das aparências, condicionada pelo aparelho repressivo do regime ditatorial português, se entregará integralmente à revolução cubana e aos seus ideais. Desaparecida durante algum tempo, Annie abandona o marido, a família e o país. No Portugal de Salazar, todos temem que tenha sido raptada e utilizada no contexto da guerra colonial. Mas Annie envolve-se numa profunda luta de valores e convicções, só regressando a Portugal após o 25 de Abril para ir visitar o pai à prisão. A coragem será uma das principais marcas de Annie que protagoniza uma peça onde o drama, a traição, os afectos, a morte e os combates políticos se cruzam naquela que é uma história de vida rara e exemplar.

encenação dramaturgia HELENA PIMENTA
cenografia JOSÉ MANUEL CASTANHEIRA
direcção musical JOÃO CABRITA
figurinos ANA GARAY
movimento NURIA CASTEJÓN
desenho de luz JOSÉ CARLOS NASCIMENTO
assistente de encenação CRISTINA LOZOYA
assistente de figurinos GILBERTO SORAGGI

COM
ALEXANDRE OVÍDIO, AMILCAR ZENHA, ANA BRANDÃO, ANABELA TEIXEIRA, BIBI GOMES, CÉLIA ALTURAS, EURICO LOPES, JOANA BRANDÃO, JOSÉ HENRIQUE NETO, JAIME VISHAL, LÍDIA FRANCO, MANUEL COELHO, MARQUES D’AREDE, NÁDIA SANTOS, RAQUEL DIAS, RUI QUINTAS, SÉRGIO SILVA, VÍTOR NORTE

MÚSICOS
RUBEN ALVES, JOÃO CABRITA, JOSÉ RAMINHAS, NUNO ALLAN, JAIME XAVIER

CONTOS DE SHAKESPEAR no D. Maria


CONTOS DE SHAKESPEARE
NA SALA ESTÚDIO DO TEATRO NACIONAL D. MARIA II
A PARTIR DE WILLIAM SHAKESPEARE
PRODUÇÃO TNDM II
FEV 17 – ABR 1
SÁB. 16H00 DOM. 11H00
4ª, 5ª e 6ª para escolas sob marcação

Shakespeare para todas as idades

Quatro actores, muitos recursos, seis contos, muita imaginação, um autor muito conhecido, uma obra muito divertida. Contar, contar e contar, de mil e uma maneiras. Contar cantando, contar dizendo, contar com objectivos e bonecos, contar fazendo e desfazendo personagens, contar em silêncio. Contar contos de viagens e aventuras, contos de amor e desamor, contos de duendes distraídos e reis malucos. Doze cubos que se vão transformando nos diferentes cenários e um espaço para imaginar muitos espaços. Os contos de Shakespeare que tocam o imaginário infantil, apresentados numa linguagem ágil, lúdica e surpreendente. Quatro intrépidos actores saltando de um conto para o outro, montando e desmontando um puzzle como um espelho das emoções da vida.
Contos contados para trazer histórias de há muito tempo que continuam a encantar os públicos do nosso tempo.

Encenação e Dramaturgia Claudio Hochman
Cenografia e Guarda-Roupa Daniela Roxo
Composição Musical Daniel Schvetz

COM
Catarina Guerreiro, Fernanda Paulo, Joana de Carvalho, Luís Godinho

(Foto ©TNDM II/Margarida Dias)

Monsieur Pipon



em cena no Bar do Teatro da Trindade
até dia 24 Fevereiro de 5ª a sábado às 23h00

A historia dum mágico que criou um espectáculo baseado nas suas viagens e aventuras à volta de mundo, à procura de mistérios, segredos inexplicáveis e do amor. A viagem leva o público da América para a Índia e das Ilhas Maldivas através da Rússia para o Japão. Como Monsieur Pipon sabe da impossibilidade de controlar as forças da magia e da tecnologia do espectáculo ele tenta-se manter descontraído quando tudo o que o rodeia mergulha em caos.
Baseado num género clássico do entretenimento teatral, este espectáculo pretende, proporcionar aos espectadores um encontro divertido com a arte teatral inspirada num universo lúdico de gestos, magias, pantomimas, faquirismos e da comicidade do Clown.
um espectáculo imperdível!

Uma criação de Andreas Piper e Jens Altheimer.

Bilheteira » Tel. 21.342.00.00
3ª 14h-18h e 4ª a sábado 14h-20h, nos dias de espectáculo encerra meia hora depois do início do mesmo

Benvindo Fonseca no Camões

Monday, February 12, 2007

Audições "Fura dels Baus"

La Fura dels Baus Audition is looking for 8 female performers in the leading roles of the next fura language play "Imperium" (to be premiered in Bejiing (China) the 1-st of May,2007).

Requirements: Age : 18 to 40 years old, labour situation: legalized
Avaliability: For an international tour of two years long.
Sex: female
Physical condition and acting skills an advantage

Selection process: The selection will take place in two fases. Come with your CV and work outfit.
First fase: Bruxelles: 15 th february 2007 Espace Demeer, Rue Charles Demeer 5, B-1020 Bruxelles.
Second fase: Barcelona: 22nd to the 24th february 2007

Please Contact La fura dels baus at: audicions@momproduccions.com to arrange time of audition.
We'll email your definitive audition shedule arround the 12th of february.
informações retiradas de coffepast

Audições para Bailarinos/as na Escócia

Scottish Dance Theatre

- artistic director Janet Smith - is looking for creative and versatile contemporary male and female dancers with a minimum of 3 years professional experience;
strong technical and performance skills and a broad experience including ballet, a range of modern techniques, improvisation and contact work.

Contracts start June/July 2007.

Please send letter of application, CV, and passport photo/headshot to: Janet Smith, Scottish Dance Theatre, Dundee Rep Theatre, Tay Square, Dundee, DD1 1PB.
If you are applying from outside the UK please also include a DVD with your application.

Deadline for applications Friday 9 March 2007.

Auditions in London on Friday 23/24 March 2007. Audition in Amsterdam on Sunday 15 April 2007.

www.scottishdancetheatre.com
informações retiradas de coffepast

Tuesday, February 6, 2007

Visitas e Tertúlias no Teatro da Trindade

O TRINDADE DE PORTAS ABERTAS

Venha conhecer o Teatro da Trindade, as suas histórias, os seus bastidores, a forma como se organiza e as equipas que nele trabalham. Visitas ao Teatro da Trindade, sob marcação, dirigidas à população escolar e grupos organizados.

O Trindade de Portas Abertas, é uma iniciativa que pretende fornecer uma visão mais completa sobre a vida do Teatro da Trindade, que com os seus 140 anos é um dos mais antigos Teatros de Lisboa. Esta actividade, embora dirigida a grupos de todas as idades, aposta privilegiadamente na relação com o meio escolar, e por isso tem um programa específico para escolas, apoiando previamente os professores na preparação da visita, que dura entre sessenta a noventa minutos.

Local: Vários espaços do Teatro da Trindade
Horário: mediante reserva
Preço: 2€
Condições: máximo de 20 participantes / mínimo 10

Informações e Reservas: Joaquim Paulo Nogueira
Contactos: jpnogueira@inatel.pt Tel. 21 342 32 00
TERÇAS, AO FIM DO DIA – TERTÚLIAS DO TRINDADE

Terças ao fim do dia – Tertúlias do Trindade” é uma iniciativa da Documentação do Teatro da Trindade, e tem como finalidade promover, num ambiente de grande informalidade, conversas em torno da vida e da história recente do Teatro.

Local: Teatro Bar
Horário: Terças-feiras 19h00
Preço: Entrada Livre
Informações: jpnogueira@inatel.pt Tel. 21 342 32 00
FEVEREIRO
13 » O TEATRO LÍRICO NO TRINDADE
Participantes Carlos Fragateiro, Serras Formigal e Cesário Costa.
Moderador Joaquim Paulo Nogueira.
Na história mais recente do Trindade o envolvimento do Teatro da Trindade no campo do Teatro Lírico foi marcado principalmente pelos projectos de Serras Formigal que neste Teatro criou a Companhia Portuguesa de Ópera e de Carlos Fragateiro, que entre 1998 e 2005, assumiu a produção de diferentes espectáculos líricos, alguns deles com direcção do maestro Cesário Costa.


27 » O TRINDADE E A ESCOLA
Participantes Margarida Fonseca Santos, Carlos António, Catarina Romão Gonçalves, Miguel Freire, Rita Rodrigues, Mónica Garcez.
Moderador Júlio Martin.
Desde 1998 que o Teatro da Trindade tem desenvolvido projectos e iniciativas relacionadas com a comunidade escolar, num percurso que culminou no Projecto das Matemáticas a partir das histórias de Margarida Fonseca Santos.


MARÇO
13 » O CICLO DOS AUTORES DE TEATRO PORTUGUESES E O TEATRO DE PORTAS ABERTAS
Participantes José Carlos Barros e Carlos Cabral.
Moderador Rui Cintra.
O Ciclo de Autores Portugueses e a iniciativa Teatro de Portas Abertas foram duas importantes actividades realizadas pelo Teatro da Trindade na década de 90. A primeira foi relevante para a divulgação na nossa dramaturgia e a segunda abriu o Trindade, os seus bastidores, ao contacto com o público e muito especialmente à comunidade escolar. José Carlos Barros, professor na Escola Superior de Teatro, cenógrafo e que exerceu as funções de director e de director técnico do Teatro da Trindade, e Carlos Cabral, professor na Escola Superior de Teatro, actor, encenador e autor de algumas obras sobre a técnica teatral, foram dois criadores teatrais que se associaram à realização destas duas iniciativas. A conversa será moderada pelo jornalista Rui Cintra, que trabalhou, entre outros, no Independente e no Magazine das Artes. Faz parte da Associação Portuguesa de Críticos de Teatro e trabalha neste momento na assessoria cultural do Gabinete do Vereador da Cultura da CML.

27 » O TRINDADE E O FEMININO
Participantes Eva Cabral, Rafaela Mapril, São José Lapa, Filomena Oliveira e Leonor Areal.
Moderadora Cláudia Almeida.
No dia 27 de Março, Dia Mundial do Teatro convidámos criadoras teatrais das mais diversas áreas de criação do espectáculo, que tenham passado pelo Teatro da Trindade. Para além do aspecto conjectural, "o que será que nos trará a perspectiva de um olhar feminino na relação das artistas e criadoras com o Teatro?", será certamente também lugar para conversar sobre a situação das mulheres na actividade teatral do nosso país. A tertúlia será moderada pela jornalista Cláudia Almeida, há muitos anos ligada ao jornalismo cultural, tenho trabalhado, entre outros, na Antena 1, TSF, Rádio Paris-Lisboa, Euronews, 2:, JL e Visão.

"Misantropo" na Comuna


ESTREIA DIA 9 FEVEREIRO
MISANTROPO de Molière
Encenação Alvaro Correia
Tradução Luis Miguel Cintra

Quarta a Sabado 21h30 / Domingos às 16h00
Preços . 10 / 7.5 / 5 Euros
Maiores de 12 Anos
Sinopse
Romper com o mundo, tal é a vontade de Alceste. Castigado pela hipocrisia e pela frivolidade da sociedade mundana, ele reenvindica um ideal de honestidade e transparências dos corações.
Um ideal um pouco anacrónico aos olhos de uma nobreza que aprendeu a escamotear o seu orgulho e a vergar-se aos compromissos da vida na corte…Alceste goza com isso: Fustiga Oronte, o mau poeta, sem se preocupar com as conveniências.
Mas para sua grande desgraça, ele está também ciosamente apaixonado por Celimène, a jovem e coquette viúva, rainha dos salões, que adora dizer mal dos seus semelhantes. Desta situação paradoxal nasce a comédia de enganos em catadupa, onde o ridículo não tarda a baralhar este misantropo excessivo, entregue e desesperadamente apaixonado….

Extremadura em foco no Teatro Nacional D. Maria II

EXTREMADURA EM LISBOA
MOSTRA DE TEATRO E MÚSICA DA EXTREMADURA ESPANHA
NO TEATRO NACIONAL D. MARIA II
8 A 11 FEV 07
entrada livre para todos os eventos

4 dias para conhecer o melhor da cultura extremenha

O Teatro Nacional D. Maria II, em parceria com a Junta da Extremadura, apresenta, de 8 a 11 de Fevereiro, vários espectáculos provenientes desta região. Quatro dias dedicados ao melhor teatro e música extremenha nos palcos da Sala Garrett, da Sala Estúdio e do Átrio. Com este evento o TNDM II pretende contribuir para o desenvolvimento das relações entre Portugal e Espanha e fortalecer os laços de amizade transfronteiriços.

Programa:

8 de fevereiro
Sala Estúdio – 19h00 – Soliloquio de Grillos, pela companhia de teatro Triclinium, encenação de Esteve Ferrer. Um espectáculo baseado num texto do poeta e dramaturgo Juan Copete que aborda um acontecimento real, passado durante a Guerra Civil espanhola.
Sala Garrett – 21h30 – Gecko Turner, concerto do cantautor extremenho, a sua música é rica pela variedade de sonoridades e ritmos com que se cruza: soul, reggae, bossa-nova, samba, funk, afrobeat e o flamenco, o ritmo característico do sul da península.

9 de fevereiro
Sala Estúdio – 19h00 – Solo Hamlet Solo, espectáculo de Miguel Murillo com encenação de Jesus Manchón. Uma releitura do clássico de Shakespeare.
Sala Garrett – 21h30 – Los Niños de los Ojos Rojos, em concerto. Esta banda apresenta um trabalho carregado de ares balcânicos, hip hop, fusão, beat box, música tradicional irlandesa e estribilhos e canções com uma sonoridade contagiante.

10 de Fevereiro
Sala Garrett – 21h30 – La Familia Vargas, concerto. Constituída por Miguel Vargas e os seus filhos Juan e Domingo, La Familia Vargas é hoje um dos mais genuínos expoentes do flamenco.

11 de Fevereiro
Sala Garrett – 18h00 - Orquestra Sinfónica da Extremadura + Luis Pastor concerto. Luis Pastor canta o Nobel português José Saramago acompanhado pela Orquestra Sinfónica da Extremadura.Átrio – El Lusitania Jazz Machine – 21h30 – El Lusitania Jazz Machine é um bom exemplo do “jazz world”. Reunidos no mesmo grupo, instrumentistas extremenhos e portugueses utilizam temas próprios e populares, expressando a realidade de uma música transfronteiriça.

“Nós como Tempo”
Cada vez mais nos apercebemos que a cultura não é um bem individual. Pelo contrário, ela pode ser um factor de união entre povos e algo que, felizmente, os transcende. Tal é o caso de Portugal e Espanha, dois países vizinhos cujas raízes na Península Ibérica são comuns. A grande casa em que navegamos é o mundo e torna-se, por isso, urgente desenvolver as relações transfronteiriças e, a partir das raízes conjuntas, anunciar futuros encontros.
É nesse contexto que apresentamos estes quatro dias dedicados à Extremadura, com uma programação que vai desde o teatro, com Soliloquio de Grillos da Companhia de Teatro Triclininum e Solo Hamlet Solo apresentado pela Companhia E de Streno, até à música, destacando-se as sonoridades diversas de Gecko Turner, Los niños de los ojos rojos, o flamenco de La Familia Vargas, El Lusitania Jazz Machine e Luis Pastor que, acompanhado pela Orquestra Sinfónica da Extremadura, canta o Nobel português José Saramago.
Num país que por vezes esquece as suas raízes históricas, esta mostra é também uma reflexão sobre a necessidade de vencer fronteiras, de nos empenharmos numa efectiva cooperação cultural, enriquecendo ainda mais a visão sobre os dois países. O teatro, como a música, permitem, justamente, construir um universo dramático e artístico que, corporizados em personagens e sonoridades, confrontam as perplexidades da vida. Esta iniciativa é, pois, uma forma de consolidar aquela que esperamos ser uma longa amizade com a Extremadura espanhola e uma coexistência de visões que, embora geograficamente próximas, até então inexplicavelmente afastadas, se observem mutuamente e cresçam nessa observação.
Este derrubar fronteiras pode ser uma forma de construir uma identidade que, ao longo dos séculos, foi submetida a duras e terríveis privações. Mas a história, como a memória, servem apenas para recapitular a vida de um povo. É urgente, por isso, viver do futuro, dos projectos e sonhos que nos fazem ir mais além. Porque é importante saber o «lugar» que ocupamos no mundo e em relação aos outros. De que forma o que se passa em nosso redor pode ser fundamental para alargarmos o mudo diálogo connosco mesmos.
É com esta irresistível vontade de (re)descoberta que queremos proporcionar este olhar sobre o que de melhor se produz na vizinha Extremadura. Uma outra forma de nos pensarmos ou, como bem disse Eduardo Lourenço, “o Tempo – nós como Tempo – tornado sensível, audível, dizível.”

Carlos Fragateiro
José Manuel Castanheira


A presença habitual de artistas portugueses nos palcos e museus da Extremadura tem contribuído para que Portugal ocupe um lugar importante na vida cultural desta região. Nesta ocasião, é a cultura da Extremadura que se aproxima de Lisboa com vários espectáculos para apresentar uma pequena mostra da vivacidade, criatividade e do que é a sociedade actual na Extremadura.

Junta de Extremadura



"Soliloquio de Grillos" de Juan Copete
COMPANHIA DE TEATRO TRICLINIUMSALA ESTÚDIOFEV 0819h00
encenação espaço cénico ESTEVE FERRER
desenho de luz JUANJO LLORENS
figurinos EDUARDO ACEDO
direcção técnica PEDRO RODRIGUEZ
produção executiva ANDREA MOVILLA
produção TRICLINIUM TEATRO

com
PAQUI GALLARDO, MEME TABARES, PACA VELARDIEZ

Vozes:
RAQUEL BAZO, ANA MARTÍN, ESTEBAN G. BALLESTEROS, FERNANDO RAMOS, PEDRO RODRÍGUEZ, JUAN CARLOS TIRADO, LALI DONOSO, LOURDES GALLARDO, JESÚS MANCHÓN, ESTEVE FERRER, CISCO GALLARDO

SINOPSE
“Soliloquio de Grillos” é uma peça baseada num texto do poeta e dramaturgo Juan Copete que aborda um acontecimento real, passado durante a Guerra Civil espanhola. A história é sobre três mulheres desaparecidas na Guerra que são encontradas em valas comuns e que regressam à vida através das recordações e da fusão mágica entre o presente e o passado. Esta viagem é, sobretudo, uma busca da justiça e da dignidade que se deve aos mortos mas, acima de tudo, aos sobreviventes. Três personagens gritam e reivindicam a partir de um túmulo sem nome o reconhecimento das suas vidas. São três mulheres muito diferentes nos seus costumes e no seu modo de entender a vida, porém, estão unidas pelo drama, não já da Guerra Civil, mas das suas consequências, da repressão posterior que durou vários anos.
Três actrizes escondidas nos ossos de três mulheres que fugiram por entre caminhos e sendas de matos e bosques ou abraçaram a miragem republicana de uma Espanha sem misericórdia que se pretendia livre. Três mulheres repletas de medos e sonhos falsos, inventando futuros para neles se refugiarem. Trocam-se palavras de rancor, mas também diálogos de esperança, recordações que se insinuam tão altas que nem o som dos grilos os pode calar.

JUAN COPETE
Licenciado em Filologia Hispânica pela Universidade da Extremadura, Copete abandonou o ensino para trabalhar na sua autêntica paixão: o teatro. Membro do Centro de Documentação Teatral de Olivenza, concebeu "Las Maduras", um pequeno espectáculo que conheceu grande receptividade no público e que, enquanto, primeiro trabalho, demonstrou a eficácia da sua linguagem para teatro. As personagens de Copete, localizadas entre o realismo, o grotesco e o trágico, expressam-se de modo a que o espectador as aceite como suas. Os monólogos e micro comédias que se seguiram conheceram grande êxito pelas suas representações em locais como o Foro Romano de Mérida. "Las Parcas", escrito em colaboração com Miguel Murillo foi, na edição de 2001, reconhecida e apreciada pelo público. Destaque ainda para textos como "La Albuera: Historia de Amor y Muerte", sobre a Batalha de la Albuera (Badajoz) ou "El Motín de Aranjuez". No campo editorial, Copete mantém uma colaboração com a editora De la Luna Libros, tendo já publicado alguns dos seus textos na revista "La Luna de Mérida". "Aguas tan Frías que Hielan el Corazón" (1999), "Aullidos" (2001) e "Al Calor Tíbio del Frío Andén" (2002) são alguns dos títulos publicados até ao momento.


Gecko Turner
CONCERTO
SALA GARRETT
FEV 0821h30

Nascido em Badajoz, em 1966, Gecko Turner é um músico de ampla trajectória. Este “cantautor”, já com mais de doze discos editados, entre álbuns e singles em todos os formatos (CD’s, vinis e MC’s), tem liderado vários grupos musicais como Perroflauta, The Animal Crackers ou The Revrendoes, um duo com Gene Garcia que mantém actualmente. Todos os trabalhos incluem inéditos da sua autoria, com textos em espanhol, português e inglês. Gecko Turner, que fez da fusão de diferentes ritmos a sua imagem de marca, já realizou também trabalhos de produção musical para autores tão diversos como Luís Pastor ou Inlavables.
Com raízes predominantemente afro-americanas, a sua música é rica pela variedade de sonoridades e ritmos com que se cruza: soul, reggae, bossa-nova, samba, funk, afrobeat e o flamenco, o ritmo característico do sul da península. Um trabalho de construção de pontes culturais numa dupla direcção: desde o sudoeste da Península Ibérica, até à África e América, sem esquecer o resto do mundo. Confessando a importância do contacto com instrumentistas brasileiros e cubanos, assim como o reggae e o afrobeat, o artista encara a composição das suas músicas como um processo orgânico que explica, assim, a interminável germinação dos seus discos. Às letras, que obedecem sobretudo a jogos fonéticos e à escrita automática, soma-se a inspiração que vem do encontro de diferentes povos e culturas.
Prémio Extremadura, em 2004, na área da Criação, Gecko Turner surpreende pela forma como, a partir da conjugação de ritmos provenientes de universos totalmente diferentes, consegue criar uma unidade e uma cadência inovadora. Na sua discografia contam-se trabalhos como “Guapapasea!”, uma combinação de estilos e ritmos misturados pelo próprio Gecko, com um toque de soul, reggae e alguns remixes de temas disco.


Solo Hamlet Solo
de Miguel Murillo a partir de Shakespeare
COMPANHIA E DE STRENO
SALA ESTÚDIO
FEV 0919h00

encenação JESÚS MANCHÓN
cenografia MIKELO BRIKOMERIDA SIDOFORMA
figurinos EVA LEÓN LUISI PENCO ISABEL GAMA
música TUTXI
assistente de encenação JOHNNY DELIGHT
coreografia LOLA PRIETO
adereços ISABEL BORRALLO
maquilhagem PEPA CASADO
animação MIKELO ALEX PACHÓN
vídeo RUBÉN PRIETO
desenho de luz FRAN CORDERO
operação de luz JAVIER MATA
desenho de som TUTXI
operação de som I.S.S
produção E DE STRENO

com
JOSÉ VICENTE MOIRÓN


SINOPSE
Encontrando-se num campo de batalha, desprovido de qualquer coordenada temporal, Hamlet surge acompanhado apenas pelos seus fantasmas. Representando aquela que é a condição humana, um passado que é uma referência mas que se desvanece quando deixamos de olhar para ele e um futuro que se confunde, inevitavelmente, com o passado, Hamlet chega a esse futuro. A personagem carrega a fúria de um passado que só tem sentido a partir de uma promessa sagrada feita a um espectro, o espectro do seu pai, assassinado pela ambição, traído. Afastando-se daquilo que se julgaria ser uma narração ou um monólogo, este espectáculo reflecte sobre os conflitos que estiveram subjacentes ao processo de criação desta peça, entre eles, o que terá levado Shakespeare a desenhar o melhor retrato cénico da loucura humana, aquela que engendra deuses, espectros, profetas, amores inacessíveis, arte, guerra, morte e esquecimento. No final, deparamo-nos com um Hamlet comprometido até às últimas consequências com a sua causa e generoso com o público por nos permitir desfrutar de outras onze personagens que o convidam a aceitar a sua realidade.


Miguel Murillo
Miguel Murillo, professor, director do Consórcio “Lopez de Ayala-Badajoz” e do Festival Internacional de Teatro e Dança de Badajoz assina esta peça que conta com a interpretação do actor José Vicente Moirón. Autor teatral de reconhecido prestígio com prémios como o de Torres Naharro, em 1980 e 1982 pelas peças “El Reclinatorio” e “Columbella”, Prémio Constitución, em 1985, por “Las Maestras”, Prémio Internacional de Teatro de Caracas, em 1990, por “Perfume de Mimosas”, Miguel Murillo Gómez foi ainda finalista dos Prémios Celestina de Teatro, Prémio da Crítica de Madrid (1999) por “El Pájaro de Plata” e, em 2002, Prémio Lope de Vega por “Armengol”.


Los Niños de los Ojos Rojos
CONCERTO
SALA GARRETT
FEV 0921h30

Naturais de Cáceres, com um percurso onde se regista uma evolução sonora e várias alterações nos membros do grupo, Los Niños de los Ojos Rojos apresentam o seu mais recente trabalho, “Hijos del Humo”. Um trabalho carregado de ares balcânicos, hip hop, fusão, beat box, música tradicional irlandesa e estribilhos e canções com uma sonoridade contagiante. Sem descurarem o enquadramento num determinado cenário, este grupo surpreende pelo seu novo conceito de entender a música e o espectáculo.
Ao jovem violinista do grupo, Hector Alviz, desde sempre seduzido pelas melodias celtas, juntaram-se outros músicos que deram origem à formação que hoje se conhece como os NOR (Niños de los Ojos Rojos). Rapidamente apresentaram o seu projecto na cidade e nos arredores, passando a tocar em festivais de renome internacional como o WOMAD, o Festival Internacional de Música Celta de Ortigueira ou o também Festival Internacional de Folk de Plasencia. A sua participação neste último festival consagrou-os em toda a sua Comunidade Autónoma e foi transmitida pela TVE para toda a Extremadura. Ao primeiro trabalho “Venga Enseguía!”, com oito temas de música folk original e uma versão insólita da letra tradicional extremenha “El Candil” seguiu-se, em 2005, “Hijos del Humo”, constituído por treze temas de folk, uma fusão étnica de ritmos e estilos com colaboradores como Jesus Cifuentes de Celtas Cortos ou Ana Jiménez.




La Familia Vargas
FLAMENCO
NA SALA GARRETT
FEV 1021h30

Constituída por Miguel Vargas e os seus filhos Juan e Domingo, La Familia Vargas é hoje um dos mais genuínos expoentes do flamenco. Miguel Vargas iniciou as suas actividades como emigrante flamenco na Costa Brava, acompanhando cantores e bailarinos e visitando tablados de flamenco nas Canárias ou em França, tendo regressado mais tarde à Extremadura. Aqui, a sua arte foi rapidamente reconhecida, inclusive ao participar nos principais festivais de flamenco, teatros e encontros de toda a nação, sem esquecer o seu concerto no Teatro Romano de Mérida junto a Camarón de la Isla. As fronteiras da Extremadura foram rapidamente ultrapassadas pela Familia Vargas com os vários espectáculos que protagonizaram nos últimos anos, tendo tido a ocasião de actuarem em locais como: Centro Cultural de Madrid, Bienal de Flamenco de Sevilha, na prestigiosa sala considerada já a oitava do mundo em jazz, no Café Central, no Womad de Cáceres, na tourné nacional de “Artistas en Ruta” ou ainda na Feira Mundial de Flamenco de Sevilha. Para além de terem já apresentado os seus trabalhos em diferentes programas da televisão portuguesa e espanhola, colaboraram ainda na longa-metragem dirigida por Moncho Armendáriz. La Familia Vargas tem dado um imprescindível contributo para a dinamização da arte do flamenco, acreditando que esta é uma arte universal dado que os sentimentos que expressa estão em todas as culturas, apenas com linguagens distintas.

Orquestra Sinfónica da Extremadura
+ Luis Pastor
canta José Saramago
CONCERTO
SALA GARRETT
FEV 1118h00

Nascido em Berzocano (Cáceres), Luis Pastor chegou a Madrid no início dos anos sessenta. No verão de 1970 decide viajar pela Europa e, com a sua guitarra, visita vários centros de emigrantes na Alemanha, França e Bélgica. Dois anos depois abandona a sua carreira de empregado de seguros e decide cantar até aos nossos dias. É logo em 1972 que sai o single que, contendo os temas “La Huelga del Ocio” e “Com dos Años”, é muito apreciado nos círculos de protesto social e político. Lançando ainda em 1973 um novo single que incluía uma versão musical de “El Niño Yuntero”, de Miguel Hernández e “Hace falta Saber”, é em 1975 que Luis Pastor assina um contrato discográfico com a companhia Movieplay e lança o seu primeiro LP, “Fidelidad”. “Vallecas” (1976), “Nacimos para ser Librés” (1977) e “Amancer” (1981) foram os álbuns que se seguiram. Em 1983 foi contratado pela TVE para desempenhar o papel de um cego que cantava cantigas sempre alusivas à realidade quotidiana. “Nada es Real” (1985), disco que edita com a companhia Fonomusic, começa a destacar-se pelas variações musicais do cantautor urbano que se começa, cada vez mais, a afirmar. “Por la Luna de tu Cuerpo” (1986) e “Aguas Abril” (1988) afirmam, progressivamente, uma carreira a solo.
Em Agosto de 1991 grava, em directo, no Teatro Romano de Mérida, um LP duplo. “Directo” será o trabalho daí resultante, editado por uma nova casa discográfica, Pasión, e conta com a presença de dois músicos convidados: a voz de Pablo Guerrero e a guitarra de Raimundo Amador. Demonstrando sempre uma grande capacidade de sobrevivência, Luis Pastor grava, em 1994, o CD “La Torre de Babel” e, no ano seguinte, cria a sua própria marca musical dentro da discográfica independente extremenha, Jammin, onde edita “Flor de Jara”. Em parceria com a revista “El Europeo” lança “Diário de a Bordo” (1998) e “Por el Mar de mi Mano”. “Piedra de Sol” (2000) será o primeiro disco de uma trilogia onde o autor recupera as suas canções mais antigas com novas versões.
Reconhecido com a Medalha da Extremadura (2003) e o Prémio A La Lealtad Republicana (2005) tem, desde então, apresentado trabalhos como “Pásalo” (2004), gravado e produzido por Chico César no Brasil e “Dúos” (2006), uma recompilação de todos os duos dos discos anteriores com músicos como: Miguel Rios, Chico César ou a portuguesa Dulce Pontes. Em Novembro de 2006 lança um novo disco-livro com desenhos de Javier Fernández de Molino e prefácio de José Saramago, com dois CD’s, em castelhano e português. “Nesta Esquina do Tempo” é o último trabalho constituído por catorze poemas do escritor português, cantados com a colaboração de João Afonso e de Pasión Vega.

Orquestra Sinfónica da Extremadura
Enquanto projecto da Junta da Extremadura, a Orquestra deu o seu concerto inaugural na Basílica del Real Monasterio de Santa Maria de Guadalupe, sob a batuta do seu director Jesús Amigo. Desde então, tem desenvolvido uma grande actividade concertista, sobretudo na Comunidade da Extremadura, para além de actuações de destaque em Portugal e no resto da Espanha. Em actividade desde 2000, a qualidade da sua programação tem sido referida, destacando-se um grande número de obras de compositores espanhóis, tais como: Tomás Marco, Carlos Cruz de Castro, Miguel del Barco, Salvador Brotóns, Cristóbal Halffter, entre outros. Com um repertório que vai desde o século XVIII até à música contemporânea, a OEX mantém uma política de apoio à nova produção musical, contribuindo para o aumento do património no campo da música.

El Lusitania Jazz Machine
CONCERTO
ÁTRIO
FEV 1121h30

Dirigida por Javier Arroyo Zapatero, a El Lusitania Jazz Machine é composta por artistas de ambos os lados da Raia hispano-portuguesa. Dedicando-se à investigação da música popular ibérica e africana como fonte de revitalização das raízes comuns a estes povos, esta formação utiliza o jazz enquanto linguagem universal. Reúnem-se assim, no mesmo grupo, instrumentistas extremenhos e portugueses para que, utilizando temas próprios e populares, expressem essa realidade bilingue que é a Raia. “Milho Verde” (2003), uma fusão entre o jazz e as músicas populares, foi, aliás, gravado no Centro Cultural Raiano com o apoio do Gabinete de Iniciativas Transfronteiriças da Junta da Extremadura e a Câmara Municipal de Idanha-a-Nova. Tendo realizado vários concertos em Cáceres, Campo Maior, Malpartida de Plasencia, Caldas da Rainha, entre outros locais, El Lusitania Jazz Machine é um bom exemplo do “jazz world” onde, apesar das várias uniões de sonoridades não se notam as costuras entre elas. Pelo contrário, o seu trabalho leva-nos numa viagem desde ambientes lusos, andaluzes, flamengos, africanos, mediterrânicos onde, apesar dos temas serem, na sua maioria, da autoria de Javier Arroyo, podemos ainda encontrar outros de Miles Davis ou Donald Bird.